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sábado, 22 de outubro de 2011

Origem dos Mundos Fluídicos(NOSSO LAR)


Origem dos Mundos Fluídicos(NOSSO LAR)
Por: Ary Lex
O ROUSTAINGUISMO
Embora muitos não concordem, consideramos a doutrina de Roustaing, que admite o corpo fluídico de Jesus, também tem uma deturpação do Espiritismo. E por que não dedicamos a ela um capítulo especial, na primeira edição de "Pureza Doutrinária", que saiu em 1988? Porque não penetráramos ainda, com profundidade, no assunto e não assimiláramos o pensamento de Herculano Pires: "A posição científica Kardec opõe-se à posição vulgar de Roustaing - um horrível vaidoso que se deixa levar pelos Espíritos mistificados aceitando as explicações mais ridículas e absurdas para esclarecimento de problemas escriturísticos. O grande advogado não passava de um grande ingênuo". (O Verbo Carne, Edição Cairbar, página 56, 1973).
1 - Breve histórico
Jean-Baptiste Roustaing era advogado e nasceu Bordeaux (França). Foi assessorado pela médium Emile Collignon, que lhe transmitiu comunicações mediúnicas atribuídas aos quatro evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas, João), cada qual comentando seu Evangelho, tudo dirigido por Moisés. Roustaing publicou sua obra em 1866, intitulada . Quatro Evangelhos", com o subtítulo "Espiritismo Cristão Revelação da Revelação".
No segundo século da era cristã, surgiu dentro cristianismo a doutrina do docetismo. Ensinava ela que o corpo de Cristo não era material, e sim aparente e ele não teria nascido como os homens em geral. No século IV, Apolinário de Ludicéia, dizia que Jesus não nascera de Maria, não sofrera e só morrera na aparência.
Roustaing traz de novo essas idéias. Se, como pretende os quatro Evangelhos fossem comentados agora pelos próprios evangelistas, constituiriam uma obra de altíssimo valor, que viria reforçar a Codificação. Mas as contradições e erros são tão grandes que têm prestado um desserviço ao Espiritismo. Por isso, é profundamente lamentável que a Federação Espírita Brasileira dê tamanho valor a essa doutrina desagregadora.
No Brasil, os "Quatro Evangelhos" foram introduzidos por Antônio Luiz Sayão, do Grupo Ismael (RJ), fundado em 1880.
Foi ele precursor da Federação Espírita Brasileira (F.E.B.), que veio a defender ardorosamente o roustainguismo, através das palavras e ações de todos os seus presidentes: Guillon Ribeiro, Wantuil de Freitas, Armando de Assis, Francisco Thiesen e Juvanir Borges de Souza. Fecharam eles os espíritas ingênuos numa gaiola de ouro: nenhuma pessoa poderia ter cargo diretivo se não fosse roustainguista.
Ismael Gomes Braga, dirigente da FEB, em seu livro "Elos Doutrinários" culpa os kardecistas pelo fracasso do movimento espírita francês: "Nos lugares onde os inimigos visíveis e invisíveis de Roustaing venceram a campanha que maquinaram, o Espiritismo e Kardec entraram em declínio e, ou desapareceram totalmente, ou estão adormecidos. Está demonstrado, pois, que atacar a obra de Roustaing é, de fato, atacar e minar o edifício todo da Terceira Revelação, lançar o descrédito sobre a fonte mesma do espiritismo." ( ... )"Não nos iludamos com esses pretensos defensores de Kardec. Eles são os únicos inimigos perigosos do espiritismo, por isso que se dizem espíritas, escrevem e falam em nome da Doutrina e ardilosamente lhe vão minando os alicerces eternos: os Evangelhos e a Mediunidade".
Para ele, os livros de Roustaing são um curso superior de Espiritismo.
Luciano dos Anjos, em artigo publicado no "Reformador", órgão da FEB, em 1973, afirma que a FEB é uma instituição extraterrena, nada mais sendo do que uma projeção de sua verdadeira sede que está no alto. Francisco Thiesen, ex-presidente da FEB, no "Reformador"de abril de 1987, diz que "Kardequizar é sectarizar".
O "Reformador", como se vê, sempre foi o porta-voz dos roustainguistas da FEB. Há cerca de 8 anos, em manobra política, a FEB levou, para vice-presidentes, dois espíritas paulistas, de enorme valor e dignidade, ambos kardecistas. Esperávamos que eles conseguissem abrandar, se não as idéias, pelo menos as táticas roustainguistas, mas estamos vendo que não o conseguiram, ou não quiseram. A FEB passou a assediar, por meios os mais variáveis, as poucas Entidades, como a USE-SP que se mantinham fora de seus domínios. Esperemos seu novo vôo, rumo ao Conselho Espírita Internacional.
2 - Afirmações de Roustaing
Basei-me nas seguintes fontes:
Durval Ciamponi, em seu excelente livro "Alternativas da Humanidade (Na era do Espírito)", Edições FEESP, 1996, faz um estudo resumido das 'teses roustainguistas'. Gélio Lacerda da Silva aborda longamente o assunto, no seu livro "Conscientização Espírita", Editora Opinião E, 1995. Wilson Garcia já havia sido muito feliz na pesquisa para "O Corpo Fluídico", Editora Correio Fraterno, 1987.
E não nos esqueçamos do livro que fez furor em 1973: "O Verbo e a Carne", de Herculano Pires e Júlio Abreu Filho. Em 1999, Nazareno Tourinho publicou uma excelente crítica: "As Tolices e Pieguices da Obra de Roustaing", Correio Fraterno.
Vamos então, às principais afirmações do livro "Os Quatro Evangelhos".
1 - Jesus, sendo um Espírito Crístico, não teve um corpo carnal, mas um corpo fluídico, com todas as aparências de matéria.
2- A gravidez de Maria foi aparente: "Foi obra do Espírito Santo (noção católica), porque foi obra dos Espíritos do Senhor e, como tal, aparente e fluídica, de maneira a produzir ilusão, a fazer crer numa gravidez real". Quer dizer: Maria participou de uma grande farsa. "Os espíritos prepostos à preparação do aparecimento do Messias na Terra reuniram em torno de Maria fluidos apropriados que lhe operaram a distensão do abdômem e o entumesceram." ( ... )"Seu parto foi igualmente obra do Espírito Santo, porque também foi obra dos Espíritos do Senhor e só se deu na aparência, tal como a gravidez." Vejam-se o misticismo e a arrogância, fazendo os "Espíritos do Senhor" virem fazer os partos aqui na Terra ...
3 - O leite mamado por Jesus era devolvido pelos espíritos ao sangue da mãe, sem que ela o soubesse.
4 - O corpo fluídico justifica atos da vida de Jesus, como andar sobre as águas e desaparecer do sepulcro.
5 - Os Espíritos crísticos, puríssimos, não podem encarnar, por isso, Jesus não poderia ter corpo de matéria.
6 - Tudo, na vida de Jesus, foi apenas aparente, havendo ilusão para todos os que o seguiam.
7- Deveria vir o "Espírito Regenerador", representando o Consolador prometido por Jesus, com o papel do Espírito Santo da Igreja Romana. Esta afirmação reduz a zero a universalidade da missão do Espiritismo e as manifestações mediúnicas. "Os vossos médiuns só entrarão no gozo completo de suas faculdades medianímicas quando estiver entre os homens o Regenerador, Espírito que desempenhará a missão superior de conduzir a humanidade ao estado de inocência, isto é, ao grau de perfeição a que ela tem de chegar". ( ... )" Debaixo da influência e da direção do Regenerador, caminha o chefe da Igreja Católica, a qual será, então, católica na legítima acepção desse termo, pois estará em vias de tornar-se universal, como sendo a Igreja de Cristo."
8 - Afirmam os seguidores de Roustaing que Humberto de Campos enfatiza a participação dele na obra da Codificação.
"O Mundo Maior decidiu que Kardec contaria com a coordenação de uma plêiade de auxiliares de sua obra, designados particularmente para coadjuvá-lo, nas individualidades de ]ean-Baptiste Roustaing, que organizaria o trabalho da fé; de Léon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico; de Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica; e de Camille Flammarion, que abriria a cortina dos mundos."
9 - Vem agora o absurdo dos absurdos, defendido por Roustaing. Trata-se dos "criptógamos carnudos". Para ele, os espíritos "ateus" sofrem o castigo da primitiva encarnação humana, transformando-se em larvas, que Roustaing denomina "criptógamos carnudos".
Seriam uma espécie em que se encarnam espíritos humanos que regrediram aos planos vegetal e animal. Em Botânica, criptógamos é o termo usado para designar os vegetais que possuem órgãos reprodutores ocultos. O acréscimo "carnudo" faz lembrar músculos, carne, e por isso, os remete ao reino animal. Nesses seres encarnariam espíritos humanos que regridem ao reino vegetal ou animais extremamente elementares.


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