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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Espiritismo é Racista ou Não


O Espiritismo é Racista ou Não?

O mal entendido inicia no pouco estudo e na falta de interesse em se aprofundar na questão, tanto é verdade que basta uma rápida busca no Google que vamos encontrar centenas de sites, vídeos e blogs espalhando que a doutrina espírita é racista.

Agora quem esclareça sobre esta questão tem dois ou três sites. Neste contexto resolvi reunir aqui o que o espiritismo fala a respeito a fim que você mesmo tire suas conclusões.

Os detratores usam para acusar a doutrina de Racista as seguintes informações:
(1º) Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão?"

(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).


(2º) O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.
Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais.
(Allan Kardec, Teoria da Beleza, in Obras Póstumas, p.131)"

(3º) A raça negra é perfectível? Segundo algumas pessoas, essa questão está julgada e resolvida negativamente. Se assim é, e se essa raça está votada por Deus a uma eterna inferioridade, a conseqüência é que é inútil se preocupar com ela, e que é preciso se limitar a fazer do negro uma espécie de animal doméstico adestrado para a cultura do açúcar e do algodão. No entanto, a Humanidade, tanto quanto o interesse social, requer um exame mais atento: é o que iremos tentar fazer; mas como uma conclusão dessa gravidade, num ou noutro sentido, não pode ser tomada levianamente e deve se apoiar sobre um raciocínio sério pedimos a permissão para desenvolver algumas considerações preliminares, que nos servirão para mostrar, uma vez mais, que o Espiritismo é a única chave possível de uma multidão de problemas insolúveis com a ajuda dos dados atuais da ciência. A frenologia nos servirá de ponto de partida; exporemos, sumariamente, as suas bases fundamentais para a compreensão do assunto.
(Revista Espírita Revista Espírita, abril de 1862)

Bem vamos começar a esmiuçar as questões que numerei com 1º, 2º e 3º

(1º) Primeiro.
Como os detratores da doutrina espírita sabem de antemão que a grande maioria não vai se dar ao trabalho de uma pesquisa mais profunda, eles pinçaram uma questão e jogaram no vento, sem apontar o que vinha a seguir.
E o que vem a seguir responde que a doutrina espírita é a arma que mata o racismo.
“A doutrina espírita é mais ampla que tudo isso.
Para ela, não há muitas espécie de homens, mas apenas homens, seres humanos cujos espíritos são mais ou menos atrasados, mas sempre suscetíveis de progredir. Isso não está mais conforme a justiça de Deus?”

Isto esta na mesma página é a continuação do texto, mas os que fazem aqueles que querem denegrir a doutrina colocam e divulgam uma frase fora do contexto, produzindo até vídeos e espalhando por toda web, mas vamos adiante.

(2º) Segundo.
Aqui também Kardec aponta a questão não de racismo e sim de uma lei da natureza que o homem não esta livre, a evolução das espécies que Darwin estudou e classificou, muito bem, mas, também temos que nos atentar a sua frase final; “Quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais?”
Ora fica claro que Kardec esta colocando todos na posição evolutiva, mas existe ainda o restante do artigo, onde um Médium faz uma comunicação e afirma; “Com efeito, sabeis todos o quanto é penoso o aspecto de uma encantadora fisionomia desmentida pelo caráter.
Ouvem-se falar de uma pessoa de mérito reconhecido, a revestis em seguida com os traços mais simpáticos, eficais dolorosamente impressionado em vista de uma fisionomia que contradiga as vossas previsões.
Que concluir disso? “Se não que, como todas as coisas que o futuro mantém em reserva, a alma tem a presciência da beleza à medida que a Humanidade progride e se aproxima de seu tipo divino.”

(3º) Terceiro.

Neste ponto que é o mais usando para denegrir Kardec.
Na verdade é Kardec limita-se a analisar o problema, mas não toma partido da opinião que apresenta para o julgamento do público, como cabia às finalidades da Revue - apresentava na qualidade de esboço cada hipótese e alimentando os debates, ia reunindo as idéias amadurecidas que iam surgindo para verificá-las ante o crivo da razão e da lógica, para só então incorporar ao Conhecimento Espírita.

Preste atenção ele não afirma e sim faz uma Pergunta.
“A raça negra é perfectível? Segundo algumas pessoas, essa questão está julgada e resolvida negativamente.”
Tudo haverá de ser analisado dentro do contexto em que se apresenta, e não tão somente de recortes que não expressam a idéia completa e sua análise. A visão de Kardec sob a África tem de ser considerada segundo o contexto histórico em que foi formulada.

O que não podemos esquecer e que cada etnia guarda características particulares e esta pode ser observada de maneira positiva ou negativa, mas isto não quer dizer que o seja.
Não há demérito algum em se traçar determinados paralelos, porque todos têm suas funções e aptidões, que são úteis para o progresso da humanidade em geral.


Vamos analisar o povo chinês é na sua maioria uma pessoa pequena que não passa dos 1,70 já Os irlandeses geralmente têm o cabelo "loiro avermelhado" ou "ruivo". Geralmente, eles não são altos e têm os olhos claros na maioria verde, e o que dizer das espanholas são mulheres iguais as americanas, e o venezuelano é igual ao italiano?

A verdade é que o que Kardec vez foi analisar uma questão da época, ou seja, em meados de 1862, em um tempo que o povo africano era vendidos, e eram evidentes e indiscutíveis as diferenças entre a civilização moderna e culta da Europa e os hábitos, costumes e limites culturais e tecnológicos dos povos africanos.

Conceito de racismo
O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros.
O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial.
Fonte (wikipedia)

O que os espíritos superiores falaram para Kardec sobre ESCRAVIDÃO?

II – Escravidão
829. Há homens naturalmente destinados a ser propriedade de outros homens?
— Toda sujeição absoluta de um homem a outro é contrária à lei de Deus. A escravidão é um abuso da força c desaparecerá com o progresso, como pouco a pouco desaparecerão todos os abusos.
Comentário de Kardec: A lei humana que estabelece a escravidão é uma lei contra a natureza, pois assemelha o homem ao bruto e o degrada moral e fisicamente.

830. Quando a escravidão pertence aos costumes de um povo, são repreensíveis os que a praticam, nada mais fazendo do que seguir um uso que lhes parece natural?
— O mal é sempre o mal. Todos os vossos sofismas não farão que uma ação má se torne boa. Mas a responsabilidade do mal é relativa aos meios de que dispondes para o compreender. Aquele que se serve da lei da escravidão é sempre culpável de uma violação da lei natural; mas nisso, como em todas as coisas, a culpabilidade é relativa. Sendo a escravidão um costume entre certos povos, o homem pode praticá-la de boa fé, como uma coisa que lhe parece natural. Mas desde que a sua razão, mais desenvolvida e, sobretudo esclarecida pelas luzes do Cristianismo, lhe mostrou no escravo um seu igual perante Deus, ele não tem mais desculpas.

832. Há homens que tratam os seus escravos com humanidade, que nada lhes deixam faltar e pensam que a liberdade os exporia a mais privações. Que dizer disso?
— Digo que compreendem melhor os seus interesses. Eles têm também, muito cuidado com seus bois e, seus cavalos, a fim de tirarem mais proveito no mercado. Não são culpados como os que os maltratam, mas nem por isso deixam de usá-los como mercadorias, privando-os do direito de se pertencerem a si mesmos.

E o que vale é que existe para a doutrina espírita são “apenas homens, seres humanos”
799. De que maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso?
— Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz os homens compreenderem onde está o seu verdadeiro interesse. A ‘vida futura não estando mais velada pela dúvida, o homem compreenderá melhor que pode assegurar o seu futuro através do presente. Destruindo os preconceitos de seita, de casta e de cor, ele ensina aos homens a grande solidariedade que os deve unir como irmãos.

Porque hoje estamos encarnados como homens amanhã poderão retornar como mulheres, como americanos, judeus, africanos, etc., portanto estamos na situação escolhida, como já afirmei em outro artigo que você pode ler aqui.
Porque o Espírita é antimarxista?

O espírito é o músico, enquanto o corpo é seu instrumento. Cada um recebe um corpo em concordância com suas necessidades evolutivas e conforme a missão que tem de cumprir no meio em que encarnar. Portanto não cabe analisar a questão sob o ponto de vista materialista, porque somos espíritos encarnados em corpos humanos e o que define o ser é o espírito.

Uma doutrina de liberdade, como a espírita, não compactua com nenhuma ideologia que vise à discriminação racial entre os grupos sociais. O sectarismo racial, segundo o Espiritismo, tende a se tornar coisa do passado.
As pessoas e as nações evoluem. Segundo os Espíritos, “os mundos também se acham submetidos à lei do progresso. Todos começaram como o vosso, por um estado inferior, e a Terra mesma sofrerá uma transformação semelhante, tornando-se um paraíso terrestre, quando os homens se fizerem bons.” À medida que a humanidade melhora em inteligência e moralidade, todas as formas de preconceito e segregação tenderão a desaparecer definitivamente.
Nesse aspecto, o comentário de Kardec à questão citada é bem oportuno: “Assim, as raças que atualmente povoam a Terra desaparecerão um dia e serão substituídas por seres mais e mais perfeitos. Essas raças transformadas sucederão à atual, como esta sucedeu a outras que eram mais grosseiras.”

Agora em nível de atraso estamos todos no mesmo barco, pois se existiu a escravidão não foi apenas fruto da ação do homem branco.
A escravidão não era – e nunca foi – privilégio exclusivo das raças ditas brancas. Provavelmente, muito antes da instituição dessa prática pelas sociedades brancas, a escravidão já era – e ainda é – praticada no seio do próprio continente africano, pelo fato de sabermos que, certamente, a raça negra é bem mais antiga do que a branca.
CONTINUA AQUI.
  Zumbi dos Palmares tinha escravos

O que prova que somos todos, farinha do mesmo saco seja preto, branco, amarelo, pardo, rosa ou lilás, pois aqueles que escravizaram serão escravizados e Jesus já tinha alertado sobre a lei de causa e efeito, afirmando claramente a Pedro: Quem por espada ferir, por espada será ferido.

Portanto não existe possibilidade da pessoa ser espírita e ao mesmo tempo ter preconceito contra gays ou ser racista porque a doutrina é bem clara neste ponto, somente a hipocrisia e a incoerência explica uma pessoa adotar a doutrina espírita como sua filosofia de vida e ser preconceituosa.

Para entender melhor hoje eu estou na classe media, amanhã não sei poderei retornar na pobre ou na rica, portanto não sou Branco estou branco.
Mas, isto requer muito mais que um simples texto, se você quer aprender doutrina espírita estude a doutrina espírita, procure as obras básicas.
Começa aqui. (Campanha: Kardec Para Todos! )

Em minha opinião, como pesquisador e editor do site Republica dos Espíritos, é que as questões sociais não são encaradas face a face pelo movimento espírita atual.
Deixando espaço para que os detratores da doutrina divulguem a mão cheia que a doutrina espírita ensina a pessoa a ser racista, homofobica, machista e etc.

Não sou a favor das cotas e tenho reservas quanto às ações ditas afirmativas, que de afirmativas não tem na verdade é nada, o que temos é a política da hipocrisia e da lei de Gerson onde os espertalhões escondem suas verdadeiras intenções.
Veja aqui a opinião de Walter Williams é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.
Ele sintetiza de maneira perfeita o pensamento espírita sobre a desigualdade social, sem ser um espírita.
CLIQUE AQUI.

Para finalizar quero dizer que sou contrario a racialização do Brasil por isso apoio e você deveria ler os artigos deste site.
http://noracebr.blogspot.com/

Temos que encarar as situações das minorias face a face, as questão da mulher, dos homossexuais, das etnias discriminadas, dentre outras, não podem ser desprezadas. Isso significa inserir o Espiritismo na modernidade e assim, enfrentar toda a problemática existencial de nosso tempo, pois a doutrina tem todos os elementos racionais para responder nossas duvidas.

Acredito que ficou claro para o leitor que a maior arma contra o preconceito é o entendimento da vida futuro que a doutrina espírita apresenta. Pois à medida que a humanidade sabe de onde vem para onde vai e que seu futuro é forjado com suas atitudes, ela vai rever seus conceitos e seus preconceitos, a fim de pavimentar a estrada para uma sociedade onde reine a igualdade a fraternidade e a liberdade.

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sábado, 29 de novembro de 2014

Desconstrução da família tradicional

A mensagem da Dra. Damares Alves, é impactante pela crueldade psicológica com que estão sendo tratadas as crianças das escolas do Brasil.

DAMARES ALVES é pastora, advogada, membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, atualmente exerce as funções de Assessora Parlamentar no Congresso Nacional, Assessora Jurídica da Frente Parlamentar Evangélica e Secretária Nacional do Movimento Brasil Sem Aborto.
É também assessora jurídica  da Frente Parlamentar da Família e Apoio a Vida, liderada pelo senador Magno Malta e co-fundadora do movimento  ATINI – Voz Pela Vida, que exerce uma importante luta no combate à violência contra crianças indígenas.
Além disso, a Dra. Damares Alves é Diretora de Assuntos Parlamentares da ANAJURE – Associação Nacional de Juristas Evangélicos.

Você pode ser preso por postar fotos de sua Família.
http://midiadeofertas.blogspot.com.br/2013/04/voce-pode-ser-preso-por-postar-fotos-de.html

Famosos que já foram acusados de homofobia.
http://midiadeofertas.blogspot.com.br/2014/01/famosos-que-ja-foram-acusados-de.html

Porque a Homofobia não existe?
http://midiadeofertas.blogspot.com.br/2011/04/porque-homofobia-nao-existe.html

Refutando a desnaturalização da heterossexualidade
http://midiadeofertas.blogspot.com.br/2013/04/refutando-desnaturalizacao-da.html

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Perseguição Comunista que espíritas sofreram no século XX




Perseguição Comunista que espíritas sofreram no século XX


O REFORMADOR (a velha revista da Feb) faz uma entrevista com o Sr. Josef Jackulak, bem interessante e reveladora a respeito do movimento espírita nos países do leste europeu na época da chamada "cortina de ferro".

O Sr. Jackulak relata a proibição da existência dos grupos espíritas , a perseguição violenta a espíritas e o esforço de alguns em perseverarem no estudo e divulgação da doutrina não obstante os brutais obstáculos.

A Entrevista está aqui:



O Espiritismo em Cuba
(Seção em parceria com a "Liga de Historiadores e Pesquisadores Espíritas"
Comitê Editorial da LIHPE)
A história desconhecida de um país onde o Movimento Espírita foi muito atuante
O Espiritismo completará seu sesquicentenário (150 anos) em 2007, e precisamos conhecer suas raízes e desenvolvimento em todos os lugares. Por isso, vale a pena saber seu histórico num lugar em que pouco se conhece sobre ele, mas que um dia foi um dos mais destacados e atuantes do Movimento Espírita internacional. Trata-se de Cuba, 111.OOOkm2, 11 milhões de habitantes, atualmente com taxa de analfabetismo de 4%, país sem religião oficial, e que foi uma colônia espanhola até 1898, passando por curta dominação americana até 1902, quando o país se tornou independente; mas os EUA continuaram por muitos anos a exercer constante influência política na Ilha.

Em 1959, através de um golpe, assumiu o governo Manuel Urtia, continuando a instabilidade no país, e em seguida Fidel Castro (1927) assumiu o governo, com o apoio comunista da URSS, acabando com todos os movimentos religiosos do país, e levando à dissolução da Confederação Nacional Espírita de Cuba e de todo o Movimento Espírita oficial, em 1963.

Mas antes deste fator político, o país foi um dos mais ativos que existiram em todo o mundo na adoção e prática do Espiritismo.
Este fato extraímos do registro de um grande trabalhador que lá viveu mais de cinqüenta anos, o Sr. Luís Guerrero Ovalle (1895-1990), que nasceu em Léon, Espanha, e em 1906 se transferiu com a família para a Argentina, onde estudou e seu pai trabalhou como notário público.

Em 1909 ele se mudou para Cuba, continuando os estudos e passando a trabalhar na área bancária, tendo sido administrador de vários bancos neste país, onde residiu até 1960, quando se transferiu para Miami/EUA. Aos 21 anos, plenamente adaptado à cultura cubana, ingressou no Movimento Espírita, pois começou a ler e estudar O Livro dos Espíritos, quando sua mãe desencarnou.

Exerceu cargos em várias instituições espíritas, colaborou em muitos periódicos e traduziu ao espanhol obras mediúnicas de Francisco Cândido Xavier (1910-2002), Divaldo Franco (1927-), Yvonne A. Pereira (1900-1984) e outros. Nos Estados Unidos, o Sr. Ovalle foi fundador da Ciência Espiritualista Kardeciana e graças a ele pudemos tomar apontamentos da história do Espiritismo em Cuba, conforme está publicado no periódico Credo Espírita, fundado em 1981, e editado pela Libreria Kardec (Ano IV, Num 2, Miami, março de 1985 e ss.).

As fases da história espírita no país
Inicialmente, há notícias de que no período colonial os índio Tamos e Siboneyes tinham o hábito de produzir vários fenômenos espíritas, mas a partir de 1856 é que começaram a surgir os primeiros núcleos mediúnicos nas cidades de Havana, Sagua La Grande, Sancti Spiritus, Manzanillo, Caibarien e Santiago.

A partir de 1870 começaram a se constituir um grande número de periódicos espíritas, como La Luz de Ultratumba (1874), La Ilustración (1878), Luz de los Espacios (1881), La Antorcha de los Espírítus (1882), El Buen Desejo (1884), La Luz del Evangelho (1885), La Buena Nueva (1886; La Alborada (1888), La Nueva Alianza, de Cienfuegos.

As instituições se estruturaram e, em trinta anos, por ocasião do Primeiro Congresso Internacional Espírita, em 1888, em Barcelona, três cubanos estiveram presentes e cinco instituições se fizeram representar: Centro La Reencarnación, Havana, Centro El Salvador, de Sagua La Grande, Sociedad Espiritista, de Matanzas, Centro Lazo Unión, de Cienfuegos, Centro San Pablo de Malpáez, Quemado de Güines.

Para dar-nos um referencial, desconsiderando a Espanha, país-sede do Congresso, e a França, berço do Espiritismo, Cuba foi o país que teve maior representação no evento, juntamente com o México, pois quase todos tiveram só uma entidade representante, dois países tiveram dois grupos, a Bélgica teve somente quatro.

A admiração pelos cubanos aumenta se compararmos o número de periódicos espíritas que enviaram adesão a este primeiro encontro internacional pois, novamente desconsiderando a França e a Espanha (países dos quais somente quatro e nove periódicos aderiram, respectivamente), Cuba foi também o país que mais se fez representar, com três periódicos.
Os outros países tiveram somente um ou dois periódicos representados, e só a Itália teve também três. Estes números demonstram que os cubanos eram muito conscientes e atuantes na própria organização e na divulgação espírita.

Federação Espiritista de Cuba
Em 22/7/1890 foi fundada a Federación Espiritista da Ia Isla de Cuba (Federação Espiritista da Ilha de Cuba), reunindo vinte e três instituições do país, considerando que não puderam participar as instituições de Matanzas e Oriente. O objetivo da Federação estava bem claro no artigo primeiro de seu Regulamento: A Federação tem por objetivo a união de todos os centros espiritistas de Cuba, para estender a propaganda do Espiritismo por meio da palavra, escrita ou falada, e a prática de toda virtude pública e privada.

A diretoria da Federação denominava-se Conselho Regional, e nos anos seguintes aumentou muito o número de instituições e periódicos no país, a tal ponto que, por ocasião do Primeiro Congresso Nacional Espiritista de Cuba, no Teatro Payret, em 1920, houve 562 Delegados, 113 Centros Espíritas e 336 representações pessoais.

Neste Congresso lançaram-se as bases para que, em 1922, fosse criada a Federação Nacional Espiritista da Cuba independente que, em 1941, passou a denominar-se Confederação.
Os cubanos marcaram presença no Congresso Internacional Espírita de Barcelona, em 1934, e em 1935 deram início a uma série nunca vista de Concentrações Espíritas Nacionais, que a partir de 1944 passaram a chamar-se Congressos, tendo se realizado vinte e seis eventos, de 1935 até 1963, o que significa que houve praticamente um por ano, abrangendo vários lugares da Ilha (Santa Clara, Camagüey, Havana, Matanzas, Santiago de Cuba, Villa de Guanajay Bayamo, Cóton e Pilar del Rio). Na 8ª Concentração, em 1942, decidiu-se criar a importante instituição social Clínica del Alma, em Camagüey, hospital que objetivava a cura e recuperação de obsidiados, a qual até 1966 exerceu um importante papel para a ajuda aos necessitados, quando por Decreto foi incorporada ao Ministério da Saúde Pública. Destacamos também que Cuba teve vários programas de rádio em Havana, desde 1941, como O Psiquis e o Doutrina Espírita, na rádio Alvarez.

Em 1957, houve uma grande comemoração pelos cem anos do lançamento de O Livro dos Espíritos, ocasião em que a Federação Espírita Brasileira e La Editorial Constancia, da Argentina, venderam exemplares deste livro aos cubanos por preço ínfimo.

A Sra. Eva Guevara Arias, ativa trabalhadora da Federação Provincial do Oriente, até 1963, ano em que se celebrou um Congresso Espiritista Extraordinário, em Regla, Havana, o qual dissolveu a Confederação Espiritista, em face da situação política da Ilha.


Conclusão
Devemos registrar que foi aprovada no Congresso de 1920 uma moção pela qual se estabeleceu o dia 31 de março como o Dia Espírita, por iniciativa do Centro Espírita Luy y Caballero; em outubro de 1953, realizou-se o Terceiro Congresso Espiritista Panamericano, em Havana; em 21/4/1957 foi erigido em praça pública o busto de Allan Kardec, também em Havana, por iniciativa da Associação Espiritista Enrique Carbonell, mas com a revolução comunista o mesmo foi retirado da praça.

O Sr. Dante Culzoni Soriano, Presidente da CEPA, enviou carta ao Presidente de Cuba, em 1972, protestando contra a retirada do busto de Allan Kardec da praça e pedindo sua reinstalação, mas não obteve resposta.

Uma pessoa, o Sr. Alfredo Duran, em Havana, teria conseguido recuperar esta peça, a qual teria ficado em sua posse. Com dificuldade, conseguimos localizá-lo por telefone em Havana, e ele confirmou a história, informando que o busto se encontra em sua residência, guardado com veneração. Tendo em vista uma reportagem saída na Revista Internacional de Espiritismo, que falava sobre Cuba, contatamos por telefone Clóvis Portes, brasileiro, residente em Belo Horizonte e Ipatinga/MG, que informou que nas oito vezes em que esteve em Cuba, nos últimos dez anos, ele lá encontrou discretas sociedades espíritas, não oficiais, muitas praticando um tipo de mediunismo caribenho, e nestas viagens ele vem tentando levar uma vivência do Espiritismo fiel aos princípios de Allan Kardec.


Enfim, pela precocidade com que o Espiritismo surgiu em Cuba, em 1856, antes do próprio advento da Codificação, pelo número de sociedades e periódicos espíritas nos séculos XIX e XX, que o colocam como um dos primeiros em nível internacional; pelas incomparáveis realizações no tocante a Congressos e Concentrações Espíritas, coisa nunca vista em nenhum país do mundo; por estabelecer por moção, em 1920, o dia 31 de março como o Dia Espírita, o que só depois de décadas algumas cidades começaram a fazê-lo; por ter erigido na Capital um busto de Allan Kardec em praça pública, em 1957; pelos programas espíritas de rádio na década de 1940; por movimentar até as autoridades civis e militares em seus eventos, da Europa e América, por estes motivos Cuba possui uma grande riqueza histórica a ser descoberta e relatada.

Contatos estão sendo estabelecidos com Clóvis Portes e o Sr. Alfredo Duran para se tentar levar oficialmente grandes oradores espíritas brasileiros a Cuba, ajudando a plantar as sementes para o ressurgimento dos ideais espíritas nesta Ilha, cujo histórico, apesar de desconhecido hoje, muito dignifica a Doutrina Espírita...
Washington L. N. Fernandes

FONTE: (Publicado no Boletim GEAE Número 460 de 29 de julho de 2003 )




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Não Seja cúmplice da Mentira

Espírita não vota em esquerdistas.
 

Esta técnica foi publicada no site Ludwig Von Mises Brasil, e se refere a um recurso que todo e qualquer esquerdista sempre utiliza em um debate para tratar das propostas da direita. (E, enquanto isso, a direita não revida adequadamente)
Segundo o texto, quando alguém da direita defende uma sociedade livre da coerção estatal, esquerdistas apelam para o lançamento de uma série de hipóteses “desumanas”, as quais, segundo eles, seriam frequentes em um ambiente sem a mesma coerção estatal.
Exemplos:
  • “Sem saúde pública, o que ocorrerá a um sujeito pobre que ficar doente, não tiver plano de saúde, e não conseguir convencer amigos, familiares ou instituições de caridade a pagarem por seu tratamento?”
  • “Sem educação pública, como os pobres irão se educar?”
  • “E se um idoso for fraudado por uma empresa de previdência privada e os criminosos desta empresa desaparecerem com todo o seu dinheiro?”
  • “E se uma criança pobre estiver morrendo de fome nas ruas, e ninguém se oferecer para alimentá-la?”
  • “E se um sujeito sem instrução e sem nenhuma habilidade prática não conseguir arrumar um emprego, quem irá ajudá-lo?”
Como o site diz, quem é contra o estado inchado sempre é obrigado a se defrontar com esses questionamentos. Se for ingênuo e dizer “Ah, isso não é problema meu!”, o esquerdista capitalizará politicamente.
Só que o esquerdismo, defendido pelo oponente, é parte vigente da sociedade atual, que é repleta de injustiças e atrocidades mesmo em um cenário onde pagamos um absurdo de impostos.
A sugestão é que contra os esquerdistas sejam lançados questionamentos para contrangê-los também.
Exemplos:

  • “E se o Congresso aprovar uma lei injusta, o presidente sancioná-la e o Supremo Tribunal impingi-la?”
  • “E se o governo decretar que é proibido trabalhar em troca de um determinado valor salarial?”
  • “E se o governo proibir a concorrência em determinados setores da economia?”
  • “E se o governo quiser desarmar a população?”
  • “E se o governo for leniente com sequestradores, assassinos e grupos terroristas ideologizados?”
  • “E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?”
  • “E se o governo decretar que determinadas opiniões são proibidas, sendo passivas de encarceramento?”
  • “E se o governo estipular que apenas seus empresários favoritos podem receber subsídios e atuar em determinados mercados?”
  • “E se o governo resolver desapropriar moradores pobres para construir ruas, estradas ou complexos esportivos nesses locais, favorecendo suas empreiteiras favoritas?”
  • “E se o governo decidir encarecer a importação de produtos de qualidade?”
  • “E se o governo estipular regras e burocracias que dificultem sobremaneira o empreendedorismo?”
  • “E se o governo decretar que apenas os seus serviços de segurança e justiça podem ser utilizados?  E se estes forem ruins?”
  • “E se os integrantes do governo praticarem corrupção?  Quem irá puni-los, uma vez que os serviços de justiça foram decretados monopólio estatal?”
  • “E se o governo assumir o controle da educação, determinando os currículos das escolas e das universidades, tornando a população mais imbecilizada?”
  • “E se o governo assumir o monopólio da moeda e decidir inflacioná-la continuamente, destruindo a poupança dos trabalhadores?”
  • “E se o governo aumentar continuamente o confisco da renda dos cidadãos para repassar o butim à sua própria burocracia e a grupos de interesse politicamente bem organizados?”
  • “E se o governo me recrutar compulsoriamente e me enviar para uma guerra injusta, e eu sofrer uma morte horrenda e dolorosa?”
  • “E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?”
  • “E se uma pessoa se entregar a um estilo de vida nada saudável e onerar a saúde pública?”
  • “E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?”
  • “E se uma pessoa, levada pela certeza de que a Previdência Social cuidará dela até sua morte e que o governo lhe dará todos os remédios necessários, se entregar a um estilo de vida pouco saudável e ter uma velhice inválida e sofrida?”
  • “E se o governo decidir que eu sou obrigado a financiar programas dos quais discordo moral e eticamente?”
  • “E se o governo decidir mandar para a cadeia todos aqueles que não lhe pagarem tributos?”
Como o texto diz, a partir do momento em que começa um jogo de “e se”, realmente é difícil parar de imaginarmos hipóteses. A capacidade de gerar hipóteses que gerem constrangimento ao proponente de qualquer sistema é praticamente infinita.
A regra deste método é: quando alguém faz uma proposta, é também co-responsável pelos efeitos colaterais desta proposta. Deve-se, portanto, divulgar em público os efeitos colaterais da proposta do oponente, e, de acordo com esta técnica, questioná-lo e colocá-lo na parede a respeito destes efeitos.
Neste caso, este método de propaganda pode ser muito mais devastador aos esquerdistas do que aos direitistas.


sábado, 4 de outubro de 2014

No que acredita o Reacionário?

O Credo do Reacionário (Por Erik von Kuehnelt-Leddihn)

Eu não hesito em anunciar que sou um reacionário. Eu tomo com um profundo orgulho, na verdade. Não vejo mais razão em olhar para a frente, para um futuro desconhecido, ao invés de olhar para trás nostalgicamente para valores conhecidos e comprovados.

O termo "reacionário", na forma em que uso, não representa um conjunto de ideias definitivos e imutáveis. Representa uma atitude de espírito. Como um reacionário, eu me ressinto em opor o espírito e as tendências da época em que sou obrigado a viver e buscar restaurar o espírito que teve a sua melhor personificação em períodos já passados.

As circunstâncias em que o termo "reacionário" é aplicado como um epíteto para fascistas e outras marcas do homem moderno - as quais um verdadeiro reacionário tem apenas desprezo -  não é minha culpa.

Como um reacionário honesto, eu naturalmente rejeito o Nazismo, Comunismo, Fascismo e todas as ideologias relacionadas que são, de fato, um reductio ad absurdum da chamada democracia e do “povo no poder”. Eu rejeito os pressupostos absurdos do governo da maioria, do parlamento hocus-pocus, o falso liberalismo materialista da Escola de Manchester e o falso conservadorismo dos grandes banqueiros e industrialistas. Eu abomino o centralismo e a uniformidade da vida em rebanho, o espírito estúpido racista, o capitalismo privado, bem como o capitalismo de estado (socialismo) que contribuíram para a ruína gradual da nossa civilização nos últimos dois séculos. O verdadeiro reacionário desses dias é um rebelde contra os pressupostos prevalecentes e um "radical" que vai até as raízes.
 

 Pessoalmente, sou um reacionário da fé Cristã Tradicional, com uma perspectiva liberal e com propensões agrárias. Onde tantos ao redor adoram o "novo", eu respeito as formas e as instituições que têm crescido organicamente por um longo período de tempo. Os períodos que precederam as duas grandes tempestades - a Idade Média e a Renascença, terminadas pela Reforma e no século XVIII, terminada pela Revolução Francesa – essas são ricas em formas e ideias de importância duradouras.  A universalidade de Nicolas de Cues ou de um Alberto Magno, a glória da Catedral de Chartes e o barroco tardio da Áustria, figuras inspiradoras como a Maria Teresa, Pascal, George Washington ou Leibnitz fascinam-me mais do que os três "homens comuns" do nosso tempo - Mussolini, Stalin e Hitler ou o esplendor democrático de uma loja de departamentos ou o vazio espiritual dos comícios comunistas e fascistas magnetizados por uma multidão em êxtase.

A nota introdutória a este declínio da civilização foi escrita por Martin Luther, que cultuava a nação, exaltava o estado e vociferava contra os Judeus; pelo bárbaro real do trono Inglês que suplantou o espírito católico do seu país com um provincianismo paralisante; pelo primeiro  "moderno" - o de Genebra, que negou a base de toda a liberdade filosófica, livre arbítrio - e o outro de Genebra que pregava o retorno à selva na forma de um barbarismo idílico.  Estes quatro cavaleiros - Lutero, Henrique VIII, Calvino e Rousseau - eram apenas os arautos das coisas mais fatídicas que estavam por vir. O desastre final foi, na Revolução Francesa, diante do eterno dilema de escolher entre liberdade e igualdade, decidiu-se pela igualdade. A guilhotina e os magistrados de Estrasburgo que acreditavam que a torre da catedral deveria ser demolida porque essa estava acima do nível igualitário de todas as outras casas, são símbolos do modernismo e do "progresso" perverso.

As massas, formando maiorias organizadas e abraçando ideias idênticas e odiando uniformemente todos aqueles que ousam ser diferentes, são o produto atual dessas várias revoltas.   Padre ou judeu, aristocrata ou mendigo, gênio ou imbecil, o não conformista-político e explorador da filosofia - todos eles estão na listas dos proibidos. O rebanho manda hoje em quase todos os lugares, com diversos meios e sob os mais diversos rótulos. É a essa tirania que eu me oponho.

II



Como um reacionário, acredito em liberdade, mas não igualdade. A única igualdade posso aceitar é a igualdade espiritual de dois bebês recém-nascidos, independentemente da cor, credo ou raça de seus pais. Não aceito nem o igualitarismo degradante dos "democratas", nem as divisões artificiais do racistas, nem as distinções de classe dos comunistas e esnobes.

Seres humanos são únicos. Eles devem ter a oportunidade de desenvolver suas personalidades -- e isso significa responsabilidade, sofrimento, solidão. Não somente gosto do princípio da monarquia como também gosto de todas as pessoas que são coroadas. E há todos os tipos de coroas, a mais nobre delas, composta por espinhos. O Homem Moderno -- este animal dócil, "cooperativo" e urbanizado -- não é preferência de um reacionário.

Eu acredito na família, na hierarquia natural dentro da família e no abismo natural entre os sexos. Eu amo os velhos cheios de dignidade e pais orgulhosos, mas também adoro crianças corajosas e justas. Em uma hierarquia o membro mais inferior é funcionalmente tão importante quanto o mais elevado. E o abismo entre os homens e as mulheres me parece uma coisa boa também. Não há triunfo na construção de uma ponte sobre uma mera poça.

Eu gosto de pessoas com propriedades. Não estou nada entusiasmado com um colega desenraizado em um apartamento, com um número social como sua principal distinção. Eu detesto o capitalismo que concentra a propriedade na mão de poucos, não menos do que o socialismo que quer transferi-lo para o grande ninguém, uma hidra com um milhão de cabeças e sem alma: Sociedade. Gosto de pessoas com sua própria morada, com seus próprios campos, com seus próprios pontos de vista levando-os a ações independentes. Eu tenho medo da massa: os 51 por cento que votaram em Hitler e Hugenberg; a multidão em frenesi que apoiou o Terror Francês; os 55 por cento dos brancos dos Estados do Sul que mantiveram 45 por cento dos negros "em seu lugar" com uma ajuda de torchas e cordas.

Eu temo todas as massas que consistem de homens com medo de serem únicos, de serem pessoas; se importando mais com a segurança do que a liberdade, temendo seus vizinhos ou a "comunidade" mais do que Deus e suas consciências. Essas são pessoas que não exigem somente a igualdade, mas também identidade. Eles suspeitam de qualquer um que se atreve a ser diferente. Eles preferem apenas os "ordinary, decent chaps" ingleses, "regular  guys" americanos ou "rechte Kerle" no padrão alemão. O homem moderno parece ter apenas um desejo: ver tudo moldado na sua própria imagem; ele detesta personalidade e tenta se assimilar. O que ele não consegue assimilar, ele extirpa. Toda a nossa época é marcada por um vasto sistema de nivelamento e agências que compõem as escolas, anúncios, quartéis, bens, jornais, livros e ideias produzidos em massa. O lado sombrio dese processo pode ser visto no ostracismo social praticado contra as minorias nas democracias pseudo-liberais; nos matadouros humanos e campos de concentração das nações totalitárias superdemocráticas; nos fluxos intermináveis de refugiados vagando sem rumo em todo o mundo.

Liberdade, afinal, é um ideal aristocrático. Em Washington, na frente da Casa Branca, na Jackson Square, há um simbolo maravilhoso: o monumento ao igualitarismo americano cercado por estátuas dos quatro nobres europeus que vieram para a América lutar pela liberdade e não pela identidade - o nobre Russo - Kosciuszko, Barão yon Steuben, o Conde de Rochambeau e o Marquês de Lafayette. O Barão de Kalb é comemorado em outros lugares e ao Conde Pulaski foi dado o nome a uma rodovia em Nova Jersey e uma estatua em Savannah. Pulaski foi o único general morto no Grande Levante Whigs Americano. Nós , reacionários (quer saibamos ou não) somos todos Whigs. Nossa tradição, em países de lingua inglesa, repousa sobre a Carta Magna, que só os ignorantes chamará de "democrática".

Eu não tenho afinidade pelo "liberalismo" do século XIX, com seu materialismo grosseiro e a crença pagã na "sobrevivência do mais apto", ou seja, do mais  inescrupuloso. Nas condições europeias, sou naturalmente monarquista,  porque a monarquia é, basicamente, supra-racial e supra-nacional. As instituições livres sobrevivem melhor não somente nas monarquias do Noroeste da Europa, mas também na área etnicamente mista da Europa Central e Oriental. Um europeu deve preferir monarcas de origem estrangeira com esposa estrangeira, mãe e filhos estrangeiros do que um "líder" político pertencente apaixonadamente a uma nacionalidade, classe ou partido específico.

Eu me sinto mais livre como um homem que não faz parte da escolha de ninguém do que se fosse alguém nomeado pela maioria, seguindo cegamente as emoções superaquecidas. Voltaire teve mais chances de influenciar os tribunais de Paris, Putsdam e São Petersburgo do que um Dawson, Sorokin, Ferrero ou um Bernanos tiveram para influenciar as massas "democraticas". Os monarcas europeus intelectualmente e moralmente igualaram-se com seus imitadores republicanos. Os Bourbons certamente são comparáveis com os politicos das três Republicas Francesas. Os Fuhers da era totalitária podem ter sido muitas vezes mais "brilhante" e bem sucedidos pois eram menos escrupulosos. Apoiado por plebiscitos cuidadosamente encenados, eles se sentiram justificados em tolerar matanças que nenhum Bourbon, Habsburg ou Hohenzollern teriam arriscado. Platão nos disse, há mais de dois mil anos atrás, que a democracia se degenera inevitavelmente em ditaduras e de-Toccqueville re-enfatizou isso em 1835.  A maioria dos idiotas, de ambos os lados do Atlântico, continuaram a confundir democracia com liberalismo, dois elementos que podem, ou não, coexistir. Uma "proibição" apoiada por 51 por cento do eleitorado pode ser muito democrático, mas é dificilmente liberal.

III



O que nós reacionários queremos, é liberdade e a diversidade. Nós acreditamos que existe uma força peculiar na diversidade. St. Estevão, Rei da Hungria, disse a seu filho: "Um reino de apenas uma linguagem e um costume, é tolo e frágil". Isso é contrário a crença supersticiosa demo-totalitária de nossa época da uniformidade. Os fascistas italianos que destruíram todas as instituições culturais de não-italianas. Os Tecnocratas progressistas clamavam que, uma vez que essa guerra chegasse à América, iriam confiscar toda a impressa de língua estrangeira.

Como um reacionário, gosto de patriotas; que ficam entusiasmados com a sua pátria, sua terra natal; e não gosto de nacionalistas, que ficam excitados com sua língua e seu sangue. O reacionário defende a ideia de solo e liberdade, ele luta contra o complexo de sangue e igualdade.

Como um reacionário, eu possuo opiniões definitivas como também opiniões provisórias. "Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em todas, a caridade" é um bom programa reacionário. Se eu considerar algo ser a Verdade, eu desconsidero toda opinião que contrária.  Mas discordo com alguns eclesiásticos medievais ou com os conservadores de visão curta, que acreditavam que o erro pode ser combatido pela força. Qualquer erradicação meticulosa de erro por meios artificiais (sempre dirigida contra pessoas e não contra a idéia em si) acaba fazendo a Verdade ser intragável, obsoleta e desinteressante. Como reacionário, respeito qualquer pessoa que, com coragem e sinceridade, mantém visões errôneas, embora seguindo sua consciência. Eu tenho infinitamente mais respeito a um anarquista fanático catalão, ou por um Judeu Ortodoxo, ou por um Calvinista linha dura do que a um humanitário pseudo-liberal com uma veneração secreta a um estado onipotente. Um verdadeiro reacionário é um homem de fé absoluta e generosidade absoluta. Ele concilia dogma e liberdade.

Como um reacionário, gostaria de ver materializado neste país, mais ideias anti-democráticas dos Pais Fundadores. De fato, poucos escritores europeus escreveram mais fortemente contra ao demos do que Madison, Hamilton, Marshall, John Adams ou mesmo Jefferson que esteve do lado da aristocracia do mérito, não pela regras da massa. No entanto, o centralismo de Hamilton é basicamente esquerdista. Nem aqui nem na Europa isso deve prevalecer. O que precisamos de ambos os lados do Atlântico é mais uma atitude pessoal. Colossialismo e coletivismo são o inimigo. O agricultor de Hindelang, por exemplo, deve antes de tudo, ter orgulho de ser o chefe de uma família, dono de uma fazenda e depois, de ser um morador de Hindelang. Após um reflexão mais aprofundada, ele deve encontrar orgulho em ser um dos camponeses do Vale do Allgau e também por ser Bávaro. Seu Germanismo deveria ser uma unidade mística no próprio horizonte de seus pensamentos. Mas a tendência moderna é a de estabelecer uma hierarquia inversa de lealdades. A ênfase nazista em noventa milhões de alemães, a ênfase Soviética sobre "as massas", a identificação pelo "maior" com o "melhor, nos mostra a degradação expressa na adoração da quantidade, o nosso desprezo pela pessoa, todo o nosso desespero moderno pela singularidade humana.

Eu defendo que o Estado, as empresas e as fábricas, são os grandes donos de escravos de nossos tempos. "Fulano" trabalha como o seu antepassado espiritual, o servo medieval, um dia e meio por semana para o seu senhorio. De quatro cheques semanais, ele entrega pelo menos um para a empresa que aluga o seu habitat. Se não fazê-lo, resultará em desapropriação, uma ameaça desconhecida para o servo feudal do século XIII. Na fábrica, ele trabalha, diferentemente de um membro da guilda, para investidores desconhecidos, bem como para líderes sindicais corruptos, se não, como na URSS, para uma combinação leviatã de Estado e Sociedade. Os trabalhadores devem possuir as ferramentas de produção; não existe nenhuma razão terrena para que eles não devam possuir fábricas, em um sentido literal ou ser titulares de todas as ações comercializadas. Uma usina pode ser uma comunidade viva não menos do que uma oficina medieval.

u gosto das pessoas que são "atrasadas", como os tiroleses, os alpinistas suíços  os escoceses, os moradores de Navarra, os bascos, os sombrios camponeses dos Bálcãs  os curdos. Eles escaparam de um mal menor da servidão na Idade Média e do grande mal da urbanização dos tempos modernos. Eles são bastante reacionários, conservadores e amam a liberdade. Eles podem dar ao luxo de serem conservadores porque sua cultura está fora de sintonia com os tempos modernos; o que eles possuem, vale a pena preservar. O conservador urbano, por outro lado, não é senão um "progressista" inibido.




Eu acredito no homem de excelência, no homem do dever; contra o Homem-Comum cuja a única força está nos números, cuja a manifestação política é a submissão à "convicções" pré-fabricadas ou a "líderes" que, diferentemente dos "governantes", não diferem das massas, mas personificam todas as suas piores características.

Hoje, um grupo de genuínos reacionários carregam o peso da luta contra o super-progressismo na sua forma totalitária. Eles sabem que a democracia, como força, não pode lidar com os totalitários; formas embrionárias não podem ter sucesso contra manifestações mais maduras. Platão, de Tocqueville, Donoso Cortes, Burckhardt sabiam disso. A democracia progressista como um pseudo-liberalismo nada mais é que um Girondino, um precursor do Terror.

Entre este punhado estão Winston Churchill e o Conde Galen, Conde Preysing e yon Faulhaber, Niemoller e Georges Bermanos, Giraud e d'Ormesson, Conde Teleki, Calvo Sotelo, Schuschnigg e Edgar Jung. Nenhum deles fez compromisso com a perversidade quer dos Girondinos ou com o Terror em suas formas modernas; vivos ou mortos, eles não iram ceder. Eles não acreditaram necessariamente em um Passado Glorioso em oposição a um Admirável Mundo Novo, mas eles viram as calamidades do presente, crescendo dos erros do passado, nas catástrofes do futuro.   Eles estão isolados pela suspeita que os rodeia. Eles são considerados desmancha-prazeres por não entrar na apologia universal do Progresso. Eles se tornaram inflexíveis e apaixonados. Eles vão levar suas bandeiras até a morte, e suas bandeiras são muito antigas, vaidosas e ilustres.

FONTE: http://wearetime.blogspot.com.br/

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Darwin Nunca Afirmou Que o Homem Veio do Macaco.





Darwin Nunca Afirmou Que o Homem Veio do Macaco.

Qualquer estudo básico sobre argumentação denúncia a existência das Falácias, elas se dividem em Formais e Não-Formais. As Formais implicam em erros na Forma, estrutura do raciocínio. As Não-Formais, em geral são pseudo argumentos que disfarçam sua inconsistência com algum tipo de artifício, como um apelo abusivo a autoridades, um exagero ou uma anedota.

Existem inúmeras falácias, e elas costumam ser amplamente utilizadas, e em especial em grau sofisticado por advogados e políticos. Mas algumas delas não apenas são comuns, como se integraram de tal forma em nossa cultura que são quase impossíveis de serem derrubadas.

Não tenho dúvidas de que a Falácia mais bem sucedida de todos os tempos é do gênero da "Falácia do Espantalho".
Trata-se de construir uma versão distorcida da idéia que se quer atacar, torná-la mais frágil, e então refutá-la e ridicularizá-la, dando a impressão que se "destruiu" as idéias do adversário, quando na verdade, se atacou apenas uma versão deturpada, "espantalho", dela.

Como exemplos poderiam citar o ativista de direitos humanos que combate os maus tratos aos prisioneiros, que quando é criticado por um adversário é apresentado como alguém que defende os criminosos contra a sociedade, uma versão muito mais fácil de se atacar.

Mas a falácia mais bem sucedida de todos os tempos, voltando ao tema, é nada mais nada menos do que:
"A Teoria da Evolução diz que o Homem evoluiu do Macaco."

Ninguém parece saber quem é o responsável por tal idéia, mas muitos dão por quase certo que foi um Criacionista, ao menos no que se refere à sua popularização, pois tal afirmação sequer faz sentido dentro da teoria evolutiva. Não obstante, essa noção é tão forte e difundida no senso comum que a maioria dos evolucionistas já desistiu de combatê-la, apenas lidando com ela de modo a contorná-la ou reinterpretá-la.

Para compreendermos, porém, a dimensão do problema, faz-se necessário observar o uso das palavras em Inglês.
Na Lígua Inglesa existem dois termos: Monkey e Ape.

Monkey se refere a uma categoria de primatas inferiores, que apresentam cauda, são em geral menores, menos inteligentes e possuem uma vasta variedade de espécies espalhadas por todo o mundo. Alguns exemplos são os Micos, Saguis, Macacos-Aranha, Macacos-Prego, Babuínos e etc.

Ape se refere à restrita categoria dos Primatas Superiores, a saber: Gorilas, Chimpanzés, Orangotangos e Bonobos (Chimpazés-Pigmeus). São os mais inteligentes animais da natureza, bem maiores em tamanho que os primatas inferiores, nenhum deles tem cauda e só existem no continente Africano.
Entretanto, na Língua Portuguesa, ambas essas categorias são traduzidas pelo mesmo nome Macaco, o que gera muitas confusões.

Dizer então que a Espécie Humana evoluiu de uma espécie de Ape, é algo até razoável. Impreciso, para dizer o mínimo, mas ao menos é defensável, dependendo do ponto de vista.
Mas dizer que a Espécie Humana evoluiu de uma espécie de Monkey é, sem sombra de dúvida, TOTALMENTE ERRADO!
Observando-se a linha de ancestralidade da espécie humana, retrocederemos no tempo primeiro para os Hominídeos, que são:
Homo Abilis >> Homo Ergaster >> Homo Erectus >> Homo Heidelbergensis >> Homo Sapiens
2 Milhões de anos atrás-----------------------------------------200 mil anos Atrás
(aproximadamente)
Seguramente essas espécies não eram Macacos, nem na acepção Monkey, nem na Ape. Elas eram, como o primeiro nome de cada uma sugere, Hominídeos. Dentre as características que as diferenciam dos Apes estão o tamanho do cérebro, bem mais desenvolvido, a capacidade de usar ferramentas de modo muito mais sofisticado que os Apes, o fato de serem bípedes e andarem eretos, diferente dos Apes atuais, e outras.

Antes do Homo Abilis, temos então:
Australopitecus Afaraensis >> Australopitecus Africanus >> Homo Abilis
4,4 Milhões de anos atrás-------------------------------------2 Milhões de anos atrás
(aproximadamente)

O Australopitecus Afaraensis certamente não era um Monkey, e tão pouco poderia também ser chamado de um Ape, pois apresentava também o caminhar ereto, além de uma série de outras diferenças cranianas. O melhor exemplar desta espécie é um registro fóssil praticamente inteiro de uma fêmea que os cientistas batizaram de Lucy. E é talvez o que mais se aproxime da idéia de um "Elo Perdido", que era um termo usado por alguns evolucionistas antigos.

A ídeia de um elo perdido, no entanto, também se revelou errônea, e não é mais usada pelos evolucionistas ao menos desde a década de 70, quando as descobertas dos Leakeys e de Donald Johanson (descobridor de Lucy) aumentarem imensamente nossa perspectiva do passado. No entanto esse conceito também se embrenhou no senso-comum, de modo que até hoje alguns Criacionistas "denunciam" que "O Elo perdido nunca foi encontrado".

De certo que se pode dizer que exista um "elo" transicional entre uma espécie e outra, mas no caso dos humanos, há dezenas de "elos" nos separando das demais espécies atuais do planeta, e o mais interessante, esses "elos", mesmo se totalmente reconstituídos, jamais nos levariam aos "Macacos", no caso demais Primatas Superiores.
Para entender o porquê disso, basta recuar mais um pouco na linhagem hominídea, e vejamos uma de suas mais prováveis reconstituições:
Propliopitechus >> Ramapithecus >> Australopitecus Afaraensis
30 Milhões de anos atrás ------------------------------ 4,4 Milhões de anos atrás
(aproximadamente)

Diz-se, mais provável, porque essa fase da evolução dos pré hominídeos ainda é pouco conhecida, mas uma coisa já é bastante clara, que foi dos Propliopitechus que além de se desenvolver a linhagem que viria a resultar nos humanos, se desenvolveu também a linhagem que viria a resultar nos Primatas Superiores.
Isso é o mais importante:
Os Primatas Superiores atuais, os Apes, NÃO são Ancestrais do HOMO SAPIENS!
São na verdade o resultado de uma linhagem evolutiva paralela, que é "aparentada" com os humanos. Nesse sentido, é impossível afirmar que os Humanos evoluíram dos "Macacos" que temos hoje. Talvez, se considerarmos que o Propliopitechus seja um Ape, a afirmação é defensável, mas é muito difícil aceitar que tal espécie possa ser colocada na mesma categoria de um outro grupo de espécies distante mais de 20 milhões de anos. Seria como dizer que um Velociraptor é um tipo de Lagarto como os que vivem hoje, Iguanas, Calangos, Lagartixas e etc.

Com isso, cai por Terra também uma das dúvidas leigas mais comuns sobre evolução humana, e que os Criacionistas exploram largamente, que é a pergunta: "Se os homens evoluíram dos Macacos, porque ainda há Macacos?"
Essa questão é Triplamente Errônea.
Primeiro, porque como já vimos, ela parte de uma premissa errada, pois os humanos não evoluíram dos "Macacos", nem na acepção de Monkey, nem na de Ape;
Segundo, porque mesmo que considerássemos os ancestrais dos humanos como macacos, estes não existem mais;
E terceiro, porque mesmo que existisse, isso em nada seria problema para a linhagem Evolutiva.

O fato de uma espécie evoluir de outra, não significa que a espécie anterior tenha que deixar de existir. Caso contrário, não deveriam mais existir anfíbios, répteis nem invertebrados em geral.

A única coisa que provoca o desaparecimento de uma espécie é a competição com outras espécies, ou catástrofes naturais de imensas proporções. As espécies pré-humanas em geral foram desaparecendo provavelmente porque foram sendo superadas por espécies descendentes cada vez mais aperfeiçoadas, uma vez que eram próximas, tinham necessidades semelhantes e competiam entre si.

Mas não havendo tal competição, não há motivos para o desaparecimento da espécie. Dessa forma, os atuais macacos, em qualquer que seja a acepção, nunca foram nossos competidores, ao menos em larga escala, da mesma forma como nunca foram nossos ancestrais.
Mesmo sendo totalmente equivocadas, questões como essa são feitas exaustivamente não só por criacionistas, podendo ser encontradas, inclusive na própria Web, em quantidade muitíssimo maior do que textos que esclareçam tais equívocos. Algumas chegam ao ponto de adicionar: "Então porque os macacos pararam de evoluir?"! Ou ainda pior, "Porque não vemos um macaco se transformar num homem?"
Esse é o resultado de uma bem sucedida Falácia do Espantalho, o conceito distorcido se propagou tanto que até mesmo publicações especializadas por vezes preferem simplificar e se referir a nossos ancestrais como "Homens-Macacos", sempre na acepção Ape, é claro, muitas vezes usando, em português, os termos "Grandes Macacos", se referindo aos Primatas Superiores. Isso porém, dá margem a uma série de equívocos, principalmente em nosso idioma, permitindo toda uma gama de más interpretações. É possível ver textos inteiros, livros a até projetos de lei tendo como base esse equívoco.
Da mesma forma, não apenas a Evolução Humana, mas toda a Evolução da Vida, costuma ser distorcida pelos Criacionistas, que pregam para seus fiéis uma versão Espantalho do Evolucionismo, com afirmações bizarras, e sem dúvida inaceitável, e então o atacam como se estivessem derrubando o Evolucionismo real! E é claro que a maioria esmagadora de seu público alvo, os crentes ou os leigos, nunca irá se preocupar em verificar se tal imagem realmente procede.

É por isso que 90% do trabalho do defensor do Evolucionismo é desfazer as idéias equivocadas que os criacionistas, e o público em geral, tem da Evolução.
Diz a lenda, que certa vez perguntaram para um Evolucionista se ele era descendente de Macacos por parte de mãe ou por parte de Pai*. Deve-se admitir, foi uma gozação bem bolada. Mas mais engraçado ainda seria se o Evolucionista tivesse respondido: "Nenhum dos dois, sou descendente de hominídeos. Mas você, fazendo perguntas como esta, me deixa tentado a dizer que é! Só não o faço porque seria desrespeito com os nossos primos."

(*Obs: Na verdade tal pergunta teria sido feita pelo Bispo Samuel Wilberforce à Thomas Henry Huxley, o defensor de Darwin, durante um debate em Oxford em 1860. E Huxley teria respondido: "...não me envergonho de tal origem. Mas me envergonharia de descender de um homem que corrompeu os dons da cultura e da eloquência em prol do preconceito e da falsidade." Infelizmente o debate não foi devidamente documentado, e tudo o que sabemos sobre ele vem de reconstituições de reportagens da época e de anotações dos envolvidos e presentes, pouco mais de 700 pessoas.


FONTE: Marcus Valerio XR

 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Onde estão os Juristas Espiritas?

União dos Juristas Católicos de São Paulo adverte: ‘Teremos surpresas após as eleições’
A União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP) prevê que após as eleições, na eventualidade da reeleição da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros serão surpreendidos com uma nova portaria do Ministério da Saúde regulamentando o aborto nos hospitais conveniados com o SUS.

A advertência foi realizada durante a reunião ordinária da entidade, que ocorreu na manhã de segunda-feira, 9.



Segundo o Dr. Ives Gandra Martins, presidente 
da entidade católica que atualmente reúne 80 sócios entre desembargadores, juízes e advogados, “não devemos nos iludir com a revogação da portaria 415 por parte do Governo Federal, que pressionado pela má repercussão política da medida, atuou em modo de evitar desgaste político eleitoral”.

Existem atualmente em trâmite no Congresso Legislativo cerca de seis diferentes projetos de lei que visam regulamentar a matéria do aborto no Brasil. Em parte, o efeito político negativo se deu porque a Portaria 415 do Ministério da Saúde foi baixada a revelia do debate que ocorre no Legislativo. “Na eventualidade de ser veiculada nova portaria após as eleições, os projetos em tramitação no Congresso Nacional simplesmente perderão relevância em face do fato consumado, sem passar pelo necessário debate público”, explicou o jurista.

Escolas e hospitais católicos correm risco de extermínio

Outro tema que foi levantado durante o encontro foi os efeitos do Decreto 8.242, da presidente Dilma Rousseff, sobre as escolas, universidades, hospitais e demais instituições privadas não lucrativas, e que, pelo seu caráter assistencial, gozam do direito constitucional de imunidade de taxas e impostos, tais como IPTU, IPI, ICMS e Imposto de Renda.

Segundo os juristas, o decreto presidencial dificulta a aplicação destes direitos constitucionais, colocando em risco a existência dessas instituições que, sem essas imunidades tributárias, não conseguem sobreviver. O resultado final é o prejuízo do bem-estar social da população carente, maior beneficiária dos serviços prestados por essas instituições que atuam, sobretudo, nos setores da educação e da saúde.

Segundo o Dr. Sergio Arcury, ex-presidente da Ação Paulista de Estabelecimentos de Ensino Médio, cerca de 6 mil instituições de ensino tiveram que fechar as suas portas, nos últimos anos, em todo o Brasil.

 

Além disso, quase todas as Santas Casas atualmente sobrevivem subsidiadas pelos Governos Estaduais, já que o Governo Federal há 19 anos não atualiza os valores pagos pelo SUS pelos procedimentos realizados nos hospitais conveniados.                                                                                                                                                     Significa dizer que as Santas Casas de
Misericórdia recebem hoje, por qualquer cirurgia que realizam, o mesmo valor que recebiam há duas décadas.
 

Na visão dos juristas, O decreto 8.242 também atenta contra a democracia, já que substitui o Congresso Nacional na edição de lei complementar para definir os limites do gozo das imunidades tributárias.

domingo, 1 de junho de 2014

O Fim do Espiritismo por Decreto.

Por que esse titulo? Simples de responder, o decreto assinado pela Dilma cria os sovietes brasileiros e comunista é totalmente contra toda a crença que se oriente pela moral de Cristo.
Leia o artigo e veja o vídeo e tire suas conclusões. 



Um tumor inserido por decreto
Serão os grupos organizados, quase todos em consonância ideológica com o atual grupo no poder, quando não submetidos diretamente a ele, que definirão os rumos
da administração federal
.

A disputa pelo poder não é brincadeira de crianças. Os personagens que se envolvem nela querem, a todo custo, alcançar seus objetivos de domínio e, para isso, não medem esforços e não se limitam por qualquer rigor ético na consecução de seus planos. Os outros, aqueles que apenas observam tudo de fora, ingênuos que são, analisam as coisas apenas pela formalidade da lei ou pelos objetivos declarados pelos políticos. Dessa forma, não conseguem perceber a movimentação sorrateira que acontece, normalmente sem pressa, com o intuito de tomar as mais altas instâncias da nação de assalto. Quando esses objetivos ficam claros, muitas vezes já é tarde e resta apenas o lamento e a murmuração.

É preciso sempre considerar que quando há grupos encrustados nos escalões do poder de um país que, sabidamente, pretendem implantar uma ditadura, todo cuidado é pouco, até mesmo com as linhas normativas que pareçam mais irrelevantes, das leis que aparentam ser mais sem importância. Pois foi assim que, em uma norma que trata meramente de organização de ministérios, que abriu-se o caminho para, mais tarde, quando parecesse propício para os grupos ideológicos envolvidos no governo, usar dela para desferir sobre a nação um golpe dos mais sujos e malignos que se tem notícia na história dos países democráticos.

Na Lei Federal 10.683 de 2003 fora dada à Secretaria-Geral da Presidência da República a incumbência de articular as relações entre a sociedade civil e o gabinete do governo federal. Nada de mais, em princípio. Porém, quando a sede pelo domínio é grande, qualquer brecha pode ser vista como uma chance de implementar os sonhos totalitários mais alucinantes. E foi assim que a Presidente da República fez ao promulgar o Decreto 8.243/14. Lançando mão de uma sutil abertura, dada por uma lei de mais de 10 anos antes, tenta impor sobre o país uma forma de governo que, se colocada em prática, apesar de se apresentar com a desculpa de ampliar as instâncias democráticas, na verdade as solapará de vez.

Por este decreto, a presidente criou um sistema de participação civil nos órgãos e entidades da administração pública federal que coloca nas mãos das ONG’s e representantes das minorias organizadas a direção a ser dada a todas as esferas da administração do país. Isso significa, nada menos, que serão os grupos organizados, quase todos em consonância ideológica com o atual staff no poder, quando não submetidos diretamente a ele, que definirão os rumos da administração federal. Melhor dizendo, serão os movimentos organizados de orientação esquerdista que passarão a mandar na máquina pública brasileira.

Alguém ainda tem dúvida disso? Veja como o próprio decreto se refere aos pretensos representantes da sociedade: movimentos sociais, redes e organizações. Ora, são esses que representam a sociedade civil? São eles, por acaso, que falam em nome do cidadão ordinário (ops! essa palavra também está proibida no Brasil), aquele que trabalha todo dia e não tem tempo para ficar fungando no cangote do governo?

O homem comum não participa de movimento social algum, pois não tem sequer tempo para isso. Movimentos sociais (como já eram conhecidos os sovietes na URSS), existem, simplesmente, para tornar a obra de socialização do país mais fácil.
Serão, sim, essas pessoas, que há anos ficam babando em volta das delícias da mesa do planalto, que, na prática, terão participação efetiva nas entidades federais. Isso porque o cidadão comum, por seu lado preocupado com os problemas imediatos do seu cotidiano, sem organização e sem financiadores, simplesmente ficará observando os representantes das minorias forjadas mandar e desmandar em todos os nível da administração federal.
E analisando bem, esse decreto, além de uma monstruosidade ética, é também uma aberração jurídica!

Para quem não sabe, um decreto existe ou para a execução atos específicos, como uma despropriação, por exemplo, ou para regulamentar leis. No caso presente, ele vem com a desculpa que está regulamentando uma lei, porém, de fato, apenas a está usando como pretexto para obrigar o país a engolir uma forma de governo que obedece aos desejos de uma turma que sonha com um Brasil cada vez mais vermelho. Diante disso, fica evidente que o decreto citado é uma mentira, pois a lei 10.683/03 não requer esse tipo de regulamentação. Ela apenas afirma que a Secretaria-Geral tem como atribuição “costurar” as relações entre a sociedade civil e o governo. 
O Decreto, por seu lado, cria a forma de participação da sociedade civil no governo, o que extrapola em muito o que está na lei. Apenas por isso, ele já pode ser considerado ilegal. Se o decreto presidencial quisesse regulamentar a lei de 2003, deveria tratar sobre o trabalho da Secretaria-Geral da Presidência, não da participação civil na administração pública. Se faz assim, é porque é uma norma canalha mesmo, que aposta na desatenção e na ignorância das pessoas para espalhar seus efeitos.

Mas ele contém outro problema jurídico sério: mesmo sendo um decreto, que tem como principal função regulamentar, não faz isso de maneira satisfatória, pois, apesar de prever a participação dos grupos representativos da sociedade civil, não determina quem são esses grupos, como serão eleitos, como serão conduzidos à participação e o que farão exatamente. Nada disso o decreto prevê, tornando-o, portanto, como norma regulamentadora, inútil. Isso significa que ele, na verdade, precisaria de outras regulamentações que explicassem melhor como essas situações seriam resolvidas. Então, uma nova forma de ato administrativo seria necessário ser criada: o decreto do decreto, a regulamentação de um ato regulamentador.

Porém, permanecendo como está, se não for derrubado como ato ilegal, o decreto presidencial abrirá as portas para que os movimentos organizados invadam o governo federal a seu bel-prazer, sem regras, sem barreiras, mas conforme o conluio com os governantes lhes permitir.
Na verdade, esse ato da Presidência da República é um cancro, um tumor inserido no seio da nação, com o objetivo único de destruir suas células já enfraquecidas, levando-a até a morte. O que virá depois disso, eles sabem muito bem e desejam com todas suas forças.

Fábio Blanco, advogado e teólogo, dirige o NEC – Núcleo de Estudos Cristãos.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os espiritas deveriam defender mais a familia.

Pastor Silas Malafaia faz alerta sobre eleições e defende o pastor Marco Feliciano.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DO ESPIRITISMO.




Um livrinho de pouco mais de 100 páginas onde o filosofo deísta Francisco amado debruça o pensamento sobre a metodologia de Kardec para reajustar a doutrina na realidade.
O espiritismo teve uma influencia muito significativa do iluminismo basta ver que todas as leis morais apresentadas no O Livro dos Espíritos já tinham sido estudadas, utilizadas e defendidas pelo iluminismo.


O livro está dividido em seis capítulos;
1º Kardec visita as sociedades espíritas atuais e aplica sua visão nas praticas adotas.

2º Aqui apresento o quebra cabeça que mostra a origem do caráter católico da doutrina e revela as teses roustainguistas.

3º Chico & Kardec confrontam opiniões sobre tirar Jesus da doutrina (Foi usada uma suposta entrevista que Chico deu a uma revista para montar esta parte)

4º Apresento o C.U.E.E e Kardec já aproveita para conferir a documentação irregular do Aeróbus.

5º Kardec revela os motivos do espiritismo não ser uma religião.

6º Kardec conta para todos quais são as obras básicas e como criar uma biblioteca espírita.
O diferencial é que entre os capítulos o leitor vai encontrar uma critica que faço a uma questão do livro dos espíritos e que serve para responder aos outros erros da gênese, mais a entrevista com Swedenborg.


Para ter uma noção do que você vai encontrar neste livro.
A doutrina Espírita não veio criar igrejas, templos suntuosos e tribunas luxuosas com pregadores enfatuados. Não precisa de rituais, dispensa bênçãos, não promete Lugar celeste a ninguém.
Sua única missão é esclarecer, orientar, indicar o caminho da autenticidade humana e da verdade espiritual do homem.
Mas, mesmo assim temos os espíritas evangélicos que quando encontra aquelas pessoas que perderam seus entes queridos ou estão desesperadas por alguma situação adversa da vida procuram respostas.
E qual resposta dar, a verdade, ou a resposta conveniente?
A promessa evangélica do Consolador se cumpre na Doutrina Espírita de maneira positiva e não através de cantigas de ninar, de palavrório anestesiante.
Portanto temos duas respostas, a verdadeira e a conveniente, a verdadeira é aquela que coloca o individuo diante de si mesmo e afirma que o Espiritismo não é uma Doutrina de passividade contemplativa.
Sua finalidade, como os Espíritos Superiores disseram a Kardec, é revolucionar o mundo inteiro, o modificado para melhor.
E temos aquela resposta conveniente, evangélica religiosa que diz, mentalize seu mentor, Jesus te ama, a Legião de Maria irá te salvar, tome um passe beba mais água fluidifica tenha fé.
Todavia o consolo que o Espiritismo nos dá não é a proteção fictícia da fé cega, dos sacramentos vazios de sentido, do socorro espiritual egoísta, em forma de privilégios injustificáveis, do paternalismo dos sacerdotes profissionais, dos agrados interesseiros de médiuns venais.
  

R$ 25,00 [ Vinte e Cinco Reais]


“O ortodoxo sabe avaliar o místico, porque já foi um místico; mas o místico não pode avaliar o ortodoxo, porque nunca foi ortodoxo”. Francisco Amado

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