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terça-feira, 19 de maio de 2015

Excrescências do Livro Nosso Lar.


Excrescências do Livro Nosso Lar.


Agora com o subtítulo de “A vida no mundo espiritual” se faz propaganda da coleção do Espírito André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier. Junte isso com a versão cinematográfica de “Nosso Lar”, e Kardec será voz mais vencida do que já é (se é que tal coisa é possível).

Percebemos em vários romances conteúdos com contradições imensas, narrativas mitológicas e desvinculadas de qualquer discernimento.

Encontramos na obra da coleção, intitulada “Nosso Lar”, apontamentos como este:
“[...] Em seguida, chamou-me Lísias para ver algumas dependências da casa [espiritual], demorando-me na SALA DE BANHO, cujas instalações interessantes me maravilharam. Tudo simples, mas confortável.” [Ob. Cit. FEB. 60ª edição. Cap. 17. pp. 113. Grifo Nosso.]
Fica clara e escancarada a visão ainda material do espírito, que acredita que os espíritos necessitam de banho. A questão é como se suja os espíritos? Portanto onde está a real necessidade de uma sala de Banho, como narra o enaltecido texto de André, no Mundo dos Espíritos?

A verdade é que, sem a formação doutrinária, não teremos um movimento espírita coeso e coerente. E, sem coesão e coerência, não teremos Espiritismo.

Como afirmou Kardec: “A crença nos Espíritos constitui sem dúvida a sua base, mas não basta para fazer um espírita esclarecido, como a crença em Deus não basta para fazer um teólogo.”

No Espiritismo, a questão dos Espíritos está em segundo lugar, não constituindo o seu ponto de partida. E é esse, precisamente, o erro em que se cai e que acarreta o fracasso com certas pessoas.

Outras excrescências que encontramos no livro Nosso Lar.
1º Se você desejar uma casa em Nosso Lar tem que acumular 15 anos de serviços, tempo necessário para obter 30 mil bônus-hora, a moeda do lugar.
Se você não conseguir tem que morar na casa de pessoas bondosas que o acolhem.

2º Chico Xavier viveu na pobreza, mas em Nosso Lar não funciona assim.
Quanto mais o espírito é evoluído mais ele é "rico", tem direito a morar em casas de grandes proporções, terem roupas variadas e veículos. Para se ter uma idéia, o espírito mais evoluído de lá (o governador) mora em um palácio de proporções faraônicas que é ricamente mobiliado e cujas torres rasgam o céu. Pasmem!

3º O mais absurdo é que só podem pedir qualquer coisa quem tem dinheiro, já que segundo informam NADA ALI É DE GRAÇA, QUEM QUER ALGO TEM QUE DAR ALGO EM TROCA, OU SEJA, A MOEDA BÔNUS-HORA.

4º Para surpreender os mais pedintes que gostam de orar em favor de alguém e ser atendido no Nosso Lar você vai precisar ter muito BÔNUS HORA.

5º Mesmo os espíritos mais evoluídos tomam banho e comem. Em cada casa tem um banheiro. Só não dizem como é o sistema de esgoto.

Mais adiante, o Espírito André Luiz anota a fala do Espírito Judite, na mesma obra psicografada:
“[...] Aprendemos em “Nosso Lar” que a vida terrestre se equilibra no amor, sem que a maior parte dos homens se aperceba. Almas gêmeas, almas irmãs, almas afins, constituem pares e grupos numerosos. [...] “[Ob. Cit. FEB. 60ª edição. Cap. 18. pp. 118. Grifo Nosso.]

A crença na alma gêmea vem da lenda de que o Criador ao fazer o homem teria percebido que sua obra estaria incompleta, teve então a idéia de retirar do próprio homem uma parte e assim criou a mulher.
Desde este momento, homem e mulher vivem a busca da sua outra metade para serem felizes.
Entretanto a Doutrina Espírita é taxativa em afirmar que “não existe união particular e fatal entre duas almas”, isto é, não existem almas gêmeas.

Consultado o LIVRO DOS ESPIRITOS O QUE ENCONTRAMOS.
298. As almas que se devem unir estão predestinadas a essa união desde a sua origem, e cada um de nós tem, em alguma parte do Universo, a sua metade, à qual algum dia se unirá fatalmente?
— Não; não existe união particular e fatal entre duas almas. A união existe entre os Espíritos, mas em graus diferentes, segundo a ordem que ocupam, ou seja, de acordo com a perfeição que adquiriram: quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos; da concórdia resulta felicidade completa.

299. Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que certos Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos?
—A expressão é inexata; se um Espírito fosse à metade de outro, quando separado estaria incompleto.

Voltamos para nosso lar: “[...] O espírito que ainda não trabalha [na colônia espiritual de “Nosso Lar”], poderá ser abrigado aqui. No entanto, os que cooperem podem ter casa própria. O ocioso vestirá, sem dúvida; mas o operário dedicado vestirá o que melhor lhe pareça; compreendeu? [...] “[Ob. Cit. FEB. 60ª edição. Cap. 22. pp. 140.

Onde está a necessidade de trabalho pago para atender aos modismos do mundo espiritual? O estranho texto exprime a idéia de que o Espírito desencarnado, quanto mais desenvolvido e desmaterializado, pode vestir o que lhe convém. Os menos evoluídos não.
O curioso é se o espírito é mais evoluído e desmaterializado para que vestimentas, tudo bem não é praia de nudismo, mas existe C&A ou Lojas Renner na espiritualidade?

O que informa “O Livro dos Médiuns”:
“[...] Dissemos que os Espíritos se apresentam vestidos de túnicas, envoltos em panos flutuantes ou com as roupas comuns. Os panos flutuantes parecem ser de uso geral no mundo os Espíritos. Mas perguntam-se onde eles encontram roupas inteiramente semelhantes às que usavam em vida, com todos os acessórios do traje. É evidente que não levaram esses objetos com eles, pois que ainda se encontram conosco. De onde provém então o que eles usam no outro mundo?
[...] Poderíamos citar numerosos casos em que Espíritos de mortos ou de vivos aparecem com diversos objetos, como bengalas, armas, cachimbos, lanternas, livros, etc. [...] O Espírito dispõe sobre os elementos materiais dispersos por todo o espaço da vossa atmosfera, de um poder que estais longe de suspeitar. Ele pode concentrar esses elementos por sua vontade e dar-lhe a forma aparente que convenha às suas intenções.
[...]” [O Livro dos Médiuns. Cap. 08. Itens 126 e 128. Grifo Nosso.]

Aqui teremos que fazer a seguinte reflexão.
Afinal, Kardec é que deveria se adequar aos romances espíritas ou os romances espíritas é que devem se adequar a Kardec?

Kardec sempre deixou claro que a Doutrina é dos Espíritos.
Mas que garantia podemos ter de que a Doutrina é mesmo deles? Como assegurar-se cientificamente de que os ensinos não são oriundos da mente dos médiuns ou do codificador?
Aqui é que entra uma das metodologias proposta por Kardec, que a maioria desconhece e ou abomina o Método do Controle Universal do Ensino dos Espíritos (CUEE)

Ainda aprendemos no mesmo “Livro dos Médiuns”:
“Os adversários do Espiritismo não se esquecem de objetar que os seus adeptos não concordam entre si. Que nem todos partilham das mesmas crenças. Numa palavra: que se contradizem. Se o ensinamento é dado pelos Espíritos, dizem eles, como pode não ser o mesmo? Somente um estudo sério e aprofundado da Ciência pode reduzir estes argumentos ao seu justo valor.
[...] Para compreender a causa e o valor das contradições de origem espírita temos de identificar-nos com a natureza do mundo invisível, tendo para isso estudado todos os seus aspectos. À primeira vista pode parecer estranho que os Espíritos não pensem todos da mesma maneira, mas isso não pode surpreender a quem conhecer o número infinito de graus que eles devem percorrer para chegar ao alto da escala.

Para querer uma visão única das coisas teríamos de supô-los a todos no mesmo nível; pensar que todos devem ver com justeza seria admitir que todos chegaram à perfeição, o que não acontece nem poderia acontecer, quando nos lembramos de que eles não são nada mais do que a humanidade desprovida do envoltório corporal.

Como os Espíritos de todos os graus podem manifestar-se, resulta que as suas comunicações trazem o cunho da sua ignorância ou do seu saber, da sua inferioridade ou da sua superioridade moral.

E é justamente para distinguir o verdadeiro do falso, o bom do mau, que devem servir as instruções que temos dado.” [Ob. Cit. Cap. 27. Itens 297 e 299. Grifo Nosso.]

A obra de Allan Kardec garante sua procedência de elevada condição espiritual e de insuperável poder aferidor. Sem ela estaremos bracejando nas trevas do pensamento reducionista materialista ou até mesmo nas excentricidades de Espíritos menos adiantados.

Evitemos as fantasias e busquemos a luz!
Eis o que o espiritismo incessantemente nos exorta.
Pense nisso.


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