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sexta-feira, 24 de maio de 2013

A farsa do livro Evolução em Dois mundos


O artigo “A Física no Espiritismo”, de Érika de Carvalho Bastone, trata de analisar dois livros de Chico Xavier e Waldo Vieira do ponto de vista da Física. Aqui neste blog serão apresentadas apenas uma parte das críticas da autora (em que houve concordância por um outro físico) de um dos livros, no caso “Evolução em Dois Mundos”, cujo autor “espiritual” seria André Luiz.

Também serão aproveitadas críticas do biólogo Júlio César Siqueira.
O livro vai ser apresentado em LARANJA a analise critica em VERDE

Trechos do livro em análise

Comentários

Página 10, Capítulo 1, por Waldo Vieira:

Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colmeias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.


[Esse trecho] descreve a formação dos planetas como agrupamento de átomos que sob força eletromagnética espiritualmente dirigida têm área espacial intra-atômica reduzida formando os núcleos adensados que darão origem aos planetas. Os planetas teriam vida até que implodiriam sob a pressão dos átomos, e depois explodiriam, em processo de reciclagem. [Essa] descrição [é] incoerente com o atualmente postulado pela ciência. Os planetas não implodem sob a pressão dos átomos (contudo isso ocorre com as estrelas…). E essa implosão não dá como resultado uma explosão (não no caso das anãs brancas - estrelas. Contudo, dá com as supernovas). A força eletromagnética diminui a área intra atômica? Ela diminui o tamanho do átomo? Penso que não. Na verdade, penso que ela talvez defina o tamanho do átomo. E ela não define o tamanho do núcleo atômico (não faz o núcleo diminuir), se for isso que ele quer dizer com núcleos adensados. (Comentário de Júlio César Siqueira)

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Página 10, Capítulo 1, por Waldo Vieira:

… confessamos que não sabemos ainda, principalmente no que se refere à elaboração da luz, qual seja a força que provoca a agitação inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com velocidade de 300.000 quilômetros por segundo.

Na primeira metade do século XX tanto a física quântica quanto o eletromagnetismo (eletrodinâmica) já estavam formulados. A emissão de luz é, atualmente, um fenômeno explicado e controlado (aplicações tecnológicas).

(Comentário de Érika de Carvalho Bastone)

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Página 28, Capítulo 7, por Waldo Vieira:

Lentamente, os cromossomos adquirem a sua apresentação peculiar, em forma de ponto-alça-bastonete-bengala, e a evolução que lhes diz respeito na cariocinese, desde a prófase à telófase, merece a melhor atenção dos Construtores Divinos, que através do centro celular mantêm a junção das forças físicas e espirituais, ponto esse em que se verifica o impulso mental, de natureza eletromagnética, pelo qual se opera o movimento dos cromossomos, na direção do equador para os pólos da célula, cunhando as leis da hereditariedade e da afinidade que se vão exercer, dispondo nos cromatídeos, em forma de granulações perfeitamente identificáveis entre o leptotênio e o paquitênio, os genes ou fatores da hereditariedade, que, no transcurso dos séculos, são fixados em número e valores diferentes para cada espécie.

[Esse trecho] diz que os cromossomas se movem durante a divisão celular devido à força eletromagnética, devido a impulso mental. O movimento dos cromossomas durante a divisão celular está ligado à ação mecânica de componentes do citoesqueleto, e não meramente relacionado a ações eletromagnéticas originadas diretamente de um impulso mental. (Comentário de Júlio César Siqueira)

Página 51, Capítulo 13, por Waldo Vieira: …encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória. Elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do urânio, em forma diversa daquela em que se caracterizam na gleba planetária, engrandecem-lhe a série estequiogenética.

André Luiz prediz a existência de novos elementos químicos, aquém do hidrogênio e além do urânio. O urânio é o elemento de número 92 na tabela periódica. Acima dele temos 11 elementos da série dos transurânios, que são elementos instáveis, com meias vidas curtas, descobertos entre 1940 e 1966. Acima destes ainda temos os elementos da série dos transactinídeos, com meias vidas bastante curtas. O hidrogênio é o átomo mais simples, contendo um elétron e um próton. A existência de elementos aquém do hidrogênio, segundo o modelo atômico atual, é impossível. (Comentário de Érika de Carvalho Bastone)

Trecho de entrevista com Luciano dos Anjos.

Jornalista profissional, Luciano dos Anjos (lucianofilho@uol.com.br), trabalhou em "O Radical", "Gazeta de Notícias", "Diário de Notícias", "Visão", "O Cruzeiro", "O Mundo Ilustrado", "A Notícia" e outros órgãos, exercendo desde a função de repórter, de redator, editorialista, até a de secretário de redação e assessor de direção.

Qual a explicação para o conhecimento enciclopédico do médico André Luiz?

- Vou resumir matéria que escrevi para a edição de outubro de 1977 do Jornal Espírita, p. 3, na qual expliquei que o que André Luiz conhece bem é medicina. Tendo sido médico, prosseguiu no espaço a aplicar seus conhecimentos e até os aprimorou. Mesmo assim, no próprio campo da medicina ele se valeu de trabalhos de colegas e mestres, o que é muito normal. Toda matéria tem especializações, pesquisas pessoais, etc. Saber tudo ex-cathedra sobre todos os assuntos é pretensão, truque ou supergenialidade. Acreditar que alguém conheça em profundidade a sua especialidade e várias outras altamente heterogêneas é perfilhar a fantasia.

Não é o caso de André Luiz. Em princípio ele não poderia dominar o campo da medicina e mais o da física, da química, da eletrônica, da biologia, da genética, da sociologia, da psicologia, da pedagogia, enfim, de ramos tão variados quanto complexos da cultura universal. Seria um enciclopedismo fantástico. É óbvio que, mormente para escrever livros como Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade, ele se socorreu de outros autores. E antes que algum padre ou pastor o digam de má-fé, eu mesmo direi: sei, inclusive, de que livros André Luiz retirou os elementos contidos nesses trabalhos.

Digo mais: ele nem se preocupou em alterar os textos copiados; quase usou as mesmas palavras. Eu, por exemplo, teria modificado um pouco mais, dentre outras razões para evitar problemas de direitos autorais, já que ele sequer usou aspas. Mas isso prova apenas que André Luiz não estava preocupado em esconder o que fez.

E para acentuar bem essa despreocupação, escreveu no intróito de Mecanismos da Mediunidade, p. 19 da 3ª edição:

“Prevenindo qualquer observação da crítica construtiva, lealmente declaramos haver recorrido a diversos trabalhos de divulgação científica do mundo contemporâneo para tornar a substância espírita deste livro mais seguramente compreendida pela generalidade dos leitores, como quem se utiliza da estrada de todos para atingir a meta em vista, sem maiores dificuldades para os companheiros de excursão.”

“Assim, as notas dessa natureza, neste volume, tomadas naturalmente ao acervo de informações e deduções dos estudiosos da atualidade terrestre, cabem aqui por vestimenta necessária, mas transitória, da explicação espírita da mediunidade, que é, no presente livro, o corpo de idéias a ser apresentado.”

E Emmanuel, na p. 15 do mesmo livro, advertia em forma de Prefácio:
“Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta, também aqui, colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.”

Isto posto, o que conta na obra de André Luiz não é o conjunto de informações, possível de ser encontrado em compêndios de outros autores. O que conta é a sua tese, a sua colocação notável no contexto do espiritismo. Finalmente devo dizer que acho Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade as duas melhores obras da série André Luiz.


Fonte: http://site.andreluiz.vilabol.uol.com.br/CA_luciano_dos_anjos.html

Conclusão

Até o momento foram encontrados erros somente nos trechos ditos “psicografados” de Waldo Vieira, e há indicações de cópias de fontes terrenas, ainda não reveladas.

Por prudência acredito que os livros que envolvam temas científicos passem pela análise de pelo menos dois peritos no assunto, colocando notas de rodapé nos trechos considerados discordantes. Um processo parecido com a revisão por pares que é feito em artigos científicos.

Referências

Xavier, Chico; Vieira, Waldo. “Evolução em Dois Mundos” (1960). FEB.

Bastone, Érika de Carvalho. “A Física no Espiritismo” (2003), apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita.

Este artigo foi apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita (evento bienal), ocorrido em Santos, de 17 a 19.10.2003. O organizador desses simpósios é o ICKS - Instituto Cultural Kardecista de Santos.


FONTE: http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/erros-de-fsica-e-biologia-encontrados-no-livro-evoluo-em-dois-mundos/

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Reações:

7 comentários:

Eu tentei ler este livro "Evolução em dois mundos" por duas vezes e não consegui terminá-lo porque achei muito difícil. Bem...não sou muito boa em física e química e deve ser por isto. Tentei assistir alguns vídeos de Waldo Vieira. Ele defende teses em Conscienciologia e Projeciologia (A saída consciente para fora do corpo físico - ou projeção astral). Mas ele usa um modo de se expressar muito difícil. Ao contrário de Wagner Borges que é um homem simples e com sua simplicidade no falar nos esclarece melhor sobre este assunto. Então a conclusão que chego é que achei muito difícil e inteligível o livro "Evolução em Dois Mundos" por conta da participação de Waldo Vieira. Muito boas as observações deste texto que acabei de ler. Continuo não entendendo muito bem pela dificuldade e pouca bagagem em física e química, mas deu para eu entender e filosofar em cima destas observações.
Rosângela

Agora quero comentar a respeito do vídeo: Faz tempo que não escuto Francisco Amado e isto me fez refletir no seu modo filosófico de se expressar.
O Senador Paulo Pain(PT) é autor de tres estatutos, pelo que tenho conhecimento: Estatuto do Idoso, da Igualdade Racial e do Deficiente. Ele tem, garantido, boa parcela de votos destas tres classes. Bela jogada de marketing eleitoreiro. Isto significa, então, que ele (O Senador Paulo Pain) é o grande defensor dos fracos e oprimidos idosos, negros e deficientes. Com o Eca, que não sei de quem é a autoria, aparece a classe infantil e adolescente. Isto significa que os grandes vilões de nossa sociedades tem as seguintes características: a) fase adulta; b)de cor branca; c)normais (sem deficiência físicas). EU SOU UMA VILÃ.
Rosângela

Não sei se vc é uma vilã, acredito que apenas segue o conjunto de pensamentos coletivistas.

@Rosangela Araujo: Não fique chateada. Waldo Vieira apela para o que é conhecido como falácias. Sua forma de vestir apela para a "falácia de autoridade": não se vêem velhos barbudos de chapéu branco e roupa branca todos os dias, então esse homem deve ter algo de "especial", deve ser algum tipo de autoridade, talbez uma autoridade de outro plano espiritual que está entre nós?. Waldo também usa palavras rebuscadas para (de novo!) apelar para a "falácia de autoridade". Ele simplesmente sai inventando palavras ao torto e a direito. Quer ver como funciona?

É protundente utilizar inventopralavologia randomológica magnetizante na tênue comunicação intramental dos espiritos encarnados.

Sabe o que significa? Coisa alguma. Eu acabei de inventar. Se você me pedir para explicar "em português", posso fazer isso, já que consigo interpretar a sentença ao menos de duas maneiras diferentes. Se você se esforçar, você vai encontrar algum significado também (tente!), mas acredite: quando eu inventei a sentença eu apenas saí escrevendo o primeiro besteirol que parecesse complicado o bastante que apareceu na minha cabeça. Não: eu não sou médium, não psicografo coisa alguma, e não tenho "encosto" algum, porque "encosto" pertence ao plano imaginário e vivemos no plano material.

Quanto a estados alterados de consciência e viagem astral, penso que são estados de consciência dominados pelo lado direito do cérebro, provavelmente envolvendo diversos centros nervosos. Se você entende ingles, veja esta apresentação.

Quanto a Waldo Vieira, em minha humilde opinião, ele é simplesmente uma fraude.

Não, conscienciologia não é uma ciência. É uma pseudo-ciência, não por coincidência foi inventada por Waldo Vieira, assim como o monte de palavras que ele inventou e colocou em seus diversos dicionários e continua inventando a cada video que você encontrar sobre ele.

Se você não sabe o que é pseudo-ciência: superstição, desonestidade, farsa.

Outros links que você pode achar uteis:

1. Espiritismo no Brasil e a Dissonância Cognitiva
(não deixe de seguir o link sobre dissonancia cognitiva e ler o exemplo do disco voador).

2. Sobre falácias

Espero ter contribuido.

[]s

Com certeza os materialistas, os ateus agradecem toda esta confusão, nas igrejas chamadas "cristãs" é tema diário, os chamados evangélicos adoram tudo isto. Vamos nos policiar pois a Doutrina Espírita é ciência e muito séria.
VIVA JESUS!

Tu não es a vilã. Apenas é uma parte privilegiada da população que, glória a Deus nāo passa pelas mesmas provações da população negra ou com deficiência. Mas logo chegará a vez em que será uma idosa e então podera ecperimentar na pele a diferença. Meditemos.

Boa tarde! Um livro que não e fácil de ler,Evolução em dois mundos.Já mecanismos da mediunidade,para que estuda Alan Kardec,ou seja a DE,encontra varias muitos enganos nesta obra. Evolução em dois mundos,foi escrita por um médico Valdo Vieira,logo a facilidade de escrever sobre medicina. Está lá no livro dos médiuns sobre: interferência do meio,nas comunicações mediúnicas. Dentro da escala espirita temos a figura do pseudo sãbio,um espirito que pensa que sabe de tudo,mas envolve o médium,de tal maneira que fascina (uma obsessão).Este escreve tudo que a entidade deseja,entre acertos e graves erros,O tal usa de palavras estranhas,ou seja um prolixo. Excelente matéria. Sou espirita mas racional, e não místico.abs.

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