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domingo, 11 de julho de 2010

Organização do Centro Espírita (2º Parte)



Organização do Centro Espírita (2º Parte)
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CENTRO ESPÍRITA: MODELO CONCEITUAL
O centro espírita é uma associação de pessoas
O centro espírita é comprometido com o Espiritismo
Não existe no centro espírita hierarquia estática e restritiva

a) O centro espírita é uma associação de pessoas encarnadas, de homens. Poderia, por opção, abranger também os espíritos desencarnados nessa associação, já que os centros espíritas contam, em geral, com a participação ativa dos espíritos. Os motivos pelos quais não farei isso são:

a.1) Considero que o centro espírita é organizado e dirigido por homens, tendo espíritos desencarnados como convidados. Desta forma, qualquer estudo relativo à estrutura, atividades, métodos, prioridades e orientação doutrinária em um centro passa necessariamente pelo comportamento dos homens que o compõem.

a.2) As atividades do centro espírita, incluindo as reuniões mediúnicas, são organizadas e dirigidas por homens. As propostas relativas a essas reuniões devem se dirigir, pelo menos num primeiro momento, a eles.

a.3) São os homens que participam da vida social, contexto em que está inserido o centro.

b) O centro espírita é comprometido com o Espiritismo. Esse compromisso se concretiza através do estudo de livros espíritas, incluindo necessariamente as obras de Allan Kardec, e adequação das diversas atividades aos conceitos e métodos próprios da doutrina.

c) Não existe no centro espírita hierarquia estática e restritiva. O efeito mais importante dessa estrutura é a igualdade para aprender, praticar e influir.

Um centro espírita aberto à participação integral de pessoas interessadas em aprender e contribuir, e comprometido com o aprendizado e desenvolvimento do Espiritismo será o modelo, para os centros espíritas modernos, que adotarei a partir daqui. Mas caberia perguntar: como será o centro espírita do futuro?(4)

1.3 A estrutura proposta

Uma reflexão sobre a estrutura dos centros espíritas exige a identificação dos elementos que compõem essa estrutura. Assumo que são os seguintes:

ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO CENTRO ESPÍRITA
Mediunidade
Estudos e pesquisas
Relações com a sociedade
Poder
Integração com outros centros espíritas

Neste trabalho não são tratados, de forma sistemática, os aspectos de organização e administração do centro espírita. Há alguns livros e apostilas que tratam do assunto. O centro espírita, de Wilson Garcia, sintético e objetivo, é um livro de valor(5).

Entre os autores pesquisados, dediquei especial atenção aos dois que deram contribuições mais significativas para o estudo da estrutura do centro espírita até agora: Allan Kardec e José Herculano Pires. Em toda a extensão do texto eles são citados, sobretudo em suas respectivas obras O livro dos médiuns(6) e O centro espírita(7).

O livro dos médiuns, publicado em 1861, continua sendo referência obrigatória para formação, avaliação e dinamização dos grupos. Reputo grande importância a este livro no contexto da obra de Kardec. Se em O livro dos espíritos encontramos a apresentação da doutrina como um todo, constituindo-se por isso no mais abrangente trabalho seu, é no entanto em O livro dos médiuns que passamos mais claramente a conhecer a sua maneira de trabalhar, o método kardequiano. E é esse método que referenda toda a sua obra. Marco maior da lucidez de Kardec, esse compêndio ainda não esgotou seus recursos de aplicação.

O livro de José Herculano Pires O centro espírita se propõe a apresentar um estudo sobre as origens, o sentido e a significação do centro espírita. É um trabalho poderoso, que capta conceitos importantes, identifica distorções e propõe um modelo, mas não escapa ao envolvimento de algumas idéias já cristalizadas. Não me proporia a tentar fixar de forma precisa a função do centro, como faz Herculano, sobretudo porque é difícil trabalhar com uma "verdade" que não é praticada. Mas concordo com ele quando constata que a função e a significação do centro são desconhecidas, só ficando uma dúvida: alguém conhece completamente?

2. A MEDIUNIDADE
O Espiritismo está histórica e metodologicamente vinculado à mediunidade. Ele nasceu e cresceu a partir do estudo dos fenômenos mediúnicos. Sem a mediunidade o Espiritismo simplesmente não existiria. A mediunidade é o elemento mais importante da estrutura do centro espírita pois concretiza o mundo dos espíritos, objeto principal de estudo do Espiritismo.

2.1 - O que é mediunidade?
"Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos." (8)

Kardec dedicou grande importância à mediunidade e à comunicação com os espíritos. O relato que fez do início de suas pesquisas mostra isso:

"Compreendi, logo à primeira vista, a importância das pesquisas que iria fazer. Vislumbrei naqueles fenômenos a chave do problema do passado e do futuro da Humanidade, tão confuso e tão controvertido, a solução daquilo que eu havia buscado toda a minha vida."(9)

Com o tempo fortaleceu ainda mais a convicção que a mediunidade deve ser estudada e praticada com seriedade. O sua principal obra sobre o assunto, O livro dos médiuns(10), foi lançada em 1861 em substituição a uma outra de mesma natureza, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas(11), que havia sido lançada em 1858, pois considerou que esta não era suficientemente completa(12). Nos seus estudos, dedicou especial atenção à psicografia, pois percebeu que a escrita "tem a vantagem de assinalar, de modo mais material, a intervenção de uma força oculta e de deixar traços que se podem conservar, como fazemos com nossa correspondência"(13). Essa sua preocupação esclarece, em parte, o caráter que atribuía à mediunidade: um forte instrumento de comunicação com o invisível, tanto quanto de documentação.

Para Kardec era necessária uma conceituação precisa de "mediunidade" (e "médiuns"), além de uma classificação detalhada dos fenômenos. Foi o que fez(14). Um ponto delicado referia-se à questão: quem é médium? Resolveu-a da seguinte forma: todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos é, por esse fato, médium, mas, usualmente, assim só se qualificam aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva(15). Estudando esse problema mais recentemente, Crawford chamou de "estática" a mediunidade natural, que todos possuem, e "dinâmica" a mediunidade ativa. José Herculano Pires apresenta também as denominações de "mediunidade generalizada" e "mediunato", respectivamente(16).


CONTINUA. . .

Reações:

2 comentários:

querido irmao tenho um sonho de fundar uma casa espirita para a distribuiçao de sopa e necessario e obrigatorio ter mediuns realizar trabalhos mediunicos e quando nao houver trabalhos mediunicos tem algum problema ou perigo e se por acaso chegar algum irmao osbsediado como proceder obrigado pelo carinho

Tales obrigado por sua visita.

Bem o que posso lhe dizer é analise com mais cuidade o Livro dos Mediuns, estude com cuidade as obras basicas porque o que temos por ai não é o espiritismo praticado por Kardec.

O que vc pretende fazer não tem nada haver com Doutrina Espirita.

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