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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cruzando Revista Espírita e Livro dos Espíritos.


Cruzando Revista Espírita e Livro dos Espíritos.

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Este estudo foi feito por Vital Cruvinel
As mais polêmicas discussões travadas no meio espírita envolvem questões relacionadas ao momento da união da alma ao corpo. Isto porque tal "detalhe" é a base de argumentação a várias questões bioéticas como o direito ao aborto ou o uso de células tronco embrionárias em pesquisas científicas.

Sabemos que o Livro dos Espíritos é a pedra angular do Espiritismo e, por isso, damos um alto valor ao que nele está escrito. E maior será esse valor quanto mais informações tivermos sobre ele.

Sobre o retorno do espírito a vida corporal e, mais especificamente, sobre a união da alma ao corpo não existem muitas respostas na primeira edição do Livro dos Espíritos. Por outro lado, elas eram objetivas e traziam muita informação.
Primeira edição
86. Em que momento a alma se une ao corpo?
"Ao nascimento."
__ Antes do nascimento a criança tem uma alma?
"Não."
__ Como vive então?
"Como as plantas."
A alma ou espírito se une ao corpo no momento em que a criança vê a luz e respira.
Antes do nascimento a criança só tem vida orgânica sem alma. Ela vive como as plantas, tendo apenas o instinto cego de conservação, comum em todos os seres vivos.

Muito provavelmente a intuição de Kardec lhe mostrava que estas respostas estariam entre aquelas que considerou como as mais espinhosas. E, como ele mesmo declara em suas anotações pessoais reproduzidas em Obras Póstumas, para estas ele aproveitava o contato com outros médiuns para confirmá-las.

Foi dessa forma que em 1858 Kardec fez de uma conversa familiar uma bela entrevista a respeito das questões que envolvem o retorno do espírito ao corpo. Esta conversa se deu com o espírito de um médico que tinha falecido há alguns meses e que havia deixado um manuscrito sobre o Magnetismo que, pensava ele, faria uma revolução na ciência.

De acordo com as respostas obtidas nesta conversa, o espírito, que não acreditava em Deus, sofria pelo mal que havia causado na Terra e esperava novas provas para a sua próxima reencarnação. Ainda assim, pela honestidade que as suas respostas aparentavam Kardec procurou extrair o melhor do que este espírito poderia oferecer.

Dentre várias perguntas interessantes que Kardec fez, uma delas é exatamente a mesma pergunta que tinha feito para a compilação da primeira edição do Livro dos Espíritos e que acabamos de observar.
Revista Espírita, março de 1858
O doutor Xavier
24. Em que momento se opera a união da alma e do corpo, na criança?
"Quando a criança respira; como se recebesse a alma com o ar exterior."

Esta resposta vem confirmar a idéia contida na primeira edição do Livro, mas, tempos depois, Kardec a abandona e escreve uma nota logo em seguida desta resposta e uma outra ao final do artigo.
Revista Espírita, março de 1858
O doutor Xavier
Nota. Essa opinião é conseqüência de dogma católico. Com efeito, a Igreja ensina que a alma não pode ser salva senão pelo batismo; ora, como a morte natural intra-uterina é muito freqüente, em que se tornaria essa alma privada, segundo ela, desse único meio de salvação, se ela existia no corpo antes do nascimento? Para ser conseqüente, seria preciso que o batismo tivesse lugar, se não de fato, pelo menos de intenção, desde o instante da concepção.

Nota. A teoria, dada por esse Espírito, sobre o instante da união da alma e do corpo, não é inteiramente exata. A união começa desde a concepção; quer dizer, desde esse momento, o Espírito, sem estar encarnado, liga-se ao corpo por um laço fluídico que vai se apertando, mais e mais, até o nascimento; a encarnação não se completa senão quando a criança respira. (Ver O Livro dos Espíritos, n 344 e seguintes.)

Vamos observar com atenção estas notas... A segunda tem uma informação importante para a sua contextualização: ela foi editada após a publicação da segunda edição do Livro dos Espíritos. Isto se vê pela indicação, no final, dos números dos diálogos relacionados ao tema e esta nota já teria sido incluída em 1861 (*).

Esta observação é importante porque demonstra a preocupação com as informações passadas nos periódicos da Revista Espírita. E também porque mostra que Kardec não se contentou com a confirmação da idéia.

Outra observação interessante a ser feita é que, pela primeira nota, vemos Kardec considerando a influência que as idéias estabelecidas podem ter sobre as comunicações quando declara que 'essa opinião é conseqüência de dogma católico'. De toda forma, Kardec compreendia que o espírito tinha uma visão limitada do processo de união e, assim, destacou que a idéia 'não é inteiramente exata'.

Dirigindo-se ao espírito, Kardec rebate a resposta anterior com uma pergunta semelhante a do diálogo 86 da primeira edição.
Revista Espírita, março de 1858
O doutor Xavier
25. Como explicais, então, a vida intra-uterina?
"Como a planta que vegeta. A criança vive a sua vida animal."

Novamente, a resposta confirma a primeira edição e deixa claro que o espírito está convicto de que não há alma antes do nascimento (ver também a 29). É interessante que esta resposta é aproveitada na segunda edição, mas de forma mais desenvolvida.
Segunda edição
354. Como explicar a vida intra-uterina?
"É aquela da planta que vegeta. A criança vive a vida animal. O homem possui em si a vida animal e a vida vegetal que ele completa, no nascimento, pela vida espiritual."

Logo em seguida Kardec, de forma inteligente, propõe um problema a ser resolvido, a de ser ou não um crime o aborto de um ser que não seria um humano. Esta resposta também foi aproveitada na segunda edição com a adição de um reforço para que não se transgrida a lei de Deus. Note também que a pergunta é modificada para remover a idéia de que a criança não seria um humano.
Revista Espírita, março de 1858
O doutor Xavier
26. Há crime em privar uma criança da vida antes do seu nascimento, uma vez que, antes dessa época, a criança, não tendo alma, não é, de algum modo, um ser humano?
"A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre crime tirando a vida à criança antes de nascer, porque está impedindo, à alma, de suportar as provas das quais o corpo deveria ser o instrumento."

Segunda edição
358. O abortamento voluntário é um crime, qualquer que seja a época da concepção?
"Existe sempre crime quando transgredis a lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre crime tirando a vida à criança antes de nascer, porque está impedindo, à alma, de suportar as provas das quais o corpo deveria ser o instrumento."

Preocupado em solucionar todos os problemas, Kardec propõe um outro: a escolha entre a vida da mãe ou do filho em situações de risco. E, de acordo com a idéia de que o espírito do filho não se encontra ligado ao corpo, o comunicante opta, na sua lógica, pelo ser que existe, isto é, que faz parte do mundo corporal. Contudo há uma mudança na ênfase da resposta na nova edição que ficou menos rigorosa.
Revista Espírita, março de 1858
O doutor Xavier
28. No caso em que a vida da mãe estivesse em perigo com o nascimento da criança, há crime em sacrificar a criança para salvar a mãe?
"Não; é preciso sacrificar o ser que não existe ao ser que existe."

Segunda edição
359. No caso em que a vida da mãe estivesse em perigo com o nascimento da criança, há crime em sacrificar a criança para salvar a mãe?
"É preferível sacrificar o ser que não existe ao ser que existe."

Continuando no diálogo com o doutor Xavier encontramos a pergunta sobre a predestinação da alma a um determinado corpo. E é interessante observar como Kardec substituiu a expressão "momento do nascimento" pelo "último momento" para ficar de acordo com a nova proposta, a de que a união é um processo que se inicia na concepção e se completa no nascimento.
Revista Espírita, março de 1858
O doutor Xavier
30. A união da alma, com tal ou tal corpo, está predestinada, ou não é senão no momento do nascimento que a escolha se faz?
"Deus a marcou; essa questão exige mais longos desenvolvimentos. O Espírito, escolhendo a prova que deve suportar, pede a encarnação. Ora, Deus que tudo sabe e tudo vê, sabe e vê antecipadamente que tal alma se unirá a tal corpo. Quando o Espírito nasce nas classes baixas da sociedade, sabe que sua vida não será senão trabalho e sofrimento. A criança que vai nascer tem uma existência que resulta, até certo ponto, da posição de seus pais."

Segunda edição
334. A união da alma, com tal ou tal corpo, é predestinada ou é apenas no último momento que se faz a escolha?
"O Espírito é sempre designado antes. O Espírito, escolhendo a prova que deve suportar, pede a encarnação. Ora, Deus que tudo sabe e tudo vê, sabe e vê antecipadamente que tal alma se unirá a tal corpo."

Outra minuciosa revisão foi feita em um diálogo da primeira edição onde a inclusão de uma única palavra transformou a idéia de que a união se realizaria apenas no nascimento. Observem:
Primeira edição
104. A alma ...
__ O corpo pode existir sem a alma?
"Sim; todavia, desde que cessa a vida do corpo, a alma o abandona. Antes do nascimento, a alma não está nele; não há ainda união entre a alma e o corpo; enquanto que depois que essa união está estabelecida, a morte do corpo rompe os laços que o unem à alma, e a alma o deixa. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica."
A alma ...

Segunda edição
136. A alma ...
__ O corpo pode existir sem a alma?
"Sim; todavia, desde que cessa a vida do corpo, a alma o abandona. Antes do nascimento, não há ainda união definitiva entre a alma e o corpo; enquanto que depois que essa união está estabelecida, a morte do corpo rompe os laços que o unem à alma, e a alma o deixa. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica."
__ Que ...

Com a palavra 'definitiva' passou-se a ter a idéia de que o espírito de alguma forma já estaria unido ao corpo antes do nascimento. E para completar esta revisão Kardec removeu o trecho 'a alma não está nele'.

Por fim, apenas para registro, colocamos abaixo outros mapeamentos entre esta conversa com o doutor Xavier e alguns diálogos publicados na segunda edição do Livro dos Espíritos:
• pergunta 22 da conversa com a segunda pergunta do diálogo 155
• pergunta 27 da conversa com a pergunta do diálogo 355
• pergunta 31 da conversa com a pergunta do diálogo 209
• pergunta 32 da conversa com a pergunta do diálogo 210
• pergunta 33 da conversa com a pergunta do diálogo 891

(*) Conforme se constata pela fotocópia da Revista Espírita de 1858 obtida na Biblioteca Virtual Espírita da Federação Espírita do Paraná.

Estudando A Revista Espírita.


Estudando A Revista Espírita.


O doutor Xavier, sobre diversas questões psicofisiológicas
Revista Espírita, março de 1858

Um médico de grande talento, que designaremos pelo nome de Xavier, morto há alguns meses, e que muito se ocupou com o Magnetismo, havia deixado um manuscrito destinado, pensava ele, a fazer uma revolução na ciência.
Antes de morrer, havia lido O Livro dos Espíritos e desejado pôr-se em relação com o autor.
A doença, com a qual sucumbiu não lhe deixou tempo para isso.
Sua evocação ocorreu a pedido de sua família, e as respostas, eminentemente instrutivas, que ela contém, nos animou a dela inserir um extrato, na nossa coletânea, suprimindo tudo o que é de interesse privado.

1. Lembrai-vos do manuscrito que haveis deixado?
- Resp. Ligo-lhe pouca importância.
2. Qual é a vossa opinião atual sobre esse manuscrito?
- Resp. Obra vã de um ser que ignorava a si mesmo.
3. Pensais, todavia, que essa obra poderia fazer uma revolução na ciência?
- Resp. Vejo muito claro agora.
4. Poderíeis como Espírito, corrigir e acabar esse manuscrito?
- Resp. Parti de um ponto que mal conheço. Talvez, seria preciso refazer tudo.
5. Sois feliz ou infeliz?
- Resp. Espero e sofro.
6. O que esperais?
- Resp. Novas provas.
7. Qual é a causa dos vossos sofrimentos?
- Resp. O mal que fiz.
8. Todavia, haveis feito o mal com intenção?
- Resp. Conheces bem o coração do homem?
9. Estais errante ou encarnado?
- Resp. Errante.
10. Qual era, quando vivíeis, vossa opinião sobre a Divindade?
- Resp. Não acreditava nela.
11. Qual é agora?
- Resp. Nela não creio bastante.
12. Tínheis o desejo de se pôr em relação comigo; lembrai-vos?
- Resp. Sim.
13. Vede-me e me reconheceis pela pessoa com a qual queríeis entrar em relação?
- Resp. Sim.
14. Que impressão O Livro dos Espíritos fez sobre vós?
- Resp. Transtornou-me.
15. Que pensais dele agora?
- Resp. É uma grande obra.
16. Que pensais do futuro da Doutrina Espírita?
- Resp. É grande, mas certos discípulos a prejudicam.
17. Quem são os que a prejudicam?
- Resp. Os que atacam o que existe: as religiões, as primeiras e mais simples crenças dos homens.
18. Sendo médico, e em razão dos estudos que haveis feito, poderíeis, sem dúvida, responder às questões seguintes: O corpo pode conservar, por alguns instantes, a vida orgânica depois da separação da alma?
- Resp. Sim.
19. Quanto tempo?
- Resp. Não há tempo.
20. Precisai vossa resposta, vos peço.
- Resp. Isso não dura senão alguns instantes.
21. Como se opera a separação da alma do corpo?
- Resp. Igual um fluido que escapa de um vaso qualquer.

22. Há uma linha de demarcação realmente traçada entre a vida e a morte?
- Resp. Esses dois estados se tocam e se confundem; assim, o Espírito se desliga, pouco a pouco, dos seus laços; ele se desenlaça e não se quebra.(Questão 155- LIVRO DOS ESPIRITOS)

23. Esse desligamento da alma se opera mais prontamente em uns do que em outros? -
Resp. Sim: aqueles que, em sua vida, já se elevaram acima da matéria, porque, então,
sua alma pertence mais ao mundo dos Espíritos do que ao mundo terrestre.
24. Em que momento se opera a união da alma e do corpo, na criança?
- Resp. Quando a criança respira; como se recebesse a alma com o ar exterior.
Nota। Essa opinião é conseqüência de dogma católico. Com efeito, a Igreja ensina que a alma não pode ser salva senão pelo batismo; ora, como a morte natural intra-uterina é muitofreqüente, em que se tornaria essa alma privada, segundo ela, desse único meio de salvação, se ela existia no corpo antes do nascimento? Para ser conseqüente, seria preciso que o batismo tivesse lugar, se não de fato, pelo menos de intenção, desde o instante da concepção.
25. Como explicais, então, a vida intra-uterina?
- Resp. Como a planta que vegeta. A criança vive a sua vida animal.
26. Há crime em privar uma criança da vida antes do seu nascimento, uma vez que, antes
dessa época, a criança, não tendo alma, não é, de algum modo, um ser humano?
- Resp. A mãe, ou qualquer outra, cometerá sempre um crime tirando a vida à criança antes do seu
nascimento, porque é impedir a alma de suportar as provas, para as quais o corpo deveria
ser o instrumento.

27. A expiação, que deveria ser suportada pela alma impedida de se encarnar, não obstante,ocorrerá?
- Resp. Sim, mas Deus sabia que a alma não se uniria a esse corpo; assim, .(Questão 355- LIVRO DOS ESPIRITOS)

28. No caso em que a vida da mãe estaria em perigo pelo nascimento da criança, há crime em sacrificar a criança para salvar a mãe?
- Resp. Não; é preciso sacrificar o ser que não existe ao ser que existe.
29. A união, da alma e do corpo, se opera instantaneamente ou gradualmente; quer dizer, épreciso um tempo apreciável para que essa união seja completa?
- Resp. O Espírito não entra bruscamente no corpo. Para medir esse tempo, imaginai que o primeiro sopro que a criança recebe é a alma que entra no corpo: o tempo que o peito se eleva e abaixa.
30. A união da alma, com tal ou tal corpo, está predestinada, ou não é senão no momento donascimento que a escolha se faz?
- Resp. Deus a marcou; essa questão exige mais longos desenvolvimentos. O Espírito, escolhendo a prova que deve suportar, pede para se encarnar; ora, Deus, que tudo sabe e tudo vê, sabia e via antes que tal alma se uniria a tal corpo. Quando o Espírito nasce nas classes baixas da sociedade, sabe que sua vida não será senão trabalho e sofrimento. A criança que vai nascer tem uma existência que resulta, até certo ponto, da posição de seus pais.

31. Por que país bons e virtuosos dão nascimento a crianças de natureza perversa? Dito deoutro modo, por que as boas qualidades dos pais não atraem sempre, por simpatia, um bomEspírito para animar seu filho?
- Resp. Um mau Espírito pede bons pais, na esperança de que seus conselhos lhe dirigirão para um caminho melhor. (Questão 209 - LIVRO DOS ESPIRITOS)

32. Os pais podem, por seus pensamentos e suas preces, atrair para o corpo da criança umbom Espírito, antes que um Espírito inferior?
- Resp. Não; mas podem melhorar o Espírito da criança que fizeram nascer é seu dever, crianças más são uma prova para os pais. .(Questão 210 - LIVRO DOS ESPIRITOS)

33. Concebe-se o amor maternal para a conservação da vida da criança, mas, uma vez queesse amor está na Natureza, por que há mães que odeiam seus filhos desde o seu nascimento?
- Resp. Maus Espíritos que tratam de entravar o Espírito da criança, a fim de que ele sucumba sob a prova que quis. (Questão 891 - LIVRO DOS ESPIRITOS)

34. Nós vos agradecemos as explicações que consentistes em nos dar.
- Resp. Para vos instruir, farei tudo.
Nota। A teoria, dada por esse Espírito, sobre o instante da união da alma e do corpo, não éinteiramente exata। A união começa desde a concepção; quer dizer, desde esse momento, o Espírito, sem estar encarnado, liga-se ao corpo por um laço fluídico que vai se apertando,mais e mais, até o nascimento; a encarnação não se completa senão quando a criança respira. (Ver O Livro dos Espíritos, n9 344 e seguintes.)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

JESUS PARA O ESPIRITISMO


JESUS PARA O ESPIRITISMO
Toda tentativa de analisar o personagem Jesus sob a ótica espírita principia pelo questionamento de Kardec aos Espíritos, aposto no item 625, de O Livro dos Espíritos, sobre o modelo ou guia para a Humanidade planetária. A resposta, na competente tradução do Professor Herculano Pires é "Vede Jesus". Obviamente, não estamos falando de Jesus Cristo, o mito inventado pela religião cristã oficial (Catolicismo) e reproduzido por todas as que lhe sucederam no tempo, um ser meio homem meio divino, filho único (?) de Deus ou integrante do dogma da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), como apregoam as liturgias.

Falamos do homem, cujos registros físicos (históricos) são mínimos, mas que teria vivido há pouco mais de dois mil anos, no Oriente Médio, dono de uma filosofia de vida própria e que marcou a história humana ao ponto de dividi-la entre antes e depois de sua passagem. Jesus de Nazaré, este o seu nome. Mas é este o Jesus apresentado nas instituições espíritas? É este o Jesus referenciado nas obras pós-kardecianas, sobretudo aquelas de origem mediúnica? Cremos que não! Há uma diferença muito grande entre a realidade e a imagem que foi construída - muito fortemente em função da influência das religiões sobre o arquétipo coletivo.

Alguns dos problemas mais graves na abordagem "espírita" de Jesus já principiam pela gravidez de Maria (dita Santíssima pela tradição religiosa e, portanto, submetida a uma gestação sem ato sexual, sob a interferência do Espírito Santo), o que levou à consideração de que o carpinteiro seria um agênere, posto que detentor de um corpo não-físico, mas fluídico, porquanto não teria ele suportado as dores e lacerações a que foi submetido, na paixão e crucificação.

Tais teorias nunca seriam concordes à Filosofia Espírita, porque representariam a negação dos mínimos princípios ou fundamentos básicos espiritistas. Maria e José, tidos como pais de Jesus, tiveram um relacionamento normal - como o de qualquer casal - e Jesus, inclusive, teve vários irmãos, sendo o primogênito da prole (vide a passagem "Quem são minha mãe e meus irmãos", a propósito). De uma gestação, portanto, natural e "normal", decorreu um corpo físico muito parecido com o nosso, guardadas as proporções decorrentes do distanciamento temporal entre os nossos dias e os de dois milênios atrás.

Como a fábula cristã enquadra situações aparentemente sobrenaturais (como diversas passagens evangélicas relacionadas aos feitos de Jesus e, também, todo o tétrico relato das torturas a que teria sido submetido desde sua prisão, no Horto das Oliveiras até sua crucificação no Gólgota), muitas delas teriam sido construídas e moldadas pelos doutores da Igreja, interessados na construção de um super-homem, mítico e até mitológico, dotado de superpoderes ilimitados.

Jesus foi um homem "normal" e "comum", em relação às suas características físicas. Sua distinção em relação aos demais homens (daquele tempo e até hoje), evidentemente, pertence ao plano moral, das virtudes e das características egressas de sua evolutividade espiritual. Seu principal traço é o de uma moralidade bem acima da média da população terrena de todos os tempos conhecidos, daí porque os Espíritos o teriam sugerido como referência (não a única, fique bem claro) para a esteira de progresso espiritual compatível com este orbe.

Mas, ainda que distante da maioria dos homens em termos de moralidade, não deixou de "participar" da vida encarnada como a grande maioria de nós. Sentiu dores, sofreu decepções, alegrou-se com situações favoráveis, teve amigos e relacionou-se SIM sexualmente com uma mulher - provavelmente Maria de Magdala, de cuja relação teria nascido uma criança, como, aliás, vários escritores - entre os quais, mais presentemente, Dan Brown - já referenciaram.

Incrível é que, em muitas instituições espíritas, que deveriam se pautar pela "fé raciocinada", pelo exame lógico de todas as situações e circunstâncias e pela abordagem livre e baseada nos princípios espíritas, se verifique um certo ar "pudico" quando o assunto vem à baila, como se uma (muito) provável experiência conjugal e sexual de Jesus de Nazaré pudesse diminuir o alcance de sua missão e papel perante os homens. Uma abstinência da simbiose energético-sexual não seria, nem de longe, "natural" e oportuna. Ademais, todos nós que, sob a esteira da dicção espiritual contida no item sublinhado da obra pioneira, nos espelhamos em Jesus para a construção de nossa senda evolutiva, ao buscarmos conhecer melhor o intercâmbio das relações humanas, sabemos que a sexualidade é um vértice de aprendizado espiritual e, antes de tudo, uma necessidade humana, rumo ao equilíbrio.

Mas há os que, não tão ingenuamente, pensam o contrário e tentam "importar" para o Espiritismo visões que pertencem aos dogmas das igrejas. Estes ainda não se tornaram espíritas!
Marcelo Henrique, Doutorando em Direito e Assessor Administrativo
da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo - ABRADE

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DENÚNCIA de Morador do Vale do Cuiabá.RJ





DENÚNCIA de Morador do Vale do Cuiabá.

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Recebo o e-mail de um conhecido economista que tem casa no Vale do Cuiabá, em Petrópolis. Ele revela como anda a assistência aos desabrigados na região serrana do Rio. A casa dele não foi atingida pela catástrofe. Ele procura ajudar como pode. O relato impressiona.
*
Dá para escrever uma peça teatral de tragicomédia com o que vivi nos últimos dias e horas.
Não há comando। Hoje cedo, o padre da igreja me liga fazendo um apelo para tentar conversar com a secretaria de saúde, que passou ontem lá para vacinar o povo. A primeira visita desde que aconteceu a tragédia. Ficaram apenas 40 minutos e em uma única igreja - as quatro têm desabrigados. Era meio da tarde, e vacinaram poucos. Fosse à noite ou na hora do almoço, pegava o pessoal que dorme na igreja. No meio da tarde, as pessoas estão tentando resgatar algo de seu, procurando parentes etc.

Prometeram voltar hoje. Aí os líderes locais pediram para definir uma hora aproximada, que espalhariam a notícia na região, avisando a população local. Sabe qual foi a resposta? “Manda todo mundo ficar dentro da igreja o dia todo, não sair em hipótese alguma, porque, em algum momento do dia, nós passamos”. Não é para prender o imbecil que fala uma coisa dessas?

Como havia saques na região, que só tem uma entrada e uma saída, a PM fechou com pelotão de choque. Eu contei quatro carros n o sábado, às 12h, onde precisava de apenas um. Às 22h, sabe quantos tinha? Zero. Foram embora todos e voltaram no domingo, às 8h da manhã. Como se vê, saque é proibido só em horário comercial, como a vacinação - e na hora que o médico decidir aparecer.

A resposta econômica não fica atrás. Vão dar cheque do aluguel social onde não tem casa para alugar - só sobraram a minha e outras mansões - aliás, a maioria repleta de desabrigados amigos dos caseiros; eu tinha até grávida na minha casa. O governo do estado deu isenção de IPVA em Petrópolis - só que, no bairro, ninguém mais tem carro. Adiaram pagamento de contas de luz e de água - só que os atingidos não têm mais casa. Sabe quem foi beneficiado? Eu. Minhas casa está intacta, e certamente não sou pobre e nem desabrigado.
É um absurdo o que está acontecendo.
Tenho inúmeras outras histórias para contar em poucos dias. Para resumir, acho que as Forças Armadas deveriam assumir o comando, mandar e desmandar, hierarquia, ordem etc. Aliás, quem está pedindo isso são os próprios desabrigados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/flagrantes-impressionantes-da-incompetencia-no-rio/

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

QUE TAL SE COMPORTAR COMO OPOSIÇÃO?



Tags: "keywords" content=" QUE TAL SE COMPORTAR COMO OPOSIÇÃO, Aécio Neves, DEM, Oposições, PSDB,QUE TAL SE COMPORTAR COMO OPOSIÇÃO, Aécio Neves, DEM, Oposições, PSDB

Caros,
um daqueles textos longos, puxando a orelha das oposições. Vamos lá.

Qual é a melhor hora para se opor ao governo? A resposta é esta: sempre! E refiro-me a qualquer oposição e a qualquer governo। E deixo claro que o exercício do contraditório não quer dizer sabotagem — a exemplo do que fazia o PT no governo FHC. Para ser justo, agiu do mesmo modo em todos os governos, inclusive no do agora aliado nº 1, José Sarney.

Para ser legítima, uma oposição não precisa rejeitar tudo o que o adversário propõe, mas uma coisa é certa: se ela abre mão da vigilância, aí está perdida. É o caso de indagar: o que anda fazendo a oposição no Brasil neste momento? Resposta: dando um tiro no próprio pé. Antes que me detenha a esse aspecto em particular, quero trazer algumas coisas à memória.


A Congresso aprovou, finalmente, o regime de partilha para o pré-sal. Partilha por quê? A explicação tosca, infundada, é que o modelo da concessão servia para a exploração nas outras áreas, mas não no pré-sal, que seria, na expressão tolinha de Lula, adotada por Dilma Rousseff na campanha, um “bilhete premiado”.

O antigo sistema levou o Brasil perto da auto-suficiência. No governo FHC, a produção de petróleo dobrou — o que desmoraliza o discurso vigarista de sucateamento da Petrobras. A mudança tem muito de preconceito ideológico — e até ele é meio falsificado. O risco da exploração por partilha é todo do Brasil. As empresas que vão atuar na área não têm do que reclamar.

Mas não quero me estender nesse aspecto em particular. O fundamental é que o pré-sal foi aprovado, e, sobre a oposição, a gente poderia cantar com Cassiano (lembram-se?): “nem sequer ouvi falar seu nome”… Deixaram a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) sozinha, a defender a coisa certa.

Há dois dias, o ministro Guido Mantega veio a público para afirmar que será preciso, sim, cortar verba de obras do PAC porque o cobertor ficou curto. A oposição fez de conta que não ouviu. Curiosamente, quem reagiu foi o já quase ex-chefe do ministro: Luiz Inácio Lula da Silva. Dado o silêncio dos adversários, o PT encontra tempo de ficar brigando consigo mesmo.

Os oposicionistas só não ficaram mais mudos do que Dilma… Mantega fala num dia, e Lula o desmente no dia seguinte, quase ao mesmo tempo em que Paulo Bernardo vai à Comissão de Orçamento para anunciar uma superestimação de receita de R$ 12 bilhões — em suma, estamos de volta àquele mesmo corte a que se referia o ministro da Fazenda. Mas o governo ficou lá se dando ao luxo de bater cabeça. Não havia por que temer que a oposição explorasse a questão, certo?

Quando menos, Dilma deveria ser cobrada pelo cenário róseo com que acenou às massas.

Leia a conclusão aqui.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tenho-uma-grande-ideia-para-a-oposicao-leiam-e-me-digam/

domingo, 28 de novembro de 2010

Espíritas na política





TAGS:"keywords" content=" Espíritas na política,Espíritas na política,Espíritas na política,Espíritas na política,Espíritas na política,Espíritas na política,Espíritas na política,Espíritas na política,Espíritas na política

Paulo Roberto Santos

É por demais conhecida a resistência dos espíritas em tratar de questões políticas dentro ou fora dos centros. A política, em virtude de Ter se convertido em campo fértil para a ação de aproveitadores e espertalhões de todo tipo, passou a causar desinteresse por parte daqueles que por uma razão ou outra não concordam com tal estado de coisas, embora na prática, nada façam para mudá-lo.

Há muitos equívocos, ignorância e falso moralismo quando se fala em política. Confunde-se politiquice, politicagem e politicalha com a arte da política, a ciência política, voltada para a gestão do interesse coletivo dentro das normas e princípios éticos extremamente importantes para a vida de relação.

É verdade que a política partidária vai de mal a pior. Com o afastamento dos grandes estadistas da função pública, por velhice, morte, desinteresse descrença, etc., o campo fica livre para os corruptos e corruptores que se valem do poder e prestígio dados pela posição para favorecimentos pessoais, de amigos, empresas, etc.

No entanto, existem (ainda bem) bons políticos dirigindo os interesses da nação. São poucos e para aumentar seu número deveríamos passar do estágio da indignação para o da ação.

Para isso é preciso rever conceitos, concepções e idéias acerca da função pública e retomá-la como atividade saudável para saneá-la em seus procedimentos e objetivos.
Será que o espírita está impedido de exercer alguma função política?

Não há em lugar algum da codificação alguma referência que descredencie a política como atividade humana necessária à vida social ou que a apresente como algo que degrade o ser humano, que o rebaixe de alguma forma. Existem, sim, textos vários que, se lidos de uma perspectiva política, podem fornecer preciosos subsídios para aqueles que desejem atuar formal ou informalmente na vida pública. A terceira parte de O Livro dos Espíritos, por exemplo, que trata das Leis Morais, vários textos inseridos em Obras Póstumas (como As Aristocracias) e mesmo em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

A verdade é que a vida social exige a convivência política, própria da “polis”, lugar onde vivem os cidadãos. E o Estado tornou-se uma necessidade, tanto quanto a estrutura burocrática e os partidos e respectivos representantes, apesar de todas as merecidas críticas.

Será que o espírita está impedido de exercer alguma função política? Do ponto de vista doutrinário, certamente não. É uma atividade como outra qualquer, com seus tropeços e dificuldades, exigindo habilidades e vocação. A rejeição generalizada da política dentro do movimento espírita deve-se à nossa formação basicamente religiosa e mística, raiando o pieguismo e, principalmente, a preconceitos totalmente infundados. Poucos seriam capazes de justificar racionalmente, razoavelmente e doutrinariamente, porque não participar da política partidária, da defesa dos interesses da nação e do bem comum. Na verdade, é mais cômodo deixar que outros se ocupem dessas tarefas estressantes, comprometedoras e de alto risco. Dentro dessa lógica, como melhorar a vida social, se aqueles que poderiam levar conceitos e parâmetros novos para as deCisões nas Câmaras de Vereadores ou Assembléias Legislativas, se limitam a fazer coro com os críticos de plantão?

A Doutrina Espírita tem muito a oferecer para a vida pública através de eventuais representantes, influenciando na elaboração de novas leis, inibindo a ação de aproveitadores através de posturas mais éticas, sem concessões perigosas, com discursos moralizadores (e não falso moralismo), que mostrem que - há alternativas, novas possibilidades e novos caminhos.

Quem poderia, afinal, tornar-se um candidato às eleições e assumir um cargo de representatividade na esfera partidária? Qualquer espírita, homem ou mulher, com boa formação doutrinária, alguma experiência de vida, boa saúde física e emocional, bom nível de cultura geral, boas idéias e algum carisma, além de facilidade de expressar-se por escrito ou verbalmente. Convém lembrar que a função política tornou-se uma função técnica onde só a boa vontade não basta. Uma equipe de apoio, coragem para o exercício do mandato e, certamente, a Providência Divina não faltará com o restante. Cuidado especial deve ser tomado na escolha do partido político. Uma escolha errada pode por tudo a perder já que os partidos representam interesses de parcelas da população, de grupos sociais e até de setores empresariais. Deve-se buscar o partido que mais se aproxime, em sua plataforma de trabalho, do ideário espírita. Certamente não serão os partidos de direita, ligados a setores conservadores e retrógrados das oligarquias, urbana ou agrária.

O assunto é polêmico sem dúvida, mas merece reflexões por parte daqueles de mente mais aberta e que já se cansaram de ver as coisas se repetindo. Gente mexendo em tudo para não mudar nada e a miséria se alastrando como uma praga. Há uma boa bibliografia espírita para subsidiar as reflexões dos interessados como:

Filosofia Social Espírita (FEB) e O Plano Social de Deus (Edicel), ambos de Ney Lobo. Espiritismo e Formação Política, de nossa autoria (EME Ed.), Parapsicologia e Materialismo Histórico de Humberto Mariotti (Edicel), e os textos citados da Codificação, para mencionar apenas alguns. Espíritas na política sim. Por que não?

REVISTA ESPÍRITA DE CAMPOS – NO. 51 jul/ago/set 99

Escola de guerilheiros do MST.


Escola de guerilheiros do MST.


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Esquerda quer (en)cobrir fraude na escola de formação de guerrilheiros do MST.
Da Folha de São Paulo:

Uma campanha se espalhou entre movimentos sociais e entidades ligadas a grupos de esquerda, sindicatos e universidades para contornar a crise da Escola Nacional Florestan Fernandes. A escola do MST, alcunha que a direção da entidade rejeita, foi criada em 2005 em Guararema (SP). Custou cerca de R$ 3,5 milhões, financiados pela União Europeia, pelo MST e pelas ONGs cristãs Caritas (Alemanha) e Frères Des Hommes (França). Houve campanhas com apoio de Chico Buarque, José Saramago e Sebastião Salgado. Em cinco anos, quase 20 mil pessoas passaram pelos cursos e eventos na entidade. Recentemente, a escola ganhou visibilidade quando, em viagem ao Brasil, o ator Benicio Del Toro a visitou e usou um boné do MST.

Em 2008 o promotor Gilberto Thums já alertava sobre sua ação que propõe a dissolução do MST como Movimento Social e a colocação desta organização no hall das organizações de Guerrilha Armada.





VEJA OS OUTROS VIDEOS AQUI

http://ensinoespirita.blogspot.com/2010/02/um-movimento-politico-de-guerrilha.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O modelo de governo que o pt inveja.



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Após a derrota eleitoral legislativa de Chávez, em setembro, ele lançou novas atividades repressivas contra sua oposição.

Ele nacionalizou (sem indenizar) uma fábrica de vidro de propriedade americana que fornece garrafas para a cervejaria Polar. A companhia Polar, por sua vez, foi responsabilizada por Chávez de fornecer boa parte do financiamento e apoio à oposição.

Então, em que pé esses acontecimentos momentosos deixam a América Latina? Dado o enfraquecimento do presidente Barack Obama, que estava especialmente engajado na América Latina para além de ocasiões formais e simbolismos, essas tendências poderão se contrapor ao que vimos até o ano passado.

Seguindo nesta linha totalitaria e ditatorial Chávez agora determina dieta dos venezuelanos.

Chávez tem estatizado, desde 2007, várias empresas do setor da alimentação, de agroquímicas, firmas de alimentos congelados e produtoras de envases de vidro até redes de supermercado.

Não sei porque mas sinto que o governo do Brasil ao reclamar da privatizações sente um certo ciume do poder chavista, pois esta na cara que se Lula pudesse, já tinha feito sucessivas expropriações e repartido com os companheiros.

Tome um engove e imagine amanhã o Brasil enfretando este discurso.

A História do Café da Manhã