
KARDEC VISITA NOSSO LAR (parte 02)
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Tal como se dá na Terra, a propriedade aqui é relativa. Nossas aquisições são feitas à base de horas de trabalho. O bônus-hora, no fundo, é o nosso dinheiro. (...)cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nunca mais que um), apresentando trinta mil bônus-hora,
Nosso Lar cpt 22O ocioso vestirá, sem dúvida; mas o operário dedicado vestirá o que melhor lhe pareça; compreendeu? (...)Desse modo, há muita gente que consegue setenta e dois bônus-hora, por semana, sem falar dos serviços sacrificiais, cuja remuneração é duplicada e, às vezes, triplicada.
ANALISE_O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.{ O Evangelho Segundo o Espiritismo O Homem de Bem}
Livro dos Espíritos 897. Aquele que faz o bem sem visar a uma recompensa na Terra, mas na esperança de que lhe seja levado em conta na outra vida e que nessa a sua posição seja melhor, é repreensível, e esse pensamento prejudica o seu adiantamento?
— É necessário fazer o bem por caridade, ou seja, com desinteresse.Uma coisa que é totalmente paradoxal .
Os serviços sacrificiais, cuja remuneração é duplicada e, às vezes, triplicada.
Bem aqui eu não entendi onde entra o SACRIFICIO se posso ser remunerado dupla ou triplamente?
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Contam-se por milhares as pessoas favorecidas em “Nosso Lar”,
Somente poderão rogar providências e dispensar obséquio os portadores de títulos adequados, entendeu?
ANALISE_ Neste ponto se percebe com facilidade o pensamento católico que acredita em “favorecidos” e preces “pagas” Ou seja, mérito nem pensar.Contam-se por milhares as pessoas favorecidas em “Nosso Lar”,
Somente poderão rogar providências e dispensar obséquio os portadores de títulos adequados, entendeu?
(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Preces Pagas)
3 – Estando porém ouvindo-o todo o povo, disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que querem andar com roupas talares, e gostam de ser saudados nas praças, e das primeiras cadeiras nas sinagogas, e dos primeiros assentos nos banquetes; que devoram as casas das viúvas, fingindo largas orações. Estes tais receberão maior condenação. (Lucas, XX: 45-47, e semelhantes em Marcos, XIII: 38-40; Mateus, XXIII: 14).
4 – Disse ainda Jesus: Não façais que as vossas preces sejam pagas; não façais como os escribas, que “a pretexto de longas preces, devoram as casas das viúvas”, o que quer dizer: apossam-se de suas fortunas. A prece é um ato de caridade, um impulso do coração; fazer pagar aquelas que dirigimos a Deus pelos outros, é nos transformamos em intermediários assalariados.

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Ensina a Bíblia que o próprio Senhor da Vida não estacionou no Verbo e continuou o trabalho criativo na Ação. “Nosso Lar”, portanto, como cidade espiritual de transição, é uma bênção a nós concedida por “acréscimo de misericórdia”,
ANALISE_{ IV – Natureza das Penas e Gozos Futuros LIVRO DOS ESPIRITOS}
965. As penas e os gozos da alma após a morte têm alguma coisa de material?
— Não podem ser materiais, desde que a alma não é de matéria. O próprio bom senso o diz. Essas penas e esses gozos nada têm de carnal e por isso mesmo são mil vezes mais vivos do que os da Terra. O Espírito, uma vez desprendido, é mais impressionável: a matéria não mais lhe enfraquece as sensações. (Ver itens 237 a 257.)
966. Por que o homem faz idéias tão grosseiras e absurdas das penas e dos gozos da vida futura?
— Inteligência ainda não suficientemente desenvolvida. A criança compreende da mesma maneira que o adulto ? Aliás, isso depende também do que se lhe tenha ensinado: é nesse ponto que há necessidade de uma reforma. Vossa linguagem é muito imperfeita para exprimir o que existe além do vosso alcance. Por isso, foi necessário fazer comparações, sendo essas imagens e figuras tomadas como a própria realidade. Mas à medida que o homem se esclarece, seu pensamento compreende as coisas que a sua linguagem não pode traduzir.
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Sei que muitos de vós recordais, neste instante, o Grande Crucificado. Sim, Jesus entregou-se à turba de amotinados e criminosos, por amor à redenção de todos nós, mas não entregou o mundo à desordem e ao aniquilamento.
ANALISE_ Mais uma vez o pensamento católico impresso.Sei que muitos de vós recordais, neste instante, o Grande Crucificado. Sim, Jesus entregou-se à turba de amotinados e criminosos, por amor à redenção de todos nós, mas não entregou o mundo à desordem e ao aniquilamento.
Todo mundo precisa de redenção. Nossa condição natural era caracterizada por culpa: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” A redenção de Cristo nos libertou dessa culpa: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:23-24).
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Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. São os espíritos nobilíssimos, que descobriram a essência divina em si mesmos, marchando para o alvo sublime, sem vacilações. (...)Os primeiros seguem por linhas retas.
ANALISE_ Aqui escancarou os princípios do ROUSTAINGUISMO que esta muito bem explicado neste artigo do Dr Ary Lex
http://ensinoespirita.blogspot.com/2010/01/origem-dos-mundos-fluidicosnosso-lar.html
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Do Livro dos Espiritos 119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?
— Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.
Comentário de Kardec: Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual, existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.
120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?
— Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.
O que fica claro e inconteste nesta obra é que ela é mediúnica, mas jamais foi ESPIRITA,
outra coisa é que o próprio Deus ficou apagado, ante a exaltação da personalidade do Cristo.
Para encerrar vamos ler o que informa a Revista Espírita de Junho 1868.
A morte do Sr. Bizet, Cura de Sétif / A fome entre os espíritos.
Uma comunicação aceita por Kardec descreve este quadro:
“Encontrei lá em cima muitos desses infelizes, mortos nas torturas da fome, ainda procurando EM VÃO satisfazer a uma NECESSIDADE IMAGINÁRIA, lutando uns contra os outros para arrancar um pedaço de comida que se escondia em suas mãos, dilacerando-se mutuamente e, se posso dizer, se entredevorando; uma cena horrível, pavorosa, ultrapassando tudo quanto a imaginação humana pode conceber de mais desolador!
Muitos desses infelizes me reconheceram, e seu primeiro grito foi: Pão!”.
Comentários de KARDEC
“A quem quer que não conheça a verdadeira constituição do mundo invisível, parecerá estranho que Espíritos, que segundo eles são seres abstratos, imateriais, indefinidos, sem corpo, sejam vítimas dos horrores da fome; mas o espanto cessa quando se sabe que esses mesmos Espíritos são seres como nós; que têm um corpo, fluídico é verdade, mas que não deixa de ser matéria; que, deixando seu invólucro carnal, certos Espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes, durante um tempo mais ou menos longo. Isto parece singular, mas é, e a observação nos ensina que tal é a situação dos Espíritos que viveram mais a vida material do que a vida espiritual, situação por vezes terrível, porque a ILUSÃO das necessidades da carne se faz sentir, e se tem todas as angústias de uma NECESSIDADE IMPOSSÍVEL DE SATISFAZER.
[...] Sim, legiões de espíritos continuam a vida corporal com suas torturas e suas angústias. Mas quais? Os que ainda estão muito avassalados à matéria para dela se desprenderem instantaneamente. É uma crueldade do Ser Supremo? Não; é uma lei da Natureza, inerente ao estado de inferioridade dos espíritos e necessária ao seu adiantamento; é uma PROLONGAÇÃO MISTA DA VIDA TERRENA durante alguns dias, alguns meses, alguns anos, conforme o estado moral dos indivíduos.
[...] Aliás, não depende de cada um escapar a essa VIDA INTERMEDIÁRIA, que, francamente, NEM É A VIDA MATERIAL, NEM A VIDA ESPIRITUAL?
“Os espíritas a ela escapam naturalmente, porque, compreendendo o estado do mundo espiritual antes de nele entrar, imediatamente se dão conta de sua situação”.






















