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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Passo a Passo com Kardec. Parte 04





Passo a Passo com Kardec. Parte 04

47. É erro considerar as manifestações físicas como um brinquedo. Se elas não têm a importância do ensino filosófico, têm utilidade do ponto de vista da fenomenologia, porque constituem o ABC da ciência, cuja chave nos trouxeram. Posto sejam hoje menos necessárias, concorrem para a convicção de algumas pessoas.
Mas, de modo algum, são incompatíveis com a ordem e com a decência que devem presidir essas reuniões experimentais. Se fossem sempre praticadas com a necessária conveniência, convenceriam mais facilmente e, sob todos os pontos de vista, produziriam resultados muito melhores.

48. Alguns fazem das evocações uma idéia muito falsa: crêem que elas consistem em atrair os mortos com todo o lúgubre aparato dos túmulos. O pouco que já dissemos sobre isto basta para dissipar este erro. Só nos romances, nos contos fantásticos de almas penadas e no teatro é que aparecem os mortos desencarnados saindo dos seus sepulcros enrolados em mortalhas e chocalhando os ossos.

O Espiritismo jamais fez milagres: nunca os produziu e jamais pretendeu ressuscitar um corpo morto. Quando o corpo está na sepultura, dela jamais sairá; mas o ser espiritual, fluídico e inteligente ali não se acha com o invólucro material do qual se separou no momento da morte. Uma vez operada tal separação, entre eles nada mais existe de comum.

49. A crítica malévola apresentou as manifestações espíritas como uma mescla de práticas ridículas da magia e da necromancia. Se as pessoas que falam de Espiritismo sem o conhecer tivessem o trabalho de o estudar, teriam poupado esse esforço de imaginação, que apenas serve para demonstrar a sua ignorância e a sua má-vontade.

Cabe dizer às pessoas estranhas ao Espiritismo que para nos comunicarmos com os Espíritos não há dias, nem lugares, nem horas mais propícios que outros. Para os evocar não há formas sacramentais ou cabalísticas; não há necessidade de qualquer preparação ou iniciação; o emprego de qualquer sinal ou qualquer objeto material, visando atraí-los ou os repelir nenhum
efeito produzem: basta o pensamento. Finalmente, os médiuns recebem as comunicações tão simples e naturalmente como se recebessem um ditado de uma criatura viva, sem saírem de seu estado normal.

Só o charlatanismo emprega maneiras esquisitas e acessórios ridículos. O apelo aos Espíritos é feito em nome de Deus, respeitosamente e com recolhimento: é o único preceito recomendado às pessoas sérias, que desejam comunicar-se com Espíritos sérios. Fim providencial das manifestações

50. O fim providencial das manifestações espíritas é convencer os incrédulos de que nem tudo se acaba com a vida terrena e dar aos crentes uma idéia mais justa do futuro. Os bons Espíritos vêm instruir-nos, visando o nosso melhoramento e o nosso progresso e não para nos revelar aquilo que ainda não podemos saber ou que apenas o deve ser como resultado do
nosso trabalho.

Se bastasse interrogá-lo para conseguir a solução de todas as questões científicas, ou para fazer descobertas e invenções rendosas, qualquer ignorante poderia, sem estudar, tornar-se um cientista e todo preguiçoso poderia ficar rico sem trabalhar. Mas é o que Deus não permite. Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o eximem do trabalho nem o libertam da investigação, a fim de lhe deixar o mérito.

51. Uma idéia muito errada dos Espíritos formaria aquele que neles visse apenas os ajudantes dos ledores da buena-dicha. Os Espíritos sérios recusam ocupar-se de coisas fúteis; os frívolos e os brincalhões tratam de tudo, a tudo respondem, predizem tudo quanto se queira, sem nenhuma consideração à verdade, e encontram um malévolo prazer em mistificar as criaturas demasiado crédulas. Por isso é essencial estar perfeitamente atento sobre a natureza das perguntas que podem ser dirigidas aos Espíritos.

52. Fora daquilo que poderá ajudar ao nosso progresso moral, só incertezas encerram as revelações feitas pelos Espíritos. A primeira conseqüência má para quem desvia sua faculdade do seu objetivo providencial é ser mistificado pelos Espíritos enganadores, que pululam em torno dos homens; a segunda é ficarem dominados por esses mesmos Espíritos que, por meio de conselhos pérfidos, podem conduzi-lo a verdadeiras desgraças materiais na Terra; a terceira é perder, após a vida terrena, o fruto do conhecimento do Espiritismo.

53. Assim, as manifestações espíritas não se destinam a servir aos interesses materiais: sua utilidade reside nas conseqüências morais decorrentes. Entretanto, se seu resultado fosse unicamente demonstrar, de modo material, a existência da alma e a sua imortalidade, já seria muito, porque temos um novo e largo caminho aberto à filosofia.

Os médiuns
54. Apresentam os médiuns uma grande variedade de aptidões, que os tornam mais ou menos adequados para a obtenção deste ou daquele fenômeno, deste ou daquele gênero de comunicações. Conforme tais aptidões eles se dividem em médiuns de efeitos físicos, de comunicações inteligentes, videntes, falantes, auditivos, sensitivos, desenhistas, poliglotas, poetas, músicos, escreventes, etc.

Não devemos esperar do médium nada que esteja fora dos limites de sua faculdade. Sem o conhecimento das aptidões mediúnicas, o observador não achará explicação para certas dificuldades ou para certas impossibilidades encontradas na prática.

55. Os médiuns de efeitos físicos são particularmente mais aptos para a produção de fenômenos materiais, como os movimentos, as batidas, etc, com o auxílio de mesas ou outros objetos. Quando tais fenômenos revelam um pensamento, ou obedecem a uma vontade, são efeitos inteligentes e, como tal, denotam uma coisa inteligente. É este um dos modos pelos quais se manifestam os Espíritos.

Por meio de um número de batidas, previamente convencionadas, obtém-se a resposta pelo sim ou pelo não, ou, ainda, a designação das letras do alfabeto, com as quais se formam palavras e frases. Esse método primitivo é muito demorado e não permite grande desenvolvimento.

As mesas falantes foram o início da ciência. Hoje, porém, já existem meios de comunicação tão rápidos e completos como entre os vivos, de modo que ninguém mais emprega aqueles, a não ser acidentalmente e como experiência.

56. De todos os meios de comunicação, é a escrita ao mesmo tempo o mais simples, o mais rápido, o mais cômodo e aquele que permite maior desenvolvimento. Também é a faculdade que se encontra com mais freqüência.

57. A princípio, para obter a comunicação escrita, usaram-se meios materiais, como a cesta, a prancheta, etc., munidas de um lápis. Mais tarde foi reconhecida a inutilidade desses acessórios e a possibilidade dos médiuns escreverem diretamente com a mão, como nas condições ordinárias.

58. O médium escreve influenciado pelos Espíritos, que dele se servem como de um instrumento. Sua mão é tangida por um movimento involuntário, que muitas vezes não pode dominar. Certos médiuns não têm consciência do que escrevem; outros têm uma vaga idéia, posto que o pensamento lhes seja estranho. E é isto o que distingue os médiuns mecânicos dos médiuns intuitivos ou dos semimecânicos.

A ciência espírita explica a maneira por que o pensamento do Espírito é transmitido ao médium e o papel que tem este nas comunicações.

59. O médium possui apenas a faculdade de transmitir a comunicação. Esta, porém, depende da vontade dos Espíritos. Se eles não se quiserem manifestar, nada conseguirá o médium: será um instrumento sem músico para tocar.
Como os Espíritos só se comunicam quando podem, ou quando querem, não se acham sujeitos ao capricho de ninguém: nenhum médium pode forçá-los a se apresentarem.

Isto explica a intermitência da mediunidade – mesmo nos melhores médiuns –, que, por vezes, chega a durar meses.
É, pois, um erro pensar que a mediunidade seja derivada do talento do médium. O talento se adquire pelo trabalho e quem o possui é sempre seu senhor, enquanto que o médium jamais é senhor de sua faculdade: ela depende de uma vontade estranha.

60. Quando os médiuns de efeitos físicos obtêm a produção de certos fenômenos à vontade e com regularidade – desde que não haja dolo – é que se acham em relação com Espíritos de baixa categoria, que se comprazem em tais exibições e que, possivelmente, foram prestidigitadores na Terra. Seria, então, absurdo pensar que Espíritos – mesmo de pouca elevação – se divirtam em espetáculos teatrais.

61. A obscuridade necessária à produção de alguns dos efeitos físicos presta-se a suspeitas, mas nada prova contra a autenticidade dos fatos.
Sabe-se que em Química certas combinações não podem ser realizadas em plena luz; muitas composições e decomposições se dão sob a ação do fluido luminoso. Ora, todo fenômeno espírita resulta de uma combinação de fluidos próprios do Espírito com os fluidos do médium. Como tais fluidos são matéria, não admira que, em determinadas condições, sua combinação seja contrariada pela ação da luz.

62. As comunicações inteligentes também se realizam pela ação do fluido do Espírito sobre o médium; é preciso que o fluido do médium se identifique com o do Espírito. Assim, a facilidade das comunicações depende do grau de afinidade que se estabeleça entre os dois fluidos. Cada médium se torna, assim, mais ou menos apto a receber a impressão ou a impulsão do pensamento deste ou daquele Espírito. Pode ser um bom instrumento para um e péssimo para outro. Em conseqüência, estando dois médiuns, igualmente bem dotados, sentados lado a lado, um Espírito talvez só por um possa manifestar-se



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