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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Passo a Passo com Kardec continuação 3




Passo a Passo com Kardec continuação 3

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32. Por estas poucas palavras pode-se ver que, seja qual for a sua natureza, as manifestações espíritas nada têm de sobrenatural ou de maravilhoso: são fenômenos produzidos em virtude da lei que rege as relações entre o mundo visível e o invisível e que é tão natural quanto as leis da eletricidade ou da gravidade.
É o Espiritismo a ciência que nos dá a conhecer essa lei, do mesmo modo que a Mecânica nos ensina as leis do movimento e a Ótica as da luz. Desde que são um fato natural, as manifestações espíritas ocorreram em todos os tempos. Uma vez conhecida a lei que as rege, ficam explicados grande número de problemas que eram tidos como insolúveis; essa lei é a chave de uma porção de fenômenos explorados e aumentados pela superstição.

33. Afastado o maravilhoso, tais fatos nada apresentam que repugne à razão, de vez que passam a ter um lugar próprio entre outros fenômenos naturais. Em tempos de ignorância eram tidos como sobrenaturais todos aqueles efeitos cuja causa era desconhecida. Mas as descobertas da ciência foram restringindo continuamente o âmbito do maravilhoso, que o conhecimento da nova lei acabou por aniquilar.
Assim, pois, os que acusam o Espiritismo de restaurar o maravilhoso provam, por isso mesmo, que falam de uma coisa que desconhecem.

34. As manifestações espíritas são de duas ordens: efeitos físicos e comunicações inteligentes. Os primeiros são fenômenos materiais ostensivos, tais como movimentos, ruídos, transportes de objetos, etc.; os últimos consistem na permuta regular de pensamentos, quer por meio de sinais, quer por meio da palavra – principalmente da palavra escrita.

35. As comunicações obtidas dos Espíritos podem ser boas ou más, exatas ou falsas, profundas ou frívolas, conforme a natureza dos que as transmitem. Os que dão mostras de sabedoria e de erudição são Espíritos adiantados na senda do progresso; os que mostram ignorância e maldade ainda são atrasados. Mas com o tempo hão de progredir.
Os Espíritos podem responder apenas sobre aquilo que sabem, de conformidade com o seu adiantamento e, ainda assim, dentro dos limites do que lhes é permitido dizer – pois há coisas que não podem revelar, de vez que nem tudo é dado ainda ao homem conhecer.

36. Da diversidade de aptidões e de qualidades dos Espíritos decorre que não basta nos dirigirmos a qualquer um para que obtenhamos resposta certa sobre um assunto qualquer. Em relação a muitas coisas só lhes é possível dar-nos uma opinião pessoal, que tanto pode estar certa, quanto errada. Se for prudente, não deixará ele de confessar sua ignorância sobre aquilo que desconhece; se for frívolo ou mentiroso responderá a todas as perguntas, pouco se importando com a verdade; se for orgulhoso, dará sua opinião como se fosse uma verdade absoluta.
Por isso diz São João Evangelista:
“Não creiais em todos os Espíritos, mas examinai se eles são de Deus.”
Mostra a experiência a sabedoria deste conselho. Seria imprudência e leviandade aceitar sem exame tudo aquilo que vem dos Espíritos.
É necessário conhecer bem o caráter dos que estão em relação conosco.

37. Pela linguagem se conhece a qualidade dos Espíritos. A dos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica e isenta de contradições; transparece sabedoria, benevolência, modéstia e a mais pura moral; é concisa e sem palavras inúteis. A dos inferiores, ignorantes ou orgulhosos quase sempre compensa a nulidade das idéias pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, todo ensino contrário à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, banal ou apenas frívola, enfim toda manifestação de malevolência, de arrogância ou de presunção é sinal inconteste de inferioridade do Espírito.

38. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes; seu horizonte moral é limitado, sua perspicácia reduzida. Têm das coisas uma idéia geralmente incompleta ou falsa e, ainda mais, conservam os preconceitos terrenos que, muitas vezes, tomam como verdades. Por isso são incapazes de dar opinião em várias questões. Voluntária ou involuntariamente podem induzir-nos em erro sobre coisas que eles próprios não compreendem.

39. Pelo fato de serem inferiores, os Espíritos não são todos maus: alguns são apenas ignorantes e levianos; outros são brincalhões, alegres e espirituosos e sabem empregar a sátira fina e mordaz. Ao seu lado, no mundo espiritual, como na Terra, encontram-se todos os gêneros de perversidade e toda a gradação de superioridade moral e intelectual.

40. Os Espíritos superiores só se ocupam de comunicações inteligentes e instrutivas; as manifestações físicas, ou simplesmente materiais, são antes obra de Espíritos inferiores, vulgarmente chamados Espíritos batedores, assim como entre nós as provas de força física são executadas por saltimbancos e não por cientistas.

41. Quando entramos em comunicação com os Espíritos devemos estar calmos e concentrados; nunca perder de vista que eles são as almas dos homens e que é inconveniente transformar o trabalho num brinquedo ou num pretexto para um divertimento. Se respeitamos os seus despojos mortais, mais ainda devemos respeitar as almas que os animaram.
As reuniões frívolas ou sem objetivo sério fogem, assim, a um dever. Os que a compõem esquecem que, de um momento para outro podem passar ao mundo dos Espíritos; e não ficariam satisfeitos se fossem tratados com desatenção.

42. Há que considerar outro ponto, de idêntica importância: é que os Espíritos são livres. Só se comunicam quando querem, com quem lhes convém e quando os seus afazeres o permitem. Não estão às ordens ou à mercê dos caprichos de quem quer que seja; e ninguém poderá obrigá-los a vir quando não querem ou a revelar aquilo que desejam silenciar. Assim, ninguém poderá garantir que tal Espírito há de responder a esta ou aquela pergunta que lhe for feita. Afirmá-lo é demonstrar ignorância dos princípios mais elementares do Espiritismo. E só a charlatanice tem princípios “infalíveis”.

43. Os Espíritos são atraídos pela simpatia, pela semelhança de gestos e de caracteres ou pela intenção dos que desejam a sua presença. Os superiores não vão às reuniões fúteis, do mesmo modo que os cientistas da Terra não vão a uma assembléia de jovens estúrdios. Diz-nos o simples bom-senso que não pode ser de outro modo. Entretanto, se por acaso algumas vezes ali se mostram é visando dar salutares conselhos, combater os vícios e reconduzir ao bom caminho aqueles que se haviam transviado. E se não forem atendidos, retiram-se.

Um juízo completamente errado faz aquele que pensa que os Espíritos sérios se prestem a responder a futilidades, a perguntas ociosas, nas quais se revela a pouca afeição e o desrespeito para com ele, bem como o pouco desejo de se instruir. Menos ainda que venham dar espetáculo para divertir os curiosos.
Se não fariam tal coisa em vida, também não o farão depois de mortos.

44. A conseqüência das reuniões frívolas é a atração de Espíritos levianos, que apenas buscam ocasião para enganar e mistificar. Pela mesma razão que os homens graves e sérios não tomam parte em reuniões de importância medíocre, os Espíritos sérios só se manifestam em reuniões sérias, que não visem a curiosidade, mas a instrução. É em tais reuniões que os Espíritos superiores dão os seus ensinamentos.

45. Decorre do que precede que, para ser proveitosa, toda reunião espírita deve, como primeira condição, ser séria e homogênea; nela tudo deve passar-se respeitosa, religiosa e dignamente, desde que se deseje o concurso habitual dos bons Espíritos. É preciso não esquecer que se essas mesmas entidades a ela tivessem comparecido em vida, teriam sido tratadas com toda consideração a que têm ainda mais direito depois de mortas.

46. Em vão alegam que certas experiências frívolas, curiosas ou divertidas são necessárias para convencer os incrédulos. Assim chegam a um resultado diametralmente oposto. Inclinado a escarnecer das mais sagradas crenças, não pode o incrédulo ver algo de sério naquilo de que zomba, nem respeitar uma coisa que lhe não é apresentada de modo respeitável. Por isso habitualmente se retira com uma impressão má das reuniões banais e levianas, das reuniões onde não encontra ordem, nem seriedade e recolhimento.

O que principalmente pode convencê-lo é a prova da presença de seres cuja memória lhe é querida; diante de suas palavras sérias mas suaves, de suas revelações íntimas, é que se comove e empalidece. Ora, o fato mesmo de respeitar, venerar e amar a criatura cuja alma lhe apresentam, deixa-o chocado e escandalizado, por vê-la numa reunião irreverente, entre mesas girantes e piruetas de Espíritos brincalhões. Sua consciência de incrédulo repele essa mistura de coisas sérias com coisas ridículas, do religioso com o profano. Então considera tudo como charlatanice e às vezes sai menos convencido do que ao entrar.

Reuniões dessa natureza ocasionam sempre mais mal do que bem, pois afastam da doutrina mais gente do que atraem. Além do mais, elas se prestam à crítica dos detratores, que aí encontram razões fundadas para a sua zombaria.

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