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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Uma fotografia de um espírito validada .


No British Journal of Photography

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Esta postagem é sobre o médium David Duguid.


O conteúdo abaixo é basicamente um resumo dos principais tópicos da obra de Fodor, "These Mysterious People" (1934), é claro, com algumas poucas modificações. Cinco pontos desejo ressaltar antes. Primeiramente, na página do grupo cético CSI há um interessante artigo, "Spirit Painting", que toca brevemente na mediunidade de David Duguid. Ali o autor deixa de abordar certos assuntos interessantes que realmente favorecem a autenticidade de algo na mediunidade do sujeito que aqui tratamos.

O autor cita uma consideração do cauteloso Frank Podmore a respeito do médium e posteriormente expõe uma situação de fraude deliberada de Duguid. Para isso também cita um breve comentário do mágico John Mulholland em "Beware Familiar Spirits" (1938). Deixa de comentar que a impostura ocorreu quando o médium tinha mais de 70 anos de idade, que ele já havia realizado com sucesso cerca de 2.000 sessões (segundo Fodor), e ignora uma discussão filosófica sobre aspectos psicológicos (provavelmente porque iria estender muito o artigo) os quais poderiam levar médiuns autênticos a fraudarem.

O segundo ponto é que dado o fenômeno mítico-cultural que envolve o conceito de mediunidade, a curiosidade e a proposta conceitual (comunicação com os mortos) sem dúvida favorece a um profissionalismo ou mesmo a formação de uma carreira. Isso sem dúvida proporciona uma influência psicológica, haja vista o público esperar retorno, existindo pois a necessidade do médium preencher a expectativa de quem aguarda ansiosamente um "contato com o Além" ou pretende apenas satisfazer uma curiosidade por coisas inabituais. Já está em evidência que situações de tensão ou ansiedade, cobrança e expectativa são situações inibitórias para fenômenos parapsicológicos funcionarem. Se há mediunidade, e se ela não passa de uma espécie de comunicação telepática (entre vivo e desencarnado), os fatores prejudiciais à telepatia logicamente deveriam afetar a mediunidade.

Terceiro ponto, o tempo das grandes séances passou, mas a ação dos fraudadores (apesar de existirem os mistificados!) apenas migrou dos salões vitorianos para o assento diante uma tela de computador, onde várias obras pretensamente de espíritos são produzidas pelas mãos de supostos médiuns. Sem radicalismos, digo que, no meio de tanta pretensão, possivelmente uma ou outra criação poderia preencher o conceito genuíno de mediunidade.

A quarta, observação é: penso que muito do que médiuns interpretam pode ter uma base apenas cultural, sem nenhuma realidade objetiva. Um fenômeno real, mas muito "colorido". O próprio David Duguid dizia que um de seus controles era um dos três reis magos! Será? O quinto e último item é um fato deveras curioso e que também não foi ressalvado no texto de Nickell na CSI. Um artigo de J. Traill Taylor, editor do British Journal of Photography, analisando a impressão de formas humanas nas chapas fotográficas, validou a autenticidade das Aparições de Duguid. As formas não eram visíveis a olho nu durante a experiência (que foi montada segundo as exigências de Taylor), mas quando revelados os negativos, figuras estranhas apareceram. Abaixo segue uma fotografia das aparições de Duguid tirada da biblioteca Mary Evans Picture. Bem, segue o material para apreciação.

* * *

David Duguid, nascido em Glasgow, Escócia, alegou que um dos três Reis magos voltou para contar, em viva voz, a extasiante história de sua peregrinação ao berço da criança.

Duguid não era nenhum médium profissional. Curiosamente foi levado a participar, em 1866, numa sessão experimental de mesa na casa de H. Nisbet, a editora de Glasgow. Quando a filha de Nisbet, que era uma escritora automática, colocou sua mão direita na mão esquerda dele, começou a desenhar esboços grosseiros de vasos e flores e então uma travessia sob estrutura arqueada.

Os fenômenos dele incluíam batidas misteriosas, ação inteligente de objetos inanimados, vozes de um tom rouco que se tornavam tão atroadoras que a casa estremecia, levitação do médium, aparecimento de objetos vindos de quartos fechados, luzes misteriosas, toques pelas mãos de "fantasmas", chuva de perfumes e manejo de brasa sem seqüelas.

Todos estes fenômenos eram subsidiários para o grande mistério da pintura. Em transe, com os olhos fechados, Duguid executava esboços de grandes promessas. A influência que alegava ser responsável por isso se sentia estorvada pela absoluta falta de educação artística por parte de Duguid. Seguindo sugestão, o médium tomou lições em Government School of Arts por quatro meses. O conhecimento adquirido poderia tê-lo ajudado nas pinturas que ele sucessivamente fez.

Na escuridão total, em pequenos cartões marcados pelos assistentes, enquanto o médium era segurado ou firmemente amarrado, entidades invisíveis executavam pequenas pinturas a óleo, às vezes em pouquíssimo tempo, como em trinta e cinco segundos. O barulho dos pincéis e o ondular do papel poderiam ser escutados sobre a mesa. Quando terminava, tudo cessava, o papel invariavelmente pintado no lado superior, molhado e pegajoso. Exibiam-se paisagens em miniatura, uma, ou mais, muito finamente executadas, que às vezes o mérito delas era serem visualizadas por uma lupa. Ocasionalmente desenhos eram realizados numa folha dobrada de papel dentro de um envelope hermeticamente fechado, papel que todos os presentes tocavam. As ilustrações eram de tal maneira curiosas que foram usadas na capa das Revelações Angelicais de William Oxley.

Os operadores invisíveis a princípio se recusaram a revelar suas identidades. Um deles assumiu o nome de Marcus Baker. Ele prometeu cópias de suas obras-primas que havia pintado quando na Terra. Por quatro dias, quatro horas diárias, o médium trabalhou numa grande pintura. Foi rubricada por J.R., a "Art Treasures Exhibition de Cassell"; foi reconhecida como "A Cachoeira" de Jacob Ruisdale. A cópia, porém, não era exata. Algumas figuras estavam omitidas. O "controle" [o guia], ao ser questionado, disse que aquelas figuras tinham sido acrescentadas posteriormente por Bergheim. Consultando a biografia de Ruisdale, descobriu-se que isso era verdade.

Aqueles que apressadamente concluiriam que Duguid se expôs a uma carga de fraude não mostraram nenhuma compreensão das complexidades psicológicas destes fenômenos. A mente de Duguid - com memória subconsciente retentiva - poderia estar relacionada com todos estes desenhos e escritos. Suas mãos certamente não fizeram. Esta foi exatamente a linha de defesa tomada pelos "controles" quando foram acusados e pressionados a dar uma explicação. Eles disseram que pegavam o que encontravam na mente do médium.

Por lacunosa e fantástica que a desculpa pareça, ela parece provar outros acontecimentos estranhos. Visitantes de David Duguid às vezes reconheciam nas pinturas "diretas", produzidas em suas presenças, cenas as quais estavam familiarizados na América e na Austrália e que o médium certamente não poderia tê-las visto. Aparentemente então a memória deles, de alguma maneira sutil, também era sondada.


Outro quebra-cabeça de explicação possivelmente semelhante foi fornecido por uma demonstração fotográfica. Na presença de assistentes, David Duguid freqüentemente se expôs a chapas fotográficas confiando obter sinais supernormais ou retratos. Em várias ocasiões, foi encontrado na chapa um belo retrato de uma Sacerdotisa que, de acordo com a impressão dada ao médium, havia se dedicado ao Templo de Vênus em Chipre. O entusiasmo diante ao encanto da senhora, porém, enfraqueceu-se um pouco quando Mme. Isabel de Steiger, F.T.S., descobriu que a fotografia era uma cópia de um retrato alemão chamado "Noite", uma cópia estava na posse do Sr. J. W. Brodie Innes, um solicitador em Edimburgo. Não é impossível conceber que ao falsificar uma fotografia de um espírito a partir de uma pintura estrangeira, Sr. Duguid poderia ter tido a desgraça de selecionar justamente o retrato que tinha uma cópia em Edimburgo. Mas uma alegação favoreceu uma outra solução. As experiências com outros médiuns sugeriram que de alguma maneira poderia haver um acesso a um repositório de memórias enterrado. Através de um processo que nos é totalmente desconhecido, as figuras ocasionalmente eram exteriorizadas na chapa sensível.

Além disso, através da fotografia do espírito, David Duguid foi a tempo testado por J. Traill Taylor, o editor do British Journal of Photography. Este se encontrou com aquele em Glasgow e em Londres. Taylor obteve muitos "extras" em suas próprias condições estipuladas e declarou em seu relatório:

"As figuras psíquicas comportaram-se de uma maneira difícil. Algumas estavam em foco, outras não muito; algumas eram iluminadas à direita, enquanto o assistente estava bem à esquerda; algumas eram graciosas, outros nem tanto; outras ocuparam a maior parte da chapa, obliterando bastante o material do assistente; outras eram como se fossem grosseiramente vinhetas fotográficas, ou saindo de uma fotografia por uma abertura elíptica, ou igualmente mal focadas, foram tiradas atrás do assistente. Mas o ponto é - nenhuma destas figuras reveladas tão intensamente nos negativos foram, de qualquer forma ou condição, visíveis para mim durante o tempo de exposição na máquina fotográfica, e eu atesto fortemente que ninguém teve a oportunidade de tocar em quaisquer chapas antes destas serem colocadas na câmara escura ou imediatamente antes do desenvolvimento. Fotograficamente elas eram vis, mas como foram aparecer ali?"

Não obstante, fraude e fenômenos genuínos caminham juntos durante a vida de muitos médiuns famosos. Duguid não foi nenhuma exceção. Em 1905, na idade de setenta e três, depois de quase 2.000 sessões, ele foi pego em fraude deliberada em Manchester. Ele trouxe as pinturas espirituais já prontas para a sessão e tentou trocá-las pelos cartões em branco que os assistentes forneciam. Sendo por imposição revistado, os cartões originais foram achados em sua calça comprida. Seus amigos ficaram atordoados pela exposição. Eles justificaram a explicação dizendo que os poderes de Duguid, como é freqüentemente o caso, devem ter decaído, e, estimulado pela vaidade, ele fez uma tentativa infantil de exibir fenômenos que os assistentes desejavam.

O lado psico-fisiológico destes problemas é extremamente complexo para ser avaliado por um julgamento precipitado. A qualificação para mediunidade não se origina pela moralidade, mas possivelmente por alguma aptidão constitucional ou mental que nos escapa na vida ordinária, à medida que não existe uso para ela, mediunidade, na vida diária. Oriundos de posição humilde e levados à admiração, médiuns estão propensos a perder seu equilíbrio e fazer coisas incompatíveis com julgamento ou sanidade. Suplantando o genuíno com o espúrio, eles podem se preservar muito do desconforto corporal que drena a vitalidade deles. A maioria dos assistentes de Duguid era "comerciante de milagres". A tendência em os satisfazer com um menor esforço era difícil de se resistir. Isso é agora tão bem sabido que, na visão do Dr. Gustave Geley, famoso pesquisador francês, existe razão para severidade em outra direção. Ele simplesmente diz: "quando algum médium trapaceia, o experimentador é o responsável".


fontes: Fodor, Nandor. These Mysterious People. Publisher: Rider & Co. Published: 1934 Págs: 238; Nickell, Joe. Spirit Painting. Commitee for Skeptical Inquiry, março de 2000 & aBiblioteca Mary Evans Picture.

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