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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Fluido Universal ou frameworkers (1º PARTE)



Fluido Universal ou frameworkers (1º PARTE)

O Espírito e a Vida
Carlos de Brito Imbassahy 1ª. parte – Conceitos gerais

Até o século passado, o Espírito era propriedade das religiões que decidiam sua sorte à maneira dos seus dogmas. Como tal, os estudos científicos não deveriam ter acesso ao tema, em nenhuma hipótese porque estar-se-iam invadindo “seara alheia”. Coisa divina.


Por falta de provas, as “verdades religiosas” passaram a ser dogmas, ou seja, não se pode discutir porque seria a palavra de Deus; só que cada seita religiosa tem seu Deus particular que só protege seus fiéis. E não existe nenhuma prova da existência desses Deuses diversificados, porque a verdade é uma só.


Assim, todas as afirmativas do passado a respeito da existência do Espírito são utópicas e sem qualquer fundamento que possa servir de base para qualquer tipo de estudo, embora, desde que os humanos passaram a existir, a grande preocupação do homem tem sido justamente a existência do seu Espírito.


Nos meados do século XIX foi, sem dúvida, Allan Kardec o pioneiro na divulgação dos estudos e das experiências que já se realizavam para tentar provar a existência do Espírito fora da matéria ou da vida encarnada e sua atuação sobre nós, os ditos “vivos”. Desses estudos ele codificou a doutrina à qual deu o nome de Espiritismo e assim a definiu:


"O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal" (O Que é o Espiritismo – Preâmbulo).


E, atualmente, os que se dizem espíritas e que compõem o movimento doutrinário do país levaram a dita codificação para outra posição; o que se pode advir é que nosso povo, religioso por excelência, ainda não está apto para entender a vida fora dos preceitos dogmáticos que, para os mesmos, é comandada por um Deus absoluto fictício que só atenda a seus fiéis e que só se preocupe com os humanos, esquecendo-se que, além da Terra, o imenso Universo impera com muito mais grandeza do que o homem possa supor.


A vida, portanto, não pode estar expressa por conceitos tão fechados e bitolados a crenças que não levam a nada, senão a dogmas e preconceitos que não se possam discutir.


Levado pelo movimento espírita que se transformava gradativamente em mais um aspecto religioso do que mesmo um estudo dedicado à vida espiritual sem o lado místico, Charles Richet resolveu se dedicar ao assunto e, assim, em vez de adotar uma doutrina de estudos, implantou uma corrente científica à qual deu o nome de Metapsíquica – Ciência que estuda os fenômenos além dos psíquicos – e com a qual estudaria os ligados ao Espírito.


Seu primeiro grande erro, todavia, foi classificar esses fenômenos que transcendiam ao domínio físico pelos efeitos e não pelas causas; assim a Metapsíquica os classificou em objetivos, aqueles que atuam em objetos, como transportes, casas assombradas e que mais; os que não atuavam sobre objetos, como telepatia, transmissão do pensamento, seriam subjetivos e, como tal, independente da causa, não envolviam a atuação das aludidas energias metapsíquicas sobre nada. Também ele, na sua primeira edição de seu estudo, ignorou a existência dos “mortos” ou seja, a ação dos desencarnados sobre o meio material, admitindo que toda origem fenomênica procedesse de alguma força considerada transcendental que a criatura humana pudesse possuir e que ainda fosse inteiramente desconhecida.


Já segundo a classificação de Kardec, estes fenômenos seriam espiríticos – produzidos pelos desencarnados (Espíritos) – ou anímicos cuja causa seria a ação do encarnado que transcendia ao domínio físico.


Richet era catedrático da Sorbone e prêmio Nobel de Medicina (1913) com seu trabalho sobre serologia, de modo que seus estudos metapsíquicos se propagaram por toda a Europa; ao se jubilar da Universidade, em seu discurso ousou declarar que, se houvera alguma “religião” que ele pudesse adotar, esta seria o Espiritismo, motivo pelo qual, os seus seguidores mais materialistas se rebelaram contra seus estudos, principalmente porque, em 1915, ele reformulou inteiramente seu trabalho para aceitar os fenômenos mediúnicos, embora não fizesse nenhuma alteração classificatória, mas incluiu os fenômenos de materialização – que ele chamou de ectoplásmicos – e admitia que os de casas assombradas pudessem ser provocados por desencarnados.


Por discordarem de Richet, um grande grupo internacional de estudantes da Metapsíquica no II Congresso realizado em Varsóvia (29.ago.1923) resolveu dar outra conotação à Metapsíquica o que ocasionou uma revolução geral da idéia e, em 1953, na cidade de Utrecht (Holanda), a Metapsíquica se transformou em Parapsicologia – palavra que tem o mesmo sentido, apesar de divergências puramente nos termos – onde R. H. Touless e B .P. Wiesner, da Escola alemã tiveram papel preponderante na sua concepção, só que, o fundamento de tudo foi apenas na mudança dos termos: os fenômenos subjetivos passaram a se chamar psi-gama (ψγ) e os objetivos psi-kapa (ψκ), mas continuaram a mesma coisa.


Apenas em 1945, quando a II Grande Guerra terminou é que, através da mídia, se teve conhecimento de que cientistas italianos, em laboratório nazista montado em seu país, haviam descoberto que a causa da vida era um “campo energético” que comandava a fecundação materna em seu útero e que as mulheres, mesmo que já tivessem tido filhos, se não voltassem a possuir tal campo, não estariam ou seriam férteis para nova gestação. Uma característica individualista mostrava que o aludido campo nascia com o feto, comandando sua vida. Este estudo teve o nome de bebê de proveta porque os cientistas envolvidos pretendiam criar artificialmente tal campo e fazer com que o feto fosse gerado em uma proveta com óvulos humanos a fim de criarem uma raça especial.


As experiências foram abortadas porque o Papa Pio XII as proibiu já que tais pesquisas contrariavam os preceitos e textos bíblicos.


Até então, Espiritismo (o de Kardec), Metapsíquica e Parapsicologia estavam em uma área intermediária entre os estudos científicos exatos e o empirismo religioso que se opunha a eles sob alegação de que estariam atuando em área divina, o que só Deus poderia fazer.


Tudo mudou quando em 1975, no acelerador de partículas (fermilab) da Universidade de Stanford, um físico norte-americano chamado Murray Gell Mann descobriu os quarcks. Em princípio, estes nada têm que ver com a vida espiritual, porém, o complemento das suas descobertas é que foi revolucionário:


Ao fazer um elétron se chocar com um pósitron (antielétron), como são exatamente as duas partículas – matéria e antimatéria – correspondentes e opostas, com mesma quantidade de cargas – o elétron é negativo e o pósitron é positivo – equivalentes, em teoria, simultaneamente formadas, uma anularia a outra ao se chocarem. Tal não ocorreu. Evidentemente, Gell Mann passou a estudar o fenômeno até concluir que as aludidas partículas deveriam ser comandadas por agentes externos a elas, agentes esses que deveriam ser os seus respectivos estruturadores.

A idéia dos “agentes estruturadores” – hoje também denominados frameworkers – justificaria, não só, o comando da partícula como ainda a sua formação, já que, por si só, a energia fundamental do Universo jamais poderia se alterar para dar origem às ditas partículas materiais. E rui por terra a teoria criacionista religiosa.


Já em 1944, nos laboratórios nazistas do III Reich, Werner Heisenberg havia estudado o bombardeio de partículas a partir de um comando que algumas delas não obedeciam e que não se poderia prever quais delas assim agiriam; nasceu, desse estudo o dito “princípio da incerteza” todavia, o importante das conclusões foi o que o cientista declarou: – as partículas que não obedecem ao comando têm vontade própria e agem como “ovelhas desgarradas”.


Todas essas experiências e suas descobertas destroem qualquer idéia religiosa a respeito da vontade divina para existência da vida. E lá se vai por terra qualquer hipótese do criacionismo bíblico. Expliquemos:


Os mais recentes estudos relativos à formação do Universo, segundo Sten Odenwald, chefe de equipe de Palomar que comanda o Observatório Keck II no Havaí, levaram-no a concluir que o Universo é composto de 27 % de energia e 73 % de “nada”, comparando-o a uma tina cheia de espuma de sabão, onde, verdadeiramente, as bolhas é que enchem a mesma, mas, se todas elas estourarem, restará no fundo, apenas, uma porcentagem da essência do dito sabão.


Tal estudo está inteiramente fora de qualquer conceito religioso, principalmente o bíblico, a respeito da formação do Universo.


A primeira hipótese sugerida a respeito do espaço correspondente a “73% de nada” sugere que ele possa ser ocupado pelos aludidos agentes estruturadores que atuam sobre a energia para dar-lhe forma e vida. Afinal, estes agentes é que devam ser os grandes responsáveis pela existência material do espaço cósmico.


Para entendermos melhor: a fim de que uma partícula material, por mais elementar que seja, possa se formar a partir da energia amorfa que compõe os 27% do espaço cósmico, é preciso que sobre esta energia atue um agente – seja qual for – capaz de materializar a porção necessária de energia que forme tal partícula; e assim elas seriam formadas. E cabe, aqui, a expressão de Einstein: E = mc². Todavia, elas, por si só, não seriam capazes de se juntar para formar um átomo ou uma molécula que seja; então, o provável é que outros agentes superiores tenham a capacidade de atuar em tais partículas e reuni-las para estruturar o átomo, a molécula e finalmente um corpo material.


Ora, por conseqüência, a vida também seria organizada por um agente – denominado “Espírito” – que atuaria sobre a matéria em si para dar-lhe vida e personalidade. Este agente seria exatamente o que produzia os “campos de vida” dos cientistas italianos financiados pelos nazistas, em suas pesquisas relativamente ao dito “bebê de proveta”.


Do mesmo modo que os agentes estruturadores das moléculas têm a capacidade de reunir os átomos estruturados por agentes imediatamente inferiores, os aludidos “Espíritos” da vida biológica animal seriam capazes de juntar as células orgânicas e estruturar um dito corpo carnal ou até mesmo o somático, derrubando por terra qualquer concepção bíblica a respeito da criação divina do homem.


As leis do Universo são gerais e o que vale para o micro, também vale para o macro; não há exceções.


O assunto não se resume nestes conceitos introdutórios; torna-se necessário analisar, por outro lado, o que os parapsicólogos têm conseguido concluir a partir de experimentos devidos para a pesquisa da existência do Espírito em si, sem religiosismo e sem part-pris tendenciosa.

Reações:

1 comentários:

Boa tarde, gostei muito do texto, Carlos Ibassamy esclarece com muita propriedade o tema mas tive dificuldades de ler, tendo que selecioná-lo ou copiar e colar num editor de textos, pois a cor amarela da fonte dificulta muito a leitura com fundo branco, abraços, Elieser.

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