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Descubra o pensamento Liberal Espirita 4 Titulo

Neste espaço você vai entender porque a doutrina espirita é inconciliável com o socialismo.

Debates e crítica literária espirita 5 Titulo

Um espaço para o contraditorio, onde colocamos em dúvidas muitas questões tidas como doutrinarias.

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sábado, 6 de novembro de 2010

SALA FILOSOFIA ESPÍRITA




SALA FILOSOFIA ESPÍRITA


Raimundo de Moura Rêgo Filho

Será que no nosso hoje, sabemos nós, espíritas, qual a natureza da Casa Espírita e o que ela representa para o movimento espírita?
Se de um lado temos aqueles que acreditam com boa fé que a casa espírita seja um Hospital de Almas. Estariam corretos? Qual o pensamento de Kardec a respeito?


Outros muitos tecem longas palestras dizendo que a casa espírita seja o celeiro da caridade e do amor ao próximo, propagandeando o valor das doações de cestas básicas, cortes de cabelo, e visitas aos menos favorecidos. O codificador nos mostrou isso nas páginas das Obras Básicas?

Outro núcleo por demais agitado, afirma que a casa espírita é e será sempre o grande laboratório Espiritual, abrindo as asas científicas da Doutrina a vôos altos. Será mesmo que o codificador só enxergava esta imagem?
Nesses nossos tempos de visitas às inúmeras dessas casas espíritas e em conversas animadas com os núcleos jovens e maduros das mesmas, ouvimos muita coisa, aprendemos muito, mas ficou-nos a impressão de que ainda não se tinha apurado os “olhos de ver”para o que seja o mote principal da Casa Espírita. Não que seus integrantes não o tenham querido ver não que não tenham se esforçado para entender, apenas faltou-lhes de parte do corpo diretor dessas casas, uma maior informação, pautada na codificação, tão somente nela, posto que foi o codificador, com a ajuda da tão decantada plêiade de Espíritos superiores, que a colocou em nossas mãos para estudo, notem bem, para estudo amigos.
Estudar significa raciocinar sobre o lido, fator e sem o qual não se aprende, nem se forma elemento de convicção forte para que se possa emitir comentário ou se ter o tão falado “entendimento” do assunto.
Mas estuda-se muito na casa espírita, dizem-me sem mentir muitos companheiros. Ao que respondo: Não digo que não, mas antes haverão de me provar que qualquer tema estudado, sem que se tenha a raiz, o fulcro do tema bem fundamentado e esclarecido possa vir a dar bons resultados.

Amigos, falamos de doutrina Espírita, dela mal sabemos o B A = BA. Sem um estudo doutrinário perfeito, encimado pelos ditamos dos livros que compões as Obras Básicas, toda a literatura convergente, se esvai pelos ralos de nosso desconhecimento. Por certo há autores excelentes, de excelência no saber e no Explicar, mas todos eles falam da matéria espírita, mas infelizmente não fazem doutrina. Digo isso ressaltando nomes como de Leon Denis, J.Herculano Pires e Hermínio C. de Miranda, entre outros.
Por quê? Mas a resposta salta-nos aos olhos de tão simples: Todos eles falam da doutrina, têm-na sob as luzes de seu grande saber, mas sob suas próprias ópticas. A razão e o bom senso, que nos servem de elmos contra as lancetadas da ignorância, guiam-nos ao pensamento de que quando se tem um corpo doutrinário, completo, livre de falsas interpretações e trazido com a validade de um Controle Universal,
Estes é que seriam os postulados que nos serviriam melhor de alicerce do aprendizado doutrinário e não as obras ditas subsidiárias.
Não é meu interesse ou trabalho, convencer ninguém do que falo, mas será que haveria contradita a estas citações?

“Um dos maiores obstáculos à propagação da doutrina é a falta de unidade. O único meio de evitá-lo, se não presentemente, ao menos no futuro, é apresentar essa propagação em todas as suas partes e até nas minudências com tal precisão e clareza, que seja impossível qualquer interpretação divergente (...)”.

“O Espiritismo, bem entendido e bem compreendido, é o meio único de remediar esse estado de coisas e tornar-se, como dizem os Espíritos, a grande alavanca de transformação da humanidade. A experiência deve esclarecer-nos sobre o caminho a seguir; mostrando-nos os inconvenientes do passado, ela nos diz claramente que o único meio de evitá-lo para o futuro é assentar o Espiritismo em bases sólidas de uma doutrina positiva, nada deixando a interpretação. As dissidências, que poderiam surgir, se fundirão na unidade principal, estabelecida em bases mais racionais, claramente definidas.”

Para aqueles noviços nas linhas doutrinárias, ou para aqueles que de tanto caminho andado nas estradas do Espiritismo, não as saibam, ou que as tenham esquecido, lembraria que as afirmações acima são do próprio codificador, Allan Kardec.
Ora, se não fossem entendidas estas palavras como o cerne, o embrião, ou o âmago do que deveria ser o Mote principal da casa espírita, serve-nos ainda, apenas como um consolo, esta outra citação, oriunda da mesma fonte, esta tão desprezada em nossos dias.
“A organização que propusemos para a organização dos grupos espíritas tem por objetivo preparar os caminhos que devem facilitar, entre eles, relações mútuas. Ao número de vantagens que devem dessas relações, é preciso colocar, em primeira linha, a unidade da Doutrina, que lhe será a conseqüência natural. Essa unidade há está feita em grande parte, e as bases fundamentais do Espiritismo hoje estão admitidas pela imensa maioria dos adeptos; mas ainda há questões duvidosas, seja que não hajam sido resolvidas, seja que hajam sido em sentido diferente pelos homens, e mesmo pelos Espíritos(...)” Allan Kardec.

Temos então meus amigos, nessas poucas linhas, um valioso testamento do codificador norteando o rumo do que hoje é conhecido para nós como a Casa Espírita. É ela a nossa grande Escola, o nosso Laboratório, a nossa Academia, compreendendo esses três matizes, o seu fundamento basilar, sob a égide do tríplice aspecto: Ciência, filosofia e conseqüências morais.
Este resumido artigo, teve como mote, um alerta, e um pedido:
Alerta-los para as conseqüências que advirão da falta da formação doutrinária
Pedir-lhes para que envidem todos os esforços, para que por ação de sua movimentação enquanto espíritas e, portanto participantes das casas espíritas e do movimento espírita, comecem a procurar junto às diretorias das casas espíritas que freqüentem a avaliação dos cursos ministrados e a consecutiva e necessária modificação em seu conteúdo, pois é do estudo consistente e bem elaborado que se faz o conhecimento doutrinário.

Este que todos nós buscamos e precisamos.
Muita paz.


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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CPMF Efeito cascata XÔ CPMF




CPMF Efeito cascata XÔ CPMF
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Todos falam sobre o efeito cascata, mas ninguém explica como funciona.
O efeito cascata nada mais é quando um tributo é cobrado várias vezes sobre o mesmo produto (nas várias etapas de circulação deste produto).
Vamos exemplificar essa condição com, por exemplo, a circulação do leite, desde sua produção em fazendas até a prateleira de uma residência.

Ex: Para sua produção uma padaria precisa contratar funcionários para fazer o pão, comprar a farinha. Ao efetuar o pagamento dos salários e da compra da matéria prima, ela paga CPMF. Este custo é embutido no preço de venda do pão.

A distribuidora de pão, por sua vez, compra as embalagens para revendê-las a supermercados. Ao efetuar a compra, ela paga a CPMF, embutindo novamente este custo no preço da venda.

O mesmo ocorre com os supermercados que, ao comprar o pão da distribuidora, paga a CPMF. E, adivinhe, o custo é novamente repassado para frente: desta vez, para o consumidor final.

Da indústria até a prateleira de uma residência, portanto, recolhesse a CPMF sobre o pão pelo menos quatro vezes. E isto valia para todas as compras de produtos e serviços com pagamentos feitos por intermédio de bancos (ou seja, quase a totalidade).
Este é o efeito cascata, que fazia com que aqueles 0,38% da CPMF pesassem no bolso muito mais do que se aparentava. Veja abaixo outro exemplo do que é o efeito cascata, numa situação inversa da produção do pão, em várias negociações de bens particulares.

Vamos imaginar que você venda sua casa.




http://www.contribuintecidadao.org.br/olhoImposto/index.php


FAÇA SUA PARTE VAMOS PROTESTAR CONTRA MAIS ESTE IMPOSTO.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lavagem Cerebral,Espiritismo,Desarmamento




Vem ai uma nova campanha de desarmamento contrariando a decisão de milhares de brasileiros que no referendo de 2005 votaram pela manutenção do comércio de armas de fogo, mas porque um povo pacifico tomou esta decisão?
Ninguém encarou aquele referendo com uma forma de coibir as armas, mas sim de restringir o meu o seu direito constitucional e natural da Legitima defesa.

Ou acaso você não levanta a mão instintivamente quando alguém joga algo em você?
É nosso instinto de conservação.

Esta campanha é a expressão de um governo totalitário, pois mesmo após a decisão unânime da maioria da sociedade vai gastar milhões em uma campanha, que não ataca o problema na fonte.
Você já viu traficante de morro com revolver cinco tiros?
Noticia da folhauol 20/09/2010 - 13h13
Traficantes da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, comercializavam, em média, oito fuzis e 14 mil munições a cada 20 dias, segundo informações da Polícia Civil.
A polícia informou ainda que, de acordo com um bloco de anotações apreendido, cada fuzil comercializado custa R$ 55 mil. Já as 14 mil munições chegam ao valor de R$ 71 mil.

VEJA IMAGENS DESTAS ARMAS DE FABRICAÇÃO AMERICANA

O desarmamento civil é apenas o primeiro passo. Serve para ir acostumando o povo com a idéia da submissão. Não reagir deixou de ser uma posição de covardia e passou a ser "politicamente correto". Não reaja!

Agora veja a visão falaciosa dos desarmentistas.
Segundo Rangel, o Instituto Sensus realizou um levantamento mostrando que foi mantido o mesmo número de apoio ao desarmamento tanto antes do referendo, quanto depois — 82% da população brasileira. “A população brasileira é esmagadoramente a favor do desarmamento voluntário.
“Nós achamos que o desarmamento é uma das formas de diminuir os homicídios por arma de fogo. Uma das grandes fontes que abastecem a criminalidade são as nossas armas. Quanto menos armas nas residências, menos armas nas mãos de bandidos”.

Opa como assim cara pálida em qual residência bandido encontra fuzil?

Mas, vamos raciocinar um pouco com números. Somo hoje um país com 160 milhões de habitantes. Destes, apenas 2,5 milhões possuem armas legais (registradas na polícia), ou seja: 1,6%. Para comprar essas armas esses cidadãos tiveram que provar que são honestos. Vocês acreditam que desarmando esses 1,6% de cidadãos honestos diminuirá a criminalidade ou a violência no país?
É evidente que não.
Vejam, portanto, que se observando friamente o número pode perceber que a campanha de desarmamento é mentirosa em sua essência. Não reaja!

O QUE DIZ O ESPIRITISMO SOBRE LEGITIMA DEFESA?

Vós tendes ouvido o que se disse: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos que não resistais ao mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quer demandar-te em juízo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e se alguém te obrigar a ir carregado mil passos, vai com ele ainda mais outros dois mil. Dá a quem te pede, e não volte às costas ao que deseja que lhe emprestes. (Mateus, V: 38-42).

O que Kardec comenta:
Deve-se, entretanto, tomar essa máxima ao pé da letra? Não, da mesma maneira que aquela que manda arrancar o olho, se ele for causa de escândalo.
Levada as últimas conseqüências, ela condenaria toda repressão, mesmo legal, e deixaria os campos livres aos maus, que nada teriam a temer; não se pondo freio às suas agressões, bem logo todos os bons seriam suas vítimas.

O próprio instinto de conservação, que é uma lei da natureza, nos diz que não devemos entregar de boa-vontade o pescoço ao assassino.
Por essas palavras, Jesus não proibiu a DEFESA, mas condenou a VINGANÇA.

Livro dos Espíritos
702. O instinto de conservação é uma lei da Natureza?
— Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o seu grau de inteligência; nuns é puramente mecânico e noutros é racional.
746. O assassínio é um crime aos olhos de Deus?
— Sim, um grande crime, pois aquele que tira a vida de um semelhante interrompe uma vida de expiação ou de missão, e nisso está o mal.
747. Há sempre no assassínio o mesmo grau de culpabilidade?
—Já o dissemos: Deus é justo e julga mais a intenção do que o fato.
748. Deus escusa o assassínio em caso de legítima defesa?
— Só a necessidade o pode acusar; mas, se pudermos preservar a nossa vida sem atentar contra a do agressor, é o que devemos fazer.

Portanto é fácil perceber que a doutrina não vai contra o bom senso, pois o seu direito a defesa é natural e constitucional.
A Constituição Federal Brasileira garante em seu artigo 5.º o direito à vida, à segurança e à propriedade, que são os fundamentos da cidadania conforme prescreve o inciso II, do artigo 1.º, da própria Constituição. Todos esses direitos são cláusulas pétreas, ou seja, não podem ser retirados do ordenamento jurídico constitucional e muito menos desrespeitados, nos termos estabelecidos pelo inciso IV, do parágrafo 4.º, do artigo 60, da Carta Magna.

“O rebanho fica mais seguro quando os lobos não conseguem distinguir entre quem são os leões e quem são os cordeiros.”

Agora parte final do artigo do site ARMARIA
A Quem Interessa o Desarmamento?

O Viva Rio integra a rede mundial de ONGs anti-armas chamada IANSA – (International Action Network of Small Arms). Os objetivos e estratégias da IANSA estão relacionados em suas diretrizes:
Algumas diretrizes da IANSA
1 – Reduzir a disponibilidade de armas para civis em todas as sociedades;
2 – Estabelecer regulamentações, treinamento e supervisão para assegurar o compromisso com padrões internacionais de direitos humanos por instituições estatais, forças armadas irregulares e cidadãos, no uso de armas leves;
3 – Promoção de programas para incentivar os cidadãos a entregar armas de fogo ilegais, inseguras ou indesejáveis;
4 – Relatórios regulares ao Registro de Armas Convencionais da ONU e apoio à extensão de sua abrangência para incluir algumas categorias de armas leves;
5 – Reforçar o papel da sociedade civil no monitoramento de transferências e do uso de armas leves nas esferas nacional, regional e internacional;
6 – Acompanhamento e monitoramento de transferências e movimentações de armas leves;
7 – Estabelecer sistemas políticos e legais para assegurar um efetivo controle e monitoramento civil das forças militares, polícias e outras instituições de aplicação da lei;
8 – Reduzir os gastos militares ao nível mais baixo possível;
9 – Desenvolver campanhas locais, nacionais e regionais de educação e percepção públicas, destinadas a deslegitimizar a posse de armas como parte de um processo de construção de confiança em instituições de segurança pública imparciais;
10 – Apoiar ONGs e o estabelecimento de capacidade comunitária, particularmente em regiões e localidades onde o uso de armas e a violência sejam mais problemáticos e as ONGs tenham poucos recursos, de modo a facilitar que elas possam desempenhar um papel pleno na IANSA;
11 – Assegurar que as campanhas, a mídia e o trabalho político mantenham o vínculo humano sempre que possível, por exemplo, “dando um rosto às vítimas”;
12 – Engajar, quando apropriado, o apoio de figuras públicas respeitadas e populares para transmitir mensagens de campanha para a mídia e o público;
13 – Estigmatizar ações de atores estatais e não estatais percebidos como contribuintes para o problema das armas leves e desenvolver estratégias para incentivar mudanças positivas e de acordo com os padrões internacionais.
O item número 4 revela-nos que as ONGs querem um registro universal das armas de fogo no âmbito da ONU, o que faz parte da política de governo mundial desta entidade.
Vejam os itens 5 e 6 - por eles percebemos porque o Viva Rio está tão interessado em assumir o controle dos arquivos da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do SINARM da Polícia Federal. Eles querem substituir Exército e Polícias no controle das armas civis.
Os itens 2 e 7 mostram claramente a intenção de controlar as Forças Armadas e as Polícias.
O item 8 confirma o que já dissemos quanto ao enfraquecimento das Forças Armadas.
Os itens 9 e 13 mostram-nos porque a Sra. Elizabeth Sussekind, do Viva Rio, nomeada Secretária Nacional de Justiça pelo ministro José Carlos Dias, defende a divulgação na Internet do número das armas e da lista de seus revendedores.
Finalmente, lendo os itens 11, 12 e 13, percebe-se de onde vem a “inspiração” para as campanhas anti-armas do Viva Rio, do SBT e das organizações Globo.
Mas o desarmamento é mais que mera providência contra-revolucionária. A arma é um ícone da independência do cidadão diante do estado e o esteio da propriedade privada. É por isso que vemos alguns políticos "de esquerda" apoiando o desarmamento.
O cidadão armado é insubmisso. Assim como ele está disposto a confrontar um bandido, ele também se dispõe a enfrentar a tirania.
É por isso que, para a implantação do chamado “controle social” da população, é imperioso desarmar os cidadãos.

Portanto caro leitor coloque ai sua opinião sobre o assunto e lembre-se.
“Um direito que não se exerce é um direito que se perde”.

domingo, 24 de outubro de 2010

BLOGS E SITES CENSURADOS. U.R.G.E.N.T.E




BLOGS E SITES CENSURADOS. U.R.G.E.N.T.E

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Parece que ninguém está vendo a gravidade da coisa.

Estamos testemunhando em pleno ano de 2010 um ataque sistemático em doses homeopáticas a liberdade de expressão uma verdadeira DITADURA DE TOGA.

Depois de ter vários blogs que acompanhava censurados resolvi escrever este artigo para alertar a todos que estão rasgando nossa constituição brasileira.

O que diz a constituição sobre a liberdade
A nossa atual Constituição Federal regula a liberdade de expressão e informação nos arts. 5° e 220. As principais disposições normativas são:
Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Art. 5°, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Art. 5°, XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardo do sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

Art. 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a. informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§1° - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5°, IV, V, X, XIII e XIV;
§2° - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística।

Qual o âmbito de proteção constitucional da liberdade de expressão e informação, tendo em vista que a Constituição Federal veda qualquer forma de censura prévia?

Os blogs e sites CESURADOS


A candidata da coligação “O Maranhão Não Pode Parar”, Roseana Sarney, repressora da manifestação e liberdade de expressão popular, representou este blog junto ao TRE-MA, alegando que tenho feito propaganda eleitoral negativa de sua pessoa.

Recebi ontem notificação do Tribunal Regional Eleitoral para que sejam retirados todos os posts com o vídeo da paródia #ForaRoseanaSarney.

No Dispositivo, caso eu não retirasse os vídeos da paródia #ForaRoseanaSarney deste blog, sofreria pena de multa diária de R$ 2.000,00.

Agora lascou tudo. Vou ser obrigado à só falar bem da governadora.

Segue abaixo cópia de uma parte da Notificação:


Toda censura é antidemocrática.
Ainda há juízes em Berlim (ou O dia em que Helio Calixto da Costa me processou)
http://turmadochapeu.com.br/dando-o-chapeu/ainda-ha-juizes-em-berlim-ou-o-dia-em-que-helio-calixto-da-costa-me-processou/

Mais censura.
A blogueira Adriana Vandoni foi intimada, no começo da tarde desta quinta-feira (17), a comparecer à audiência conciliatória da ação em que o deputado José Riva (PP-MT) pede sua prisão por citá-lo na página Prosa e Política.
Por decisão do juiz Pedro Sakamoto, reiterada pelo desembargador Carlos Alberto da Rocha, que atenderam ao pedido do dep. estadual José Riva, este blog está CENSURADO há 345 dias.

O estadão esta há 450 dias sob CENSURA.
Censura imposta ao 'Estado' fomentou intenso debate jurídico ao longo dos últimos 12 meses. Leia especial sobre o caso

Este jornal deixou de ser o único no Estado a ser amordaçado por uma decisão judicial - a que o proibiu em 31 de julho do ano passado de continuar publicando reportagens baseadas nas investigações da Polícia Federal sobre o empresário Fernando Sarney, o filho do presidente do Senado que controla os negócios do clã. A censura prévia acaba de se abater também sobre o Diário do Grande ABC, publicação regional sediada em Santo André.

O juiz da 1.ª Vara Cível dessa cidade, Jairo Oliveira Júnior, concedeu liminar solicitada pelo prefeito petista de São Bernardo do Campo, o ex-ministro do Trabalho Luiz Marinho, para impedir o matutino de divulgar novas informações sobre um ato da administração municipal que pode ser uma amostra do modo como gere o patrimônio público. O jornal noticiou em 24 de fevereiro que a prefeitura vinha doando para centros de reciclagem carteiras e mesas escolares que estariam em bom estado.

VEJA MAIS AQUI.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100515/not_imp552045,0.php

O que estamos vendo é uma verdadeira esculhambação da política na América Latina, e no meio desta bagunça generalizada a liberdade vai sendo pouco a pouco sufocada.

As coisas que estão acontecendo no Brasil são das mais malucas a começar pela volta da censura, volta do Collor, é preciso estar atento e multiplicar estas informações ao infinito, pois se cada blogueiro não defender o seu direito de liberdade de expressão hoje amanhã pode ser tarde de mais.

Eu não quero uma CUBA BRASILEIRA.
Eu não quero uma VENEZUELA BRASILEIRA.

Numa democracia não se pode impedir que a informação seja divulgada.
Não vou me alongar, pois basta o leitor pesquisar no GOOGLE e ver com seus próprios olhos que a censura se espalha por vários blogs e sites, diariamente temos censura de opiniões e de informações, e nos que interagimos e gostamos de postar a nossa visão do mundo e da sociedade temos que fazer alguma coisa eu fiz este artigo, agora espero que você faça sua parte a favo da LIBERDADE.

Por isso eu acho extremamente assustador que num momento em que o País tenta se estruturar pela liberdade e a democracia aconteça censuras a liberdade de informação.


Por isso eu peço aos amigos do diHITT
POR FAVOR, multiplique esta informação pelo seu direto a pensar e falar com liberdade e assine o manifesto em defesa da democracia.

http://www.defesadademocracia.com.br/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Livro dos Espíritos UMA OBRA ATUAL


O Livro dos Espíritos UMA OBRA ATUAL

As pessoas que não têm do Espiritismo senão um conhecimento superficial, são naturalmente levadas a fazer certas indagações, às quais um estudo completo lhes daria, sem dúvida, a solução. Mas o tempo e, freqüentemente, à vontade, lhes faltam para se consagrarem às observações continuadas.
History Channel: Universos Paralelos - History Channel: Universos Paralelos
History Channel: Universos Paralelos - History Channel: Universos Paralelos
Portanto esta aqui para se fazer uma reflexão entre este documentário e o LIVRO DOS ESPÍRITOS.

O que falta não é atualizar e sim estudar.

Que é o Espírito?

- "O princípio inteligente do Universo".

a) - Qual a natureza íntima do Espírito?

- "Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa.Tanto é assim, que os físicos teóricos postulam a existência de uma "partícula", que seria a partícula "fundamental", que ainda não foi encontrada, mas a qual o Prémio Nobel da física, Leon Lederman, denomina a "partícula divina". Partícula essa decisiva pois é ela que determina a massa das restantes, bem como a coesão dada pela gravidade dos 90% do universo ainda desconhecido.

25. O Espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?

- "São distintos uma do outro; mas, a união do Espírito e da matéria necessária para intelectualizar a matéria."

26. Poder-se-á conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito?

- "Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento."

Cabe lembrar que os físicos, a partir das pesquisas do norte-americno Murray Gel Mann nos aceleradores de partícula, já admitem a existência de um domínio externo ao mundo cósmico dito material onde provavelmente existam agentes activos também chamados frameworkers, capazes de actuar sobre a energia do Universo, modulando-a e dando-lhe formas de partícula atómica, ou seja por outras palavras - o espírito, chamado também "Agente Estruturador"por vários físicos teóricos.

76. Que definição se pode dar dos Espíritos?

- "Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação.Povoam o Universo, fora do mundo material."

536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, os grandes fenómenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos?

- '"Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus."

b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem acção sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?



30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?

- "De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva."

79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?

- "Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material¨

64. Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro?

- "É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É, para vós, um elemento, como o oxigênio e o hidrogênio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um só princípio."

History Channel: Universos Paralelos - History Channel: Universos Paralelos
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O crivo da razão (2º PARTE)



O crivo da razão (2º PARTE)


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Albino A. C. de Novaes

Mas se uma guerra acontecer, ela terá necessariamente causas – mesmo as mais absurdas e inaceitáveis, e se ela acontecer terá como efeito as mortes. Mas as causas dessa guerra são somente dessa guerra e de nenhuma outra. Embora se possa considerar uma causa comum – O EGOÍSMO – a causa de praticamente todas as necessidades humanas.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PRINCÍPIOS RACIONAIS
Há ainda a considerar algumas características importantes para os PRINCÍPIOS DA RAZÃO:

I - NÃO POSSUEM UM CONTEÚDO DETERMINADO: são apenas formas – indicam como as coisas devem ser e como devemos pensar, mas não nos dizem QUAIS AS COISAS SÃO, nem os CONTEÚDOS que devemos ou vamos pensar.

II - POSSUEM VALIDADE UNIVERSAL: onde houver RAZÃO, nos seres humanos, nas coisas, nos fatos e nos acontecimentos, em todo o tempo e em todos os lugares, tais princípios são verdadeiros e empregados por todos os seres humanos e obedecidos por todos – COISAS, FATOS e ACONTECIMENTOS.

III - SÃO NECESSÁRIOS: são indispensáveis para o pensamento e para a VONTADE, indispensáveis para AS COISAS, os FATOS e os ACONTECIMENTOS. Indicam que algo é assim e não pode ser de outra maneira. NECESSÁRIO significa: É IMPOSSÍVEL QUE NÃO SEJA DESSA MANEIRA E QUE PODE SER DE OUTRA. A idéia da RAZÃO constitui o IDEAL da RACIONALIDADE criado pela SOCIEDADE EUROPÉIA OCIDENTAL, que depois do abalo que sofreu no início do século passado, mais se aproxima do que já defendia Kardec na Codificação Espírita. Kardec antecipou os princípios que viriam a ser conclusivos em termos de racionalidade para os filósofos contemporâneos. Temos, na Ciência e na Filosofia modernas, à disposição, ferramentas intelectuais para construirmos solidamente o CONHECIMENTO ESPÍRITA. Quem não o faz, das duas uma:

1- não está atento à finalidade da vida e vive iludido pelo materialismo efêmero;

2- ignora os instrumentos intelectuais indispensáveis ao Conhecimento Espírita.

Muitos simpatizantes espíritas, advertimos, encontram-se nesta segunda alternativa e enveredam por caminhos falsos, caminhos traçados por estados mentais que se opõem aos da mais pura RAZÃO.

A Filosofia, nos dias atuais, introduziu um novo princípio da racionalidade: O PRINCÍPIO DA INDETERMINAÇÃO. Assim, o PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE é valido para os fenômenos menos MICROSCÓPICOS, enquanto o PRINCÍPIO DA INDETERMINAÇÃO é válido para escalas HIPERMICROSCÓPICAS. Podemos estender sua aplicação para a área da fenomenologia ESPIRITISTA.

A aceitação dos fatos não condicionados à CRÍTICA significa ENGESSAMENTO INTELECTUAL, condenado por Jesus em seu “SIM, SIM... NÃO, NÃO” ou na opção morna: “EU SEI AS TUAS OBRAS, QUE NÃO ÉS FRIO NEM QUENTE: OXALÁ FORAS FRIO OU QUENTE!”; “ASSIM PORQUE ÉS MORNO, E NÃO ÉS FRIO NEM QUENTE, VOMITAR-TE-EI DA MINHA BOCA” (Apocalipse 4:15-16).

A dificuldade em aceitarmos a CRÍTICA como COADJUVANTE no processo de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO, talvez seja decorrente da INTELIGÊNCIA HUMANA SER LENTA. Isto pode significar que passamos por um lento processo intelectual até vencermos os obstáculos pessoais e culturais e alcançarmos a EXATA COMPREENSÃO DE UMA MENSAGEM. Esta nem sempre se mostra de imediato no momento da comunicação. É necessário dispensar um espaço de tempo considerável para que possamos DECODIFICAR e ASSIMILAR o que foi revelado através de alguma forma de verbalização ou de escrita.

O TRABALHO DA CRÍTICA DO PENSAMENTO
Afirma a filósofa Marilena Chauí: “...Normalmente se imagina que a crítica permite opor um PENSAMENTO VERDADEIRO a um PENSAMENTO FALSO. Na verdade, a CRÍTICA não é isso. Não é um conjunto de conteúdos verdadeiros que se oporia a um conjunto de conteúdos falsos. A CRÍTICA É UM TRABALHO INTELECTUAL com a finalidade de EXPLICITAR o conteúdo de um pensamento qualquer, de um DISCURSO QUALQUER, para encontrar o que está sendo silenciado por um pensamento ou por esse discurso.”

“O que interessa para a crítica não é o que está EXPLICITAMENTE PENSADO ou EXPLICITAMENTE DITO e, que muitas vezes, nem sequer está sendo PENSADO DE MANEIRA CONSCIENTE. Ou seja, a tarefa da CRÍTICA é fazer o silêncio, colocar em movimento um pensamento que possa DESVENDAR todo o silêncio contido em outros pensamentos, em outros discursos.”

QUAL A FINALIDADE DE FAZER FALAR O SILÊNCIO, OU DE TORNAR EXPLÍCITO O QUE SE ENCONTRA IMPLÍCITO?

Se quando EXPLICITO um pensamento ou um discurso, fazemos aparecer tudo aquilo que estava em silêncio, tudo aquilo que estava implícito, se ao fazermos isso, o PENSAMENTO ou o DISCURSO que estamos examinando se revela INSUSTENTÁVEL, se começa a se DESMANCHAR, a se DISSOLVER e a se DESTRUIR à medida que vou EXPLICITANDO tudo o que nele havia, mas que ele não dizia, então a CRÍTICA encontrou ALGO MUITO PRECISO, encontrou a IDEOLOGIA.

A IDEOLOGIA é exatamente aquele tipo de DISCURSO, aquele tipo de PENSAMENTO que contém o SILÊNCIO que, se for dito DESTRÓI, A COERÊNCIA, a LÓGICA DA IDEOLOGIA. Deixa de ser IDEOLOGIA o discurso cujo silêncio é quebrado.

Mas esse trabalho CRÍTICO pode encontrar uma outra coisa: é perfeitamente possível fazer FALAR O SILÊNCIO de um pensamento ou de um discurso, ao EXPLICITAR o seu IMPLÍCITO, o que revela para nós UM PENSAMENTO MAIS RICO DO QUE HAVÍAMOS IMAGINADO, AINDA MAIS COERENTE DO QUE HAVÍAMOS IMAGINADO, AINDA MAIS IMPORTANTE, CAPAZ DE NOS DAR PISTAS PARA PENSAR CAMINHOS NOVOS, e que nos faz perceber mais do que parecia à primeira vista estar contido nele.

O que a CRÍTICA procura encontrar é um pensamento VERDADEIRO e, mais que um pensamento verdadeiro, procura encontrar UMA OBRA DO PENSAMENTO propriamente dita. O que diferencia uma OBRA DO PENSAMENTO de um IDEOLOGIA é o fato de que, na OBRA DE PENSAMENTO a descoberta de tudo o que estava silenciosamente contido nela, de tudo aquilo que nela pedia INTERPRETAÇÃO, de tudo aquilo que nela pedia REVELAÇÃO, EXPLICITAÇÃO, DESDOBRAMENTO, é aquilo que faz, no caso de uma IDEOLOGIA, a destruição do próprio PENSAMENTO.

Assim, a tarefa da CRÍTICA não é trazer VERDADES para se opor a FALSIDADES; mas realizar um trabalho interpretativo com relação a pensamentos e discursos dados, para EXPLICITAR o IMPLÍCITO ou fazer falar seu SILÊNCIO de tal modo que a abertura de um novo campo de pensamento, enquanto a destruição da coerência e da lógica do que foi explicitado revela que descobrimos uma IDEOLOGIA.

A CRÍTICA não é, portanto, um conjunto de verdadeiros, mas uma forma de trabalhar. A forma de um trabalho intelectual, que é o trabalho filosófico por excelência. Nesse sentido, EXLUIR A CRÍTICA DO TRABALHO ESPÍRITA É NO MÍNIMO ABOLIR O LUGAR PRIVILEGIADO DA REALIZAÇÃO DE UM TRABALHO DE CONSTRUÇÃO DO SABER ESPÍRITA. Obviamente, tem-se medo da CRÍTICA, pois se a CRÍTICA não traz conteúdos prévios, mas a descoberta de conteúdos escondidos, então ela é muito perigosa para aqueles que pretendem conservar suas IDEOLOGIAS. Quem tem algo a esconder abomina a CRÍTICA. Sem a CRÍTICA não há estudo da Codificação Espírita – ela é imprescindível ao SABER.
BIBLIOGRAFIA
Chauí, Marilena – Convite à Filosofia. 4ª edição – 1999. Editora Ática
Skinner, Burrhus Frederic – Ciência e Comportamento Humano. Tradução de João Cláudio Todorov e Rodolpho Azzi – 5ª edição – São Paulo: Martins Fontes - 1981.
Galliano, A. Guilherme – O Método Científico – Editora Harper & Row do Brasil Ltda.- 1979

O crivo da razão (1º PARTE)


O crivo da razão (1º PARTE)



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Albino A. C. de Novaes
Editor do site > http://literatura-espirita.blogspot.com/
Resumo de um estudo realizado na Sala de Áudio Conferência do Paltalk

http://www.paltalk.com/

Associação dos Críticos Literários Espíritas - Grupo: Americas Subgrupo: South America

Inúmeras vezes ouvimos falar no “Crivo da Razão”. Convém avaliarmos o significado da palavra RAZÃO. O que entendemos por razão? O que significa a recomendação do Espírito Erasto: “É preciso tudo fazer passar pelo crivo da razão”. Duas palavras, portanto, precisamos conhecer: razão e racionalidade. Diante disso vamos verificar o que a Filosofia estabelece para tais conceitos, vamos tentar também estabelecer o papel real do aspecto filosófico espírita.

Palavras como razão e lógica têm sido muito empregadas nos textos e nas exposições espíritas.

A palavra RAZÃO tem sua origem em duas fontes que têm sentidos equivalentes. Uma é a palavra latina RATIO e a outra fonte é a palavra grega LOGOS. São palavras substantivas derivadas de dois verbos que apresentam sentidos muito parecidos. LOGOS vem do verbo LEGEIN – que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular; o outro verbo é REOR que significa: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular.

Na origem, RAZÃO, significa capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são.

A RAZÃO é uma maneira de organizar a REALIDADE pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais.
ATITUDES MENTAIS QUE SE OPÕEM À RAZÃO
1 - O CONHECIMENTO ILUSÓRIO

Que é o conhecimento da mera aparência das coisas que não alcança a realidade ou a verdade delas; para a RAZÃO, a ILUSÃO provém de NOSSOS COSTUMES, de NOSSOS PRECONCEITOS, da ACEITAÇÃO IMEDIATA das coisas como parecem ser. As ilusões criam opiniões, geram crenças, que variam de pessoa para pessoa, de sociedade para sociedade. A RAZÃO SE OPÕE À MERA OPINIÃO.

2 - AS ENERGIAS, OS SENTIMENTOS, AS PAIXÕES

São os estados mentais cegos, caóticos, desordenados, contrários uns aos outros, ora dizendo SIM a alguma coisa, ora dizendo NÃO a essa mesma coisa, como se não soubéssemos o que queremos e o que as coisas são. A RAZÃO É VISTA COMO ATIVIDADE OU AÇÃO INTELECTUAL E DA VONTADE, oposta à paixão ou à passividade emocional.

3 - CRENÇA RELIGIOSA

Onde a “verdade” nos é dada pela fé numa relação divina ou de origem tida como superior. Não depende do trabalho do conhecimento realizado pela nossa inteligência ou pelo nosso intelecto. A RAZÃO É OPOSTA AO CONHECIMENTO TEOLÓGICO. Consideramos a RAZÃO como sendo a argumentação que reconhece a VERDADE OBJETIVA, como característica da REVELAÇÃO CIENTÍFICA.

4 - O ÊXTASE MÍSTICO

No qual o Espírito mergulha nas profundezas do divino e participa dele, sem qualquer intervenção do intelecto ou da inteligência, nem da vontade. Pelo contrário, o êxtase místico exige um estado de abandono da vontade, de rompimento com o estado consciente, para entregar-se à punição do abismo, por tempo infinito. A RAZÃO ou CONSCIENCIA se opõe à INCONSCIÊNCIA do EXTASE.

Quase totalidade dos evangélicos, dos católicos e dos adeptos da doutrina de Roustaing, vê-se dominada pelo estado mental de êxtase místico, a exemplo dos fundamentalistas, dos muçulmanos, budistas, etc. Infelizmente percebemos esse mesmo estado mental em alguns médiuns, quando se entregam às entidades espirituais “de corpo e alma”. São fanáticos que dispensam pensar racionalmente. Acontece muito entre os seguidores e praticantes de cultos afros.
OS PRINCÍPIOS RACIONAIS
Ninguém depois de Kardec se preocupou com a compreensão dos conceitos com o mesmo interesse científico, visando elucidar as questões do Além. Nossa sala de Áudio Conferência, Projeto Espírita, por este motivo, procura esclarecer da forma mais ampla possível, as questões do CONTROLE e da UNIDADE DOUTRINÁRIA.

A Filosofia sempre considerou que a RAZÃO opera seguindo certos princípios que ela própria estabelece e que estão em concordância com a própria realidade, mesmo quando empregamos sem conhecê-los explicitamente. Ou seja, o CONHECIMENTO RACIONAL obedece a CERTAS REGRAS ou LEIS FUNDAMENTAIS, que procuramos respeitar até mesmo quando não conhecemos diretamente QUAIS SÃO e o QUE SÃO. Nós as respeitamos porque somos seres racionais e porque são PRINCÍPIOS QUE A REALIDADE É RACIONAL.

1 - PRINCÍPIO DA IDENTIDADE

O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE defende um enunciado surpreendente: “A é A” ou de forma equivalente “O QUE REALMENTE É”. De acordo com este enunciado podemos dizer sem qualquer possibilidade de contestação: “Kardec é Kardec” bem como “Deus é Deus”. É o mesmo que dizer “A coisa é por ela mesma”. O princípio da identidade é a condição do pensamento, e sem ele não podemos pensar. Um objeto só pode ser conhecido e pensado se for percebido e conservado com sua identidade. Outra coisa não é que a posse do conhecimento do objetivo do objeto.

Uma vez definido um objeto, nenhum outro objeto diferente em sua natureza e propriedade, poderá ser definido do mesmo modo, com a mesma definição. O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE é a condição para que definamos as coisas e possamos conhecê-las a partir de suas definições.
2 - PRINCÍPIO DA NÃO-IDENTIDADE

É também conhecido como princípio da contradição. O enunciado é o seguinte: “A é A e é impossível que seja ao mesmo tempo não-A”. O “É” e o “não-É” não podem se referir a um mesmo objeto quanto a uma propriedade. Existe uma DICOTOMIA entre “SER” e “NÃO-SER”, pois quando uma possibilidade ocorre e outra é excluída.

Por exemplo: os docetistas afirmaram que “Jesus teve um corpo exclusivamente fluídico, que sua existência foi fictícia, e não passou de aparência”. Tal premissa em julgado, pode ser falsa ou verdadeira. E uma vez que é falsa não pode ser verdadeira. A negação de tal premissa é verdadeira.

Sem o princípio da CONTRADIÇÃO, o principio da identidade não poderia funcionar. O princípio da NÃO-IDENTIDADE, ou seja, da CONTRADIÇÃO, afirma que uma coisa ou uma idéia que se negam a si mesma se AUTODESTRÓEM, desaparecem, deixam de existir. Afirma, também, que as coisas e as idéias contraditórias são impensáveis e impossíveis.

“EM MATÉRIA DE ESPIRITISMO NADA PODE ESTAR EM CONTRADIÇÃO COM A VERDADE”.

3 - PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO

O enunciado é o seguinte: “OU A é X ou é Y e não há terceira possibilidade”. Ou seja, estabelece-se uma dicotomia para A, em torno de X e de Y. Vejamos alguns enunciados como exemplo: “Ou é Emmanuel o autor do livro ‘Consolador’ ou não é”; “ou faremos a guerra ou faremos a paz”; “Ou aceitamos a verdade ou aceitamos a mentira”; etc.

Pelo princípio do TERCEIRO-EXCLUÍDO não há meias verdades: um fato é verdadeiro ou falso – não há outro valor lógico. No Espiritismo o que está em erro é repudiado e não se admite meias-verdades; ou é ou não é. Equivale ao “ser” ou “não ser”.

O princípio do terceiro excluído define a decisão de um dilema – “ou isto ou aquilo” – e exige que apenas uma das alternativas seja verdadeira. E não há terceira possibilidade ou terceira alternativa, pois entre várias escolhas possíveis, só há realmente duas, a certa ou a errada.

4 - PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE

Afirma que tudo o que acontece tem uma razão (causa ou motivo) para existir ou para acontecer, e que tal razão, pode ser conhecida pela nossa razão. O princípio da razão suficiente costuma ser chamado de PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE, para indicar que a razão afirma a existência de relações ou conexões entre as coisas, entre fatos, ou entre ações e acontecimentos.

Não podemos afirmar que a razão não admita o ACASO ou AÇÕES e FATOS ACIDENTAIS, mas sim que ela procura, mesmo para o acaso e para o acidente, uma causa, ou razão suficiente, e a CAUSA CASUAL ou ACIDENTAL está em a primeira se realiza sempre dentro de uma previsibilidade, é universal e necessária, enquanto a causa acidental ou casual só vale para aquele caso particular, para aquela situação específica, não podendo ser generalizada e ser considerada válida para todos os casos e situações semelhantes, pois, juntamente o ACASO ou a SITUAÇÕES são ÚNICAS.

A morte, por exemplo, é um efeito necessário e universal – válido para todos os tempos e lugares. Mas a morte pode ocorrer acidentalmente, sem qualquer previsibilidade, e situação que muitas circunstâncias poderia ser evitada. A guerra pode ser evitada, deixando de eliminar muitas vidas. As ações terroristas são ações de guerra que atingem a população civil.

sábado, 25 de setembro de 2010

Sobre a origem da desigualdade




Rousseau, com os seus companheiros enciclopedistas e da maçonaria, nos ensinou a respeitar o ser humano, amar a natureza e a sentir paixão pela liberdade.



A História do Café da Manhã