Sob o Crivo da Razão 1 Titulo

Assuntos diversos sob o crivo da razão.

Escolha seu caminho misticismo ou razão 2 Titulo

Variada pesquisa ao seu dispor videos, artigos e palestras .

Cientistas Espiritas 3 Titulo

Descubra aqui os ciêntistas que pesquisaram a doutrina espirita, e poste suas dúvidas.

Descubra o pensamento Liberal Espirita 4 Titulo

Neste espaço você vai entender porque a doutrina espirita é inconciliável com o socialismo.

Debates e crítica literária espirita 5 Titulo

Um espaço para o contraditorio, onde colocamos em dúvidas muitas questões tidas como doutrinarias.

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domingo, 24 de outubro de 2010

BLOGS E SITES CENSURADOS. U.R.G.E.N.T.E




BLOGS E SITES CENSURADOS. U.R.G.E.N.T.E

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Parece que ninguém está vendo a gravidade da coisa.

Estamos testemunhando em pleno ano de 2010 um ataque sistemático em doses homeopáticas a liberdade de expressão uma verdadeira DITADURA DE TOGA.

Depois de ter vários blogs que acompanhava censurados resolvi escrever este artigo para alertar a todos que estão rasgando nossa constituição brasileira.

O que diz a constituição sobre a liberdade
A nossa atual Constituição Federal regula a liberdade de expressão e informação nos arts. 5° e 220. As principais disposições normativas são:
Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Art. 5°, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Art. 5°, XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardo do sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

Art. 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a. informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§1° - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5°, IV, V, X, XIII e XIV;
§2° - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística।

Qual o âmbito de proteção constitucional da liberdade de expressão e informação, tendo em vista que a Constituição Federal veda qualquer forma de censura prévia?

Os blogs e sites CESURADOS


A candidata da coligação “O Maranhão Não Pode Parar”, Roseana Sarney, repressora da manifestação e liberdade de expressão popular, representou este blog junto ao TRE-MA, alegando que tenho feito propaganda eleitoral negativa de sua pessoa.

Recebi ontem notificação do Tribunal Regional Eleitoral para que sejam retirados todos os posts com o vídeo da paródia #ForaRoseanaSarney.

No Dispositivo, caso eu não retirasse os vídeos da paródia #ForaRoseanaSarney deste blog, sofreria pena de multa diária de R$ 2.000,00.

Agora lascou tudo. Vou ser obrigado à só falar bem da governadora.

Segue abaixo cópia de uma parte da Notificação:


Toda censura é antidemocrática.
Ainda há juízes em Berlim (ou O dia em que Helio Calixto da Costa me processou)
http://turmadochapeu.com.br/dando-o-chapeu/ainda-ha-juizes-em-berlim-ou-o-dia-em-que-helio-calixto-da-costa-me-processou/

Mais censura.
A blogueira Adriana Vandoni foi intimada, no começo da tarde desta quinta-feira (17), a comparecer à audiência conciliatória da ação em que o deputado José Riva (PP-MT) pede sua prisão por citá-lo na página Prosa e Política.
Por decisão do juiz Pedro Sakamoto, reiterada pelo desembargador Carlos Alberto da Rocha, que atenderam ao pedido do dep. estadual José Riva, este blog está CENSURADO há 345 dias.

O estadão esta há 450 dias sob CENSURA.
Censura imposta ao 'Estado' fomentou intenso debate jurídico ao longo dos últimos 12 meses. Leia especial sobre o caso

Este jornal deixou de ser o único no Estado a ser amordaçado por uma decisão judicial - a que o proibiu em 31 de julho do ano passado de continuar publicando reportagens baseadas nas investigações da Polícia Federal sobre o empresário Fernando Sarney, o filho do presidente do Senado que controla os negócios do clã. A censura prévia acaba de se abater também sobre o Diário do Grande ABC, publicação regional sediada em Santo André.

O juiz da 1.ª Vara Cível dessa cidade, Jairo Oliveira Júnior, concedeu liminar solicitada pelo prefeito petista de São Bernardo do Campo, o ex-ministro do Trabalho Luiz Marinho, para impedir o matutino de divulgar novas informações sobre um ato da administração municipal que pode ser uma amostra do modo como gere o patrimônio público. O jornal noticiou em 24 de fevereiro que a prefeitura vinha doando para centros de reciclagem carteiras e mesas escolares que estariam em bom estado.

VEJA MAIS AQUI.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100515/not_imp552045,0.php

O que estamos vendo é uma verdadeira esculhambação da política na América Latina, e no meio desta bagunça generalizada a liberdade vai sendo pouco a pouco sufocada.

As coisas que estão acontecendo no Brasil são das mais malucas a começar pela volta da censura, volta do Collor, é preciso estar atento e multiplicar estas informações ao infinito, pois se cada blogueiro não defender o seu direito de liberdade de expressão hoje amanhã pode ser tarde de mais.

Eu não quero uma CUBA BRASILEIRA.
Eu não quero uma VENEZUELA BRASILEIRA.

Numa democracia não se pode impedir que a informação seja divulgada.
Não vou me alongar, pois basta o leitor pesquisar no GOOGLE e ver com seus próprios olhos que a censura se espalha por vários blogs e sites, diariamente temos censura de opiniões e de informações, e nos que interagimos e gostamos de postar a nossa visão do mundo e da sociedade temos que fazer alguma coisa eu fiz este artigo, agora espero que você faça sua parte a favo da LIBERDADE.

Por isso eu acho extremamente assustador que num momento em que o País tenta se estruturar pela liberdade e a democracia aconteça censuras a liberdade de informação.


Por isso eu peço aos amigos do diHITT
POR FAVOR, multiplique esta informação pelo seu direto a pensar e falar com liberdade e assine o manifesto em defesa da democracia.

http://www.defesadademocracia.com.br/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Livro dos Espíritos UMA OBRA ATUAL


O Livro dos Espíritos UMA OBRA ATUAL

As pessoas que não têm do Espiritismo senão um conhecimento superficial, são naturalmente levadas a fazer certas indagações, às quais um estudo completo lhes daria, sem dúvida, a solução. Mas o tempo e, freqüentemente, à vontade, lhes faltam para se consagrarem às observações continuadas.
History Channel: Universos Paralelos - History Channel: Universos Paralelos
History Channel: Universos Paralelos - History Channel: Universos Paralelos
Portanto esta aqui para se fazer uma reflexão entre este documentário e o LIVRO DOS ESPÍRITOS.

O que falta não é atualizar e sim estudar.

Que é o Espírito?

- "O princípio inteligente do Universo".

a) - Qual a natureza íntima do Espírito?

- "Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa.Tanto é assim, que os físicos teóricos postulam a existência de uma "partícula", que seria a partícula "fundamental", que ainda não foi encontrada, mas a qual o Prémio Nobel da física, Leon Lederman, denomina a "partícula divina". Partícula essa decisiva pois é ela que determina a massa das restantes, bem como a coesão dada pela gravidade dos 90% do universo ainda desconhecido.

25. O Espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?

- "São distintos uma do outro; mas, a união do Espírito e da matéria necessária para intelectualizar a matéria."

26. Poder-se-á conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito?

- "Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento."

Cabe lembrar que os físicos, a partir das pesquisas do norte-americno Murray Gel Mann nos aceleradores de partícula, já admitem a existência de um domínio externo ao mundo cósmico dito material onde provavelmente existam agentes activos também chamados frameworkers, capazes de actuar sobre a energia do Universo, modulando-a e dando-lhe formas de partícula atómica, ou seja por outras palavras - o espírito, chamado também "Agente Estruturador"por vários físicos teóricos.

76. Que definição se pode dar dos Espíritos?

- "Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação.Povoam o Universo, fora do mundo material."

536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, os grandes fenómenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos?

- '"Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus."

b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem acção sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?



30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?

- "De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva."

79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?

- "Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material¨

64. Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro?

- "É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É, para vós, um elemento, como o oxigênio e o hidrogênio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um só princípio."

History Channel: Universos Paralelos - History Channel: Universos Paralelos
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O crivo da razão (2º PARTE)



O crivo da razão (2º PARTE)


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Albino A. C. de Novaes

Mas se uma guerra acontecer, ela terá necessariamente causas – mesmo as mais absurdas e inaceitáveis, e se ela acontecer terá como efeito as mortes. Mas as causas dessa guerra são somente dessa guerra e de nenhuma outra. Embora se possa considerar uma causa comum – O EGOÍSMO – a causa de praticamente todas as necessidades humanas.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PRINCÍPIOS RACIONAIS
Há ainda a considerar algumas características importantes para os PRINCÍPIOS DA RAZÃO:

I - NÃO POSSUEM UM CONTEÚDO DETERMINADO: são apenas formas – indicam como as coisas devem ser e como devemos pensar, mas não nos dizem QUAIS AS COISAS SÃO, nem os CONTEÚDOS que devemos ou vamos pensar.

II - POSSUEM VALIDADE UNIVERSAL: onde houver RAZÃO, nos seres humanos, nas coisas, nos fatos e nos acontecimentos, em todo o tempo e em todos os lugares, tais princípios são verdadeiros e empregados por todos os seres humanos e obedecidos por todos – COISAS, FATOS e ACONTECIMENTOS.

III - SÃO NECESSÁRIOS: são indispensáveis para o pensamento e para a VONTADE, indispensáveis para AS COISAS, os FATOS e os ACONTECIMENTOS. Indicam que algo é assim e não pode ser de outra maneira. NECESSÁRIO significa: É IMPOSSÍVEL QUE NÃO SEJA DESSA MANEIRA E QUE PODE SER DE OUTRA. A idéia da RAZÃO constitui o IDEAL da RACIONALIDADE criado pela SOCIEDADE EUROPÉIA OCIDENTAL, que depois do abalo que sofreu no início do século passado, mais se aproxima do que já defendia Kardec na Codificação Espírita. Kardec antecipou os princípios que viriam a ser conclusivos em termos de racionalidade para os filósofos contemporâneos. Temos, na Ciência e na Filosofia modernas, à disposição, ferramentas intelectuais para construirmos solidamente o CONHECIMENTO ESPÍRITA. Quem não o faz, das duas uma:

1- não está atento à finalidade da vida e vive iludido pelo materialismo efêmero;

2- ignora os instrumentos intelectuais indispensáveis ao Conhecimento Espírita.

Muitos simpatizantes espíritas, advertimos, encontram-se nesta segunda alternativa e enveredam por caminhos falsos, caminhos traçados por estados mentais que se opõem aos da mais pura RAZÃO.

A Filosofia, nos dias atuais, introduziu um novo princípio da racionalidade: O PRINCÍPIO DA INDETERMINAÇÃO. Assim, o PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE é valido para os fenômenos menos MICROSCÓPICOS, enquanto o PRINCÍPIO DA INDETERMINAÇÃO é válido para escalas HIPERMICROSCÓPICAS. Podemos estender sua aplicação para a área da fenomenologia ESPIRITISTA.

A aceitação dos fatos não condicionados à CRÍTICA significa ENGESSAMENTO INTELECTUAL, condenado por Jesus em seu “SIM, SIM... NÃO, NÃO” ou na opção morna: “EU SEI AS TUAS OBRAS, QUE NÃO ÉS FRIO NEM QUENTE: OXALÁ FORAS FRIO OU QUENTE!”; “ASSIM PORQUE ÉS MORNO, E NÃO ÉS FRIO NEM QUENTE, VOMITAR-TE-EI DA MINHA BOCA” (Apocalipse 4:15-16).

A dificuldade em aceitarmos a CRÍTICA como COADJUVANTE no processo de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO, talvez seja decorrente da INTELIGÊNCIA HUMANA SER LENTA. Isto pode significar que passamos por um lento processo intelectual até vencermos os obstáculos pessoais e culturais e alcançarmos a EXATA COMPREENSÃO DE UMA MENSAGEM. Esta nem sempre se mostra de imediato no momento da comunicação. É necessário dispensar um espaço de tempo considerável para que possamos DECODIFICAR e ASSIMILAR o que foi revelado através de alguma forma de verbalização ou de escrita.

O TRABALHO DA CRÍTICA DO PENSAMENTO
Afirma a filósofa Marilena Chauí: “...Normalmente se imagina que a crítica permite opor um PENSAMENTO VERDADEIRO a um PENSAMENTO FALSO. Na verdade, a CRÍTICA não é isso. Não é um conjunto de conteúdos verdadeiros que se oporia a um conjunto de conteúdos falsos. A CRÍTICA É UM TRABALHO INTELECTUAL com a finalidade de EXPLICITAR o conteúdo de um pensamento qualquer, de um DISCURSO QUALQUER, para encontrar o que está sendo silenciado por um pensamento ou por esse discurso.”

“O que interessa para a crítica não é o que está EXPLICITAMENTE PENSADO ou EXPLICITAMENTE DITO e, que muitas vezes, nem sequer está sendo PENSADO DE MANEIRA CONSCIENTE. Ou seja, a tarefa da CRÍTICA é fazer o silêncio, colocar em movimento um pensamento que possa DESVENDAR todo o silêncio contido em outros pensamentos, em outros discursos.”

QUAL A FINALIDADE DE FAZER FALAR O SILÊNCIO, OU DE TORNAR EXPLÍCITO O QUE SE ENCONTRA IMPLÍCITO?

Se quando EXPLICITO um pensamento ou um discurso, fazemos aparecer tudo aquilo que estava em silêncio, tudo aquilo que estava implícito, se ao fazermos isso, o PENSAMENTO ou o DISCURSO que estamos examinando se revela INSUSTENTÁVEL, se começa a se DESMANCHAR, a se DISSOLVER e a se DESTRUIR à medida que vou EXPLICITANDO tudo o que nele havia, mas que ele não dizia, então a CRÍTICA encontrou ALGO MUITO PRECISO, encontrou a IDEOLOGIA.

A IDEOLOGIA é exatamente aquele tipo de DISCURSO, aquele tipo de PENSAMENTO que contém o SILÊNCIO que, se for dito DESTRÓI, A COERÊNCIA, a LÓGICA DA IDEOLOGIA. Deixa de ser IDEOLOGIA o discurso cujo silêncio é quebrado.

Mas esse trabalho CRÍTICO pode encontrar uma outra coisa: é perfeitamente possível fazer FALAR O SILÊNCIO de um pensamento ou de um discurso, ao EXPLICITAR o seu IMPLÍCITO, o que revela para nós UM PENSAMENTO MAIS RICO DO QUE HAVÍAMOS IMAGINADO, AINDA MAIS COERENTE DO QUE HAVÍAMOS IMAGINADO, AINDA MAIS IMPORTANTE, CAPAZ DE NOS DAR PISTAS PARA PENSAR CAMINHOS NOVOS, e que nos faz perceber mais do que parecia à primeira vista estar contido nele.

O que a CRÍTICA procura encontrar é um pensamento VERDADEIRO e, mais que um pensamento verdadeiro, procura encontrar UMA OBRA DO PENSAMENTO propriamente dita. O que diferencia uma OBRA DO PENSAMENTO de um IDEOLOGIA é o fato de que, na OBRA DE PENSAMENTO a descoberta de tudo o que estava silenciosamente contido nela, de tudo aquilo que nela pedia INTERPRETAÇÃO, de tudo aquilo que nela pedia REVELAÇÃO, EXPLICITAÇÃO, DESDOBRAMENTO, é aquilo que faz, no caso de uma IDEOLOGIA, a destruição do próprio PENSAMENTO.

Assim, a tarefa da CRÍTICA não é trazer VERDADES para se opor a FALSIDADES; mas realizar um trabalho interpretativo com relação a pensamentos e discursos dados, para EXPLICITAR o IMPLÍCITO ou fazer falar seu SILÊNCIO de tal modo que a abertura de um novo campo de pensamento, enquanto a destruição da coerência e da lógica do que foi explicitado revela que descobrimos uma IDEOLOGIA.

A CRÍTICA não é, portanto, um conjunto de verdadeiros, mas uma forma de trabalhar. A forma de um trabalho intelectual, que é o trabalho filosófico por excelência. Nesse sentido, EXLUIR A CRÍTICA DO TRABALHO ESPÍRITA É NO MÍNIMO ABOLIR O LUGAR PRIVILEGIADO DA REALIZAÇÃO DE UM TRABALHO DE CONSTRUÇÃO DO SABER ESPÍRITA. Obviamente, tem-se medo da CRÍTICA, pois se a CRÍTICA não traz conteúdos prévios, mas a descoberta de conteúdos escondidos, então ela é muito perigosa para aqueles que pretendem conservar suas IDEOLOGIAS. Quem tem algo a esconder abomina a CRÍTICA. Sem a CRÍTICA não há estudo da Codificação Espírita – ela é imprescindível ao SABER.
BIBLIOGRAFIA
Chauí, Marilena – Convite à Filosofia. 4ª edição – 1999. Editora Ática
Skinner, Burrhus Frederic – Ciência e Comportamento Humano. Tradução de João Cláudio Todorov e Rodolpho Azzi – 5ª edição – São Paulo: Martins Fontes - 1981.
Galliano, A. Guilherme – O Método Científico – Editora Harper & Row do Brasil Ltda.- 1979

O crivo da razão (1º PARTE)


O crivo da razão (1º PARTE)



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Albino A. C. de Novaes
Editor do site > http://literatura-espirita.blogspot.com/
Resumo de um estudo realizado na Sala de Áudio Conferência do Paltalk

http://www.paltalk.com/

Associação dos Críticos Literários Espíritas - Grupo: Americas Subgrupo: South America

Inúmeras vezes ouvimos falar no “Crivo da Razão”. Convém avaliarmos o significado da palavra RAZÃO. O que entendemos por razão? O que significa a recomendação do Espírito Erasto: “É preciso tudo fazer passar pelo crivo da razão”. Duas palavras, portanto, precisamos conhecer: razão e racionalidade. Diante disso vamos verificar o que a Filosofia estabelece para tais conceitos, vamos tentar também estabelecer o papel real do aspecto filosófico espírita.

Palavras como razão e lógica têm sido muito empregadas nos textos e nas exposições espíritas.

A palavra RAZÃO tem sua origem em duas fontes que têm sentidos equivalentes. Uma é a palavra latina RATIO e a outra fonte é a palavra grega LOGOS. São palavras substantivas derivadas de dois verbos que apresentam sentidos muito parecidos. LOGOS vem do verbo LEGEIN – que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular; o outro verbo é REOR que significa: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular.

Na origem, RAZÃO, significa capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são.

A RAZÃO é uma maneira de organizar a REALIDADE pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais.
ATITUDES MENTAIS QUE SE OPÕEM À RAZÃO
1 - O CONHECIMENTO ILUSÓRIO

Que é o conhecimento da mera aparência das coisas que não alcança a realidade ou a verdade delas; para a RAZÃO, a ILUSÃO provém de NOSSOS COSTUMES, de NOSSOS PRECONCEITOS, da ACEITAÇÃO IMEDIATA das coisas como parecem ser. As ilusões criam opiniões, geram crenças, que variam de pessoa para pessoa, de sociedade para sociedade. A RAZÃO SE OPÕE À MERA OPINIÃO.

2 - AS ENERGIAS, OS SENTIMENTOS, AS PAIXÕES

São os estados mentais cegos, caóticos, desordenados, contrários uns aos outros, ora dizendo SIM a alguma coisa, ora dizendo NÃO a essa mesma coisa, como se não soubéssemos o que queremos e o que as coisas são. A RAZÃO É VISTA COMO ATIVIDADE OU AÇÃO INTELECTUAL E DA VONTADE, oposta à paixão ou à passividade emocional.

3 - CRENÇA RELIGIOSA

Onde a “verdade” nos é dada pela fé numa relação divina ou de origem tida como superior. Não depende do trabalho do conhecimento realizado pela nossa inteligência ou pelo nosso intelecto. A RAZÃO É OPOSTA AO CONHECIMENTO TEOLÓGICO. Consideramos a RAZÃO como sendo a argumentação que reconhece a VERDADE OBJETIVA, como característica da REVELAÇÃO CIENTÍFICA.

4 - O ÊXTASE MÍSTICO

No qual o Espírito mergulha nas profundezas do divino e participa dele, sem qualquer intervenção do intelecto ou da inteligência, nem da vontade. Pelo contrário, o êxtase místico exige um estado de abandono da vontade, de rompimento com o estado consciente, para entregar-se à punição do abismo, por tempo infinito. A RAZÃO ou CONSCIENCIA se opõe à INCONSCIÊNCIA do EXTASE.

Quase totalidade dos evangélicos, dos católicos e dos adeptos da doutrina de Roustaing, vê-se dominada pelo estado mental de êxtase místico, a exemplo dos fundamentalistas, dos muçulmanos, budistas, etc. Infelizmente percebemos esse mesmo estado mental em alguns médiuns, quando se entregam às entidades espirituais “de corpo e alma”. São fanáticos que dispensam pensar racionalmente. Acontece muito entre os seguidores e praticantes de cultos afros.
OS PRINCÍPIOS RACIONAIS
Ninguém depois de Kardec se preocupou com a compreensão dos conceitos com o mesmo interesse científico, visando elucidar as questões do Além. Nossa sala de Áudio Conferência, Projeto Espírita, por este motivo, procura esclarecer da forma mais ampla possível, as questões do CONTROLE e da UNIDADE DOUTRINÁRIA.

A Filosofia sempre considerou que a RAZÃO opera seguindo certos princípios que ela própria estabelece e que estão em concordância com a própria realidade, mesmo quando empregamos sem conhecê-los explicitamente. Ou seja, o CONHECIMENTO RACIONAL obedece a CERTAS REGRAS ou LEIS FUNDAMENTAIS, que procuramos respeitar até mesmo quando não conhecemos diretamente QUAIS SÃO e o QUE SÃO. Nós as respeitamos porque somos seres racionais e porque são PRINCÍPIOS QUE A REALIDADE É RACIONAL.

1 - PRINCÍPIO DA IDENTIDADE

O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE defende um enunciado surpreendente: “A é A” ou de forma equivalente “O QUE REALMENTE É”. De acordo com este enunciado podemos dizer sem qualquer possibilidade de contestação: “Kardec é Kardec” bem como “Deus é Deus”. É o mesmo que dizer “A coisa é por ela mesma”. O princípio da identidade é a condição do pensamento, e sem ele não podemos pensar. Um objeto só pode ser conhecido e pensado se for percebido e conservado com sua identidade. Outra coisa não é que a posse do conhecimento do objetivo do objeto.

Uma vez definido um objeto, nenhum outro objeto diferente em sua natureza e propriedade, poderá ser definido do mesmo modo, com a mesma definição. O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE é a condição para que definamos as coisas e possamos conhecê-las a partir de suas definições.
2 - PRINCÍPIO DA NÃO-IDENTIDADE

É também conhecido como princípio da contradição. O enunciado é o seguinte: “A é A e é impossível que seja ao mesmo tempo não-A”. O “É” e o “não-É” não podem se referir a um mesmo objeto quanto a uma propriedade. Existe uma DICOTOMIA entre “SER” e “NÃO-SER”, pois quando uma possibilidade ocorre e outra é excluída.

Por exemplo: os docetistas afirmaram que “Jesus teve um corpo exclusivamente fluídico, que sua existência foi fictícia, e não passou de aparência”. Tal premissa em julgado, pode ser falsa ou verdadeira. E uma vez que é falsa não pode ser verdadeira. A negação de tal premissa é verdadeira.

Sem o princípio da CONTRADIÇÃO, o principio da identidade não poderia funcionar. O princípio da NÃO-IDENTIDADE, ou seja, da CONTRADIÇÃO, afirma que uma coisa ou uma idéia que se negam a si mesma se AUTODESTRÓEM, desaparecem, deixam de existir. Afirma, também, que as coisas e as idéias contraditórias são impensáveis e impossíveis.

“EM MATÉRIA DE ESPIRITISMO NADA PODE ESTAR EM CONTRADIÇÃO COM A VERDADE”.

3 - PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO

O enunciado é o seguinte: “OU A é X ou é Y e não há terceira possibilidade”. Ou seja, estabelece-se uma dicotomia para A, em torno de X e de Y. Vejamos alguns enunciados como exemplo: “Ou é Emmanuel o autor do livro ‘Consolador’ ou não é”; “ou faremos a guerra ou faremos a paz”; “Ou aceitamos a verdade ou aceitamos a mentira”; etc.

Pelo princípio do TERCEIRO-EXCLUÍDO não há meias verdades: um fato é verdadeiro ou falso – não há outro valor lógico. No Espiritismo o que está em erro é repudiado e não se admite meias-verdades; ou é ou não é. Equivale ao “ser” ou “não ser”.

O princípio do terceiro excluído define a decisão de um dilema – “ou isto ou aquilo” – e exige que apenas uma das alternativas seja verdadeira. E não há terceira possibilidade ou terceira alternativa, pois entre várias escolhas possíveis, só há realmente duas, a certa ou a errada.

4 - PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE

Afirma que tudo o que acontece tem uma razão (causa ou motivo) para existir ou para acontecer, e que tal razão, pode ser conhecida pela nossa razão. O princípio da razão suficiente costuma ser chamado de PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE, para indicar que a razão afirma a existência de relações ou conexões entre as coisas, entre fatos, ou entre ações e acontecimentos.

Não podemos afirmar que a razão não admita o ACASO ou AÇÕES e FATOS ACIDENTAIS, mas sim que ela procura, mesmo para o acaso e para o acidente, uma causa, ou razão suficiente, e a CAUSA CASUAL ou ACIDENTAL está em a primeira se realiza sempre dentro de uma previsibilidade, é universal e necessária, enquanto a causa acidental ou casual só vale para aquele caso particular, para aquela situação específica, não podendo ser generalizada e ser considerada válida para todos os casos e situações semelhantes, pois, juntamente o ACASO ou a SITUAÇÕES são ÚNICAS.

A morte, por exemplo, é um efeito necessário e universal – válido para todos os tempos e lugares. Mas a morte pode ocorrer acidentalmente, sem qualquer previsibilidade, e situação que muitas circunstâncias poderia ser evitada. A guerra pode ser evitada, deixando de eliminar muitas vidas. As ações terroristas são ações de guerra que atingem a população civil.

sábado, 25 de setembro de 2010

Sobre a origem da desigualdade




Rousseau, com os seus companheiros enciclopedistas e da maçonaria, nos ensinou a respeitar o ser humano, amar a natureza e a sentir paixão pela liberdade.



quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CRITICA NOSSO LAR parte 02




KARDEC VISITA NOSSO LAR (parte 02)

Nosso Lar cpt 21
Tal como se dá na Terra, a propriedade aqui é relativa. Nossas aquisições são feitas à base de horas de trabalho. O bônus-hora, no fundo, é o nosso dinheiro. (...)cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nunca mais que um), apresentando trinta mil bônus-hora,
Nosso Lar cpt 22O ocioso vestirá, sem dúvida; mas o operário dedicado vestirá o que melhor lhe pareça; compreendeu? (...)Desse modo, há muita gente que consegue setenta e dois bônus-hora, por semana, sem falar dos serviços sacrificiais, cuja remuneração é duplicada e, às vezes, triplicada.

ANALISE_O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.{ O Evangelho Segundo o Espiritismo O Homem de Bem}

Livro dos Espíritos 897. Aquele que faz o bem sem visar a uma recompensa na Terra, mas na esperança de que lhe seja levado em conta na outra vida e que nessa a sua posição seja melhor, é repreensível, e esse pensamento prejudica o seu adiantamento?
— É necessário fazer o bem por caridade, ou seja, com desinteresse.Uma coisa que é totalmente paradoxal .
Os serviços sacrificiais, cuja remuneração é duplicada e, às vezes, triplicada.
Bem aqui eu não entendi onde entra o SACRIFICIO se posso ser remunerado dupla ou triplamente?



Nosso Lar cpt 22
Contam-se por milhares as pessoas favorecidas em “Nosso Lar”,
Somente poderão rogar providências e dispensar obséquio os portadores de títulos adequados, entendeu?
ANALISE_ Neste ponto se percebe com facilidade o pensamento católico que acredita em “favorecidos” e preces “pagas” Ou seja, mérito nem pensar.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Preces Pagas)
3 – Estando porém ouvindo-o todo o povo, disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que querem andar com roupas talares, e gostam de ser saudados nas praças, e das primeiras cadeiras nas sinagogas, e dos primeiros assentos nos banquetes; que devoram as casas das viúvas, fingindo largas orações. Estes tais receberão maior condenação. (Lucas, XX: 45-47, e semelhantes em Marcos, XIII: 38-40; Mateus, XXIII: 14).
4 – Disse ainda Jesus: Não façais que as vossas preces sejam pagas; não façais como os escribas, que “a pretexto de longas preces, devoram as casas das viúvas”, o que quer dizer: apossam-se de suas fortunas. A prece é um ato de caridade, um impulso do coração; fazer pagar aquelas que dirigimos a Deus pelos outros, é nos transformamos em intermediários assalariados.




Nosso Lar cpt 37
Ensina a Bíblia que o próprio Senhor da Vida não estacionou no Verbo e continuou o trabalho criativo na Ação. “Nosso Lar”, portanto, como cidade espiritual de transição, é uma bênção a nós concedida por “acréscimo de misericórdia”,

ANALISE_{ IV – Natureza das Penas e Gozos Futuros LIVRO DOS ESPIRITOS}
965. As penas e os gozos da alma após a morte têm alguma coisa de material?
— Não podem ser materiais, desde que a alma não é de matéria. O próprio bom senso o diz. Essas penas e esses gozos nada têm de carnal e por isso mesmo são mil vezes mais vivos do que os da Terra. O Espírito, uma vez desprendido, é mais impressionável: a matéria não mais lhe enfraquece as sensações. (Ver itens 237 a 257.)
966. Por que o homem faz idéias tão grosseiras e absurdas das penas e dos gozos da vida futura?
— Inteligência ainda não suficientemente desenvolvida. A criança compreende da mesma maneira que o adulto ? Aliás, isso depende também do que se lhe tenha ensinado: é nesse ponto que há necessidade de uma reforma. Vossa linguagem é muito imperfeita para exprimir o que existe além do vosso alcance. Por isso, foi necessário fazer comparações, sendo essas imagens e figuras tomadas como a própria realidade. Mas à medida que o homem se esclarece, seu pensamento compreende as coisas que a sua linguagem não pode traduzir.



Nosso Lar cpt 42
Sei que muitos de vós recordais, neste instante, o Grande Crucificado. Sim, Jesus entregou-se à turba de amotinados e criminosos, por amor à redenção de todos nós, mas não entregou o mundo à desordem e ao aniquilamento.
ANALISE_ Mais uma vez o pensamento católico impresso.
Todo mundo precisa de redenção. Nossa condição natural era caracterizada por culpa: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” A redenção de Cristo nos libertou dessa culpa: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:23-24).


Nosso Lar cpt 44
Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. São os espíritos nobilíssimos, que descobriram a essência divina em si mesmos, marchando para o alvo sublime, sem vacilações. (...)Os primeiros seguem por linhas retas.

ANALISE_ Aqui escancarou os princípios do ROUSTAINGUISMO que esta muito bem explicado neste artigo do Dr Ary Lex

http://ensinoespirita.blogspot.com/2010/01/origem-dos-mundos-fluidicosnosso-lar.html
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Do Livro dos Espiritos 119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?
—
Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.
Comentário de Kardec: Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual, existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.
120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?
—
Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.

O que fica claro e inconteste nesta obra é que ela é mediúnica, mas jamais foi ESPIRITA,
outra coisa é que o próprio Deus ficou apagado, ante a exaltação da personalidade do Cristo.



Para encerrar vamos ler o que informa a Revista Espírita de Junho 1868.
A morte do Sr. Bizet, Cura de Sétif / A fome entre os espíritos.

Uma comunicação aceita por Kardec descreve este quadro:

“Encontrei lá em cima muitos desses infelizes, mortos nas torturas da fome, ainda procurando EM VÃO satisfazer a uma NECESSIDADE IMAGINÁRIA, lutando uns contra os outros para arrancar um pedaço de comida que se escondia em suas mãos, dilacerando-se mutuamente e, se posso dizer, se entredevorando; uma cena horrível, pavorosa, ultrapassando tudo quanto a imaginação humana pode conceber de mais desolador!
Muitos desses infelizes me reconheceram, e seu primeiro grito foi: Pão!”.

Comentários de KARDEC
“A quem quer que não conheça a verdadeira constituição do mundo invisível, parecerá estranho que Espíritos, que segundo eles são seres abstratos, imateriais, indefinidos, sem corpo, sejam vítimas dos horrores da fome; mas o espanto cessa quando se sabe que esses mesmos Espíritos são seres como nós; que têm um corpo, fluídico é verdade, mas que não deixa de ser matéria; que, deixando seu invólucro carnal, certos Espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes, durante um tempo mais ou menos longo. Isto parece singular, mas é, e a observação nos ensina que tal é a situação dos Espíritos que viveram mais a vida material do que a vida espiritual, situação por vezes terrível, porque a ILUSÃO das necessidades da carne se faz sentir, e se tem todas as angústias de uma NECESSIDADE IMPOSSÍVEL DE SATISFAZER.
[...] Sim, legiões de espíritos continuam a vida corporal com suas torturas e suas angústias. Mas quais? Os que ainda estão muito avassalados à matéria para dela se desprenderem instantaneamente. É uma crueldade do Ser Supremo? Não; é uma lei da Natureza, inerente ao estado de inferioridade dos espíritos e necessária ao seu adiantamento; é uma PROLONGAÇÃO MISTA DA VIDA TERRENA durante alguns dias, alguns meses, alguns anos, conforme o estado moral dos indivíduos.
[...] Aliás, não depende de cada um escapar a essa VIDA INTERMEDIÁRIA, que, francamente, NEM É A VIDA MATERIAL, NEM A VIDA ESPIRITUAL?
“Os espíritas a ela escapam naturalmente, porque, compreendendo o estado do mundo espiritual antes de nele entrar, imediatamente se dão conta de sua situação”.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vampiros, Dragões, Magos e o Espiritismo.




O sucesso de romances sobre bruxas, magos, vampiros e magia em geral é evidente na literatura, pois tem o poder de conquistar e atrair a atenção de multidões. Basta ver o frenesi que causou a serie Harry Potter seguida agora pela saga Crepúsculo.

Stephenie Meyer autora de Crepúsculo, conta em seu site que a inspiração para o primeiro livro veio em um sonho e não foi diferente com J. R. Rowling autora do Harry Potter que afirma que a trama para o personagem veio em uma inspiração quando fazia o trajeto de trem entre Manchester à Londres. Diz ela: “Eu simplesmente sentei e pensei por quatro horas (trem atrasado), e todos os detalhes borbulharam em minha mente, e aquele garoto de óculos e cabelos pretos que não sabia que era bruxo tornou-se real para mim”.

Quem estuda o espiritismo sabe que estas inspirações não surgem do nada e isto esta bem clara na questão 459 do Livro dos Espíritos. “Os espíritos influem sobre os nossos pensamentos e nossas ações? Resp. - A esse respeito sua influência é maior do que credes porque freqüentemente, são eles que vos dirigem.

Portanto de posse destas informações é preciso aprender a fiscalizar os pensamentos e dar uma direção determinada, um fim nobre e elevado. Uma das coisas que eu faço é a de estar sempre em contato com as idéias e opiniões dos grandes pensadores, lendo, meditando e analisando suas obras.
Por isso minha biblioteca é onde eu me encontro com pensadores como Rousseau, Montesquieu, Descartes, Voltaire, Diderot, e muitos outros Iluministas, Converso francamente com Humberto Mariotti, J. Herculano, J. B. Rhine, William Crookes e mais uma centena que teremos que pular.

Porém a grande maioria que adentra a doutrina espírita entra pela porta das obras espiritualistas, que não convida ao estudo e sim alimenta o pensamento rasteiro da transcendência horizontal.

As pessoas querem é alcançar graças, não querem ter que se esforçarem para superara as dificuldades, o que eles querem é que nos momentos mais difíceis da vida elas olhem para trás e visualize só duas pegadas porque alguém as carregou no colo.

O que a maioria busca é uma receita de bolo, para suas angustias e para suas problemáticas, não querem ter que ficar lendo livros e tentando entender filosofias, querem respostas fáceis e confortáveis, pois sua vida é muito ocupada e estão todos muito atrasados para chegar a lugar algum.

Sua vida atribulada não lhe permite um tempo para si mesmo, o Maximo que consegue é ir ao centro ouvir uma palestra, receber o passe e tomar água fluida, sem analisar com mais profundidade se aquilo é tudo automático ou não, pois não é isso que a preocupa e sim se vai conseguir comprar o celular novo que acabou de sair.

E sua mente esta ocupada de mais com a possibilidade das próximas férias de verão, se vai ir para o sul ou para o nordeste, então esta coisa de ficar estudando e conhecer a si mesmo ficam para mais tarde.

E assim como as gerações que nos antecederam, com suas paixões que as consumiram com seus desejos, ódios, amores e todo o tipo de ambições, repetimos os mesmos erros.
E na procura da receita para fugir de nossa tarefa e responsabilidade individual e intransferível, buscamos a leitura de livros fáceis, que possam dar receitas prontas e flexíveis buscando com isso alívio às suas múltiplas angústias. Mas, nada que comprometa muito, nada que o faça raciocinar em demasia, nada que o obrigue a tomar atitudes éticas mais firmes.

E é por isso que as obras mediúnicas eivadas de controvérsias, muitas delas verdadeiros tratados de tolices, fazem tanto sucesso, pois a superficialidade é o que a maioria busca.


"É urgente que vos ponhais em guarda contra TODAS as publicações de origem suspeita, que parecem, ou vão parecer contrárias a todas as que não tiverem uma atitude franca e clara, e tende como certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou no invisível, visando a lançar entre vós os fachos da discórdia. Cabe-vos não vos deixar apanhar. Tendes todos os elementos necessários para apreciá-las". (Espírito Erasto, Revista Espírita, 1863, dezembro.)

4 – Parece que algumas pessoas temeram que a qualificação de messias espalhasse sobre a Doutrina um verniz de misticismo.
Para quem conhece a Doutrina, ela é, de ponta a outra, um protesto contra o misticismo, pois tende a reconduzir todas as crenças para o terreno positivo das leis da Natureza. Mas, entre os que não a conhecem, há pessoas para as quais tudo o que sai da humanidade tangível é místico.

Vejo uma grade confusão nas redes socias e comunidades diversas, pessoas que não conhecem a doutrina espírita advogando uma mordenização da doutrina ao lado dos cultos afro-católicos, teosóficos, ocultistas, orientalistas, surgiram mais recentemente os "new age", com seus cristais, pirâmides, cromoterapia, apometria uso comercial da mediunidade, etc e tal, o Espiritismo sofre críticas por não "encampar" essas tendências e se "modernizar".

O que passa despercebida é que os defensores das atualizações são geralmente terapeutas holísticos, que; Não compreende que o Espiritismo não se contém todo ele no campo mediúnico, conquanto este lhe tenha servido de ponto de partida, como se sabe.

Lamento e respeito os tais críticos, mas não posso concordar com eles.
Espiritismo é uma coisa definida, com doutrina definida, com regras-padrão. Se no seu bojo começam a se incluir coisas que nada têm a ver com ele, então deixaria de ser Espiritismo para se tornar uma miscelânea esotérica.

Como afirmou Kardec - "A FORÇA DO ESPIRITISMO ESTÁ EM SUA FILOSOFIA".

O fenômeno por si só não nos levaria a conseqüências profundas, ou seria apenas objeto de observação ou motivo de deslumbramento, sem a formulação filosófica.
Para ser espírita é preciso conhecer o Espiritismo.

E por que não está no fato mediúnico?
Porque o fato prova e convence objetivamente, não há dúvida, porém não elucida os problemas mais graves de nossa vida, por si mesmo, se não tomar a direção filosófica que conduz à inquirição das causas, dos porquês e das conseqüências.

Portanto não é adotando o uso de cromoterapia, aromoterapia, apometria ou quaisquer outras manias que vamos contribuir para o avanço da doutrina.
N a verdade não seria avanço e sim retrocesso, pois todo o trabalho de Kardec foi ao intuito de terminar com o mágico e do maravilhoso e somente quando a maioria entender isso e que não teremos mais os mercadores do mágico e do maravilhoso.

Em quanto isso veremos os adulteradores e os comerciantes de mediunidade dizendo tudo que mais agrada ao seu mercado consumidor.

E o mercado consumidor querendo “reformular e ou mordenizar” a doutrina da qual eles só sabem o a, b, c.
Por isto a Doutrina Espírita segue seu caminho meio que no anonimato, pois não faz milagres, não promete curas, não oferece um lugar especial no céu, à única coisa que oferece e uma escolha: ou ficar no passado apegado ao materialismo dos rituais, dos mitos e da voracidade carnal, ou buscar o espírito e seu poder na espiritualidade pura que a Doutrina oferece.

A finalidade do Espiritismo é libertar o espírito humano do visco da matéria, para que ele possa alçar o vôo da transcendência, é o consolador prometido, mas o consolo espírita não é cantiga de ninar e sim conhecimento da razão e das finalidades da vida.

A própria dureza do mundo atual, com suas atrocidades, sua ganância, sua criminalidade aviltante, mostra-nos que o tempo dos Contos da Carochinha já passou que a Humanidade entrou na fase da madureza e tem de aprender a enfrentar os seus problemas por si mesmos.

Ou é isso, ou vamos continuar no mundo da fantasia com seus Vampiros, Dragões, Magos e todas as encenações teatrais?

Pense nisso.


domingo, 19 de setembro de 2010

O Que é o Espiritismo BAIXAR




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Autor (a): Allan Kardec

Esta obra refere-se às Noções Elementares do Mundo Invisível pelas manifestações dos espíritos contém o resumo dos princípios da Doutrina Espírita e respostas às mais notórias objeções que podem ser apresentadas contra o Espiritismo. Allan Kardec ressalta que o Espiritismo é, ao mesmo tempo, Ciência Experimental e Doutrina Filosófica. Como Ciência Prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com Espíritos. Como Filosofia, compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações. Concluindo, Allan Kardec menciona que o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.

http://www.inventecomunicacao.com.br/arquivos/espiritismo2.pdf

A História do Café da Manhã