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quarta-feira, 21 de abril de 2010

ESTUDO (Sobre o perispirito 2ºparte)


ESTUDO (Sobre o perispirito 2ºparte)
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02 – No campo experimental

Desde que os italianos sob influência nazista descobriram o aludido campo uterino (1944) responsável pela gravidez e julgaram que pudessem estruturar artificialmente em uma proveta um outro em idênticas condições, as pesquisas passaram a ser feitas em torno desta idéia, que evolveu para outras experiências, com destaque para “a pesagem da alma” feita pelos suecos e as descobertas de Harold Saxton Burr que podem ser conhecidas na leitura do seu livro que tem o nome de “Life’s Field” (Campo de vida).

O Papa Pio XII, com o término da Grande Guerra proibiu o estudo dos italianos e tudo se resumiu a notícias dadas pelos diários franceses. A idéia materialista de que a vida dependia de um mero campo energético contrariava qualquer posição da Igreja, motivo pelo qual, independente dos futuros resultados, ela agiu para que tais pesquisas fossem extintas.

Os russos, ainda na era comunista, também se dedicaram à pesquisa do perispírito por eles conhecido como “psicossoma” – corpo psíquico – e que, como tal, nada teria que ver com os conceitos religiosos que definem o Espírito como “sopro divino”. Lá, a Igreja nada pôde fazer.

Todas estas pesquisas levadas a cabo concluíram que, de fato, a vida dependia de um campo cujo indutor era desconhecido, mas que poderia ser comparado ao campo de um imã, produzido por um deles, cada qual com suas características inerentes ao imã correspondente. Só não conheciam a causa correlata com o imã.

O imã agregava limalhas de ferro e níquel, o campo psicossomático agregava células orgânicas. Eis a diferença.

No caso da “pesagem da alma”, os suecos acoplaram um dinamômetro ao espectrógrafo usado para detectar este aludido campo, e concluíram que, no momento agônico, exatamente no ato da morte, o campo de vida perdia 22 g* ou seja, vinte e dois gramas-força e o resto continuava latente no corpo humano devido às células orgânicas ainda vivas. A primeira conclusão, portanto, mais do que óbvia, foi a de que este campo é que determinava a vida personalística do corpo humano e não o das suas células, como supunham os materialistas.

Afinal, sem o aludido campo, todavia, tais células se degradavam segundo o que, para eles, este campo estruturador estaria intimamente ligado aos frameworkes – agentes estruturadores das partículas atômicas – responsáveis pela aludida estruturação desde as partículas mais elementares até o átomo. No caso, o “campo de vida” seria o que Kardec definira como “perispírito” e o agente estruturador seria, portanto – e por correspondência – o Espírito encarnante. Suas características corresponderiam a um ser humano enquanto que, no caso das partículas, o dito agente estruturador se restringe à condição elementar das partículas atômicas correspondentes.

Tudo estaria, ainda, a passos mínimos se, para conhecimento geral, a equipe de astrônomos de Palomar não viesse a lume dizer que, no Universo existia 73% de nada e apenas 27% de energia e que, a partir desse “nada”, que os aparelhos ópticos não eram capazes de detectar, surgia um peso sem massa (força cujo agente não era detectado) capaz de atuar no Universo modulando-o e agindo, principalmente sobre a poeira cósmica, para dar origem a uma série de astros, como os planetas.

A obra intitulada “A Teoria do Nada”, tendo Sten Odelwald como principal observador astronômico, dá-nos uma idéia dessa descoberta.

Com isso, para a filosofia asiática reencarnacionista (Escola indiana), o nada seria aquilo que conhecemos como “Espiritualidade” e que, por não se constituir de energia cósmica, nossos aparelhos ainda não são capazes detectá-la em sua forma.

Para que se possa melhor entender o perispírito como “campo” cabe lembrar o conceito físico elementar do mesmo: o campo pode ser definido como sendo a área física em torno de um agente qualquer sobre a qual sua ação é percebida.

Exemplificado: em torno de uma fogueira há uma região que seu calor é percebido; seria, pois o aludido campo térmico da mesma. O imã é sempre o exemplo ideal porque em sua volta há uma região restrita de atração fora da qual ela não é sentida.

Evidentemente, esta região sobre a qual o agente atua não é, apenas uma área influenciada por ele, mas uma região impregnada da ação do agente sobre a qual ele atua. Os campos têm propriedades próprias e, aparentemente, não se encaixariam no conceito de perispírito se, apenas forem geometricamente considerados.

A primeira característica de qualquer campo é a energia que possuam, atuante e correlata com o agente estruturador. O campo do imã tem a propriedade de aglutinar limalhas de ferro e níquel dando a elas uma formação correlata com o imã, criando imagens conhecidas como sendo a configuração das “linhas de força” do campo.

Já aí nos dá uma idéia do que Kardec teria dito quando define o perispírito como não sendo material, ou melhor, semi-material, porque teria esta propriedade aglutinadora de reunir a energia cósmica em si como o campo do imã quando atua sobre as aludidas limalhas.

Esta energia cósmica modulada por um agente físico que atua em determinada região em torno do seu agente estruturador é conhecida como sendo um dos estados físicos da energia fundamental. Assim, o conceito de “semi-material” emitido à época de Kardec satisfaz plenamente às condições de conhecimento da atualidade.

Sim, o perispírito só teria sentido se fosse capaz de agir de forma semelhante, agregando energia cósmica em seu campo para que pudesse atuar sobre as células orgânicas fetais no útero materno, quando no processo encarnatório.

O campo do imã também é formado de energia agregada a ele sem o que jamais atuaria sobre as limalhas.

Ora, cabe lembrar que, na época de Kardec não se conhecia a energia o próprio Newton teria definido a energia cósmica fundamental como sendo um fluido, o FCU. Portanto, naquela época, não sendo material, só poderia ser considerado como “semi-material”. Entenda-se, pois, dessa forma, o conceito em tela.

03 – Propriedades do perispírito

A primeira consideração que deveríamos ter é a de que, se tivéssemos que esperar pelas informações dos Espíritos correlatos com o que deva ser o conhecimento humano, não justificaria que tivéssemos que nos encarnar (na Terra, em nosso caso) para aprender as coisas relativas à vida.

Portanto, não é nos valendo de informações espirituais que temos que tirar as conclusões, mesmo que ligadas a assuntos transcendentais como o que ora estudamos. Caso contrário, não haveria necessidade da existência de Kardec para a codificação da doutrina que é chamada dos Espíritos: bastaria que nos restringíssemos às mensagens mediúnicas. Além disso, tais mensagens só são consideradas válidas pela universalidade das mesmas, de forma repetitiva e não por informações restritas e exclusivas a determinada Entidade e a um único médium. Esta é a lei espírita.

Por isso, o que temos que analisar não é nem opinião própria de pregadores doutrinários interpretando Kardec nem informes restritos a determinado Espírito tido ou considerado como sábio, se a opinião for restrita às suas informações.

Dessa maneira, o que temos que levar em conta é o que as pesquisas descobriram e que podem ser verificadas sempre que o experimento for repetido, independente do laboratório que o faça.

Assim, rigorosamente coerente com o que Kardec informa em “O Livro dos Médiuns” e na Seleta de artigos da Revue Spirite, vamos chegar às seguintes conclusões obtidas pela verificação feita em laboratório com uso de aparelhos espectrográficos capazes de detectar o aludido “campo de vida”:
1 – O perispírito é elaborado pelo Espírito segundo suas necessidades junto ao mundo cósmico em que vá viver;

2 – É um campo quântico de natureza psíquica capaz de estruturar células orgânicas e formar corpos somáticos;

3 – Em decorrência da propriedade anterior, ele detém a condição de transmitir ao corpo dito somático as suas necessidades orgânicas decorrentes da vida que deva ter;

4 – Como tal, comparando ao campo de uma fita de gravador, ele pode interferir diretamente no corpo somático modulando-o para que ele se estruture segundo suas necessidades encarnatórias.

5 – No sentido inverso, ele pode gravar tudo o que o encarnante faça durante sua vida terrena, sendo o arquivo temporário das suas reações; dessa forma, nossas atitudes presentes podem se refletir nas vidas futuras e o “assim como fizeres, assim acharás” terá plena justificativa, lembrando que, como numa pilha elétrica, toda energia que se emana de um pólo volta para o outro, fechando o circuito; caso contrário, ela não circula pelo mesmo.

6 – Sendo transitório, como todo e qualquer campo, decorrente da ação indutora do agente, ele não poderá ser o registro de nossos atos, ou seja, a “memória inconsciente” freudiana, arquivo de todos os nossos atos passados, mas servirá de elo entre nossa vida encarnada e os demais campos e sistemas integrados do Espírito.

7 – Do mesmo modo que um campo de um condutor elétrico se modifica de acordo com a corrente que passe por ele, também o perispírito será modulado pela índole ou variação de sentimentos do Espírito, motivo pelo qual este necessita de um ambiente compatível com a sua evolução para nele se encarnar, a fim de que seu perispírito possa atuar nas energias materiais do mesmo.
O que se pode advir é que tudo isso foi comentado por Kardec sem que, à sua época se tivesse noção ou o conhecimento atual correlato com um campo energético e principalmente, de natureza psíquica.

AUTOR:Carlos de Brito Imbassahy
Nascido à 09/10/1931, na cidade Niterói (RJ), filho do saudoso confrade Carlos Imbassahy; conferencista e escritor, espírita; bacharel em Ciências Exatas, Filosofia, Engenharia Civil, Composição e Instrumentação (Música) e Jornalismo; professor de Física, Analítica Vetorial e Mecânica Quântica; redator e cronista do Diário do Comércio (RJ); membro do corpo de redação da Ediouro; com inúmeros livros publicados, dentre eles, "A Rainha Reencarnada", "Lendas de Osíris", "As Aparições e os Fantasmas", "A Bioenergia no Campo do Espírito", "Nos Domínios da Alma", etc...; autor da comédia "Vida de Professor", primeiro lugar no Prêmio Sintrasef de Teatro; autor de inúmeros artigos e crônicas, publicados em diversos jornais.

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