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quarta-feira, 21 de abril de 2010

ESTUDO (Sobre o perispirito 1ºparte)



ESTUDO (Sobre o perispirito 1ºparte)
O Perispírito ante a Psico-bio-física
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01 – Conceitos Gerais

O conceito de perispírito surgiu com Kardec, quando analisou os fenômenos ditos espiríticos e, com a pobreza de conhecimentos científicos da sua época, usou os termos técnicos empregados àquele tempo para tentar definir o que deveria ser o aludido sujet por ele conceituado.

Assim, vamos encontrar, primeiramente, em “O Livro dos Médiuns” os seguintes conceitos e considerações:

Item 3 – cap. I – 1ª parte: diz Kardec que, além do corpo (ou envoltório material) o Espírito encarnado tem um segundo envoltório semi-material que o une ao primeiro.

Diz ainda que o perispírito constitui para o Espírito um envoltório fluídico vaporoso, mas que apesar de ser invisível a nossos olhos, não deixa de possuir certas propriedades ditas materiais.

Destaque-se, portanto, a idéia de que o perispírito seja considerado “semi-material” além de se tratar de envoltório.

Já no item 50 – cap. IV – 1ª parte, a afirmativa nos leva a admitir que o perispírito se torna um componente da alma (Espírito encarnado) e juntos formam um todo.

Na 2ª parte, ainda vamos encontrar no item 54 – cap. I – a informação de que o perispírito é o intermediário de todas as sensações que o Espírito transmite sobre o corpo.

Ainda no item 75 – cap. IV – desta segunda parte, o perispírito é definido como um “fluido condensado” e que se prende ao corpo quando encarnado, mas pertence ao Espírito quando liberto, tecendo comentários a respeito de suas propriedades.

Estes são os principais destaques para nosso estudo e que convém que sejam conhecidos.

Há meio século, quando fiz um estudo científico a seu respeito, baseado nestas informações e em meus parcos conhecimentos de professor de Física, comparei o perispírito ao campo magnético de uma fita de gravação de som e imagem que, na época pontificava como sendo o grande invento para se gravar programas de TV. Evidentemente, resguardando as respectivas características de um e de outro já que o estudo seria comparativo e não correspondente.

Desde aquela época até a presente data, muita coisa foi acrescentada ao conhecimento humano e as pesquisas científicas no campo da existência da vida terrena revolucionaram por completo todos os conceitos de que se dispunha para análise deste assunto.

Todavia, no meio espírita brasileiro, os tradicionalistas ainda se louvam em obras mediúnicas isoladas ou em suas considerações particulares a respeito do texto do codificador. Muitos insistem em considerações errôneas e incompatíveis com o que a Ciência já descobriu experimentalmente e que contraria algumas dessas mensagens mediúnicas de Entidades famosas no dito meio espírita brasileiro.

A Física mudou muito com as novas descobertas, contudo, de Kardec até então a mudança foi muito maior neste campo e, com isso, conceitos científicos da época usados por Kardec tiveram novas conotações que os tradicionalistas insistem em não aceitar, esquecendo-se de que tais atualizações se baseiam nas novas verdades descobertas.

Um destes exemplos é o caso da energia que, sendo completamente desconhecida em sua estrutura, no século XIX, era chamada de “fluido”, até a eletricidade era conhecida como “fluido elétrico” conceito que atualmente só define os líquidos e os gases porque a energia não é material.

A matéria é um dos estados físicos da energia.

É, pois, plenamente aceitável que se considerasse a energia quântica – que era dita radiante – fosse considerada semi-material por se constituir da mesma energia fundamental sem ser matéria.

Todavia, ignorando isto à época, Kardec também a definiu sabiamente como “semi-material” da qual o perispírito teria origem. A matéria era tudo em sua época e o que não fosse material não existiria ante o que se conhecia. Se, ainda não se sabia que a molécula era composta de átomos, quanto mais relativamente à existência de partículas e sub-partículas atômicas! Inda mais relativamente à energia fundamental, origem de tudo que se defina como sendo material ou, simplesmente, existencial, em nosso Universo.

Já fora de grande ousadia, como foi dito, Kardec considerar conceitos energéticos como sendo “semi-materiais” evidentemente, um absurdo no conceito atual, porém, única explicação encontrada àquela época para conceituar o que não representava matéria, no caso, o estado físico da energia condensada.

Infelizmente, alguns doutos divulgadores da doutrina espírita que seguem obras mediúnicas e outros que têm interpretação própria a respeito dos textos de Kardec, mas que não têm sequer o mínimo conhecimento do que já foi feito em pesquisas científicas – evidentemente fora do movimento espírita – resolveram conceituar o perispírito com critérios próprios, cometendo terríveis erros de natureza científica. Este foi, pois, o motivo pelo qual me levou a voltar a um assunto que já abordara em tempos passados.

Do que escrevi àquela época, muita coisa nova surgiu, motivo pelo qual sou obrigado a admitir que meus antigos conceitos têm que ser reformulados. Todavia, um deles não muda: o perispírito, segundo as pesquisas científicas é um campo quântico que Kardec não poderia explicar numa época em que, sequer, a energia era conhecida.

A Ciência paranormal da atualidade dá o nome ao perispírito de psicossoma, (do grego: psikê – alma + soma – corpo) altamente coerente com as considerações de Kardec e seus estudos que envolvem uma pesquisa profunda a respeito da sua existência.

Para os que não leram nosso trabalho anterior, cabe lembrar que fazíamos uma referência às primeiras descobertas relativas ao perispírito em 1945, pelos italianos financiados pelos nazistas ao descobrirem que a mulher, mesmo que já tivesse engravidado anteriormente, só se tornava fértil se viesse a apresentar um campo bio-magnético em seu ventre que comandasse o processo desde a fecundação até a formação final do feto. Eles imaginaram que seriam capazes de criar um campo artificial idêntico em proveta, com isso, dominariam a criação de seres por processos científicos sem necessidade materna.

Teve, assim, a origem de todo o estudo que, atualmente, tem outra concepção inteiramente diversa daquela que o eixo nazista adotara em seu materialismo.

Pesquisas mais modernas comprovam que a formação fetal depende, sem dúvida, de um campo energético estranho à mãe e que atua em seu ventre para estruturar o feto que virá a ser gerado. Tácito e indiscutível. Caso contrário não haverá fecundação porque este campo comanda até a seleção do espermatozóide que deva fecundar o óvulo.

Todas essas pesquisas são feitas com aparelhos espectrográficos específicos que não deixam dúvidas relativas a seus registros e que, como tal, não podem ser desmentidos por hipóteses específicas de opiniões individuais, muito menos de mensagens mediúnicas atribuídas a Entidades espirituais pseudo-sábias.

“A título de lembrete: os espectrógrafos mais primitivos são os eletrocardiógrafos e os eletroencefalógrafos”. Atualmente eles têm grande atuação nas salas cirúrgicas, captando o campo vital do paciente.

Todavia, o fanatismo de certos pregadores que se dizem espíritas passa a ser responsável pela contestação científica devidamente comprovada pelos aparelhos e quando alguém se refere a esses resultados científicos, a alegação eterna do fanatismo é de que a doutrina é “outra”, embora o próprio codificador tenha dito que ela caminharia com a Ciência e suas novas descobertas.

Cabe, agora, perguntar: – e o que as pesquisas descobriram?

Primeiramente, que a vida depende de um campo dito “psi-quântico” (concepção do Dr. Hernani G. Andrade) que comanda a formação do feto, campo este que tem propriedades compatíveis com o corpo somático da vida humana na qual vá nascer.

Todo campo quântico, sem dúvida, é um fenômeno proporcionado por uma fonte que vibra sob ação de um agente físico, a exemplo do mais elementar deles, que é o acústico: temos uma corda de violão; um agente físico – o dedo do músico – que atuará sobre a corda e a fará vibrar; assim, a corda emitirá uma certa quantidade de energia acústica que se propagará em um meio, neste caso, o ambiente; e assim sucessivamente.

Ora, portanto, se o que foi detectado pelos espectrógrafos como sendo aparentemente a causa da formação fetal se trata de um campo, evidentemente, ele deverá ter sido causado por uma fonte que vibra sob ação de um agente estranho.

É isto que os cientistas estão pesquisando.

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