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quinta-feira, 4 de março de 2010

Um Deus perfeito é capaz de criar uma criatura imperfeita?


Deus e o Criacionismo

Por: Carlos de Brito Imbassahy

Se há algo absurdo é imaginar um “Deus perfeito” capaz de criar uma criatura humana à sua imagem e semelhança tão imperfeita.

A Paleontologia, através dos tempos, tem-nos mostrado o processo evolutivo das espécies e é assim que se sabe que, para chegar ao estágio atual, a espécie humana passou por diversas fases progressivas, o que leva os pesquisadores a admitir que, antes de serem homens da caverna, eles viveram em árvores, como os símios, o que permite concluir que toda origem humana advenha de alguma possível transformação de raças, tais que, na África nos dera a negra, própria para enfrentar as agruras de suas selvas, na Ásia, adveio a amarela, mais apropriada à vida daquele continente, enquanto que, das regiões frias, até geladas, da Europa surgiu a raça branca mais apta para assimilar o clima daquelas regiões, sem falar no ameríndio, de raça vermelha.

Ora, portanto, não se pode admitir que o homem tenha surgido de uma só espécie, criado por um Ente Supremo indefinido que o tenha moldado do barro, matéria que, sequer possui carbono para dar vida orgânica a qualquer ser dele formado.

Mas esta é a proposta dos criacionistas, a despeito de tudo o que a Ciência sabe e comprova.

Se fosse, apenas, a criação humana, já por demais absurda, mas, a tese envolve também o Universo, de forma indireta, já que, segundo seus conceitos, tudo giraria em torno do nosso planeta e teria sido imaginado, apenas, em função dele. Quem espelhou o criacionismo de forma pseudocientífica, foi Claus Ptolomeu, com seu geocentrismo maluco, mas baseado na “palavra de Deus” – texto sagrado – expressa na “Gênese”.

Por isso, como a História registra, quando Nicklauss Copérnico provou que a Terra não era centro de nada e que, como tal, girava em torno do Sol, só não veio a ser cremado vivo pela fogueira da Santa Inquisição porque morreu antes de consumado o processo de excomunhão. Assim mesmo, três anos depois da sua morte, simbolicamente, cremaram-no figurativamente para que ardesse nas labaredas do inferno.

E assim é que agem os detentores da “palavra de Deus”... Eliminando, quando podem, os pregadores da verdade que se oponham a seus dogmas religiosos. Mas, pior ainda, é a justificativa para os que não aceitem suas “verdades” dogmáticas: são os possuídos do demônio, são aqueles que Satanás desviou do caminho religioso, enfim, os que estejam – para eles – sob domínio de Lúcifer, o anjo que se rebelou contra Deus e que desvia a criatura do caminho da “luz”, evidentemente, religiosa, embora o próprio Lúcifer tenha sido o anjo criado pelo próprio Deus cristão para iluminar o mundo.

Os absurdos são tantos que, enumerá-los seria escrever um serial inteiro.

Contudo, o primeiro grande erro do Criacionismo ainda é a ordem pela qual apresentam para descrever a formação do mundo, como se nosso planeta fosse o único motivo da preocupação divina e se tornasse sua grande obra.

Atualmente, os nossos grandes telescópios, inclusive o Hubble, orbital, têm-nos dado uma grande mostra do que seja nosso sistema cósmico e como ele surgiu; e assim, está mais do que provado que somos verdadeira poeira cósmica dentro de uma galáxia – a Via Láctea – que, sequer, é uma das mais importantes do espaço sideral.

Além disso, já se sabe que existe uma quinta força no Universo – o peso sem massa – conforme as observações do astrofísico Sten Odenwald no Keck II, no Havaí, que é a responsável pela formação dos planetas, atuando sobre a poeira cósmica (fenômeno observado inicialmente em torno da estrela Alfa Centauro), o que por si só, já destruiria a tese de que “Deus” teria criado a Terra para habitação das criaturas humanas.

Há outros planetas mais antigos que o nosso: por que Deus não nos teria colocado nele?

Pior ainda: a Terra é muito nova em referência à formação do Universo, a partir do Big bang, ou a “explosão inicial” da formação desta fase de existência do Universo, seja ela qual for. E, no entanto, ela seria o fundamento da existência universal, coisa inteiramente fora de propósito, já que ela nada representa dentro da sua própria galáxia e que também, por sua vez, sequer é uma das mais importantes dentro do espaço cósmico, como foi dito.

O que nossos observatórios já puderam captar é o suficiente para se admitir que todo esse fanatismo religioso só tem cabimento dentro da incompreensão da verdade e, principalmente, porque o homem se tornou ávido da adoração divina de um Ser que seja semelhante a ele – quer por vaidade, quer por falta de outra noção – em Espírito e tudo mais.

A vida é cíclica – todo fenômeno é repetitivo (lei física) – e o universo se sucede por fases, como tal, é infinito no tempo e limitado no espaço sideral, porque, se expande e, como tal, é restrito para que possa aumentar pela expansão.

Só um fanatismo religioso absurdo é que não permite que se veja tal fato.

Mas, pior ainda, é a consideração de que o homem tenha nascido ou de um sopro divino ou da manufatura argilosa de um barro como foi dito.

Os dados colhidos através dos estudos de fósseis nos mostram que, para se chegar à etapa humana, a criatura passou por diversas fases devidamente comprovadas pela arqueologia, até chegar ao dito “epithecantropos erectus” passou por diversas fases de transformação evolutiva, provavelmente oriunda de algum tipo de símio, mostrando que a transformação da espécie é uma verdade incontestável, até se chegar ao homem, já que as primeiras vidas biológicas do nosso planeta teriam sido as cianofíceas e, posteriormente, os plânctons formados pelas cadeias orgânicas primitivas de substâncias carbônicas diluídas na água.

O criacionismo contesta as descobertas sem apresentar, sequer um argumento como prova. É uma lástima o que a lavagem cerebral faz em tais criaturas que o aceitam!

Além de se tornar impossível aceitar o Deus religioso antropomórfico e cheio de vontades que, ao mesmo tempo, é todo poderoso, mas não tem poder para acabar com o mal, sendo todo bondade e amor, também tem que se admitir que se a única preocupação deste falso criador seja a Terra, para quê, então, existe o resto do Universo?

Finalmente, o último argumento dos criacionistas contra quem procura a razão e não aceita as imposições dogmáticas impostas, sem qualquer respaldo científico: ele está possuído por satanás.

– Mas quem (ou o quê) é satanás?

Resposta imediata: – Lúcifer.

– E quem criou Lúcifer?

Mais imediata: – Deus.

Então, Ele também será o criador do mal e incompetente, porque fez um “anjo” capaz de se rebelar contra Ele e impor sua vontade sobre as criaturas.

Sem dúvida, só os fanáticos podem acreditar nesse Deus faccioso!!!


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