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sexta-feira, 5 de março de 2010

Sociedade espírita e posição espírita.


Sociedade espírita e posição espírita.

No Cap. 29 do Livro do Mediuns Kardec resume as disposições morais dos assistentes.
Podemos resumi-las nos seguintes pontos:

* Perfeita comunhão de idéias e sentimentos;
* Benevolência recíproca entre todos os membros;
* Renúncia de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã;
* Desejo uníssono de se instruir e de melhorar pelo ensinamento dos Espíritos bons e aproveitamento de seus conselhos. Quem estiver convencido de que os Espíritos superiores se manifestam com o fim de nos fazer progredir e não para nos agradar, compreenderá que eles devem se afastar dos que se limitam a admirar o seu estilo sem tirar nenhum fruto das suas palavras e só são atraídos às sessões pelo maior ou menor interesse que elas oferecem, de acordo com seus gostos particulares;
* Exclusão de tudo o que nas comunicações solicitadas aos Espíritos só tenha por objetivo a curiosidade;
* Concentração e silêncio respeitoso durante as conversações com os Espíritos;
* Associação de todos os assistentes pelo pensamento no apelo aos Espíritos evocados;
* Concurso de todos os médiuns, com renúncia de qualquer sentimento de orgulho, de amor próprio e de supremacia, com o desejo único de se tornarem úteis.

E segue ainda outras orientações difíceis da pessoa encontrar hoje em dia em uma casa espírita, pois, existe muita casa que é espiritualista, mas, divulga a todos que é espírita.

É fato notório que as casas espíritas nem sempre são a imagem fiel da visão espírita da vida. Muitas estão ultrapassadas, tanto nos recursos pedagógicos quanto nas relações humanas. Pararam no tempo.

Qualquer pessoa pode adentrar uma casa destas e sair com uma impressão completamente errada do Espiritismo.

Centradas no entendimento religioso da Doutrina Espírita, sob a influência de diversas religiões, especialmente as cristãs, africanas e indígenas, as casas espíritas tradicionalmente ostentam nomes que remetem ao conceito de lugar sagrado.

Neste contexto não é difícil encontrar termos como: templo, congregação, sinagoga, tenda, casa de pai fulano, centro de irmão beltrano, etc. Existem ainda instituições que reverenciam ícones católicos, homenageiam pessoas já mortas ou ainda vivas, que se destacaram no meio espírita e que são consideradas quase “santas”.

A estrutura funcional e as práticas da maioria dos centros espíritas são tão inadequadas quanto os nomes. A rigor, inexistem instituições nos moldes do Instituto Parisiense de Estudos Espíritas, fundado por Kardec, que atuava sob enfoque filosófico e com metodologia científica de pesquisa.

Agora imagine o público que procura uma casa pela primeira vez: que tipo de informação recebe? Qual orientação lhe é dada? Os cursos e atividades para as quais é convidado preenchem sua verdadeira necessidade?

A grande maioria que busca a casa espírita vem orientada por romances, e esta pessoa não sabe que a doutrina não é obra de romances, neste contexto chega com uma visão distorcida da doutrina.

Não há como negar que no Brasil, o Centro Espírita já virou igreja. É um fato sociologicamente definido. Basta analisar a sua estrutura funcional que repete rituais de outras religiões cristãs.
As missas católicas adotam módulos entremeados de cânticos e responsórios: Introdução, Ofertório, Leitura do Evangelho, Consagração da Hóstia, Comunhão, Bênção Final, com água benta aspergida sobre a assistência ou individualmente colhida à saída do recinto.

Como funciona a casa espírita hoje? Primeiro sempre de maneira solene e mística acontecem: prece de abertura, pequena leitura ou preleção religiosa, palestra/sermão de caráter evangélico, oração final, passes e ingestão de "água fluidificada".
Não é mera coincidência e sim um a adoção de um igrejismo .

Outra coisa muito comum é que não há estudos, mas sim, catequese. Paradoxalmente, onde deveria haver livre exame de conteúdos, só ocorre veiculação de conceitos repetidos. Os líderes das instituições não se questionam e nem permitem questionamentos sobre a correção do teor daquilo que divulgam. Ficam ofendidos quando isso ocorre, procuram afastar, disfarçada ou ostensivamente, a pessoa que provoca o debate ou diverge.

Outra questão curiosa e a fragrante posição religiosa que tem determinadas idéias em seu cerne que denominamos sagradas, santas, algo assim.

O que isso significa é: "Essa é uma idéia ou uma noção sobre a qual você não, pode falar mal; simplesmente não pode. Por que não? Porque não, e pronto!".

Se alguém vota em um partido com o qual você não concorda, você pode discutir sobre isso quanto quiser; todo mundo terá um argumento, mas ninguém vai se sentir ofendido.
Se alguém acha que os impostos devem subir ou baixar, você pode ter uma discussão sobre isso.
Mas, se alguém disser: "Não posso apertar o interruptor da luz no sábado", você diz: "Eu respeito isso".

Como é possível que seja perfeitamente legítimo apoiar o Partido Trabalhista ou, um ou outro modelo econômico, o Macintosh e não o Windows — mas não ter uma opinião critica sobre as ditas obras mediunicas não, isso é sagrado?

Mas, quando se analisa racionalmente, não há nenhuma razão para que essas idéias não estejam tão sujeitas a debate quanto quaisquer outras, exceto o fato de que, de alguma forma, concordamos entre nós que elas não devem estar.
O Espírita só vai conseguir ter a fé inabalável que pode encarar a razão em todas épocas da humanidade, quando realmente não tiver medo de colocar em xeque sua própria fé.

Quando não se sentir acuado ao fazer uma analise critica de qualquer obra mediúnica.

Quando parar de encarar a doutrina como apenas mais uma religião.

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