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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Espiritismo com Seriedade.



Espiritismo com Seriedade.
Allan Kardec por vezes utilizava a expressão "o Espiritismo sério".
Mas se o Espiritismo em si mesmo "é sério", qual a necessidade de Allan Kardec adicionar esse adjetivo "sério" ao Espiritismo?

Havia algum "Espiritismo não sério"?
Se o Espiritismo é um só, e em si mesmo é sério, por "Espiritismo sério", ou "Espiritismo não sério", Kardec se referia a algum "movimento", composto por pessoas?

O que temos hoje?
Temos pessoas que tratam o Espiritismo com seriedade? (1)(2)
Temos pessoas que não consideram a coisa com a mesma seriedade / gravidade? (3)

O que pensam os Espíritos quanto à seriedade ou leviandade com que se trata o assunto?

Se não se preocupam com essa seriedade na abordagem da questão espiritual, de suas consequências, por que então temos mensagens como por exemplo as do próprio Espírito Verdade, ou também de Erasto, Luis e Agostinho, a respeito, por exemplo, de "os Falsos Profetas da Erraticidade", ou a respeito de espíritos enganadores, ou a respeito da prudência, da reserva que se deve ter com certas publicações? (4)

Isso demonstra ou não um zelo, uma seriedade, uma gravidade, no tratamento dispensado ao progresso, desenvolvimento, divulgação, da Doutrina dos Espíritos?

E como ter zelo, ignorando a necessidade do controle qualitativo? (5)
E como ter controle qualitativo, sem coerência?
E como ter coerência ignorando ou adaptando, ao sabor das paixões, noções elementares ou princípios da Doutrina Espírita?

NOTA (1) - "Acrescentamos que o estudo de uma doutrina, como a Doutrina Espírita, que nos lança de repente e em cheio numa ordem de coisas tão novas e grandiosas, somente pode ser feito por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e movidos por uma firme e sincera vontade de chegar a um resultado esclarecedor. (...)

O que caracteriza um estudo sério é a seqüência que se dá a esse estudo. (...)
Uma questão, aliás, é muitas vezes complexa e requer, para ser esclarecida, indagações preliminares ou complementares.

Quem quer aprender uma ciência deve fazer um estudo metódico dela, começar pelo início e seguir o encadeamento e o desenvolvimento das idéias. (...)
Se quisermos nos instruir na sua escola (dos Espíritos), é preciso fazer um curso com eles, mas proceder exatamente como entre nós: selecionar os professores e trabalhar com constância.

Dissemos que os Espíritos superiores apenas vêm às reuniões sérias e, em especial, àquelas em que reina uma perfeita comunhão de pensamentos e de sentimentos pelo bem.

A leviandade e as questões inúteis os afastam, como, entre os homens, afastam as pessoas racionais; o campo fica, então, livre à multidão de Espíritos mentirosos e fúteis, sempre à espreita de ocasiões para zombar e se divertir à nossa custa. (...)

Se quereis respostas sérias, sede sérios no verdadeiro sentido da palavra e colocai-vos de acordo com todas as condições que se requerem.
Somente assim obtereis grandes coisas.

Sede mais laboriosos e perseverantes em vossos estudos; sem isso os Espíritos superiores vos abandonarão, como faz um professor com seus alunos negligentes."

O Livro dos Espíritos Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita
Item 8 - A Seriedade da Doutrina

NOTA (2) - "Nós o dissemos, e não saberíamos muito repeti-lo, a verdadeira propagação, a que é útil e frutífera, se faz pelo ascendente moral das reuniões sérias;

se não houvesse jamais tido senão semelhantes [reuniões sérias], os Espíritas seriam ainda mais numerosos do que o são, porque, é preciso muito dize-lo, muitos foram desviados da Doutrina porque não assistiram senão a reuniões fúteis, sem ordem e sem seriedade.

Sede, pois, sérios em toda a acepção da palavra, e pessoas sérias virão a vós: são os melhores propagadores, porque falam por convicção e pregam pelo exemplo, tanto quanto por palavras."

Allan Kardec, Revista Espírita, Dezembro de 1861
NOTA (3) - "Não ignoramos que a nossa severidade para com os médiuns interesseiros levanta contra nós todos os que exploram, ou se vêem tentados a explorar essa nova indústria, fazendo-os, bem como de seus amigos, que naturalmente lhes esposam a opinião, encarniçados inimigos nossos. (...)

Temos igualmente contra nós os que não consideram a coisa com a mesma gravidade.

Quanto a nós, se os nossos escritos hão contribuído para desacreditar, assim na França, como em outros países, a mediunidade interesseira, entendemos que esse não será dos menores serviços que tenhamos prestado ao Espiritismo sério."
NOTA (4) - O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXI, Os falsos profetas da erraticidade


Continua > DO CONTROLE QUALITATIVO.

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