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domingo, 3 de junho de 2012

Federação espirita não representa o espiritismo


Quem não se lembra de um filme chamado "A Fantástica Fábrica de Chocolates", no qual um grupo de crianças vence o concurso das barras de chocolate Wonka e tem acesso a misteriosa, mágica e fantástica fabrica de chocolate, onde segredos bizarros, da fabricação do produto estavam até então trancafiados a sete chaves?

TITULO ORIGINAL ( A Fantástica FEBrica De Misticismos )
Esta é a FEB, a Federação Espírita Brasileira, a Nossa Fantástica FEBrica de Misticismos


Essa é a sinopse do filme que teve 2 versões, a de 1971 e a de 2005, mas há um terceira versão não-oficial, A Fantástica FEBrica de Misticismos, onde a palavra "fantástica" tem seu significado natural  restabelecido e quer dizer "fantasioso", "inacreditável" mesmo; a alteração de "fábrica" para FEBrica, tem 2 significados além da evidente homofonia: o primeiro está na alusão a FEB que é rica em misticismos e o segundo, que a FEB está rica financeiramente, graças exatamente ao misticismo que produziu em sua fábrica e distribuiu em diversos pontos de "revenda" pelo Brasil, ou seja, os centros espíritas, nos quais encontrou consumidores ávidos por novidades místicas, os misticólatras.

Assim como nos filmes, nossa fábrica tem seu Willy Wonka ou melhor, vários Willies Wonkas, ou seja, os  homens que criaram a fábrica e seus respectivos Oompa Loompas, isto é, outras pessoas que ajudam o dono da fábrica a manter o misticismo em alta nas vendas, leia-se autores e público que vão aos centros espíritas que, em sua imensa maioria, são multiplicadores de misticismos.

Bem, o humor inicial foi importante para estabelecer a comparação entre a FEB, que alimentou a onda mística no movimento espírita e o filme "A Fantástica Fábrica de Chocolate", mas esse artigo não é de humor, portanto vamos à profundidade que cabe a esse tema.

Inicialmente, vejamos qual o papel de FEB, além de editar livros. "Promover o estudo, a prática  e a difusão do Espiritismo, com base nas obras da Codificação de Allan Kardec e no Evangelho de Jesus, a prática da caridade espiritual, moral e material dentro dos princípios espíritas; e a união solidária e a unificação do Movimento Espírita, colocando o Espiritismo ao alcance e a serviço de todos."

Vamos agora analisar o texto acima: o texto fala que o estudo, a prática e difusão do Espiritismo são feitos com base nas obras de Kardec. Onde isso? No centro que freqüentei, as palestras públicas usavam apenas o Livro dos Espíritos e o Evangelho Segundo o Espiritismo e ainda assim, os palestrantes sempre os usavam como pano de fundo para suas palestras, pois falavam mais de Chico e Divaldo e seus respectivos "causos" do que de Kardec e quando se aventuravam a falar de Kardec, se restringiam à leitura das questões, além é claro de esquecerem de citar as demais obras da Codificação, ou seja, Livro dos Médiuns, Céu e Inferno e a Gênese, quanto mais estudarem e só se  difunde e pratica o que se sabe, o que se conhece. E não creio que nos demais centros espíritas desse Brasil a coisa seja diferente.

O texto fala que o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo são feitos também com base no Evangelho de  Jesus. Neste parte é verdade, aliás é a prática corrente na maioria dos encontros espiritas e dos centros espíritas: os temas dos encontros e palestras dos centros são na imensa maioria das vezes sobre Jesus, não o Jesus guia e modelo da questão 625 de O Livro Dos Espíritos, mas  o Jesus da Bíblia, do Novo Testamento, além de personagens como Zaqueu, Maria de Nazaré, Maria Madalena, Pedro, Paulo e outros, todos falados nesses eventos com uma reverencia além do limite, como se fossemos católicos falando dos santos de sua devoção. Quando esse pessoal vai perceber que para nós, espíritas, bastaria ler o Evangelho Segundo o Espiritismo?

Há, como exemplo do que digo, um encontro espírita que ocorre todo ano, no período do Carnaval (este é outro misticismo do qual falarei mais adiante) a COMEERJ. Vejamos alguns títulos que essas COMEERJ's tiveram e se eles lembram o espiritismo em alguma coisa:


I  “Evangelizemo-nos – ‘Construamos a nossa casa íntima com os tijolos do Evangelho de Jesus’” 1980 (Neste é evidente o caráter evangelista)
II “A vida é importante?” Com a palavra Jesus, Kardec e você.“ 1981 (Neste puseram Kardec só para disfarçar)
III “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? JESUS.” 1982 (Neste, pelo menos, usaram a questão 625 como mote)
IV “A missão espiritual do Brasil” 1983 (Primeira propaganda do chiquismo, Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. E sobre Kardec? Sobre a codificação? Nada.)
V “Conflitos atuais: onde a esperança?” 1984
VI “As Leis Morais” 1985 (Parece que entramos na doutrina, não? Nada disso, as Leis Morais eram nesse ano sobre moralismo)
VII “Por que o Espiritismo?” 1986 (Enfim algo sobre o espiritismo!)
VIII “Ave Cristo!” 1987 (Outra propaganda do chiquismo, com o livro do mesmo nome: AVE, CRISTO de Emmanuel)
IX “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo!” 1988 (Outra evidente prova de evangelismo)
X “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados.”1989 (O que faz essa citação de Paulo de Tarso aqui?)
XI “É tempo de Regeneração!” 1990
XII “Um sentido para a vida” 1991
XIII “Revelação Espírita” 1992 (Até que enfim de novo!)
XIV “Herdeiro de Deus” 1993 (Uma propaganda de Divaldo e Joanna de Angelis)
XV “Por amor à vida!” 1994 (Tema escolhido por causa de uma campanha da FEB, de mesmo nome)
XVI “Senhor, que queres que eu faça?” 1995 (outra citação tirada da Bíblia)
XVII “O Homem de Bem” 1996 (tema tirado de O Evangelho Segundo o Espiritismo)
XVIII “Agora é o tempo!” 1997
XIX “Desperte e seja feliz” 1998
XX “Lar, semente do amanhã.” 1999 (Este tema foi escolhido por causa da campanha da FEB: VIVER EM FAMILIA, APERTE ESSE LAÇO ou algo assim)
XXI “Brasil e Espiritismo: compromisso com Jesus” 2000 (Alguém me explica: por que não COMPROMISSO COM A PROPRIA CONSCIENCIA? Não soaria mais espírita?)
XXII “Evangelizar é missão do Brasil” 2001 (Essa mania de evangelizar e ainda põe um papel messiânico ao Brasil.)
XXIII “O arado está pronto, a terra espera. Arai!.” 2002 (tirado de O Evangelho Segundo o Espiritismo)
XXIV “Jesus e Nós: uma trajetória de amor” 2003 (Novamente Jesus. E ainda apelam dizendo uma trajetória de amor)
XXV “Desperta, ó tu que dormes! Acorda e sê feliz.” 2004(que mania de tirar citações da Bíblia)
XXVI “Homem novo. Mãos à obra!” 2005 (Outra citação de Paulo de Tarso)
XXVII “Viver pela Fé” 2006 (Viver pela fé ou pela razão? Podiam pelo menos por o "raciocinada" depois da palavra "Fé")
XXVIII “Quem ama muda a história da Humanidade. 150 anos de Doutrina Espírita” 2007 (Pensei que não ia se falar de Doutrina de novo) 
XXIX  “A arte de viver é ousar com o Cristo”  2008 (Cristo? Cristo!!?? Podiam pelo menos chamar de Jesus. Mas, o importante é que nao se falou de Espiritismo... outra vez!)
XXX “Que fazeis de especial?” 2009 (Mais uma citação tirada da Bíblia)
XXXI “Conheces a verdade. Agora liberta-te” 2010 (Mais outra citação Bíblica)

Como vimos somente 3 em 31 encontros tiveram algo a ver com Espiritismo e isso em um encontro espirita. Exatos 10%. Muito pouco para quem promove o estudo, prática e difusão espirita com base nas obras de Kardec e muito para quem tem o objetivo de fazer propaganda (90%) sobre evangelização: falar sobre o Evangelho de Jesus. Tudo bem que não é a FEB quem patrocina diretamente esses encontros, mas está indiretamente sobre sua chancela, já que quem promove a COMEERJ é o CEERJ (Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro), federativa da FEB, a quem obedece e segue.
Como já vimos no artigo Os Casos de Lesa-Doutrina - Parte 3  o responsável por esta devoção desmedida que os "espiritas" tem por Jesus (e até Maria de Nazaré) foi Bezerra de Menezes, um dos primeiros presidentes da FEB e também o principal (ir)responsável pelo primeiro misticismo da FEBrica de Misticismos: por sua devoção desmedida, ele (que havia sido catolico - havia?) criou a obrigatoriedade estatutária de se ler e estudar Os Quatro Evangelhos de Roustaing juntamente com as Obras Básicas (ver Os Casos de Lesa-Doutrina - Parte 1). Bezerra foi o primeiro Willy Wonka da FEBrica pois contaminou toda um população de espíritas, da época e do futuro, que já vinham predispostas a crerem cegamente em misticismos por não estarem acostumadas ao DNA da razão e do pensamento.
Mas, se Bezerra fabricou só um misticismo que gerou automaticamente outro, ele fez até pouco em termos de quantidade de misticismos, mas eram misticismos-sementes que gerariam misticismos mais perigosos, influentes e duradouros através de outro Willy Wonka, Chico Xavier, que incrementaria a produção de muito mais misticismos. E para quem não acredita que um raio caia duas vezes no mesmo lugar, Chico assim como Bezerra havia sido católico também (novamente pergunto: havia? deixou de ser?  Quando?) e tinha uma devoção por Jesus e Maria igual ou até maior que Bezerra (ver Os Casos de Lesa-Doutrina - Parte 5) que contaminou de vez o Movimento Espirita. E desta vez, o Willy Wonka Chico Xavier não viera sozinho, trouxera um Oompa Loompa chamado Emmanuel e outros Oompa Loompas se seguiram, dentre os quais, André Luiz.
Estes dois Oompas foram responsáveis por incrementar de maneira rápida a produção de misticismos que foram:
- Colônias Espirituais, nas quais os espíritos se sujam, se cansam, se alimentam pois sentem fome, tomam banho e outros absurdos.
- Colônias espirituais muradas e com baterias elétricas (???) que atiravam dardos magnéticos (???) nos pobres espíritos umbralinos queriam entrar na colônia. Tem certeza que isso não é uma mistura de guerra medieval com Star Wars?
- Umbral, versão espiritólica do Hades, parecida com o Sheol dos hebreus (onde havia choro e ranger de dentes lembram?)
- Os ovóides. Sem comentário.
- Espiritismo ser um triangulo formado por ciencia, filosofia e religião(???) do qual a religião é o vértice mais importante??? Acho que Emmanuel não leu O Que é o Espiritismo, no qual o codificador fala que o espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corporal.E mais atrás, Kardec diz: "Como Ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como Filosofia, compreende todas as Consequencias Morais que dimanam dessas mesmas relações." Aprendeu, Emmanuel jesuíta? Espero que pelo menos alguns espíritas tenham lido essas palavras de Kardec: espiritismo é ciencia, filosofia e consequencias morais.

- O telefone toca de lá para cá. Outra baboseira sem tamanho de Emmanuel. Kardec sempre foi favoravel a evocar (chamar) os espíritos para se comunicarem e nao deixar a vontade deles sempre pegarem o telefone, como Chico e Emmanuel diziam, e falarem o que quiserem, dizerem que eram quem queriam ser sem serem e falarem o que queriam. O telefone de lá para cá também serve pra receber trotes espirituais.

-Almas gemeas; animais no plano espiritual; assertivas astrológicas com razão de ser; aeróbus; Bônus-horas; espíritos guias (Clarêncio) com cajado luminoso na mão!!! (será que ele além de coxo era cego? Ou será que não era espírito elevado? )ou será que tudo isso e muito mais, não saiu da cabeça de Chico Xavier?

Bom, tenha sido da cabeça de Willy Wonka Xavier ou de algum de seus Oompa Loompas, o fato é que se trata de fantasias nas quais diversas pessoas cairam e caem ainda, pois o 2º Wonka morreu assim como  o 1º, mas o estagiário Wonka III, ou melhor, Divaldo Pereira Franco estava a postos com sua Oompa Loompa Joanna, mas por ser muito prolixo seus misticismos foram menos eficazes que o do 2º Wonka: ninguem adorou Sai-Baba, ninguem ficou a favor de Ramatís como ele, Divaldo tinha ficado. Os Oompas de Divaldo Wonka também eram prolixos. Eram Vianna de Carvalho e Joanna de Ângelis que exageravam na linguagem dificil e por isso tiveram menos sucesso que seus antecessores, Emmanuel e André, peritos na arte de mistificar.

Então, a parte de Divaldo na FEBrica de Misticismos ficou com a ampliação do mercado consumidor: espalhar o misticismo pelo mundo (ver O Espiritismo Made In Brazil), mas não se esqueceu do mercado interno do Brasil e lançou um produto místico, de segunda mão, é verdade: As Crianças Indigo e as Crianças Cristal.

Estes 3 (Bezerra, Chico e Divaldo) são os principais Wonkas da FEBrica de Misticismos, mas não os únicos. Tivemos também Guillon Ribeiro (que enalteceu Roustaing contra Kardec e como se não bastasse, introduziu Pietro Ubaldi); Bitencourt Sampaio e Sayão Rodrigues (que endeusaram um espírito a quem chamaram de anjo Ismael);Carlos Baccelli, Marlene Nobre e Geraldinho Lemos Neto (que endeusavam e endeusam Chico inventando mais misticismos sobre ele); Heigorina Cunha (a que desenhou o que teria visto em sonhos a colonia de Nosso Lar); Edgard Armond (que trouxe para o Movimento crenças esotéricas, tal como Os Exilados de Capela) e outros anônimos ou menos conhecidos, que deram sua cota de misticismos ao já mistico Movimento Espírita. Para isso e muito mais ver Os Casos De Lesa-Doutrina - Parte 4.

E assim, a FEBrica de misticismos foi aumentando sua área de influência e invadiu os centros espíritas. E não foi dificil, pois os dirigentes dos centros além do público freqüentador eram e são muito religiosos, para não dizer místicos e são desacostumados a pensar criticamente, racionalmente, até mesmo por terem uma visão mágica do espiritismo, do mesmo modo que um evangélico espera de sua igreja: a salvação (que equivale a solução de seus problemas por forças que não são as suas), mas sem estudar Kardec e a Codificação não há como. E, na busca por uma salvação mistica, que não virá, o público toma passes a perder de vista, como se fosse um placebo (ver Efeito Passebo) e até mesmo os mediuns tomam passes, seja por desinformação, seja por comodismo. E eu ja vi, na COMEERJ, um dirigente tomar passes por estar cansado e sair do passe revigorado. Puro efeito psicológico!

Se vê nas casas espíritas também as famosas garrafinhas de água para fluidificar que as pessoas deixam em uma salinha, destapadas, enquanto a palestra se desenvolve no salão principal. Quando a mesma termina, as pessoas pegam suas garrafinhas na esperança de que a água tenha criado as bolinhas, que nem a água mineral. Para elas  (as pessoas) as bolinhas são sinal evidente de ação dos espiritos magnetizando a água. Porém, a água fluidificada nada tem a ver com espiritos. O medium, segundo a doutrina, pode ter a fé, a vontade e até trabalhar no serviço de magnetização, mas se não tiver em si a capacidade que não é mediunica e sim anímica, isto é, uma especialidade não comum a todos os mediuns, não vai transferir nada exatamente por não ter essa capacidade.Fora disso, é que nem no passe, o que se doa é efeito placebo.

Outro misticismo bastante comum nos centros é escrever o nome do encarnado ou do desencarnado, com os respectivos dados para por na caixinha para irradiação. Não sei  o que seria essa tal irradiação, mas sei que os nomes que estão na caixinha não são lidos. Ou acham que em um centro bem frequentado, os mediuns separam os encarnados dos desencarnados (sim, são colocados na mesma caixinha) e lêem um por um?

Outra prática mística que envolve algo que nada tem a ver com Espiritismo, é o receituário mediunico. Não são todos os centros, mas alguns o tem e o que se envolve e nada tem a ver com a doutrina, é a homeopatia. O pessoal é mistico, mas não é burro, pois uma receita com homeopatia não configura exercicio ilegal da medicina, mas já se fosse remédio alopático, configuraria.

Nesta receita, a coisa (não) funciona assim: você dá o nome, idade, endereço da pessoa que está obsidiada supostamente ou doente e em uma semana você pega o resultado psicografado que vem com Intervenção (se há necessidade de visita espiritual, na qual um guia iria até seu endereço) e/ou Interferencia Espiritual (no caso da pessoa estar obsidiada, o nome já iria para irradiação.De novo, o que seria essa tal irradiação? Mas sei que os nomes que acusam isso não são lidos, pois são muitos os nomes). E a intervenção se faz durante 3 terças ou sábados seguidos e é marcada. Uma pergunta meio jocosa: para que o endereço se quem vai fazer a visita é um guia espiritual? Será que o guia espiritual precisa de um Guia Rex?

E eu arderia no inferno, se ele existisse, pelo que confessarei agora. Uma vez dei o nome do meu cachorro para o receituário e veio na receita: passes, agua fluidificada, 3 remédios homeopaticos, intervenção e interferência espiritual. E o psicografante nem se tocou que era para um cão, que nem espírito tem. 

Poderiamos continuar com a relação de misticismos que a grande maioria dos espiritas se acostumou e até se acomodou a conviver, mas seria chover no molhado. Quem não é mistico e é coerente, sabe quais são as práticas e crenças místicas e não teme ser engolfado por uma delas e quem é mistico ou religioso, sabe muito bem quais são as crenças e práticas com que convive e não admite que são práticas ou crenças misticas, porém não se envolvem com a Codificação, com Kardec.

E a FEBrica de misticismo segue omissa no seu papel de Federação Espírita. Omissa e indiferente ao que suas filiadas diretas (as federativas) e indiretas (os centros espíritas) produzem em nome do espiritismo, mas que de espíritas não tem nada.

Por Jorge Mutra Editor do site
http://espiritismocomprofundidade.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mensagens espiritas






SAUDADES DE KARDEC
E ali não mais do que de repente surge aquele ser de estatura média. Compleição forte, com uma cabeça grande, redonda, maciça, feições bem marcadas, olhos pardos, claros, mais se assemelhando a um alemão do que a um francês.

E afirma antes que eu pergunte.

Sou um estrangeiro, e há na vida do estrangeiro uma solidão pesada e um isolamento doloroso.

Sou um estrangeiro para os espíritas que não compreenderam que a promessa evangélica do Consolador se cumpre na Doutrina Espírita de maneira positiva e não através de cantigas de ninar, de palavrório anestesiante.

Quando as pessoas lêem minhas obras, elas não compreendem seu conteúdo. Quando as pessoas debatem sobre meus escritos, elas concluem sem refletir. Todos se dizem espíritas, mas eu permaneço desconhecido e oculto, envolto no silêncio, esmagado pela mistificação esquecido pela preguiça mental.

Mas, sua presença denuncia ser ele um homem: Ativo e persistente, mas de temperamento calmo, cauteloso, objetivo até quase à frieza, cético por natureza e educação, argumentador lógico e preciso, eminentemente prático em pensamento e ação, que era ao mesmo tempo imune ao misticismo e ao entusiasmo.

Antes que ele retorna-se a palavra afirmei, mas como assim, a espiritualidade nunca foi tão debatida como agora, são livros e mais livros, filmes e até mesmo novelas, e existem debates na internet sobre mediunidade, reencarnação e etc.

Eu sou um estrangeiro nestas horas mais ainda do que nos outros, quando os que não estudam a doutrina, aplaudem aqueles que não conseguiram entender que o espiritismo estabelece um método seguro de prevenção das mistificações, para superar aquele espiritualismo infuso e confuso do passado, estabelecendo uma linha racional de espiritualidade.

Eu sou um estrangeiro neste mundo que não entendeu que doutrina não se aprende lendo romances, que a opinião de um médium ou espírito seja qual for sua categoria não é um principio doutrinário.

Eu sou um estrangeiro para os sectários da superstição e do maravilhoso que preferem acreditar que caiu a panela, foi um espírito, o telefone tocou e parou, foi um espírito brincalhão, briga na família, é espírito obsessor, um chefe difícil é carma passados.

Eu sou um estrangeiro para aqueles que não sabem que o consolo espírita se da através do conhecimento da razão e das finalidades da vida porquê só o conhecimento real, o encontro com a verdade pode dar ao espírito a consolação necessária.
E vou continuar um estrangeiro para todos aqueles que não reconhecem que fui codificador de uma doutrina e não o fundador de uma nova religião.

Em fim não sou verme, não sou besta, não sou cisco sou apenas um estrangeiro, nem pulga do leão eu fui, apenas um mero estrangeiro, e assim ficarei ainda por longo tempo.

Francisco Amado

quarta-feira, 23 de maio de 2012

ESTUDOS BÍBLICOS








A Bíblia um Livro de Origem Mediúnica.

Sem dúvida que os religiosos literais ficaram escandalizados com esta afirmação, mas, terão que reler a Bíblia, pois, esta afirmação está lá.
São fatos registrados na própria Bíblia que denuncia ser este, um livro cheio de fenômenos mediúnicos.

A verdade é que aqueles que adoram gritar de Bíblia em punho, que a reencarnação na tem bases Bíblicas e nem a sobrevivência da alma, na verdade não conhecem uma coisa nem outra.
Ignoram o que seja a Bíblia e não fazem à mínima noção do que seja Doutrina Espírita, prova é que confunde espiritismo com todos os ramos espiritualistas.

Todo espírita é espiritualista, mas nem todo espiritualista é espírita.

O que encontramos na Bíblia? Temos materialização de espíritos, levitação, clarividência e todos os fenômenos estudados pela doutrina espírita, e classificados posteriormente pela ciência parapsicológica.

Entretanto quem declarou que a Bíblia é de origem Mediúnica foi o apóstolo Paulo. Atos;7:53 Vós que recebestes a lei por ministério de anjos. Confirmado em Hebreus 1:14 Não são todos eles espíritos ministradores enviados para serviço.

O que é um fenômeno mediúnico?
A mediunidade é o nome atribuído a uma capacidade humana que permite uma comunicação entre homens e espíritos. Ela se manifestaria independente de religiões, de forma mais ou menos intensa em todos os indivíduos.
Assim, um espírito que deseja comunicar-se entra em contato com a mente do médium e, por esse meio, se comunica oralmente (psicofonia), pela escrita (psicografia), ou ainda se faz visível ao médium (vidência).

Vamos aos fenômenos mediúnicos Deuteronômio cap. 4 :22 a 31 aqui temos ectoplasma (Materialização) “no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade”.
Este fenômeno foi estudado por William Crooks quando fotografou a materialização do espírito de Katin King, por um período de 3 anos ele documentou seu estudo com 44 fotografias.

Atos 8:26 e 29 Então disseram o espírito a Felipe aproxima-se deste carro e acompanha-o
Daniel 5:5 No mesmo instante apareceu uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte.
Atos 12:7 Eis, porem que sobreveio um anjo do senhor, e uma luz iluminou a prisão.
O que temos aqui nestas passagens vidência, psicofonia e materialização.

Mas o que salta ao olhos é que os espíritos eram considerados anjos, como hoje são considerados santos. Entretanto são apenas espíritos, os mesmos espíritos como os que provocaram uma onda de fenômenos que acabou por dar origem à ciência espírita..

Na verdade, nem anjos, nem demônios muito menos santos, apenas espíritos.

As maiorias das pessoas não conhecem a Bíblia através de uma leitura crítica, mas apenas pela interpretação de terceiros, e são levadas a acreditar em todo tipo de interpretação esdrúxula e aceitam sem cogitar de sua veracidade.

O que é a Doutrina Espírita?
O Espiritismo é a ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.
Não é nem pretende ser uma religião social, visto que não disputa lugar entre as igrejas e seitas e muito menos adeptos, vem apenas auxiliar as religiões na obra de espiritualização dos homens.
Pois, a finalidade das religiões é arrancar o homem da animalidade e leva-lo á moralidade.Nisto que a doutrina espírita vem contribuir com seus estudos e suas pesquisas sobre a mediunidade.

Todavia muito antes de Kardec escrever os livros dos médiuns, a Bíblia já ensinava como
Proceder em uma reunião Espírita. ( I corintios cap.14 a 15).
Clarividência na Bíblia encontra-se em (Ezequiel cap.22 v.8), mais adiante levitação (Ezequiel cap.3 v. 14 e 15).
Materialização e Escrita direta se encontram em (Daniel cap.5 v.4,5 e 6).
A Doutrina Espírita foi a primeira a estudar todos os eventos mediúnicos que aparecem por toda a Bíblia, os quais ocorrem por toda a história da civilização, e que foram classificados hora por sobrenaturais, hora por obra do demônio.

Cabia ao espiritismo como doutrina cientifica e filosófica, revelar que não existem anjos e nem demônios, e que o sobrenatural era apenas a ignorância de certas leis até então desconhecidas.

Mas, e a proibição de evocar os mortos? Esta proibição por si já é a prova que os espíritos poderiam se comunicar, pois como proibir algo que não existe?
( Deuteronômio cap.18 ), o que a bíblia condena, também o espiritismo condena.
O Evangelho Segundo o Espiritismo “Não soliciteis milagres nem prodígios ao Espiritismo porque ele declara formalmente que não os produz”.

Todavia vamos indo mais adiante, se existia a proibição de evocar os mortos que são espíritos como na (1 epistola de João cap4 v1a) recomendação é a seguinte; “Amados não deis credito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus”.
Porque esta recomendação se existia uma proibição de consultar os mortos?

Em a Gênese, e em O Livro dos Espíritos, Kardec esclarece que a finalidade da prática espírita é moralizar os homens e os povos। E quem conhece o Espiritismo sabe que todo o interesse pessoal, particular, é rigorosamente condenado. Adivinhações, agouros, feitiçaria, encantamentos, consultas interesseiras, são praticas de magia antiga, que Moisés condenou, como o Espiritismo condena hoje.


Na verdade, é que aqueles que declaram de bíblia em punho, que o espiritismo é condenado na bíblia, não conhecem uma coisa nem outra, pois existe uma diferença enorme entre a capacidade de reconhecer palavras, e a capacidade de ler compreensivamente.
O que se percebe com facilidade é a multiplicação de seitas forjadas por videntes e profetas de ultima hora ungidos pelo Deus mamon, na sua maioria leigos, que se apresentam como missionários de olhos mais voltados para os bens terrenos do que para os tesouros do Céu.
São miopes conduzindo cegos para o precipício da ignorância e do fanatismo, no qual fatalmente cairão.
O que todos devem ter em mente é que quando não existe questionamento e crítica, quando não há debate transparente, certamente haverá dominação, ignorância, apatia e graves entraves à autonomia da razão humana e ao desenvolvimento espiritual da humanidade.

Francisco Amado

terça-feira, 22 de maio de 2012

Os Animais e o Espiritismo


Os Animais e o Espiritismo

Já fomos animais?

Kardec perguntou ao Espírito da Verdade sobre os animais vivendo em mundos superiores. A resposta dizia que, neles, os animais continuam a ser submissos aos humanos como servidores inteligentes.
Por mais evoluído que seja algum animal, não é superior a qualquer ser humano. Se existir alguma espécie superior, com certeza se seguirá à fase humana, mas, neste caso, já não seria mais animal e sim estaria em outro estágio supra-humano.

Principio Vital (não confundir com vitalidade)

61. Há uma diferença entre a matéria dos corpos orgânicos e a dos inorgânicos?

– A matéria é sempre a mesma, mas nos corpos orgânicos está animalizada.

62. Qual é a causa da animalização da matéria?

– Sua união com o princípio vital.

63. O princípio vital é um agente particular ou é apenas uma propriedade da matéria organizada? Numa palavra, é um efeito ou uma causa?

– Uma e outra. A vida é um efeito produzido pela ação de um agente sobre a matéria. Esse agente, sem a matéria, não é vida, do mesmo modo que a matéria não pode viver sem esse agente. O princípio vital dá a vida a todos os seres que o absorvem e assimilam.

65 .O princípio vital reside em algum dos corpos que conhecemos?

– Tem sua fonte no fluido universal. É o que chamais fluido magnético ou fluido elétrico animalizado. Ele é o intermediário, o elo entre o Espírito e a matéria.

Assim sendo sua fonte está na mesma fonte da Matéria distribuida por todo o Universo Material; o Fluido Cósmico Universal ou FCU.

Principio Inteligente

2. Qual é a fonte da inteligência?

– Já o dissemos: a inteligência universal.

73. O instinto é independente da inteligência?

– Não, precisamente, mas ele é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não-racional. É por meio dele que todos os seres provêm as suas necessidades.

Portanto, é também universal a fonte, assim como o FCU.

Espírito

79. Uma vez que há dois elementos gerais no universo: o inteligente e o material, pode-se dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do elemento material?

– É evidente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo dessa formação é que são desconhecidos.

Fica claro que o Espírito é a individualização do Princípio Inteligente, ou PI.
Temos as Plantas, que são formadas pelo elemento material com sua união com o PV ou Princípio Vital.

Temos os Animais, que são formados pelo elemento material com sua união com o PV e ainda unido ao PI ou Princípio Inteligente:

606. De onde os animais tiram o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma, da qual são dotados?

– Do elemento inteligente universal.

Portanto, da mesma fonte:

606. A inteligência do homem e a dos animais vêm de um princípio único?

– Sem dúvida. Mas no homem ela recebeu uma elaboração que o eleva acima do animal.

Portanto afirmar que já fomos animais não é exato.
Mas dizer que o Espírito já foi um Princípio Inteligente é.

Seguindo nesta linha de esclarecimento chagamos a questão.
607 . Assim, pode-se considerar que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da Criação?

– Não dissemos que tudo se encadeia na natureza e tende à unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, individualiza-se pouco a pouco e ensaia para a vida, como já dissemos.
É, de algum modo, um trabalho preparatório, como a germinação, em que o princípio inteligente sofre uma transformação e torna-se Espírito.
É então que começa o período da humanização e com ela a consciência de seu futuro, a distinção entre o bem e o mal e a responsabilidade de seus atos.
Assim como depois da infância vem a adolescência, depois a juventude e, enfim, a idade adulta. Não há, além disso, nessa origem nada que deva humilhar o homem.

610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da Criação estão enganados?

– Não; mas a questão não foi explicada e, aliás, há coisas que só a seu tempo podem ser esclarecidas. O homem é, de fato, um ser à parte, uma vez que tem faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outra destinação. A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que podem conhecê-lo.

Mais adiante encontramos um artigo na web que resumo esta parte.
Neste ponto existem duas teorias:

Uma defende que esse princípio inteligente reencarna sempre enquanto animal, mantendo-se assim por toda a eternidade.

Outra defende que esse princípio inteligente vai evoluindo ao longo de milhões de anos até que chegará ao estado hominídeo, começando então a ganhar consciência de si próprio e dando os primeiros passos no grau de evolução onde nos encontramos.

A primeira teoria merece todo o nosso respeito, bem como as pessoas que a defendem, no entanto para nós não faz sentido que Deus tenha criado seres inferiores para permanecerem nessa situação eternamente, essa possibilidade não condiz com o conceito de Deus infinitamente justo, mais, no ultimo parágrafo da resposta 540 de O Livro dos Espíritos pode ler-se uma passagem que parece apontar nesse sentido: “(…) tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!”

A resposta para esta duvida esta no próprio livro em uma questão adiante.

591. Nos mundos superiores, as plantas são de natureza mais perfeita, como os
outros seres?
“Tudo é mais perfeito. As plantas, porém, são sempre plantas, como os animais
sempre animais e os homens sempre homens.”

Outra coisa um átomo não pode evoluir ao nível de espirito puro.
E por quê? Porque o espírito é imaterial, enquanto o átomo é matéria essencial.
Isso significaria dizer que o espírito surge a partir da matéria e sabemos que não é isso o que a doutrina nos explica.

Como essa afirmação "ipisis literis" é um absurdo, seu significado como argumento pela evolução de todos os seres cai por terra. Há um outro significado, que só pode ser compreendido se dissociado de paixões e atavismos:

Átomos evoluem para moléculas mais complexas, plantas evoluem para plantas mais complexas, animais evoluem para animais mais complexos e espíritos evoluem ao estado de Pureza.

Em resumo: a afirmação estaria dizendo que átomos E arcanjos evoluem (do átomo ao arcanjo, tudo evolui).

Voltamos para LE
604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre interiores aos homens, disso resultariam que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?
— Tudo se encadeia na Natureza por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá suas idéias limitadas lhe farão ver as coisas de um ponto de vista mesquinho. Sabei que Deus não pode contradizer-se e que tudo, na Natureza, se harmoniza através de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.
Bem e para finalizar fica a pergunta. Supondo que o homem venha evoluindo do animal em que parte do caminho ele perdeu o AMOR ABSOLUTO que é atributo de todo cão? Isto seria evoluir?


Concluindo.
A verdadeira doutrina espírita está no ensino dos Espíritos.
“Os conhecimentos que esse ensino encerra são demasiado sérios para serem adquiridos sem um estudo profundo e continuado, feito no silêncio e no recolhimento”.

Sobre animais nos planos espirituais.

Existem Animais no Mundo Espiritual ?

Herculano Pires comentando sobre esta afirmação: "Espíritos errantes são os que aguardam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo ainda fixado em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. Ler na Revista Espírita, no. 7 de julho de 1860, as comunicações do Espírito de Charlet e a crítica de Kardec a respeito."
É impossível, visto que os animais só possuem o instinto e não possuem o livre arbítrio (só os homens a possuem). E se eles não possuem o livre arbítrio, depois da morte física, não podem analisar seus erros e acertos, não podem sofrer penas nem gozos por não terem consciências de seus atos praticados no mundo físico, e nada mais justo que devolvê-los rapidamente ao mundo físico, seja em um planeta ou outro para que continuem sua evolução até chegarem ao estado hominal, donde daí para frente possuirão livre-arbítrio e sofrerão as penas e gozos do mundo espiritual.
Livro dos Médiuns, Cap. XXV, item 283, item 36 a 37.
283. Evocação de animais:
36. Pode-se evocar o Espírito de um animal?
- O princípio inteligente que animava o animal fica em estado latente após a morte. Os Espíritos encarregados desse trabalho imediatamente o utilizam para animar outros seres, através dos quais continuará o processo da sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos não há Espíritos errantes de animais, mas somente Espíritos humanos. Isto responde a vossa pergunta.
37. Como se explica então que certas pessoas tenham evocado animais e recebido respostas?
- Evoque um rochedo e ele responderá. Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a falar sobre tudo.
Livro dos Espíritos, Cap. XI, Item II, perguntas 598 a 600.
598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?
- Sua individualidade sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.
599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se? - Não; ela não tem o livre-arbítrio.
600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo fica num estado errante como a do homem após a morte?
- Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade: o dos animais não tem a mesma faculdade. E a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas.
Revista Espírita, janeiro de 1861, Allan Kardec:
“Sabe-se que não há Espíritos de animais errantes no mundo invisível e que, conseqüentemente, não pode haver aparições de animais, salvo o caso em que um Espírito fizesse surgir uma aparência desse gênero, com um objetivo determinado, o que não passaria, sempre, de uma aparência, e não o Espírito real de tal ou qual animal. O fato das aparições é incontestável, mas é preciso guardar-se de as ver em toda parte e de tomar como tais o jogo de certas imaginações facilmente exaltáveis, ou a visão retrospectiva das imagens estampadas no cérebro.”


terça-feira, 15 de maio de 2012

Espíritos impostores - O falso Padre Ambroise



Espíritos impostores - O falso Padre Ambroise



Revista Espírita, julho de 1858
Um dos escolhos que apresentam as comunicações espíritas é o dos Espíritos impostores, que podem induzir em erro sob sua identidade, e que, ao abrigo de um nome respeitável, procuram passar seus grosseiros absurdos. Em muitas ocasiões, explicamos sobre esse perigo, que deixa de sê-lo para quem escrute, ao mesmo tempo, a forma e o fundo da linguagem dos seres invisíveis com os quais se comunicam. Não podemos repetir aqui o que dissemos a esse respeito: leia-se, atentamente, nessa Revista, em O Livro dos Espíritos e em nossa Instrução Prática, ver-se-á que nada é mais fácil que premunir-se contra semelhantes fraudes, por pouco que nisso se coloque de boa vontade.

Reproduziremos somente a comparação seguinte, que citamos em alguma parte: Suponde que, num quarto vizinho ao que estais, estejam vários indivíduos que não conheceis, que não podeis ver, mas que ouvis perfeitamente; não seria fácil reconhecer, pela sua conversação, se são ignorantes ou sábios, homens honestos ou malfeitores, homens sérios ou estouvados, pessoas de boa companhia ou grosseiras?

Tomemos uma outra comparação, sem sairmos da nossa humanidade material: suponhamos que um homem se apresente a nós sob o nome de um distinto literato; diante desse nome, o recebeis de início com todo o respeito devido ao seu mérito suposto; mas se ele se exprime como um carregador, reconhecereis logo o engano, e o expulsareis como impostor.
Ocorre o mesmo com os Espíritos: são reconhecidos pela sua linguagem; a dos Espíritos superiores é sempre digna, em harmonia com a sublimidade dos pensamentos; jamais a trivialidade macula-lhes a pureza. A grosseria e a baixeza de expressões não pertencem senão aos Espíritos inferiores. Todas as qualidades e todas as imperfeições dos Espíritos se revelam pela sua linguagem, e pode-se, com razão, aplicar-lhes este adágio de um escritor célebre: O estilo é o homem.

Essas reflexões nos foram sugeridas por um artigo que encontramos no Spiritualiste de Ia Nouvelle-Orléans, do mês de dezembro de 1857. É uma conversação que se estabeleceu, por intermédio do médium, entre dois Espíritos, um se dando o nome de padre Ambroise, o outro o nome de Clément XIV. O padre Ambroise foi um respeitável eclesiástico, falecido em Louisiane, no último século; era um homem de bem, de grande inteligência, e que deixou uma memória venerada.

Nesse diálogo, onde o ridículo disputa com o ignóbil, é impossível equivocar-se sobre a qualidade dos interlocutores, e é preciso convir que os Espíritos que o fizeram, tomaram bem pouca precaução para se mascararem; por que qual é o homem de bom senso que poderia, um só instante, supor que o padre Ambroise e Clément XIV pudessem se abaixar a tais trivialidades, que se parecem a um espetáculo teatral? Comediantes da mais baixa categoria, que parodiassem esses dois personagens, não se exprimiriam de outro modo.

Estamos persuadidos de que o círculo de Nouvelle-Orléans, onde o fato se passou, a compreendeu como nós; duvidar disso seria injuriá-los; lamentamos apenas que ao publicálo, não o fizeram seguir de algumas observações corretivas, que pudesse impedir, às pessoas superficiais, tomá-lo por uma amostra do estilo sério de além-túmulo. Mas, apressamo-nos em dizer que esse círculo não tem apenas comunicações desse gênero; tem também de outra ordem diferente, onde se encontram toda a sublimidade do pensamento e da expressão dos Espíritos superiores.

Pensamos que a evocação do verdadeiro e do falso padre Ambroise poderia oferecer um útil objeto de observação sobre os Espíritos impostores; foi, com efeito, o que ocorreu, como se pode julgar pela entrevista seguinte:


1. Peço a Deus Todo-poderoso permitir ao Espírito do verdadeiro padre Ambroise, falecido em Louisiane, no século passado, e que deixou uma memória venerada, se comunicar conosco. -
R. Estou aqui.

2. Podeis dizer-nos se foi realmente vós quem tivestes, com Clément XIV, a conversa narrada no Spiritualiste de Ia Nouvelle-Orléans e da qual demos leitura em nossa última sessão? - R. Lamento os homens que foram vítimas dos Espíritos, lamentando igualmente a estes.

3. Qual é o Espírito que tomou- o vosso nome? - R. Um Espírito bufão.

4. E o interlocutor era realmente Clément XIV? - R. Era um Espírito simpático àquele que havia tomado o meu nome.

5. Como deixastes debitar semelhantes coisas sob vosso nome, e por que não viestes desmascarar os impostores? - R. Porque não posso sempre impedir os homens e os Espíritos de se divertirem.

6. Concebemos isso em relação aos Espíritos; mas quanto às pessoas que recolheram essas palavras são pessoas sérias e que não procuravam se divertir. - R. Razão a mais; deveriam bem pensar que tais palavras não poderiam ser senão a linguagem de Espíritos zombeteiros.

7. Por que os Espíritos não ensinam em Nouvelle-Orléans, princípios em tudo idênticos aos que se ensinam aqui? - R. A Doutrina que vos foi ditada cedo lhes servirá; não haverá senão uma.

8. Uma vez que essa Doutrina deverá ser ensinada mais tarde, parece-nos que, se o fosse imediatamente, isso apressaria o progresso e evitaria, no pensamento de alguns, uma incerteza deplorável? - Os caminhos de Deus, freqüentemente, são impenetráveis; não haverá outras coisas que vos parecem incompreensíveis nos meios que empregam para chegar aos seus fins? É preciso que o homem se exercite para distinguir o verdadeiro do falso, mas nem todos poderiam receber a luz subitamente sem se ofuscarem.

9. Podeis, eu vos peço, dizer-nos sua opinião pessoal sobre a reencarnação? - Os Espíritos são criados ignorantes e imperfeitos: uma única encarnação não poderá bastar-lhes para tudo aprenderem; é preciso que se reencarnem, para aproveitarem as bondades que Deus lhes destina.

10. A reencarnação pode ocorrer sobre a Terra, ou somente em outros globos? - R. A reencarnação se dá segundo o progresso do Espírito, em mundos mais ou menos perfeitos.

11. Isso não nos diz claramente se ela pode ocorrer sobre a Terra? - R. Sim, ela poderá ter lugar sobre a Terra; e se o Espírito a pede como missão, isso será mais meritório para ele do que pedir para avançar mais depressa em mundos mais perfeitos.

12. Pedimos a Deus Todo-poderoso permitir ao Espírito que tomou o nome do padre Ambroise, se comunicar conosco. - R. Estou aqui; mas não queirais me confundir.

13. Verdadeiramente, és tu o padre Ambroise? Em nome de Deus, peço dizer a verdade. - R. Não.

14. Que pensas daquilo que disseste sob o seu nome? - R. Penso como pensaram aqueles que me escutaram.

15. Por que te serviste de um nome tão respeitável para dizer semelhantes tolices? R- Os nomes, aos nossos olhos, nada são: as obras são tudo; como se podia ver o que eu era pelo que eu dizia, não atribuí conseqüência ao empréstimo desse nome.

16. Por que, em nossa presença, não sustentas mais tua impostura? - R. Porque minha linguagem é uma pedra de toque com a qual não podeis vos enganar.

Nota. - Foi-nos dito, várias vezes, que a impostura de certos Espíritos é uma prova para o nosso julgamento; é uma espécie de tentação que Deus permite, a fim de que, como disse o padre Ambroise, o homem possa se exercitar em distinguir o verdadeiro do falso.

17. E teu companheiro Clément XIV, que pensas dele? -Não vale mais do que eu; ambos temos necessidade de indulgência.

18. Em nome de Deus Todo-poderoso, peço-lhe que venha. - R. Estou aqui desde que o falso padre Ambroise chegou.

19. Por que abusaste da credulidade de pessoas respeitáveis para dar uma falsa idéia da Doutrina Espírita? - R. Por que se é propenso a faltas? É porque não se é perfeito.

20. Não pensastes, ambos, que um dia vosso embuste seria reconhecido, e que os verdadeiros padre Ambroise e Clément XIV não poderiam se exprimir como o fizestes? - R. Os embustes já foram reconhecidos e castigados por aquele que nos criou.

21. Sois da mesma classe dos Espíritos que chamamos batedores? - R. Não, porque é preciso ainda raciocínio para fazer o que fizemos em Nouvelle-Orléans.

22. (Ao verdadeiro padre Ambroise) Esses Espíritos impostores os vêem aqui? - R. Sim, e sofrem com a minha visão.

23. Esses Espíritos estão errantes ou reencarnados? - R. Errantes; não seriam bastante perfeitos para se desligarem, se estivessem encarnados.

24. E vós, padre Ambroise, em qual estado estais? - R. Encarnado em um mundo feliz e sem nome para vós.

25. Nós vos agradecemos os esclarecimentos que consentistes em nos dar; sereis bastante bom para vir outras vezes entre nós, dizer-nos algumas boas palavras e nos dar um ditado que possa mostrar a diferença de vosso estilo com aquele que havia tomado o vosso nome? - R. Estou com aqueles que querem o bem na verdade.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vegetarianismo Na Visão de um Espírita




Muitos vegetarianos adotam uma postura totalmente presunçosa, como se fossem uma pequena elite de seres iluminados que vê algo que a massa ignorante não vê.

Em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta ao Espírito de Verdade se: "A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?" (pergunta 723, grifo meu). A primeira frase da resposta foi: "Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece."
Portanto a Doutrina Espírita não advoga a favor da alimentação vegetariana salvo algumas romances espiritualistas que ditam normas e opiniões particulares do espírito e isto não pode ser considerado, principio doutrinário.
Aqueles que se decidirem pela abstinência da carne, devem deixar de comê-la consciente e gradativamente, obtendo orientação médica e exercendo um controle maior da vontade no período inicial, para depois assumir naturalmente o novo padrão de alimentação.
Eu gostaria de adotar uma dieta vegetariana, entretanto não me sinto forte o suficiente, para fazer, e gaucho assim como os hindus todos amam as vacas.
Temos verdadeiros centros de adoração chamados de churrascaria alguns mais fanáticos constrói seus pequenos templos em casa mesmo chamado de churrasqueira, onde reúnem amigos, familiares e penetras para momentos de adoração e prazer.

A verdade é que se você quiser ou desejar parar de comer carne é uma opção livre. Em alguns casos há recomendação médica neste sentido.
Mas, se você utiliza uma suposta culpa espiritual por se alimentar de carne, esqueça - a doutrina espírita o isenta de qualquer responsabilidade.
A propaganda vegetariana adota uma conduta, errônea quando quer responsabilizar as pessoas que gostam de comer carne como cruéis e sanguinários. O argumento mais usado pelos vegetarianos é o seguinte: vocês dizem que é errado causar sofrimento para os animais criando /ou comendo-os.

Alguns são mais radicais afirmando; CHURRASCO? Que nojo!

Afirmam ter pena das crianças quando descobrem que aquela vaquinha, tão linda e fofinha, que decora seu quarto inocente ao lado do seu berço, são assassinadas friamente pelos adultos.
Veja bem como eu disse lá no inicio ele se acham seres aparte no caso na visão privilegiada dos vegetarianos eu e você que come carne somos assassinos frios que depois esquartejar impiedosamente a vaca para depois obrigarem essas mesmas criancinhas a comerem seus pedaços de vísceras e de sua carne sangrenta carregadas de sentimento de dor e desespero pela aproximação da morte tão vil.
Usam frases de efeitos para que a pessoa fique com sentimento de uma suposta culpa por ter nascido em um ambiente em que a maioria se alimenta de carne.
As feras matam para sobreviverem, mas os homens matam por prazer.
Bem vou ter que dizer para esta pequena elite de seres iluminados que vê algo que a massa ignorante não vê.
Se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia.
Não sei de que planeta vocês saíram, mas a verdade é a seguinte.
Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais.
1) O couro, você sabe, é a pele de bichos abatidos. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda.
2) Filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca.
3) Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio.
4) O sangue bovino rende um fixador para tinturas e a gordura acaba em pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC.
5) Cremes de barbear, xampus, cosméticos e dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina.
6) A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa.
7) Há um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia – e não estamos falando só de bife à parmegiana.
8) A gelatina deve a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos. Aliás, quase toda comida elástica contém colágeno – da maria-mole ao chiclete.
9) Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro. Além dos bovinos, vários outros animais são usados pela indústria de comida.
10) Os corantes: coxonilha e carmin. O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos. O segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.


Como vocês vêm, a desinformação e a ignorância continuam sendo uma das piores doenças da humanidade.
Mas no livro Narrações do Infinito de Camille Flammarion ele faz a seguinte narração.

O corpo material é uma associação de moléculas, formadas elas próprias de agrupamentos de átomos.
Os átomos são inertes, passivos, governados pela força, e entram no organismo pela respiração e pelos alimentos, renovam incessantemente os tecidos, são substituídos por outros, e, eliminados, vão pertencer a outros corpos.

Em alguns meses, o corpo humano é totalmente renovado, e nem no sangue, nem na carne, nem no cérebro, nem nos ossos resta mais um único dos átomos que constituíam os todos alguns meses antes.
Por intermédio da atmosfera, principalmente, os átomos viajam sem cessar de um para outro corpo.

A molécula de ferro é sempre a mesma, quer esteja incorporada ao sangue que pulsa sob a têmpora de um homem ilustre, quer pertença a um vil fragmento enferrujado.

A molécula de oxigênio é idêntica, brilhe no olhar amoroso da noiva, ou reunido ao hidrogênio, projete sua flama em um dos mil luzeiros das noites parisienses, ou, ainda, tombe em gota de água do alto das nuvens.

Os corpos vivos atualmente são formados da cinza dos mortos, e, se todos os mortos ressuscitassem, faltariam aos vindos por últimos muitos fragmentos pertencentes aos primeiros.

E, durante a vida mesmo, numerosa mudanças ocorrem, entre amigos e inimigos, entre homens, animais, plantas, trocas que causariam singular espanto ao olhar analisador.

Quanto respira, comeis ou bebeis, já foi respirado, bebido ou comido milhares de vezes. Tal é o corpo: um complexo de moléculas materiais que se renovam constantemente.

Portanto somos uma parte do todo, o que precisamos é de equilíbrio e discernimento, pois a verdade é que em tudo a vida, mesmo a sua alface, laranja, couve ou batata, tudo respira e vive.
Portanto deveríamos questionar, será que as plantas também não sofrem, não sente dor?
Léon Denis nos da uma pista quando afirma.
"Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente; a partir daí, o progresso, de alguma sorte fatal nas formas inferiores da Natureza, só se pode realizar pelo acordo da vontade humana com as leis Eternas"


(O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis. FEB, 19 7 9, p. 123. Grifo nosso)
No livro dos Espíritos q.591. Nos mundos superiores, as plantas são de natureza mais perfeita, como os outros seres? “Tudo é mais perfeito. As plantas, porém, são sempre plantas, como os animais sempre animais e os homens sempre homens.”
Agora a incoerência vegetariana esta em ser tolerante e amável com os animais e agressivo e pé no saco com os que comem carne.



Mas voltado para as plantinhas e vegetais descobrimos as pesquisas feitas por Cleve Backster afirma o seguinte
Cleve Backster é um especialista americano em detectores de mentiras. Uma noite, em 1966, depois de passar várias horas ensinando as policiais a manejarem seus aparelhos, Backster prendeu os eletrodos de um detector na ponta de uma folha de dragoeiro, uma espécie de palmeira, que havia em sua casa.

Backster sabia que a melhor forma de provocar uma reação num ser humano, capaz de ser registrada pelo aparelho, é ameaçá-lo fisicamente. Por curiosidade, resolveu fazer o mesmo com a planta: ele encostaria um fósforo na folha onde estavam os eletrodos.

No exato instante em que a imagem clara da chama surgiu em sua mente, à linha do gráfico deu um salto. Backster não havia se mexido, e aparentemente nada poderia ter interferido com o aparelho. Estaria a planta lendo seus pensamentos?

UMA PLANTA TÃO SENSIVEL QUANTO UMA PESSOA


Quando Backster deixou a sala e voltou com alguns fósforos, o gráfico oscilou novamente, como se estivesse registrando as emoções de uma pessoa. Depois, ele apenas fingiu que ia queimar a folha, e o indicador voltou à posição normal.
A planta parecia poder distinguir entre uma ameaça real e uma falsa.

Depois de muitas pesquisas sobre o instinto “de auto-conservação das plantas, Backster observou que elas reagem a um perigo extremo da mesma forma que os seres humanos, "desmaiando".
Certa vez, ele não conseguia que suas plantas dessem qualquer sinal de vida, através do detector, na presença de um fisiologista que fora assistir a uma demonstração. Backster examinou sua aparelhagem, tentou várias vezes, e as plantas não responderam. Então perguntou ao fisiologista:
- No seu trabalho você é obrigado a fazer mal às plantas?
- Sim – respondeu ele – Eu as coloco num forno e as reduzo a pó, para minhas análises.
De alguma forma, segundo Backster, as plantas manifestavam "antipatia" e "medo" simplesmente desmaiando. Quarenta e cinco minutos depois que o fisiologista saiu, elas "voltaram a si".

Para verificar se as plantas possuíam "memória", Backster idealizou um plano no estilo das histórias de gângster.

Seis de seus alunos, com os olhos vendados, tiraram de um chapéu pedaços de papel, num dos quais havia a ordem para destruir completamente uma planta. Nem Backster nem os outros ficariam sabendo quem era o "criminoso"; só haveria uma testemunha: outra planta, no mesmo quarto.

Depois de instalar um detector na planta sobrevivente, Backster fez com que os alunos andassem diante dela. A agulha do detector só se moveu uma vez: exatamente quando o culpado passou em frente à planta.

A revista "National Wildlife" publicou as observações de Backster, deixando seus leitores intrigados com a idéia de que um carvalho pudesse "tremer" com a aproximação de um lenhador, ou de que as cenouras "desmaiassem" na presença dos coelhos.


Pense nisso quando estiver mastigando sua alface, ou dilacerando com seus dentes uma cenoura.


Portanto podemos concluir que tanto os vegetarianos quanto os carnívoros estão a caminho da evolução, nem um nem outro vai alcançar a luz simplesmente por adotar esta ou aquela alimentação, pois a verdade é que tudo tem vida.

De acordo com o best-seller “The Secret Life of Plants” – de Peter Tompkins e Christopher Bird, na realidade há muita evidência para esta crença. Nos anos de 1970 o professor soviético V. N. Pushkin publicou várias pesquisas sobre as plantas e suas reações para com os estados emotivos dos humanos.

De acordo com ele há base para pensar que a nível celular, as plantas carregam as mesmas atividades básicas que em nós evoluiu para pensamento humano.
Outro cientista soviético relatou que plantas torturadas respondiam com medo à aproximação do torturador e acalmavam-se à aproximação de quem cuidava delas.


O Dr. Bach era uma criatura extremamente compassiva. Uma de suas características desde criança era a de preocupar-se com o sofrimento das pessoas, dos animais e da natureza. Porém, acreditava que as plantas que comemos foram providas pela natureza para suportarem outros modos de existência, incluindo seres humanos. E ao procurar plantas como medicamento, sabia que não às encontraria entre as utilizadas para alimento, que já preenchiam seu propósito.
Ele as encontrou com características próprias ligadas aos estados emocionais: medo, insegurança, desespero, raiva e vários outros. Plantas que não servem para serem ingeridas para suprir necessidades de alimento físico, mas que servem como alimento espiritual já que modificam nosso campo energético.
O mais interessante é que as essências retiradas das plantas são utilizadas para curar as próprias plantas. Assim, o trabalho de Edward Bach vai de encontro à idéia de que tudo tem sua função no mundo em que vivemos. Precisamos apenas agir com equilíbrio e discernimento para que a natureza nos premie com tudo o que dela faz parte, cada parte uma assinatura, impressa claramente para que nossos olhos enxerguem.
A verdade é que a alimentação não define, por si só, o caráter e a moral de uma pessoa, não é por ela se alimentar de carne que é mais atrasada, violenta ou imoral do que aqueles que se abstém desta alimentação.
Francisco Amado



Emmanuel, Andre Luiz e a Codificação Espirita.





Titulo: A “Compreensão e a Bondade” De Alguns Espíritas
Autor: Jorge Murta

Interessante notar, e imprescindível reconhecer como alguns espíritas são contraditórios em suas posições, pois muitos querem aparentar uma santidade que, em verdade, não possuem, em relação a pessoas estranhas ao espiritismo, mas perante outros espíritas não demonstram a mesma compreensão e bondade que alardeiam serem necessárias.

Nos casos recentes do casal Nardoni e do goleiro Bruno, ambos os casos envolvendo crimes de homicídio com requintes de crueldade, alguns espíritas, se manifestaram no sentido do “não julgueis” aos acusados e em um velho jargão do “oremos pelos assassinos”. Até aí, tudo estaria bem e no pleno direito de liberdade de opinião, que assiste a todos, porém esse mesmo direito não se verifica quando outros espíritas, indignados com a barbaridade dos crimes, advogaram a punição exemplar dos culpados e foram desrespeitados por aqueles primeiros no direito de opinar diferentemente deles.

Mas, o que chama a atenção é uma postura até hipócrita desses alguns espíritas que defendem o “não julgar” e o “oremos por eles”, pois não observam os próprios conselhos quando se apressam em julgar os espíritas ortodoxos quando estes criticam ou questionam algum posicionamento de Emmanuel e André Luiz. Onde está o discurso do “não julgueis”? Só vale para fazer papel de bonzinho perante a qual não os conhece, mas para não julgar os ortodoxos não vale? Onde está a mesma compreensão e bondade desses alguns espíritas em relação a outros espíritas que “ousam” pensar diferente e fora do quadrado dos primeiros?

E essa postura, desses alguns espíritas vai até mesmo contra o que eles mesmos pregam, pois repetem ensinamentos de Jesus – que conhecem apenas na superfície e não em profundidade – pois, o mesmo diz “seja o vosso falar, sim sim, não não”. Incoerente, não?
Em relação aos envolvidos em crimes hediondos, dizem:
“Sejamos tolerantes com eles, meus irmãos! Não podemos faltar com a caridade a eles. Precisamos aprender a entender essas coisas. Lembre que Jesus ensinou-nos a amar os nossos inimigos!”

Engraçado, devemos amar os nossos inimigos, mas sermos rigorosos e cruéis com os próprios espíritas. Onde está o bom senso?

Agora, vejamos o outro lado:

Quando outro espírita simplesmente questiona que a existência de colônias ou algo que Emmanuel ou André Luiz falaram, aí aparecem outros espíritas com todos os mísseis contra ele, atacando-o de forma implacável, chamando-o de louco, herege discriminando-o, incentivando os outros a se afastarem dele, como se fosse praticante de crime hediondo, só por pensar diferente.

Se você, que é um dos elementos que constituem esse universo de contradição espírita, quiser contra argumentar, alegando que eu estou dando o exemplo da agressão aqui, reflita também, porque eu, pelo menos, não ando me dizendo puro, doutrinariamente perfeito, praticante de falas mansas, do "Muita Paz, meu irmão" e de toda essa postura "santificada" que alguns tentam se mostrar. Muito pelo contrário, identifico-me para todos como eu realmente sou. Então eu posso falar o que quero.

Quem não pode é o espírita que se acha o máximo conhecedor da Doutrina, o defensor da pureza, da moralidade, da decência e da coerência, porque, se for puro mesmo, verdadeiramente, deve ser o primeiro a dar o exemplo.
Quem é puro, não ataca ninguém, não critica ninguém, não aponta dedo sujo para ninguém e para concluir repito: podem achar a vontade que se deva não julgar e orar pelos criminosos, mas respeitem o direito dos outros de pensarem diferentemente, mas uma sanha doentia contra os ortodoxos, em que sobram incompreensão, acusações e julgamentos em tópicos repetitivos sobre e contra eles é falta do que fazer e uma tremenda falta de coerência com o que alguns espíritas fazem em relação à tão apregoada caridade que eles mesmos dizem ter e ser tão necessária, pois fora dela não há salvação.

Então, se não são compreensivos, bondosos e, sobretudo caridosos, para com opiniões diferentes de outros espíritas, não estão “salvos”.

sábado, 5 de maio de 2012

Os Dez mandamentos de uma sociedade livre


Os Dez mandamentos de uma sociedade livre


1. Direitos pertencem a indivíduos, e não a grupos.  Eles advêm de nossa natureza e não podem ser nem concedidos nem retirados pelo governo.


2.  Todas as associações entre indivíduos, bem como todas as transações econômicas que sejam voluntárias e pacíficas, devem ser totalmente permitidas.  O consentimento é a base de toda ordem social e econômica.


3. Toda propriedade adquirida de forma honesta e justa deve se tornar propriedade privada do indivíduo ou do grupo de indivíduos que a adquiriu.  Essa propriedade não pode ser arbitrariamente anulada pelos governos.


4. O governo não pode confiscar a riqueza privada de determinados indivíduos para redistribuí-la.  Tampouco pode conceder privilégios especiais a qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos.

5. Indivíduos são inteiramente responsáveis por suas próprias ações. O governo não pode e nem deve nos proteger de nós mesmos.


6. O governo não pode reivindicar o monopólio sobre o dinheiro que as pessoas utilizam.  Mais ainda: o governo não deve jamais incorrer em práticas oficiais de falsificação (isto é, criação artificial) de dinheiro, alegando estar agindo em nome da "estabilidade macroeconômica".


7. Guerras de agressão, mesmo quando chamadas de 'preventivas', e mesmo quando se referem apenas a relações comerciais, são estritamente proibidas.


8. A 'nulificação pelo júri' — isto é, o direito de os membros de um júri julgar a lei e os fatos diferentemente do juiz — é um direito do povo e deve ser a norma dos tribunais.


9. Todas as formas de servidão involuntária são proibidas, não apenas a escravidão, mas também o serviço militar obrigatório, as associações forçadas entre indivíduos (como as quotas), e a distribuição de renda compulsória.


10. O governo deve obedecer às mesmas leis que ele espera que os cidadãos obedeçam. Logo, ele jamais deve utilizar a força para moldar comportamentos, para manipular interações sociais, para gerenciar a economia ou para dizer a outros governos como devem se comportar.

A História do Café da Manhã