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domingo, 19 de setembro de 2010

O Que é o Espiritismo BAIXAR




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Autor (a): Allan Kardec

Esta obra refere-se às Noções Elementares do Mundo Invisível pelas manifestações dos espíritos contém o resumo dos princípios da Doutrina Espírita e respostas às mais notórias objeções que podem ser apresentadas contra o Espiritismo. Allan Kardec ressalta que o Espiritismo é, ao mesmo tempo, Ciência Experimental e Doutrina Filosófica. Como Ciência Prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com Espíritos. Como Filosofia, compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações. Concluindo, Allan Kardec menciona que o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.

http://www.inventecomunicacao.com.br/arquivos/espiritismo2.pdf

Traduções Fraudulentas





Traduções falsas
Carlos de Brito Imbassahy
Niterói (RJ)

Eu havia sido convidado pela Sala Filosofia Espírita do antigo programa TiVejo para fazer um estudo a respeito do livro "A Gênese" de A. Kardec porque fizera um estudo a respeito desta obra para análise perante as novas descobertas astrofísicas.

Cabe-me esclarecer que eu nunca tinha tomado conhecimento das traduções do senhor Guillon Ribeiro referente às obras de Kardec feitas para a Federação Espírita Brasileira, motivo pelo qual eu ignorava o que iria ocorrer.

Segundo dr. Canuto Abreu, as edições francesas mais fiéis a Kardec são as de 1868, ou seja, publicadas no ano anterior a seu desencarne porque teriam sido as últimas revistas pelo mestre.

Dessa maneira, herdando de meu pai, sempre usei a 3ª edição deste livro (A Gênese), impressa pela Librarie Internationale - 15, Boulevard Montmatre da A. Lacroix Éditeurs - Paris - 1868.

Assim, quando fui analisar o ponto que estava sendo estudado, como não dispunha de nenhuma tradução, apelei para a publicação francesa e comecei a ler o item que deveria ser estudado só que ele não coincidia com o que o Sr. Guillon Ribeiro havia traduzido à sua moda, evidentemente.

Todo mundo protestou, alegando que eu é que não estava usando o texto certo. Fiz a conferência, checamos os itens e confirmei que estava lendo rigorosamente o item em estudo. Quando expliquei, todavia, que usava o original francês, todos ficaram pasmos e, com vagar, começamos a verificar que a tradução do Sr. Guillon Ribeiro era uma farsa, porque, naquele capítulo, ele, justamente, eliminava aqueles itens inconvenientes a respeito dos anjos decaídos porque contrariavam a exposição de Roustaing em sua obra.

Já dizem os italianos : "tradutore, traditore", evidentemente, julgando que todo tradutor dá de si muita coisa quanto verte qualquer texto de outro idioma para o seu, mas, fazer o que o Sr. Guillon Ribeiro fez, é um crime, pois, ele, simplesmente mutilou, adulterando a obra escrita pelo codificador a fim de que os textos contrários ao docetismo adotado pela sua editora não fossem feridos pelo pensamento da obra no original.

É de pasmas o cinismo com que isto ocorre e que, até a presente data, ninguém tenha protestado.

Da minha parte, confesso que, até aquela data, eu ignorava que a FEB tivesse editado um livro falsificando o pensamento de Kardec a tal ponto que modificava a obra em questão.

Foi quando, em companhia com o coordenador da sala, ora transferida para o PalTalk, fizemos uma comparação tácita entre a tradução do Sr. Guillon Ribeiro e o original francês que ali estava, descobrindo que os cortes, mutilações e modificações da obra não se resumiam a aqueles textos, mas, a uma porção de outros que também supressos, ou modificados, adulteravam a obra original, impingindo aos leitores brasileiros uma idéia errônea do que, realmente Kardec escrevera.

Bem!

O que me pasma é que, até a presente data ninguém tenha denunciado tal farsa.

Não tem cabimento adulterar os conceitos de Kardec para torná-los adaptáveis à obra de Roustaing. Há que se ter a hombridade de declarar, caso seja este pensamento, que discorda do que Kardec tenha escrito, afinal, ele não é infalível - só o Papa, assim mesmo para os católicos - pois cada qual tem o direito de possuir opinião própria.

Mas, Espiritismo é Kardec - doa a quem doer -, ou seja, o que ele tenha codificado, não só transcrevendo as respostas selecionadas dos Espíritos como ainda a interpretação que ele próprio deu na grande maioria do que escrevera.

Errado ou certo, Espiritismo é Kardec e disso não se pode fugir. Não, mudemos, pois, a Codificação.

Carlos de Brito Imbassahy - Niterói (RJ)

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Passo a Passo com Kardec. Parte 04





Passo a Passo com Kardec. Parte 04

47. É erro considerar as manifestações físicas como um brinquedo. Se elas não têm a importância do ensino filosófico, têm utilidade do ponto de vista da fenomenologia, porque constituem o ABC da ciência, cuja chave nos trouxeram. Posto sejam hoje menos necessárias, concorrem para a convicção de algumas pessoas.
Mas, de modo algum, são incompatíveis com a ordem e com a decência que devem presidir essas reuniões experimentais. Se fossem sempre praticadas com a necessária conveniência, convenceriam mais facilmente e, sob todos os pontos de vista, produziriam resultados muito melhores.

48. Alguns fazem das evocações uma idéia muito falsa: crêem que elas consistem em atrair os mortos com todo o lúgubre aparato dos túmulos. O pouco que já dissemos sobre isto basta para dissipar este erro. Só nos romances, nos contos fantásticos de almas penadas e no teatro é que aparecem os mortos desencarnados saindo dos seus sepulcros enrolados em mortalhas e chocalhando os ossos.

O Espiritismo jamais fez milagres: nunca os produziu e jamais pretendeu ressuscitar um corpo morto. Quando o corpo está na sepultura, dela jamais sairá; mas o ser espiritual, fluídico e inteligente ali não se acha com o invólucro material do qual se separou no momento da morte. Uma vez operada tal separação, entre eles nada mais existe de comum.

49. A crítica malévola apresentou as manifestações espíritas como uma mescla de práticas ridículas da magia e da necromancia. Se as pessoas que falam de Espiritismo sem o conhecer tivessem o trabalho de o estudar, teriam poupado esse esforço de imaginação, que apenas serve para demonstrar a sua ignorância e a sua má-vontade.

Cabe dizer às pessoas estranhas ao Espiritismo que para nos comunicarmos com os Espíritos não há dias, nem lugares, nem horas mais propícios que outros. Para os evocar não há formas sacramentais ou cabalísticas; não há necessidade de qualquer preparação ou iniciação; o emprego de qualquer sinal ou qualquer objeto material, visando atraí-los ou os repelir nenhum
efeito produzem: basta o pensamento. Finalmente, os médiuns recebem as comunicações tão simples e naturalmente como se recebessem um ditado de uma criatura viva, sem saírem de seu estado normal.

Só o charlatanismo emprega maneiras esquisitas e acessórios ridículos. O apelo aos Espíritos é feito em nome de Deus, respeitosamente e com recolhimento: é o único preceito recomendado às pessoas sérias, que desejam comunicar-se com Espíritos sérios. Fim providencial das manifestações

50. O fim providencial das manifestações espíritas é convencer os incrédulos de que nem tudo se acaba com a vida terrena e dar aos crentes uma idéia mais justa do futuro. Os bons Espíritos vêm instruir-nos, visando o nosso melhoramento e o nosso progresso e não para nos revelar aquilo que ainda não podemos saber ou que apenas o deve ser como resultado do
nosso trabalho.

Se bastasse interrogá-lo para conseguir a solução de todas as questões científicas, ou para fazer descobertas e invenções rendosas, qualquer ignorante poderia, sem estudar, tornar-se um cientista e todo preguiçoso poderia ficar rico sem trabalhar. Mas é o que Deus não permite. Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o eximem do trabalho nem o libertam da investigação, a fim de lhe deixar o mérito.

51. Uma idéia muito errada dos Espíritos formaria aquele que neles visse apenas os ajudantes dos ledores da buena-dicha. Os Espíritos sérios recusam ocupar-se de coisas fúteis; os frívolos e os brincalhões tratam de tudo, a tudo respondem, predizem tudo quanto se queira, sem nenhuma consideração à verdade, e encontram um malévolo prazer em mistificar as criaturas demasiado crédulas. Por isso é essencial estar perfeitamente atento sobre a natureza das perguntas que podem ser dirigidas aos Espíritos.

52. Fora daquilo que poderá ajudar ao nosso progresso moral, só incertezas encerram as revelações feitas pelos Espíritos. A primeira conseqüência má para quem desvia sua faculdade do seu objetivo providencial é ser mistificado pelos Espíritos enganadores, que pululam em torno dos homens; a segunda é ficarem dominados por esses mesmos Espíritos que, por meio de conselhos pérfidos, podem conduzi-lo a verdadeiras desgraças materiais na Terra; a terceira é perder, após a vida terrena, o fruto do conhecimento do Espiritismo.

53. Assim, as manifestações espíritas não se destinam a servir aos interesses materiais: sua utilidade reside nas conseqüências morais decorrentes. Entretanto, se seu resultado fosse unicamente demonstrar, de modo material, a existência da alma e a sua imortalidade, já seria muito, porque temos um novo e largo caminho aberto à filosofia.

Os médiuns
54. Apresentam os médiuns uma grande variedade de aptidões, que os tornam mais ou menos adequados para a obtenção deste ou daquele fenômeno, deste ou daquele gênero de comunicações. Conforme tais aptidões eles se dividem em médiuns de efeitos físicos, de comunicações inteligentes, videntes, falantes, auditivos, sensitivos, desenhistas, poliglotas, poetas, músicos, escreventes, etc.

Não devemos esperar do médium nada que esteja fora dos limites de sua faculdade. Sem o conhecimento das aptidões mediúnicas, o observador não achará explicação para certas dificuldades ou para certas impossibilidades encontradas na prática.

55. Os médiuns de efeitos físicos são particularmente mais aptos para a produção de fenômenos materiais, como os movimentos, as batidas, etc, com o auxílio de mesas ou outros objetos. Quando tais fenômenos revelam um pensamento, ou obedecem a uma vontade, são efeitos inteligentes e, como tal, denotam uma coisa inteligente. É este um dos modos pelos quais se manifestam os Espíritos.

Por meio de um número de batidas, previamente convencionadas, obtém-se a resposta pelo sim ou pelo não, ou, ainda, a designação das letras do alfabeto, com as quais se formam palavras e frases. Esse método primitivo é muito demorado e não permite grande desenvolvimento.

As mesas falantes foram o início da ciência. Hoje, porém, já existem meios de comunicação tão rápidos e completos como entre os vivos, de modo que ninguém mais emprega aqueles, a não ser acidentalmente e como experiência.

56. De todos os meios de comunicação, é a escrita ao mesmo tempo o mais simples, o mais rápido, o mais cômodo e aquele que permite maior desenvolvimento. Também é a faculdade que se encontra com mais freqüência.

57. A princípio, para obter a comunicação escrita, usaram-se meios materiais, como a cesta, a prancheta, etc., munidas de um lápis. Mais tarde foi reconhecida a inutilidade desses acessórios e a possibilidade dos médiuns escreverem diretamente com a mão, como nas condições ordinárias.

58. O médium escreve influenciado pelos Espíritos, que dele se servem como de um instrumento. Sua mão é tangida por um movimento involuntário, que muitas vezes não pode dominar. Certos médiuns não têm consciência do que escrevem; outros têm uma vaga idéia, posto que o pensamento lhes seja estranho. E é isto o que distingue os médiuns mecânicos dos médiuns intuitivos ou dos semimecânicos.

A ciência espírita explica a maneira por que o pensamento do Espírito é transmitido ao médium e o papel que tem este nas comunicações.

59. O médium possui apenas a faculdade de transmitir a comunicação. Esta, porém, depende da vontade dos Espíritos. Se eles não se quiserem manifestar, nada conseguirá o médium: será um instrumento sem músico para tocar.
Como os Espíritos só se comunicam quando podem, ou quando querem, não se acham sujeitos ao capricho de ninguém: nenhum médium pode forçá-los a se apresentarem.

Isto explica a intermitência da mediunidade – mesmo nos melhores médiuns –, que, por vezes, chega a durar meses.
É, pois, um erro pensar que a mediunidade seja derivada do talento do médium. O talento se adquire pelo trabalho e quem o possui é sempre seu senhor, enquanto que o médium jamais é senhor de sua faculdade: ela depende de uma vontade estranha.

60. Quando os médiuns de efeitos físicos obtêm a produção de certos fenômenos à vontade e com regularidade – desde que não haja dolo – é que se acham em relação com Espíritos de baixa categoria, que se comprazem em tais exibições e que, possivelmente, foram prestidigitadores na Terra. Seria, então, absurdo pensar que Espíritos – mesmo de pouca elevação – se divirtam em espetáculos teatrais.

61. A obscuridade necessária à produção de alguns dos efeitos físicos presta-se a suspeitas, mas nada prova contra a autenticidade dos fatos.
Sabe-se que em Química certas combinações não podem ser realizadas em plena luz; muitas composições e decomposições se dão sob a ação do fluido luminoso. Ora, todo fenômeno espírita resulta de uma combinação de fluidos próprios do Espírito com os fluidos do médium. Como tais fluidos são matéria, não admira que, em determinadas condições, sua combinação seja contrariada pela ação da luz.

62. As comunicações inteligentes também se realizam pela ação do fluido do Espírito sobre o médium; é preciso que o fluido do médium se identifique com o do Espírito. Assim, a facilidade das comunicações depende do grau de afinidade que se estabeleça entre os dois fluidos. Cada médium se torna, assim, mais ou menos apto a receber a impressão ou a impulsão do pensamento deste ou daquele Espírito. Pode ser um bom instrumento para um e péssimo para outro. Em conseqüência, estando dois médiuns, igualmente bem dotados, sentados lado a lado, um Espírito talvez só por um possa manifestar-se



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sábado, 11 de setembro de 2010

REIKI NO ESPIRITISMO.


REIKI NO ESPIRITISMO.

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Pergunta 01 – O que é o REIKI?

Resposta – É mais um nome para o que podemos chamar, genericamente, de fluidoterapia. O REIKI, o passe espírita, a cura prânica, a cromoterapia mental (cromosofia) são formas diferentes de manipular a mesma energia. Apesar das mistificações e da mercantilização que envolvem sua difusão, é um trabalho energético e espiritual importante e, por isso mesmo, acompanhado de perto pela espiritualidade.

Pergunta 02 – Como se processa o envio de energia através do REIKI? Quais as diferenças em relação às outras técnicas apontadas acima?

Resposta – Através de um comando mental e do desenho de um símbolo gráfico, a bioenergia do terapeuta é encaminhada para o organismo energético de um enfermo, apesar de muitos acreditarem que estão “canalizando a energia cósmica”, sendo apenas um “canal”. Esse é um dos principais erros de interpretação no ensino do REIKI. Sem a bioenergia do encarnado não é possível realizar o tratamento dos pacientes que possuem merecimento para obterem a cura de suas enfermidades através dessa doação energética.

Na cura prânica, por exemplo, não se usa símbolos. Mas o terapeuta mentaliza a energia sendo produzida em um de seus chakras, de acordo com a variação eletromagnética que pretenda enviar. Por sua vez, na Cromoterapia Mental, o praticante deve se concentrar e mentalizar a cor da energia que ele pretende enviar ao enfermo. Porém, não importa a técnica adotada, o importante é se manter concentrado e com o pensamento elevado durante o processo de doação de energia, pois a cura, se for permitida, será realizada por Deus.

Pergunta 03 – Até hoje, de todas essas técnicas bionergéticas, a única que afirma que o terapeuta pode fumar, beber, enviar energia vendo TV etc., é o REIKI, afirmando seus divulgadores que a energia do terapeuta não interfere no processo, isso é verdade?

Resposta – Como dissemos, o erro está em divulgar que o reikiano é apenas um “canal”. Em outras palavras, em afirmar que não é a energia do terapeuta disponibilizada no tratamento. Daí a ilusão de que se pode fumar, abusar do álcool etc., sem comprometer a saúde daquele que procura pelo auxilio. Na verdade, cada um recebe aquilo que merece. Deus é quem encaminha os pacientes certos para os atendentes certos. Aquele que merece ser curado será levado para aquele atendente que possui a energia necessária para aquela cura; aquele que precisa, como prova, ser intoxicado com energia deletéria, será levado ao atendente que será o instrumento daquela intoxicação.

Pergunta 04 – Os adeptos do REIKI afirmam que essa técnica é a única que não provoca cansaço no terapeuta, mas já constatamos vários reikianos e mestres de REIKI esgotados após a sessão ou iniciação de outros reikianos. Por que acontece isso?

Resposta – Um outro erro que existe na difusão do REIKI é afirmar que o terapeuta não precisa se concentrar. Por isso, muitos enquanto aplicam o REIKI conversam sobre o jogo de futebol que aconteceu no final de semana, sobre o galã da novela etc. Quem não se concentra, não doa energia. E, obviamente, não se cansa.

Uma pessoa concentrada por vinte minutos emite uma quantidade similar e uma qualidade fluídica superior a de uma pessoa que fica por duas horas “enviando” energia sem se concentrar no que está fazendo, assistindo a TV ou jogando conversa fora com o paciente.


Pergunta 05 – Então basta se concentrar para doar uma energia de melhor qualidade?

Resposta – Em termos. Além da concentração, é necessário buscar se aprimorar mental e moralmente, sobretudo através de sua própria reforma íntima. Aumentando seu padrão vibratório através da mudança de atitudes, amando incondicionalmente, abandonando pensamentos e sentimentos negativos. Quanto mais pureza de intenção, melhor a qualidade vibratória da energia que irá doar ao enfermo.

Voltamos a ressaltar que a energia doada no atendimento com o REIKI não é a energia cósmica, mas uma energia derivada dela: a energia vital ou “energia zôo” que só existe no encarnado. Portanto, para que seja uma energia de qualidade é preciso tomar certos cuidados que não é demais repetir: mudar nossos padrões de pensamento, atitudes e sentimentos; vencer os vícios como o fumo e o álcool e, gradativamente, substituir a alimentação carnívora pela vegetariana, além de abandonar práticas promíscuas e manter uma vida sexual regrada.

O texto foi retirado do livro “O Reiki Segundo o Espiritismo” (3ª Edição) realizado pelo “Instituto de Animagogia” do “Centro Ecumênico de Cultura e Educação para a Paz” (SÃO CARLOS – 2007).

Considero que é função do centro espírita orientar espiritualmente, encarnados e desencarnados, tratar das questões do relacionamento com o mundo extrafísico e estudá-lo.
A grande maioria dos espíritas não compreendeu que, não é função do centro espírita tratar questões como pneumonia, dor de coluna, problemas psiquiátricos unha encravada e etc.

Portanto terapias alternativas como cromoterapia, reike, florais, apometria, e outras devem ser feitas em lugar para terapias alternativas.

"A FORÇA DO ESPIRITISMO ESTÁ EM SUA FILOSOFIA".

E por que não está no fato mediúnico?
Porque o fato prova e convence objetivamente, não há dúvida, porém não elucida os problemas mais graves de nossa vida, por si mesmo, se não tomar a direção filosófica que conduz à inquirição das causas, dos porquês e das conseqüências.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Passo a Passo com Kardec continuação 3




Passo a Passo com Kardec continuação 3

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32. Por estas poucas palavras pode-se ver que, seja qual for a sua natureza, as manifestações espíritas nada têm de sobrenatural ou de maravilhoso: são fenômenos produzidos em virtude da lei que rege as relações entre o mundo visível e o invisível e que é tão natural quanto as leis da eletricidade ou da gravidade.
É o Espiritismo a ciência que nos dá a conhecer essa lei, do mesmo modo que a Mecânica nos ensina as leis do movimento e a Ótica as da luz. Desde que são um fato natural, as manifestações espíritas ocorreram em todos os tempos. Uma vez conhecida a lei que as rege, ficam explicados grande número de problemas que eram tidos como insolúveis; essa lei é a chave de uma porção de fenômenos explorados e aumentados pela superstição.

33. Afastado o maravilhoso, tais fatos nada apresentam que repugne à razão, de vez que passam a ter um lugar próprio entre outros fenômenos naturais. Em tempos de ignorância eram tidos como sobrenaturais todos aqueles efeitos cuja causa era desconhecida. Mas as descobertas da ciência foram restringindo continuamente o âmbito do maravilhoso, que o conhecimento da nova lei acabou por aniquilar.
Assim, pois, os que acusam o Espiritismo de restaurar o maravilhoso provam, por isso mesmo, que falam de uma coisa que desconhecem.

34. As manifestações espíritas são de duas ordens: efeitos físicos e comunicações inteligentes. Os primeiros são fenômenos materiais ostensivos, tais como movimentos, ruídos, transportes de objetos, etc.; os últimos consistem na permuta regular de pensamentos, quer por meio de sinais, quer por meio da palavra – principalmente da palavra escrita.

35. As comunicações obtidas dos Espíritos podem ser boas ou más, exatas ou falsas, profundas ou frívolas, conforme a natureza dos que as transmitem. Os que dão mostras de sabedoria e de erudição são Espíritos adiantados na senda do progresso; os que mostram ignorância e maldade ainda são atrasados. Mas com o tempo hão de progredir.
Os Espíritos podem responder apenas sobre aquilo que sabem, de conformidade com o seu adiantamento e, ainda assim, dentro dos limites do que lhes é permitido dizer – pois há coisas que não podem revelar, de vez que nem tudo é dado ainda ao homem conhecer.

36. Da diversidade de aptidões e de qualidades dos Espíritos decorre que não basta nos dirigirmos a qualquer um para que obtenhamos resposta certa sobre um assunto qualquer. Em relação a muitas coisas só lhes é possível dar-nos uma opinião pessoal, que tanto pode estar certa, quanto errada. Se for prudente, não deixará ele de confessar sua ignorância sobre aquilo que desconhece; se for frívolo ou mentiroso responderá a todas as perguntas, pouco se importando com a verdade; se for orgulhoso, dará sua opinião como se fosse uma verdade absoluta.
Por isso diz São João Evangelista:
“Não creiais em todos os Espíritos, mas examinai se eles são de Deus.”
Mostra a experiência a sabedoria deste conselho. Seria imprudência e leviandade aceitar sem exame tudo aquilo que vem dos Espíritos.
É necessário conhecer bem o caráter dos que estão em relação conosco.

37. Pela linguagem se conhece a qualidade dos Espíritos. A dos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica e isenta de contradições; transparece sabedoria, benevolência, modéstia e a mais pura moral; é concisa e sem palavras inúteis. A dos inferiores, ignorantes ou orgulhosos quase sempre compensa a nulidade das idéias pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, todo ensino contrário à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, banal ou apenas frívola, enfim toda manifestação de malevolência, de arrogância ou de presunção é sinal inconteste de inferioridade do Espírito.

38. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes; seu horizonte moral é limitado, sua perspicácia reduzida. Têm das coisas uma idéia geralmente incompleta ou falsa e, ainda mais, conservam os preconceitos terrenos que, muitas vezes, tomam como verdades. Por isso são incapazes de dar opinião em várias questões. Voluntária ou involuntariamente podem induzir-nos em erro sobre coisas que eles próprios não compreendem.

39. Pelo fato de serem inferiores, os Espíritos não são todos maus: alguns são apenas ignorantes e levianos; outros são brincalhões, alegres e espirituosos e sabem empregar a sátira fina e mordaz. Ao seu lado, no mundo espiritual, como na Terra, encontram-se todos os gêneros de perversidade e toda a gradação de superioridade moral e intelectual.

40. Os Espíritos superiores só se ocupam de comunicações inteligentes e instrutivas; as manifestações físicas, ou simplesmente materiais, são antes obra de Espíritos inferiores, vulgarmente chamados Espíritos batedores, assim como entre nós as provas de força física são executadas por saltimbancos e não por cientistas.

41. Quando entramos em comunicação com os Espíritos devemos estar calmos e concentrados; nunca perder de vista que eles são as almas dos homens e que é inconveniente transformar o trabalho num brinquedo ou num pretexto para um divertimento. Se respeitamos os seus despojos mortais, mais ainda devemos respeitar as almas que os animaram.
As reuniões frívolas ou sem objetivo sério fogem, assim, a um dever. Os que a compõem esquecem que, de um momento para outro podem passar ao mundo dos Espíritos; e não ficariam satisfeitos se fossem tratados com desatenção.

42. Há que considerar outro ponto, de idêntica importância: é que os Espíritos são livres. Só se comunicam quando querem, com quem lhes convém e quando os seus afazeres o permitem. Não estão às ordens ou à mercê dos caprichos de quem quer que seja; e ninguém poderá obrigá-los a vir quando não querem ou a revelar aquilo que desejam silenciar. Assim, ninguém poderá garantir que tal Espírito há de responder a esta ou aquela pergunta que lhe for feita. Afirmá-lo é demonstrar ignorância dos princípios mais elementares do Espiritismo. E só a charlatanice tem princípios “infalíveis”.

43. Os Espíritos são atraídos pela simpatia, pela semelhança de gestos e de caracteres ou pela intenção dos que desejam a sua presença. Os superiores não vão às reuniões fúteis, do mesmo modo que os cientistas da Terra não vão a uma assembléia de jovens estúrdios. Diz-nos o simples bom-senso que não pode ser de outro modo. Entretanto, se por acaso algumas vezes ali se mostram é visando dar salutares conselhos, combater os vícios e reconduzir ao bom caminho aqueles que se haviam transviado. E se não forem atendidos, retiram-se.

Um juízo completamente errado faz aquele que pensa que os Espíritos sérios se prestem a responder a futilidades, a perguntas ociosas, nas quais se revela a pouca afeição e o desrespeito para com ele, bem como o pouco desejo de se instruir. Menos ainda que venham dar espetáculo para divertir os curiosos.
Se não fariam tal coisa em vida, também não o farão depois de mortos.

44. A conseqüência das reuniões frívolas é a atração de Espíritos levianos, que apenas buscam ocasião para enganar e mistificar. Pela mesma razão que os homens graves e sérios não tomam parte em reuniões de importância medíocre, os Espíritos sérios só se manifestam em reuniões sérias, que não visem a curiosidade, mas a instrução. É em tais reuniões que os Espíritos superiores dão os seus ensinamentos.

45. Decorre do que precede que, para ser proveitosa, toda reunião espírita deve, como primeira condição, ser séria e homogênea; nela tudo deve passar-se respeitosa, religiosa e dignamente, desde que se deseje o concurso habitual dos bons Espíritos. É preciso não esquecer que se essas mesmas entidades a ela tivessem comparecido em vida, teriam sido tratadas com toda consideração a que têm ainda mais direito depois de mortas.

46. Em vão alegam que certas experiências frívolas, curiosas ou divertidas são necessárias para convencer os incrédulos. Assim chegam a um resultado diametralmente oposto. Inclinado a escarnecer das mais sagradas crenças, não pode o incrédulo ver algo de sério naquilo de que zomba, nem respeitar uma coisa que lhe não é apresentada de modo respeitável. Por isso habitualmente se retira com uma impressão má das reuniões banais e levianas, das reuniões onde não encontra ordem, nem seriedade e recolhimento.

O que principalmente pode convencê-lo é a prova da presença de seres cuja memória lhe é querida; diante de suas palavras sérias mas suaves, de suas revelações íntimas, é que se comove e empalidece. Ora, o fato mesmo de respeitar, venerar e amar a criatura cuja alma lhe apresentam, deixa-o chocado e escandalizado, por vê-la numa reunião irreverente, entre mesas girantes e piruetas de Espíritos brincalhões. Sua consciência de incrédulo repele essa mistura de coisas sérias com coisas ridículas, do religioso com o profano. Então considera tudo como charlatanice e às vezes sai menos convencido do que ao entrar.

Reuniões dessa natureza ocasionam sempre mais mal do que bem, pois afastam da doutrina mais gente do que atraem. Além do mais, elas se prestam à crítica dos detratores, que aí encontram razões fundadas para a sua zombaria.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Passo a Passo com Kardec.





Comunicação com o mundo invisível
22. Desde que sejam admitidas a existência, a sobrevivência e a individualidade da alma, reduz-se o Espiritismo a uma questão principal: “Serão possíveis as comunicações entre as almas e os homens?”
A experiência demonstrou tal possibilidade. Estabelecido o fato das relações entre o mundo visível e o invisível, conhecidos a natureza, o princípio e a maneira dessas relações, abriu-se novo campo à observação e foi encontrada a chave de inúmeros problemas. Eliminando a dúvida sobre o futuro, é o Espiritismo um poderoso elemento de moralização.

23. A idéia falsa que se tem do estado da alma após a morte é que faz brotar na mente de muitos a dúvida sobre a possibilidade das comunicações de além-túmulo. Imaginam-na como um sopro, um vapor ou uma coisa vaga, só admissível ao pensamento e que se evapora e se esvai, não se sabe para onde, mas, talvez, para tão longe que não compreendem possa voltar à Terra.
Se, entretanto, a considerarmos ligada a um corpo fluídico semimaterial, constituindo, assim, um ser concreto e individual, suas relações com os homens não serão incompatíveis com a razão.

24. Vivendo o mundo visível de permeio com o mundo invisível, em permanente contacto, origina uma contínua reação de um sobre o outro. Disso decorre que desde que houve homens, também ouve Espíritos e se estes podem manifestar-se, devem tê-lo feito em todos os tempos e entre todos os povos. Entretanto, as manifestações dos Espíritos tiveram enorme desenvolvimento nos últimos tempos e adquiriram um cunho de maior autenticidade, porque estava nos desígnios de Deus pôr termo à incredulidade e ao materialismo, por meio de provas evidentes, permitindo aos que deixaram a Terra que viessem demonstrar a sua existência, revelando-nos a sua situação feliz ou infeliz.

25. Podem as relações entre o mundo visível e o invisível ser ocultas ou patentes, espontâneas ou provocadas. Atuam os Espíritos de modo oculto sobre os homens, sugerindo-lhes idéias, e os influenciando de modo acintoso, por meio de efeitos registrados pelos sentidos. As manifestações espontâneas ocorrem inopinadamente, de improviso. Freqüentemente se dão entre pessoas inteiramente estranhas às cogitações espíritas, as quais, por isso mesmo, não tendo meios de as explicar, as atribuem a causas sobrenaturais. As provocadas dão-se por influência de certas pessoas dotadas de faculdades especiais, e designadas pelo nome de médiuns.

26. Os Espíritos podem manifestar-se por várias maneiras: pela vista, pela audição, pelo tato, fazendo ruídos ou movimentos de corpos, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc..

27. Às vezes se manifestam espontaneamente, por meio de pancadas e ruídos. É o meio que muito freqüentemente empregam para indicar a sua presença e chamar a atenção, como fazemos nós ao bater a uma porta, para dar aviso de nossa presença.
Alguns não se limitam a ruídos leves: fazem uma bulha semelhante à de louça que cai e se parte em pedaços, de portas que se abrem e se fecham com estrondo, de móveis atirados ao chão; chegam, até, a produzir grande perturbação e verdadeiros estragos.

(25) palavra médium em francês foi criada em 1856, com o sentido usado no Espiritismo; em inglês foi criada por Swedenborg, no fim da primeira metade do século XVIII. Em ambas essas línguas foi mantida a grafia latina (médium), que é forma neutra: tanto se deriva do substantivo medium, medii, quanto do adjetivo de primeira classe medius, medium. Como as demais línguas, a nossa consagrou a mesma grafia latina. Desde, porém, que não há gênero neutro em português, os dicionários atribuem-lhe o gênero masculino; mas é, visivelmente, um vocábulo epiceno. Assim, quer se trate de intermediário masculino, quer feminino, penso que se deve dizer, invariavelmente, o médium, um médium, como por exemplo: João é bom médium; Dona Maria é um bom médium. E não: ela é uma boa médium, e, muito menos ainda, ela é uma boa média.
É verdade que Larousse deriva a forma francesa do masculino latino medius. Como, porém, explicar que, contrariando o espírito daquela língua, fossem buscar uma terminação invulgar e tipicamente estranha? Talvez um cochilo de Homero. (N.T.)
(27)Vide Revista Espírita, 1º volume: O Espírito batedor de Bergzabern. - pág. 129, 157, 192. Ibidem: O Espírito batedor de Dibbelsdorf - pág. 232. Edipo editora. Ainda: Revue Spirite, 3º volume: Le boulanger de Diepper - pág. 76; Le fabricant de Saint-Pétersburg - pág. 115 ; Le chiffonier de la rue das Noyers - pág. 236.

28. O perispírito é matéria etérea, posto que invisível no estado normal.
Em alguns casos pode o Espírito submeter-se a uma espécie de modificação molecular, assim se tornando visível e, até, tangível. É assim que se produzem as aparições, fenômenos que não são mais admiráveis do que o do vapor que, invisível quando muito rarefeito, torna-se visível pela condensação.
Quando se tornam visíveis, quase sempre os Espíritos se apresentam com a aparência que tinham em vida, tornando-se, assim, reconhecíveis.

29. A visão permanente e geral dos Espíritos é muito rara; mas as aparições isoladas são bastante freqüentes, sobretudo no momento da morte. Quando deixa o corpo, parece que o Espírito tem pressa de rever parentes e amigos, como que para os avisar de que não mais está na Terra, mas que vive ainda. Se passarmos em revista as nossas recordações, verificaremos quantos casos verídicos dessa ordem ocorreram conosco, sem que os soubéssemos explicar adequadamente – e não só à noite, durante o sono, mas de dia, na mais perfeita vigília. Antigamente esses fatos eram tidos como sobrenaturais e maravilhosos e atribuídos à magia e à feitiçaria. Hoje os incrédulos os consideram como produtos da imaginação. Mas desde que a ciência espírita nos deu os elementos para os explicar, ficamos sabendo como eles se produzem e, ainda, que pertencem à classe dos fenômenos naturais.

30. Em vida, é por meio do perispírito que o Espírito atua sobre o corpo; é ainda por esse fluido que ele se manifesta, agindo sobre a matéria inerte, produzindo ruídos, movendo mesas e levantando, derrubando ou transportando outros objetos. Tal fenômeno nada tem de surpreendente, desde que se considere que nossos mais poderosos motores saem dos fluidos mais rarefeitos e até dos imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade. É também por meio do perispírito que o Espírito faz que os médiuns falem, escrevam ou desenhem. Desde que não tem corpo tangível para agir ostensivamente, quando quer manifestar-se serve-se o Espírito do corpo do médium, de cujos órgãos se apossa, movendo-os como se fossem seus, por meio de um eflúvio com o qual os envolve e os penetra.

31. No fenômeno das mesas girantes e falantes é ainda pela mesma maneira que os Espíritos agem sobre o móvel, fazendo-o mover-se sem objetivo determinado ou dando golpes intencionais, que indicam as letras do alfabeto e formam palavras e frases. É o fenômeno da tiptologia. A mesa é simples instrumento de que se serve o Espírito, como se serve do lápis para escrever; dá-lhe uma vitalidade momentânea, por meio do fluido com que o penetra, mas não se identifica com ela. As pessoas que, emocionadas, abraçam a mesa diante da manifestação de um ser amado, praticam um ato ridículo, pois seria o mesmo que abraçar a bengala com a qual um amigo batesse à porta. Outro tanto poderíamos dizer das que se dirigem à mesa, como se o Espírito se achasse entranhado na madeira, ou se a madeira se tivesse transformado no Espírito.
Por ocasião dessas comunicações o Espírito não está na mesa, mas a seu lado, como aconteceria se estivesse vivo.

Aí seria visto, se então pudesse tornar-se visível. O mesmo acontece nas comunicações escritas: o Espírito coloca-se ao lado do médium, dirige-lhe a mão ou lhe transmite o seu pensamento por meio de uma corrente fluídica. Quando a mesa se ergue do solo e se libra no espaço sem ponto de apoio, não é pela força física dos braços que o Espírito a levanta: é por meio de uma atmosfera fluídica, que a envolve e a interpenetra. Esse fluido neutraliza a força de gravidade, do mesmo modo que o ar com os balões e os papagaios de papel. Interpenetrando a mesa, o fluido lhe dá, momentaneamente, menor peso específico. Quando ela repousa no solo está no mesmo caso da campânula da máquina pneumática, quando se faz o vácuo.
Isto é uma simples comparação, para mostrar a analogia dos efeitos, mas não uma identidade de causas.

Quando a mesa persegue alguém, não é o Espírito que corre: ele pode estar tranqüilo, em seu lugar e apenas lhe dar, por uma corrente fluídica, o impulso necessário para que se mova à sua vontade. Nas batidas que se ouvem na mesa ou noutros objetos, não é o Espírito quem bate com a mão, ou com qualquer objeto: ele lança um jato de fluido no ponto de onde vem o ruído e produz o efeito de um choque elétrico, modificando os sons, do mesmo modo que podem modificar-se os que se ouvem no ar.

Fácil é, pois, compreender-se como o Espírito pode erguer uma pessoa no ar, levantar um móvel qualquer e transportar um objeto de um lugar para outro, ou atirá-lo onde quiser. Tais fenômenos são regidos por uma mesma lei.


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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ESTUDANDO MEDIUNIDADE 2ºP


ESTUDANDO MEDIUNIDADE 2ºP


O Ato Mediúnico
O ato mediúnico é o momento em que o espírito comunicante e o médium se fundem na unidade psico-afetiva da comunicação. O espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório, semelhante ao de um brando choque elétrico, reage o perispírito do médium. Realiza-se a fusão fluídica. Há uma simultânea alteração no psiquismo de ambos. Cada um assimila um pouco do outro. Uma percepção visual desse momento comove o vidente que tem a ventura de captá-la. As irradiações perispirituais projetam sobre o rosto do médium a máscara transparente do espírito.

Compreende-se então o sentido profundo da palavra INTERMÚNDIO. Ali estão, fundidos e ao mesmo tempo distintos, o semblante radioso do espírito e o semblante humano do médium, iluminado pelo suave clarão da realidade espiritual. Essa superposição de planos dá aos videntes a impressão de que o espírito comunicante se incorpora no médium. Daí a errônea denominação de incorporação para as manifestações orais. O que se dá não é uma incorporação, mas uma interpenetração psíquica, como a da luz atravessando uma vidraça. Ligados os centros vitais de ambos, o espírito se manifesta emocionado, reintegrando-se nas sensações da vida terrena, sem sentir o peso da carne.

O médium, por sua vez, experimenta a leveza do espírito, sem perder a consciência de sua natureza carnal, e fala ao sopro do espírito, como um intérprete que não se dá ao trabalho da tradução.
O ato mediúnico natural é esse momento de síntese afetiva em que os dois planos da vida revelam o segredo da morte: apenas um desvestir do pesado escafandro da matéria densa.

O ato mediúnico normal é uma segunda ressurreição, que se verifica precisamente no corpo espiritual que, segundo o Apóstolo Paulo, é o corpo da ressurreição. O espírito volta à carne, não a que deixou no túmulo, mas a do médium que lhe oferece, num gesto de amor, a oportunidade do retorno aos corações que deixou no mundo. A beleza do reencontro de um filho com a mãe, que estreita o médium nos braços ansiosos e o beija com toda a efusão da saudade materna, compensa de muito a impiedade dos que o acusam de praticar bruxarias. Nos casos de materialização, nada mais belo que Lombroso com sua mãe materializada através da mediunidade de Eusápia Paladino, na sessão a que fora levado pelo Prof. Chiaia, de Milão. Eusápia era uma camponesa analfabeta e mil vezes caluniada. Lombroso, o fundador da Antropologia Criminal, retratou-se na revista Luce e Ombra de seus violentos artigos contra o Espiritismo, e declarou comovido:

"Nenhum gigante do pensamento e da força poderia me fazer o que me fez esta pequena mulher analfabeta: arrancar minha mãe do túmulo e devolvê-la aos meus braços!". Frederico Fígner, introdutor do fonógrafo no Brasil, levou sua esposa desolada a Belém do Pará, na esperança de um reencontro com a menina Rachel, sua filha, que haviam perdido, o que quase os levara à loucura, a ele e à esposa. Procuraram a médium Ana Prado, também mulher do campo, e numa sessão com ela a menina apareceu materializada, estimulando os pais a enfrentarem o caso com serenidade, pois ali estava viva, e falava e os beijava, e, sentava-se em seus colos, provando que não morrera. Fígner, ao voltar para o Rio de Janeiro, dedicou-se dali por diante ao Espiritismo, com a chama da fé acesa em seu coração e no coração da sua esposa. Mas agora uma fé inabalável, assentada na razão e nos fatos.

Quando o ato mediúnico é assim perfeito e claro, iluminado por uma mediunidade esclarecida e devotada ao bem, não há gigante - como no caso de Lombroso - que não se curve reverente ante o mistério da vida imortal. O médium se torna o instrumento da ressurreição impossível, provando aos homens que a morre não é mais do que lapso no intermúndio que separa os vivos na carne dos vivos no espírito. Compreende-se então o fenômeno da Ressurreição de Jesus, que não foi o ato divino de um Deus, mas o ato mediúnico de um espírito que dominava, pelo saber e a pureza, os mistérios da imortalidade.

Quando o ato mediúnico não tem a pureza e a beleza de uma comunicação amorosa, tem o calor da solidariedade humana e é iluminado pela caridade cristã. Numa sessão comum de socorro espiritual, os médiuns sentados ao redor da mesa, os doutrinadores a postos, espíritos sofredores e espíritos maldosos e vingativos, sob controle dos orientadores espirituais, são aproximados de médiuns que desejam servi-los. O quadro é bem diferente dos que apresentamos acima. Não há beleza nem serenidade nos espíritos comunicantes, nem resplendor ou transparência em suas faces. Há desespero, dor, expressões de rebeldia ou ímpetos de vingança.

Os médiuns sentem-se inquietos, não raro temerosos, aproximação dos comunicantes é incômoda, desagradável. As vibrações perispirituais são ásperas e sombrias. O vidente se aturde com aquelas figuras pesadas e escuras que transtornam a fisionomia dos médiuns. Mas na proporção em que os doutrinadores encarnados dão o socorro de suas vibrações e de seus argumentos fraternos aos necessitados, o quadro se modifica com as luzes vacilantes que se acendem nas mentes conturbadas. Os guias espirituais manifestam-se em socorro dos doutrinadores e suas vibrações acalmam a inquietação do ambiente. O trabalho é penoso.

Criaturas recalcitrantes no mal recusam-se a compreender a realidade negativa em que se encontram, Espíritos vencidos pelas dores de encarnações penosas mostram-se revoltados. Os que trazem o coração esmagados por injustiças e traições exigem vingança e fazem ameaças terríveis. Mas a palavra fraterna, carregada de bondade e amor, iluminada pelas citações evangélicas, vai aos poucos amortecendo as explosões de ódio. Às vezes a autoridade do dirigente ou de um espírito elevado se faz sentir, para que os mais rebeldes compreendam que estão sob um poder persuasivo, mas enérgico. Uma pessoa que desconheça o problema dirá que se encontra numa sala de hospício sem controle ou assiste a um psicodrama de histéricos em desespero. Psicólogos sistemáticos ririam com desdém.

O dirigente dos trabalhos parece um leigo a brincar com explosivos perigosos. Fanáticos de seitas dogmáticas julgam assistir a uma cena de possessão diabólica. Mas a sessão chega ao fim com a tranqüilização total do ambiente. Um espírito amigo comunica-se com palavras de agradecimento. Em silêncio, todos ouvem a prece final de gratidão aos espíritos bondosos que ajudaram a socorrer as sombras sofredoras. É estranho que todos estejam bem e satisfeitos com o resultado dos trabalhos. As pessoas beneficiadas comentam suas melhoras. O ambiente é de paz, amor e satisfação pelo dever cumprido.

Numa sessão de desobsessão para casos graves, com poucos elementos, sem a assistência numerosa do socorro geral, as comunicações são violentas, os médiuns sofrem, gemem, gritam e choram. O dirigente e os doutrinadores permanecem tranqüilos, aparentemente impassíveis, e os doutrinadores usam de palavras persuasivas, de atitudes benignas. Nada de ameaças e exprobrações violentas, como nas praticas antiquadas do exorcismo arcaico, vindo das profundezas do Egito, da Mesopotâmia, da Palestina. Nada de velas acesas, de símbolos sacramentais, de expulsão de entidades diabólicas. A técnica é de persuasão, de esclarecimento racional. Uma menina de quinze anos chega carregada pelos pais.


Há uma semana dormia em estado cataléptico. Às primeiras tentativas de despertá-la, agita-se e leevanta-se furiosa, aos gritos. Quatro ou cinco homens não conseguem contê-la, parece dotada de força indomável. Mas pouco a pouco se acalma, chora baixinho e volta ao seu estado natural de menina graciosa e frágil. Retira-se da reunião como se nada demais tivesse acontecido. Despede-se alegre. Corre para a rua e toma o automóvel que a trouxe como se voltasse de um passeio. O ato mediúnico foi violento, assustador. Mas o resultado da prece, dos passes, das doutrinações amorosas foi surpreendente. Poucos perceberam que, naquele corpinho de menina as garras da vingança estavam cravadas, tentando rasgar a cortina piedosa que vela os ódios do passado.

No ato mediúnico a criatura humana recupera os tempos esquecidos e se revê na tela das experiências mortas. E mais uma vez a morte lhe parece como pura ilusão sensorial, pois tudo quanto havia desaparecido numa cova renasce de repente nas águas amargas da provação. A mediunidade funciona como um radar sensibilíssimo voltado para os caminhos perdidos. Nem sempre a tela da memória consegue reproduzir as imagens distantes, mas nas profundezas do inconsciente recalques antifreudianos esperam a catarse piedosa da comunicação absurda, em que os diálogos da caridade parecem brotar de terríveis mal entendidos.

Uma mulher não entendia porque o espírito comunicante a acusava de atrocidades que jamais praticara e a chamava de Condessa. Achou que tudo aquilo não passava de uma farsa ou de um momento de loucura. Mas quando, aconselhada pelo doutrinador, pediu perdão ao espírito algoz e chorou sem querer e sem saber por qual motivo o fazia, sentiu profundo alívio e nos dias seguintes os seus males desapareceram. As lágrimas de uma criatura, que a amnésia tornou inocente, podem comover um coração embrutecido no desejo de vingança. Mas quem fará o encontro necessário para o ajuste dos velhos erros e crimes, se o médium não se oferecer na imolação voluntária de si mesmo para apaziguar com a palavra do Mestre?

A responsabilidade espiritual do médium reflete-se no espelho de cada um dos seus atos de caridade mediúnica. O mediunato não é uma sagração ritual inventada pelos homens. Nasce das leis naturais que regem consciências no fluir do tempo, no suceder das gerações e das reencarnações. Um ato mediúnico é o cumprimento de um dever assumido perante o Tribunal de Deus instalado na consciência de cada um. Quando o médium se esquiva a esse cumprimento engana a si mesmo, pensando enganar a Deus. Sua própria consciência se incumbirá de condená-lo quando soar a hora do veredicto irrecorrível. Nada justifica a fuga a um compromisso forjado a custa do sacrifício alheio. As leis morais da consciência têm a mesma inflexibilidade das leis materiais da Natureza. Nossa consciência de relação capta apenas a realidade imediata em que nos encontramos.

Mas a consciência profunda guarda o registro indelével de todos os compromissos assumidos no passado e de todas as dívidas morais que pensamos apagar nas águas do Letes, o rio do esquecimento das velhas mitologias. O rio Letes secou nas encostas áridas do Olimpo, o cenáculo vazio dos antigos deuses. Hoje só temos um Deus, que não precisa vigiar-nos do alto de um monte nem ditar-nos suas leis para serem inscritas em tábuas de pedras. Essas leis estão gravadas a fogo em nossa própria carne. Nossos atos determinam no tempo as situações em que nos encontraremos em cada existência. E o mediunato é o passaporte que Deus nos concede para a libertação do passado através de um só ato, o mais belo e mais honroso de todos, que é o ato mediúnico.

A responsabilidade mediúnica não nos foi imposta como castigo. Nós mesmos a assumimos na esperança de redenção, que não virá do Céu, mas da Terra, da maneira pela qual fizermos as nossas travessias existenciais no planeta, num mar de lágrimas ou por estradas floridas pelas obras de sacrifício e abnegação que soubermos semear. Temos o futuro em nossas mãos, o futuro imediato do dia-a-dia e o futuro remoto que nos esperam nas translações da Terra em torno do Sol. Chegamos assim à conclusão inevitável de que o presente passa depressa, mas o passado reponta em cada esquina do presente e do futuro.

J. Herculano Pires

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Principiante Espírita


O Principiante Espírita


Poucas pessoas conhecem a proposta filosófica do Espiritismo, permanecendo a maioria na superficialidade, não usufruindo da sabedoria que os espíritos superiores passaram a Allan Kardec. A verdadeira fonte das verdades espíritas está na Codificação de Allan Kardec.
Aqui vamos apresentar o livro o principiante espírita para todos que buscam conhecer o que é doutrina espírita.

Conteúdo resumido
Este valioso livrinho contém uma introdução ao conhecimento do mundo invísivel, um resumo da Doutrina Espírita, além de respostas às principais
dúvidas e objeções que se levantam em relação ao Espiritismo.
Contém ainda a biografia de Allan Kardec, por Júlio Abreu Filho.
Sumário
Primeira Parte
» Noções de Espiritismo.............................................................. 3
Noções preliminares...................................................... 3
Os Espíritos..............................................................5
Comunicação com o mundo invisível ........................................7
Fim providencial das manifestações........................................14
Os médiuns ..........................................................................15
Escolhos da mediunidade ..................................................18
Qualidades dos médiuns ...................................................21
Charlatanismo.............................................................23
Identidade dos Espíritos............................................................. 24
Contradições..............................................................25
Conseqüências do Espiritismo..............................................26
Segunda Parte
» Solução de Problemas pela Doutrina Espírita ..................... 30
Pluralidade dos mundos ...................................................30
A alma 30
O homem durante a vida terrena............................................32
O homem após a morte......................................................39
Biografia de Allan Kardec.................................................46


Primeira Parte
Noções preliminares
1. É engano pensar que, para se convencerem, basta aos
incrédulos o testemunho dos fenômenos extraordinários. Aqueles que não admitem a existência da alma, ou Espírito, no homem, também não o admitem fora do homem.
Assim, negam a causa e, em conseqüência, negam os efeitos. Via de regra têm uma idéia preconcebida e um propósito negativo, que impossibilita a
observação exata e imparcial. Com isso levantam problemas e objeções que não podem ser respondidas de modo completo porque cada uma delas exigiria como que um curso, em que as coisas fossem expostas desde o princípio.
Como essas objeções derivam, em grande parte, do desconhecimento das causas dos fenômenos e das condições em que os mesmos se verificam, um estudo prévio teria a vantagem de as eliminar.

2. Imaginam os desconhecedores do Espiritismo que os fenômenos espíritas podem ser produzidos do mesmo modo que as experiências de Física ou de Química. Por isso pretendem submetê-los à sua vontade e se recusam colocar-se nas condições exigidas para poder observá-los.

Como, de início, não admitem a existência dos Espíritos e a sua intervenção, assim desconhecendo a sua natureza e o seu modo de agir, essas pessoas se comportam como se lidassem com a matéria bruta. E porque não conseguem aquilo, concluem que não há Espíritos. Entretanto, se se colocassem em ponto de vista diverso, compreenderiam que os Espíritos não passam de almas dos
homens; que todos nós, após a morte, seremos Espíritos; e que,
então, não teremos disposição para servir de joguete e satisfazer a
fantasia dos curiosos.

3. Mesmo quando certos fenômenos possam ser provocados, não se acham, de modo algum, à disposição de ninguém, por isso que provêm de inteligências livres. Quem se dissesse capaz de os obter sempre que quisesse apenas provaria ignorância ou má-fé. Há que esperar, para os colher de passagem. E, muitas vezes, quando menos se espera é que se apresentam os fatos mais
interessantes e convincentes.

Nisto, como em tudo, os que desejam seriamente instruir-se devem ter paciência e perseverança e se colocar nas condições adequadas. Sem isto melhor será não cogitar do assunto.

4. As reuniões que visam as manifestações espíritas nem sempre se acham em condições adequadas à obtenção de resultados satisfatórios, ou a afirmar convicções. É forçoso, mesmo, convir que por vezes os incrédulos saem menos convencidos do que entraram e lançam em rosto dos que lhes falaram do caráter sério do Espiritismo as coisas ridículas que testemunharam. É verdade que neste particular não são mais
lógicos do que aquele que pretendesse julgar uma arte pelas primeiras demonstrações de um aprendiz, ou uma pessoa pela sua caricatura ou, ainda, uma tragédia por sua paróquia. Também o Espiritismo tem os seus aprendizes.

E quem quiser informar-se não deve buscar os ensinos numa fonte única, porque somente o exame comparado pode permitir se firme uma opinião.

5. Têm as reuniões frívolas o grande inconveniente de dar aos novatos, que as assistem, uma falsa idéia do caráter do Espiritismo; e os que só hajam freqüentado reuniões de tal espécie não podem levar a sério uma coisa que aos seus olhos é tratada com somenos importância pelos que se dizem seus adeptos. Um estudo prévio ensinar-lhes-á a avaliar o alcance daquilo que vêem e distinguir entre o bom e o mau.

6. Idêntico raciocínio se aplica aos que julgam o Espiritismo pelo que dizem algumas obras esquisitas, que o apresentam de modo ridículo e incompleto.
Não pode o Espiritismo sério responder pelos que mal o compreendem, ou o praticam em desacordo com os seus preceitos, do mesmo modo que não responde a Poesia pelos que
fazem versos maus. Deplora a existência de tais obras, prejudiciais à verdadeira ciência.
Na verdade seria preferível que só as houvesse boas. Entretanto, o maior mal está em que não se dêem ao trabalho de as estudar todas.

Aliás, todas as artes, como todas as ciências, estão no mesmo caso. Não
aparecem tratados cheios de erros e de absurdos sobre as coisas mais
sérias? Por que seria, em particular, o Espiritismo privilegiado, principalmente em seu início?
Se os que o criticam não julgassem pelas aparências, saberiam aquilo
que ele admite e aquilo que ele rejeita e não o responsabilizariam por
aquilo que ele repele em nome da razão e da experiência.
DÚVIDAS USE OS COMENTÁRIOS.

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A História do Café da Manhã