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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ESTUDANDO MEDIUNIDADE 2ºP


ESTUDANDO MEDIUNIDADE 2ºP


O Ato Mediúnico
O ato mediúnico é o momento em que o espírito comunicante e o médium se fundem na unidade psico-afetiva da comunicação. O espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório, semelhante ao de um brando choque elétrico, reage o perispírito do médium. Realiza-se a fusão fluídica. Há uma simultânea alteração no psiquismo de ambos. Cada um assimila um pouco do outro. Uma percepção visual desse momento comove o vidente que tem a ventura de captá-la. As irradiações perispirituais projetam sobre o rosto do médium a máscara transparente do espírito.

Compreende-se então o sentido profundo da palavra INTERMÚNDIO. Ali estão, fundidos e ao mesmo tempo distintos, o semblante radioso do espírito e o semblante humano do médium, iluminado pelo suave clarão da realidade espiritual. Essa superposição de planos dá aos videntes a impressão de que o espírito comunicante se incorpora no médium. Daí a errônea denominação de incorporação para as manifestações orais. O que se dá não é uma incorporação, mas uma interpenetração psíquica, como a da luz atravessando uma vidraça. Ligados os centros vitais de ambos, o espírito se manifesta emocionado, reintegrando-se nas sensações da vida terrena, sem sentir o peso da carne.

O médium, por sua vez, experimenta a leveza do espírito, sem perder a consciência de sua natureza carnal, e fala ao sopro do espírito, como um intérprete que não se dá ao trabalho da tradução.
O ato mediúnico natural é esse momento de síntese afetiva em que os dois planos da vida revelam o segredo da morte: apenas um desvestir do pesado escafandro da matéria densa.

O ato mediúnico normal é uma segunda ressurreição, que se verifica precisamente no corpo espiritual que, segundo o Apóstolo Paulo, é o corpo da ressurreição. O espírito volta à carne, não a que deixou no túmulo, mas a do médium que lhe oferece, num gesto de amor, a oportunidade do retorno aos corações que deixou no mundo. A beleza do reencontro de um filho com a mãe, que estreita o médium nos braços ansiosos e o beija com toda a efusão da saudade materna, compensa de muito a impiedade dos que o acusam de praticar bruxarias. Nos casos de materialização, nada mais belo que Lombroso com sua mãe materializada através da mediunidade de Eusápia Paladino, na sessão a que fora levado pelo Prof. Chiaia, de Milão. Eusápia era uma camponesa analfabeta e mil vezes caluniada. Lombroso, o fundador da Antropologia Criminal, retratou-se na revista Luce e Ombra de seus violentos artigos contra o Espiritismo, e declarou comovido:

"Nenhum gigante do pensamento e da força poderia me fazer o que me fez esta pequena mulher analfabeta: arrancar minha mãe do túmulo e devolvê-la aos meus braços!". Frederico Fígner, introdutor do fonógrafo no Brasil, levou sua esposa desolada a Belém do Pará, na esperança de um reencontro com a menina Rachel, sua filha, que haviam perdido, o que quase os levara à loucura, a ele e à esposa. Procuraram a médium Ana Prado, também mulher do campo, e numa sessão com ela a menina apareceu materializada, estimulando os pais a enfrentarem o caso com serenidade, pois ali estava viva, e falava e os beijava, e, sentava-se em seus colos, provando que não morrera. Fígner, ao voltar para o Rio de Janeiro, dedicou-se dali por diante ao Espiritismo, com a chama da fé acesa em seu coração e no coração da sua esposa. Mas agora uma fé inabalável, assentada na razão e nos fatos.

Quando o ato mediúnico é assim perfeito e claro, iluminado por uma mediunidade esclarecida e devotada ao bem, não há gigante - como no caso de Lombroso - que não se curve reverente ante o mistério da vida imortal. O médium se torna o instrumento da ressurreição impossível, provando aos homens que a morre não é mais do que lapso no intermúndio que separa os vivos na carne dos vivos no espírito. Compreende-se então o fenômeno da Ressurreição de Jesus, que não foi o ato divino de um Deus, mas o ato mediúnico de um espírito que dominava, pelo saber e a pureza, os mistérios da imortalidade.

Quando o ato mediúnico não tem a pureza e a beleza de uma comunicação amorosa, tem o calor da solidariedade humana e é iluminado pela caridade cristã. Numa sessão comum de socorro espiritual, os médiuns sentados ao redor da mesa, os doutrinadores a postos, espíritos sofredores e espíritos maldosos e vingativos, sob controle dos orientadores espirituais, são aproximados de médiuns que desejam servi-los. O quadro é bem diferente dos que apresentamos acima. Não há beleza nem serenidade nos espíritos comunicantes, nem resplendor ou transparência em suas faces. Há desespero, dor, expressões de rebeldia ou ímpetos de vingança.

Os médiuns sentem-se inquietos, não raro temerosos, aproximação dos comunicantes é incômoda, desagradável. As vibrações perispirituais são ásperas e sombrias. O vidente se aturde com aquelas figuras pesadas e escuras que transtornam a fisionomia dos médiuns. Mas na proporção em que os doutrinadores encarnados dão o socorro de suas vibrações e de seus argumentos fraternos aos necessitados, o quadro se modifica com as luzes vacilantes que se acendem nas mentes conturbadas. Os guias espirituais manifestam-se em socorro dos doutrinadores e suas vibrações acalmam a inquietação do ambiente. O trabalho é penoso.

Criaturas recalcitrantes no mal recusam-se a compreender a realidade negativa em que se encontram, Espíritos vencidos pelas dores de encarnações penosas mostram-se revoltados. Os que trazem o coração esmagados por injustiças e traições exigem vingança e fazem ameaças terríveis. Mas a palavra fraterna, carregada de bondade e amor, iluminada pelas citações evangélicas, vai aos poucos amortecendo as explosões de ódio. Às vezes a autoridade do dirigente ou de um espírito elevado se faz sentir, para que os mais rebeldes compreendam que estão sob um poder persuasivo, mas enérgico. Uma pessoa que desconheça o problema dirá que se encontra numa sala de hospício sem controle ou assiste a um psicodrama de histéricos em desespero. Psicólogos sistemáticos ririam com desdém.

O dirigente dos trabalhos parece um leigo a brincar com explosivos perigosos. Fanáticos de seitas dogmáticas julgam assistir a uma cena de possessão diabólica. Mas a sessão chega ao fim com a tranqüilização total do ambiente. Um espírito amigo comunica-se com palavras de agradecimento. Em silêncio, todos ouvem a prece final de gratidão aos espíritos bondosos que ajudaram a socorrer as sombras sofredoras. É estranho que todos estejam bem e satisfeitos com o resultado dos trabalhos. As pessoas beneficiadas comentam suas melhoras. O ambiente é de paz, amor e satisfação pelo dever cumprido.

Numa sessão de desobsessão para casos graves, com poucos elementos, sem a assistência numerosa do socorro geral, as comunicações são violentas, os médiuns sofrem, gemem, gritam e choram. O dirigente e os doutrinadores permanecem tranqüilos, aparentemente impassíveis, e os doutrinadores usam de palavras persuasivas, de atitudes benignas. Nada de ameaças e exprobrações violentas, como nas praticas antiquadas do exorcismo arcaico, vindo das profundezas do Egito, da Mesopotâmia, da Palestina. Nada de velas acesas, de símbolos sacramentais, de expulsão de entidades diabólicas. A técnica é de persuasão, de esclarecimento racional. Uma menina de quinze anos chega carregada pelos pais.


Há uma semana dormia em estado cataléptico. Às primeiras tentativas de despertá-la, agita-se e leevanta-se furiosa, aos gritos. Quatro ou cinco homens não conseguem contê-la, parece dotada de força indomável. Mas pouco a pouco se acalma, chora baixinho e volta ao seu estado natural de menina graciosa e frágil. Retira-se da reunião como se nada demais tivesse acontecido. Despede-se alegre. Corre para a rua e toma o automóvel que a trouxe como se voltasse de um passeio. O ato mediúnico foi violento, assustador. Mas o resultado da prece, dos passes, das doutrinações amorosas foi surpreendente. Poucos perceberam que, naquele corpinho de menina as garras da vingança estavam cravadas, tentando rasgar a cortina piedosa que vela os ódios do passado.

No ato mediúnico a criatura humana recupera os tempos esquecidos e se revê na tela das experiências mortas. E mais uma vez a morte lhe parece como pura ilusão sensorial, pois tudo quanto havia desaparecido numa cova renasce de repente nas águas amargas da provação. A mediunidade funciona como um radar sensibilíssimo voltado para os caminhos perdidos. Nem sempre a tela da memória consegue reproduzir as imagens distantes, mas nas profundezas do inconsciente recalques antifreudianos esperam a catarse piedosa da comunicação absurda, em que os diálogos da caridade parecem brotar de terríveis mal entendidos.

Uma mulher não entendia porque o espírito comunicante a acusava de atrocidades que jamais praticara e a chamava de Condessa. Achou que tudo aquilo não passava de uma farsa ou de um momento de loucura. Mas quando, aconselhada pelo doutrinador, pediu perdão ao espírito algoz e chorou sem querer e sem saber por qual motivo o fazia, sentiu profundo alívio e nos dias seguintes os seus males desapareceram. As lágrimas de uma criatura, que a amnésia tornou inocente, podem comover um coração embrutecido no desejo de vingança. Mas quem fará o encontro necessário para o ajuste dos velhos erros e crimes, se o médium não se oferecer na imolação voluntária de si mesmo para apaziguar com a palavra do Mestre?

A responsabilidade espiritual do médium reflete-se no espelho de cada um dos seus atos de caridade mediúnica. O mediunato não é uma sagração ritual inventada pelos homens. Nasce das leis naturais que regem consciências no fluir do tempo, no suceder das gerações e das reencarnações. Um ato mediúnico é o cumprimento de um dever assumido perante o Tribunal de Deus instalado na consciência de cada um. Quando o médium se esquiva a esse cumprimento engana a si mesmo, pensando enganar a Deus. Sua própria consciência se incumbirá de condená-lo quando soar a hora do veredicto irrecorrível. Nada justifica a fuga a um compromisso forjado a custa do sacrifício alheio. As leis morais da consciência têm a mesma inflexibilidade das leis materiais da Natureza. Nossa consciência de relação capta apenas a realidade imediata em que nos encontramos.

Mas a consciência profunda guarda o registro indelével de todos os compromissos assumidos no passado e de todas as dívidas morais que pensamos apagar nas águas do Letes, o rio do esquecimento das velhas mitologias. O rio Letes secou nas encostas áridas do Olimpo, o cenáculo vazio dos antigos deuses. Hoje só temos um Deus, que não precisa vigiar-nos do alto de um monte nem ditar-nos suas leis para serem inscritas em tábuas de pedras. Essas leis estão gravadas a fogo em nossa própria carne. Nossos atos determinam no tempo as situações em que nos encontraremos em cada existência. E o mediunato é o passaporte que Deus nos concede para a libertação do passado através de um só ato, o mais belo e mais honroso de todos, que é o ato mediúnico.

A responsabilidade mediúnica não nos foi imposta como castigo. Nós mesmos a assumimos na esperança de redenção, que não virá do Céu, mas da Terra, da maneira pela qual fizermos as nossas travessias existenciais no planeta, num mar de lágrimas ou por estradas floridas pelas obras de sacrifício e abnegação que soubermos semear. Temos o futuro em nossas mãos, o futuro imediato do dia-a-dia e o futuro remoto que nos esperam nas translações da Terra em torno do Sol. Chegamos assim à conclusão inevitável de que o presente passa depressa, mas o passado reponta em cada esquina do presente e do futuro.

J. Herculano Pires

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Principiante Espírita


O Principiante Espírita


Poucas pessoas conhecem a proposta filosófica do Espiritismo, permanecendo a maioria na superficialidade, não usufruindo da sabedoria que os espíritos superiores passaram a Allan Kardec. A verdadeira fonte das verdades espíritas está na Codificação de Allan Kardec.
Aqui vamos apresentar o livro o principiante espírita para todos que buscam conhecer o que é doutrina espírita.

Conteúdo resumido
Este valioso livrinho contém uma introdução ao conhecimento do mundo invísivel, um resumo da Doutrina Espírita, além de respostas às principais
dúvidas e objeções que se levantam em relação ao Espiritismo.
Contém ainda a biografia de Allan Kardec, por Júlio Abreu Filho.
Sumário
Primeira Parte
» Noções de Espiritismo.............................................................. 3
Noções preliminares...................................................... 3
Os Espíritos..............................................................5
Comunicação com o mundo invisível ........................................7
Fim providencial das manifestações........................................14
Os médiuns ..........................................................................15
Escolhos da mediunidade ..................................................18
Qualidades dos médiuns ...................................................21
Charlatanismo.............................................................23
Identidade dos Espíritos............................................................. 24
Contradições..............................................................25
Conseqüências do Espiritismo..............................................26
Segunda Parte
» Solução de Problemas pela Doutrina Espírita ..................... 30
Pluralidade dos mundos ...................................................30
A alma 30
O homem durante a vida terrena............................................32
O homem após a morte......................................................39
Biografia de Allan Kardec.................................................46


Primeira Parte
Noções preliminares
1. É engano pensar que, para se convencerem, basta aos
incrédulos o testemunho dos fenômenos extraordinários. Aqueles que não admitem a existência da alma, ou Espírito, no homem, também não o admitem fora do homem.
Assim, negam a causa e, em conseqüência, negam os efeitos. Via de regra têm uma idéia preconcebida e um propósito negativo, que impossibilita a
observação exata e imparcial. Com isso levantam problemas e objeções que não podem ser respondidas de modo completo porque cada uma delas exigiria como que um curso, em que as coisas fossem expostas desde o princípio.
Como essas objeções derivam, em grande parte, do desconhecimento das causas dos fenômenos e das condições em que os mesmos se verificam, um estudo prévio teria a vantagem de as eliminar.

2. Imaginam os desconhecedores do Espiritismo que os fenômenos espíritas podem ser produzidos do mesmo modo que as experiências de Física ou de Química. Por isso pretendem submetê-los à sua vontade e se recusam colocar-se nas condições exigidas para poder observá-los.

Como, de início, não admitem a existência dos Espíritos e a sua intervenção, assim desconhecendo a sua natureza e o seu modo de agir, essas pessoas se comportam como se lidassem com a matéria bruta. E porque não conseguem aquilo, concluem que não há Espíritos. Entretanto, se se colocassem em ponto de vista diverso, compreenderiam que os Espíritos não passam de almas dos
homens; que todos nós, após a morte, seremos Espíritos; e que,
então, não teremos disposição para servir de joguete e satisfazer a
fantasia dos curiosos.

3. Mesmo quando certos fenômenos possam ser provocados, não se acham, de modo algum, à disposição de ninguém, por isso que provêm de inteligências livres. Quem se dissesse capaz de os obter sempre que quisesse apenas provaria ignorância ou má-fé. Há que esperar, para os colher de passagem. E, muitas vezes, quando menos se espera é que se apresentam os fatos mais
interessantes e convincentes.

Nisto, como em tudo, os que desejam seriamente instruir-se devem ter paciência e perseverança e se colocar nas condições adequadas. Sem isto melhor será não cogitar do assunto.

4. As reuniões que visam as manifestações espíritas nem sempre se acham em condições adequadas à obtenção de resultados satisfatórios, ou a afirmar convicções. É forçoso, mesmo, convir que por vezes os incrédulos saem menos convencidos do que entraram e lançam em rosto dos que lhes falaram do caráter sério do Espiritismo as coisas ridículas que testemunharam. É verdade que neste particular não são mais
lógicos do que aquele que pretendesse julgar uma arte pelas primeiras demonstrações de um aprendiz, ou uma pessoa pela sua caricatura ou, ainda, uma tragédia por sua paróquia. Também o Espiritismo tem os seus aprendizes.

E quem quiser informar-se não deve buscar os ensinos numa fonte única, porque somente o exame comparado pode permitir se firme uma opinião.

5. Têm as reuniões frívolas o grande inconveniente de dar aos novatos, que as assistem, uma falsa idéia do caráter do Espiritismo; e os que só hajam freqüentado reuniões de tal espécie não podem levar a sério uma coisa que aos seus olhos é tratada com somenos importância pelos que se dizem seus adeptos. Um estudo prévio ensinar-lhes-á a avaliar o alcance daquilo que vêem e distinguir entre o bom e o mau.

6. Idêntico raciocínio se aplica aos que julgam o Espiritismo pelo que dizem algumas obras esquisitas, que o apresentam de modo ridículo e incompleto.
Não pode o Espiritismo sério responder pelos que mal o compreendem, ou o praticam em desacordo com os seus preceitos, do mesmo modo que não responde a Poesia pelos que
fazem versos maus. Deplora a existência de tais obras, prejudiciais à verdadeira ciência.
Na verdade seria preferível que só as houvesse boas. Entretanto, o maior mal está em que não se dêem ao trabalho de as estudar todas.

Aliás, todas as artes, como todas as ciências, estão no mesmo caso. Não
aparecem tratados cheios de erros e de absurdos sobre as coisas mais
sérias? Por que seria, em particular, o Espiritismo privilegiado, principalmente em seu início?
Se os que o criticam não julgassem pelas aparências, saberiam aquilo
que ele admite e aquilo que ele rejeita e não o responsabilizariam por
aquilo que ele repele em nome da razão e da experiência.
DÚVIDAS USE OS COMENTÁRIOS.

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domingo, 22 de agosto de 2010

Recall para autoridades eleitas no Brasil




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Proposta sugere recall para autoridades eleitas no Brasil

Nos Estados Unidos, um governante que não cumpra seus deveres no cargo ou pratique atos de corrupção pode ser destituído do cargo mediante voto popular, em procedimento conhecido como recall.

Adotado em 18 estados norte-americanos e no Distrito de Columbia, o funcionamento do recall é analisado em pesquisa da Faculdade de Direito (FD) da USP. O autor do estudo, o advogado Caio Márcio de Brito Ávila, recomenda sua implantação no Brasil, a partir de uma mudança na Constituição, a começar pelos municípios pequenos e médios.

A partir de uma petição popular é marcada a votação em que acontece o recall
O recall é utilizado nos EUA para destituir autoridades públicas eleitas (inclusive os juízes), e também para revogar decisões judiciais. “Ele é dividido em duas fases, a fase de petição e a de votação”, afirma o advogado. “O processo se inicia com uma petição com as razões que justificam o recall, que deve conter um número mínimo de assinaturas e um depósito em dinheiro, a título de caução”.

A quantidade de assinaturas necessárias e o valor do depósito variam nos estados em que o recall é permitido nos Estados Unidos, cada um possuindo legislação específica. Após a autoridade receber a notificação de que será submetida a um procedimento de recall, é estabelecido um prazo em que terá a possibilidade de renunciar ao cargo. “Em caso de permanência, é marcada a votação”, ressalta Ávila.
A fase de votação pode acontecer em um único pleito, ou em votações distintas, para decidir pela destituição e escolher o substituto, se necessário, como acontece nos estados da Lousiana, Oregon e Geórgia. “Na Califórnia, o governador Gray Davis foi submetido a recall em 2003, após uma petição popular obter 1,35 milhão de assinaturas, quando o mínimo exigido era de 1,20 milhão”, diz o advogado. “Na mesma votação que destituiu o governador foi eleito seu substituto, o ator Arnold Schwarzenegger, que conseguiu 48% dos votos válidos, numa disputa com 135 candidatos”.

Proposta
O advogado propõe a alteração do artigo 14 da Constituição Federal, que prevê a realização de plebiscitos, referendos e a apresentação de projetos de lei de iniciativa popular, para incluir o recall. “Em 2005, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou um projeto de emenda constitucional, conhecido como PEC 73/2005, que estabelecia a revogação de mandatos por meio de referendo popular”, conta. “A proposta da OAB foi parcialmente inspirada na legislação da Suíça, em que a dissolução do parlamento pode ser votada em referendo, mas ainda não foi apreciada pelo Congresso Nacional”.

A mudança constituc ional estabeleceria o recall em todo o País, em todos os cargos eletivos, mas sua implantação, propõe Ávila, aconteceria por etapas, de início nos pequenos e médios municípios. “Nos EUA, além de não haver previsão na esfera federal, 80% dos procedimentos ocorrem em nível municipal ou local”, observa. “Nesses casos, o recall está ligado à ideia de julgar os governantes da cidade, e o administrador público é visto como um ‘empregado da população’, podendo ser demitido em casos de má gestão ou de corrupção”.

Para estender o recall aos deputados estaduais e federais, seria necessária uma reforma eleitoral. “As eleições parlamentares passariam a ser realizadas no sistema majoritário”, explica o advogado. “Cada estado seria dividido em circunscrições, abrangendo um ou mais municípios, ou, ainda, várias circunscrições numa só cidade nos grandes municípios”.

De acordo com Ávila, “embora a proposta desperte o interesse da população, que teria um instrumento para destituir os detentores de mandatos que não estejam lhe representando de forma adequada, não há interesse na classe política de um modo geral na adoção do recall”. A pesquisa teve orientação do Professor Dalmo de Abreu Dallari, da FD.
Mais informações:
caioavila@uol.com.br

sábado, 21 de agosto de 2010

Mensagens psicografadas





MEDIUNIDADE DE PSICOGRAFIA

Definição e origem


A psicografia é a técnica utilizada pelos médiuns para escreverem um texto sob a influência de um Espírito desencarnado. Todos nós sabemos que no tempo em que Allan Kardec teve contato com as manifestações espíritas, o meio utilizado para a comunicação entre os dois planos eram as mesas girantes. Esse mecanismo constituía-se de uma pequena mesa de três pés, sobre a qual se colocavam as pontas dos dedos de duas ou mais pessoas. Sob o efeito de um agente até então desconhecido, influenciado pela ação energética dos manipuladores, a mesa saltitava dando pancadas no assoalho. Por meio dessas batidas convencionou-se um alfabeto e foi possível obter as primeiras mensagens entre o mundo invisível e o visível.

Algum tempo depois, a imaginação dos adeptos dessa metodologia criou outros mecanismos que facilitavam a comunicação dos Espíritos através dos médiuns. Dentre eles se destacavam a cesta-pião, a mesa miniatura, as pranchetas e a cesta de bico.
A escrita obtida por esses instrumentos primários foi chamada mais tarde de "psicografia indireta". Após a fase primitiva, alguns experimentadores tiveram a idéia de substituir as cestinhas pela mão do próprio médium, o que deu origem à "psicografia direta" ou "psicografia manual", utilizada até os dias de hoje.

O valor da Psicografia
"De todas as formas de comunicação, a escrita manual é a mais simples, a mais cômoda e sobretudo a mais completa. Todos os esforços devem ser feitos para o seu desenvolvimento, porque ela permite estabelecer relações tão permanentes e regulares com os Espíritos, como as que mantemos entre nós. Tanto mais devemos usá-la, quanto é por ela que os Espíritos revelam melhora sua natureza e o grau de sua perfeição ou de sua inferioridade. Pela facilidade com que podem exprimir-se, dão-nos a conhecer os seus pensamentos íntimos e assim nos permitem apreciá-los e julgá-los em seu justo valor. Além disso, para o médium essa faculdade é a mais suscetível de se desenvolver pelo exercício" (LM, item 178).

Por conta da importância das mensagens escritas, Allan Kardec afirma em O Livro dos Médiuns, que todos os esforços devem ser feitos no sentido de desenvolvê-la. Além disso, trata-se da mediunidade mais fácil de ser desenvolvida, pois que seu mecanismo de sintonia é facilitado pelo automatismo proveniente do processo de escrita.
Quando uma pessoa está escrevendo, a mente consciente busca as idéias no inconsciente, para ordená-las no fluxo criativo. Como a influência espiritual se dá na camada inconsciente, isso facilita a sintonia com o Espírito comunicante. Quando se trata de dar vida lógica e racional a um texto, é muito mais confortável escrever do que falar. Por este motivo, os homens de destaque em nosso mundo preferem fazer seus discursos públicos por escrito.

A mensagem escrita tem maior valor do que a falada, pois ela pode ter seu conteúdo examinado de modo mais abrangente. Por ela é possível sondar a intimidade dos pensamentos da entidade que se comunica, dando a eles um justo valor pelo conteúdo que encerram.
Os médiuns psicógrafos podem ser "Mecânicos", os "Intuitivos", os "Semi-mecânicos" e os "Inspirados".
Os médiuns mecânicos se caracterizam pelo fato de movimentar as mãos escrevendo sob a influência direta dos Espíritos, sem interferência da própria vontade. Agem como máquinas a transmitir do invisível para o mundo material. São raros. No Brasil, destaca-se o trabalho de Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, MG.
"Quando o Espírito age diretamente sobre a mão, dá-lhe uma impulsão completamente independente da vontade do médium. Ela avança sem interrupção e contra a vontade do médium, enquanto o Espírito tiver alguma coisa a dizer, e pára quando ele o disser.

O que caracteriza o fenômeno, nesta circunstância, é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. A inconsciência absoluta, nesse caso, caracteriza os que chamamos de médiuns passivos ou mecânicos.

“Esta faculdade é tanto mais valiosa quanto não pode deixar a menor dúvida sobre a independência do pensamento daquele que escreve” (LM, item 179)

Os médiuns intuitivos recebem as mensagens dos Espíritos desencarnados por meio da sintonia psíquica direta entre sua mente e a do comunicante. Eles precisam compreender o pensamento sugerido, assimilá-lo, para depois transmiti-lo revestido com suas próprias idéias. São muito comuns.

"O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como um intérprete. Para transmitir o pensamento ele precisa compreendê-lo, de certa maneira assimilá-lo, a fim de traduzi-lo fielmente. Esse pensamento, portanto, não é dele: nada mais faz do que passar através do seu cérebro. É exatamente esse o papel do médium intuitivo" (LM, item 180).

Os médiuns semi-mecânicos são aqueles que sentem a mão ser movimentada, mas ao mesmo tempo têm consciência do que escrevem. No primeiro caso, o pensamento vêm após a escrita; no segundo, antes da escrita, e no terceiro, junto com ela.
Os médiuns semi-mecânicos são os mais numerosos.
"No médium puramente mecânico o movimento da mão é independente da vontade. No médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semi-mecânico participa das duas condições. Sente a mão impulsionada, sem que seja pela vontade, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro, o pensamento aparece após a escrita. no segundo, antes da escrita; no terceiro. ao mesmo tempo. Estes últimos médiuns são os mais numerosos" (LM, item 181).

A última variedade de médiuns é a dos inspirados. O Livro dos Médiuns nos informa que esse tipo de médium é uma variação dos médiuns intuitivos, com a diferença de que nos inspirados é muito mais difícil distinguirmos o pensamento do Espírito, daquele que é do médium.A mediunidade inspirada é proveniente da mediunidade generalizada ou natural, que todas as pessoas possuem em maior ou menor grau.
"Todos os que recebem, no seu estado normal ou de êxtase, comunicações mentais estranhas às suas idéias, sem serem, como estas, preconcebidas, podem ser considerados médiuns inspirados. Trata-se de um variedade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma potência oculta é bem menos sensível sendo mais difícil de distinguir no inspirado o pensamento próprio do que foi sugerido. O que caracteriza este último é sobretudo a espontaneidade. (5)

Recebemos a inspiração dos Espíritos que nos influenciam para o bem ou para o mal. Mas ela é principalmente a ajuda dos que desejam o nosso bem, e cujos conselhos rejeitamos com muita freqüência. Aplica-se a todas as circunstâncias da vida, nas resoluções que devemos tomar" (LM, item 182).

Quem pode ser médium psicógrafo?
Não há nenhum meio de diagnosticarmos a faculdade mediúnica a não ser o experimento. Algumas pessoas confundem certos movimentos involuntários de braços e mãos, provocados por Espíritos obsessores, como sendo indícios de mediunidade psicografia, o que têm levado algumas delas a sofrer graves decepções, escrevendo obras apócrifas.

A melhor maneira de sabermos se uma pessoa tem ou não capacidade para escrever sob a influência ostensiva dos Espíritos é submetê-la à experiência.
Antes, porém, de iniciarmos alguém no exercício da psicografia ou de qualquer outra mediunidade, convém que ele seja colocado no curso básico de iniciação espírita. É importante que o candidato à médium já tenha noções fundamentais acerca do que é o Espiritismo.

No Brasil, acostumou-se em demasia à mediunidade de psicofonia. Talvez o motivo disso esteja ligado ao natural comodismo que cerca as atividades mediúnicas. Entre nós não existe o salutar e necessário hábito de avaliar as comunicações, conforme instruía Kardec. Os Espíritos manifestam-se e quase sempre não portam qualquer mensagem de significativo conteúdo filosófico ou doutrinário.

Comunicam-se, às vezes, simplesmente para dizer: "Boa noite. Estou aqui para trazer paz e conforto!". Este tipo de mensagem se repete por sessões seguidas, sem que o Espírito comunicante apresente qualquer idéia mais elevada. Mas as pessoas se habituaram a isso e continuaram batendo na mesma tecla durante anos. É cômodo e dá a impressão de que o médium está participando do trabalho mediúnico, quando na verdade não está produzindo nada de útil. Allan Kardec recomendou que se desse preferência ao desenvolvimento da psicografia, mas infelizmente não foi ouvido.

Como começar
Não há qualquer mistério para se dar início ao trabalho de psicografia.Basta que se tome um lápis e se coloque na posição de escrever. De preferência, que este trabalho seja desenvolvido no centro espírita onde a pessoa freqüenta. O ambiente residencial nem sempre oferece as condições de recolhimento suficientes para esse tipo de trabalho. Essas atividades mediúnicas devem ter uma regularidade, pois de outro modo não haverá o processo de aprendizado, seguido do aperfeiçoamento.
A seguir, vamos comentar algumas recomendações do Codificador, quanto ao exercício da psicografia, que precisam ser observadas pelos grupos mediúnicos, mormente quando estão iniciando.
Em primeiro lugar, é preciso se desembaraçar de tudo o que se constitua em impedimento para a movimentação das mãos. A ponta do lápis deve manter-se apoiada no papel, mas sem oferecer resistência aos movimentos. Mesmo a mão não deve se apoiar inteiramente no papel. Para a escrita mediúnica é indiferente que se use caneta ou lápis, sendo livre a escolha.

Kardec recomenda que no início o treinamento seja realizado diariamente. Porém, como temos hoje uma vida muito atribulada, convém que a freqüência seja diminuída para um período de uma a duas vezes na semana.
O tempo de tentativa para se obter a escrita mediúnica psicográfica não deverá ultrapassar seis meses. Depois dessa fase de experimentos, se a pessoa nada conseguir, ou se as mensagens vindas através dela não apresentar utilidade maior, convém abandonar o exercício da escrita e dedicar-se a outras tarefas na casa espírita.

Que a prece de abertura seja sempre feita em nome de Deus e dos bons Espíritos. É bom que o médium em exercício comece seu trabalho dessa forma: "Rogo a Deus todo poderoso permitir a um bom Espírito vir comunicar-se conosco, transmitindo-nos seus pensamentos. Rogo também a meu anjo guardião que me assista e que afaste de mim os Espíritos mal intencionados".

A partir desse momento, aguarda-se que um Espírito se manifeste. Nos médiuns intuitivos, surgem idéias bruscamente, que podem ser passadas para o papel com facilidade. Nos semi-mecânicos, observa-se alguns pequenos movimentos involuntários das mãos, acompanhados ou não das idéias a serem transcritas. Há casos em que o Espírito desenha rabiscos sem sentido, ou escrevem palavras sem qualquer significado porém, tais coisas costumam cessar com o desenvolvimento progressivo da faculdade. Com o tempo, aparecerão escritos mais consistentes e que poderão ser analisados dentro da razão e do bom senso.

Quando formular as primeiras perguntas aos Espíritos, que elas sejam feitas de forma simples, de modo que a entidade comunicante possa respondê-las com um Sim ou Não. É importante que as perguntas sejam objetivas e respeitosas, demonstrando carinho ao Espírito que vem cuidar do exercício da faculdade. À medida que progride a mediunidade, as respostas serão mais objetivas e completas. Porém, sugere-se que esta prática seja feita depois de um certo tempo de treino, com cautela para que não seja porta aberta aos Espíritos brincalhões.

A reunião mediúnica de psicografia deverá ter o recolhimento necessário, atendendo todas as normas para o exercício da psicofonia, no que diz respeito à admissão de médiuns para a tarefa.

Normalmente, entre dez pessoas, três escrevem facilmente sob a influência espiritual. O desenvolvimento em grupo é muito mais rápido do que o individual. Isso acontece porque a corrente magnética formada pelas individualidades facilita as atividades mediúnicas e oferece aos Espíritos comunicantes uma grande variedade de elementos, apropriados ao sucesso do intento.
Que o iniciante seja informado que deve desenvolver o texto como uma espécie de redação sobre um assunto que julgar útil e que lhe surgir na mente naquele momento. Que ele não se preocupe tanto com a forma, nem com o que está escrevendo. O conteúdo dos trabalhos será examinado e revisado mais tarde pelo médium e pelo responsável da sessão.

A publicação de mensagens precisa de cuidados extras. Só se publicará textos, seja em forma de mensagens ou livros, quando eles forem considerados idôneos e úteis às pessoas em geral. A ortografia deverá ser corrigida, de modo que fique inteligível, cuidando-se, no entanto, para que não sejam modificados os pensamentos do Espírito.
É importante recordar que na fase primária de exercícios, os Espíritos comunicantes são de uma ordem menos elevada. Portanto, não se deve pedir a eles que dêem qualquer tipo de informação que não esteja a seu alcance. Todo Espírito que nas comunicações de iniciantes se enfeite com nome venerado é de origem suspeita.

O capítulo XVII de O Livro dos Médiuns deverá ser estudado minuciosamente para se evitar o domínio dos maus Espíritos nas sessões de iniciação.

Importante observar que todo aquele que inicia seu treinamento de escrita com o preconcebido conceito de que tem uma missão nessa área ou então de que os Espíritos vão dirigir sua mão para escrever, terá grande possibilidade de ter sua tarefa fracassada, quer seja pela não evolução do processo, quer seja pela contaminação por Espíritos malfazejos e mentirosos. Os bons Espíritos agirão no campo mental do médium e levarão em conta sua boa disposição em servir, aliada à sua condição de moralidade. Dedicação, sinceridade, humildade, altruísmo e acima de tudo amor ao trabalho de Jesus são as marcas.

Como começar
Nos casos de mediunidade semi-mecânica ou intuitiva, o médium tem consciência do que escreve. A princípio, é levado naturalmente a duvidar de sua faculdade. Não sabe se a escrita é dele ou do Espírito que comunica. Mas ele não deve absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir, apesar da dúvida. Observando seus escritos, vai notar que muitas idéias que estão neles, não são suas. Com o tempo, ganhará confiança e a mediunidade triunfará.

Nas primeiras sessões, quando o médium hesitar frente a um pensamento, sem saber se é dele ou do Espírito, ele deverá escrevê-lo. A experiência mais tarde lhe ensinará a fazer a distinção. Há situações em que é desnecessário saber se o pensamento é do médium ou do Espírito. Desde que produza boas obras, que é o que importa, deve agradecer seu guia oculto, que lhe sugerirá outras idéias.

Os médiuns novatos, durante sua fase de aprendizado, não podem dispensar a assistência de dirigentes ou médiuns mais experientes. Espíritos inferiores costumam armar ciladas para prejudicar o desenvolvimento das faculdades mediúnicas dos interessados. Um médium presunçoso não demorará muito a ser enganado por entidades mentirosas que, no começo da tarefa mediúnica, costumam ficar à sua volta.
Uma vez desenvolvida a faculdade mediúnica, aconselha-se que o médium não abuse dela. Que discipline seu trabalho e que ele seja sustentado pela ação no serviço ao próximo, pelo estudo, pela meditação e por preces constantes. A psicografia, assim como outras formas de prática mediúnica, deve ser utilizada somente em momentos oportunos e nunca por simples curiosidade ou interesse particular. O entusiasmo que toma conta de alguns novatos pode levá-los a ficar sob a influência de Espíritos mistificadores.

É conveniente que o médium ou a equipe de médiuns tenham dias e horários especificados para realizar seus trabalhos mediúnicos. Isso facilitará o recolhimento e proporcionará aos Espíritos comunicantes melhores disposições para as manifestações.

As mensagens destinadas ao grupo ou que sejam de interesse geral devem ser divulgadas para que os ensinamentos dos Espíritos tornem-se conhecidos. Os Espíritos amigos costumam afastar-se dos médiuns que não revelam as lições por eles transmitidas e os deixam entregues a entidades mistificadoras.

Texto de Allan Kardec - Revista Espírita, abril, 1864
“Sabe-se que os Espíritos, por força da diferença existente em suas capacidades, estão longe de estar individualmente na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que seu saber é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares não sabem mais que os homens e até menos que certos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e pseudo-sábios, que crêem saber o que não sabem, sistemáticos que tomam suas idéias como verdades; enfim, que os Espíritos de ordem mais elevada, os que estão completamente desmaterializados, são os únicos despojados das idéias e preconceitos terrenos. Mas sabe-se, também, que os Espíritos enganadores não têm escrúpulos em esconder-se sob nomes de empréstimo, para fazerem aceitas suas utopias.

“Disso resulta que, para tudo o quanto esteja fora do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um pode obter têm um caráter individual, sem autenticidade; que devem ser consideradas como opiniões pessoais de tal ou”. qual Espírito, e que seria imprudente aceitá-las e promulgá-las levianamente como verdades absolutas".

"O primeiro controle é, sem contradita, o da razão, ao qual é necessário submeter, sem exceção, tudo o que vem dos Espíritos. Toda teoria em contradição manifesta com o bom senso, com uma lógica rigorosa, e com os dados positivos que possuímos, por mais respeitável que seja o nome que a assine, deve ser rejeitada".



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Espiritismo sem Deus




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Curioso como as pessoas são extremamente criativas, quando se trata de construir falácias a respeito de um assunto para defender suas opiniões equivocadas.
E porque eu digo equivocada? Simples, pois se não fosse não seria preciso faltar com a verdade, a tempo atrás encontrei uma entrevista que é atribuída a Chico Xavier onde o titulo é, espiritismo sem Jesus.

Depois de ler a entrevista eu respondi ponto por ponto e postei em meu site neste endereço, http://ensinoespirita.blogspot.com/2010/01/espiritismo-e-uma-religiao.html, entretanto como sou um ser curioso fui procurar a fonte.

Para quem ele concedeu tal entrevista? Já que ela esta espalhada por diversas páginas na web, e em todas sem a fonte. Tal qual a noticia aura de Chico aonde um certo engenheiro da NASA veio pesquisar a aura do Chico, só que nada de fonte, nada de engenheiro, nada de dia, método e etc. somente LENDA.

Mas retornando o assunto da entrevista, depois de pesquisar mais um pouco encontrei uma fonte, um livro onde consta uma coletânea de entrevista que Chico Xavier concedeu, adquiri o livro, e procurei a dita entrevista, e para minha surpresa NADA.
Talvez o leitor esteja curioso, mas o que diz a entrevista? Vou postar aqui uma pequena parte.
Pergunta – Chico estão querendo separar a parte científica, filosófica e religiosa da Doutrina, dizendo que o Espiritismo não é religião, isto é, estão querendo tirar Jesus do Espiritismo. O que você acha de tudo isso?
A resposta não se fez esperar:
- Se tirarmos Jesus do Espiritismo, vira comédia. Se tirarmos Religião do Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião. Se tirarmos a religião, o que é que fica?

Bem o que temos segundo o kit de detecção de fantasias mediúnicas e a falácia conhecida como: “Argumento de autoridade”, tipo de argumento que se baseia na autoridade de quem fala e não na lógica. Exemplo: “Quem me disse que beber água faz mal foi o Sr.Luís, deputado federal, então só pode ser verdade.” ou “Se o pajé mandou não dar remédios às crianças e esperar os espíritos curarem elas, então é certo. O pajé não erra.”

Ou seja, usaram as costas largas de Chico para propagar uma falácia que tem nome.
"Falácia do Espantalho". Trata-se de construir uma versão distorcida da idéia que se quer atacar, torná-la mais frágil, e então refutá-la e ridicularizá-la, dando a impressão que se "destruiu" as idéias do adversário, quando na verdade, se atacou apenas uma versão deturpada, "espantalho", dela.

Mas tem algo que eu gostaria muito de saber.
Quem disse?
Quando disse?
Onde disse?
Que querem tirar Jesus da doutrina?
Para esta pergunta ninguém sabe a resposta, mas, sabem propagar esta mentira.
Agora vamos analisar a pergunta feita a Chico.
“estão querendo separar a parte científica, filosófica e religiosa da Doutrina, dizendo que o Espiritismo não é religião, isto é, estão querendo tirar Jesus do Espiritismo”.

Qualquer pessoa que tenha dois neurônios sadios sabe que não tem nem um nexo associar Jesus a religião, seja ela católica, evangélica ou espírita.

O que consegui perceber nas diversas discussões e debates em comunidades espíritas, nas diversas páginas na web, conversando com as pessoas nas sociedades espíritas e acompanhando há anos os jornais espíritas?

Primeiro que o próprio Deus ficou apagado, ante a exaltação da personalidade do Cristo.
Segundo que Kardec também esta sendo apagando frente à exaltação da personalidade de Chico, na verdade Kardec esta sendo varrido da doutrina espírita.
Visto que a grande maioria acredita que é Kardec que tem que se adequar, ao que diz este ou aquele espírito na obra mediúnica de sua preferência, e não ao contrário.

Jesus não fundou nem uma religião e Kardec da mesma forma não criou nem uma religião e deixa isto bem claro nas obras básicas, que a maioria nem sabe se é algo de comer ou de beber.
Neste contexto quando se fala que temos que estudar a doutrina, pois sem a formação doutrinária, não teremos um movimento espírita coeso e coerente. E, sem coesão e coerência, não teremos Espiritismo.

Ai logo vem a perola, “isto é coisa da ala rançosa que tem como tendência à elitização da doutrina.” Que a doutrina tem que estar entre o povo e bla-bla-bla, mas a questão é a seguinte, o Brasil tem 191,5 milhões de habitantes deste apenas 1,3% se diz espírita, o que seria mais ou menos, um pouco mais que nada.
Porque um pouco mais que nada, porque com certeza esta inserido neste numero espiritualistas de todas as categorias e disto resulta, um pouco mais que nada.

Ninguém tem proposta para elitizar a doutrina mas, Kardec quando prevê em Obras Póstumas que a ultima aristocracia ele teoriza que seria a aristocracia intelecto-moral.
Que nada mais é do que a reunião das duas faculdades, inteligência e moralidade.

Mas fica a pergunta quem não quer o melhor?
Quem não quer ser da elite?
Desde quando participar de um grupo de elite é pejorativo e separatista?
A verdade é que a penúria intelectual é universal, não se restringe a doutrina espírita, pois no Brasil estima-se que aproximadamente 75% da população não sabem ler ou escrever e interpretar textos longos.

São os analfabetos funcionais e para estes a preferência é uma leitura mais light, descomprometida tipo superficial com estórias onde o mal briga com o bem e oferece uma receita de bolo para suas angústias.

Mas assim, nada que tenha que raciocinar em demasia, ou tomar atitudes mais éticas ou firmes são flexíveis, na segunda eu tomo um passe uma água fluidificada, na quinta eu consulto com o exu que é mais forte e no domingo eu vou à missa.

E neste contexto vemos que Deus está apagado da doutrina ante a exaltação de Jesus e Kardec é uma quinquilharia, ante a exaltação da personalidade de Chico Xavier.

Ninguém quer tirar Jesus da doutrina, o que não se quer é à volta ao Teocentrismo que está escancaradamente visível no movimento religioso espírita.

Caso você queira baixar O kit de detecção de fantasias mediunicas
http://issuu.com/jconexao/docs/o_kit_de_detec__o_de_fantasias_mediunicas

E por favor, clique onde diz comentário e deixe o seu ponto de vista sobre o assunto.

domingo, 15 de agosto de 2010

Animais no Mundo Espirtual


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Como toda pessoa que tem animais como companhia, eu também criei laços de amor com
meus animais, e quando a doença se abateu em um deles e tive que fazer a eutanásia isto foi
um golpe bem duro.
Entretanto venho aqui apresentar meus estudos sobre esta questão que muitos
espiritualistas insistem em inserir na doutrina espírita.
Que existem animais no plano espiritual.
VOCÊ PODE BAIXAR, COLOCAR EM SEU SITE, ENVIAR PARA AMIGOS PARA VER ENTELA CHEIA CLICQUE NO CENTRO DUAS VEZES

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Baixar Livro dos Espiritos



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2º) O Livro dos Espíritos: contém a doutrina completa ditada pelos Espíritos, com toda a sua Filosofia e todas as suas conseqüências morais. É o destino do homem desvelado, a iniciação ao conhecimento da natureza dos Espíritos e os mistérios da vida de além túmulo. Lendo-o, compreende-se que o Espiritismo tem um objetivo sério e não é um passatempo frívolo.








segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Exijo ser tratado como bandido


Exijo ser tratado como bandido



por Gilberto de Oliveira Kloeckner, Professor da UFRGS
- Artigo em Zero Hora, 06/08/2010 (Porto Alegre)

Nos últimos meses, a minha família tem se dedicado a cumprir a profecia do Paulo Sant’Ana: aquela de que você ainda será assaltado. Entre um boletim de ocorrência e outro, corridas a bancos para cancelar os cartões de crédito, esperas em antessalas de delegacias e seguradoras, tenho tido algumas ideias como, por exemplo, distribuir senhas para os meus assaltantes ou instalar uma porta giratória lá em casa para facilitar a entrada e saída dos meliantes. Talvez estes procedimentos tragam um pouco de ordem e conseguirei algum progresso para sair deste caos. Ordem e progresso... já li isso em algum lugar?
Bem, mas não vem ao caso. Vamos ao que interessa.

O que eu realmente quero é ser tratado como bandido neste país. Exijo os mesmos direitos constitucionais. Não deixo por menos. Quero isonomia de tratamento. Explico. Primeiramente, quero ter o direito de ir e vir livremente, a qualquer hora do dia ou da noite, caminhar pelas ruas e parques, sem preocupações, e não viver mais com medo, atrás de grades e barras de ferro. Igualzinho aos bandidos.

Exijo, também, ter o direito de defender a minha família e o meu patrimônio com armas apropriadas. Atualmente a legislação só permite que eu utilize em minha defesa uma faca de pão (com lâmina inferior a 10 centímetros) e um cabo de vassoura.
Usados com muita moderação. Ai de mim se eu machucar o meliante! Aí sim eu vou sentir na pele o que é o rigor da lei brasileira.

Quero ter uma arma de verdade, adquirida livremente no comércio local, sem necessidade de porte, exame de tiro, psicotécnico e pagamento de taxas. Quero também poder usá-la e não precisar estar ferido pelo arrombador, dentro da minha própria residência, para começar a defesa da minha vida. Enfim, tudo aquilo que não se aplica aos bandidos não deve ser aplicado a mim.

Tem mais. Não quero mais pagar imposto sobre o produto do meu trabalho (aquilo que os meus ex-alunos, hoje na Receita Federal, teimam em chamar de “renda”). Bandido não é tributado, não paga imposto sindical nem conselho regional. Exijo o mesmo tratamento fiscal. E, se por acaso eu ficar impedido de trabalhar, gostaria que meus filhos e esposa recebessem uma pensão do Estado, todo o santo mês, igualzinho aos filhos e esposas dos bandidos.
Afinal, minha família também merece um tratamento assim, justo e diferenciado. E digo mais: cairia muito bem um acompanhamento de alguma ONG de direitos humanos para fiscalizar o processo e cuidar do nosso bem-estar.

E, se um dia eu vier a dar entrada no Pronto Socorro com algum ferimento grave, gostaria de ter a mesma prioridade no atendimento que os criminosos. Afinal, eu ainda pago imposto (o que eu espero seja extinto em breve) e faço como professor, a minha contribuição para o desenvolvimento desta florescente economia.
Mas, se algum dia, por um infortúnio eu vier a cometer algum ato ilícito e for preso, espero ter um apoio jurídico gratuito imediato e que a área judiciária tenha a mesma consideração comigo, liberando-me rapidamente.

Afinal, eu tenho coisas mais importantes a fazer na vida como esta, a de buscar igualdade de tratamento perante a lei com os meus compatriotas contraventores.
Afinal, é meu direito constitucional.

A História do Café da Manhã