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sábado, 21 de agosto de 2010

Mensagens psicografadas





MEDIUNIDADE DE PSICOGRAFIA

Definição e origem


A psicografia é a técnica utilizada pelos médiuns para escreverem um texto sob a influência de um Espírito desencarnado. Todos nós sabemos que no tempo em que Allan Kardec teve contato com as manifestações espíritas, o meio utilizado para a comunicação entre os dois planos eram as mesas girantes. Esse mecanismo constituía-se de uma pequena mesa de três pés, sobre a qual se colocavam as pontas dos dedos de duas ou mais pessoas. Sob o efeito de um agente até então desconhecido, influenciado pela ação energética dos manipuladores, a mesa saltitava dando pancadas no assoalho. Por meio dessas batidas convencionou-se um alfabeto e foi possível obter as primeiras mensagens entre o mundo invisível e o visível.

Algum tempo depois, a imaginação dos adeptos dessa metodologia criou outros mecanismos que facilitavam a comunicação dos Espíritos através dos médiuns. Dentre eles se destacavam a cesta-pião, a mesa miniatura, as pranchetas e a cesta de bico.
A escrita obtida por esses instrumentos primários foi chamada mais tarde de "psicografia indireta". Após a fase primitiva, alguns experimentadores tiveram a idéia de substituir as cestinhas pela mão do próprio médium, o que deu origem à "psicografia direta" ou "psicografia manual", utilizada até os dias de hoje.

O valor da Psicografia
"De todas as formas de comunicação, a escrita manual é a mais simples, a mais cômoda e sobretudo a mais completa. Todos os esforços devem ser feitos para o seu desenvolvimento, porque ela permite estabelecer relações tão permanentes e regulares com os Espíritos, como as que mantemos entre nós. Tanto mais devemos usá-la, quanto é por ela que os Espíritos revelam melhora sua natureza e o grau de sua perfeição ou de sua inferioridade. Pela facilidade com que podem exprimir-se, dão-nos a conhecer os seus pensamentos íntimos e assim nos permitem apreciá-los e julgá-los em seu justo valor. Além disso, para o médium essa faculdade é a mais suscetível de se desenvolver pelo exercício" (LM, item 178).

Por conta da importância das mensagens escritas, Allan Kardec afirma em O Livro dos Médiuns, que todos os esforços devem ser feitos no sentido de desenvolvê-la. Além disso, trata-se da mediunidade mais fácil de ser desenvolvida, pois que seu mecanismo de sintonia é facilitado pelo automatismo proveniente do processo de escrita.
Quando uma pessoa está escrevendo, a mente consciente busca as idéias no inconsciente, para ordená-las no fluxo criativo. Como a influência espiritual se dá na camada inconsciente, isso facilita a sintonia com o Espírito comunicante. Quando se trata de dar vida lógica e racional a um texto, é muito mais confortável escrever do que falar. Por este motivo, os homens de destaque em nosso mundo preferem fazer seus discursos públicos por escrito.

A mensagem escrita tem maior valor do que a falada, pois ela pode ter seu conteúdo examinado de modo mais abrangente. Por ela é possível sondar a intimidade dos pensamentos da entidade que se comunica, dando a eles um justo valor pelo conteúdo que encerram.
Os médiuns psicógrafos podem ser "Mecânicos", os "Intuitivos", os "Semi-mecânicos" e os "Inspirados".
Os médiuns mecânicos se caracterizam pelo fato de movimentar as mãos escrevendo sob a influência direta dos Espíritos, sem interferência da própria vontade. Agem como máquinas a transmitir do invisível para o mundo material. São raros. No Brasil, destaca-se o trabalho de Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, MG.
"Quando o Espírito age diretamente sobre a mão, dá-lhe uma impulsão completamente independente da vontade do médium. Ela avança sem interrupção e contra a vontade do médium, enquanto o Espírito tiver alguma coisa a dizer, e pára quando ele o disser.

O que caracteriza o fenômeno, nesta circunstância, é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. A inconsciência absoluta, nesse caso, caracteriza os que chamamos de médiuns passivos ou mecânicos.

“Esta faculdade é tanto mais valiosa quanto não pode deixar a menor dúvida sobre a independência do pensamento daquele que escreve” (LM, item 179)

Os médiuns intuitivos recebem as mensagens dos Espíritos desencarnados por meio da sintonia psíquica direta entre sua mente e a do comunicante. Eles precisam compreender o pensamento sugerido, assimilá-lo, para depois transmiti-lo revestido com suas próprias idéias. São muito comuns.

"O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como um intérprete. Para transmitir o pensamento ele precisa compreendê-lo, de certa maneira assimilá-lo, a fim de traduzi-lo fielmente. Esse pensamento, portanto, não é dele: nada mais faz do que passar através do seu cérebro. É exatamente esse o papel do médium intuitivo" (LM, item 180).

Os médiuns semi-mecânicos são aqueles que sentem a mão ser movimentada, mas ao mesmo tempo têm consciência do que escrevem. No primeiro caso, o pensamento vêm após a escrita; no segundo, antes da escrita, e no terceiro, junto com ela.
Os médiuns semi-mecânicos são os mais numerosos.
"No médium puramente mecânico o movimento da mão é independente da vontade. No médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semi-mecânico participa das duas condições. Sente a mão impulsionada, sem que seja pela vontade, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro, o pensamento aparece após a escrita. no segundo, antes da escrita; no terceiro. ao mesmo tempo. Estes últimos médiuns são os mais numerosos" (LM, item 181).

A última variedade de médiuns é a dos inspirados. O Livro dos Médiuns nos informa que esse tipo de médium é uma variação dos médiuns intuitivos, com a diferença de que nos inspirados é muito mais difícil distinguirmos o pensamento do Espírito, daquele que é do médium.A mediunidade inspirada é proveniente da mediunidade generalizada ou natural, que todas as pessoas possuem em maior ou menor grau.
"Todos os que recebem, no seu estado normal ou de êxtase, comunicações mentais estranhas às suas idéias, sem serem, como estas, preconcebidas, podem ser considerados médiuns inspirados. Trata-se de um variedade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma potência oculta é bem menos sensível sendo mais difícil de distinguir no inspirado o pensamento próprio do que foi sugerido. O que caracteriza este último é sobretudo a espontaneidade. (5)

Recebemos a inspiração dos Espíritos que nos influenciam para o bem ou para o mal. Mas ela é principalmente a ajuda dos que desejam o nosso bem, e cujos conselhos rejeitamos com muita freqüência. Aplica-se a todas as circunstâncias da vida, nas resoluções que devemos tomar" (LM, item 182).

Quem pode ser médium psicógrafo?
Não há nenhum meio de diagnosticarmos a faculdade mediúnica a não ser o experimento. Algumas pessoas confundem certos movimentos involuntários de braços e mãos, provocados por Espíritos obsessores, como sendo indícios de mediunidade psicografia, o que têm levado algumas delas a sofrer graves decepções, escrevendo obras apócrifas.

A melhor maneira de sabermos se uma pessoa tem ou não capacidade para escrever sob a influência ostensiva dos Espíritos é submetê-la à experiência.
Antes, porém, de iniciarmos alguém no exercício da psicografia ou de qualquer outra mediunidade, convém que ele seja colocado no curso básico de iniciação espírita. É importante que o candidato à médium já tenha noções fundamentais acerca do que é o Espiritismo.

No Brasil, acostumou-se em demasia à mediunidade de psicofonia. Talvez o motivo disso esteja ligado ao natural comodismo que cerca as atividades mediúnicas. Entre nós não existe o salutar e necessário hábito de avaliar as comunicações, conforme instruía Kardec. Os Espíritos manifestam-se e quase sempre não portam qualquer mensagem de significativo conteúdo filosófico ou doutrinário.

Comunicam-se, às vezes, simplesmente para dizer: "Boa noite. Estou aqui para trazer paz e conforto!". Este tipo de mensagem se repete por sessões seguidas, sem que o Espírito comunicante apresente qualquer idéia mais elevada. Mas as pessoas se habituaram a isso e continuaram batendo na mesma tecla durante anos. É cômodo e dá a impressão de que o médium está participando do trabalho mediúnico, quando na verdade não está produzindo nada de útil. Allan Kardec recomendou que se desse preferência ao desenvolvimento da psicografia, mas infelizmente não foi ouvido.

Como começar
Não há qualquer mistério para se dar início ao trabalho de psicografia.Basta que se tome um lápis e se coloque na posição de escrever. De preferência, que este trabalho seja desenvolvido no centro espírita onde a pessoa freqüenta. O ambiente residencial nem sempre oferece as condições de recolhimento suficientes para esse tipo de trabalho. Essas atividades mediúnicas devem ter uma regularidade, pois de outro modo não haverá o processo de aprendizado, seguido do aperfeiçoamento.
A seguir, vamos comentar algumas recomendações do Codificador, quanto ao exercício da psicografia, que precisam ser observadas pelos grupos mediúnicos, mormente quando estão iniciando.
Em primeiro lugar, é preciso se desembaraçar de tudo o que se constitua em impedimento para a movimentação das mãos. A ponta do lápis deve manter-se apoiada no papel, mas sem oferecer resistência aos movimentos. Mesmo a mão não deve se apoiar inteiramente no papel. Para a escrita mediúnica é indiferente que se use caneta ou lápis, sendo livre a escolha.

Kardec recomenda que no início o treinamento seja realizado diariamente. Porém, como temos hoje uma vida muito atribulada, convém que a freqüência seja diminuída para um período de uma a duas vezes na semana.
O tempo de tentativa para se obter a escrita mediúnica psicográfica não deverá ultrapassar seis meses. Depois dessa fase de experimentos, se a pessoa nada conseguir, ou se as mensagens vindas através dela não apresentar utilidade maior, convém abandonar o exercício da escrita e dedicar-se a outras tarefas na casa espírita.

Que a prece de abertura seja sempre feita em nome de Deus e dos bons Espíritos. É bom que o médium em exercício comece seu trabalho dessa forma: "Rogo a Deus todo poderoso permitir a um bom Espírito vir comunicar-se conosco, transmitindo-nos seus pensamentos. Rogo também a meu anjo guardião que me assista e que afaste de mim os Espíritos mal intencionados".

A partir desse momento, aguarda-se que um Espírito se manifeste. Nos médiuns intuitivos, surgem idéias bruscamente, que podem ser passadas para o papel com facilidade. Nos semi-mecânicos, observa-se alguns pequenos movimentos involuntários das mãos, acompanhados ou não das idéias a serem transcritas. Há casos em que o Espírito desenha rabiscos sem sentido, ou escrevem palavras sem qualquer significado porém, tais coisas costumam cessar com o desenvolvimento progressivo da faculdade. Com o tempo, aparecerão escritos mais consistentes e que poderão ser analisados dentro da razão e do bom senso.

Quando formular as primeiras perguntas aos Espíritos, que elas sejam feitas de forma simples, de modo que a entidade comunicante possa respondê-las com um Sim ou Não. É importante que as perguntas sejam objetivas e respeitosas, demonstrando carinho ao Espírito que vem cuidar do exercício da faculdade. À medida que progride a mediunidade, as respostas serão mais objetivas e completas. Porém, sugere-se que esta prática seja feita depois de um certo tempo de treino, com cautela para que não seja porta aberta aos Espíritos brincalhões.

A reunião mediúnica de psicografia deverá ter o recolhimento necessário, atendendo todas as normas para o exercício da psicofonia, no que diz respeito à admissão de médiuns para a tarefa.

Normalmente, entre dez pessoas, três escrevem facilmente sob a influência espiritual. O desenvolvimento em grupo é muito mais rápido do que o individual. Isso acontece porque a corrente magnética formada pelas individualidades facilita as atividades mediúnicas e oferece aos Espíritos comunicantes uma grande variedade de elementos, apropriados ao sucesso do intento.
Que o iniciante seja informado que deve desenvolver o texto como uma espécie de redação sobre um assunto que julgar útil e que lhe surgir na mente naquele momento. Que ele não se preocupe tanto com a forma, nem com o que está escrevendo. O conteúdo dos trabalhos será examinado e revisado mais tarde pelo médium e pelo responsável da sessão.

A publicação de mensagens precisa de cuidados extras. Só se publicará textos, seja em forma de mensagens ou livros, quando eles forem considerados idôneos e úteis às pessoas em geral. A ortografia deverá ser corrigida, de modo que fique inteligível, cuidando-se, no entanto, para que não sejam modificados os pensamentos do Espírito.
É importante recordar que na fase primária de exercícios, os Espíritos comunicantes são de uma ordem menos elevada. Portanto, não se deve pedir a eles que dêem qualquer tipo de informação que não esteja a seu alcance. Todo Espírito que nas comunicações de iniciantes se enfeite com nome venerado é de origem suspeita.

O capítulo XVII de O Livro dos Médiuns deverá ser estudado minuciosamente para se evitar o domínio dos maus Espíritos nas sessões de iniciação.

Importante observar que todo aquele que inicia seu treinamento de escrita com o preconcebido conceito de que tem uma missão nessa área ou então de que os Espíritos vão dirigir sua mão para escrever, terá grande possibilidade de ter sua tarefa fracassada, quer seja pela não evolução do processo, quer seja pela contaminação por Espíritos malfazejos e mentirosos. Os bons Espíritos agirão no campo mental do médium e levarão em conta sua boa disposição em servir, aliada à sua condição de moralidade. Dedicação, sinceridade, humildade, altruísmo e acima de tudo amor ao trabalho de Jesus são as marcas.

Como começar
Nos casos de mediunidade semi-mecânica ou intuitiva, o médium tem consciência do que escreve. A princípio, é levado naturalmente a duvidar de sua faculdade. Não sabe se a escrita é dele ou do Espírito que comunica. Mas ele não deve absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir, apesar da dúvida. Observando seus escritos, vai notar que muitas idéias que estão neles, não são suas. Com o tempo, ganhará confiança e a mediunidade triunfará.

Nas primeiras sessões, quando o médium hesitar frente a um pensamento, sem saber se é dele ou do Espírito, ele deverá escrevê-lo. A experiência mais tarde lhe ensinará a fazer a distinção. Há situações em que é desnecessário saber se o pensamento é do médium ou do Espírito. Desde que produza boas obras, que é o que importa, deve agradecer seu guia oculto, que lhe sugerirá outras idéias.

Os médiuns novatos, durante sua fase de aprendizado, não podem dispensar a assistência de dirigentes ou médiuns mais experientes. Espíritos inferiores costumam armar ciladas para prejudicar o desenvolvimento das faculdades mediúnicas dos interessados. Um médium presunçoso não demorará muito a ser enganado por entidades mentirosas que, no começo da tarefa mediúnica, costumam ficar à sua volta.
Uma vez desenvolvida a faculdade mediúnica, aconselha-se que o médium não abuse dela. Que discipline seu trabalho e que ele seja sustentado pela ação no serviço ao próximo, pelo estudo, pela meditação e por preces constantes. A psicografia, assim como outras formas de prática mediúnica, deve ser utilizada somente em momentos oportunos e nunca por simples curiosidade ou interesse particular. O entusiasmo que toma conta de alguns novatos pode levá-los a ficar sob a influência de Espíritos mistificadores.

É conveniente que o médium ou a equipe de médiuns tenham dias e horários especificados para realizar seus trabalhos mediúnicos. Isso facilitará o recolhimento e proporcionará aos Espíritos comunicantes melhores disposições para as manifestações.

As mensagens destinadas ao grupo ou que sejam de interesse geral devem ser divulgadas para que os ensinamentos dos Espíritos tornem-se conhecidos. Os Espíritos amigos costumam afastar-se dos médiuns que não revelam as lições por eles transmitidas e os deixam entregues a entidades mistificadoras.

Texto de Allan Kardec - Revista Espírita, abril, 1864
“Sabe-se que os Espíritos, por força da diferença existente em suas capacidades, estão longe de estar individualmente na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que seu saber é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares não sabem mais que os homens e até menos que certos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e pseudo-sábios, que crêem saber o que não sabem, sistemáticos que tomam suas idéias como verdades; enfim, que os Espíritos de ordem mais elevada, os que estão completamente desmaterializados, são os únicos despojados das idéias e preconceitos terrenos. Mas sabe-se, também, que os Espíritos enganadores não têm escrúpulos em esconder-se sob nomes de empréstimo, para fazerem aceitas suas utopias.

“Disso resulta que, para tudo o quanto esteja fora do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um pode obter têm um caráter individual, sem autenticidade; que devem ser consideradas como opiniões pessoais de tal ou”. qual Espírito, e que seria imprudente aceitá-las e promulgá-las levianamente como verdades absolutas".

"O primeiro controle é, sem contradita, o da razão, ao qual é necessário submeter, sem exceção, tudo o que vem dos Espíritos. Toda teoria em contradição manifesta com o bom senso, com uma lógica rigorosa, e com os dados positivos que possuímos, por mais respeitável que seja o nome que a assine, deve ser rejeitada".



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Espiritismo sem Deus




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Curioso como as pessoas são extremamente criativas, quando se trata de construir falácias a respeito de um assunto para defender suas opiniões equivocadas.
E porque eu digo equivocada? Simples, pois se não fosse não seria preciso faltar com a verdade, a tempo atrás encontrei uma entrevista que é atribuída a Chico Xavier onde o titulo é, espiritismo sem Jesus.

Depois de ler a entrevista eu respondi ponto por ponto e postei em meu site neste endereço, http://ensinoespirita.blogspot.com/2010/01/espiritismo-e-uma-religiao.html, entretanto como sou um ser curioso fui procurar a fonte.

Para quem ele concedeu tal entrevista? Já que ela esta espalhada por diversas páginas na web, e em todas sem a fonte. Tal qual a noticia aura de Chico aonde um certo engenheiro da NASA veio pesquisar a aura do Chico, só que nada de fonte, nada de engenheiro, nada de dia, método e etc. somente LENDA.

Mas retornando o assunto da entrevista, depois de pesquisar mais um pouco encontrei uma fonte, um livro onde consta uma coletânea de entrevista que Chico Xavier concedeu, adquiri o livro, e procurei a dita entrevista, e para minha surpresa NADA.
Talvez o leitor esteja curioso, mas o que diz a entrevista? Vou postar aqui uma pequena parte.
Pergunta – Chico estão querendo separar a parte científica, filosófica e religiosa da Doutrina, dizendo que o Espiritismo não é religião, isto é, estão querendo tirar Jesus do Espiritismo. O que você acha de tudo isso?
A resposta não se fez esperar:
- Se tirarmos Jesus do Espiritismo, vira comédia. Se tirarmos Religião do Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião. Se tirarmos a religião, o que é que fica?

Bem o que temos segundo o kit de detecção de fantasias mediúnicas e a falácia conhecida como: “Argumento de autoridade”, tipo de argumento que se baseia na autoridade de quem fala e não na lógica. Exemplo: “Quem me disse que beber água faz mal foi o Sr.Luís, deputado federal, então só pode ser verdade.” ou “Se o pajé mandou não dar remédios às crianças e esperar os espíritos curarem elas, então é certo. O pajé não erra.”

Ou seja, usaram as costas largas de Chico para propagar uma falácia que tem nome.
"Falácia do Espantalho". Trata-se de construir uma versão distorcida da idéia que se quer atacar, torná-la mais frágil, e então refutá-la e ridicularizá-la, dando a impressão que se "destruiu" as idéias do adversário, quando na verdade, se atacou apenas uma versão deturpada, "espantalho", dela.

Mas tem algo que eu gostaria muito de saber.
Quem disse?
Quando disse?
Onde disse?
Que querem tirar Jesus da doutrina?
Para esta pergunta ninguém sabe a resposta, mas, sabem propagar esta mentira.
Agora vamos analisar a pergunta feita a Chico.
“estão querendo separar a parte científica, filosófica e religiosa da Doutrina, dizendo que o Espiritismo não é religião, isto é, estão querendo tirar Jesus do Espiritismo”.

Qualquer pessoa que tenha dois neurônios sadios sabe que não tem nem um nexo associar Jesus a religião, seja ela católica, evangélica ou espírita.

O que consegui perceber nas diversas discussões e debates em comunidades espíritas, nas diversas páginas na web, conversando com as pessoas nas sociedades espíritas e acompanhando há anos os jornais espíritas?

Primeiro que o próprio Deus ficou apagado, ante a exaltação da personalidade do Cristo.
Segundo que Kardec também esta sendo apagando frente à exaltação da personalidade de Chico, na verdade Kardec esta sendo varrido da doutrina espírita.
Visto que a grande maioria acredita que é Kardec que tem que se adequar, ao que diz este ou aquele espírito na obra mediúnica de sua preferência, e não ao contrário.

Jesus não fundou nem uma religião e Kardec da mesma forma não criou nem uma religião e deixa isto bem claro nas obras básicas, que a maioria nem sabe se é algo de comer ou de beber.
Neste contexto quando se fala que temos que estudar a doutrina, pois sem a formação doutrinária, não teremos um movimento espírita coeso e coerente. E, sem coesão e coerência, não teremos Espiritismo.

Ai logo vem a perola, “isto é coisa da ala rançosa que tem como tendência à elitização da doutrina.” Que a doutrina tem que estar entre o povo e bla-bla-bla, mas a questão é a seguinte, o Brasil tem 191,5 milhões de habitantes deste apenas 1,3% se diz espírita, o que seria mais ou menos, um pouco mais que nada.
Porque um pouco mais que nada, porque com certeza esta inserido neste numero espiritualistas de todas as categorias e disto resulta, um pouco mais que nada.

Ninguém tem proposta para elitizar a doutrina mas, Kardec quando prevê em Obras Póstumas que a ultima aristocracia ele teoriza que seria a aristocracia intelecto-moral.
Que nada mais é do que a reunião das duas faculdades, inteligência e moralidade.

Mas fica a pergunta quem não quer o melhor?
Quem não quer ser da elite?
Desde quando participar de um grupo de elite é pejorativo e separatista?
A verdade é que a penúria intelectual é universal, não se restringe a doutrina espírita, pois no Brasil estima-se que aproximadamente 75% da população não sabem ler ou escrever e interpretar textos longos.

São os analfabetos funcionais e para estes a preferência é uma leitura mais light, descomprometida tipo superficial com estórias onde o mal briga com o bem e oferece uma receita de bolo para suas angústias.

Mas assim, nada que tenha que raciocinar em demasia, ou tomar atitudes mais éticas ou firmes são flexíveis, na segunda eu tomo um passe uma água fluidificada, na quinta eu consulto com o exu que é mais forte e no domingo eu vou à missa.

E neste contexto vemos que Deus está apagado da doutrina ante a exaltação de Jesus e Kardec é uma quinquilharia, ante a exaltação da personalidade de Chico Xavier.

Ninguém quer tirar Jesus da doutrina, o que não se quer é à volta ao Teocentrismo que está escancaradamente visível no movimento religioso espírita.

Caso você queira baixar O kit de detecção de fantasias mediunicas
http://issuu.com/jconexao/docs/o_kit_de_detec__o_de_fantasias_mediunicas

E por favor, clique onde diz comentário e deixe o seu ponto de vista sobre o assunto.

domingo, 15 de agosto de 2010

Animais no Mundo Espirtual


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Como toda pessoa que tem animais como companhia, eu também criei laços de amor com
meus animais, e quando a doença se abateu em um deles e tive que fazer a eutanásia isto foi
um golpe bem duro.
Entretanto venho aqui apresentar meus estudos sobre esta questão que muitos
espiritualistas insistem em inserir na doutrina espírita.
Que existem animais no plano espiritual.
VOCÊ PODE BAIXAR, COLOCAR EM SEU SITE, ENVIAR PARA AMIGOS PARA VER ENTELA CHEIA CLICQUE NO CENTRO DUAS VEZES

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Baixar Livro dos Espiritos



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2º) O Livro dos Espíritos: contém a doutrina completa ditada pelos Espíritos, com toda a sua Filosofia e todas as suas conseqüências morais. É o destino do homem desvelado, a iniciação ao conhecimento da natureza dos Espíritos e os mistérios da vida de além túmulo. Lendo-o, compreende-se que o Espiritismo tem um objetivo sério e não é um passatempo frívolo.








segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Exijo ser tratado como bandido


Exijo ser tratado como bandido



por Gilberto de Oliveira Kloeckner, Professor da UFRGS
- Artigo em Zero Hora, 06/08/2010 (Porto Alegre)

Nos últimos meses, a minha família tem se dedicado a cumprir a profecia do Paulo Sant’Ana: aquela de que você ainda será assaltado. Entre um boletim de ocorrência e outro, corridas a bancos para cancelar os cartões de crédito, esperas em antessalas de delegacias e seguradoras, tenho tido algumas ideias como, por exemplo, distribuir senhas para os meus assaltantes ou instalar uma porta giratória lá em casa para facilitar a entrada e saída dos meliantes. Talvez estes procedimentos tragam um pouco de ordem e conseguirei algum progresso para sair deste caos. Ordem e progresso... já li isso em algum lugar?
Bem, mas não vem ao caso. Vamos ao que interessa.

O que eu realmente quero é ser tratado como bandido neste país. Exijo os mesmos direitos constitucionais. Não deixo por menos. Quero isonomia de tratamento. Explico. Primeiramente, quero ter o direito de ir e vir livremente, a qualquer hora do dia ou da noite, caminhar pelas ruas e parques, sem preocupações, e não viver mais com medo, atrás de grades e barras de ferro. Igualzinho aos bandidos.

Exijo, também, ter o direito de defender a minha família e o meu patrimônio com armas apropriadas. Atualmente a legislação só permite que eu utilize em minha defesa uma faca de pão (com lâmina inferior a 10 centímetros) e um cabo de vassoura.
Usados com muita moderação. Ai de mim se eu machucar o meliante! Aí sim eu vou sentir na pele o que é o rigor da lei brasileira.

Quero ter uma arma de verdade, adquirida livremente no comércio local, sem necessidade de porte, exame de tiro, psicotécnico e pagamento de taxas. Quero também poder usá-la e não precisar estar ferido pelo arrombador, dentro da minha própria residência, para começar a defesa da minha vida. Enfim, tudo aquilo que não se aplica aos bandidos não deve ser aplicado a mim.

Tem mais. Não quero mais pagar imposto sobre o produto do meu trabalho (aquilo que os meus ex-alunos, hoje na Receita Federal, teimam em chamar de “renda”). Bandido não é tributado, não paga imposto sindical nem conselho regional. Exijo o mesmo tratamento fiscal. E, se por acaso eu ficar impedido de trabalhar, gostaria que meus filhos e esposa recebessem uma pensão do Estado, todo o santo mês, igualzinho aos filhos e esposas dos bandidos.
Afinal, minha família também merece um tratamento assim, justo e diferenciado. E digo mais: cairia muito bem um acompanhamento de alguma ONG de direitos humanos para fiscalizar o processo e cuidar do nosso bem-estar.

E, se um dia eu vier a dar entrada no Pronto Socorro com algum ferimento grave, gostaria de ter a mesma prioridade no atendimento que os criminosos. Afinal, eu ainda pago imposto (o que eu espero seja extinto em breve) e faço como professor, a minha contribuição para o desenvolvimento desta florescente economia.
Mas, se algum dia, por um infortúnio eu vier a cometer algum ato ilícito e for preso, espero ter um apoio jurídico gratuito imediato e que a área judiciária tenha a mesma consideração comigo, liberando-me rapidamente.

Afinal, eu tenho coisas mais importantes a fazer na vida como esta, a de buscar igualdade de tratamento perante a lei com os meus compatriotas contraventores.
Afinal, é meu direito constitucional.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cartas Consoladoras







Reforma Íntima Sem Martírio e Lírios da Esperança
Autor: Ermance Dufaux (Espírito)
Médium: Wanderley Soares de Oliveira
Editora: Dufaux
Número de Páginas: 210 e s/informação
Lançamento:
Análise de Equipe da Federação Espírita do Mato Grosso (Coordenação de Saulo Gouveia Carvalho).




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Analisaremos a seguir trechos de duas obras atribuídas ao suposto espírito Ermance Dufaux: Reforma íntima sem martírio e Lírios da Esperança, nos quais o hábil mistificador usa de um psicologismo muito bem urdido para melhor enganar. As obras são inteiramente carregadas de sofismas e algumas frases de efeito supostamente superiores, mas que se analisadas profundamente, percebe-se nitidamente o caráter de mistificação, pois ao lado de frases verdadeiras, principalmente que tratam do amor, traz trechos aberrantes, especialmente os que se reportam ao suposto Hospital Esperança, conforme veremos a seguir:

Já no prefácio (pág. 21) do Reforma íntima sem martírio o espírito cita o Hospital Esperança e coloca o livro Tormentos da Obsessão de M. P. de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco como referência para maiores informações. Ao citar a obra de um médium consagrado o espírito tem como objetivo referendar a dele, pois se sabe que a maioria das pessoas não vai até as referências para confrontar os textos, por isso faremos aqui a comparação entre as obras do falso espírito Ermance Dufaux e a obra de Philomeno de Miranda.

Além dessa obra o Espírito usa trechos das obras básicas para justificar as suas falas de modo a melhor enganar.
Os livros Reforma íntima sem martírio e Lírios da Esperança, apresentam diálogos e características de Espíritos como Dr. Ignácio Ferreira, Maria Modesto Cravo que também são apresentados no livro Tormentos da Obsessão. Perceberemos que são verdadeiras caricaturas dos Espíritos que M. P. de Miranda apresenta.
Outra estranheza é que o suposto Espírito Ermance Dufaux que se apresenta como trabalhadora do Hospital Esperança, nem sequer é mencionado por Philomeno Miranda.

Se o Espírito que toma esse nome fosse verdadeiro e o seu trabalho tivesse o vulto que as suas obras apresentam com certeza M. P. de Miranda teria citado o trabalho que seria desenvolvido mais tarde pelo médium Wanderley.
Vejamos os textos.
Reforma Íntima Sem Martírio, cap. 16, “Lições Preciosas com Dr. Inácio”:
“Já um tanto mais refeito, aproximamos daquele coração sofrido, que se dirigiu ao Dr. Inácio:
-Doutor, não vou agüentar, não vou agüentar isso. Esse tratamento não é para mim.
-Se acalme, Euzébio, para não perder a ajuda dessa hora.
-Desse jeito vou enlouquecer!
-Você está no lugar certo então, porque aqui somos todos mais ou menos loucos – como de costume, nosso diretor era pura jocosidade elevada, mesmo nos instantes mais sérios.
-Preciso de pelo menos uma “encostadinha”; o senhor não vai poder fazer isso por mim? E para onde foi levado o Júlio? Por que esse arrancão de uma só vez? Nós nos dávamos tão certo!
-Meu amigo, não poderei lhe dar todas as informações que você quer saber. Quanto à “encostadinha”, poderei providenciar, mas dependendo da sua recuperação.
-O senhor fala sério?
-E alguma vez eu falei algo brincando? – novamente com o sorriso de deboche, Dr. Inácio olhou para mim e deu uma piscadela de puro humor.
A “encostadinha” a que se refere o espírito é na pessoa que ele obsidiava.

Vejamos em que nível prossegue o diálogo:
– Sim, aqui nada acontece sem autorização, ou você acha que vai poder continuar suas obsessões como bem quer? Se for assim tenho que lhe dar alta, porque o que não falta na Terra é gente querendo ser obsidiado...
Percebamos que o diálogo acontece entre um suposto médico psiquiatra desencarnado e seu paciente.
(...) Veja só, Ermance. Ainda há quem pense nos centros espírita que nós podemos fazer tudo por aqui no mundo das almas. Com essa tese absurda, muitos trabalhadores e grupos inteiros têm se afastado da mediunidade socorrista, alegando que o “plano espiritual pode atender a tudo sem participação humana!” (...)
-Não seria de enviarmos algo por escrito a nossos irmãos na Terra?
- Se você quiser “abrir o véu”... Eu de minha parte tenho levado as informações que posso, todavia, já vejo um monte de “lenha armada” entre os puristas da Doutrina para assar o médium e o espírito. Já há quem diga no plano físico, depois das obras que enviei, que Dr. Inácio não ficou louco quando no sanatório de Uberaba, mas sua loucura surgiu depois de morto...
-Que nada, doutor. É que tudo tem sua hora.
Aqui o espírito faz referências a obras psicografadas por Carlos Baccelli, “Sob as cinzas do tempo, Do outro lado do espelho, Na próxima dimensão” que são verdadeiros atentados ao bom senso.
(...)- A psicofonia então é uma mediunidade muito necessária, será isso?
- Não é psicofonia, é incorporação mesmo, e não se assuste de dizer. Como falam os umbandistas, sem nenhum exagero, os médiuns nessa circunstância se tornam “cavalos”..

Lírios da Esperança, cap. 3, “Medidas Impostergáveis”:
(...) Após o termino da inspirada explanação, Dona Modesta convidou o Professor Cícero e o Doutor Inácio ao seu gabinete particular, a fim de se organizarem.
-Inácio, creio que acabamos de obter endosso a velhos anseios! – abriu o diálogo Dona Modesta.
-Modesta, você sabe, há quanto tempo, espero para levar ao plano físico um noticiários franco e destemido sobre a situação dos espíritas nesta casa. Adoraria assustar um bocado de gente...
Os erros gramaticais são do original, aliás há muito tempo não líamos livros com tantos erros gramaticais como esses. Existem erros de pontuação, ortográficos, de sintaxe, concordância, dentre outros. Parece que os autores desconhecem a língua que usam e os médiuns não tem o trabalho de proceder uma revisão.
-Continuo intrigado sobre como escalar essa montanha de condicionamento sem “dinamitar”.
-Sim Inácio, sua assertiva não deixa de ter fundamento – aclarou Dona Modesta -, desde que apliquemos farta dose de lógica e instrução moral, junto às novidades contundentes que detonam os paradigmas. (...)
- Pode ser! Ainda assim o momento pode um “susto” – insistiu o doutor. (...)
-Lá vem o cabeça dura!...- descontraiu Dona Modesta. -
Você já sabe, Modesta...
-Claro que sim! Você adoraria dar notícias sobre os infernos.
-Que sabem os espíritas sobre os dragões, as sete organizações do mal, a origem de Lúcifer, a influência das falanges perversas na raiz do mal?... Que noções possuem sobre a antropologia da maldade organizada no planeta? Será que já ouviram sobre as “escórias”, o “vampirismo assistido” e os “vibriões”? Quem revelou algo sobre os sete vales da perversidade e o cinturão vibratório que agasalha a humanidade? Quantos conhecem sobre as relações entre religião e as ordenações das hostes do mal? Quais informações possuem sobre a vida social nessa semiciviliazação? Que conhecem além do umbral?

Veja bem! Isso aqui é um diálogo entre benfeitores que valorizam mais o mal que o bem a ser realizado? Totalmente incongruente com a proposta que eles mesmos dizem pregar. Concluem o capítulo com um sofisma muito bem urdido para enganar os incautos.

(...)Certamente, nesses casos, os ”velhos chavões” funcionarão como escape e justificativa: “Por que mensagens tão desastrosas quando o espiritismo devem confortar?!” “Por que notícias tão tristes quando a função da Boa Nova é dar boa notícia?! Outros mais dirão: “A que pode nos conduzir essas idéias senão ao medo e terror?!” Ainda outros vão asseverar: “Com que fim algum espírito do bem trataria desses assuntos?!” As perguntas se multiplicarão, embaladas pelo desculpismo e pela invigilância dos que se acostumaram aos regimes de “dever cumprido” no limite das folgas. Porém, aos que destinamos essa convocação em regime de urgência, será pedido muito equilíbrio ante o medo de dar novos passos e a prudência que, nós próprios, os conclamamos para não se perderem nos labirintos da fascinação e do fanatismo.

-Tomaremos, portanto, medidas no intuito de apressar a formação de novos horizontes aos lidadores espíritas no que concerne à mediunidade.
Que cada qual reúna sua equipe e defina os passos – arrematou Dona Modesta.
Aqui o sofisma toma vulto, cujo objetivo específico é envolver médiuns espíritas. Adiante comentaremos o objetivo deles na questão da mediunidade.
Lírios da Esperança, cap. 7, "Delicada cirurgia":
Todo ele dedicado a uma cesariana de um ovóide. É totalmente contra o bom senso.
Lírios da Esperança, cap. 8, "Novas Motivações":
-Achei que você estava melhorando! – disse caçoando o médico.
-Bem que me disseram que acharia alguém que adora caçoar por aqui!...
-Minha vida é caçoar e refestelar com as diferenças de todos nós! Não se espante! (...)Doutor Inácio, posso ser franco?!
-Admiro pessoas francas!
-É que passam algumas idéias pela minha cabeça e...
-Fale logo, homem, porque senão vou ler seu pensamento!
-Tem hora que o senhor me deixa dúvidas sobre seu comportamento.
-Em que sentido?
-Nunca conheci um espírita tão franco.
-O senhor quer dizer mal-educado e irônico. Não se acanhe de falar!
-Confundo-o com um mentor, ou..., ou um...
-Um capeta?! – expressou-se o psiquiatra com seu irremediável bom humor.
-É! É isso mesmo!
- Não tenha dúvidas que sou! Digamos que um “bom capeta”!...
-Jamais imaginei um espírita com suas características!
-O que faz o senhor pensar que sou espírita?
-E não é?
-Não! Na minha avaliação sincera, nunca me vi plenamente espírita.
-Então o que o senhor é?
-Alguém a procura de si mesmo. Um sujeito “meio-louco”!

Que diálogo entre um psiquiatra e seu paciente, mais chulo e insolente impossível, mas que tenta passar mensagens sub-reptícias ao não se afirmar espírita e que o auto-encontro é “meio” loucura.

O capítulo 9, "Ao encontro de si mesmo", traz tantas aberrações como, por exemplo, um processo “terapêutico” realizado à força porque o livre-arbítrio do espírito foi caçado. Aliás, todos os capítulos trazem uma ou mais aberrações. Não transcreveremos todas aqui, deixando a quem deseje ver essas aberrações no original e tirar as suas próprias conclusões.

Para finalizar esta parte de apresentação dos supostos Dr. Inácio e Dona Modesta atentemos para os seguintes diálogos no capítulo 12, "Nossas Obras":
(...) - Inácio, que dia abençoado! – exclamou Dona Maria já um tanto defasada das lutas do dia.
-Eu diria endiabrado! Os homens na Terra não imaginam o que seja uma rotina dessas...
-Dar sem receber, dar por amor de realizar! Quantos não terão extensas lutas com esta lição nesse outro lado da vida!
-Inclusive os espíritas!
-Inclusive os espíritas! É verdade!
-Estamos há exatas quinze horas em tarefa contínua. Só hoje visitei, por três vezes, a Terra. Não reclamo de nada, mas se tivesse meu cigarrinho de volta, acho que trabalharia mais quinze horas sem mau humor...
Aqui os “benfeitores” estão reclamando do trabalho de “amor” que fazem e do cansaço que ele gera, mas é de pasmar quando o falso Dr. Inácio diz que se tivesse “um cigarrinho” poderia trabalhar mais quinze horas sem mau humor, passando a mensagem de que fumar revitaliza.

Mais adiante continua o deboche do movimento espírita e dos espíritas:
(...)-Houve outro, um desses “enciclopedistas espíritas” que leram tudo sobre a doutrina, que ainda zombou de mim um dia desses. Passava por um corredor já cansado, com mau humor pior que o habitual, depois de quase vinte horas de trabalho, e sabe o que ele me disse?
- O quê?
-Doutor Inácio, que cara é esta? Até parece que o senhor está cansado?! Espírito superior não cansa, ouviu?! Aprenda a usar sua mente!
-E você...
-Eu lhe dei o troco merecido. Disse a ele que não estava cansado, estava arrependido de ter morrido. Devia ter ficado na Terra uns mil anos para não encontrar mais com religiosos. No sanatório espírita de Uberaba, pelo menos, essa segurança eu tinha. Não era obrigado a lidar com as tricas e futricas do movimento doutrinário!
-E ele?...
-Ele ainda me perguntou se tinha algo me incomodando.
-E você, naturalmente...
- debochou Dona Modesta.
-Naturalmente, eu me calei, porque, se falasse naquela hora, seria um desastre! (...) O senhor também é bastante arrogante, não é, doutor?
-Sou um arrogante que não minto mais para mim.
Um arrogante autêntico e leal comigo mesmo. Há uma boa diferença entre nós nesse sentido.
- O senhor quer dizer que ainda sou um arrogante iludido...
-Como ambos somos arrogantes, não custa confirmar sua tese... (...)Pois de mim, só posso dizer o contrário. O senhor trabalhou muito, Doutor Inácio?
-A vida inteira! Cuidando de loucos, acho que enlouqueci e não percebi, Acabei sendo útil, mesmo doente.

Percebamos que essa é a postura de um suposto médico psiquiatra com grande envergadura moral. Na verdade o autor cria uma caricatura para melhor enganar.
Na obra de Tormentos iremos nos defrontar com a verdade.
Comparemos agora com as descrições que Manoel Philomeno de Miranda faz no livro "Tormentos da Obsessão" do Dr. Ignácio e da Sra. Maria Modesto através da psicografia de Divaldo P. Franco. Percebamos que até a grafia do nome o espírito mistificador coloca errada.

No 2º. Capítulo, "O Sanatório Esperança", P. de Miranda apresenta o verdadeiro Dr. Ignácio Ferreira. Vale a pena lê-lo e comparar os diálogos, ricos de sabedoria, com os diálogos chulos e debochados descritos anteriormente.

Aliás, no livro Tormentos da Obsessão encontramos vários diálogos extremamente profundos entre Philomeno de Miranda e o Dr. Ignácio Ferreira, demonstrando de forma irrefutável a sua elevação moral. Não transcreveremos esses diálogos por ser desnecessário, remetendo o leitor ao original, que recomendamos que todos nós espíritas estudemos, pelo menos, uma vez. Mas os textos são tão profundos que, se estudarmos mais vezes vamos apreender com mais eficiência.

Vejamos os termos que Philomeno usa para descrever o Dr. Ignácio: "(...)Apresentando-se própria a ocasião, face à presença em nosso grupo de um dos seus atuais diretores, o Dr. Ignácio Ferreira, que fora na Terra eminente médico uberabense, interroguei ao amigo gentil, sobre a história daquele Santuário dedicado à saúde mental, e ele, bondosamente respondeu: (...) Enquanto o gentil psiquiatra... (...) Se demonstrar enfado, o bondoso psiquiatra elucidou... (...) Dr. Ignácio Ferreira houvera experimentado com muito cuidado, enquanto no corpo físico, o tratamento de diversas psicopatologias incluindo as obsessões pertinazes, no Sanatório psiquiátrico que erguera na cidade de Uberaba, e que lhe fora precioso laboratório para estudos e aprofundamento na psique humana, especialmente no que diz respeito ao inter-relacionamento entre criaturas e Espíritos desencarnados.

A Sra. Maria Modesto Cravo, se iniciara pelas suas mãos, quando os fenômenos insólitos passaram a perturbá-la, e, graças à sua faculdade preciosa, revelou-se abnegada servidora do Bem. De sua segura mediunidade se utilizavam os bons Espíritos, particularmente Eurípedes Barsanulfo, para o ministério do esclarecimento dos estudiosos, assim como para a prática da caridade".

Nas páginas 61 a 72 do referido livro temos uma palestra do Dr. Ignácio, na qual o verdadeiro benfeitor mostra a sua elevação moral, tão diferente da caricatura do médico insolente e debochado apresentado pela suposta Ermance Dufaux. Além das referidas páginas o leitor vai encontrar no livro Tormentos da Obsessão outras páginas nas quais o ilustre psiquiatra mostra a sua elevação.

Citamos a seguir um pequeno trecho no qual o Dr. Ignácio demonstra a sua bonomia e elevação, a título de exemplo. Compare com os textos debochados exarados anteriormente: "(...) – O processo de evolução – continuou espontaneamente a enunciar – é lento, porque aqueles que nele estamos envolvidos, optamos pelo imediato, que são as ilusões que afastam aparentemente as responsabilidades e as lutas, intoxicando-nos os centros do discernimento e entorpecendo-nos a razão. Luz, porém, em toda a parte, o amor de Nosso Pai convidando à renovação e ao trabalho, à conquista da alegria, da paz e da felicidade de viver. Dia virá, e já se anuncia, em que o Evangelho de Jesus tocará os corações com mais profundidade, e o ser humano se levantará dos vales por onde deambula, galgando a montanha da libertação, a fim de contemplar e fruir os horizontes infinitos e plenificadores.

Até que chegue esse momento, que todos nós, aqueles que amamos e já despertamos para as responsabilidades que nos dizem respeito, nos demos as mãos e, unidos, sirvamos sem reclamação, ampliando o campo das realizações enobrecedoras".
Para finalizar a nossa análise vamos colocar alguns trechos no qual o autor tenta dissociar a mediunidade do crivo da razão e denigre o movimento espírita de unificação.
Reforma íntima sem martírio, página 186 e 187:
(...) O exercício mediúnico sério tem sido escasso nas casas do Espiritismo e o que prepondera é o consolo nas sessões de intercâmbio. Embora com seus méritos, a transcendência da faculdade que liga os mundos não tem se convertido em chances para que os benfeitores do além possam transmitir sua experiência e participar com mais assiduidade das vivências dos homens. Não foram poucas vezes em que Bezerra de Menezes teve que contar com centros de umbanda e candomblé, nos quais encontram-se muitos corações afeiçoados ao amor, para fazer seus ditados ou operar suas curas. Lá a espontaneidade e o desejo de servir muitas vezes sobressai como qualidade indiscutível em relação a muitos centros doutrinários do Espiritismo, os quais têm fechado as portas mentais para o trânsito dos bons espíritos. Tem havido um engessamento voluntário do exercício mediúnico surgido a partir da tese animista, em meados do século passado. Sem visão de vida imortal, acomodam-se e deixam de descobrirem horizontes novos. Estacionam na paralisia do pensamento em conceitos e não se permitem reciclar práticas. Muitos, além disso, infelizmente, perderam o gosto de aprender, esbaldando-se em seu “histórico de serviços” sem apresentar algo de útil para os reclames do momento atual.

Lírios da esperança, páginas 34 e 35:
"(...)Fé é a adesão espontânea da alma na busca da Verdade. Mediunidade é o ventre sagrado do fervor. Através dela, ocorre a sublime gestação do patrimônio da crença lúcida e libertadora. Raciocínio é o dínamo da lógica e do bom senso. Quando atacado pela rigidez emocional, concerte-se em preconceito e etagnação. Inúmeros grupos doutrinários transformaram o critério do raciocínio em medida prática de defesa, para não serem enganadosistm o gosto de aprender, esban o gosto de aprender, esbandando-se em seu de indiscut e candombcernimento e entorpecendo-nos a pelas bem urdidas mistificações. Com essa postura, se não são enganados nas suas produções mediúnicas, são ludibriados quanto ao significado abrangente das relações de amor entre as almas, circunscrevendo a prática de intercâmbio à expressões superficiais de conversão de desencarnados, com espaço acanhado para a manifestação livre de benfeitores e aprendizes da erraticidade. Vigilância excessiva é um cadeado nas portas da sensibilidade, aprisionando os sentimentos aos severos regimes de descrença e engessamento mental.

A cautela excessiva com a fantasia e o engodo manietaram inúmeros servidores. E o resultado mais infeliz de tanta censura é o enfermiço desânimo com as sagradas práticas de intercâmbio entre os mundos. O mais grave efeito do engessamento cultural das idéias espíritas é a paralisia da noção de imortalidade. Um plano espiritual estático e desconectado da vida na Terra. (...) O que era apenas uma ameaça ao intercâmbio mediúnico responsável, regido pela espontaneidade, hoje se concretiza como autêntico cerceamento criado por padrões rígidos e institucionais nas leiras de serviço.

Tais padrões, a princípio erigidos como “estacas de segurança”, transformaram-se em “cartilhas” por sugestões de corações bem intencionados, porém, desprevenidos quanto ao significado da singularidade nos assuntos metafísicos.

Além disso, a existência dos “mentores culturais” de sofismas, em ambos os planos, multiplicaram as noções inconsistentes absorvidas pela comunidade em suas práticas e conteúdos. O resultado inevitável é o restringimento, ainda maior, das manifestações do céu para a vida terrena. Chega a hora de um novo chamado! (...) Com isso, o homem acomoda-se na ritualidade, na repetição, no padrão.

Bane-se a criatividade, o novo e a experimentação, estabelecendo uma noção de segurança em torno de “formas usuais de fazer...” A educação moderna preconiza em um dos seu quatro pilares: o “aprender a fazer”. Todos os grupos doutrinários na atualidade são convocados a “reaprender a fazer”. (...)-Estou confirmando que precisamos de rever conceitos sobre médiuns, mediunidade e Espiritismo.

Largar essa mania emocional de fidelidade ao texto de Kardec e buscar fidelidade à postura de Kardec, à postura de investigador. Estou falando de abertura mental para o novo".

Percebe-se nitidamente os sofismas que o espírito mistificador usa para neutralizar o bom senso na prática mediúnica, usando palavras bem escolhidas, como “criatividade”, o “novo”, “experimentação”, para melhor enganar.

O médium Wanderley em um congresso recente disse em público, que tem experimentado muitas inovações seguindo o conselho dos seus “mentores”. Percebe-se que ele vem seguindo à risca os conselhos de abolir a razão e o bom senso. A última novidade que introduziu no Centro onde ele participa é o “tatame mediúnico”.

Aboliram a mesa da sala mediúnica e agora há um tatame para amortecer as quedas dos médiuns, que usando a “espontaneidade” jogam-se no chão ao receber os espíritos, tornando-se como recomenda o falso Dr. Inácio, “cavalos” dos espíritos.
(...)- Os médiuns consagrados da seara cumprem outro gênero de tarefa para com a causa, razão pela qual, para resguardarem segurança íntima, mantêm-se distantes dos cataclismos de diversidade.
-Tenho piedade do medianeiro que se atrever a publicar tais anotações!
-Pois tenho alegria em saber que esses conceitos chegarão ao mundo pelas mãos mediúnicas.
-A maioria nutrirá descrença. Eu mesmo ainda não creio no que vejo!
-Ainda assim o médium, com sua “louca coragem”, será um desafio de amor para o movimento espírita.
Aqui o espírito sutilmente fala da diferença de médiuns consagrados e médiuns corajosamente loucos, justificando porque não há confirmação dessas “revelações” por médiuns equilibrados apenas pelos outros, os “loucos”. Novamente coloca uma falácia para melhor enganar.

Nos capítulos 21 e 23 o mistificador usa de instrumentos para ridicularizar e denegrir a doutrina e o movimento de unificação. Vejamos alguns trechos:

(...) Os pacientes aqui alojados neste setor...
- São líderes da unificação. Com raras exceções, os amigos da unificação que aqui se aportam chegam cansados pelo peso das mágoas. Suas histórias, a exemplo da minha própria, quase sempre, são agravadas pela angústia, quando descobrem não serem tão essenciais o quanto imaginavam aos ofícios de Jesus. (...) Parecem atordoados.
-“Emburrados”, eu diria.
-“Emburrados”?
-Não se entendiam na Terra, continuam não se entendendo por aqui. Brigam durante o dia e, agora à noite, encontram-se deprimidos e fracos.
-Mas ninguém toma nenhuma iniciativa?
-Se tomarem, logo eles estarão se procurando para “tricotarem”.
-“Tricotarem”?! O senhor quer dizer que continuam suas tricas?
-Sejam claros!... Tricas, não. Política de bastidor!
-Até aqui existem essas condutas?
-E por que não? A mente adoecida traz para cá suas enfermidades.
-Surpreendente! Como lhe disse, conhecia bem esse comportamento na seara, todavia não imaginava que os unificadores continuassem agindo assim...
-Eu mesmo, quando desencarnei fiz parte de grupo similar na erraticidade. Saudade do ambiente de unificação! Do movimento espírita com todas as suas querelas! (...)A Doutrina Espírita é uma bênção de alívio e paz para quem a busca absorver-lhe as lições. Todavia, para quantos estacionam na superfície de seus ensinos, transforma-se em fardo consciencial. Por essa razão, alguns confrades recorrem a alternativas. Cansam de espiritismo. (...)
-Que o Espiritismo chamado de puro é uma criação da cabeça humana, tomada pelo preconceito, e que os espíritas de hoje são um “novelo cultural católico”, um fenômeno social e histórico. As práticas e conceitos doutrinários foram talhados pelo arcabouço milenar do homem religioso.

Aqui fica também patente a real finalidade do espírito mistificador ridicularizar o movimento e a doutrina espírita através de um psicologismo que engana muita gente, pois fala do amor, do bem, das virtudes. Muitas outras falhas doutrinárias graves existem nas obras, mas ficamos por aqui para não ficar enfadonha a análise.
Concluímos com um texto de Erasto extremamente atual que todo trabalhador espírita na leitura das obras mediúnicas ou não deveria sempre ter em mente para separar o joio do trigo.

“O Livro dos Médiuns”, item 230:
“Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem.

Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.

Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade”
 Consoladoras, Cartas Consoladoras,Cartas Consoladoras, Cartas Consoladoras



domingo, 18 de julho de 2010

Vegetarianismo Na Visão de um Espírita



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sábado, 17 de julho de 2010

Um Olhar Sobre O Reino Das Sombras



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Terrorismo de natureza mediúnica

Sutilmente vai se popularizando uma forma lamentável de revelação mediúnica, valorizando as questões perturbadoras que devem receber tratamento especial, ao invés de divulgação populesca de caráter apocalíptico.

Existe um atavismo no comportamento humano em torno do Deus temor que Jesus desmistificou, demonstrando que o Pai é todo Amor, e que o Espiritismo confirma através das suas excelentes propostas filosóficas e ético-morais, o qual deve ser examinada com imparcialidade.

Doutrina fundamentada em fatos, estudada pela razão e lógica, não admite em suas formulações esclarecedoras quaisquer tipos de superstições, que lhe tisnariam a limpidez dos conteúdos relevantes, muito menos ameaças que a imponham pelo temor, como é habitual em outros segmentos religiosos.

Durante alguns milênios o medo fez parte da divulgação do Bem, impondo vinganças celestes e desgraças a todos aqueles que discrepassem dos seus postulados castrando a liberdade de pensamento e submetendo ao tacão da ignorância e do primitivismo cultural as mentes mais lúcidas e avançadas.

O Espiritismo é ciência que investiga e somente considera aquilo que pode ser confirmado em laboratório, que tenha caráter de revelação universal, portanto, sempre livre para a aceitação ou não por aqueles que buscam conhecer-lhe os ensinamentos. Igualmente é filosofia que esclarece e jamais apavora, explicando, através da Lei de Causa e Efeito, quem somos, de onde viemos, para onde vamos, porque sofremos, quais são as razões das penas e das amarguras humanas... De igual maneira, a sua ética-moral é totalmente fundamentada nos ensinos de Jesus, conforme Ele os enunciou e os viveu, proporcionando a religiosidade que integra a criatura na ternura do seu Criador, sendo de simples e fácil formulação.

Jamais se utiliza das tradições míticas greco-romanas, quais as das Parcas, sempre tecendo tragédias para os seres humanos, ou de outras quaisquer remanescentes das religiões ortodoxas decadentes, algumas das quais hoje estão reformuladas na apresentação, mantendo, porém, no mesmos conteúdos ameaçadores.

De maneira sistemática e continua, vêm-se tornando comuns algumas pseudorrevelações alarmantes substituindo as figuras mitológicas de Satanás, do Diabo, do Inferno, do Purgatório, por Dragões, Organizações demoníacas, regiões punitivas atemorizantes, em detrimento do amor e da misericórdia de Deus que vigem em toda parte.
Certamente existem personificações do Mal além das fronteiras físicas, que se comprazem em afligir as criaturas descuidadas, assim como lugares de purificação depois das fronteiras de cinza do corpo somático, todos, no entanto, transitórios, como ensaios para a aprendizagem do Bem e suas fixações nos painéis da mente e do comportamento.

O Espiritismo ressuscita a esperança e amplia os horizontes do conhecimento exatamente para facultar ao ser humano o entendimento a respeito da vida e de como comportar-se dignamente ante as situações dolorosas.
As suas revelações objetivam esclarecer as mentes retirando a névoa da ignorância que ainda permanece impedindo o discernimento de muitas pessoas em torno dos objetivos essenciais da existência carnal.

De mesma forma como não se deve enganar os candidatos ao estudo espírita, a respeito das regiões celestes que os aguardam, desbordando em fantasias infantis, não é correto derrapar nas ameaças em torno de fetiches, magias e soluções miraculosas para os problemas humanos, recorrendo-se ao animismo africanista, de diversos povos e às sua superstições. No passado, em pleno período medieval, as crenças em torno dos fenômenos mediúnicos revestiam-se de místicas e de cerimônias cabalísticas, propondo a liberdade dos incautos e perversos das situações perniciosas em que transitavam.

O Espiritismo, iluminando as trevas que permanecem dominando incontáveis mentes, desvela o futuro que a todos aguarda, rico de bênçãos e de oportunidades de crescimento intelecto-moral oferecendo os instrumentos hábeis para o êxito em todos os cometimentos.

A sua psicologia é fértil de lições libertadoras dos conflitos que remanescem das existências passadas, de terapêuticas especiais para o enfretamento com os adversários espirituais que procedem do ontem perturbador, de recursos simples e de fácil aplicação.

A simples mudança mental para melhor proporciona ao indivíduo a conquista do equilíbrio perdido, facultando-lhe a adoção de comportamentos saudáveis que se encontram exarados em O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, verdadeiro tratado de eficiente psicoterapia ao alcance de todos que se interessem pela conquista da saúde integral e da alegria de viver.

Após a façanha de haver matado a morte, o conhecimento do Espiritismo faculta a perfeita integração da criatura com a sociedade, vivendo de maneira harmônica em todo momento, onde quer que se encontre, liberada de receios injustificáveis e sintonizada com as bênçãos que defluem da misericórdia divina.
A mediunidade, desse modo, a serviço de Jesus, é veículo de luz, de seriedade, dignificando o seu instrumento e enriquecendo de esperança e de felicidade todos aqueles que se lhe acercam.

Jamais a mediunidade séria estará a serviço dos Espíritos zombeteiros, levianos, críticos contumazes de tudo e de todos que não anuem com as suas informações vulgares, devendo tornar-se instrumento de conforto moral e de instrução grave, trabalhando a construção de mulheres e de homens sérios que se fascinem com o Espiritismo e tornem as suas existências úteis e enobrecidas.
Esses Espíritos burlões e pseudossábios devem ser esclarecidos e orientados à mudança de comportamento, depois de demonstrado que não lhes obedecemos, nem lhes aceitamos as sugestões doentias, mentirosas e apavorantes com as histórias infantis sobre as catástrofes que sempre existiram, com as informações sobre o fim do mundo, com as tramas intermináveis a que se entregam para seduzir e conduzir os ingênuos que se lhes submetem facilmente.

O conhecimento real do Espiritismo é o antídoto para essa onda de revelações atemorizantes, que se espalha como um bafio pestilencial, tentando mesclar-se aos paradigmas espíritas que demonstraram desde o seu surgimento a legitimidade de que são portadores, confirmando o Consolador que Jesus prometeu aos seus discípulos e se materializou na incomparável Doutrina.

Ante informações mediúnicas desastrosas ou sublimes, um método eficaz existe para a avaliação correta em torno da sua legitimidade, que é a universalidade do ensino, conforme estabeleceu o preclaro Codificador.

Desse modo, utilizando-se da caridade como guia, da oração como instrumento de iluminação e do conhecimento como recurso de libertação, os adeptos sinceros do Espiritismo não se devem deixar influenciar pelo moderno terrorismo de natureza mediúnica, encarregado de amedrontar, quando o objetivo máximo da Doutrina é libertar os seus adeptos, a fim de os tornar felizes.
Vianna de Carvalho


(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 07 de dezembro de 2009, durante o período de realização do XVII Congresso Espírita Nacional, em Calpe, Espanha – publicado em Reformador de MAR/2010)

A História do Café da Manhã