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quinta-feira, 29 de março de 2012

Kardec Passo a passo


Kardec Passo a passo


Plano de O Livro dos Espíritos Carlos Imbassahy do livro A Missão de Allan Kardec Logo que apareceu O Livro dos Espíritos, apesar de sua grande saída, não se fez esperar a mofa dos inscientes e principalmente daqueles para os quais a obra viria abrir profundos sulcos nas tradições e em suas enraizadas idéias. Dir-se-ia que o grande trabalho espiritual iria naufragar em meio à tempestade universal do riso.
Mas as edições se foram sucedendo. Os mais preparados e os menos apaixonados perceberam que havia ali algo de notável e profundamente sério. E como trabalho do Alto, ditado pelos Espíritos prepostos ao nosso progresso, não podia ele ser sufocado pela insipiência ou pelo fanatismo, e assim abriu caminho através da mais furiosa oposição, para chegar às culminâncias em que o vemos.

O Antigo Testamento, excluídos os dez mandamentos, é posto à margem. As suas páginas obsoletas já não servem à nossa renovação espiritual. Mantém-se do Novo Testamento muitas lições edificantes e os Evangelhos, onde ressumbram as lições do Cristo. O Livro dos Espíritos é a coluna mestra do Novíssimo.

É ele a síntese dos princípios religiosos e do que diz respeito à Espiritualidade. Tudo o que toca ao Espírito, sua vida de aquém e de além-túmulo, sua evolução, as leis a que não pode fugir, as conseqüências à infração da Lei, ali está devidamente registrado. É o maior tratado sobre o Espírito e a vida espiritual.

Parte religiosa – Nessa parte trata de Deus e de seus atributos. O Deus antropomorfo, o Deus antigo, o Deus vingativo, o Deus bíblico não existe na descrição dos Espíritos, senão o Deus cheio de bondade e de amor, para o qual todos serão salvos e chegarão à suprema felicidade, purgadas as suas faltas nos dias amargos da Terra e chegados à consciência do Bem nas pungitivas meditações do Espaço.
E sobre Deus foi até onde podia ir. A nossa ignorância não no-lo deixaria compreender melhor. Era necessário, entretanto, compreendê-lo em face das misérias do mundo. É o que vai explicar O Livro dos Espíritos. O principal, porém, é que saibamos que Ele existe e nos protege com seus atributos.

Ainda nos explica a ação de anjos e demônios, o que são eles e o que eles representam; os anjos da guarda, os gênios, os protetores, a adoração e o respeito; a prece.

Parte filosófica – Entramos no campo da Filosofia, campo vasto, e que nos vem fazer descortinar mais claros horizontes. Os verdadeiros princípios filosóficos ali se acham condensados. Já se explica a razão de nosso sofrimento, de nosso destino, de nosso atraso; o que é a inteligência, o instinto, a razão de nosso ser. Estuda-se a palingenesia, o equilíbrio da natureza, o porquê das coisas.

Parte científica – Aqui vemos o que é o espírito e o que é a matéria, a formação dos mundos, a sua pluralidade; os seres orgânicos e inorgânicos, o materialismo, os reinos da natureza; os fenômenos.
Somente com os Evangelhos seríamos bons pela fé; com o Espiritismo sê-lo-emos pelo raciocínio. A fé às vezes bruxoleia, enfraquece e morre, outras vezes não se acende. Era preciso abalar fortemente o espírito humano, daí o ferro em brasa, que são as provas irrefragáveis trazidas pelos Espíritos, na época prevista e preparada pelo Senhor.

Etnografia – Interessante é o estudo desta parte, em que se trata das raças humanas, do povoamento, da moral primitiva. Estuda-se o homem, entra-se pela Geografia Humana e chega-se ao aperfeiçoamento do indivíduo e das raças.

Biologia – Não descuraram os Espíritos de falar da vida e da morte, da reprodução, da conservação e destruição dos seres, dos obstáculos à vida.

Moral – É a parte mais importante, porque é para chegar à perfeição humana pela moral que os Espíritos Superiores se deram ao ciclópico afã de vir até nós. É a lei natural por excelência. E temos nessa parte as sanções, os efeitos da falta, as conseqüências à infração. Os principais postulados da lei. Descreve-se o bem e o mal. Há referências ao duelo; largamente se ventila a crueldade e as terríveis dores que acarretam; em contraposição, nos são mostrados os efeitos da justiça, do amor, da caridade.
A lei do amor está escrita por toda parte; assim nos velhos códigos como nos modernos. Ela se resume na velha frase de Confúcio: “Não faças aos outros o que não queres que te façam”. Cristo nos apresenta o seu imperativo categórico: “Amai-vos uns aos outros”. Em O Livro dos Espíritos é ela a cúpula grandiosa do monumento arquitetônico que os Espíritos vieram trazer-nos e que Allan Kardec ajustou peça por peça.

Parte social – Não a esqueceram os Mensageiros. E falam-nos, então, no trabalho, no repouso. Ocupam-se do casamento, da poligamia, da guerra, da pena de morte, da vida social, da família, do progresso, da civilização, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, lemas da Revolução Francesa e de outras revoluções, mas que não chegaram a firmar-se como princípios intangíveis, porque os homens pretenderam esculpi-las a ferro e fogo, porque a mancharam de sangue, e muitíssimas vezes, de sangue inocente. Deus nos aponta o fim que devemos atingir; mas nós devemos escolher os meios dentro das leis divinas.

O Espírito – Ensina-nos o que é a vida do Espírito na Terra e fora da Terra. O que é o Espírito, o perispírito, as diferentes ordens de Espíritos, a sua progressão; a sua separação do corpo.

A morte – Diz-nos o que é a alma após a morte; a dolorosa surpresa dos maus; a doce consolação dos bons, ao acharem a tranqüilidade, ao reverem os entes queridos, ao compreenderem as promessas do Nazareno. O progresso dos espíritos felizes; a perturbação dos faltosos.

A volta – Capítulo de relevo em O Livro dos Espíritos é dedicado à reencarnação, visto que é ela a chave dos mais importantes problemas filosóficos. O capítulo discorre sobre a afinidade, o parentesco, a simpatia, as semelhanças, a hereditariedade, as desigualdades, as idéias inatas, o gênio, a memória das vidas passadas, a razão do esquecimento, a emancipação do espírito; os sonhos, os desmaios, a letargia, a catalepsia, a morte aparente, os mundos transitórios, as sensações do Espírito, a vida errante, a escolha das provas futuras.

Os Espíritos tomam um corpo adequado às provas pelas quais têm de passar.
No espaço influem sobre os encarnados; os bons, transmitindo-lhes bons pensamentos, aconselhando-os; os maus, pela atuação, pela possessão, pela obsessão, que pode levar até à loucura.

O Espírito virá em prova ou em missão. A hierarquia do Espírito é dada pela moral. É o amor e não o orgulho que o eleva na categoria do Espaço.
A morte não é esse porto escuro, nebuloso e sempre noite, a não ser para os Espíritos votados ao mal. Para esses ela será a treva, o ranger dos dentes, o inferno das Escrituras, sem a eternidade. Para os bons, um dia de intensa claridade, e tal seja a sua dedicação aos irmãos planetários, um acordar num deslumbramento de apoteose.
Tal é o que nos diz O Livro dos Espíritos, nos seus assuntos capitais.

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