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FILOSOFIA DA LIBERDADE

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Reencarnação no Hinduísmo e no Espiritismo

05:30

Reencarnação no Hinduísmo e no Espiritismo

Hinduísmo é um termo que designa o conjunto de movimentos culturais surgidos e aceitos na Índia a partir de, aproximadamente, 1.500 a.C. Ele não pode ser considerado uma religião, como às vezes pensa-se no Ocidente.

Trata-se antes de um conjunto de instituições, preceitos éticos, jurídicos, históricos, filosóficos, artísticos e que, consistindo de tradições ora na forma de crônicas, epopéias e lendas, ora na forma de tradições orais, ainda pode revelar princípios antagônicos.

Comparação Espiritismo & Hinduismo

A Visão de Deus Para o Espiritismo:

• Sendo Deus a causa primeira de todas as coisas, o ponto de partida de tudo, o eixo sobre o qual repousa o edifício da criação, é o ponto que importa considerar antes de tudo. ( Gênese, Cap. II, item nº1ESPIRITISMO)
• Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é única, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso. ( Gênese, Cap. II, item nº19ESPIRITISMO)
• Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o pode perceber (...). ( Gênese, Cap. II, item nº34ESPIRITISMO)

A Visão de Deus Para o Hinduismo:

• O Absoluto que nunca pode ser alcançado , só pode ser compreendido em seu próprio nível, ou seja, por si mesmo. Parabrahman, existe e não existe na forma de Brahman, apresenta ciclos de repouso e atividade que duram, cerca de 311 trilhões de anos terrestres, oscilando eternamente entre o não manifesto e o manifesto.HINDUISMO
• Brahman é aquele que, manifestado na criação, combina os poderes de criador (Brahma), Preservador ou sustentador (Vishnu) e Destruidor ou transformador (Shiva), que são representações dos diversos poderes do mesmo e único Deus, constituintes da sagrada trindade, trimurti hindu)HINDUISMO
• “ (...) O Brahman supremo e eterno, que não é existência nem inexistência. Deus não existe nem inexiste. Embora residindo em todas as formas, é ele sem forma(...) É ele que abrange, sustenta e ilumina o mundo(...)” ( Bhagavad Gita 13:13-18HINDUISMO)


A Visão do Ser Para o Espiritismo:

Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material. (LE,Cap. I. Quest 76 ESPIRITISMO).
• Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; a época e a maneira dessa formação é que desconhecemos. (LE,Cap. I. Quest 79).
• (...) Dizemos que os Espíritos são imateriais porque a sua essência, difere de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria. (LE,Cap. I. Quest 82 ESPIRITISMO).
• O objetivo final de todos os Espíritos consiste em alcançar a perfeição de que é suscetível a criatura. O resultado dessa perfeição está no gozo da suprema felicidade que lhe é conseqüente e a que chegam mais ou menos rapidamente,conforme o uso que fazem do livre-arbítrio. (OP,Cap. I. Item 17 ESPIRITISMO).

A Visão do Ser Para o Hinduismo

• A Vedanta ensina que aquilo que constitui a substância última de nossa alma deve possuir: Inteligência, Eu-Consciência e Felicidade Suprema. Deste modo, o sistema filosófico examinado fica colocado nas mesmas bases de uma religião universal monista, repousando sobre a identidade da natureza ou da substância entre o Atma divino (Deus) e o Atmã humano (Espírito), donde a afirmação de que a alma e Deus são da mesma natureza. “HINDUISMO
• A Yoga codificada por Patanjali aceita a existência de inumeráveis Purushas ( Espíritos individuais) cada uma dos quais é de natureza eterna, infinita e imortal. Porem Purusha é distinto de um Purusha Cósmico (Deus).HINDUISMO
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A Parapsicologia e O Espiritismo.

05:10

A Parapsicologia e O Espiritismo.

Etimologicamente, Parapsicologia significa “ao lado da Psicologia”. Este termo foi proposto por Max Dessoir, psicólogo alemão, em 1889. Veio a substituir o termo “metapsíquica”, cunhado por Charles Richet, que significa: “além da psique”. Este termo evoca a existência de um “mais além” espiritual, haja vista a ligação que Richet tinha com o espiritismo, sendo por isso condenado nos meios científicos. O termo Parapsicologia ficou mais em uso após a publicação dos trabalhos do Dr. Rhine, que preferia o seu uso.

Em 1930, o psicólogo americano J. B. Rhine, da Universidade de Duke, iniciou uma nova modalidade de pesquisa psíquica, principalmente a telepatia (comunicação mental), a clarividência (visão à distância) e a precognição (captação paranormal de um evento futuro). Usando o método quantitativo e o cálculo estatístico das probabilidades, ele levou à demonstração científica da PES (percepção extra-sensorial).

A história do paranormal pode ser dividida em várias fases:

a) A proto-história, que vai do passado até Mesmer – relatos históricos, observações empíricas e explicações de caráter mágico ou mitológico;

b) A pré-história, que vai de Mesmer a Kardec – interesse sobre as teorias sobre o magnetismo animal enunciado por Mesmer e desenvolvimento do movimento espírita;

c) A história moderna, que vai de Gassner até Goltz – estudos sobre as funções corticais superiores, os reflexos condicionados e suas implicações na hipnose, no comportamento e nas funções paranormais.

d) A história contemporânea, que vai de Crooks até Rhine – o desenvolvimento da parapsicologia como ciência experimental e estatística.

A Parapsicologia está classificada em quatro categorias:

a) Fenômenos parapsíquicos ou psi-gama: relacionados à PES, ou seja ligados à cognição, p.ex.: telepatia, clarividência, precognição etc.;

b) Fenômenos parafísicos ou psi-kapa: relacionados à influência paranormal sobre a matéria, p. ex.: levitação, psicocinesia (influência da mente sobre a matéria), aporte (penetração de um objeto num lugar fechado), “poltergeist” etc.;

c) Fenômenos parabiológicos: manifestações mistas psi-gama e psi-kapa, p. ex.: biopausia (domínio das funções orgânicas), transfiguração (modificação espontânea dos traços faciais ou das dimensões corporais), paraterapias (curas psíquicas ou mediúnicas variadas) etc. ;

d) Fenômenos paratanáticos ou psi-teta: relacionados à pretensa influência de seres desencarnados sobre a matéria (teta psi-kapa) ou fenômenos subjetivos (teta psi-gama), p. ex.: mediunidade.

A Parapsicologia é uma nova tentativa científica para compreender certas manifestações insólitas do psiquismo humano, dando continuidade a pesquisas feitas pela já referida Metapsíquica francesa, e pela Society for Psychical Research inglesa. Como qualquer ciência, ela é neutra e não tem por objetivo dar subsídios para apoiar qualquer religião ou filosofia, mas sim, procurar reunir informações que levem à comprovação dos fenômenos paranormais.

Ela não pode, no momento, comprovar ou contradizer os postulados básicos da doutrina espírita, no entanto, os estudos iniciados por Kardec fazem parte da pré-história da Parapsicologia.

No “Livro dos Médiuns” não só estão descritos os fenômenos mediúnicos, bem como muitos dos fenômenos atualmente estudados pela Parapsicologia.

No Brasil, muitos espíritas são parapsicólogos, mostrando desta forma que o espiritismo tem uma certa proximidade com a Parapsicologia e, quem sabe, não é esta proximidade que dará um novo impulso para a confirmação de determinados fenômenos psíquicos? Mas ainda há muitos grupos de parapsicólogos antiespiríticos e materialistas, para os quais o espiritismo não é nada mais que interpretações apressadas de fenômenos desconhecidos, donde se conclui que na Parapsicologia hoje há dois grupos distintos: o dos materialistas e o dos espiritualistas.

O espiritismo quando olha para a Parapsicologia, não é de uma posição subalterna, pois tendo ao seu lado uma forte razão e uma filosofia ética e moral evoluídas, pode encarar sem medo as pretensões materialistas deste saber, com confiança de que faz parte do futuro da humanidade.

E lembrando as sábias palavras de Herculano Pires: “Não importa que a Parapsicologia rejeite o espiritismo e até mesmo o despreze, o que importa é que ela prossiga nas suas investigações, pois estas a levarão fatalmente ao reconhecimento da realidade espiritual”.

Até porque, na verdade a Parapsicologia não serve para endossar religião alguma, e sim para estudar fenômenos e comprovar se são verdadeiros ou não.
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Livro O QUE É O ESPIRITISMO

02:23

Livro O QUE É O ESPIRITISMO

Esta obra, refere-se às noções elementares do mundo invisível pelas manifestações do espírito e contém o resumo dos princípios da Doutrina Espírita e respostas às mais notórias objeções que podem ser apresentadas contra o Espiritismo.

Allan Kardec ressalta que o espiritismo é ao mesmo tempo ciência experimental e Doutrina Filosófica. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com espíritos. Como filosofia compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações.

Concluindo, Allan Kardec menciona que o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza origem e destino dos Espíritos, bem como suas relações com o mundo corporal.

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Daniel D. Home um Católico Ortodoxo que Levitava.

12:11

Daniel Douglas Home, ou simplesmente D.D. Home, como ficou mais conhecido foi provavelmente o maior médium de efeitos físicos de todos os tempos.

Daniel Home fazia sessões para pessoas notáveis a plena luz do dia e produzia fenômenos tais como mover objetos à distância.

Sua fama cresceu, impulsionada particularmente pelos seus extraordinários feitos de levitação. William Crookes alegou saber de mais de 50 ocasiões nas quais Home tinha levitado, muitas das quais a uma altura de um metro e meio a dois metros do solo e "a plena luz do dia".

Talvez os feitos mais comuns fossem como esse, relatado por Frank Podmore: "Todos o vimos elevar-se do chão até uma altura de um metro e oitenta, ficar lá por cerca de dez segundos e, depois, descer vagarosamente".

Uma das levitações mais famosas de Home ocorreu diante de três testemunhas, Home teria levitado para fora de uma janela de um quarto em um terceiro andar e entrado de volta pela janela do quarto ao lado.

Vale ressaltar que Home não era espírita (é bom explicar isso, pois algumas pessoas acham que para ser médium é preciso ser espírita), ele foi sucessivamente metodista, congregacionalista e católico, terminando na Igreja Ortodoxa Grega.

Entre 1870 e 1873, William Crookes conduziu experimentos para determinar a validade dos fenômenos produzidos por três médiuns: Florence Cook, Kate Fox e D.D.Home. O relatório final de Crookes (1874) concluiu que os fenômenos produzidos pelos três médiuns eram genuínos, um resultado que foi alvo de ironias pela bancada científica. Crookes registrou que ele controlou e segurou Home colocando seus pés em cima dos dele.

Naturalmente, foi amplamente suspeito de fraude, sobre as maneiras com as quais Home teria iludido seus assistentes, que tinha um companheiro constante que sentava do lado oposto a ele durante as suas sessões, mas jamais foi comprovada qualquer uma das acusações.


Sobre ele Allan kardec escreveu: "O Senhor Home é um médium do gênero daqueles que produzem manifestações ostensivas, sem excluir, por isso, as comunicações inteligentes; mas as suas predisposições naturais lhe dão, para as primeiras, uma aptidão mais especial.

Sob a sua influência, os mais estranhos ruídos se fazem ouvir, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, se erguem, se transportam de um lugar a outro através do espaço, instrumentos de música fazem ouvir sons melodiosos, seres do mundo extra-corpóreo aparecem, falam, escrevem e, freqüentemente, vos abraçam até causar dor. Ele mesmo foi visto, várias vezes, em presença de testemunhas oculares, elevado sem sustentação a vários metros de altura."
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No Espiritismo o único errado é Kardec

07:56


No Espiritismo o único errado é Kardec

Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque você escutou.
Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque foi dito e fofocado por muitos.
Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque foi encontrado escrito em seus livros religiosos.
Não acredite em qualquer coisa meramente na autoridade de seus professores e anciãos.
Não acredite em tradições porque elas foram passadas abaixo por gerações.
“Mas após observação e análise, quando você descobre que qualquer coisa concorda com a razão e o bom senso, então aceite e viva para isso.”

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, Ciência Experimental e doutrina filosófica.
Como Ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos.

Como Filosofia, compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações.
Pode ser definido assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.
(A. Kardec – O Que é o Espiritismo. – Preâmbulo)

Já no O “O Livro dos Médiuns”, cap. III, item 35 o seu autor é categórico em afirmar:
Dissemos que o Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia.
Quem desejar conhecê-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.

Neste contento oferece a seguinte ordem de estudo de suas obras:
1. O que é o Espiritismo;
2. O Livro dos Espíritos;
3. O Livro dos Médiuns;
4. Seleta, por ele elaborada, depois que escreveu o livro a Gênese, contendo matéria publicada na Revue Spirite, com destaque para um estudo sobre a desobsessão, onde apresenta um quarto caso não incluído no LM ao qual chamou de “obsessão física”, onde o Espírito perturbador só quer chamar a atenção do seu pretenso médium para seus predicados. Conta, até, o caso do Espírito corneteiro.

Agora o que ninguém pode contestar e que Kardec não menciona o estudo do evangelho como fundamento doutrinário, portanto, a atual tendência dos seguidores de ensinos mediúnicos oriundos de Entidades espirituais ligadas à Igreja não tem amparo nos conceitos de Kardec.

Atribui-se o fato à massificação da Igreja sobre nossa sociedade há dois milênios, criando a idéia de que Jesus seja nosso salvador.

E tem mais: em nenhum momento Kardec define Jesus como Guia do nosso planeta; pelo contrário, em o Livro dos Espíritos, o que o Espírito instrutor afirma é que, se quisermos um exemplo humano a ser seguido, devemos ver Jesus de fato, o Guia do Planeta jamais poderia se encarnar nele, já que, se o fizesse, durante esse tempo não teria condições de exercer seus poderes supremos porque estaria bitolado aos liames do corpo.

O que salta aos olhos e o interesse enorme de muitos em transformar o Espiritismo em mais uma seita evangélica, descaracterizando-o como doutrina puramente filosófica e tirando-lhe justamente a finalidade precípua que é a de levar os ensinamentos de Jesus àqueles que não aceitem o evangelismo.

Pois justamente, o grande valor do Espiritismo é poder levar tais conhecimentos aos cientistas sem os dogmas e preconceitos religiosos do cristianismo.

A problemática nasce pois a grande maioria que adentra o espiritismo vem de leituras de romances espiritualistas de obras mediúnicas ditadas pelo médiun de sua preferência.

E segundo estes novos praticantes Kardec é que tem que se adequar ao que o espírito ditou em tal e qual obra e não ao contrário.

Na verdade a maioria nem conhecem Kardec e o resto vai na onda e não fique surpreendido pois, não vai demorar para surgir uma obra, que venha denunciar que na verdade o único errado dentro da Doutrina Espírita seja Allan Kardec.

E bom que todos saibam que a Doutrina dos Espíritos NÃO É OBRA DE ROMACES.

O Espiritismo e OBRA DE FILOSOFIA.
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TENTANDO LER A MENTE DE DEUS

02:49


Este artigo tem como objetivo abrir sua mente, pois se trata na verdade do documentário da BBC, assista com calma, e reflita bastante.

"O impressionante é que os físicos chegaram à conclusão que, para o universo ser sustentável matematicamente, ele precisa essencialmente ter 11 dimensões.

E a explosão chamada de big-bang não passou de um choque entre duas dimensões.

Ou seja na verdade nosso universo e um Multiverso, com infinitos “universos”.

Como é curioso analisar o conteúdo das respostas do Livro dos Espíritos com a física quântica.

Assista este documentário da BBC e poste seu comentário.



VEJA SÓ AS QUESTÕES DO LIVRO DOS ESPÍRITOS.

30.- A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?


"De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva."(supercordas)

-
79. Visto que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?


"Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material” A época e o modo dessa formação é que são desconhecidas.
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O Que é Espiritismo?

03:30

O Que é Espiritismo?

Afinal, o que é Espiritismo?

Carlos Imbassahy

No movimento espírita brasileiro e talvez no exterior também, há diversas correntes de seguidores que se orientam, cada qual, segundo suas tendências, optando por autores diversos como Ramatis, Ubaldi, Trincado na literatura hispano-americana, além dos que preferem a literatura mediúnica, orientando-se por autores como Emmanuel, André Luiz e que mais.

Para estes, a verdadeira doutrina é a que seguem e que seria o Espiritismo em si, só que, em detrimento de Kardec.

Dessa forma, poucos são os que conhecem as obras da codificação e alguns, apenas, por citações, a ponto de ignorarem conceitos e fundamentos pregados pelo mestre lionês, alguns, até, negando tais postulados e poderíamos citar uma enormidade de casos, todos eles devidamente documentados ou testemunhados.

Por causa disso, se há uma obra de Kardec que é inteiramente relegada e, até mesmo dispensada, esta é seu livro intitulado “O Que é o Espiritismo” e que, segundo o próprio Kardec, deva ser o primeiro livro a ser lido por aquele que deseje saber a resposta do seu título (ver Livro dos Médiuns, cap. III, item 35 – 5ª ed. francesa revue par Monsieur Allan Kardec). Então, é o próprio codificador que diz que, aquele que desejar conhecer o Espiritismo, deve começar por este livro, em primeiro lugar, pois é nele que seu autor tira as principais dúvidas apresentadas pelos seus incipientes leitores. Depois, recomenda Kardec que leia O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e, em quarto lugar, como básico, uma seleção que ele próprio fez de artigos publicados na Revue Spirite e que inseriu num volume, após ter escrito “A Gênese”.

E não cita mais nada como básico, o que nos faz concluir que suas nove obras restantes, além do livro póstumo publicado por sua viúva Amélie Boudet, são complementares e essenciais para conhecimento pleno da codificação, contudo, sem representar nenhum ponto fundamental.
E nisto reside o básico da doutrina dos Espíritos.

Acontece que, os que seguem outra linha distinta e, por vezes, conflitante com Kardec, não se conformam com esta realidade e tentam, por todas as formas, negar estes fatos, inclusive, tentando excluir da coleção espírita o livro recomendado por Kardec para o iniciante, a ponto de os roustaingistas inventarem um Pentateuco espírita, coisa absurda e inconcebível, só para tentarem impor apenas os cinco livros mais conhecidos como sendo os principais, contrariando, desta forma, a referida afirmativa de Kardec.

Os evangélicos, por exemplo, não se conformam com a definição que Kardec dá de Espiritismo, contida no preâmbulo do livro básico e que não o classifica como sendo uma doutrina cristã, embora, para eles, ela o seja. Em nenhum momento, porém, Kardec, apesar de citar Jesus como exemplo, nunca se refere a ele como Guia do planeta Terra e nem teria lógica que tal Guia se encarnasse por período restrito e deixasse a Espiritualidade que envolve nosso planeta completamente abandonada à sua sorte.

Não nos esqueçamos de que, se, para as doutrinas cristãs, segundo a Bíblia, a Terra é o centro da criação divina e os homens a obra prima, o mesmo não ocorre com a opinião de Kardec contida em “A Gênese” onde ele mostra um Universo com mundos superiores e mundos inferiores ao nosso. Como tal, não poderíamos ser a obra exclusiva da Criação.

Estes mesmos evangélicos alegam, em seu favor, que Kardec escreveu um livro – O Evangelho Conforme o Espiritismo – dedicado ao estudo correlato com os textos bíblicos do Novo Testamento esquecendo-se de que este livro não é uma apologia aos versículos em questão, mas um ensaio e crítica onde seu autor faz severas ponderações a respeito dos mesmos, sem nunca sequer, considerá-los como sendo a base do seu trabalho.

E a coisa se torna muito mais grave porque, mensagens mediúnicas de um padre jesuíta passaram a ter mais valor do que a obra de Kardec, a ponto de contestarem tópicos doutrinários estabelecidos, usando a obra ditada por este padre para tal contestação.
Um exemplo é aquele em que, no livro “O Céu e o Inferno” Kardec defende a invocação dos desencarnados, condenada por Paulo, o apóstolo e por este Espírito que conserva sua índole jesuítica seguindo o grande inspirador da obra eclesiástica relativa à vinda de Jesus nascido na Galiléia. E assim, muitos outros exemplos.

Se Kardec não representa, para eles, a expressão da verdade – direito que lhes assiste –, então, não é justo que se considerem espíritas em detrimento dos conceitos do codificador e que sejam eles os detentores da verdadeira doutrina dos Espíritos.
Com relação a Ubaldi, o assunto é inteiramente superado pelos conceitos científicos errôneos que “Sua Voz” emitiu em “A Grande Síntese”। Se não há coerência com as verdades científicas já conhecidas e evidenciadas, sua obra deixa de ter valor de revelação e passa a ser mais uma literatura de fancaria, ou seja, visando ao engodo do leitor com resquícios de pseudo-sabedoria.

Ramatis, com sua obra carro-chefe intitulada “O Planeta Marte e os Discos Voadores” deixou de ser levado a sério a partir do momento em que a primeira sonda espacial pousou naquele planeta e não foi encontrada nenhuma base das referidas espaçonaves.

Cabe, ainda, acrescentar a última contestação: Espiritismo foi um neologismo criado por Allan kardec para definir a doutrina por ele codificada, logo, não se poder dar esse mesmo nome a qualquer outra obra, mesmo que ela seja autêntica, verdadeira e que seja de maior profundidade do que a codificação porque Espiritismo é o trabalho do mestre lionês.

E assim por diante: cada obra que surge tentando alterar a codificação, acaba pecando pela falta de fundamento. E, se repetirmos a pergunta: – afinal, o que é o Espiritismo? – A resposta será uma só :O Espiritismo é o que Kardec definiu no preâmbulo do livro onde ele tenta mostrar para o neófito o que o mesmo vem a ser:
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. (sic)
O resto é pura invencionice.
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Física Quântica e Espiritismo

07:04

Física Quântica e Espiritismo -Física Quântica e Espiritismo
Física Quântica e Espiritismo-Física Quântica e Espiritismo
O paradigma das dimensões

Nossa percepção quando no corpo físico assemelha-se à situação de estarmos trancados em uma tôrre com apenas cinco janelas, através das quais podemos interagir com o mundo exterior. Quando nos desprendemos do corpo físico é como se conseguíssemos subir ao topo da torre e observar o mundo em todas as direções

No capítulo XIV, ítens 2 e 3 da Gênese, Kardec deixa muito claro que o mundo espiritual deriva de um estado de imponderabilidade do Fluido Cósmico Universal, fluido este que é a matéria elementar primitiva.

No item 5: "...fluidos... são sempre matéria mais ou menos quintessenciada." Um pouco antes, vem a afirmação: "Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da Terra."

Em uma animação simples o autor do video explica sobre as dimensões do universo e nos conduz a abrir os antolhos da inteligência para entender outras dimensões “acima” da nossa compreenção (paradigma).

Este conceito pode ser extendido a outras áreas. Como por exemplo: nossas emoções, nossas crenças, etc.

Muitas vezes nosso instinto nos conduz ao processo de evolução das nossas crenças e valores, mas a sociedade nos limita a pensar “com a boiada”.

É bom ter ferramentas divertidas e coloridas que nos fazem pareçer crianças aprendendo um conceito que pode ser extendido ao nosso cotidiano.

Bom divertimento!

Vejamos agora o que transcrevemos da obra intitulada “Hiperespaço“, de Michio Kaku, professor de Física Teórica no City College da Universidade de Nova York. Graduou-se em Harvard e recebeu o título de doutor em Berkeley:

“Nosso universo, portanto, não estaria sozinho, mas seria um de muitos mundos paralelos possíveis. Seres inteligentes poderiam habitar alguns desses planetas, ignorando por completo a existência de outros” “(…) Normalmente, a vida em cada um desses planos paralelos prossegue independentemente do que se passa nos outros. Em raras ocasiões, no entanto, os planos podem se cruzar e, por um breve momento, rasgar o próprio decido do espaço, o que abre um buraco - ou passagem - entre esses dois universos. (…) Essas passagens tornam possível a viagem entre esses mundos, como uma ponte cósmica que ligasse dois universos diferentes ou pontos do mesmo universo”

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Perito Criminal Confirma ser Autentica Foto de Espírito.

13:16

A fotografia tirada no aparelho de telefone celular do Juiz de Direito José Olindo Gil Barbosa, titular da Vara dos Juizados Especiais Cível e Criminal da Comarca de Altos, no Estado do Piauí, na qual aparece a figura de uma mulher falecida havia três anos, foi submetida a um rigoroso exame pericial realizado por um dos mais abalizados e experientes peritos do Norte/Nordeste do Brasil, Delfino Vital da Cunha Araújo que, após analisar minuciosamente a fotografia por vários dias, concluiu que a foto é autêntica e nela não há o menor vestígio de montagem ou adulteração.
A matéria jornalística tem causado uma grande repercusão no Nordeste do Brasil, mais precisamente no Estado do Piauí.
Foto tirada espontaneamente de um celular mostra rosto de uma pessoa falecida há 3 meses.

Rosto foi identificado como uma mãe de uma médica que faleceu há 3 anos

Em Teresina/PI, um juiz de direito estava numa clínica de fisioterapia e tirou algumas fotos suas, a partir de um celular. Eis que em uma das fotos, atrás do magistrado, há um semblante de uma senhora. Na clínica, o rosto da senhora foi identificado como sendo o da mãe de uma médica, falecida há 3 anos. A foto foi periciada e não há indício de adulteração ou fraude.

Abaixo, segue um trecho de um programa da tv piauiense que mostra como tudo ocorreu, inclusive as explicações de um perito criminal.

Qual sua opinião sobre este assunto?
Poste ai nos comentários.
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ESTE É UM LIVRO ESPIRITA?

03:50


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Autor: Lee Carroll / Jan Tober
Médium: (não mediúnico)
Editora: Butterfly
Número de Páginas: 272
Lançamento: 2005

Análise de Dora Incontri*

Nota 1: Esta análise originalmente foi publicada como artigo na seção "Educação para Todos", da Revista Universo Espírita, edição n° 40, com o título "Crianças Índigo e Espiritismo, alguma coisa a ver?".

Nota 2: O livro "Crianças Índigo" não é espírita, e sim uma obra espiritualista, entretanto, pela sua larga circulação no movimento espírita, o Portal Orientação Espírita entende a necessidade de publicar esta análise, com o intuito de esclarecer e despertar consciências.

Uma das novidades dessa primeira década do terceiro milênio é o anúncio de uma geração de crianças chamada "índigo". Há ainda uma outra classificação, a das crianças "cristal". A onda veio dos Estados Unidos a partir de um livro de Lee Carroll e Jan Tober The Indigo Children, the new kids have arrived, publicado no Brasil, pela Editora Butterfly, sob o título de Crianças Índigo.

Entre tantas, é uma temática incluída nessa corrente híbrida de pensamentos chamada New Age (Nova Era), que mistura orientalismos, misticismos vários, espiritualismo ocidental, psicologismos vagos, e, às vezes, Espiritismo, na sua forma norte-americana de spiritualism. O que caracteriza o pensamento New Age é justamente o anúncio de novos tempos para a humanidade, de maior espiritualidade, de aumento de consciência, de iluminação coletiva.

Como não existe uma filosofia consistente e unificadora para esse movimento, nele se abrigam todos os tipos de reflexões e propostas, desde algumas razoavelmente sensatas e certas músicas bonitas e relaxantes, até idéias místicas, mesmo supersticiosas. O que falta é justamente um eixo de racionalidade e o que sobra, para atrapalhar, é o mercado em torno do tema.

Temos hoje uma indústria de espiritualidade light, que vende em pílulas de livros de auto-ajuda, um conforto inconsistente, uma religiosidade descomprometida, porque muito superficial e feita para consumo rápido e descartável. Essa tendência se tornou de tal forma predominante - porque dá dinheiro - que ela contagia inclusive as grandes religiões e afeta em cheio o mercado editorial espírita.

O leitor-consumidor quer leituiras rápidas, fáceis, que possam dar receitas prontas e flexíveis para dar alívio às suas múltiplas angústias. Nada que comprometa muito, nada que o faça raciocinar em demasia, nada que o obrigue a tomar atitudes éticas mais firmes. A espiritualidade também se tornou produto de mercado.

A questão das crianças índigo se insere nesse contexto. Segundo os autores que trabalham o tema, há crianças especiais nascendo no mundo para preparar a Nova Era, suas auras azuis justificam o nome de crianças índigo. São questionadoras, contestadoras, corajosas para construir um novo mundo. Mas há também as crianças cristais, essas mais evoluídas ainda, que são introspectivas, sensíveis, iluministas.

Segundo os autores, esses seres precisam de atenção especial, de uma nova educação e de espaço para se desenvolverem livrementes.

A questão, tanto com o movimento da Nova Era quanto com esse tema específico das crianças índigo, é que há algumas verdades intuídas em meio a uma grande confusão de conceitos e incoerências perigosas.

Já no século 19 o Espiritismo anunciava novos tempos para a humanidade e dizia que a mudança se daria, sobretudo, pela encarnação de Espíritos mais conscientes, que já viriam aptos a construir e a vivenciar um novo mundo.

Há também um postulado adotado por Allan Kardec que, conforme se dá o progresso dos mundos, o período de infância vai ficando mais curto e os Espíritos reencarnam cada vez mais lúcidos e rapidamente amadurecem dentro dos propósitos que os trouxeram à nova existência.

Entretanto, uma das características do pensamento espírita é o despojamento de toda e qualquer linguagem mística e mítica, uma certa racionalização da espiritualidade, dentro de um entendimento lógico do mundo e da vida. Se uma nova geração está surgindo - e certamente está, pois basta conviver com as crianças atuais, para observar a sua vivacidade, a sua capacidade de desenvolvimento e a sua sensibilidade - é um fato natural, faz parte da lei do progresso coletivo e é inclusive parcialmente explicável pela maior quantidade de estímulos que as crianças recebem hoje desde cedo.

O perigo de classificarmos essas crianças é considerá-las seres privilegiados - pois o pior é que apenas algumas crianças são tidas como índigo ou cristal -, criando castas, de que os pais se orgulham e sobre as quais projetam seus desejos de grandeza. A identificação de possíveis crianças especiais é altamente problemática e mesmo prejudicial, porque suscita discriminações, classificações desvantajosas para outras, que não sejam assim consideradas, e para elas próprias, proporcionando um estímulo à vaidade.

Na obra de Lee Carroll e Jan Tober, há problemas ainda maiores. É que a identificação de tais crianças baseia-se em critérios muito subjetivos e mesmo errôneos. Vemos crianças consideradas índigo estapeando o rosto da mãe, sendo prepotentes, humilhando e agredindo outras pessoas, inclusive seus pais. Ora, segundo qualquer avaliação sensata, tais tendências não revelam um espírito superior. Pode ser até um ser desenvolvido intelectualmente, mas o orgulho e a arrogância mostram um déficit moral, que os pais têm a responsabilidade de ajudar a corrigir, com amor e diálogo, é claro, sem repressões e punições.

Outros critérios apontados - como os citados por Tereza Guerra, no livro dela: Crianças Índigo - Uma geração de ponte com outras dimensões, publicado pela Editora Madras - carecem completamente de qualquer cientificidade e de qualquer possibilidade de comprovação. São pseudocientíficos. Vejamos três desses critérios. Diz a autora, Tereza: "Esses indivíduos são, simplesmente, novas expressões com características que vocês não possuem:
1. Uma vibração mais elevada;
2. Uma organização que invalida certos atributos provenientes dos astros que, habitualmente, afetam os humanos;
3. Um dispositivo biológico específico, que lhes permite manejar melhor as impurezas fabricadas pelos próprios humanos do planeta".

Já conseguiram algum meio de medir a elevação da vibração de cada um? E que organização e dispositivo biológico são esses? Alguma mutação genética, comprovada? Estamos diante de uma geração de mutantes, superiores a nós? Como se vê, são afirmativas gratuitas, inconsistentes e problemáticas.

Essa discussão mostra muito bem por que insistimos em falar em uma Pedagogia Espírita, termo criado por J. Herculano Pires, e não em uma Pedagogia Espiritualisdta ou Nova Pedagogia ou Pedagogia do Amor - como algumas pessoas sugerem no sentido de descaracterizá-la de um suposto aspecto sectário. Quem compreende bem o Espiritismo sabe que ele tem um caráter universalista e não se fecha em fanatismo e sectarismo. E o que faz parte principalmente de sua proposta é o método de abordagem da realidade, de maneira científica, racional, sem abdicar da visão espiritual. Ou seja, Kardec nos indica critérios de tocar o real, de maneira a termos mais segurança em nosso modo de conhecer.

Assim, a pedagogia espírita é uma pedagogia que assume a reencarnação, a espiritualidade como dimensão real e necessária do ser humano, mas não abandona o eixo da racionalidade científica, desenvolvido na história do Ocidente, desde a civilização grega. Não podemos nos lançar a um misticismo medieval, deixando de lado as âncoras da pesquisa e da razão.

Portanto, dentro dessa abordagem, podemos afirmar que a pedagogia espírita trabalha com um critério democrático, racional, de considerar todas as crianças iguais e, ao mesmo tempo, singulares, rejeitando classificações restritivas ou discriminatórias.

Todas as crianças são iguais, essencialmente divinas, espíritos em evolução, com infinitas potencialidades a serem desenvolvidas. Todas precisam de amor, diálogo, educação libertadora, que permita seu pleno desabrochar. Todas devem ser respeitadas e ajudadas a cumprir seu destino evolutivo.

Todas as crianças são únicas, cada uma tem seu histórico reencarnatório, cada uma traz talentos específicos a serem trabalhados na presente existência, cada uma está num degrau diferente de evolução espiritual - que é difícil avaliar, pois não há métodos de medir evolução espiritual a não ser observar o exemplo de um ser humano ao longo de sua existência e, ainda assim, muitos se enganam nessa avaliação, tomando falsos profetas por missionários.

Cabe-nos observar atentamente cada indivíduo, conhecer de perto suas tendências e jamais abdicar da função de educar, o que não significa modelar de fora, mas ajudar o ser a se autoconstruir.

*Dora Incontri é pedagoga, professora universitária, escritora, diretora da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita e colabora no movimento espírita de Sâo Paulo.

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O QUE É O CENTRO ESPIRITA.6ºPARTE

03:44



O QUE É O CENTRO ESPIRITA.6ºPARTE
Como todas as religiões primitivas são voltadas para os interesses materiais – solução de problemas materiais através de processos mágicos – a crendice popular apegou-se a essas práticas, dando enorme expansão ao sincretismo entre nós. Por outro lado, as encenações rituais criadas pelo povo, enriquecendo o nosso folclore, atraíram multidões, incluindo estrangeiros de cultura européia.

Graças a isso, já estamos exportando Umbanda, Candomblé e Quimbanda para o mundo. É uma vitória do primitivo sobre o civilizado, que traz sempre em si mesmo as raízes africanas do primitivismo.

Compreendem-se as razões de tudo isso, mas não se pode compreender que num Centro Espírita, iluminado pelas luzes da Doutrina Espírita, admita-se a introdução dessas práticas primitivas. As energias espirituais superiores, empenhadas pelos Espíritos Benevolentes nos trabalhos espíritas são muito mais poderosas do que todas as fórmulas mágicas das selvas. Não desprezamos essas práticas nem as condenamos, pois elas nos revelam as tentativas dos homens selvagens para dominar a magia da Natureza. Mas esse domínio já foi conseguido pelas Ciências, que depois de suas fase materialista já penetraram nas entranhas da matéria e atingiram a essência espiritual do homem, dos seres e das coisas.

O próprio Espiritismo, tão ferrenhamente combatido pelas Ciência, hoje está comprovado pelas conquistas cientificas do nosso século. Os dirigentes de Centros Espíritas precisam conhecer esses problemas, se quiserem realmente dirigi-los. Se insistirem na ignorância, no cultivo de suas superstições, na falta de leitura e estudo, convencidos de que tudo sabem a respeito do assunto, acabarão como o cego da parábola, caindo no barranco e levando os outros com eles ao fundo dos precipícios.

O nível mental de uma criatura civilizada não pode estar tão baixo que misture com o nível mental dos selvagens. Há, portanto, um problema grave de defasagem cultural, de desnível mental, que os espíritas precisam encarar com seriedade , em face da lei de evolução.
O Sincretismo é um retorno à mentalidade da selva. Os que a ele se entregam, geralmente por interesses inferiores, de ordem material, estão tentando regredir na sua evolução. Desse esforço retrógrado resulta sempre o efeito negativo ao atraso mental e espiritual.
Dessa maneira, o Centro Espírita infestado por essas práticas torna-se um organismo em deterioração. Vira no avesso a sua finalidade superior, apegando-se cada vez mais aos interesses passageiros da vida terrena. Admite-se a existência dos terreiros, em os homens e os espíritos ainda apegados ao primitivismo podem fazer suas experiências retardadas. Mas não se pode admitir a mistura de práticas contraditórias num local espírita.

Quem prefere o sincretismo que vá para os terreiros, mas quem sente o anseio de elevação espiritual que não se iluda com a suposta força das práticas selvagens.

Muitos alegam que nessas práticas estão presentes os espíritos. Convém lembrar que os espíritos estão por toda parte, pois são como ensina Kardec, elementos naturais, como as pedras, as plantas, os animais, mas cada qual está em seu nível de evolução.

O homem é o espírito que se elevou sobre todos os estágios naturais e atingiu os planos superiores da consciência. Sua responsabilidade espiritual, como dizia Léon Denis, é grande e pesada. No Centro Espírita a compreensão desse problema deve ser permanente, pelo menos de parte dos que o dirigem.

Ao mesmo tempo, precisamos aprofundar a nossa compreensão do problema dos negros entre nós. Os adversários do Espiritismo costumam alegar que nas práticas doutrinárias sempre aparecem espíritos de negros e índios, numa prova da condição inferior da Doutrina e do meio espírita. Podemos lembrar a influência do negro e do índio na cultura norte-americana e a supremacia do espírito negro Silver Bicher no movimento espírita inglês.

Os motivos disso são historicamente visíveis. Nós, os brancos, estabelecemos o tabu da superioridade racional do branco no mundo. Invadimos a África para explorá-la e caçar os seus filhos como bichos, submetendo-os à escravidão. Até hoje mantemos no mundo posições racistas intransigentes. Depois de séculos de exploração e humilhação do negro, abrimos mãos do colonialismo africano por motivos econômicos e após devastações e crueldades.

Não deixamos na África a herança de civilização que devíamos deixar, mas uma herança de barbárie, com que as nações africanas lutam desesperadamente. Não somos credores da África, mas devedores. É natural que os deuses negros, espíritos protetores das raças negras, tenham invadido a nossa área cristã. O que catequese branca não conseguiu fazer com negros e índios, as leis sociais da miscigenação fizeram através do sincretismo religioso.
Se não houve conversão do negro pela sujeitação da força, houver mistiçagem racial e cultural pela fusão das mitologias negra e branca. As religiões mestiças a que se referiu Euclides da Cunha em “Os Sertões“, consumaram a fusão fraterna no plano dos interesses imedialista dos dois lados.
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I – Espiritismo e Espiritualismo

03:35

I – Espiritismo e Espiritualismo
por Allan Kardec, em 1857

Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplica-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas da anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue dai que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo, empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível.

Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.
Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual apresenta uma das fases. Essa a razão por que traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista.

II – Alma, Princípio Vital e Fluido Vital

Há outra palavra sobre a qual igualmente devemos entender-nos, porque é uma das chaves de toda doutrina moral e tem suscitado numerosas controvérsias, por falta de uma acepção bem determinada; é a palavra alma. A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada qual faz desse vocábulo. Uma língua perfeita, em que cada idéia tivesse a sua representação por um termo próprio, evitaria muitas discussões; com uma palavra para cada coisa, todos se entenderiam.

Segundo uns, a alma é o princípio da vida orgânica material; não tem existência própria e se extingue com a vida: é o puro materialismo. Nesse sentido e por comparação, dizem de um instrumento quebrado, que não produz mais som, que ele não tem alma. De acordo com esta opinião, a alma seria um efeito e não uma causa.
Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal de que cada ser absorve uma porção. Segundo estes, não haveria em todo o universo senão uma única alma, distribuindo fagulhas para os diversos seres inteligentes, durante a vida; após a morte, cada fagulha volta à fonte comum, confundindo-se no todo, como os córregos e os rios retornam ao mar de onde saíram.

Esta opinião difere da precedente em que, segundo esta hipótese, existe em nós algo mais do que a matéria, restando qualquer coisa após a morte; mas é quase como se nada restasse, pois não subsistindo a individualidade não teríamos mais consciência de nós mesmos. De acordo com esta opinião, a alma universal seria Deus e cada ser uma porção da Divindade; é esta uma variedade do Panteísmo.

Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Esta concepção é incontestavelmente a mais comum, porque, sob um nome ou outro, a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra em estado de crença instintiva, e independente de qualquer ensinança, entre todos os povos, qualquer que seja o seu grau de civilização.

Essa doutrina, para a qual a alma é causa e não efeito, é a dos espiritualistas.
Sem discutir o mérito dessas opiniões e não considerando senão o lado lingüístico da questão, diremos que essas três aplicações da palavra alma constituem três idéias distintas, que reclamariam cada uma um termo diferente.

Essa palavra tem, portanto, significação tríplice, e cada qual está com a razão, segundo o seu ponto de vista ao lhe dar uma definição; a falha se encontra na língua, que não dispõe de mais de uma palavra para três idéias. Para evitar confusões, seria necessário restringir a acepção da palavra alma a uma de suas idéias. Escolher esta ou aquela é indiferente, simples questão de convenção, e o que importa é esclarecer. Pensamos que o mais lógico é tomá- la na sua significação mais vulgar, e por isso chamamos ALMA ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo. Ainda que este ser não existisse e não fosse mais que um produto da imaginação, seria necessário um termo para designá-lo.

Na falta de uma palavra especial para cada uma das duas outras idéias, chamaremos:
Princípio vital, o princípio da vida material e orgânica, seja qual for a sua fonte, que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem. A vida podendo existir, sem a faculdade de pensar, o princípio vital é coisa distinta e independente. A palavra vitalidade não daria a mesma idéia.

Para uns, o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz quando a matéria se encontra em dadas circunstâncias; segundo outros, e essa idéia é a mais comum, ele se encontra num fluido especial, universalmente espalhado, do qual cada ser absorve e assimila uma parte durante a vida, como vemos os corpos inertes absorverem a luz. Este seria então o fluido vital, que, segundo certas opiniões, não seria outra coisa senão o fluido elétrico animalizado, também designado por fluido magnético, fluido nervoso etc.

Seja como for, há um fato incontestável, pois resulta da observação: é que os seres orgânicos possuem uma força íntima que produz o fenômeno da vida, enquanto essa força existe; que a vida material é comum a todos os seres orgânicos, e que ela independe da inteligência e do pensamento; que a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas; enfim, que, entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e pensamento, há uma dotada de um senso moral especial que lhe dá incontestável superioridade perante as outras, e que é a espécie humana.

Compreende-se que, com uma significação múltipla, a alma não exclui o materialismo, nem o panteísmo. Mesmo o espiritualista pode muito bem entender a alma segundo uma ou outra das duas primeiras definições, sem prejuízo do ser material distinto, ao qual dará qualquer outro nome. Assim, essa palavra não representa uma opinião: é um Proteu, que cada qual ajeita a seu modo, o que dá origem a tantas disputas intermináveis.

Evitaríamos igualmente a confusão, mesmo empregando a palavra alma nos três casos, desde que lhe ajuntássemos um qualificativo para especificar a maneira pela qual a encaramos ou a aplicação que lhe damos. Ela seria então um termo genérico, representando ao mesmo tempo o princípio da vida material, da inteligência e do senso moral, que se distinguiriam pelo atributo, como o gás, por exemplo, que se distingue ajuntando-se-lhe as palavras hidrogênio, oxigênio e azoto. Poderíamos dizer, e talvez fosse o melhor, a alma vital para designar o princípio da vida material, a alma intelectual para o princípio da inteligência, e a alma espírita para o princípio da nossa individualidade após a morte.

Como se vê, tudo isto é questão de palavras, mas questão muito importante para nos entendermos. Dessa maneira, a alma vital seria comum a todos os seres orgânicos: plantas, animais e homens; a alma intelectual seria própria dos animais e dos homens, e a alma espírita pertenceria somente ao homem.

Acreditamos dever insistir tanto mais nestas explicações, quanto a Doutrina Espírita repousa naturalmente sobre a existência em nós de um ser independente da matéria e que sobrevive ao corpo. Devendo repetir freqüentemente a palavra alma no curso desta obra, tínhamos de fixar o sentido em que a tomamos, a fim de evitar qualquer engano.
Vamos, agora, ao principal objetivo desta instrução preliminar.
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"Livros Espíritas Grátis" Para Serem Baixados

12:32


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"Livros Espíritas Grátis" Para Serem Baixados


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Baixados -"Livros Espíritas Grátis" Para Serem Baixados -"Livros Espíritas Grátis" Para Serem Baixados

Esta síntese, ou melhor este catecismo espiritualista, tem apenas um mérito: o de ser idealizado e organizado segundo a ordem natural das idéias. O espírito humano, com efeito, deve submeter a certas regras sua marcha evolutiva e seus procedimentos lógicos. Está na sua natureza não passar a uma segunda verdade senão quando já tenha assimilado a primeira e de percorrer, assim, toda a série de princípios, sem omitir um só de seus elos.

BAIXAR LIVRO
http://www.4shared.com/file/66682022/645ddd31/Leon_Denis_-_Sntese_Doutrinria_e_Prtica_do_Espiritismo.html


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ESTUDANDO (Kardec teve direito a Bônus Hora?)

05:36

ESTUDANDO (Kardec teve direito a quantos Bônus Hora?)

Algumas pessoas a falar de certas obras mediúnicas chegam a dizer “em minha opinião os livros de FULANO são irretocáveis. Afirmação, quem é absolutamente contrária ao que nos ensina a codificação espírita.
Pois o LM diz que “Não existem médiuns perfeitos e não existe perfectibilidade nas comunicações, até mesmo por conta do filtro anímico.”

É necessária uma análise crítica, sem preconceitos ou pré-julgamento, de toda obra mediúnica. Algumas questões para refletir. Se possível visite nossa página e coloque sua replica por lá http://ensinoespirita.blogspot.com/

ANALISE DO LIVRO NOSSO LAR

1º Se você desejar uma casa em Nosso Lar tem que acumular 15 anos de serviços, tempo necessário para obter 30 mil bônus-hora, a moeda do lugar.
Se você não conseguir tem que morar na casa de pessoas bondosas que o acolhem.
(Ou vai acabar fazendo parte do MSL-NL Movimento dos Sem Lar em Nosso Lar)

2º Chico Xavier viveu na pobreza, mas em Nosso Lar não funciona assim.
Quanto mais o espírito é evoluído mais ele é "rico", tem direito a morar em casas de grandes proporções, terem roupas variadas e veículos. Para se ter uma idéia, o espírito mais evoluído de lá (o governador) mora em um palácio de proporções faraônicas que é ricamente mobiliado e cujas torres rasgam o céu. Pasmem!

3º O mais absurdo é que só podem pedir qualquer coisa quem tem dinheiro, já que segundo informam NADA ALI É DE GRAÇA, QUEM QUER ALGO TEM QUE DAR ALGO EM TROCA, OU SEJA A MOEDA BÔNUS-HORA.

4º Para surpreender os mais pedintes que gostam de orar em favor de alguém e ser atendido no Nosso Lar você vai precisar ter muito BÔNUS HORA.

5º Mesmo os espíritos mais evoluídos tomam banho e comem. Em cada casa tem um banheiro. Só não dizem como é o sistema de esgoto.

Isto é o que encontramos nas afirmações de Andre Luiz sobre Nosso Lar.
.......................................................................................

Algumas alegações plasmadas no ar.

A) Se ficarmos apegados ao pé da letra da palavra verá que ela não consta na doutrina. Mas, se usarmos a alegoria bônus-hora e toda a fantasia Nosso Lar como uma parábola, poderemos encontrar o sentido doutrinário.

B) Bônus-hora = MERECIMENTO

C) Várias vezes os espíritos da codificação afirmam que se expressam de tal forma, por que falta palavra em nosso vocabulário para entender alguns dos ensinamentos que traziam.
...............................................................................

A questão, é que a doutrina espírita, como fé raciocinada, não pode ser expressada por parábolas deturpando o discurso direto.

O Bônus hora é controverso no momento que se torna um sistema de recompensa para se praticar a caridade ou se dedicar ao próximo.

Eu posto artigos em diversos sites ministro palestras em casas espíritas, já prestei serviço para a Federação aqui do RGS e jamais fiquei pensando em ganhar algo em troca. (NEM BÔNUS HORA OU VALE RESTAURANTE)

Se você faz algo e é recompensado por terceiros, acabou ali a lei de causa e efeito.

Segundo o LE, os Espíritos não têm o tempo na mesma medida que nós, encarnados, temos. E Nosso Lar fala sobre "algum tempo de serviço".
Que tempo é esse algum? Os Espíritos de Nosso Lar usam relógio?

Batem ponto? Se tudo é tão igual, reencarnar para que?

E o que dizer da afirmação em que nos serviços sacrificiais a REMUNERAÇÃO pode duplicar ou triplicar. Onde se encaixa a palavra sacrifício neste contexto?
.
Se aplicarmos aqui o princípio Aristotélico da não contradição concluímos que além de não passar pelo crivo da razão, este sistema não vai apenas na contra mão da codificação mas, da própria lei de evolução.

O principio se resume no seguinte. “AQUILO QUE É, EM QUANTO É, NÃO PODE NÃO SER.”

Pois, se todos sabem que nossa evolução é alcançada em cima dos nossos méritos e do que conquistamos de correto em nossas almas.Como termos um salário compensatório para aquilo que deve ser a nossa obrigação como espírito, encarnado ou desencarnado?

O que diz o Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XVI “Os lugares aqui não se compram se conquista, aqui tudo se paga com as qualidades da alma”

Se evoluir e nos melhorar é inerente e obrigatório ao espírito, não existe qualquer
motivo para uma gratificação, seja ela da forma que for.

O bônus hora esta mais para estimular o “egoísta que calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.” (Cap. XVI - ESSE - O homem de Bem)

Alguns chegam mesmo a considerar Nosso Lar como “A Cartilha do Espiritismo”

Outros para defender os romances espiritualistas defendem perolas como. “O que tem de tão meritório a obra de Kardec, que pode ser considerada como prova?

Vou dizer uma coisa eu nasci em uma família espírita meu pai ministrava palestra em sociedades no tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça, de lá para cá eu conheci diversas corrente espiritualistas e doutrinas.

Hoje com 42 anos não me encontro na condição de dizer, eu conheço tudo sobre o espiritismo, mas vejo muitos defenderem que a doutrina tem que avançar e não pode ficar presa a codificação de 200 anos atrás.

O que salta aos olhos é que todo o trabalho de Kardec, superando o espiritualismo infuso e confuso do passado, para estabelecer uma linha racional de espiritualidade superior vai por água abaixo, quando os que não estudam a doutrina, aplaudem aqueles que não conseguiram entender Kardec e por isso passando sobre ele afastavam a sua obra como um empecilho, um estorvo uma velharia.

Não propomos queimar ou proibir esta ou aquela obra, mas sim de se colocar o que a doutrina pede, em pratica, a razão face a face, a fé raciocinada.

Usar do bom senso é o primeiro preceito da normativa de Kardec.
Examinar com rigor a linguagem dos Espíritos comunicantes, submetê-los a testes de bom senso e conhecimento, verificar a relação de realidade dos conceitos por eles enunciados (relação do seu pensamento com os fatos, as coisas e os seres), enquadrarem os seus ensinos e revelações no contexto cultural da época, verificando o alcance abusivo ou não das afirmações mais audaciosas.

Menosprezar Kardec em defesa de uma atualização que nada mais é do que querer trazer de volta um espiritualismo confuso e ultrapassado, me parece que é um avanço para o obscurantismo em favor da antiquada fé cega.

O que podemos constatar é que por trás de uma bandeira escrito em letra garrafal CARIDADE esta se criando a INDÚSTRIA DA FILANTROPIA onde vemos muitos médiuns e até muitas seitas religiosas não recebem presentes ostensivamente, mas aceitam dinheiro, valores e vendem livros supostamente para obras meritórias, como já aconteceu e acontece com vários médiuns brasileiros e Instituições.

Neste contexto quem vai querer ter seus livros avaliados criteriosamente?
Aqui não estou falando de Chico Xavier, e sim de certos romances que andam circulando por todo lado, e que mais parece uma série de aventuras fantásticas querendo desbancar a série de Harry Potter.

Pense nisso.
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Cap. 1 – EXISTEM ESPÍRITOS? LIVRO DOS MÉDIUNS

03:10

1. A causa principal da dúvida sobre a existência dos Espíritos é a ignorância da sua verdadeira natureza. Imaginam-se os Espíritos como seres à parte na Criação, sem nenhuma prova da sua necessidade. Muitas pessoas só concedem os Espíritos através das estórias fantasiosas que ouviram em crianças, mais ou menos como as que conhecem História pelos romances. Não procuram saber se essas estórias, desprovidas do pitoresco,podem revelar um fundo verdadeiro, ao lado do absurdo que as choca. Não se dão ao trabalho de quebrar a casca da noz para descobrir a amêndoa. Assim, rejeitam a estória, como fazem os religiosos que, chocados por alguns abusos, afastam-se da religião.

Seja qual for à idéia que se faça dos Espíritos, a crença na sua existência decorre necessariamente do fato de haver um princípio inteligente no Universo, além da matéria. Essa crença é incompatível com a negação absoluta do referido princípio. Partimos, pois, da aceitação da existência, sobrevivência e individualidade da alma, de que o Espiritualismo em geral nos oferece a demonstração teórica dogmática, e o Espiritismo a demonstração experimental. Mas façamos, por um instante, abstrações das manifestações propriamente ditas, e raciocinemos por indução. Vejamos a que conseqüências chegaremos.

2. Admitimos a existência da alma e da sua individualidade após a morte, é necessário admitir também:

1º) Que a sua natureza é diferente da corpórea, pois ao separar-se do corpo ela não conserva as propriedades materiais;

2º) Que ela possuía consciência própria, pois lhe atribuímos a capacidade de ser feliz ou sofredora, e que tem de ser assim, pois do contrário ela seria um ser inerte e de nada nos valeria a sua existência.

Admitindo isso, é claro que a alma terá de ir para algum lugar. Mas para onde vai, e o que é feito dela? Segundo a crença comum, ela vai para o Céu ou para o Inferno. Mas onde estão o Céu e o Inferno? Dizia-se antigamente que o Céu estava no alto e o Inferno embaixo. Mas o que é o alto e o baixo no Universo desde que sabemos que a Terra é redonda; que os astros giram, de maneira que o alto e o baixo se revezam cada doze horas para nós; e conhecemos o infinito do espaço, no qual podemos mergulhar a distâncias incomensuráveis?

É verdade que podemos entender por lugares baixos as profundezas da Terra. Mas o que são hoje essas profundezas, depois das escavações geológicas? O que são, também, essas esferas concêntricas chamadas céu de fogo, céu das estrelas, depois que aprendemos não ser o nosso planeta o centro do Universo, e que o nosso próprio Sol nada mais é do que um entre milhões de sóis que brilham no infinito, sendo cada qual o centro de um turbilhão planetário? Que foi feito da antiga importância da Terra agora perdida nessa imensidade? E por que estranho motivo este imperceptível de areia, que não se distingue pelo seu tamanho, nem pela sua posição, nem qualquer papel particular no cosmo, seria o único povoado de seres racionais? A razão se recusa a admitir essa inutilidade do infinito, e tudo nos diz que esses mundos também são habitados. E se assim é eles também fornecem os seus contingentes para o mundo das almas. Então, voltamos à pergunta: em que se tornam as almas, depois da morte do corpo, e para onde vão? A Astronomia e a Geologia destruíram as suas antigas moradas, e a teoria racional da pluralidade dos mundos habitados multiplicou-as ao infinito. Não havendo concordância entre a doutrina da localização das almas e os dados das ciências, temos de aceitar uma doutrina mais lógica, que não lhes marca este ou aquele lugar circunscrito, mas dá-lhes o espaço infinito: é todo um mundo invisível que nos envolve e no meio do qual vivemos, rodeados por elas.

Há nisso alguma impossibilidade, qualquer coisa que repugne à razão? Nada, absolutamente. Tudo nos diz, pelo contrário, que não pode ser de outra maneira. Mas em que se transformam as penas e recompensas futuras, se as almas não vão para determinado lugar? Vê-se que a idéia dessas penas e recompensas é absurda e que dá motivo à incredulidade. Mas entendemos que as almas, em vez de penarem ou gozarem em determinado lugar, carregam em seu íntimo, a felicidade ou a desgraça, pois a sorte de cada uma depende de sua condição moral, e que a reunião das almas boas e afins é um motivo de felicidade, e tudo se tornará mais claro. Compreendamos que, segundo o seu grau de pureza, elas percebem e tem visões inacessíveis, às mais grosseiras; que somente pelos esforços que fazem para se melhorarem, e depois das provas necessárias, podem atingir os graus mais elevados; que os anjos são as almas humanas que chegaram ao grau supremo e que todos podem chegar até lá, através da boa vontade; que os anjos são os mensageiros de Deus, incumbidos de zelar pela execução de seus desígnios em todo o universo, sendo felizes com essa missão gloriosa; e a felicidade de após morte será uma condição útil e aceitável, mais atraente que a inutilidade perpétua da contemplação eterna. E os demônios? Compreendamos que são almas das criaturas más, ainda não depuradas, mas que podem chegar, como as outras, ao estado de pureza, e a justiça e a bondade de Deus se tornarão racionais, ao contrário do que nos apresenta a doutrina dos seres criados para o mal de maneira irrevogável. Eis, afinal, o que a mais exigente razão, a lógica mais rigorosa, o bom-senso, numa palavra, podem admitir.

Como vemos, as almas que povoam o espaço são precisamente o que chamamos de Espíritos. Assim, os Espíritos são apenas as almas humanas, despojadas do seu invólucro corporal. Se os Espíritos fossem seres à parte na Criação, sua existência seria mais hipotética. Admitindo a existência das almas, temos de admitir a dos Espíritos, que nada mais são do que as almas. E se admitimos que as almas estão por toda parte, é necessário admitir que os Espíritos também estão. Não se pode, pois, negar a existência dos Espíritos sem negar a das almas.

3. Tudo isto não passa de uma teoria mais racional do que a outra. Mas já não é bastante ser uma teoria que a razão e a ciência não contradizem? Além disso, ela é corroborada pelos fatos e tem a sanção da lógica e da experiência. Encontramos os fatos nos fenômenos de manifestações espíritas, que nos dão a prova positiva da existência e da sobrevivência da alma. Há muita gente, porém, que nega a possibilidade dessas comunicações com os Espíritos. São pessoas que acreditam na existência da alma, e conseqüentemente na dos Espíritos, mas sustentam a teoria de que os seres imateriais não podem agir sobre a matéria. Trata-se de uma dúvida originada pela ignorância da verdadeira natureza dos Espíritos, da qual geralmente se faz uma idéia falsa, considerando-os seres abstratos, vagos e indefinidos, o que não é verdade.

Consideremos o Espírito, antes de mais nada, na sua união com o corpo. O Espírito é o elemento principal dessa união, pois é o ser pensante e que sobrevive à morte. O corpo não é mais que um acessório do Espírito, um invólucro, uma roupagem que ele abandona depois de usar. Além desse envoltório material o Espírito possui outro, semimaterial, que o liga ao primeiro. Na morte, o Espírito abandona o corpo, mas não o segundo envoltório, a que chamamos de perispírito. Este envoltório semimaterial, que tem a mesma forma humana do corpo, é uma espécie de corpo fluídico, vaporoso, invisível para nós no seu estado normal, mas possuindo ainda algumas propriedades da matéria.(1)

Não podemos, pois, considerar o espírito como uma simples abstração, mas como um ser limitado e circunscrito, a que só falta ser visível e palpável para assemelhar-se às criaturas humanas. Por que não poderia ele agir sobre a matéria? Pelo fato de ser fluídico o seu corpo? Mas não é entre os fluidos mais rarefeitos, como a eletricidade, por exemplo, e os que se consideram mais imponderáveis, que encontramos as mais poderosas forças motoras?A luz imponderável não exerce ação química sobre a matéria ponderável? Não conhecemos ainda a natureza íntima do perispírito, mas podemos supô-lo constituindo de substância elétrica, ou de outra espécie de matéria tão sutil como essa. Por que separado não poderia agir da mesma maneira, dirigido pela vontade? (2)

4. A existência de Deus e da alma, conseqüência uma da outra, constitui a base de todo o edifício do Espiritismo. Antes de aceitarmos qualquer discussão espírita, temos de assegurar-nos se o interlocutor admite essa base. Se ele responder negativamente às perguntas: “Crê em Deus? Crê na existência da alma? Crê na sobrevivência da alma após a morte”? ou se responder simplesmente: Não sei; desejava que fosse assim, mas não estou certo, o que geralmente equivale a uma negação delicada, disfarçada para não chocar bruscamente o que ele considera preconceitos respeitáveis, seria inútil prosseguir. Seria como querer demonstrar as propriedades da luz a um cego que não admitisse a existência da luz. As manifestações espíritas são os efeitos das propriedades da alma. Assim, com semelhante interlocutor, se não quisermos perder tempo, só nos resta seguir outra ordem de idéias. Admitidos os princípios básicos, não apenas como probabilidade, mas como coisa averiguada, incontestável, a existência dos Espíritos será uma decorrência natural.

5. Resta saber se o Espírito pode comunicar-se com o homem, permutar pensamentos com os encamados. Mas por que não? Que é o homem, senão um Espírito revestido de corpo material? Qual o motivo por que um Espírito livre não poderia comunicar-se com um Espírito cativo, como o homem livre se comunica com o prisioneiro? Admitida a sobrevivência da alma, seria racional negar-se a sobrevivência das suas afeições? Desde que as almas estão por toda parte, não é natural pensar que a de alguém que nos amou durante a vida venha procurar-nos desejando comunicar-se conosco, e se utilize os meios que estão ao seu dispor? Quando viva na Terra, não agia ela sobre a matéria do seu corpo? Não era ela, a alma, que dirigia os movimentos corporais? Por que, pois, não poderia ela, após a morte, servir-se de outro corpo, de acordo com o Espírito nele encarnado, para manifestar o seu pensamento, como um mudo se serve de uma pessoa que fala, para fazer-se compreender?

6. Afastemos por um instante os fatos que consideramos incontestáveis. Admitamos a comunicação como simples hipótese. Solicitamos aos incrédulos que nos provem, através de razões decisivas, que ela é impossível. Não basta a simples negação, pois seu arbítrio pessoal não é lei. Colocamo-nos no seu próprio terreno, aceitando a apreciação dos fatos espíritas através das leis materiais. Que eles assim, possam tirar, do seu arsenal científico, alguma prova matemática, física, química, mecânica, fisiológica, demonstrando por a mais b, sempre a partir do princípio da existência e da sobrevivência da alma, que:

1º) O ser pensante durante a vida terrena não deve mais pensar depois da morte;

2º) Se ele pensa, não deve mais pensar nos que amou;

3º) Se pensa nos que amou, não deve querer comunicar-se com eles;

4º) Se pode estar em toda parte, não pode estar ao nosso lado;

5º) Se está ao nosso lado, não pode comunicar-se conosco;

6º) Por meio do seu corpo fluídico, não pode agir sobre a matéria inerte;

7º) Se pode agir sobre a matéria inerte, não pode agir sobre um ser vivo;

8º) Se pode agir sobre um ser vivo, não pode dirigir-lhe a mão para fazê-lo escrever;

9º) Podendo fazê-lo escrever, não pode responder-lhe as perguntas nem transmitir-lhe pensamento.

Quando os adversários do Espiritismo nos demonstram que isso tudo não é possível, através de razões tão evidentes como as de Galileu para provar que o Sol não girava em torno da Terra, então poderemos dizer que as suas dúvidas são fundadas. Mas até hoje, infelizmente, toda a sua argumentação se resume nestas palavras: Não creio, porque é impossível. Eles retrucarão, sem dúvida, que cabe a nós provar a realidade das manifestações. Já lhes demos as provas, pelos fatos e pelo raciocínio; se recusam umas e outras, e se negam até mesmo o que vêem, cabe a eles provar que os fatos são impossíveis e que o nosso raciocínio é falso.



Cap. 1 – EXISTEM ESPÍRITOS? LIVRO DOS MÉDIUNS
(1) ) O apóstolo Paulo, como podemos ver na I Epístola aos Coríntios, chama o períspirito de corpo espiritual, que é o corpo da ressurreição. As investigações científicas da Metapsíquica e da Parapsicologia tiveram de enfrentar, malgrado o materialismo dos pesquisadores, a existência desse corpo semimaterial (N. do T. )



(2) Além das ações químico-físicas dos elementos imponderáveis, a Parapsicologia moderna provou, em experiências de laboratório, a ação da mente sobre a matéria. O prof. Joseph Banks Rhine, da Duke University, Estados Unidos, chegou à conclusão de que a mente não é física, mas age por via-extrafísica, sobre o mundo material. Os parapsicólogos soviéticos, materialistas comprovaram a ação mental sobre a matéria, afirmando que o córtex cerebral deve possuir uma energia material ainda não conhecida pelas ciências (N. do T. )
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