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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ESTUDANDO (Kardec teve direito a Bônus Hora?)


ESTUDANDO (Kardec teve direito a quantos Bônus Hora?)

Algumas pessoas a falar de certas obras mediúnicas chegam a dizer “em minha opinião os livros de FULANO são irretocáveis. Afirmação, quem é absolutamente contrária ao que nos ensina a codificação espírita.
Pois o LM diz que “Não existem médiuns perfeitos e não existe perfectibilidade nas comunicações, até mesmo por conta do filtro anímico.”

É necessária uma análise crítica, sem preconceitos ou pré-julgamento, de toda obra mediúnica. Algumas questões para refletir. Se possível visite nossa página e coloque sua replica por lá http://ensinoespirita.blogspot.com/

ANALISE DO LIVRO NOSSO LAR

1º Se você desejar uma casa em Nosso Lar tem que acumular 15 anos de serviços, tempo necessário para obter 30 mil bônus-hora, a moeda do lugar.
Se você não conseguir tem que morar na casa de pessoas bondosas que o acolhem.
(Ou vai acabar fazendo parte do MSL-NL Movimento dos Sem Lar em Nosso Lar)

2º Chico Xavier viveu na pobreza, mas em Nosso Lar não funciona assim.
Quanto mais o espírito é evoluído mais ele é "rico", tem direito a morar em casas de grandes proporções, terem roupas variadas e veículos. Para se ter uma idéia, o espírito mais evoluído de lá (o governador) mora em um palácio de proporções faraônicas que é ricamente mobiliado e cujas torres rasgam o céu. Pasmem!

3º O mais absurdo é que só podem pedir qualquer coisa quem tem dinheiro, já que segundo informam NADA ALI É DE GRAÇA, QUEM QUER ALGO TEM QUE DAR ALGO EM TROCA, OU SEJA A MOEDA BÔNUS-HORA.

4º Para surpreender os mais pedintes que gostam de orar em favor de alguém e ser atendido no Nosso Lar você vai precisar ter muito BÔNUS HORA.

5º Mesmo os espíritos mais evoluídos tomam banho e comem. Em cada casa tem um banheiro. Só não dizem como é o sistema de esgoto.

Isto é o que encontramos nas afirmações de Andre Luiz sobre Nosso Lar.
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Algumas alegações plasmadas no ar.

A) Se ficarmos apegados ao pé da letra da palavra verá que ela não consta na doutrina. Mas, se usarmos a alegoria bônus-hora e toda a fantasia Nosso Lar como uma parábola, poderemos encontrar o sentido doutrinário.

B) Bônus-hora = MERECIMENTO

C) Várias vezes os espíritos da codificação afirmam que se expressam de tal forma, por que falta palavra em nosso vocabulário para entender alguns dos ensinamentos que traziam.
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A questão, é que a doutrina espírita, como fé raciocinada, não pode ser expressada por parábolas deturpando o discurso direto.

O Bônus hora é controverso no momento que se torna um sistema de recompensa para se praticar a caridade ou se dedicar ao próximo.

Eu posto artigos em diversos sites ministro palestras em casas espíritas, já prestei serviço para a Federação aqui do RGS e jamais fiquei pensando em ganhar algo em troca. (NEM BÔNUS HORA OU VALE RESTAURANTE)

Se você faz algo e é recompensado por terceiros, acabou ali a lei de causa e efeito.

Segundo o LE, os Espíritos não têm o tempo na mesma medida que nós, encarnados, temos. E Nosso Lar fala sobre "algum tempo de serviço".
Que tempo é esse algum? Os Espíritos de Nosso Lar usam relógio?

Batem ponto? Se tudo é tão igual, reencarnar para que?

E o que dizer da afirmação em que nos serviços sacrificiais a REMUNERAÇÃO pode duplicar ou triplicar. Onde se encaixa a palavra sacrifício neste contexto?
.
Se aplicarmos aqui o princípio Aristotélico da não contradição concluímos que além de não passar pelo crivo da razão, este sistema não vai apenas na contra mão da codificação mas, da própria lei de evolução.

O principio se resume no seguinte. “AQUILO QUE É, EM QUANTO É, NÃO PODE NÃO SER.”

Pois, se todos sabem que nossa evolução é alcançada em cima dos nossos méritos e do que conquistamos de correto em nossas almas.Como termos um salário compensatório para aquilo que deve ser a nossa obrigação como espírito, encarnado ou desencarnado?

O que diz o Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XVI “Os lugares aqui não se compram se conquista, aqui tudo se paga com as qualidades da alma”

Se evoluir e nos melhorar é inerente e obrigatório ao espírito, não existe qualquer
motivo para uma gratificação, seja ela da forma que for.

O bônus hora esta mais para estimular o “egoísta que calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.” (Cap. XVI - ESSE - O homem de Bem)

Alguns chegam mesmo a considerar Nosso Lar como “A Cartilha do Espiritismo”

Outros para defender os romances espiritualistas defendem perolas como. “O que tem de tão meritório a obra de Kardec, que pode ser considerada como prova?

Vou dizer uma coisa eu nasci em uma família espírita meu pai ministrava palestra em sociedades no tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça, de lá para cá eu conheci diversas corrente espiritualistas e doutrinas.

Hoje com 42 anos não me encontro na condição de dizer, eu conheço tudo sobre o espiritismo, mas vejo muitos defenderem que a doutrina tem que avançar e não pode ficar presa a codificação de 200 anos atrás.

O que salta aos olhos é que todo o trabalho de Kardec, superando o espiritualismo infuso e confuso do passado, para estabelecer uma linha racional de espiritualidade superior vai por água abaixo, quando os que não estudam a doutrina, aplaudem aqueles que não conseguiram entender Kardec e por isso passando sobre ele afastavam a sua obra como um empecilho, um estorvo uma velharia.

Não propomos queimar ou proibir esta ou aquela obra, mas sim de se colocar o que a doutrina pede, em pratica, a razão face a face, a fé raciocinada.

Usar do bom senso é o primeiro preceito da normativa de Kardec.
Examinar com rigor a linguagem dos Espíritos comunicantes, submetê-los a testes de bom senso e conhecimento, verificar a relação de realidade dos conceitos por eles enunciados (relação do seu pensamento com os fatos, as coisas e os seres), enquadrarem os seus ensinos e revelações no contexto cultural da época, verificando o alcance abusivo ou não das afirmações mais audaciosas.

Menosprezar Kardec em defesa de uma atualização que nada mais é do que querer trazer de volta um espiritualismo confuso e ultrapassado, me parece que é um avanço para o obscurantismo em favor da antiquada fé cega.

O que podemos constatar é que por trás de uma bandeira escrito em letra garrafal CARIDADE esta se criando a INDÚSTRIA DA FILANTROPIA onde vemos muitos médiuns e até muitas seitas religiosas não recebem presentes ostensivamente, mas aceitam dinheiro, valores e vendem livros supostamente para obras meritórias, como já aconteceu e acontece com vários médiuns brasileiros e Instituições.

Neste contexto quem vai querer ter seus livros avaliados criteriosamente?
Aqui não estou falando de Chico Xavier, e sim de certos romances que andam circulando por todo lado, e que mais parece uma série de aventuras fantásticas querendo desbancar a série de Harry Potter.

Pense nisso.

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