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sexta-feira, 7 de maio de 2010

ESTUDO ESPIRITA



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primeira parte roberto - o bob
http://www.filosofiaespirita.org/Cidinha%20e%20Bob/Bob%20primeira%20parte.mp3












segunda parte
http://www.filosofiaespirita.org/Cidinha%20e%20Bob/Bob%20segunda%20parte.mp3












final
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terça-feira, 27 de abril de 2010

A CEPA e o Evangelho



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De tanto repetir-se uma mentira, muitas vezes ela passa a ser tida como verdade. Das muitas inverdades que se têm dito acerca da C.E.P.A. uma tem sido, ultimamente, repetida tão freqüentemente que recomenda se faça, aqui, um repto, para que não passe, definitivamente, para o rol das pretensas verdades: "a C.E.P.A. não
aceita 'O Evangelho segundo o espiritismo'"!


Essa irresponsável afirmação, sem nenhuma base documental, histórica ou concreta, tem sido veiculada insistentemente em panfletos de extremo mau gosto, vulgarmente agressivos e com clara intenção difamatória, visando atingir uma instituição séria, genuinamente espírita e que tem como um dos pilares de sua atuação precisamente a difusão integral da obra de Allan Kardec.

Mas o respeito que sempre devotamos à obra de Kardec não nos impede, e, antes, nos obriga a reconhecer que dentre todos os excelentes livros que publicou, um pontifica como o mais importante: "O livro dos espíritos". Primeira de suas obras publicadas, revista e ampliada poucos anos após por seu próprio autor, é esse o livro fundamental da doutrina espírita. Resultado de um amplo exercício dialético estabelecido entre Kardec e os espíritos, através de médiuns da maior confiabilidade e em vários pontos da geografia mundial, "O livro dos espíritos" é uma grandiosa síntese das propostas de caráter científico, filosófico e moral do espiritismo. Todos os demais lhe são complementares, dedicando-se, com igual zelo, a aspectos doutrinários ou instrumentais mais específicos. "O Evangelho segundo o espiritismo", por exemplo, enfoca aspectos morais e éticos do espiritismo, analisando-os em consonância com os ensinos de Jesus de Nazaré. Ao ser editada essa obra, as bases fundamentais da moral e da ética espírita já estavam claramente expostas na 3ª parte de "O livro dos espíritos", sob o abrangente título de "Das leis morais", identificadas por Kardec e os espíritos como expressões da própria lei natural ou divina e, por isso, "eternas e imutáveis". "O Evangelho segundo o espiritismo" tem, assim, caráter de complementaridade, o que não reduz sua importância, especialmente considerando a inserção histórica e geográfica do espiritismo num mundo de tradição cristã.

Essa análise, que não é da C.E.P.A., mas de todos os espíritas que respeitam, estudam e buscam interpretar a obra de Kardec num contexto histórico e social, não implica em menosprezo a qualquer de suas obras ou afirmações, embora não as tornando imunes a eventuais críticas pontuais, levando-se em conta as naturais influências relativas a tempo, lugar, cultura, tradições filosóficas ou religiosas que impregnam livros, textos, mensagens ou afirmações de Kardec ou dos espíritos, nas chamadas obras básicas. Afinal de contas, a chamada "revelação espírita" foi um trabalho de homens (encarnados e desencarnados) e não de deuses.

Aquele que não assumir perante o espiritismo, ou qualquer outra proposta cultural, uma postura crítica corre o risco de simplificações facilmente deturpadoras que levam ao sectarismo, ao fanatismo e à intolerância. Uma atitude totalmente acrítica, por exemplo, é aquela que leva muitos espíritas a superdimensionar os evangelhos ou os chamados "valores cristãos" dentro do espiritismo, de tal forma que, ao invés de interpretar o "Evangelho segundo o espiritismo", interpretam o Espiritismo segundo o Evangelho, ou, segundo o cristianismo. Subordinam, dessa forma, uma proposta moderna, universalista, construída com vocação permanentemente progressista e atualizável, a uma cultura que, em seus 2.000 anos de existência, teve altos e baixos e que terminou cristalizando condutas e conceitos tidos pela cristandade como "evangélicos", mas claramente distanciados da mensagem original de Jesus, nem sempre se coadunando, também, com a ética universal, arreligiosa, laica, igualitária, fraterna e espiritual, hoje aspirada pelos povos.

A C.E.P.A. aceita e valoriza o Evangelho dos cristãos na medida exata da lúcida proposição feita por Kardec na introdução de "O Evangelho segundo o espiritismo": enquanto expressão de uma ética universal, assectária, válida em qualquer tempo e espaço, expressão da lei natural, "eterna e imutável", conforme a adjetivação da questão 615 de "O livro dos espíritos".

Freqüentemente, também, têm-se acusado a C.E.P.A. de afirmar que "a moral espírita é superior à moral de Jesus". Ora, na mesma ordem de raciocínio, não cabe supremacia de uma sobre a outra: a moral espírita não é superior nem inferior à moral de Jesus. É exatamente a mesma, com uma vantagem de relevância meramente cronológica: por estar o espiritismo inserido na modernidade e por se propor a tornar- se expressão de perene contemporaneidade, assimilou os grandes valores humanistas conquistados justamente em oposição à opressão religiosa que a cristandade instaurou em nossa história. Essas características lhe dão mobilidade e transformabilidade, fazendo-o capaz de se utilizar dos signos de seu tempo e de se adaptar ao avanço da ciência, à mutabilidade da linguagem e da cultura e aos padrões socioculturais hodiernos.

Essa é a visão que a C.E.P.A. tem divulgado com toda a clareza, explicitando, também, que há uma nítida distinção entre Jesus e cristianismo, o que nos leva a reafirmar estarmos totalmente com os ensinos morais do Nazareno, o que não implica aceitarmos a adjetivações dadas ao espiritismo de "cristão" ou "evangélico".

Quem não for capaz de entender isso que siga dizendo que o espiritismo é "o cristianismo redivivo", "a terceira revelação divina", etc., mas que o faça sem violentar a verdade dos fatos e sem distorcer palavras alheias, mantendo postura minimamente ética no debate de idéias.

Artigo publicado no Boletim CEPA BRASIL, de dezembro/2.000.

Sobre posicionamento da CEPA

(Transcrição de e-mail do presidente da CEPA, Milton Medran Moreira, dirigido a diversos destinatários, a respeito de ataques da ADE-RS à CEPA)

Amigos de ideal espírita:
A presente manifestação oportuniza-nos dar ciência a quem, eventualmente, não o haja lido do artigo que publicamos no boletim CEPA BRASIL, sob o título "A CEPA E O EVANGELHO". Aquela manifestação, e não as inúmeras matérias, de autores identificados ou não, que insistem com chavões do tipo "A Cepa quer tirar Jesus do espiritismo", "A Cepa não aceita o Evangelho", etc., representa o pensamento construído e divulgado, responsavelmente, ao curso de mais de meio século pela Confederação Espírita Pan-Americana.

O pensamento da CEPA é sempre claro. Está exposto, sem tergiversações, nos documentos que torna públicos em seus congressos, conferências e, hoje, no boletim CEPA BRASIL, órgão oficial das instituições adesas e filiadas à CEPA no Brasil.

Esse boletim é publicado mensalmente, como encarte do jornal OPINIÃO, órgão do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre (CCEPA), que tem plena identidade com a Confederação Espírita Pan-Americana, da qual é
filiada.

Nesses mesmos órgãos, e nas sucessivas edições da revista "América Espírita", que tem circulação mundial, relacionam-se com freqüência as dezenas de federações, centros espíritas, associações espíritas, bibliotecas, centros culturais e pessoas físicas que, na América (e agora também na Espanha e França) têm vínculos institucionais com a CEPA.

O projeto da CEPA no Brasil, onde já conta com aproximadamente duas dezenas de instituições filiadas e com delegados em inúmeras cidades e Estados, não é de confronto e nem de concorrência com o movimento espírita aqui organizado. A partir de estruturas organizacionais próprias e tendo como inspiração de todo o seu trabalho os postulados básicos da obra de Kardec, a CEPA respeita e busca o diálogo e o intercâmbio com todo o movimento espírita, sem qualquer restrição e sob o lema kardequiano de "trabalho, solidariedade e tolerância".

Nossa visão de movimento espírita não contempla qualquer sentido de "poder" ou de "dominação", ou de imposição de idéias. Federações, confederações, associações espíritas, conselhos espíritas, no nosso entender, devem ser órgãos que cultivam a liberdade de pensamento, de ação, de autogestão, dentro de suas concepções institucionais. Buscamos muito mais a "união" de todos os espíritas naquilo que lhes é comum e básico, do que a "unificação", em uma estrutura de poder estratificada e hegemônica. Para nós, o espiritismo é uma proposta livre-pensadora e, logo, suas instituições devem preservar sua independência, respeitados os pressupostos doutrinários fundamentais, aos quais aderiram livre e espontaneamente.

Esse nosso perfil não se compatibiliza com agressões, com manifestações de baixo nível, fundadas no "diz-que diz-que". Admitimos que o espiritismo é um pensamento em constante construção, a partir dos fundamentos básicos expostos na obra de Kardec. Daí haver um espaço amplo para o debate, para a atualização constante, mas sempre em termos respeitosos, democráticos, abertos.

Nossos espaços, na pequena imprensa que mantemos, não se abrem a discussões estéreis, nem a guerras institucionais contra irmãos de ideal que têm posições em algum ponto discordante das nossas. A nós não interessa quantos centros a Federação "A" ou a União "B" tem ou deixa de ter. Importa que o movimento espírita amadureça a ponto de poder, livremente, criar os vínculos que bem desejar, com quantas federações, uniões ou confederações quiser, sem que umas patrulhem as outras. Há instituições, no Brasil, filiadas à CEPA e que, concomitantemente, mantêm vínculos institucionais com suas espectivas federações ou uniões estaduais. Reconhecemos em cada centro espírita e, especialmente, em cada cidadão espírita, o direito de estabelecer os vínculos institucionais que desejar, com amplos critérios de liberdade. Defendemos, por outro lado, a necessidade de as instituições espíritas respeitarem suas naturais diferenças, convivendo fraternalmente entre si e ampliando espaços dentro dos quais se possa realizar um trabalho conjunto. Essa, aliás, é uma consciência que está crescendo no Brasil. Recentemente a USE promoveu em S.Paulo o I ENCOESP, reunindo dezenas de federações, confederações, uniões, etc., com a participação de mais de 1.300 centros espíritas. A CEPA participou desse evento e iniciou produtivo intercâmbio não apenas com a União das Sociedades Espíritas de S.Paulo, da qual foi parceira naquele grande evento, mas com inúmeras outras instituições lá presentes.

A respeito disso, estamos, além do artigo já citado, anexando o editorial "Rumo à síntese de Kardec", que estamos publicando no jornal Opinião (jan/fev.2001), e o artigo "A Cepa e o Encoesp", que publico em "A Palavra da Cepa" no boletim CEPA BRASIL , encartado na mesma edição.

Isso representa a palavra oficial e autêntica do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, órgão responsável pelo jornal Opinião, e da Confederação Espírita Pan-Americana que edita o encarte aludido.

Tanto um como outro desses órgãos estão à disposição para a publicação de matérias que se inspirem nesses pressupostos de respeito ao pensamento espírita e que, de alguma forma, contribuam com esse ideal de unidade do pensamento espírita, naquilo que lhe é essencial. Não abriremos espaço, entretanto, jamais, para o debate estéril, agressivo, semeador da desunião ou voltado para a difamação ou para a calúnia. Quem preferir esse caminho, continuará falando sozinho.

A CEPA não se prestará jamais a esse comportamento panfletário e irresponsável.

Com um abraço cordial,
Milton Rubens Medran Moreira
Presidente da CEPA.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

ESTUDO (Sobre o perispirito 2ºparte)


ESTUDO (Sobre o perispirito 2ºparte)
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02 – No campo experimental

Desde que os italianos sob influência nazista descobriram o aludido campo uterino (1944) responsável pela gravidez e julgaram que pudessem estruturar artificialmente em uma proveta um outro em idênticas condições, as pesquisas passaram a ser feitas em torno desta idéia, que evolveu para outras experiências, com destaque para “a pesagem da alma” feita pelos suecos e as descobertas de Harold Saxton Burr que podem ser conhecidas na leitura do seu livro que tem o nome de “Life’s Field” (Campo de vida).

O Papa Pio XII, com o término da Grande Guerra proibiu o estudo dos italianos e tudo se resumiu a notícias dadas pelos diários franceses. A idéia materialista de que a vida dependia de um mero campo energético contrariava qualquer posição da Igreja, motivo pelo qual, independente dos futuros resultados, ela agiu para que tais pesquisas fossem extintas.

Os russos, ainda na era comunista, também se dedicaram à pesquisa do perispírito por eles conhecido como “psicossoma” – corpo psíquico – e que, como tal, nada teria que ver com os conceitos religiosos que definem o Espírito como “sopro divino”. Lá, a Igreja nada pôde fazer.

Todas estas pesquisas levadas a cabo concluíram que, de fato, a vida dependia de um campo cujo indutor era desconhecido, mas que poderia ser comparado ao campo de um imã, produzido por um deles, cada qual com suas características inerentes ao imã correspondente. Só não conheciam a causa correlata com o imã.

O imã agregava limalhas de ferro e níquel, o campo psicossomático agregava células orgânicas. Eis a diferença.

No caso da “pesagem da alma”, os suecos acoplaram um dinamômetro ao espectrógrafo usado para detectar este aludido campo, e concluíram que, no momento agônico, exatamente no ato da morte, o campo de vida perdia 22 g* ou seja, vinte e dois gramas-força e o resto continuava latente no corpo humano devido às células orgânicas ainda vivas. A primeira conclusão, portanto, mais do que óbvia, foi a de que este campo é que determinava a vida personalística do corpo humano e não o das suas células, como supunham os materialistas.

Afinal, sem o aludido campo, todavia, tais células se degradavam segundo o que, para eles, este campo estruturador estaria intimamente ligado aos frameworkes – agentes estruturadores das partículas atômicas – responsáveis pela aludida estruturação desde as partículas mais elementares até o átomo. No caso, o “campo de vida” seria o que Kardec definira como “perispírito” e o agente estruturador seria, portanto – e por correspondência – o Espírito encarnante. Suas características corresponderiam a um ser humano enquanto que, no caso das partículas, o dito agente estruturador se restringe à condição elementar das partículas atômicas correspondentes.

Tudo estaria, ainda, a passos mínimos se, para conhecimento geral, a equipe de astrônomos de Palomar não viesse a lume dizer que, no Universo existia 73% de nada e apenas 27% de energia e que, a partir desse “nada”, que os aparelhos ópticos não eram capazes de detectar, surgia um peso sem massa (força cujo agente não era detectado) capaz de atuar no Universo modulando-o e agindo, principalmente sobre a poeira cósmica, para dar origem a uma série de astros, como os planetas.

A obra intitulada “A Teoria do Nada”, tendo Sten Odelwald como principal observador astronômico, dá-nos uma idéia dessa descoberta.

Com isso, para a filosofia asiática reencarnacionista (Escola indiana), o nada seria aquilo que conhecemos como “Espiritualidade” e que, por não se constituir de energia cósmica, nossos aparelhos ainda não são capazes detectá-la em sua forma.

Para que se possa melhor entender o perispírito como “campo” cabe lembrar o conceito físico elementar do mesmo: o campo pode ser definido como sendo a área física em torno de um agente qualquer sobre a qual sua ação é percebida.

Exemplificado: em torno de uma fogueira há uma região que seu calor é percebido; seria, pois o aludido campo térmico da mesma. O imã é sempre o exemplo ideal porque em sua volta há uma região restrita de atração fora da qual ela não é sentida.

Evidentemente, esta região sobre a qual o agente atua não é, apenas uma área influenciada por ele, mas uma região impregnada da ação do agente sobre a qual ele atua. Os campos têm propriedades próprias e, aparentemente, não se encaixariam no conceito de perispírito se, apenas forem geometricamente considerados.

A primeira característica de qualquer campo é a energia que possuam, atuante e correlata com o agente estruturador. O campo do imã tem a propriedade de aglutinar limalhas de ferro e níquel dando a elas uma formação correlata com o imã, criando imagens conhecidas como sendo a configuração das “linhas de força” do campo.

Já aí nos dá uma idéia do que Kardec teria dito quando define o perispírito como não sendo material, ou melhor, semi-material, porque teria esta propriedade aglutinadora de reunir a energia cósmica em si como o campo do imã quando atua sobre as aludidas limalhas.

Esta energia cósmica modulada por um agente físico que atua em determinada região em torno do seu agente estruturador é conhecida como sendo um dos estados físicos da energia fundamental. Assim, o conceito de “semi-material” emitido à época de Kardec satisfaz plenamente às condições de conhecimento da atualidade.

Sim, o perispírito só teria sentido se fosse capaz de agir de forma semelhante, agregando energia cósmica em seu campo para que pudesse atuar sobre as células orgânicas fetais no útero materno, quando no processo encarnatório.

O campo do imã também é formado de energia agregada a ele sem o que jamais atuaria sobre as limalhas.

Ora, cabe lembrar que, na época de Kardec não se conhecia a energia o próprio Newton teria definido a energia cósmica fundamental como sendo um fluido, o FCU. Portanto, naquela época, não sendo material, só poderia ser considerado como “semi-material”. Entenda-se, pois, dessa forma, o conceito em tela.

03 – Propriedades do perispírito

A primeira consideração que deveríamos ter é a de que, se tivéssemos que esperar pelas informações dos Espíritos correlatos com o que deva ser o conhecimento humano, não justificaria que tivéssemos que nos encarnar (na Terra, em nosso caso) para aprender as coisas relativas à vida.

Portanto, não é nos valendo de informações espirituais que temos que tirar as conclusões, mesmo que ligadas a assuntos transcendentais como o que ora estudamos. Caso contrário, não haveria necessidade da existência de Kardec para a codificação da doutrina que é chamada dos Espíritos: bastaria que nos restringíssemos às mensagens mediúnicas. Além disso, tais mensagens só são consideradas válidas pela universalidade das mesmas, de forma repetitiva e não por informações restritas e exclusivas a determinada Entidade e a um único médium. Esta é a lei espírita.

Por isso, o que temos que analisar não é nem opinião própria de pregadores doutrinários interpretando Kardec nem informes restritos a determinado Espírito tido ou considerado como sábio, se a opinião for restrita às suas informações.

Dessa maneira, o que temos que levar em conta é o que as pesquisas descobriram e que podem ser verificadas sempre que o experimento for repetido, independente do laboratório que o faça.

Assim, rigorosamente coerente com o que Kardec informa em “O Livro dos Médiuns” e na Seleta de artigos da Revue Spirite, vamos chegar às seguintes conclusões obtidas pela verificação feita em laboratório com uso de aparelhos espectrográficos capazes de detectar o aludido “campo de vida”:
1 – O perispírito é elaborado pelo Espírito segundo suas necessidades junto ao mundo cósmico em que vá viver;

2 – É um campo quântico de natureza psíquica capaz de estruturar células orgânicas e formar corpos somáticos;

3 – Em decorrência da propriedade anterior, ele detém a condição de transmitir ao corpo dito somático as suas necessidades orgânicas decorrentes da vida que deva ter;

4 – Como tal, comparando ao campo de uma fita de gravador, ele pode interferir diretamente no corpo somático modulando-o para que ele se estruture segundo suas necessidades encarnatórias.

5 – No sentido inverso, ele pode gravar tudo o que o encarnante faça durante sua vida terrena, sendo o arquivo temporário das suas reações; dessa forma, nossas atitudes presentes podem se refletir nas vidas futuras e o “assim como fizeres, assim acharás” terá plena justificativa, lembrando que, como numa pilha elétrica, toda energia que se emana de um pólo volta para o outro, fechando o circuito; caso contrário, ela não circula pelo mesmo.

6 – Sendo transitório, como todo e qualquer campo, decorrente da ação indutora do agente, ele não poderá ser o registro de nossos atos, ou seja, a “memória inconsciente” freudiana, arquivo de todos os nossos atos passados, mas servirá de elo entre nossa vida encarnada e os demais campos e sistemas integrados do Espírito.

7 – Do mesmo modo que um campo de um condutor elétrico se modifica de acordo com a corrente que passe por ele, também o perispírito será modulado pela índole ou variação de sentimentos do Espírito, motivo pelo qual este necessita de um ambiente compatível com a sua evolução para nele se encarnar, a fim de que seu perispírito possa atuar nas energias materiais do mesmo.
O que se pode advir é que tudo isso foi comentado por Kardec sem que, à sua época se tivesse noção ou o conhecimento atual correlato com um campo energético e principalmente, de natureza psíquica.

AUTOR:Carlos de Brito Imbassahy
Nascido à 09/10/1931, na cidade Niterói (RJ), filho do saudoso confrade Carlos Imbassahy; conferencista e escritor, espírita; bacharel em Ciências Exatas, Filosofia, Engenharia Civil, Composição e Instrumentação (Música) e Jornalismo; professor de Física, Analítica Vetorial e Mecânica Quântica; redator e cronista do Diário do Comércio (RJ); membro do corpo de redação da Ediouro; com inúmeros livros publicados, dentre eles, "A Rainha Reencarnada", "Lendas de Osíris", "As Aparições e os Fantasmas", "A Bioenergia no Campo do Espírito", "Nos Domínios da Alma", etc...; autor da comédia "Vida de Professor", primeiro lugar no Prêmio Sintrasef de Teatro; autor de inúmeros artigos e crônicas, publicados em diversos jornais.

ESTUDO (Sobre o perispirito 1ºparte)



ESTUDO (Sobre o perispirito 1ºparte)
O Perispírito ante a Psico-bio-física
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01 – Conceitos Gerais

O conceito de perispírito surgiu com Kardec, quando analisou os fenômenos ditos espiríticos e, com a pobreza de conhecimentos científicos da sua época, usou os termos técnicos empregados àquele tempo para tentar definir o que deveria ser o aludido sujet por ele conceituado.

Assim, vamos encontrar, primeiramente, em “O Livro dos Médiuns” os seguintes conceitos e considerações:

Item 3 – cap. I – 1ª parte: diz Kardec que, além do corpo (ou envoltório material) o Espírito encarnado tem um segundo envoltório semi-material que o une ao primeiro.

Diz ainda que o perispírito constitui para o Espírito um envoltório fluídico vaporoso, mas que apesar de ser invisível a nossos olhos, não deixa de possuir certas propriedades ditas materiais.

Destaque-se, portanto, a idéia de que o perispírito seja considerado “semi-material” além de se tratar de envoltório.

Já no item 50 – cap. IV – 1ª parte, a afirmativa nos leva a admitir que o perispírito se torna um componente da alma (Espírito encarnado) e juntos formam um todo.

Na 2ª parte, ainda vamos encontrar no item 54 – cap. I – a informação de que o perispírito é o intermediário de todas as sensações que o Espírito transmite sobre o corpo.

Ainda no item 75 – cap. IV – desta segunda parte, o perispírito é definido como um “fluido condensado” e que se prende ao corpo quando encarnado, mas pertence ao Espírito quando liberto, tecendo comentários a respeito de suas propriedades.

Estes são os principais destaques para nosso estudo e que convém que sejam conhecidos.

Há meio século, quando fiz um estudo científico a seu respeito, baseado nestas informações e em meus parcos conhecimentos de professor de Física, comparei o perispírito ao campo magnético de uma fita de gravação de som e imagem que, na época pontificava como sendo o grande invento para se gravar programas de TV. Evidentemente, resguardando as respectivas características de um e de outro já que o estudo seria comparativo e não correspondente.

Desde aquela época até a presente data, muita coisa foi acrescentada ao conhecimento humano e as pesquisas científicas no campo da existência da vida terrena revolucionaram por completo todos os conceitos de que se dispunha para análise deste assunto.

Todavia, no meio espírita brasileiro, os tradicionalistas ainda se louvam em obras mediúnicas isoladas ou em suas considerações particulares a respeito do texto do codificador. Muitos insistem em considerações errôneas e incompatíveis com o que a Ciência já descobriu experimentalmente e que contraria algumas dessas mensagens mediúnicas de Entidades famosas no dito meio espírita brasileiro.

A Física mudou muito com as novas descobertas, contudo, de Kardec até então a mudança foi muito maior neste campo e, com isso, conceitos científicos da época usados por Kardec tiveram novas conotações que os tradicionalistas insistem em não aceitar, esquecendo-se de que tais atualizações se baseiam nas novas verdades descobertas.

Um destes exemplos é o caso da energia que, sendo completamente desconhecida em sua estrutura, no século XIX, era chamada de “fluido”, até a eletricidade era conhecida como “fluido elétrico” conceito que atualmente só define os líquidos e os gases porque a energia não é material.

A matéria é um dos estados físicos da energia.

É, pois, plenamente aceitável que se considerasse a energia quântica – que era dita radiante – fosse considerada semi-material por se constituir da mesma energia fundamental sem ser matéria.

Todavia, ignorando isto à época, Kardec também a definiu sabiamente como “semi-material” da qual o perispírito teria origem. A matéria era tudo em sua época e o que não fosse material não existiria ante o que se conhecia. Se, ainda não se sabia que a molécula era composta de átomos, quanto mais relativamente à existência de partículas e sub-partículas atômicas! Inda mais relativamente à energia fundamental, origem de tudo que se defina como sendo material ou, simplesmente, existencial, em nosso Universo.

Já fora de grande ousadia, como foi dito, Kardec considerar conceitos energéticos como sendo “semi-materiais” evidentemente, um absurdo no conceito atual, porém, única explicação encontrada àquela época para conceituar o que não representava matéria, no caso, o estado físico da energia condensada.

Infelizmente, alguns doutos divulgadores da doutrina espírita que seguem obras mediúnicas e outros que têm interpretação própria a respeito dos textos de Kardec, mas que não têm sequer o mínimo conhecimento do que já foi feito em pesquisas científicas – evidentemente fora do movimento espírita – resolveram conceituar o perispírito com critérios próprios, cometendo terríveis erros de natureza científica. Este foi, pois, o motivo pelo qual me levou a voltar a um assunto que já abordara em tempos passados.

Do que escrevi àquela época, muita coisa nova surgiu, motivo pelo qual sou obrigado a admitir que meus antigos conceitos têm que ser reformulados. Todavia, um deles não muda: o perispírito, segundo as pesquisas científicas é um campo quântico que Kardec não poderia explicar numa época em que, sequer, a energia era conhecida.

A Ciência paranormal da atualidade dá o nome ao perispírito de psicossoma, (do grego: psikê – alma + soma – corpo) altamente coerente com as considerações de Kardec e seus estudos que envolvem uma pesquisa profunda a respeito da sua existência.

Para os que não leram nosso trabalho anterior, cabe lembrar que fazíamos uma referência às primeiras descobertas relativas ao perispírito em 1945, pelos italianos financiados pelos nazistas ao descobrirem que a mulher, mesmo que já tivesse engravidado anteriormente, só se tornava fértil se viesse a apresentar um campo bio-magnético em seu ventre que comandasse o processo desde a fecundação até a formação final do feto. Eles imaginaram que seriam capazes de criar um campo artificial idêntico em proveta, com isso, dominariam a criação de seres por processos científicos sem necessidade materna.

Teve, assim, a origem de todo o estudo que, atualmente, tem outra concepção inteiramente diversa daquela que o eixo nazista adotara em seu materialismo.

Pesquisas mais modernas comprovam que a formação fetal depende, sem dúvida, de um campo energético estranho à mãe e que atua em seu ventre para estruturar o feto que virá a ser gerado. Tácito e indiscutível. Caso contrário não haverá fecundação porque este campo comanda até a seleção do espermatozóide que deva fecundar o óvulo.

Todas essas pesquisas são feitas com aparelhos espectrográficos específicos que não deixam dúvidas relativas a seus registros e que, como tal, não podem ser desmentidos por hipóteses específicas de opiniões individuais, muito menos de mensagens mediúnicas atribuídas a Entidades espirituais pseudo-sábias.

“A título de lembrete: os espectrógrafos mais primitivos são os eletrocardiógrafos e os eletroencefalógrafos”. Atualmente eles têm grande atuação nas salas cirúrgicas, captando o campo vital do paciente.

Todavia, o fanatismo de certos pregadores que se dizem espíritas passa a ser responsável pela contestação científica devidamente comprovada pelos aparelhos e quando alguém se refere a esses resultados científicos, a alegação eterna do fanatismo é de que a doutrina é “outra”, embora o próprio codificador tenha dito que ela caminharia com a Ciência e suas novas descobertas.

Cabe, agora, perguntar: – e o que as pesquisas descobriram?

Primeiramente, que a vida depende de um campo dito “psi-quântico” (concepção do Dr. Hernani G. Andrade) que comanda a formação do feto, campo este que tem propriedades compatíveis com o corpo somático da vida humana na qual vá nascer.

Todo campo quântico, sem dúvida, é um fenômeno proporcionado por uma fonte que vibra sob ação de um agente físico, a exemplo do mais elementar deles, que é o acústico: temos uma corda de violão; um agente físico – o dedo do músico – que atuará sobre a corda e a fará vibrar; assim, a corda emitirá uma certa quantidade de energia acústica que se propagará em um meio, neste caso, o ambiente; e assim sucessivamente.

Ora, portanto, se o que foi detectado pelos espectrógrafos como sendo aparentemente a causa da formação fetal se trata de um campo, evidentemente, ele deverá ter sido causado por uma fonte que vibra sob ação de um agente estranho.

É isto que os cientistas estão pesquisando.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Episódio 13 (Ultimo): Quem Pode Salvar A Terra?


Episódio 13 (Ultimo): Quem Pode Salvar A Terra?

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Este episódio é a histórica declaração televisiva que refere a necessidade urgente de uma perspectiva planetária para enfrentar a loucura da corrida aos armamentos nucleares. No passado, guerreamo-nos uns aos outros, raramente apreciando as semelhanças de todas as culturas e povos da Terra.

Mas agora o mundo encontra-se no meio de uma devastadora revolução de nível mundial, conforme se vai encaminhando para uma única comunidade global. Ao mesmo tempo, as máquinas de destruição tornaram-se capazes de arrasar a nossa civilização, e talvez, até mesmo a nossa espécie.

A promessa de uma grande civilização científica já foi uma vez destruída pela ignorância e pelo medo, quando no séc. V uma multidão de fanáticos destruiu por completo a grande Biblioteca de Alexandria. Voltamos, a seguir, à viagem de quinze bilhões de anos desde a explosão inicial até ao presente... Um planeta Terra infestado por sessenta mil armas nucleares.
O Dr. Sagan argumenta que a nossa sobrevivência não se deve apenas a nós próprios, aos nossos antepassados, ou aos nossos descendentes, mas também a esse Cosmos, antigo e enorme, do qual despontamos.

ESTUDANDO ( animais no mundo espiritual)


ESTUDANDO ( animais no mundo espiritual)


Uma parcela muito grande de espíritas faz grande confusão ao trazer para doutrina conceitos espiritualistas e não conseguir entender as explicações dos espíritos dado a Kardec no L.E e no L.M.

Muitos orientados por romances espiritualistas acreditam que é Kardec que tem que se adequar a estes últimos e não ao contrário esquecendo que o próprio Chico Xavier: afirma em sua biografia.
"Lembro-me de que num dos primeiros contactos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo".
Portanto: em caso de divergência, as palavras de Jesus e de kardec são a referência máxima.

O LIVRO DOS MÉDIUNS, CAP. XXV, ITEM 283, PERG. 36
36. Podemos evocar o espírito de um animal?
R – Depois da morte do animal, o princípio inteligente que havia nele, fica em estado latente; este princípio é imediatamente utilizado por certos espíritos encarregados deste cuidado para animar de novo seres nos quais continua a obra de sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos, não há espíritos de animais errantes, mas somente Espíritos humanos. Isto responde à sua pergunta.

36ª. Como é então que algumas pessoas, tendo evocado animais, obtiveram resposta?
R – Evoquem um rochedo e ele lhes responderá. Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a tomar a palavra para tudo.
Como é possível observar, a resposta do Espírito é muito clara e afirmativa quando diz não haver espíritos de animais na erraticidade. Isso realmente muda tudo. Lemos em muitos livros espíritas, mesmo de autores consagrados, sobre a existência de animais na espiritualidade.

André Luiz já publicou em suas obras sobre a presença de animais nas colônias espirituais, como pássaros, peixes, cães e outros animais…
Afirmo, porém, que no momento fico com Kardec, até que alguém consiga trazer uma informação que confirme, por A mais B, baseado somente nas obras de Allan Kardec e ninguém mais, que existem animais na espiritualidade; uma informação que seja tão clara quanto essa que o espírito trouxe à Kardec sobre a não existência desses seres na erraticidade.

OS ANIMAIS E O HOMEM:
597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?
R – Sim, e que sobrevive ao corpo.

597ª. Esse princípio é uma alma semelhante ao homem?
R – É também uma alma, se o quiserdes; isto depende do sentido que se toma essa palavra (ver em o Livro dos Espíritos – Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita – Alma, Princípio Vital e Fluido Vital); mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos homens e dos animais, tanta distância, quanto entre a alma dos homens e Deus.

598. A alma dos animais conserva após a morte, sua individualidade e a consciência de si mesma?
R – Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.
Ora, se o estado de vida é latente, não há atividade; se não há atividade, não há espíritos errantes de animais perambulando no mundo espiritual.

599. A alma dos Animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar?
R – Não; ela não tem o livre-arbítrio.

600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem, após a morte?
R – Fica numa espécie de erraticidade, pois não esta unida a um corpo, mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.

Analise este trecho da Revista Espírita de Junho de 1860, onde Allan Kardec obtém uma dissertação sobre os animais, dada pelo Espírito Charlet. Nessa dissertação, Charlet traz grandes informações sobre o espírito dos animais e a vida dos animais entre os homens. Após a dissertação, Allan Kardec faz uma análise de cada tópico, e na análise do tópico III, nr. 11, faz a seguinte pergunta ao espírito:

11. Falais de recompensas para os animais que sofrem maus-tratos e dizeis que é de toda justiça que haja compensação para eles. Parece, de acordo com isso, que admitis no animal a consciência do eu após a morte, com a recordação do seu passado. Isso é contrário ao que nos foi dito. Se as coisas se passassem como dizeis, resultaria que no mundo espiritual haveria Espíritos de animais. Assim, não haveria razão para não existirem o das ostras. Podeis dizer se vedes em torno de vós Espíritos de cães, gatos, cavalos ou elefantes, como vedes espíritos humanos?
R – A alma dos animais – tendes perfeitamente razão – não se reconhece após a morte do corpo; é um conjunto confuso de germes que podem passar para o corpo de tal ou qual animal, conforme o desenvolvimento adquirido. Não é individualizada. Direi, todavia, que em certos animais, entre muitos mesmo, há individualidade.
Mais uma vez, meus amigos, novas e claras afirmações de que não há espíritos de animais na erraticidade. De que esses seres, esses irmãos menores do desenvolvimento, não se relacionam após sua morte do corpo físico, por entrarem em estado latente.
Notem algumas afirmações de Kardec, neste trecho na Revista Espírita:
“Se as coisas se passassem como dizeis, resultaria que no mundo espiritual haveria espíritos de animais”
O termo “se as coisas se passassem”, prova uma afirmação contrária, ou seja, afirma que não se passa dessa forma, mas se outra.
“Assim, não haveria razão para que não existirem o das ostras”

Notem a intensidade dessa frase! Ela nos faz pensar da seguinte forma: Se existisse animais como cães, gatos, cavalos etc. no mundo espiritual, também deveria haver pernilongos, ostras, mariscos, moscas, pois todos são formas de vida do reino animal que mantém seu principio após a morte.
E também a afirmação do espírito, ao dizer:
“A alma dos animais – tendes perfeitamente razão – não se reconhece após a morte do corpo”

O que falta aos duvidosos e aos confusos é mais Kardec e menos romances.
Ou seja, mais racionalidade e menos fantasia
Entretanto gostaria muito de saber: Qual seria a vantagem de animais no mundo espiritual para o próprio animal?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A IMPORTANCIA DA REVISTA ESPIRITA.


A IMPORTANCIA DA REVISTA ESPIRITA.
"NA COLEÇÃO DA REVISTA ESPÍRITA HÁ TRECHOS DE PROFUNDO ENSINAMENTO SOBRE ASSUNTOS DOUTRINÁRIOS IMPORTANTES, QUE ATÉ PARECE QUE FORAM ESCRITOS HOJE POR ALLAN KARDEC".



A Revista Espírita (Revue Spirite), cujo primeiro número saiu no dia 1° de janeiro de 1858, e que se chamou igualmente, Jornal de Estudos Psicológicos, é um repositório doutrinário de alto valor histórico e cultural para o conhecimento do Espiritismo. Nenhuma fonte de consulta, no que diz respeito ao verdadeiro pensamento da Doutrina Espírita, além da própria Codificação, poderia ser mais fiel e mais autorizada. Pena é que muita gente não leia.

Se há, realmente, quem não leia porque não pode, não tem ambiente nem tempo, também há quem não goste de ler.
Há trechos, por exemplo, que se ajustam inteiramente ao momento atual; até parece que Allan Kardec estava entre nós, vivendo as nossas experiências.

Um desses discursos, que são páginas de profundo e marcante ensinamento, ainda para os espíritas de hoje, foi o de 10 de abril de 1862, na abertura do ano social, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Está na Revista Espírita de junho daquele ano, logo na primeira página. Falando, a certa altura do discurso, sobre o relativo conhecimento que têm os Espíritos desencarnados, porque não possuem toda a sabedoria, como pensam, ingenuamente, certas pessoas, frisou Allan Kardec, muito de propósito, que os Espíritos estão longe de possuir a soberana ciência, e que se podem enganar.
É uma verdade pacífica, uma verdade elementar, não há dúvida, mas o certo é que muita gente não admite, nem por sombra, que um espírito possa errar alguma vez .

A palavra de um Espírito, para algumas categorias de crentes é uma sentença definitiva: "veio do Alto é a verdade, não se discute" Isto é o que se pode chamar, em tudo por tudo, um raciocínio simplista. E com essa simplicidade, que pode ser, às vezes, muito prejudicial à compreensão da própria Doutrina Espírita, certas frases cediças, que não se sabe se vieram realmente do Espírito ou do médium, passam logo a tomar foros de dogma, como se fossem a última palavra, como se fosse a própria sapiência divina. Até mesmo uma frase literária, que apenas soa muito bem aos nossos ouvidos, mas não tem a necessária consistência científica ou filosófica, pelo simples fato de ser de um Espírito, adquire uma importância tal que termina sendo, em suma, um caso de "citação obrigatória".

Tudo isto, afinal de contas, está em desacordo com o verdadeiro espírito da Doutrina.

E bom lembrar, ainda mais, a advertência de que os Espíritos, por vezes, ensinam Kardec, "emitem idéias próprias, justas ou falsas". Veja-se bem: idéias próprias, diz o Codificador. A opinião de um espírito seja qual for o médium, seja qual for à categoria desse espírito - é sempre uma opinião própria, não é um princípio doutrinário. E ainda Kardec quem fala: os espíritos superiores querem que o nosso julgamento se exercite em discernir o verdadeiro do falso, aquilo que é racional daquilo que é ilógico. Nada mais sensato, mais oportuno. O problema existe, ainda hoje, os exemplos estão aí.
As palavras de Kardec, que falava em Paris, no ano de 1861, ainda servem, inteiramente, para o momento atual. A opinião de um Espírito - seja qual for o médium, seja qual for a categoria desse Espírito - é sempre uma opinião própria, não é um princípio doutrinário. É preciso levar em conta, sempre, que o médium não é um oráculo, como não é um santo: é uma criatura em situação especial na vida, com uma carga pesadíssima de responsabilidade espiritual e humana.

Em lugar de se endeusar o médium, querendo fazer dele um ser infalível, como se não fosse também uma criatura humana, sujeita a certos riscos do ambiente terreno, o que se deve fazer é ajudá-lo com assistência espiritual, é apoiá-lo moralmente, evitando que certas idéias perigosas, certas presunções de superioridade ou de santidade lhe penetrem a alma. Devemos orar sempre pelo médium que é um irmão, colocado em posição delicadíssima, a fim de que ele jamais se deixe envolver por influências negativas e seja um instrumento cada vez mais eficiente na missão que a sabedoria divina lhe colocou sobre os ombros.

Não é de hoje que se observa o problema dos melindres no campo mediúnico, prejudicando e desvirtuando muitos médiuns da bendita seara da caridade. Lembremo-nos, como simples ilustração histórica, que já na época de Kardec, e vai para mais de um século. havia uns tantos casos de médiuns que desconfiavam dos outros com medo que lhe fizessem sombra ou lhe apagassem a projeção. O problema vem de muito longe. Isto, na realidade, é uma porta aberta para a desorientação, podendo levar o médium a comprometer gravemente a sua missão ou sacrificar todo o seu passado.

Quando o médium chega a ponto de não aceitar críticas nem advertências sensatas e amigas, naturalmente já está fora das verdadeiras diretrizes da missão mediúnica. Para rematar, vamos reproduzir, aqui, mais uma oportuníssima observação de Allan Kardec, no magistral discurso de 1862: como discutir comunicações com médiuns que não suportam a menor controvérsia, que se melindram com uma observação crítica, com uma simples observação e acham mau que não se aplaudam as coisas que recebem, mesmo aquelas inçadas de grosseiras heresias cientificas? Eis, aí, uma advertência ainda necessária, porque o problema se repete, ainda hoje, e a cada passo de nosso movimento.

Se a comunicação é do Espírito, pois o médium é apenas instrumento, não há motivo para qualquer indisposição ou mágoa do "aparelho mediúnico" diante das criticas, especialmente quando as criticas são construtivas e caridosas. Vem, por fim, nova e judiciosa observação do Codificador: Disso resulta que o médium que se acha em tais disposições está sob o império de um Espírito que merece pouca confiança, desde que mostra mais orgulho do que saber. Deixemos o resto do discurso de Allan Kardec para outros comentários, naturalmente quando houver oportunidade. A fonte está ai, já traduzida para a nossa língua, e, portanto, aberta a qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. Seria bom, na realidade, que o maior número possível de espíritas, simpatizantes e principiantes lesse a preciosa coleção da Revista Espírita.

Não nos esqueçamos de que o médium precisa ser livre para ouvir e julgar as críticas que se lhe fazem e, por isso mesmo, o médium não pode ficar preso a uma instituição, nem a um grupo nem a uma pessoa, como se fosse propriedade particular.
O médium preciso mais de oração e solidariedade espiritual do que propriamente de aplausos ou de preferências incondicionais. E' um erro querer transformar o médium em motivo de puro vedetismo. A experiência que o diga.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Encarando a Razão Face a Face.



Encarando a Razão Face a Face.
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Assista o video diversas vezes e faça sua reflexão, depois divida com os leitores sua opinião sobre o que foi dito.

Durante séculos, a luta da moralidade foi travada entre aqueles que afirmavam que a sua vida pertence a Deus e aqueles que afirmavam que ela pertence ao próximo - entre aqueles que pregavam que o bem é sacrificar-se em nome de fantasmas no céu e aqueles que pregavam que o bem é sacrificar-se em nome dos incompetentes na terra.

E ninguém veio para dizer-lhes que a sua vida pertence a vocês, e que o bem consiste em vivê-la.

Ainda que brigassem por vários motivos, todos os moralistas se uniam na luta contra a mente do homem. Era a mente do homem que todos os sistemas e dogmas deles visavam a saquear e a destruir.

Agora vocês têm que optar: ou morrer ou aprender que ser contra a mente é ser contra a vida.

A mente do homem é o instrumento básico de sua sobrevivência.
A vida lhe é concedida, mas não a sobrevivência.
Seu corpo lhe é concedido, mas não o seu sustento.

Sua mente lhe é concedida, mas não o seu conteúdo.
Para permanecer vivo, ele tem de agir, e para que possa agir, ele tem que conhecer a natureza e o propósito de sua ação.
Ele não pode obter seu alimento sem conhecer qual é seu alimento e como tem de agir para obtê-lo.
Não pode cavar um buraco, nem construir um ciclotron, sem conhecer seu objetivo e os meios de atingi-lo.
Para permanecer vivo, ele tem de pensar.

Vocês que cultuam o zero - vocês jamais descobriram que realizar a vida não é equivalente a evitar a morte. O prazer não é 'a ausência da dor', a inteligência não é 'a ausência da estupidez', a luz não é 'a ausência da escuridão', uma entidade não é 'a ausência de uma nulidade'.

Por que é imoral produzir um valor e ficar com ele, mas não o é dá-lo aos outros?
E se é imoral para vocês ficar com esse valor, por que não é imoral para os outros aceitá-lo?
Se vocês são altruístas e virtuosos quando o dão, eles não serão egoístas e maus quando o aceitam? Então a virtude consiste em servir o vício?
Então o objetivo moral dos bons é imolar-se em benefício dos maus?

A História do Café da Manhã