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domingo, 26 de junho de 2011

Espiritismo Segundo Chico Xavier




CHICO XAVIER: DEFINITIVAMENTE, OUTRA RELIGIÃO!
POR: Sergio Aleixo
Escritor e palestrante espírita. Vice-presidente da Associação de Divulgadores do Espiritismo do Rio de Janeiro.

Faz algum tempo, afiancei que caducaram por completo os prognósticos ao final do capítulo XXV do livro A Caminho da Luz (F.E.B., 1939), de Emmanuel.[1] O jesuíta assegurava ali, evidentemente em falso, que eram chegados os tempos em que as forças do mal seriam compelidas a abandonar as suas derradeiras posições de domínio nos ambientes terrestres; que se vivia na Terra, à época, um crepúsculo, ao qual sucederia ainda profunda noite, e que, ao século XX é que competiria a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos.

Justo agora, num jornal “espírita” de grande circulação, entrevistado pela festejada Dr.ª Marlene Nobre, o Ilmo. Sr. Geraldo Lemos Neto participa as revelações que, em 1986, Chico Xavier lhe fez sobre o futuro reservado ao nosso planeta e seus habitantes nos próximos anos, finalizando com esta pérola emmanuelina: “As profecias são reveladas aos homens para não serem cumpridas”. De fato, as do suposto ex-senador de Roma, sem dúvida advogando aí em causa própria, nunca se cumpriram.

Kardec já advertira em A Gênese, XVI, 16, que “os espíritos realmente sábios nunca predizem nada com épocas determinadas”, bem como “se pode ter por certo que, quanto mais circunstanciadas as predições, mais elas são suspeitas”. Portanto, definitivamente, nada tem que ver com o Espiritismo, doutrina codificada por Allan Kardec, essa nova religião, essa nova Igreja chamada Federação Espírita Brasileira, que sempre teve por ícones mui dóceis de sua propaganda antidoutrinária o médium Chico Xavier e todos os seus guias e congêneres, agora erigidos em profetas apocalípticos.

De acordo com as tais revelações,[2] surpreendentemente não por decisão própria, mas ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso sistema solar, Jesus convocou, em julho de 1969, reunião destinada a deliberar, na atmosfera terrestre, sobre o futuro de nosso planeta. Fico a imaginar se a convocação foi mediante algum satélite por ali disponível... A razão do apelo, pasmem: a chegada do homem à Lua naquele mês.
Jesus, pelo visto, não se abalou.

Foi atendendo aos seus pares do sistema solar que marcou o conclave celeste. Depois de muitos diálogos, debates e sugestões, mesmo ante o receio e a indisposição de algumas potências angélicas presentes, o Mestre concedeu-nos uma “última chance” e “todas as injunções cármicas previstas para acontecerem no final do século XX” (eufemismo empolado para o fim do mundo) “foram suspensas”. Mais não parecem desse modo, pelo evidente conflito, deuses mitológicos que espíritos puros?

Pois bem. Revogadas assim, de improviso, as disposições anteriores, Emmanuel estaria livre da acusação de falso profetismo. Contudo, neste caso, menos interessa que suas profecias não se hajam cumprido do que o simples fato de haver predito acontecimentos espantosos para época determinada, o que espíritos verdadeiramente sábios nunca, nunca fazem.

Além do mais, em A Gênese, XVIII, 26, aprende-se:
A Terra, no dizer dos espíritos, não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma geração. A geração atual desaparecerá gradualmente, e a nova a sucederá da mesma maneira, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas. Tudo, pois, se passará, exteriormente, como de hábito [...] Assim, aqueles que esperam ver a transformação ocorrer através de efeitos sobrenaturais e maravilhosos ficarão decepcionados.

Mas voltemos ao monte Olimpo. Para tranquilizar as potências angélicas receosas e indispostas com a dilação que obteve do prazo para o fim do nosso mundo em mais 50 anos além do antes previsto, Jesus impôs às nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra (impôs como?) que não lançassem a III Guerra.

Basta evitarem isso até 2019 e nosso mundo será admitido no sistema solar na condição de planeta de regeneração. Oras! Se um espírito apenas sábio nada prediz com época marcada, que se dirá de um espírito puro como Jesus, a fazê-lo em meio à indisposição receosa de alguns de seus pares.

Daí por diante, apesar de Chico Xavier dizer a G. L. Neto que “nenhum de nós pode prever os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019”, o próprio Chico, pasmem, instado pelo interlocutor, passa a enumerá-los, desde a erradicação da pobreza, passando pelo fabrico de aparelhos para conversas com desencarnados, até a permissão expressa de Jesus aos extraterrestres, a fim de que nos ofertem tecnologias inimagináveis.

O mais assombroso, porém, são as previsões para a hipótese de o homem iniciar a III Guerra até 2019, que será, nesse caso, terminada por uma reação colossal das forças telúricas do planeta, inviabilizando a vida no hemisfério norte e abrindo um período de reconstrução de mais de mil anos.

Isso levaria, pasmem de novo, a uma invasão autorizada pela O.N.U. ao hemisfério sul. Parece o filme O Dia Depois de Amanhã.

E restará aos brasileiros, além de só um quarto do seu território, a obrigação de “exemplificar a verdadeira fraternidade cristã”, ensinando aos invasores os mais altos valores de espiritualidade. Aprenderão com os norte-americanos o respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho; com os europeus, o amor à filosofia, à música erudita; com os asiáticos o respeito ao dever, etc.
Um povo que precisa aprender o respeito às leis e o amor ao direito com invasores norte-americanos irá ensinar-lhes, em contrapartida, os mais altos valores de espiritualidade... Surreal!

Outra providência dos deuses gregos, agora na atmosfera do nosso planeta travestidos de seres angélicos, foi que, desde 2000 (suposto ano da volta de Emmanuel), só permitem reencarnar aqui mansos, brandos, amorosos e pacíficos, sendo os recalcitrantes no mal encaminhados a mundos atrasados, o maior deles, Quírom, ou Kírom. Todos os que hoje têm no máximo 11 anos integrariam, pois, esse exército de brandos. Matemática canhestra. Decerto, se trata de outra profecia a não se cumprir.
E tudo bem. Afinal, é para isso que as profecias, segundo Emmanuel, são reveladas, sobretudo as dele.


Toda essa mixórdia ridícula integra outra religião, um divinismo oracular abrasileiradamente sincrético; não é Espiritismo, mesmo porque nada conseguiu sê-lo após o passamento, em 31/03/1869, do Gênio Lionês ao mundo espírita, de onde ainda contempla o cumprimento desta profecia do Espírito de Verdade: “[...] as tuas melhores instruções serão desprezadas e falseadas”.[3]

Assim, profecias são verdadeiras predições e se cumprem com rigor, exceção feita às mistificações de espíritos pseudossábios, como Emmanuel, Ramatis e assemelhados, que julgam saber mais do que realmente sabem, ou simplesmente insistem sobre aquilo que deve permanecer oculto, a fim de darem a impressão de que conhecem os segredos de Deus.[4]

________________________________________
[1] Revista “Espiritismo e Ciência” n. 53. Kardec e os Exilados. Cf. texto atualizado: http://ensaiosdahoraextrema.blogspot.com/2010_03_29_archive.html; Kardec Versus Emmanuel em 12 Passos, http://ensaiosdahoraextrema.blogspot.com/2011_06_12_archive.html, bem como esta palestra: http://www.youtube.com/user/sergiofaleixo#p/c/F40B80DEDC8DE9CF/0/4h4r6CxP8Rs
[2] Cf. http://www.vinhadeluz.com.br//site/noticia.php?id=760
[3] KARDEC. Obras Póstumas. 12 de junho de 1856. Em casa do Sr. C.; médium: Srta. Aline C. Minha Missão.
[4] Cf. O Livro dos Espíritos, 104. O Livro dos Médiuns, 300.


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Filme dos Espíritos





O Filme dos Espíritos



O Livro dos Espíritos (Sobre Esta Obra)
LIVRO DOS ESPIRITOS
Com este livro surgiu no mundo o Espiritismo. Sua primeira edição foi lançada a 18 de abril de 1857, em Paris, pelo editor E. Dentu, estabelecido no Falais Royal, Galérie d’0rléans, 13. Três novidades, à maneira das tríades druídicas, apareciam com este livro: a Doutrina Espírita, a palavra Espiritismo, que a designava; e o nome Allan Kardec, que provinha do passado celta das Gálias.

A primeira novidade era apresentada como antiga, em virtude de representar a eterna realidade espiritual, servindo de fundamento a todas as religiões de todos os tempos: a Doutrina Espírita. Era, entretanto, a primeira vez que aparecia na sua inteireza, graças à revelação do Espírito de Verdade prometida pelo Cristo. A segunda, a palavra Espiritismo, era um neologismo criado por Kardec e desde aquele momento integrado na língua francesa e nos demais idiomas do mundo. A terceira representava a ressurreição do nome de um sacerdote druida desconhecido.
Continua AQUI.


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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Evolução, homossexualidade e Espiritismo




O Espiritismo rejeita toda mitologia de ontem, de hoje e de amanhã. Sua função é de transformar os erros em verdades, como se lê em Kardec, e não em remendar as mitologias antigas com novos e ridículos mitos, como Roustaing tentou fazer em sua obra mistificadora, em que a obra kardeciana é deformada por um trabalho de plágio vergonhoso e de remendos adulteradores que denunciam a debilidade mental do autor.

E muito menos a aceitação irrefletida de obras psedo espíritas recheadas e misticismo e superstição que mais parecem verdadeiros compêndios de besteirol em profundidade.

Tanto é que Jesus não ensinou nem aprovou as formalidades do templo de Jerusalém, nem submeteu os seus discípulos às exigências pretensiosas do rabinato judeu. Sua lição a respeito se resume na advertência: O que se apega à sua vida, perdê-la-á, mas o que a perder por amor de mim, esse a encontrará.



Quem vive debruçado sobre si mesmo, cuidando apenas do seu umbigo, não pode perceber e muito menos compreender a grandeza espiritual que é a sua imperecível herança de filho de Deus.
Essa a razão porque o Espiritismo rejeita a alienação do homem no culto externo, em que os mitos supostamente sagrados servem apenas aos espíritos em fase primária de evolução.
A lei de adoração não nos obriga a adorar mitos de qualquer espécie. É uma lei natural que leva o homem a adorar a Deus em espírito e verdade. O impulso de transcendência que marca a natureza humana não comporta aparatos de cultos, nem sacramentos inventados pelas igrejas para o comércio da simonia.

Esta mesma simonia que todos podemos testemunhar nos dias atuais com venda de chaveiros, caneca, bonés e outras bugigangas de chico xavier.
Este que nem ao menos entendia ou conhecia a doutrina espírita.
Basta ver para isso os programas pinga fogo onde ele fala bastante, mas não diz nada e ainda temos seus livros onde mistura alhos com bugalhos.

Fora aqueles que foram plágios de pesquisadores que não tiveram respeitados nem a divulgação de seus nomes, pois estes ficaram no anonimato.
O desejo de todos é viver em mundo diferente do nosso, com mais justiça social, com mais paz, mas esquecem que este mundo melhor se constrói aqui mesmo onde estamos.
Na medida em que o próprio homem progride na sua evolução e para isso não existe uma receita de bolo, pois cada encarnação é diferente e única.

O que temos é o manual do livro dos espíritos que nós apresenta as respostas daqueles que por aqui já passaram e daqueles que já passaram por provas semelhantes.
Mas, não é através de atitudes revestidas de hipocrisia e falta de naturalidade aparentando uma angelitude fingida e que vamos evoluir mais rápido.
Usar destes artifícios ridículos só resulta em perda de tempo, pois deixamos de enfrentar cara a cara a nossa verdadeira personalidade e perdemos o tempo que poderiamos estar usando para rever atitudes.

Ninguém vai adentrar ao suposto céu, ou seja, lá como queira chamar com o passaporte falso do fingimento e da mentira.
Só mente o enfrentamento das problemáticas e desafios do dia a dia é que pode ceder o passaporte para um mundo melhor.
Como ensinou Kardec, o ser que se define num plano superior mantém a sua unidade psico-afetiva sob controle e ação iluminada pela consciência. É um produto acabado e perfeito da evolução, que só continuará a modificar-se no ambiente e nas condições do estágio evolutivo que atingiu.

É evidente que o homem pode se rebaixar – e freqüentemente se rebaixa – ao plano animal, em virtude de suas ligações sensoriais com o corpo. Mas sempre que isso acontece o homem abdica temporariamente de sua condição humana e sofre a reação da consciência, o que geralmente lhe acarreta situações íntimas penosas.
Poderiamos citar aqui os equívocos do homossexualismo que trás em si uma prova e um desafio, pois o espírito não tem sexo, todavia o corpo tem e o desafio é viver conforme a escolha feita.

Ou seja se Maria pediu para vir como Pedro nesta encarnação seu desafio é a de viver como Pedro vencendo as tendências femininas que trás em seu intimo da mesma forma o contrário.

É bom lembrar que a homossexualidade não é uma condição permanente, é um estado transitório. Os indivíduos não são homossexuais e, sim, estão homossexuais.
Como espíritas que somos e esclarecidos pelos ensinamentos da doutrina, precisamos desenvolver uma postura de tolerância e compreensão para acolher, sem preconceitos, todos os espíritos que nos cercam e que buscam a casa espírita a respostas para suas angustias.

Todavia o que não devemos é considerar normal um comportamento que, se aceito indistintamente por todos os seres, acabaria por levar a destruição desses mesmos seres, como e o caso do homossexualismo, em face impossibilidade da sobrevivência da espécie humana pela reprodução.

A Doutrina Espírita nos ensina que todos nós temos um passado que explica e justifica situações de nossa vida presente. Do mesmo modo que Deus acolhe amorosa e indistintamente todos os seus filhos, assim devemos proceder com nossos irmãos.

Muitos homens têm características femininas em sua aparência ou em sua conduta (são mais suaves, mais sensíveis, mais frágeis), mas não são menos masculinos por causa disso. São experiências anteriores, ricas e proveitosas, vividas na condição feminina em encarnações passadas, que os fazem constituírem-se assim. O mesmo ocorre com mulheres que apresentam posturas tidas socialmente como masculinas sem que sejam menos femininas em sua constituição física ou psíquica.

A homossexualidade não é uma opção da pessoa nem é provocada por condições familiares, relação parental etc., posto sabermos que na maioria das vezes está definida antes de seu nascimento.

Portanto, as pessoas são responsáveis pelo modo como decidem exercer sua sexualidade.
A sexualidade não é uma escolha, mas o ato sexual é.
Tenhamos sempre em mente que a Doutrina Espírita acolhe e compreende, mas não é conivente com condutas que destoam da moral cristã.

Todos os espíritos devem encarnar várias vezes como homem e como mulher para vivenciarem as experiências específicas de cada papel sexual, enriquecendo assim sua caminhada espiritual.

Homens e mulheres que vivem de forma promíscua sua sexualidade, sendo permanentemente sedutoras e explorando o outro sexualmente, podem no futuro encarnar como homossexuais como provação para elaborar essa questão.

Para encerra vamos lembrar os apontamento de Kardec na REVISTA ESPIRITA DE 1866
Os sexos não existem senão no organismo; são necessários à reprodução dos seres materiais; mas os Espíritos, sendo a criação de Deus, não se reproduzem uns pelos outros, é por isto que os sexos seriam inúteis no mundo espiritual.
Os Espíritos progridem pelo trabalho que realizam e as provas que têm que suportar, como o operário em sua arte pelo trabalho que faz. Essas provas e esses trabalhos variam segundo a sua posição social.

Os Espíritos devendo progredir em tudo e adquirir todos os conhecimentos, cada um é chamado a concorrer aos diversos trabalhos e a suportar os diferentes gêneros de provas; é por isto que renascem alternativamente como ricos ou pobres, senhores ou servidores, operários do pensamento ou da matéria.

Assim se encontra fundado, sobre as próprias leis da Natureza, o princípio da igualdade, uma vez que o grande da véspera pode ser o pequeno do dia de amanhã, e reciprocamente. Deste princípio decorre o da fraternidade, uma vez que, nas relações sociais, reencontramos antigos conhecimentos, e que no infeliz que nos estende a mão pode se encontrar um parente ou um amigo.

É no mesmo objetivo que os Espíritos se encarnam nos diferentes sexos; tal que foi homem poderá renascer mulher, e tal que foi mulher poderá renascer homem, afim de cumprir os deveres de cada uma dessas posições, e delas suportar as provas.

A Natureza fez o sexo feminino mais frágil do que o outro, porque os deveres que lhe incumbem não exigem igual força muscular e seriam mesmo incompatíveis com a rudeza masculina. Nele a delicadeza das formas e a fineza das sensações são admiravelmente apropriadas aos cuidados da maternidade.

O Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter se modifica segundo as circunstâncias e se dobra às necessidades e aos cuidados que lhe impõem esse mesmo organismo. Essa influência não se apaga imediatamente depois da destruição do envoltório material, do mesmo modo que não se perdem instantaneamente os gostos e os hábitos terrestres; depois, pode ocorrer que o Espírito percorra uma série de existências num mesmo sexo, o que faz que, durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Espírito, o caráter de homem ou de mulher do qual a marca permaneceu nele.

Não é senão o que ocorre a um certo grau de adiantamento e de desmaterialização que a influência da matéria se apaga completamente, e com ela o caráter dos sexos. Aqueles que se apresentam a nós como homens ou como mulheres, é para lembrar a existência na qual nós os conhecemos.

Se essa influência repercute da vida corpórea à vida espiritual, ocorre o mesmo quando o Espírito passa da vida espiritual à vida corpórea. Numa nova encarnação, ele trará o caráter e as inclinações que tinha como Espírito; se for avançado, fará um homem avançado; se for atrasado, fará um homem atrasado. Mudando de sexo, poderá, pois, sob essa impressão e em sua nova encarnação, conservar os gostos, as tendências e o caráter inerentes ao sexo que acaba de deixar. Assim se explicam certas anomalias aparentes que se notam no caráter de certos homens e de certas mulheres.


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sábado, 21 de maio de 2011

Recado aos Espiritas




Recado aos Espiritas.



“Programa “No Limiar do Amanhã” – um desafio no espaço.

Nosso desafio de hoje é dirigido aos espíritas: um desafio em família. Queremos que vocês, espíritas, que ouvem o nosso programa, examinem a posição que assumiram no movimento espírita. Porque motivos se tornaram espíritas? O que pensaram encontrar no Espiritismo? O que [vocês] têm feito para verificar se a posição tomada está certa? O que entendem vocês por “Espiritismo”?

Essas questões são de uma importância vital nessa fase de transição da vida terrena. Os que entraram no Espiritismo pensando ter encontrado a religião certa e verdadeira, por acaso se esforçaram por compreender a doutrina, compreender a posição do Espiritismo em face do Cristianismo e das diversas religiões cristãs? Ou se acomodaram como bem aventurados e escolhidos de Deus, criaturas privilegiadas que [só] teriam uma coisa a fazer: esperar a proteção espiritual na Terra e depois da morte a recompensa devida no [mundo] espiritual?

Vocês, amigos ouvintes, que entraram no Espiritismo pela mão do sofrimento, arcados ao peso da dor, encontraram a cura desejada, a alegria íntima, o reconforto? Estão alegres e pensam que Deus se alegra com isso?

Pedem todos os dias ajuda aos guias [espirituais] e dão esmolas de vez em quando como quem paga uma conta feita em prestações?

Já vos passou pela mente que o Espiritismo, conforme os Espíritos ensinaram a Kardec, tem por objetivo transformar o mundo, afastar da Terra o egoísmo, esse monstro insaciável que devora os corações? [...] Não vos passou pela mente que o Espiritismo é uma guerra de todos os dias, de todas as horas, de todos os minutos contra a ignorância, a maldade, a ganância, a maledicência, a exploração do próximo?

Vocês estão buscando novidades, ávidos de revelações, saber mais e mais coisas sobre a vida espiritual, sobre as encarnações anteriores, buscando abrigo entre os espíritos que se dizem capazes de resolver todos os vossos problemas?

Vós estais fazendo do Espiritismo uma seita religiosa, eivada de superstições? Ninguém vos disse que as atitudes místicas, a santidade fingida, o medo de viver a vida como ela é, a voz macia disfarçando o fermento do ódio do coração, as palavras doces escondendo as intenções agressivas são elementos negativos que vos impedem de compreender o Espiritismo?

Que pensais da Doutrina? Que ela veio ao mundo para dar cobertura à nossa indolência, à nossa preguiça mental?

Examine amigo ouvinte. Examine enquanto é tempo a sua posição no Espiritismo. Se você não for livre do medo, livre de compromissos impostos pelo medo, livre dos resíduos supersticiosos da sua formação religiosa, você não estará em condições de ser espírita. [Isso] porque o Espiritismo só aceita a fé racional, a fé que não se apóia apenas no sentimento, mas, sobretudo na razão.

Os princípios espíritas lhe dão o conhecimento das Leis de Deus. E as Leis de Deus são as que governam toda a natureza, desde a matéria bruta até a consciência humana.

O Espiritismo é a mensagem do Espírito da Verdade que vem completar o ensino do Cristo, esclarecer o que ele só disse em figuras, traduzir as alegorias à luz do raciocínio. Realizando essa obra imensa ele transforma a Terra. Mas a transformação do mundo começa no coração do homem. Quem fizer do Espiritismo uma nova seita salvacionista, buscando apenas a sua salvação pessoal está traindo a Doutrina e enganando-se a si mesmo.

Estude amigo ouvinte! Estude a sério, de maneira metódica, sistemática. Você está no Espiritismo para esclarecer-se e esclarecer os outros. Desenvolva a sua capacidade de raciocinar. E não se entregue por covardia e por egoísmo às mistificações dos espíritos enganadores que prometem revelar novidades aos que nem sequer aprenderam ainda os princípios fundamentais da Revelação Espírita.”


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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Passo a Passo com Kardec. Parte 05





Passo a Passo com Kardec. Parte 05
63. É erro pensar que basta ser médium para receber com a mesma facilidade comunicações de qualquer Espírito. Não há médiuns universais para as evocações, como não os há com aptidões para toda sorte de fenômenos.
Os Espíritos buscam, de preferência, os instrumentos mais adequados. Então querer impor-lhe o primeiro médium de que disponhamos seria o mesmo que querer obrigar um pianista a tocar violino, apenas porque, de vez que sabe música, poderá tocar qualquer instrumento.

64. As comunicações são impossíveis, ou incompletas, ou, ainda, falsas, desde que não haja a harmonia só realizada pela assimilação dos fluidos.
Podem ser falsas porque, em lugar do Espírito que se deseja, não faltarão outros que estejam sempre dispostos a manifestar-se e que pouco se incomodam com a verdade.

65. Por vezes a assimilação fluídica é absolutamente impossível entre certos Espíritos e certos médiuns. Outras vezes – e é este o caso mais comum – ela só se estabelece gradativamente, e com o tempo. Assim se explica que certos Espíritos encontrem maior facilidade em manifestar-se por certos médiuns, com os quais estão mais habituados.
Também ainda assim se explica por que, quase sempre, as primeiras comunicações são
menos explícitas e denotam um certo constrangimento.

66. Tão necessária é a assimilação fluídica nas comunicações pela tiptologia quanto pela escrita, visto como, num caso como no outro, se trata da transmissão do pensamento do Espírito, seja qual for o meio material para isso empregado.

67. Não se pode impor um médium ao Espírito que se deseja evocar; convém deixar que escolha ele mesmo o seu instrumento. Em todo caso, é preciso que, antes, o médium se identifique com o Espírito, pelo recolhimento e pela prece, durante alguns minutos, ou até durante alguns dias, se possível, de modo que seja ativada a assimilação fluídica.

68. Quando as condições fluídicas não são favoráveis à comunicação entre Espírito e médium, pode ela ser feita através do guia espiritual deste último. Então o pensamento é transmitido de segunda mão, isto é, atravessa dois intermediários. Compreende-se a importância de ser o médium bem assistido.
Porque, caso seja por um obsessor, ou por um Espírito ignorante ou orgulhoso, a comunicação poderá ser adulterada. Neste caso as qualidades pessoais do médium representam,
necessariamente, um papel muito importante, pela natureza dos Espíritos que atrai.
Os mais incorretos médiuns podem possuir faculdades muito poderosas, mas os mais seguros serão os que aliarem a esse poder as melhores simpatias no mundo espiritual.
Ora, tais simpatias de modo algum são demonstradas pelos nomes, mais ou menos retumbantes, que subscrevem as comunicações recebidas pelo médium, mas por ser o seu
fundo constantemente bom.
69. Qualquer que seja a forma de comunicação, do ponto de vista experimental, apresenta a prática espírita numerosas dificuldades e não se acha isenta de inconvenientes para quem não tenha a necessária experiência.

Quer se experimente em si mesmo, quer seja apenas um observador das experiências alheias, é imprescindível que se saibam distinguir as várias naturezas dos Espíritos que se podem manifestar, conhecer a causa de todos os fenômenos, as condições em que os mesmos podem ser produzidos e os obstáculos que é preciso vencer, a fim de que não se perca tempo pedindo
coisas impossíveis.
É também indispensável conhecer todas as condições e todos os escolhos da mediunidade, a influência do meio, a das disposições morais, etc..x Escolhos da mediunidade

70. Um dos maiores escolhos da mediunidade é a obsessão, ou domínio que certos Espíritos podem exercer sobre os médiuns, apresentando-se com nomes supostos e impedindo que por eles se manifestem outros Espíritos.
Isto constitui, também, um perigo em que esbarra todo observador novato e inexperiente, que, desconhecendo as características desse fenômeno, pode enganar-se pelas aparências, do mesmo modo que aquele que desconhece a medicina pode enganar-se quanto à causa e a natureza de uma doença.
Se, neste caso, o estudo prévio é vantajoso para o observador, torna-se indispensável para o médium, pois lhe fornece os meios de prevenir um inconveniente que lhe pode acarretar desagradáveis conseqüências. Por isso toda recomendação é pouco para que o estudo preceda sempre a prática.

71. Apresenta a obsessão três graus bem característicos: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação. No primeiro tem o médium inteira consciência de que nada obtém de bom; não se engana quanto à natureza do Espírito que teima em se manifestar e do qual deseja livrar-se. Tal caso não oferece gravidade: é um simples aborrecimento, do qual se liberta o médium se deixar, no momento, de escrever. Cansado por não se ver atendido, o Espírito acaba se retirando.
A fascinação é muito mais grave, porque o médium fica perfeitamente iludido. O Espírito que o domina conquista-lhe a confiança a ponto de lhe paralisar a capacidade de julgar as comunicações recebidas e lhe fazer considerar sublimes os maiores absurdos.
O caráter marcante desse gênero de obsessão é a provocação de uma extrema susceptibilidade do médium, o qual é levado a só admitir como bom, justo e certo aquilo que ele próprio escreve, ao mesmo tempo em que repele todo conselho e toda crítica. Então rompe com os amigos, ao invés de se convencer de que é enganado; alimenta inveja contra os outros médiuns, cujas comunicações sejam consideradas melhores que as suas; e, por fim, quer impor-se nas reuniões espíritas, de onde se afasta, desde que não as possa dominar.
Essa atuação do Espírito pode ir ao ponto de arrastar o indivíduo a dar passos ainda mais ridículos e comprometedores.

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sábado, 14 de maio de 2011

Que diabo é união homoafetiva?







Que diabo é união homoafetiva?


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sábado, 7 de maio de 2011

Enquete ANESPB Press



Enquete ANESPB Press












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domingo, 24 de abril de 2011

Kardec comenta J.B.Roustaing




Kardec comenta na Revista Espírita de Junho de 1866 o lançamento da obra "Os quatro evangelhos" de J.B.Roustaing. Imparcial, Kardec reconhece a possibilidade de os fatos se darem conforme a teoria do Corpo Fluídico porém não vê necessidade e nem conveniência de se buscar alternativa para a existência carnal de Jesus. Em virtude da falta da "Generalidade e Concordância dos Espíritos" esta obra não pode e não deve ser considerada como parte integrante da Doutrina dos Espíritos.

OS EVANGELHOS EXPLICADOS
Pelo Sr. Roustaing (1).

(1) Os quatro Evangelhos, seguidos dos mandamentos explicados em espírito e verdade pelos evangelistas assistidos pelos apóstolos. Recolhidos e colocados em ordem por J.B.Roustaing, advogado da corte imperial de Bordeaux, antigo chefe da ordem dos advogados. - 3 vol. in-12. - Preço: 10 fr. 50. - Paris, Livraria Central, 24, bulevarde dos Italianos. - Bourdeaux, todas as livrarias.


Esta obra compreende a explicação e a interpretação dos Evangelhos, artigo por artigo, com ajuda de comunicações ditadas pelos Espíritos. É um trabalho considerado, e que tem, para os Espíritas, o mérito de não estar, sobre nenhum ponto, em contradição com a doutrina ensinada por O Livro dos Espíritos e o dos médiuns.


As partes correspondentes àquelas que tratamos em O Evangelho Segundo o Espiritismo o são num sentido análogo. De resto, como nos limitamos às máximas morais que, quase sem exceção, são geralmente claras, elas não poderiam ser interpretadas de diversas maneiras; também foram o assunto de controvérsias religiosas. Foi por esta razão que começamos por ali a fim de ser aceito sem contestação, esperando para o resto que a opinião geral estivesse mais familiarizada com a ideia espírita.

O autor dessa nova obra acreditou dever seguir outro caminho; em lugar de proceder por graduação, quis alcançar o objetivo de um golpe. Tratou, por certas questões que não julgamos oportuno abordar ainda, e das quais, consequentemente lhe deixamos a responsabilidade, assim como aos Espíritos que os comentaram.

Consequente com o nosso princípio, que consiste em regular a nossa caminhada sobre o desenvolvimento da opinião, não daremos, até nova ordem, às suas teorias, nem aprovação, nem desaprovação, deixando ao tempo o cuidado de sancioná-las ou de contradizê-las. Convém, pois, considerar essas explicações como opiniões pessoais aos Espíritos que as formularam, opiniões que podem ser justas ou falsas, e que, em todos os casos, têm necessidade da sanção do controle universal, e até mais ampla confirmação não poderiam ser consideradas como partes integrantes da Doutrina Espírita.

Quando tratarmos essas questões, o faremos sem cerimônia; mas é que, então, teremos recolhido os documentos bastante numerosos, nos ensinos dados de todos os lados pelos Espíritos, para poder falar afirmativamente e ter a certeza de estar de acordo com a maioria; é assim que fazemos todas as vezes que se trata de formular um princípio capital. Nós os dissemos cem vezes, para nós a opinião de um Espírito, qualquer que seja o nome que traga, não tem senão o valor de uma opinião individual; nosso critério está na concordância universal, corroborada por uma rigorosa lógica, para as coisas que não podemos controlar por nossos próprios olhos. De que nos serviria dar prematuramente uma doutrina como uma verdade absoluta, se, mais tarde, ela devesse ser combatida pela generalidade dos Espíritos?

Dissemos que o livro do Sr. Roustaing não se afasta dos princípios de O Livro dos Espíritos e o dos médiuns; nossas observações levam, pois, sobre a aplicação desses mesmos princípios à interpretação de certos fatos. É assim, por exemplo, que dá ao Cristo, em lugar de um corpo carnal, um corpo fluídico concretizado, tendo todas as aparências da materialidade, e dele faz um agênere. Aos olhos dos homens que não teriam podido compreender, então, sua natureza espiritual, teve que passar EM APARÊNCIA, essa palavra é incessantemente repetida em todo o curso da obra, para todas as vicissitudes da Humanidade. Assim se explicaria o mistério de seu nascimento: Maria não teria tido senão as aparências da gravidez.

Este ponto, colocado por premissa e pedra angular, é a base sobre a qual se apoia para explicação de todos os fatos extraordinários ou miraculosos da vida de Jesus.

Sem dúvida, não há aí nada de materialmente impossível para quem conhece as propriedades do envoltório perispiritual; sem nos pronunciar pró ou contra essa teoria diremos que ela é ao menos hipotética, e que, se um dia ela fosse reconhecida errada, a base sendo falsa, o edifício desmoronaria. Esperamos, pois, os numerosos comentários que ela não deixará de provocar da parte dos Espíritos, e que contribuirão para elucidar a questão. Sem prejulgá-la, diremos que já foram feitas objeções sérias a essa teoria, e que, em nossa opinião, os fatos podem perfeitamente se explicar sem sair das condições da Humanidade corpórea.

Estas observações, subordinadas à sanção do futuro, não diminui nada a importância dessa obra que, ao lado das coisas duvidosas do nosso ponto de vista, delas encerra, incontestavelmente, boas e verdadeiras, e será consultada proveitosamente pelos Espíritas sérios.
Se o fundo de um livro é o principal, a forma não é de se desdenhar, e entra também por alguma coisa no sucesso. Achamos que certas partes são desenvolvidas muito longamente, sem proveito para a clareza.

Em nossa opinião, se, limitando-se ao estrito necessário, ter-se-ia podido reduzir a obra em dois, ou mesmo em um único volume, teria ganhado em popularidade.


Fonte : Revista Espírita - Junho 1866 - Allan Kardec.


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