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sábado, 26 de fevereiro de 2011

A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS



AS FEDERATIVAS DEVEM CUMPRIR O PROGRAMA ESPÍRITA

Acredita que as Federativas devem, com a maior urgência cumprir, integralmente, o programa Espírita, retornando à pesquisa e a um melhor tratamento dos fenômenos considerados, pela ciência, como paranormais, sob um enfoque cientifico e, ampliar o campo de debates na área filosófica, compatibilizando a Doutrina com a própria vida, com os problemas sociais, para se ter uma visão histórica mais amadurecida da Sociedade".

O professor vai mais longe e acha que "as Federativas deveriam se empenhar na criação de Departamentos de pesquisa científica, elaborando programas e formando pessoal quali­ficado, para o estudo metódico dos fenômenos".

Sem isso, observa, "o Espiritismo está na verdade como um Saci, com uma perna só. Esquecendo que, quando Kardec definiu o Espiritismo o fez como ciência e filosofia com conseqüências morais e religiosas." É preciso que, sem minimizar o trabalho feito na área religiosa, maximizar, se é que assim podemos dizer, a área cientifica, dando ensejo também, ao permanente círculo de debates no campo filosófico

OS ESPÍRITAS NÃO COMPREENDEM OS CIENTISTAS

Além de professor universitário da cadeira de Direito Civil, da Universidade Católica de Pernambuco, é membro fundador da Academia de Ciências de Pernambuco. Escreveu diversos livros e ensaios nas áreas da Parapsicologia, da Sociologia, do Direito, da Filosofia e da Poesia, entre 'eles "Introdução ao Paranormal" e "Rumo ao Sem Fim".

Conhecido em todo o movimento espírita, devido a enorme repercussão do programa "O Grande Júri", que manteve durante quase quatorze anos na TV Universitária de Pernambuco, programa que reunia mais de trinta especialistas nas diversas áreas do conhecimento humano, como químicos, físicos, católicos, protestantes, espíritas e outros. Entre os temas levados a debate no "Grande Júri", o que mereceu maior cobertura da imprensa espírita foi "A Bíblia", mantido, conforme explicou o professor, durante quase seis meses a pedido do público.

Fala da incompreensão que os estudiosos, pesquisadores e cientistas recebem de grande parte dos espíritas, principalmente aqueles que se dedicam à Parapsicologia, "havendo uma certa suspeição e até preconceito a quem se dedica a esta ciência". Explica que tem insistido no campo da ciência, pela mesma dedicação e interesse que os demais têm em divulgar a Doutrina Espírita.

KARDEC NÃO DISSE A ÚLTIMA PALAVRA E SIM A PRIMEIRA

Vê a necessidade de atualização "precisamos fazer algumas atualizações quanto à vestimenta doutrinária, porque na essência não há nada a se reparar, e uma abordagem metodológica mais adequada, uma visão mais aprofundada das coisas e dos fatos. Kardec já recomendava e advertia para a necessidade de dinamizar a Doutrina. Porque em Ciência o conhecimento é provisório. Ciência não pára. Uma ciência estática deixa de ser Ciência. Kardec descerrou-nos as portas de um mundo novo, infelizmente a quase totalidade dos espíritas ficaram na soleira".

É com este mesmo argumento que rejeita o posicionamento de alguns espíritas que colocam a pesquisa em segundo plano, chegando a encará-la como desnecessária , ao pensar que os fatos não precisam ser comprovados dentro dos métodos científicos. Vê este posicionamento como "uma completa miopia intelectual, fruto de fanatismo religioso, pois Kardec não resolveu nenhum problema quando abriu as portas para uma nova dimensão, pelo contrário, aumentou-os, porque até então só tínhamos preocupações com a nossa vida física". E acrescenta: "Kardec não disse a última palavra, mas sim a primeira. Temos, por isso mesmo, que estudar e pesquisar cada vez mais, para ampliar o campo do conhecimento humano. Temos que responder, agora, questões como o funcionamento da mente em nível biológico e espiritual, quais as relações entre este e o outro mundo, entre tantas outras questões que surgem a partir dessa nova fase do conhecimento".

Neste sentido, acredita que no Espiritismo temos nos limitado às comunicações espirituais, os Espíritos é que nos ditam orientações, "pois o Espiritismo parou como ciência, os espíritas precisam desenvolver com gosto o trato para os problemas científicos, senão geraremos um fanatismo e toda religião que se esclerosa, fatalmente morre" este não pode ser o caso da Doutrina Espírita, porque a religião tem no Espiritismo a dinâmica própria da ciência e da filosofia. Afinal, o Espiritismo é uma Doutrina universalista e é esta universalidade que vem agora cobrar do espírita uma nova tomada de posição.

A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS

O professor Walter afirma incisivamente que "a Parapsicologia de Joseph Rhine e a própria Metapsiquica de Charles Richet só tiveram vez porque os espíritas se descuidaram da área científica. Senão a nossa Doutrina, por si só, tomaria os freios, as rédeas, o comando da pesquisa e hoje não teríamos a Parapsicologia".

Nesta mesma linha de raciocínio, perguntamos ao professor se os estudiosos espíritas poderiam seguir caminho diverso ao da Parapsicologia, ao que respondeu: "isso não seria metodologicamente possível, apenas a interpretação seria diferente. Primeiramente porque há parapsicólogos espíritas, que permanecem cada vez mais espíritas, e exercem de maneira muito produtiva o seu ofício de parapsicólogos, e há parapsicólogos católicos, como também materialistas; no entanto, as áreas da Parapsicologia e do Espiritismo são as mesmas, apenas que cada uma pode atuar dentro de seu modelo de interpretação", explicou.

Lembrando o pensamento de Rhine a respeito da sobrevivência da alma, disse: "o próprio Rhine já dizia que a questão da sobrevivência é também uma questão da Parapsicologia e que os fenômenos paranormais sugerem fortemente a hipótese do prosseguimento da vida após a morte, se não houvesse qualquer prova da sobrevivência, os fenômenos paranormais, por si só, seriam esta prova".

OS FENÔMENOS SÃO PRODUZIDOS POR ENCARNADO E DESENCARNADO

Insistindo na tese da criação de centros de pesquisa, sugeriu uma outra medida:"seria muito bom que os espíritas adotassem o procedimento científico da Parapsicologia. Desenvolvendo suas pesquisas dentro do próprio Centro Espírita, formando laboratórios ou que fundassem em cada Estado, Centros Espíritas voltados à pesquisa científica, fazendo sessões experimentais, observando o comportamento dos médiuns etc..." Relata a sua tentativa da criação deste tipo de trabalho no Recife que não foi bem aceito "porque os espíritas insistem em não encarar o aspecto científico com a importância que ele deve ter no contexto espírita".

Mostrou-nos a diferença básica entre o Espiritismo e a Parapsicologia: "A Parapsicologia é uma ciência que tem por objeto o estudo dos fenômenos paranormais, ou seja, ela pretende estudar os mecanismos e obter certo controle sobre os eles, e, como a ciência, dar-lhes um sentido prático. Na Parapsicologia, a hipótese da causa dos fenômenos é que eles se originam no inconsciente do médium. Assim, enquanto na Parapsicologia a sobrevivência é uma hipótese, para o Espiritismo ela é um fato: o espírito desencarnado é a causa da maioria dos fenômenos. Mas o campo de pesquisa é o mesmo."

Quanto ao problema do animismo, lembra Ernesto Bozzano, quando este afirmou que "para conhecer os poderes do espírito desencarnado, precisamos primeiro conhecer os poderes do espírito encarnado”. Precisamos investigar a capacidade criativa da mente, para, por qual­quer motivo não estar atribuindo aos espíritos a agência dos fenômenos paranormais. Tanto que Camille Flamarion chegou a afirmar textualmente que as comunicações entre vivos e mortos eram tão raras que a rigor poderíamos dizer que elas não existem".

E foi dentro desta mesma fidelidade científica que o professor Walter Rosa Borges se propôs a estudar e pesquisar o médium pernambucano Edson Queirós, que vem fazendo centenas de operações espirituais dentro da própria Federação Espírita de Pernambuco e que será objeto da reportagem em nossa próxima edição.


(*) O Semeador. Junho de 1982

TAGS:"keywords"content="A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS,A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS, A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS, A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS, A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS, A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS, A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS, A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS, A PARAPSICOLOGIA É FRUTO DO DESCUIDO DOS ESPÍRITAS

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Reflexões e Máximas de Allan Kardec 3ºPARTE



Reflexões e Máximas de Allan Kardec 3ºPARTE

Fragmentos extraídos dos doze primeiros anos da “Revista Espírita”



R. E. 1864, p. 103: “O controle universal é uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. É aí que, no porvir, se buscará o critério da verdade. O que fez o sucesso da Doutrina, formulada em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns, é que, por toda parte, cada um pode receber diretamente dos Espíritos a confirmação daquilo que eles contêm.
Se, de todas as partes, os Espíritos tivessem vindo contradizê-los, esses livros teriam depois de muito tempo tido a sorte de todas as concepções fantásticas. Mesmo o apoio da imprensa não os teria salvado do naufrágio, enquanto que, mesmo privados desse apoio, não deixaram de fazer um caminho rápido, porque tiveram o apoio dos bons Espíritos cuja boa vontade compensou, e ultrapassou, a má vontade dos homens. Assim o será de todas as idéias emanadas dos Espíritos e dos homens, que não puderem suportar a prova desse controle, do qual ninguém pode contestar o poder.”
R. E. 1859, p. 176: “Os Espíritos são aquilo que são, e não podemos mudar a ordem das coisas; não sendo todos perfeitos, não aceitamos suas palavras senão sob análise e não com a credulidade das crianças; julgamos, comparamos, tiramos as conseqüências de nossas observações, e mesmo seus erros são para nós ensinamentos, porque não fazemos abnegação de nosso discernimento.
Essas observações se aplicam igualmente a todas as teorias científicas que os Espíritos possam dar. Seria muito cômodo ter apenas que os interrogar para encontrar a ciência toda feita, e para possuir todos os segredos industriais: não adquirimos a ciência senão ao preço do trabalho e das pesquisas; sua missão não é de nos livrar desta obrigação. Sabemos aliás, que não somente nem todos não sabem tudo, mas que há entre eles, como entre nós, falsos sábios, que crêem saber aquilo que não sabem, e falam daquilo que ignoram com o mais imperturbável desembaraço.
Um Espírito poderia então dizer que é o Sol que gira em torno da Terra e não o contrário, e sua teoria não seria mais verdadeira porque vinda de um Espírito. Que aqueles que nos supõem uma credulidade assim pueril, saibam pois que tomamos toda opinião exprimida por um Espírito por uma opinião individual; que não a aceitamos senão depois de a haver submetido ao controle da lógica e dos meios de investigação que a própria ciência Espírita nos forneceu.”
R. E. 1859, p. 178: “Nossos estudos nos ensinam que o mundo invisível que nos cerca reage constantemente sobre o mundo visível; no-lo mostram como uma das forças da Natureza; conhecer os efeitos desta força oculta que nos domina e nos subjuga com nosso desconhecimento não é ter a chave de mais um problema, a explicação de uma multidão de fatos que passam desapercebidos? Se esses efeitos podem ser funestos, conhecer a causa do mal não é ter um meio de se prevenir, como o conhecimento das propriedades da eletricidade nos tem dado o meio de atenuar os efeitos desastrosos do raio? Se então sucumbirmos, não poderemos nos queixar senão de nós mesmos, porque não teremos a ignorância por desculpa. O perigo está no império que os maus Espíritos impõem sobre os indivíduos, e esse império não é somente funesto do ponto de vista dos interesses da vida material. A experiência nos ensina que jamais é impunemente que alguém se abandona à sua dominação; porque suas intenções não podem nunca ser boas. Uma de suas táticas para chegar a seus fins é a desunião, porque sabem muito bem que poderão facilmente tirar vantagens daquele que está privado de apoio; também, seu primeiro cuidado, quando querem se apoderar de alguém, é sempre o de lhe inspirar a desconfiança e a antipatia por quem possa desmascará-lo com esclarecimentos, por conselhos salutares. Uma vez senhores do terreno, podem, a seu gosto, fasciná-lo com promessas sedutoras, subjugá-lo lisonjeando suas inclinações, aproveitando para isso todos os pontos fracos que encontram, para melhor fazê-lo sentir em seguida a amargura das decepções, afligi-lo em suas afeições, humilhá-lo em seu orgulho e, freqüentemente, elevá-lo por um momento senão para o precipitar de mais alto.”
Para se prevenir contra tais perigos, Allan Kardec nos dá o seguinte sábio conselho:
R. E. 1859, p. 180: “Direi primeiro que, segundo o seu conselho – o conselho de seus Guias – Eu não aceito jamais nada sem exame e sem controle; não adoto uma idéia a não ser que ela me pareça racional, lógica, se está de acordo com os fatos e as observações, se nada de sério a vem contradizer.
Mas meu julgamento não poderia ser um critério infalível; o consentimento que tenho encontrado junto de uma multidão de gente mais esclarecida do que eu é para mim uma primeira garantia; encontro uma outra, não menos preponderante, no caráter das comunicações que me têm sido feitas desde que me ocupo com o Espiritismo; jamais, posso dizê-lo, escapou uma única dessas palavras, um só desses sinais pelos quais se traem os Espíritos inferiores, mesmo os mais astuciosos; jamais dominação; jamais conselhos equivocados ou contrários à caridade e à benevolência, jamais prescrições ridículas; longe disso, não encontrei neles senão pensamentos grandes, nobres, sublimes, isentos de pequenez e mesquinharia; em uma palavra, suas relações comigo, nas menores, como nas maiores coisas, têm sido sempre tais que, se tivesse sido um homem que me houvesse falado, eu o teria pelo melhor, o mais sábio, o mais prudente, o mais moral e o mais iluminado. Eis, senhores, os motivos de minha confiança, corroborada pela identidade de ensinamento dado a uma multidão de outras pessoas, antes e depois da publicação de minhas obras...”

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Polêmica Espírita


Polêmica Espírita
Várias vezes já nos perguntaram por que não respondemos, em nosso jornal, aos ataques de certas folhas, dirigidos contra o Espiritismo em geral, contra seus partidários e, por vezes, contra nós. Acreditamos que o silêncio, em certos casos, é a melhor resposta.
Aliás, há um gênero de polêmica do qual tomamos por norma nos abstermos: é aquela que pode degenerar em personalismo; não somente ela nos repugna, como nos tomaria um tempo que podemos empregar mais utilmente, o que seria muito pouco interessante para os nossos leitores, que assinam a revista para se instruírem, e não para ouvirem diatribes mais ou menos espirituosas.
Ora, uma vez engajado nesse caminho, difícil seria dele sair, razão por que preferimos nele não entrar, com o que o Espiritismo só tem a ganhar em dignidade. Até agora só temos que aplaudir a nossa moderação, da qual não nos desviaremos, e jamais daremos satisfação aos amantes do escândalo.

Entretanto, há polêmica e polêmica; uma há, diante da qual não recuaremos jamais: é a discussão séria dos princípios que professamos. Todavia, mesmo aqui há uma importante distinção a fazer; se se trata apenas de ataques gerais, dirigidos contra a doutrina, sem um fim determinado, além do de criticar, e se partem de pessoas que rejeitam por antecipação tudo quanto não compreendem, não merecem maior atenção; o terreno ganho diariamente pelo Espiritismo é uma resposta suficientemente peremptória e que lhes deve provar que seus sarcasmos não têm produzido grande efeito; também notamos que os gracejos intermináveis de que até pouco tempo eram vítimas os partidários da doutrina pouco a pouco se extinguem.
Perguntamos se há motivos para rir quando vemos as idéias novas adotadas por tantas pessoas eminentes; alguns não riem senão com desprezo e pela força do hábito, enquanto muitos outros absolutamente não riem mais e esperam.
Notemos ainda que, entre os críticos, há muitas pessoas que falam sem conhecimento de causa, sem se darem ao trabalho de a aprofundar. Para lhes responder seria necessário recomeçar incessantemente as mais elementares explicações e repetir aquilo que já escrevemos, providência que julgamos inútil.
Já o mesmo não acontece com os que estudaram e nem tudo compreenderam, com os que querem seriamente esclarecer-se e com os que levantam objeções de boa-fé e com conhecimento de causa; nesse terreno aceitamos a controvérsia, sem nos gabarmos de resolver todas as dificuldades, o que seria muita presunção de nossa parte. A ciência espírita dá os seus primeiros passos e ainda não nos revelou todos os seus segredos, por maiores sejam as maravilhas que nos tenha desvendado.
Qual a ciência que não tem ainda fatos misteriosos e inexplicados? Confessamos, pois, sem nos envergonharmos, nossa insuficiência sobre todos os pontos que ainda não nos é possível explicar.
Assim, longe de repelir as objeções e os questionamentos, nós os solicitamos, contanto que não sejam ociosos, nem nos façam perder o tempo com futilidade, pois que representam um meio de nos esclarecermos.
É a isso que chamamos polêmica útil, e o será sempre quando ocorrer entre pessoas sérias que se respeitam bastante para não se afastarem das conveniências. Podemos pensar de modo diverso sem, por isso, deixar de nos estimarmos.
Afinal de contas, o que buscamos todos nessa tão palpitante e fecunda questão do Espiritismo?
O nosso esclarecimento. Antes de mais, buscamos a luz, venha de onde vier; e, se externamos a nossa maneira de ver, trata-se apenas de nossa maneira de ver, e não de uma opinião pessoal que pretendamos impor aos outros; entregamo-la à discussão, estando prontos para a ela renunciar se demonstrarem que laboramos em erro. Essa polêmica nós a sustentamos todos os dias em nossa Revista, através das respostas ou das refutações coletivas que tivemos ocasião de apresentar, a propósito desse ou daquele artigo, e aqueles que nos honram com as suas cartas encontrarão sempre a resposta ao que nos perguntam, quando não a podemos dar individualmente por escrito, uma vez que nosso tempo material nem sempre o permite.
Suas perguntas e objeções igualmente são objeto de estudos, de que nos servimos pessoalmente, sentindo-nos felizes por fazer com que nossos leitores os aproveitem, tratando-os à medida que as circunstâncias apresentam os fatos que possam ter relação com eles. Também sentimos prazer em dar explicações verbais às pessoas que nos honram com a sua visita e nas conferências assinaladas por recíproca benevolência, nas quais nos esclarecemos mutuamente.
Allan Kardec.

Fonte: Revista Espírita nov/1858 - tradução de Evandro Noleto Bezerra - Editora: FEB.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Superstição é inconciliável com o Espiritismo




O espírito Camilo, através da psicografia de José Raul Teixeira, fez um alerta muitíssimo pertinente intitulado “Uma Reflexão sobre o Movimento Espírita”, constante da obra “Desafios da Educação“(Editora Fráter).

Como o prezado e atento leitor poderá notar, a citada entidade espiritual analisa detalhadamente a quantas anda o Movimento Espírita em vista da falta de estudo e conhecimento do Espiritismo, resultando na tentativa de enxertias e desvios de todo tipo, incentivadas pela espiritualidade inferior, interessada em promover o sincretismo e a confusão em nossa fileiras.

Leiamos com atenção e vejamos a estreita conexão com aquilo que analisamos aqui neste blog.
Inicialmente, a nobre entidade fala sobre a excelência da mensagem espírita e da grandiosa figura do Codificador Allan Kardec e sua preocupação com a UNIDADE doutrinária.

“A excelente Mensagem Espírita chega ao mundo como refrescante e iluminada aurora, anunciando um dia novo de bençãos para o planeta, atendendo as imensas carências da alma terrestre, que vivia a braços com as trevas ocasionadas pelo absolutismo materialista, que tem seus fundamentos balançados, em razão das Vozes altíssimas e claras que rasgaram o silêncio dos túmulos, para invadir os ouvidos da Humanidade inteira.
Como chuva bondosa, a Doutrina Espírita penetra o solo ressequido das almas, onde, a partir de então, as sementes nobres dos ensinamentos do Mundo Superior teriam toda a chance de germinar e medrar, estabelecendo ventura e progresso.
Eram novos tempos para a cultura e para a fé, que, agora, irisadas por luzes espirituais que se mostravam diante de todos, formulando convite ao espírito humano para um pensamento mais alto.

No centro das ocorrências, destaca-se a figura augusta do professor Rivail, universalmente conhecido como Allan Kardec, e na sua visão de espírito de escol, sabia e afirmava que seria ponto de honra para o desenvolvimento da Mensagem na Terra a manutenção da unidade. Seria indispensável que em toda parte, onde surgisse um núcleo de estudos do Espiritismo, se pudesse falar a mesma linguagem, sem que houvesse riscos de ser ele desfigurado, sem riscos de que viesse a sofrer enxertias, o que seria descabida ocorrência no bojo de uma doutrina de tamanha lucidez. A preocupação do Codificador, porém, dizia que tais dificuldades eram passiveis de ocorrer.”


Prosseguindo, o espírito Camilo comenta sobre o crescimento do Movimento Espírita e faz um alerta:
“O tempo passa, as atividades em torno da Doutrina Espírita são desenvolvidas com rapidez. Da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1858, aos dias atuais, podem-se contar por milhares as instituições levantadas no mundo em nome da Veneranda Doutrina. Do pequeno grupo de almas dispostas, que ladearam o Codificador, suportando toda agrestia e fereza dos primeiros preconceitos até hoje, quando se torna status importante dizer-se espírita, há quase um século e meio de modificações na mentalidade geral.
À semelhança do que ocorreu com a primitiva comunidade dos Apóstolos de Jesus, que foi perdendo em qualidade à medida que se foi expandindo, se popularizando e ganhando notoriedade através do prestígio político de Roma, as atividades ao redor do Espiritismo – o Movimento Espírita – foi tomando contornos preocupantes em todo lugar, na proporção do seu agigantamento acompanhado pelo desconhecimento declarado dos seus fundamentos.”
Como pudemos perceber, Camilo aponta o desconhecimento decorrente da falta de estudo do Espiritismo como razão principal para a perda de qualidade que se nota em todo lugar no que tange à prática doutrinária, tal qual ocorreu com o Cristianismo, que em praticamente nada se assemelha àquilo que foi legado por Jesus.
“Allan Kardec, valendo-se do seu inesgotável bom senso, estabeleceu que o Espiritismo é uma doutrina de livre exame, significando que, não sendo impositiva, oferece ao indivíduo que vai ao seu encontro todas as possibilidades de discussão e de análises, até que tenha podido compreender suas bases, de modo a vivê-las com claridade mental e segurança. Tristemente, muitos pensaram que tal condição de Mensagem lhes permita adaptar os seus preceitos doutrinários aos próprios gostos e tendências, sem causarem problemáticas adulterações no trabalho de profunda coerência dos Numes Tutelares da Terra.”
Realmente perfeita a colocação do espírito Camilo. Muitos acham que podem adaptar seus atavismos ao corpo doutrinário espírita, demonstrando, com isso, total incoerência. Se não encontram-se satisfeitos com o Espiritismo, e não sendo esta uma Doutrina exclusivista e impositiva, nada mais sensato que dedicarem-se aos seus movimentos religiosos, deixando a prática espírita livre de adulterações e enxertias descabidas.
“Referiu-se o Codificador à compreensão do Espiritismo dizendo que quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das suas idéias (Kardec, A. O Livro dos Espíritos, introdução, parte VIII). Lamentavelmente, porém, muitos admitiram que poderiam falar e agir em seu nome, sem o mínimo de estudo de sua doutrina, na pressa inconsequente por obter fenômenos que bem podiam ser buscados fora dos arraiais espíritas, o que não vincularia a possível má qualidade ou a sua impostura ao respeitável estatuto espiritista.
Os abnegados Prepostos do Cristo ensinam na Codificação que o ensino dos espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão (O Livro dos Espíritos, questão 627). Desafortunadamente, indivíduos oriundos dos mais diversos territórios intelectuais, das mais variadas regiões morais, com as mais estranhas idiossincrasias, atiraram-se a propor alterações doutrinárias, a fazerem adaptações inconsistentes quão perigosas, introduzindo idéias e práticas francamente estranhas aos textos e contexto da Doutrina. São muitos os que, ignorantes, vão mantendo outras criaturas no seu mesmo nível, abominando estudos, detestando análises, impossibilitando a aeração dos movimentos do raciocínio. Um grande número não crê no que o Espiritismo expõe, mas se vale da atenção dos crédulos e ingênuos, sempre abundantes, para impor as suas próprias fantasias que trata de envolver com as cores da Veneranda Doutrina, porque sabe do desvalor do produto que oferece querendo adesões que lhe incense a vaidade.
Nenhum problema provocaria o indivíduo que criasse uma ordem de idéias, uma doutrina pessoal e que a defendesse com insistência, em seu nome mesmo, e a partir disso cobrasse atendimento, forjasse distintivos, premiações, imagens de “santos” encarnados, liturgias sacramentais e ordenações. Toda a sua prática seria buscada e seguida pelas almas que sintonizassem com isso, como deparamos no mundo dos intocáveis ismos , personalizados e personalistas, arrebanhando grupos imensos de fanatizados, que pagam bem caro para comprar um lugar no céu…, conforme a promessa dos seus líderes.”
Camilo cita aquilo que também defendemos: sigam a quem quiserem e aquilo que bem entenderem, têm todos esse direito, mas aqueles que se dizem espíritas devam cuidar para que o Espiritismo mantenha-se livre de misturas, atavios e enxertias, permanecendo claro e límpido conforme nos foi legado pela Espiritualidade Superior.
“Quanto ao Espiritismo, porém, as coisas devem ser diferentes. Não havendo obrigação da pessoa ser espírita; inexistindo qualquer ameaça infernal para quem não aceite sua orientação; não se prometendo premiações celestiais a quem quer que seja e sendo uma escolha livre da criatura, em meio de tão diversificadas opções, torna-se imprescindível que quem queira ser espírita se despoje dessa terrível vaidade de que querer que as coisas sejam a seu gosto, ao invés de ajustar-se aos espirituais ensinamentos da Grande Luz. Imprescindível que o sincero espírita assuma, de fato, a disposição de melhorar-se com o conteúdo assimilado das lições do Infinito, pelejando para domar as suas inclinações inferiores.”
No trecho a seguir, Camilo fala da estratégia da espiritualidade inferior para aniquilar o Movimento Espírita:
“Com tristeza, percebe-se hoje que o Movimento Espírita, que dispõe de tudo o que a Doutrina Espírita lhe brinda para ser amadurecido, pujante e avançado, tem sido alvo das investidas das Sombras organizadas e se encharcado com seus conteúdos peçonhentos e danosos. Daí, são núcleos criados para reverenciar personalidades vaidosas, que não abrem mão da relação de vassalagem; são instituições montadas somente para atender os corpos, sem qualquer compromisso com o espírito imortal que permanece vagueando nas trevas de si mesmo; são casas erguidas para desfigurar o pensamento espírita, em razão das mesclas implantadas com doutrinas, filosofias e práticas orientalistas ou africanistas que, mesmo merecendo respeito, têm propostas bem distintas das do Consolador.”
Tais observações de Camilo não poderiam ser mais claras: a ênfase em trabalhos de cura de corpos em detrimento do estudo da Doutrina; a inserção de práticas orientalistas e africanistas; a idolatria a personalidades vaidosas e centralizadoras, encarnadas e desencarnadas, tidas como detentoras exclusivas da Verdade… Tudo isso com o velado objetivo de desfigurar o Espiritismo.
“Ainda em nosso Movimento Espírita, se há confundido o caráter universalista do Espiritismo com uma infausta tendência agregacionista, pois, ao invés de o pensamento espírita ajudar a ver o mundo dentro da óptica da Vida Superior, para que o indivíduo saia do nível das considerações meramente materiais, vê-se que tudo que é encontrado de “interessante” mundo afora, deseja-se agregar ao Espiritismo. Cânticos, terapias, experimentações psíquicas diversas, mantras, vestuário, jargões, festividades de gosto execrável e coisas outras ocupando variado espectro, têm despontado aqui e ali, em nome da Doutrina Espírita. E o que é mais contristador, é que tudo isto se dá diante da postura inerme dos que aceitaram responsabilidades diretivas das quais não dão conta. Tudo isto tem sido acompanhado com o consentimento dos que dirigem, coordenam, “orientam”…”
Exatamente como pensa a seita ramatisista: tudo crêem devam incorporar ao Espiritismo, em nome de um suposto “universalismo”, que, na verdade, não passa de confusão sincrética oriunda de atavismos e falta de aprofundamento e entendimento da proposta doutrinária espírita. Disseminam aos quatro cantos que Kardec (entenda-se a Codificação) estaria ultrapassado, como se as verdades universais fossem mutáveis, ao mesmo tempo que desejam inserir no Espiritismo as crendices e superstições cujam origens remontam milhares de anos, quando a civilização achava-se em sua infância. E quando chamados a atenção, colocam-se na posição de vítimas, de perseguidos, raivosamente alegando “falta de caridade” daqueles que lutam pacificamente pela manutenção da unidade doutrinária. No entanto, como bem disse o espírito Camilo, falta de caridade é justamente nada fazer e tão-somente observar o crescimento dessas estranhas idéias em nosso meio.
Conclui Camilo, magistralmente:
“Afirmou o Celeste Guia que ninguém pode servir a dois senhores…
Estabeleceu o Excelso Mestre: Seja o vosso falar sim, sim, não, não…
Informa o Espírito da Verdade: Deus procede ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente.
Vale a pena refletir em todos esses brilhantes dizeres e nessas imagens tão expressivas dos mentores da Humanidade. A hora é, incontestavelmente, de testemunhos difíceis, e quem ainda não se sinta em condições de tomar do conteúdo da luminosa Revelação e dar-lhe impulso positivo, fazendo-a útil a si e aos irmãos do caminho, comece ou recomece o esforço íntimo para o fortalecimento da vontade de crescer, de despojamento do comodismo do homem velho, uma vez que Jesus Cristo confia nos empenhos das suas ovelhas, e conta que esses empenhos sejam verdadeiros, para que o seu devotamento não seja tão somente aparência, a fim de que se possa, então, construir um Movimento Espírita vívido e forte, capaz de representar as excelências do Espiritismo vivenciado e sofrido, se necessário, através das ações e convicções dos seus seguidores fiéis.”
Análise crítica dos livros assinados pelo espírito Ramatis.

AUTOR DO ARTIGO:
Artur Felipe
Um breve histórico sobre minha atuação no Movimento Espírita: iniciei meus estudos da Doutrina Espírita aos 13 anos (1984), no Grupo Espírita Pestalozzi, em Nova Friburgo-RJ. Aos 22 (1993), atuei como orientador de Mocidade da União da Mocidade Espírita de Niterói (UMEN), um centro tradicional da cidade. Ao mesmo tempo, colaborei como evangelizador no Grupo de Apoio ao Menor (GAM), hoje Centro Espírita Batuíra e unidade do Lar Fabiano de Cristo, que prossegue no trabalho de assistência junto aos moradores de populosa favela em São Gonçalo – RJ. Em 1999, fui eleito presidente do centenário Centro Espírita Friburguense, na cidade de Nova Friburgo – RJ, sendo que por cerca de quatro anos apresentei, juntamente com o confrade José Manoel Ferreira Barboza, dois programas espíritas em rádios locais (Friburgo-AM e Conquista-FM) e um programa de TV (TV Zoom, canal 10). De volta à Niterói, fui orientador de estudos da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro (FEERJ). Hoje, encontro-me ligado à ADE-RJ, Associação dos Divulgadores do Espiritismo do Rio de Janeiro.




sábado, 19 de fevereiro de 2011

Recuperação de Menores




Recuperação de Menores
No Brasil temos uma doutrinação da vitimização onde aqueles da classe pobre são convencidos que eles estão naquela situação, pois foram roubados, enganados pelos mais ricos.

Dentro desta visão vitimizadora bandido é considerado sempre como aquele elemento que não teve uma oportunidade então é dever da sociedade sempre deixar uma porta aberta, já nos E.U.A se o indivíduo mostra-se arredio às investidas do sistema para ressocializá-lo, o seu lugar é atrás das grades mesmo (alguns casos para sempre).

Existe um componente cultural, uma percepção de que os bandidos estão apenas dando o troco a uma sociedade que lhes negou seus "direitos". Outro dia vi um documentário que mostrava uma rapaz cujo trabalho era "conscientizar" os moradores de comunidades carentes (não se pode dizer mais favela) através da musica.
Tinha um rap, ou funk, não consigo ver muita diferença, que dizia assim: você não e pobre, você foi roubado.
Ora, roubado por quem cara pálida? Pela classe media?

Então vivemos nesta hipocrisia, onde sobre a influência das Igrejas e das entidades que vivem da miséria dos menores abandonados e delinqüentes; sendo capaz de compreender, de uma vez por todas, que o elemento que comete crimes continuadamente não é passível de recuperação (seja que idade tenha).

O problema é que as pessoas querem ser mais justas do que o próprio Deus. Basta ver as lições duras que a vida nos dá dia após dia e mesmo assim não aprendemos.
O grande neurologista brasileiro, Carlos Bacelar, dizia que estudos científicos mostraram que cerca de três por cento da população mundial era constituído por psicopatas. Esse número é algo na casa dos 180.000.000 de pessoas. Quase um Brasil de indivíduos propensos a cometer atos de violência e que não são dotados de qualquer remorso ou sentimento por suas vítimas.

Sejam por causas genéticas ou ambientais é importante que uma nação identifique esses elementos e retire-os do meio de sua sociedade para que seja proporcionada a devida proteção para o cidadão de bem.
E é assim que os E.U.A. e muitos outros países lidam com o problema. Se o elemento mostra-se reincidente, o encarceramento é aplicado sem pudores. Mas, isso soluciona a problemática da violência?

Sob o nome de “SISTEMA IMPACT”, os condenados (até sete anos por crimes sem violência) têm as penas reduzidas a seis meses se aceitarem participar do programa voluntariamente.
O sistema funciona apoiado em uma duríssima disciplina militar. Pior do que o treinamento dos fuzileiros. Os jovens passam por uma bateria de exercícios físicos intensos, condicionamento militar a disciplina e a autoridade e são acompanhados por guardas “linha-dura” que fariam qualquer sargento maníaco parecer um anjo.

NA VISÃO DOS DEFENSORES DO E.C.A ISTO É MAIS JUSTO DO QUE O QUE VOCÊ VAI VER NO VIDEO.
Os defensores do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – sempre citam o fato de que a legislação é um “avanço” e uma lei premiada internacionalmente como grande exemplo para outras nações.
O que eles esquecem de dizer é que nenhuma outra nação quer aplicá-la ou mesmo declara estudar sua implantação.



Ao contrário daqui, ao invés das associações de classe tentarem combater o projeto pela aparente “violação de direitos” e “humilhações” que os jovens sofrem ao se depararem com as exigências disciplinares severíssimas; por lá a sociedade entende que esse é o único caminho para doutrinar e recuperar jovens que tenham entrado para o mundo da delinqüência por problemas estruturais familiares e falta de limites impostos em seu ambiente.

A obediência, a autoridade e a disciplina imposta jamais podem ser contestadas. Os jovens devem pedir permissão para tudo. Até para ir ao banheiro é necessária uma autorização de um guarda-monitor. O adolescente rebelde aprende normas éticas, respeito à autoridade e a viver em sociedade; compreendendo os limites que isso pode representar. Estuda e pode obter o diploma do ensino médio e ainda faz cursos profissionalizantes. Ao sair em liberdade; é encaminhado para um emprego de acordo com as aptidões adquiridas no sistema.

Cada jovem pode desistir do programa a hora que quiser. Nesse caso, ele voltará para um presídio comum onde cumprirá a pena restante integralmente. Além disso, a cada desistência pretendida, os jovens são orientados quanto a seu potencial pelos instrutores e instados a continuarem no programa para se tornarem pessoas melhores. Há um apoio psicológico constante e reforço em atividades acadêmicas e laborais.
O nível de desistência gira em torno de trinta por cento.

Mas a reincidência no crime é baixíssima, o que calou a maioria dos opositores do programa.

Infelizmente um programa assim é simplesmente impossível de ser implementado por aqui graças ao E.C.A. (Estatuto da Criança e do Adolescente) e dos oportunistas idiotas que enxergam nos menores infratores apenas vítimas inocentes de uma sociedade vil.
Como se ser pobre desse automaticamente uma licença para matar.
Mas esse é o discurso padrão das esquerdas.
Os pobres foram "roubados" por não terem nascido em berço de ouro. E têm, portanto o direito de tomar à força "aquilo que é seu".

Parte de uma concepção bizarra de que as pessoas, por nascimento, deveriam ter igualdade de recursos materiais, e acesso a riquezas que não produziram, não conseguiriam produzir mesmo que quisessem, e têm raiva de quem produz.

Após o E.C.A., toda quadrilha tem pelo menos um menor para assumir “os serviços” e escapar ileso para cometer mais crimes.

Ou a sociedade coloca em debate esta PORCARIA do E.C.A ou amanhã só sairemos de casa em caravanas armados para ir ao mercado, ao cinema e etc.

Em uma sociedade em que Favela virou "comunidade". Tráfico virou "movimento" (social). Bandido virou vítima.
Você tem alguma dúvida sobre isso?


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Congrès spirite de Barcelone, 1888


Congrès spirite de Barcelone, 1888




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domingo, 13 de fevereiro de 2011

JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS






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JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
9a ANO NO. 1 JANEIRO 1866

AS MULHERES TEM UMA ALMA?
As mulheres têm uma alma? Sabe-se que a coisa não foi sempre tida por certa, uma vez que foi, diz-se, posta em deliberação num concilio. A negação é ainda um princípio de fé em certos povos. Sabe-se a que grau de aviltamento essa crença as reduziu na maioria dos países do Oriente.

Se bem que hoje, entre os povos civilizados, a questão esteja re-solvida em seu favor, o preconceito de sua inferioridade moral se perpetuou no ponto que um escritor do último século, cujo nome não nos vem à memória, definiu assim a mulher: "Instrumento dos prazeres do homem," definição mais muçulmana do que cristã. Desse preconceito nasceu sua inferioridade legal, que não foi ainda apagada de nossos códigos. Por muito tempo elas aceitaram essa escravização como uma coisa natural, tanto é pode-roso o império do hábito. Ocorre assim com aqueles que, devotados à escravização de pai a filhos, acabam por se crer de uma outra natureza que seus senhores.

No entanto, o progresso das luzes ergueu a mulher na opinião; ela é muitas vezes afirmada pela inteligência e pelo gênio, e a lei, embora considerando-a ainda como menor, pouco a pouco afrouxa os laços da tutela. Pode-se considerá-la como emancipada moralmente, se ela não o é legalmente; é a este último resultado ao qual ela chegará um dia, pela força das coisas.

Leu-se recentemente nos jornais que uma senhorita de vinte anos vinha de sustentar com pleno sucesso o exame do bacharelado, diante da faculdade de Montpellier. É, diz-se, o quarto diploma de bacharel concedido a uma mulher. Não faz ainda muito tempo a questão foi agitada para saber se o grau de bacharel podia ser conferido a uma mulher.

Se bem que isso parecesse a alguns uma monstruosa anomalia, reconheceu-se que os regulamentos sobre a matéria não faziam menção das mulheres, não se achando excluídas legalmente. Depois de ter reconhecido que elas têm uma alma, se lhes reconheceu o direito de conquistar os graus da ciência, é já alguma coisa. Mas a sua libertação parcial não é senão o resultado do desenvolvimento da urbanidade, do abrandamento dos costumes, ou, querendo-se, de um sentimento mais exato da justiça; é uma espécie de concessão que se lhe faz, e, é preciso bendizê-la, se lhes regateando o mais possível.

A colocação em dúvida da alma da mulher seria hoje ridícula, mas uma questão muito de outro modo séria se apresenta aqui, e cuja solução pode unicamente estabelecer se a igualdade de posição social entre o homem e a mulher é de direito natural, ou se é uma concessão feita pelo homem. Notamos de passagem que se essa igualdade não é senão uma outorga do homem por condescendência, o que lhe dá hoje pode lhe retirar amanhã, e que tendo para ele a força material, salvo algumas exceções individuais, no conjunto ele será sempre o superior; ao passo que se essa igualdade está na Natureza, seu reconhe-cimento é o resultado do progresso, e uma vez reconhecida, ela é imprescritível.

Deus criou almas machos e almas fêmeas, e fez estas inferiores às outras? Aí está toda a questão. Se ocorre assim, a inferioridade da mulher está nos decretos divinos, e nenhuma lei humana poderia transgredi-los. Ao contrário, criou-as iguais e semelhantes, as desigualdades fundadas pela ignorância e pela força bruta, desaparecerão com o progresso e o reino da justiça.

O homem entregue a si mesmo não podia estabelecer a esse respeito senão hipóteses mais ou menos racionais, mas sempre controvertidas; nada, no mundo visível, podia lhe dar a prova material do erro ou da verdade de suas opiniões. Para se esclarecer, seria preciso remontar à fonte, folhear nos arcanos do mundo extra-corpóreo que ele não conhece. Estava reservado ao Espiritismo resolver a questão, não mais pelo raciocínio mas pelos fatos, seja pelas revelações de além-túmulo, seja pelo estudo que ele é capaz de fazer diariamente sobre o estado das almas depois da morte.

E, coisa capital, esses estudos não são o fato nem de um único homem, nem das revelações de um único Espírito, mas o produto de inumeráveis observações idênticas feitas diariamente por milhares de indivíduos, em todos os países, e que receberam a sanção poderosa do controle universal, sobre o qual se apóiam todas as doutrinas da ciência espírita. Ora, eis o que resulta dessas observações.

As almas ou Espíritos não têm sexo. As afeições que as une nada têm de carnal, e, por isto mesmo, são mais duráveis, porque são fundadas sobre uma simpatia real, e não são subordinadas às vicissitudes da matéria.
As almas se encarnam, quer dizer, revestem temporariamente um envoltório carnal semelhante para elas a um pesado invólucro do qual a morte as desembaraça. Esse envoltório material, pondo-as em relação com o mundo material, neste estado, elas concorrem para o progresso material do mundo que habitam; a atividade que são obrigadas a desdobrar, seja para a conservação da vida, seja para se proporcionarem o bem-estar, ajuda seu adiantamento intelectual e moral.

A cada encarnação a alma chega mais desenvolvida; traz novas idéias e os conhecimentos adquiridos nas existências anteriores; assim se efetua o progresso dos povos; os homens civilizados de hoje são os mesmos que viveram na Idade Média e nos tempos de barbárie, e que progrediram; aqueles que viverão nos séculos futuros serão os de hoje, mas ainda mais avançados intelectualmente e moralmente.
Os sexos não existem senão no organismo; são necessários à reprodução dos seres materiais; mas os Espíritos, sendo a criação de Deus, não se reproduzem uns pelos outros, é por isto que os sexos seriam inúteis no mundo espiritual.

Os Espíritos progridem pelo trabalho que realizam e as provas que têm que suportar, como o operário em sua arte pelo trabalho que faz. Essas provas e esses trabalhos variam segundo a sua posição social. Os Espíritos devendo progredir em tudo e adquirir todos os conhecimentos, cada um é chamado a concorrer aos diversos trabalhos e a suportar os diferentes gêneros de provas; é por isto que renascem alternativamente como ricos ou pobres, senhores ou servidores, operários do pensamento ou da matéria.

Assim se encontra fundado, sobre as próprias leis da Natureza, o princípio da igualdade, uma vez que o grande da véspera pode ser o pequeno do dia de amanhã, e reciprocamente. Deste princípio decorre o da fraternidade, uma vez que, nas relações sociais, reencontramos antigos conhecimentos, e que no infeliz que nos estende a mão pode se encontrar um parente ou um amigo.

É no mesmo objetivo que os Espíritos se encarnam nos diferentes sexos; tal que foi homem poderá renascer mulher, e tal que foi mulher poderá renascer homem, afim de cumprir os deveres de cada uma dessas posições, e delas suportar as provas.
A Natureza fez o sexo feminino mais frágil do que o outro, porque os deveres que lhe incumbem não exigem igual força muscular e seriam mesmo incompatíveis com a rudeza masculina. Nele a delicadeza das formas e a fineza das sensações são admiravelmente apropriadas aos cuidados da maternidade. Aos homens e às mulheres são, pois, dados deveres especiais, igualmente importantes na ordem das coisas; são dois elementos que se completam um pelo outro.

O Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter se modifica segundo as circunstâncias e se dobra às necessidades e aos cuidados que lhe impõem esse mesmo organismo. Essa influência não se apaga imediatamente depois da destruição do envoltório material, do mesmo modo que não se perdem instantaneamente os gostos e os hábitos terrestres; depois, pode ocorrer que o Espírito percorra uma série de existências num mesmo sexo, o que faz que, durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Espírito, o caráter de homem ou de mulher do qual a marca permaneceu nele. Não é senão o que ocorre a um certo grau de adiantamento e de desmaterialização que a influência da matéria se apaga completamente, e com ela o caráter dos sexos. Aqueles que se apresentam a nós como homens ou como mulheres, é para lembrar a existência na qual nós os conhecemos.

Se essa influência repercute da vida corpórea à vida espiritual, ocorre o mesmo quando o Espírito passa da vida espiritual à vida corpórea. Numa nova encarnação, ele trará o caráter e as inclinações que tinha como Espírito; se for avançado, fará um homem avançado; se for atrasado, fará um homem atrasado. Mudando de sexo, poderá, pois, sob essa impressão e em sua nova encarnação, conservar os gostos, as tendências e o caráter inerentes ao sexo que acaba de deixar. Assim se explicam certas anomalias aparentes que se notam no caráter de certos homens e de certas mulheres.
Não existe, pois, diferença entre o homem e a mulher senão no organismo material que se aniquila na morte do corpo; mas quanto ao Espírito, à alma, ao ser essencial, imperecível, ela não existe uma vez que não há duas espécies de alma; assim o quis Deus, em sua justiça, para todas as suas criaturas; dando a todas um mesmo princípio, fundou a verdadeira igualdade; a desigualdade não existe senão temporariamente no grau de adiantamento; mas todas têm o direito ao mesmo destino, ao qual cada um chega pelo seu trabalho, porque Deus nisso não favoreceu ninguém às expensas dos outros.

A doutrina materialista coloca a mulher numa inferioridade natural da qual ela não é erguida senão pela boa vontade do homem. Com efeito, segundo essa doutrina, a alma não existe, ou, se existe, ela se extingue com a vida ou se perde no todo universal, o que vem a ser o mesmo. Não resta, pois, à mulher senão sua fraqueza corpórea que a coloca sob a dependência do mais forte.

A superioridade de algumas não é senão uma exceção, uma bizarrice da Natureza, um funcionamento dos órgãos, e não poderia fazer bem, a doutrina espiritualista vulgar reconhece muito a existência da alma individual e imortal, mas é impotente para provar que não existe uma diferença entre a do homem e a da mulher, e portanto uma superioridade natural de uma sobre a outra.

Com a Doutrina Espírita, a igualdade da mulher não é mais uma simples teoria especulativa; não é mais uma concessão da força à fraqueza, é um direito fundado sobre as próprias leis da Natureza.
Fazendo reconhecer estas leis, o Espiritismo abre a era da emancipação legal da mulher, como abre a da igualdade e da fraternidade.

República dos Espíritos.






A grande maioria quando entre na web página república dos espíritos pensa que a página tem este nome por se tratar de uma página que aborda o tema Doutrina Espírita.

Mas não caro leitor não é isso, minha inspiração veio da obra de Platão.
República, a obra fundamental de Platão sobre o assunto, traça o seu estado ideal, o reino do espírito, da razão, dos filósofos, em chocante contraste com os estados e a política deste mundo.

Assunto que é abordado em Obras Póstumas, mas, negligenciado por quase todos os espíritas, na verdade é quase um pecado abordar tal tema nas comunidades e quem o faz é criticado pela maioria.

Se aplicando neste contexto, a Espiral do Silencio.
A idéia central desta teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais possam ser isolados de seus grupos de convívio caso expressem publicamente opiniões diferentes daquelas que o grupo considere como opiniões dominantes.

Portanto para não ficar isolada a pessoa não expressa sua opinião, a fim de ficar bem com a maioria, o que definitivamente não vem a ser meu caso.

Quando participava do Yahoo Perguntas e Respostas fizeram uma grande campanha de denuncias do meu perfil que vez o Yahoo suspender minha conta e me expulsar, o mesmo acontece no Orkut onde já fui expulso de mais de 8 comunidades espíritas.

Sendo que em uma delas o proprietário foi fazer campanha difamatória com os donos de outras comunidades, afirmando que eu era pessoa perigosa que mantinha um site que ataca as obras de Chico Xavier.

Esta é a técnica da Espiral do Silencio.

Mas dando continuidade ao assunto, em Obras Póstumas Kardec fala das Aristocracias.
Aristocracia vem do grego aristos, o melhor, e Kratus, poder: a aristocracia, em sua acepção literária, significa, pois: Poder dos melhores.

Pontos de vista
Aristóteles chegou a afirmar que a aristocracia é o poder confiado aos melhores cidadãos, sem distinções de nascimento ou riqueza.
Em Platão, o termo aristocracia se funda na virtude e na sabedoria. Caberia, portanto, aos sábios, aos melhores, enfim, dirigir o Estado no rumo do verdadeiro bem.
Em Do contrato social, Jean-Jacques Rousseau define como aristocracia, um governo no qual são magistrados mais do que um cidadão, e menos do que metade de todos eles; um número de magistrados maior que a metade, uma democracia; e o governo no qual há um magistrado único, do qual todos os outros recebem o poder, uma monarquia.

Bem mas como no meio espírita se aplica a Espiral do Silencio inexistem quaisquer análises dos problemas sociais, econômicos, políticos, do meio-ambiente, da justiça, à luz do Espiritismo.
E esquecemos que Kardec já tinha lançado a teoria da aristocracia intelecto-moral a qual não vou apresentar aqui, mas vou deixar para os interessados buscar e estudar.
Todavia a doutrina só vai demarcar realmente uma nova era para humanidade quando parar de fugir do debate dos problemas sociais, o que eu tenho feito isoladamente, com vídeos, com artigos e agora com um novo site.

Já no inicio do ano tivemos a tragédia do RJ onde mais de 800 pessoas morreram e 500 estão desaparecidas, o que definitivamente é um numero imaginário, pois um local com aquela extensão não apresentaria só isto de mortos.

O LIVRO DOS ESPIRITOS quando Kardec comenta sobre os flagelos destruidores ele finaliza perguntando.
Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes?

Os analistas espíritas passam ao largo dessas questões, pois estão absolutamente seguros de que a lei de causa e efeito reencarnatória se incumbirá de colocar as coisas no seu devido lugar.

Nesse caso não vemos em nem um jornal analises espíritas ou debates em torno destas questões, questões estas que tem grande influencia em nossas vidas.
Vivemos numa grande espiral do silencio onde os jornais impressos e a TV não levantam questionamentos das informações que são repassadas.

Perg. 799. De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?
R. “Destruindo o materialismo , que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses .”

Em quanto isso nas comunidades ditas “espíritas” do Orkut o que vemos são as explicações do tipo, resgates coletivos colocando a culpa da tragédia nas costas das vitimas, ou de Deus e retirando a responsabilidade dos governantes.
Governantes estes que vem a público e dizem com todas as letras a Divida Externa foi paga e hoje somos credores, estas palavras foram repetidas pela presidenta Dilma.

(UMA GRANDE MENTIRA)
Basta vc consultar este dois links:
Portal da Transparência.

http://www.portaltransparencia.gov.br/despesasdiarias/resultado?consulta=rapida&periodoInicio=10%2F02%2F2011&periodoFim=10%2F02%2F2011&fase=PAG&codigoOS=TOD&codigoFavorecido=
Estoque da Dívida Externa Total - Fonte BCB
http://libertatum.blogspot.com/2011/02/estoque-da-divida-externa-total-fonte.html
Hora veja que na questão 806 É lei da natureza a desigualdade das condições sociais?
R. “Não; é obra do homem e não de Deus”.
Portanto se temos um governo que mente, que esta lutando por melhorias mas na verdade a única coisa que busca é manter-se no poder, a igualdade social tão sonhada, vai continuar um sonho.
Já na resposta para a questão 808 A desigualdade das riquezas não se originará da das faculdades , em virtude da qual uns dispõem de mais meios de adquirir bens do que outros?
R. “Sim e não. Da velhacaria e do roubo, que dizes ? “

Exatamente o que dizer de uma classe política velhaca e que rouba escancaradamente e nós fazemos o que?
O que eu vejo no Orkut é corrente de oração e explicações esdrúxulas.

Nada de debate sobre a moralidade a responsabilidade dos governates.
Enquanto o País chafurda no lodo das atitudes desmoralizantes, uma palhaço analfabeto é eleito por um povo semi analfabeto, o ex-presidente durante a campanha debochou da violência da campanha, mesmo depois do perito desmentir a questão da bolinha de papel.
Para mim poderia ser uma bolinha de algodão, a atitude é que fala mais alto do que o fato.

Mas estamos todos submetidos a esse regime onde dia após dia perdemos todo senso de gradação valorativa, todo discernimento moral.
E assistimos a sociedade entrando num estado de desmoralização completa, de apatia, de indiferentismo, onde só os mais cínicos e desavergonhados podem sobreviver e prosperar.
Qual é o papel da doutrina espírita neste contexto?
Qual é o papel do Espírita neste contexto?
Vou dar uma pista para vocês. Consulte o ESSE

Capítulo 7 – BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO
II – Missão do Homem Inteligente na Terra

Capítulo 20 – TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA
II – Missão dos Espíritas

A verdade é que nunca, na história de país nenhum, se viu uma degradação moral tão rápida, tão geral e avassaladora.

É LULA APOIANDO COLLOR - É COLLOR APOIANDO DILMA - PELOS MAIS CARENTES
É DILMA APOIANDO COLLOR - É OS TRES - PARA O BEM DA NOSSA GENTE .

Kardec nos afirmava que: “A questão social depende inteiramente do melhoramento moral do indivíduo e das massas,”. Esclareceu ele ainda, que; “A educação é o conjunto de hábitos adquiridos e que é através da educação que as massas menos favorecidas melhorarão economicamente”.

Mas como anda nossa educação você sabe?
1. De 2002 para 2009, o número de alunos matriculadas na Educação Básica, que inclui o ensino fundamental e médio, caiu em mais de 2 milhões.

2. De 2002 para 2009, o número de escolas foi reduzido de 214 mil para 197 mil.
Onde foram parar 17 mil escolas?

3. Por que, de 2002 para 2009, o número de concluintes baixou de 2,7 milhões para 2,4 milhões no país? A população brasileira diminuiu ao ponto de 300 mil alunos sumirem das salas de aula?
Os dados acima são da Sinopse Estatística da Educação Básica, publicada pelo INEP/MEC.

É preciso propagar a moral e a verdade _ Obras Póstumas

Francisco Amado

A História do Café da Manhã