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terça-feira, 18 de maio de 2010

LUIZ MARINHO, CENSURA, JORNAL.



LUIZ MARINHO, CENSURA, JORNAL.

O prefeito de São Bernardo do Campo, o ex-ministro Luiz Marinho (PT-SP), deu mais um exemplo de como a classe política brasileira age sorrateiramente quanto o assunto é transparência. Acusado por um jornal locar de descartar mobiliário escolar em boas condições para realizar a compra de novos; Luiz Marinho moveu ação contra o jornal e exigiu que a matéria fosse retirada. Além disso, proibiu o jornal de publicar qualquer outra matéria ou informação citando o caso e, o juiz da 1ª Vara Cível de Santo André – Jairo Oliveira Júnior – deferiu liminar em favor do prefeito petista, fixando multa diária de R$ 500,00 em caso de desobediência.

Não vou aqui citar a Constituição Brasileira e repetir que ela veta a censura. Isso é desnecessário. O que não pode deixar de ser falado é a mania da classe política brasileira de recorrer a juízes para calar denúncias da imprensa e dos blogs a respeito de suas mazelas.

É claro que a censura imposta ao jornal Diário do Grande ABC será derrubada nas instâncias superiores. Mas, mesmo assim, o problema é grave já que esses recursos são complexos e envolvem um custo financeiro elevado. E, a exemplo do que aconteceu com o Estadão, a complexidade dos recursos e a demora da justiça torna a reversão dessas decisões um verdadeiro calvário. Com inúmeros blogs censurados e pequenos veículos de comunicação, esse alto custo e a lentidão das decisões, constituem uma verdadeira mordaça para esses pequenos órgãos de imprensa ou para os blogs (a grande maioria é mantida sem o patrocínio de corporações de mídia e quase sem recursos próprios). Isso faz com que a justiça cara e lenta seja um aliado importante na vergonhosa prática adotada por políticos receosos das consequências eleitorais que a divulgação de suas ações suspeitas poderia ter.

E é justamente com essa intenção que os políticos buscam, no Judiciário, um parceiro e algoz do direito de informação da população. Ao terem suas ações acatadas, esses políticos querem silenciar a imprensa formal e os blogs; impedindo que as informações de suas mazelas, falcatruas ou deslizes sejam levadas até o eleitor. Já passou da hora do STF e do CNJ se manifestarem sobre essas decisões proferidas sempre por juízes de primeira instância e, especificamente no caso Sarney, com evidentes ligações com o proponente da ação.

censura

Esse fato, o caso Estadão, inúmeros outros casos já mencionados aqui ou mesmo os que jamais chegaram ao conhecimento do grande público e se repetem dia a dia nos rincões desse país; revelam que a grande sanha dos políticos brasileiros é mesmo transformar o Brasil numa “Nova Cuba”, numa filial da Venezuela ou no Irã (“democracias” tão admiradas por eles). O controle da imprensa e da Internet, mesmo negados a todo instante, parece ser a meta obscura e pessoal de muitos políticos brasileiros – em especial os que se anunciam como “de esquerda” – e constitui um perigo real e imediato para a nossa democracia.


O Plano Nacional de Direitos Humanos que está para ser votado prevê justamente esse controle e traz em seu cerne o ovo da serpente da censura que pode destruir o que muitos (realmente vítimas da tortura na ditadura) defenderam com unhas e dentes – em alguns casos até com a própria vida. A repulsa pela prática da censura institucionalizada e apoiada pelo Judiciário deve deixar qualquer cidadão amedrontado e preocupado com o que está por vir. O patrulhamento ideológico parece ser a próxima fase de um plano de poder, posto em prática em nosso país, iniciado com a compra da consciência das entidades de classe estudantis e dos sindicatos – com gordas contribuições e cargos no governo – além do aparelhamento dos órgãos do Estado por elementos alinhados com uma determinada ideologia.

Isso tudo, mais o referendo de uma lei que lhes garanta o poder de interferir e punir os organismos de imprensa e da Internet que ainda se mantêm livres, poderá transformar nossa nação numa terra onde pensar e manifestar uma idéia contrária aos interesses daqueles que estejam no poder poderá custar muito caro aos “violadores”.

A pergunta que devemos fazer é uma só: É isso que desejamos para nossos pais e para nós mesmos?

Eu acho que não.


FONTE: http://www.visaopanoramica.com/

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