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sábado, 14 de janeiro de 2017
domingo, 8 de janeiro de 2017
Chico Xavier o Pinóquio Bonzinho
Chico Xavier o Pinóquio Bonzinho
– A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson);
– A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições. (J.L.Heilbron – Universidade da Califórnia, em Berkeley);
– A Igreja funda a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos VXI e XVII.
– O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.”
– Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo, e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912.
– Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton;
– A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson);
– A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições. (J.L.Heilbron – Universidade da Califórnia, em Berkeley);
– A Igreja funda a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos VXI e XVII.
– O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.”
– Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo, e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912.
– Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton;
sábado, 24 de dezembro de 2016
Desconstruindo Falsos Heróis Kardec e o LE
Os espíritas costumam dizer que a Bíblia está repleta de erros e contradições e por isso não tem procedência divina.
Alegam que há relatos que são totalmente incompatíveis com a bondade e justiça divinas como, por exemplo, a pena de talião, guerras, escravidão e etc. E mais, situações incompatíveis com a Ciência.
1) Deus ordena a lei do olho por olho e dente por dente?
NÃO: O Espiritismo diz: Nosso Deus é diferente, “não é o Deus vingativo, cruel, sanguinário e ciumento de Moisés, não ordena que retribua olho por olho e dente por dente.” (A Gênese, cap 1, item 23, FEB, grifo nosso).
SIM: “Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus que a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer. Este é o sentido das palavras de Jesus.” (O Livro dos Espíritos, questão 764, FEB,).
Como pode o espiritismo criticar a Bíblia quando ela fala da pena de talião se no próprio Livro dos Espíritos lemos que é Deus aplica tal pena?
2) Deus usa as guerras e escravidão para ensinar os povos?
NÃO: O Espiritismo afirma: “Nosso Deus é soberanamente bom, justo, manso, cheio de misericórdia, um Deus que jamais regaria a terra com sangue humano, jamais ordenaria o massacre e extermínio dos povos”. (A Gênese, item 23, FEB, grifo nosso).
SIM: Pergunta feita por Allan Kardec aos espíritos: “qual foi o objetivo da Providência em tornar necessária a guerra?”.
A resposta foi: “A liberdade e o progresso.”
3) A Encarnação/ Reencarnação pode acontecer em animais?
SIM: “Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriadas às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de outro animal. Em vez de se fazer para o Espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu-se então da pele do macaco, sem deixar de ser Espírito humano, como o homem não raro se reveste de certos animais, sem deixar de ser homem. (A Gênese, Cap 6, item .15 212, FEB, grifo nosso ).
NÃO: “A encarnação dos Espíritos ocorre sempre na espécie humana. Seria um erro acreditar que a alma ou espírito pudesse encarnar num corpo animal”. (O Livro dos Espíritos, Introdução, item 6, ).
5) Contradição científica:
Há luas em Marte?
NÃO: Quem afirmou isso foi o espírito do falecido cientista Galileu! – “O número e o estado dos satélites de cada planeta têm variado de acordo com as condições especiais em que eles se formaram. Alguns não deram origem a nenhum astro secundário, como se verifica com Mercúrio, Vênus e Marte (2)...”
(A Gênese, cap 6. 26, ).
SIM: Porém, 15 anos depois....tiveram que acrescentar uma nota de rodapé nesse mesmo livro a respeito dessa questão 26: “(2) Nota da Editora: Em 1877, foram descobertos dois satélites de Marte: Fobos e Deimos.” (A Gênese, cap 6. 26).
Galileu Galilei quando estava vivo fez uso do telescópio e daqui mesmo da Terra conseguiu descobrir os satélites de Júpiter, montanhas e crateras na Lua e etc, porém, depois de falecido, fora corpo, lá no espaço não conseguiu ver as duas luas de Marte?!
Alegam que há relatos que são totalmente incompatíveis com a bondade e justiça divinas como, por exemplo, a pena de talião, guerras, escravidão e etc. E mais, situações incompatíveis com a Ciência.
1) Deus ordena a lei do olho por olho e dente por dente?
NÃO: O Espiritismo diz: Nosso Deus é diferente, “não é o Deus vingativo, cruel, sanguinário e ciumento de Moisés, não ordena que retribua olho por olho e dente por dente.” (A Gênese, cap 1, item 23, FEB, grifo nosso).
SIM: “Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus que a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer. Este é o sentido das palavras de Jesus.” (O Livro dos Espíritos, questão 764, FEB,).
Como pode o espiritismo criticar a Bíblia quando ela fala da pena de talião se no próprio Livro dos Espíritos lemos que é Deus aplica tal pena?
2) Deus usa as guerras e escravidão para ensinar os povos?
NÃO: O Espiritismo afirma: “Nosso Deus é soberanamente bom, justo, manso, cheio de misericórdia, um Deus que jamais regaria a terra com sangue humano, jamais ordenaria o massacre e extermínio dos povos”. (A Gênese, item 23, FEB, grifo nosso).
SIM: Pergunta feita por Allan Kardec aos espíritos: “qual foi o objetivo da Providência em tornar necessária a guerra?”.
A resposta foi: “A liberdade e o progresso.”
3) A Encarnação/ Reencarnação pode acontecer em animais?
SIM: “Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriadas às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de outro animal. Em vez de se fazer para o Espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu-se então da pele do macaco, sem deixar de ser Espírito humano, como o homem não raro se reveste de certos animais, sem deixar de ser homem. (A Gênese, Cap 6, item .15 212, FEB, grifo nosso ).
NÃO: “A encarnação dos Espíritos ocorre sempre na espécie humana. Seria um erro acreditar que a alma ou espírito pudesse encarnar num corpo animal”. (O Livro dos Espíritos, Introdução, item 6, ).
5) Contradição científica:
Há luas em Marte?
NÃO: Quem afirmou isso foi o espírito do falecido cientista Galileu! – “O número e o estado dos satélites de cada planeta têm variado de acordo com as condições especiais em que eles se formaram. Alguns não deram origem a nenhum astro secundário, como se verifica com Mercúrio, Vênus e Marte (2)...”
(A Gênese, cap 6. 26, ).
SIM: Porém, 15 anos depois....tiveram que acrescentar uma nota de rodapé nesse mesmo livro a respeito dessa questão 26: “(2) Nota da Editora: Em 1877, foram descobertos dois satélites de Marte: Fobos e Deimos.” (A Gênese, cap 6. 26).
Galileu Galilei quando estava vivo fez uso do telescópio e daqui mesmo da Terra conseguiu descobrir os satélites de Júpiter, montanhas e crateras na Lua e etc, porém, depois de falecido, fora corpo, lá no espaço não conseguiu ver as duas luas de Marte?!
sábado, 17 de dezembro de 2016
Desconstruindo Falsos Heróis Chico Xavier
ANALISE DO LIVRO NOSSO LAR
1º Se você desejar uma casa em Nosso Lar tem que acumular 15 anos de serviços, tempo necessário para obter 30 mil bônus-hora, a moeda do lugar.
Se você não conseguir tem que morar na casa de pessoas bondosas que o acolhem.
(Ou vai acabar fazendo parte do MSL-NL Movimento dos Sem Lar em Nosso Lar)
2º Chico Xavier viveu na pobreza, mas em Nosso Lar não funciona assim.
Quanto mais o espírito é evoluído mais ele é "rico", tem direito a morar em casas de grandes proporções, terem roupas variadas e veículos. Para se ter uma idéia, o espírito mais evoluído de lá (o governador) mora em um palácio de proporções faraônicas que é ricamente mobiliado e cujas torres rasgam o céu. Pasmem!
3º O mais absurdo é que só podem pedir qualquer coisa quem tem dinheiro, já que segundo informam NADA ALI É DE GRAÇA, QUEM QUER ALGO TEM QUE DAR ALGO EM TROCA, OU SEJA A MOEDA BÔNUS-HORA.
4º Para surpreender os mais pedintes que gostam de orar em favor de alguém e ser atendido no Nosso Lar você vai precisar ter muito BÔNUS HORA.
5º Mesmo os espíritos mais evoluídos tomam banho e comem. Em cada casa tem um banheiro. Só não dizem como é o sistema de esgoto.
Isto é o que encontramos nas afirmações de Andre Luiz sobre Nosso Lar.
A questão, é que a doutrina espírita, como fé raciocinada, não pode ser expressada por parábolas deturpando o discurso direto.
O Bônus hora é controverso no momento que se torna um sistema de recompensa para se praticar a caridade ou se dedicar ao próximo.
Eu posto artigos em diversos sites ministro palestras em casas espíritas, já prestei serviço para a Federação aqui do RGS e jamais fiquei pensando em ganhar algo em troca. (NEM BÔNUS HORA OU VALE RESTAURANTE)
Se você faz algo e é recompensado por terceiros, acabou ali a lei de causa e efeito.
Segundo o LE, os Espíritos não têm o tempo na mesma medida que nós, encarnados, temos. E Nosso Lar fala sobre "algum tempo de serviço".
Que tempo é esse algum? Os Espíritos de Nosso Lar usam relógio?
Batem ponto? Se tudo é tão igual, reencarnar para que?
E o que dizer da afirmação em que nos serviços sacrificiais a REMUNERAÇÃO pode duplicar ou triplicar. Onde se encaixa a palavra sacrifício neste contexto?
.
Se aplicarmos aqui o princípio Aristotélico da não contradição concluímos que além de não passar pelo crivo da razão, este sistema não vai apenas na contra mão da codificação mas, da própria lei de evolução.
O principio se resume no seguinte. “AQUILO QUE É, EM QUANTO É, NÃO PODE NÃO SER.”
Pois, se todos sabem que nossa evolução é alcançada em cima dos nossos méritos e do que conquistamos de correto em nossas almas.Como termos um salário compensatório para aquilo que deve ser a nossa obrigação como espírito, encarnado ou desencarnado?
1º Se você desejar uma casa em Nosso Lar tem que acumular 15 anos de serviços, tempo necessário para obter 30 mil bônus-hora, a moeda do lugar.
Se você não conseguir tem que morar na casa de pessoas bondosas que o acolhem.
(Ou vai acabar fazendo parte do MSL-NL Movimento dos Sem Lar em Nosso Lar)
2º Chico Xavier viveu na pobreza, mas em Nosso Lar não funciona assim.
Quanto mais o espírito é evoluído mais ele é "rico", tem direito a morar em casas de grandes proporções, terem roupas variadas e veículos. Para se ter uma idéia, o espírito mais evoluído de lá (o governador) mora em um palácio de proporções faraônicas que é ricamente mobiliado e cujas torres rasgam o céu. Pasmem!
3º O mais absurdo é que só podem pedir qualquer coisa quem tem dinheiro, já que segundo informam NADA ALI É DE GRAÇA, QUEM QUER ALGO TEM QUE DAR ALGO EM TROCA, OU SEJA A MOEDA BÔNUS-HORA.
4º Para surpreender os mais pedintes que gostam de orar em favor de alguém e ser atendido no Nosso Lar você vai precisar ter muito BÔNUS HORA.
5º Mesmo os espíritos mais evoluídos tomam banho e comem. Em cada casa tem um banheiro. Só não dizem como é o sistema de esgoto.
Isto é o que encontramos nas afirmações de Andre Luiz sobre Nosso Lar.
A questão, é que a doutrina espírita, como fé raciocinada, não pode ser expressada por parábolas deturpando o discurso direto.
O Bônus hora é controverso no momento que se torna um sistema de recompensa para se praticar a caridade ou se dedicar ao próximo.
Eu posto artigos em diversos sites ministro palestras em casas espíritas, já prestei serviço para a Federação aqui do RGS e jamais fiquei pensando em ganhar algo em troca. (NEM BÔNUS HORA OU VALE RESTAURANTE)
Se você faz algo e é recompensado por terceiros, acabou ali a lei de causa e efeito.
Segundo o LE, os Espíritos não têm o tempo na mesma medida que nós, encarnados, temos. E Nosso Lar fala sobre "algum tempo de serviço".
Que tempo é esse algum? Os Espíritos de Nosso Lar usam relógio?
Batem ponto? Se tudo é tão igual, reencarnar para que?
E o que dizer da afirmação em que nos serviços sacrificiais a REMUNERAÇÃO pode duplicar ou triplicar. Onde se encaixa a palavra sacrifício neste contexto?
.
Se aplicarmos aqui o princípio Aristotélico da não contradição concluímos que além de não passar pelo crivo da razão, este sistema não vai apenas na contra mão da codificação mas, da própria lei de evolução.
O principio se resume no seguinte. “AQUILO QUE É, EM QUANTO É, NÃO PODE NÃO SER.”
Pois, se todos sabem que nossa evolução é alcançada em cima dos nossos méritos e do que conquistamos de correto em nossas almas.Como termos um salário compensatório para aquilo que deve ser a nossa obrigação como espírito, encarnado ou desencarnado?
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Recado de Chico Xavier para os Católicos.
Os trechos a seguir, podem ser comprovados na 4ª edição do Livro Emmanuel. Assim nos diz Chico Xavier sobre as “revelações” ditas pelo “espírito Emmanuel”:
A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações.
[ um indivíduo que utiliza de seu poder para tiranizar e oprimir os que não seguem as suas normas.]
Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, adoração da hóstia, o celibato sacerdotal, noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina (p. 30);
O Vaticano não soube, porem, senão produzir obras de caráter exclusivamente (sic!) material! (p. 31).
Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano (p. 57).
Ele (o “espírito Emmanuel”) sabe que a Igreja “fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis (p. 56)
Ele conhece a imensidade de crimes, perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos (p. 52)
Tem notícias do “célebre livro de taxas, do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados” (p. 61).
Sabe que o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da trimurti da antiguidade oriental (p. 30)
Isso tudo foi “revelado” CHIQUINHO pelo SER IMAGINÁRIO Emmanuel. Será que essas pseudo-revelações correspondem à realidade dos fatos? Façamos uma pequena análise?
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1 – A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações. Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, adoração da hóstia, o celibato sacerdotal, noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina (p. 30);
Vamos analisar as “revelações” que o “espírito Emmanuel” diz que é invenção humana para afastar a Igreja do Evangelho e de seus primórdios:
- Criação do latim nos rituais: Ora, o latim começou a ser introduzido na liturgia e nos escritos da Igreja a partir do século V. Com as invasões bárbaras e a queda de Roma, a língua latina tomou o lugar do grego antigo como a língua de uso universal. Note que os sete primeiros concílios, incluindo ai o Concílio de Jerusalém, descrito nos Atos dos Apóstolos, foram escritos em grego, que era a língua até então mais difundida. São Jerônimo traduziu a Bíblia do grego, hebraico e aramaico para o latim vulgar (vulgata), para poder ser mais bem compreendido por toda a cristandade. É bom lembrar que o Santo Padre não solicitou a ele este serviço, visto que São Jerônimo era um eremita e não um clérigo diocesano. Acredito que os fatos acima demonstram sem sobra de dúvidas que o latim foi incluso na liturgia dos ritos e na documentação dos ensinamentos não para distanciar-nos do Evangelho, mas para aproximar-nos cada vez mais. Se considerarmos que as línguas provenientes ou partícipes do latim são maioria hoje em nosso mundo, no que diz respeito à distribuição territorial, podemos concluir que o “espírito Emmanuel” se equivocou ou mentiu. Quem é o pai da mentira mesmo?
- O culto das imagens: O culto das Imagens é anterior a fundação da Igreja Católica. Na verdade, podemos dizer que as imagens são inerentes a criação humana, visto que somos a imagem e semelhança de Deus (Gn. 1,27;2,7). Podemos também citar exemplos claros de imagens construídas por decreto divino, como a Arca da Aliança (Ex. 25,18-20), A serpente de bronze criada por Moisés (Núm. 21,8-9) e o Templo de Salomão (1Reis 6,23-25 e 7,29). O Novo Testamento nos mostra também imagens representativas da glória de Deus. No Apocalipse, Jesus aparece na Imagem de um Cordeiro que é digno de receber toda força e todo louvor (Ap. 5,12). Vemos também o Espírito Santo descer sobre Cristo na forma de uma pomba (Mt 3,16) e no dia de Pentecostes, o mesmo Santo Espírito desce na cabeça dos Apóstolos e da Virgem Maria na forma de línguas de fogo (At. 2,1-3). Provamos assim que de fato a Igreja inventou o culto as Imagens, mas desde o Antigo Testamento por meio de Deus Pai, Todo Poderoso, ratificado por Jesus Cristo, Seu Único Filho e Senhor Nosso. Vamos ser compassivos e pensar que o “espírito Emmanuel” esqueceu-se de considerar esse pequeno detalhe.
- A canonização: Olha, essa deve ser sem dúvida alguma a revelação mais importante de todos os tempos. Confesso que não sabia que foram os Papas que criaram a canonização, muitos anos depois de Cristo para afastar a Igreja do Evangelho. Isso é algo que realmente novo e revolucionário, que pode mudar a história do cristianismo e da humanidade como um todo. Precisamos urgentemente avisar a todos os cristãos do mundo, inclusive a São João, que provavelmente deveria estar embriagado quando escreveu no Apocalipse que “… vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão” (Ap. 7,9). Também devemos dizer essa revelação bombástica a Santo Estevão, que devia estar tendo alucinações quando descreveu a visão beatífica: “Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.” (At. 7,56). Também precisamos falar que Nossa Senhora que Ela não é Ela na visão de São João em Apocalipse 12,1, afinal, foi a Igreja que inventou a canonização, muito tempo depois que tudo isso aconteceu. Sejamos compassivos mais uma vez. Vamos considerar que o “espírito Emmanuel” estava apenas se referindo a… Deixe ver… Sei lá, algo além da razão.
- A confissão auricular: Provavelmente o “espírito Emmanuel” é um saudosista da época em que as confissões eram públicas, na frente de toda a assembléia, e que o perdão era dado no mínimo um ano depois da confissão. Provavelmente o “espírito Emmanuel” esqueceu-se o porquê da instituição da quarta-feira de cinzas, que era justamente o dia do ano em que os pecadores vestiam-se de sacos, recebiam as cinzas de seu pecado na cabeça e permaneciam em penitência por um ano, sendo privados de participar da parte destinada aos fiéis em plena comunhão com a Igreja. (O equivalente a Liturgia Eucarística na missa de Paulo VI). Humildemente, acho mais cômodo e justo o fiel confessar seus pecados a um padre em privado, num confessionário onde nem você nem o padre podem ver o rosto um do outro com nitidez, receber o perdão dos pecados, e após a penitência, que na maioria dos casos pode ser cumprida integralmente logo em seguida, você pode participar da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos lembrar que Nosso Senhor Jesus Cristo deu autoridade a São Pedro e seus Sucessores a tomarem as devidas medidas para tornar mais compreensível e digno alguns ritos e fórmulas, de maneira a acompanhar o próprio caminhar da humanidade desde que estas adequações não interfiram na doutrina e nas revelações deixadas por Nosso Senhor (Mt. 16,19), sendo este proceder da Igreja hoje, ontem e será sempre. Portanto, torna-se importantíssimo lembrar que as chaves do céu foram dadas a São Pedro e conseqüentemente aos seus Sucessores e não ao “espírito Emmanuel” e seus intérpretes.
- O celibato sacerdotal: De fato quem criou o celibato sacerdotal foi a Igreja. Foi criado pelo seu Fundador. “Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães (Nasceram sem seus órgãos genitais ou são estéreis), há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens (Homens castrados) e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus (esses são os vocacionados ao Sacerdócio). Quem puder compreender, compreenda. Foram-lhe, então, apresentadas algumas criancinhas para que pusesse as mãos sobre elas e orasse por elas. Os discípulos, porém, as afastavam.” (Mt 19, 11-13). Portanto, é condição preferencial a um sacerdote que seja celibatário, sacrificando assim sua vontade carnal em nome do Reino de Deus. Como bem disse nosso senhor, só pode compreender isso quem realmente tem essa vocação. Portanto, a instituição do celibato é extensível a todos que querem realmente seguir a Nosso Senhor. Note que em toda a história da Igreja, apenas padres recebiam a permissão de casar, e isso até os meandros do século VIII. Não há registros na história da Igreja ninguém que tenha se mantido casado após ser sagrado bispo. Note que os bispos deixavam suas famílias para servir na Vinha do Senhor, como fez São Pedro e São Timóteo. É também de se notar que o celibato não foi uma imposição do Santo Padre, mas apenas uma formalização de uma prática ostensivamente utilizada pelos sacerdotes naquele tempo, sendo o decreto uma forma de tornar oficial uma prática informal. Note que não houve nenhum registro histórico de revolta e manifestações contrárias a instauração oficial do celibato e até hoje, salvo uma meia dúzia de revolucionários, há um consenso geral entre os sacerdotes sobre a necessidade do celibato. Portanto, seu “espírito Emmanuel”, não entendo como algo que já é feito desde o começo da Igreja pode ser algo feito posteriormente para afastar-la dos seus primórdios. Se quiser reclamar com alguém, reclame com o Fundador da Igreja Católica.
- noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina: O que dizer então da Missa, dos Sacramentos, da Comunhão dos santos, da Interseção de Nossa Senhora e dos santos, as revelações e milagres dos santos, a compilação da Sagrada Escritura, etc. Substancialmente, “espírito Emmanuel”, isso tudo que compões de fato a Igreja. Tudo fora que está além disso, são formas que a Santa Igreja dispõe para fazer conhecer e usufruir dos sinais supracitados. Se considerarmos os atos em absoluto, de fato tens razão “espírito Emmanuel”. Mas se considerarmos o valor e a finalidade de cada coisa feita pela Igreja, estás muitíssimo equivocado.
2 - O Vaticano não soube, porem, senão produzir obras de caráter exclusivamente (sic!) material! (p. 31).: É isso ai, a Igreja Católica é fútil mesmo! Ela nunca criou nada que auxiliasse a elevação da alma humana até Deus. Esse negócio de canto gregoriano, orquestra sinfônica, arte sacra, liturgia da Santa Missa e os ritos dos Sacramentos, Estudo metódico, método científico, os cemitério, a arquitetura das Igrejas, os vitrais que contavam as histórias da Bíblia para os analfabetos, nada disso te leva ao conhecimento de Deus. Desculpem o desabafo, mas o que está sendo mais difícil pra mim na confecção deste artigo é manter-me sério ante tanta coisa no mínimo insólita.
3 – Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano (p. 57). Acho que o “espírito Emmanuel” cometeu um pequeno engano. Há sim alguém que ignora a fortuna gigantesca do Vaticano. O próprio Vaticano! Alguém por favor pode fazer a gentileza de mostrar ao “espírito Emmanuel” este artigo que saiu na Folha de São Paulo: “Vaticano apresenta déficit orçamentário pelo terceiro ano consecutivo”.
4 - Ele (o “espírito Emmanuel”) sabe que a Igreja “fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis (p. 56): Alguém precisa pedir pro “espírito Emmanuel” parar de ler as historinhas do Voltaire e do Dan Brown. Ou será que ele acredita mesmo que a “impiedosa Igreja” mandou matar quatro milhões de mulheres só na Inglaterra, quando a população de Londres do século XV era de aproximadamente seis milhões de pessoas? Existem ingleses no mundo hoje? Uma leitura que eu indico ao “espírito Emmanuel” é a do Livro Negro do Comunismo, escrito por vários pesquisadores de renome internacional, incluindo o renomado antropólogo Rudolph J. Rummel. Se o “espírito Emmanuel” preferir, pode ver também no site do professor Rummel, clicando neste link, que o comunismo apenas no século XX, comprovadamente matou mais que todas as rebeliões, guerras, revoltas e insurgências entre o século II e o século XIX. Desinformado o “espírito Emmanuel”, não?
5 - Ele conhece a imensidade de crimes, perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos (p. 52): Bem, se conhece tantos assim, que site um. Note que a Igreja é Santa e Imaculada, apesar de ser composta também de pessoas sujeitas ao pecado. É evidente que muitos padres, bispos e até alguns Papas, como Alexandre VI cometeram algumas faltas. Todavia, partindo do pressuposto que o “espírito Emmanuel” é uma entidade de mente elevada, é estranho ver que ele fica se detendo nesse tipo de coisa ao invés de relatar, por exemplo, a glória que foi São Francisco de Assis, São Tomás de Aquino, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Gregório Magno, São Luiz Rei de França, Santa Catarina de Senna, Santa Perpétua, Santo Agostinho, Santo Afonso de Ligorio, São Jose Maria Escrivar, São Thomas Moore, São João Maria Vianei, São Pio de Pietrelcina, São Pio X, Papa Leão XIII, Santa Rita de Cássia, Santo Antônio, São Bernardo, São Eleutério e outros. São mais de 26.000 “casos de sucesso” que se opõem a tão poucos casos de insucesso.
Mas é evidente que dá muito mais notoriedade falar dos erros, matando assim a confiança das pessoas na Igreja, acusando-a de crimes que muitas vezes não foi ela que cometeu, como os muitos excessos que houveram durante a Idade Média pela população e sem a aprovação da Igreja, como vimos na série de artigos sobre a Inquisição. Acusar os outros, matando os sentimentos bons que se tem para com a Igreja é uma coisa muito feia. Quem é mesmo O Acusador e assassino desde o princípio?
6 - Tem notícias do “célebre livro de taxas, do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados” (p. 61): Olha deve ser uma fonte muito privilegiada mesmo. Tão boa que nem mesmo o próprio Leão X soube da existência disso. Disponho do livro Compêndio dos Símbolos, Definições e Declarações de Fé e Moral, publicado dos autores Denzinger e Hünermann, publicado pelas edições Paulinas e Loyola. Este livro com mais de 1400 páginas, contem TODOS os documentos do Santo Magistério com relação à fé e moral ,bem como as citações do Credo. Estudando os documentos de fé e moral promulgados pelo Papa Leão X, não observei nada que fizesse referência ao tal “livro de taxas”. Procurando na internet, pude ver que há alguns sites falando sobre tal Taxa Camarae, promulgada em 1517, com a relação de preços por pecado. Pois bem. Eu vi aqui que os documentos de Leão X estão dispostos da seguinte maneira:
- Bula “Apostollici regiminis” – 1513
- Bula “Inter multiplices” – 1515
- Bula “Pastor aeternus gregem” – 1516 (esta inclusive determina a doutrina das indulgências conforme concebemos nos dias de hoje).
- Bula “Exsurge Domine” – 1520 (Bula de excomunhão de Martinho Lutero).
Não há, portanto, nenhum documento escrito pelo Papa Leão X em 1517 e muito menos qualquer um que contenha as tais taxas. O mais interessante é que a referência que eu encontrei na Internet, que pode ser vista neste link, dá os “preços dos pecados” em libras, moeda corrente do Reino-Unido. Ora, todos sabem que a moeda utilizada na região do Vaticano não eram libras, quando muito poderiam ser Florins. Estranho isso, não? Será que o “espírito Emmanuel” “iluminou” um inglês para escrever tais taxas secretas? É bom lembrar que a Igreja Católico foi banida da Inglaterra até o século XIX, sendo muito hostilizados os católicos que por ventura fossem morar ou visitar a ilha. Bem, sejamos um pouco otimistas. Vai ver que esse livro é Célebre best-seller lá na dimensão do “espírito Emmanuel”, aguardando para ser psicografado e publicado por um dos ficcionistas, ops, médiuns kardecistas.
7 - Sabe que o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da trimurti da antiguidade oriental: O que será que o “espírito Emmanuel” entende por adaptar? No dicionário, o vocábulo “adaptar” significa ajustar, adequar. Bem, você ajusta ou adéqua coisas que tem apenas poucas diferenças entre si. Será que o “espírito Emmanuel” sabe o que a doutrina da Igreja Católica sobre a Santíssima Trindade e o que a doutrina hindu fala sobre a trimurti? Vamos a eles:
- Doutrina sobre a Santíssima Trindade: “A fé católica consiste em venerar um só Deus na trindade, e a trindade na unidade, sem confundir as pessoas, nem separar a substância; pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma é a divindade, igual à glória, coeterna a majestade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (São Tomás de Aquino, Princípio do Símbolo ‘Quicumque’).
-Visão hindu sobre o trimurti: “Brâman, o Absoluto, é incognoscível pelo homem. Como um ser limitado, o ser humano somente percebe três aspectos de Brahman, que são: Brama, o Criador, Vixnu, o Preservador e Xiva, o Destruidor.”
Note que os conceitos divergem completamente. Enquanto a Santíssima Trindade fala muito bem as Três Pessoas distintas que a compõem possuem a mesma substância, mesma divindade, mesma glória e mesma majestade, ao passo que na trimurti, as divindades são meros aspectos de um único Deus, sendo estes aspectos heterodoxos explícitos. Assim, podemos ver que na visão do “espírito Emmanuel”, os papas tiveram que fazer um esforço grande para criar o “mito da Santíssima Trindade”. O mais engraçado são as abundantes referências sobre ela logo no princípio da Igreja. Vejamos algumas citações dos Santos Padres dos primeiros séculos.
Didaqué (também conhecido como “O Catecismo dos Apóstolos”, possui documentos mais antigos que algumas cartas contidas na Sagrada Escritura): “Quanto ao batismo, procedam assim: depois de ditas todas essas coisas, batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaqué 7,1).[2]
São Policarpo em Seu Martírio (Século I): “A Ele [Jesus Cristo] seja dada a glória com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém”.[3]
Pastor de Hermas (Entre os séculos I e II): “O Espírito Santo, que é preexistente, que criou todas as coisas, Deus o fez habitar no corpo de carne que Ele quis. Pois bem. Esta carne em que o Espírito Santo habitou serviu bem ao Espírito, caminhando em santidade e pureza, sem macular absolutamente nada o mesmo Espírito. Como [essa carne] tinha, pois, levado uma conduta excelente e pura, e tomado parte em todo trabalho do Espírito e cooperado com Ele em todo negócio, portando-se sempre forte e valorosamente, Deus a tornou partícipe juntamente com o Espírito Santo. Com efeito, a conduta desta carne agradou a Deus, por não ter se maculado sobre a terra enquanto teve consigo o Espírito Santo. Assim, pois, tomou por conselheiro a seu Filho e os anjos gloriosos para que esta carne, que tinha servido sem reprovação ao Espírito, alcançasse também algum lugar de repouso e não parecesse ter perdido a recompensa pelo seu serviço, porque toda a carne em que habitou o Espírito Santo, se encontrada pura e sem mancha, receberá sua recompensa” (5ª Parábola, 6,5-7).[4]“
Santo Inácio de Antioquia (110 DC): “Inácio, por sobrenome Téoforo [=portador de Deus], à abençoada em grandeza de Deus com plenitude; à predestinada desde antes dos séculos para servir para sempre, para glória duradoura e imutável, glória unida e eleita pela graça da verdadeira Paixão e por vontade de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Deus; à Igreja digna de toda bem-aventurança, que está em Éfeso, na Ásia, minha cordialíssima saudação em Jesus Cristo e na alegria imaculada” (Epístola aos Efésios 1).[5]
“Existe um médico, no entanto, que é carnal além de espiritual, gerado e não gerado, Deus feito carne, filho de Maria e Filho de Deus, primeiro passível e depois impassível: Jesus Cristo, nosso Senhor” (Epístola aos Efésios 7,2).[6]
“A verdade é que nosso Deus Jesus, o Ungido, foi levado por Maria em seu seio conforme a dispensação de Deus, certamente da descendência de Davi, mas por obra do Espírito Santo. Ele nasceu e foi batizado a fim de purificar a água com a sua Paixão” (Epístola aos Efésios 18,2).[7]
“Inácio, por sobrenome Téoforo [=portador de Deus], à Igreja que alcançou misericórdia na magnificência do Pai Altíssimo e de Jesus Cristo, seu único Filho; à que é amada e é iluminada por vontade Daquele que quis que todas as coisas existissem, segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo, nosso Deus” (Epístola aos Romanos 1).[8]
“Permitam que eu seja imitador da Paixão do meu Deus” (Epístola aos Romanos 4,3).
“Eu glorifico a Jesus Cristo, Deus, que é quem os tem feito sábios até tal ponto, pois percebi muito bem de quão mergulhados estais da fé imutável, como se estivésseis pregados, em carne e espírito, na cruz de Jesus Cristo” (Epístola aos Esmirniotas 1,1).[9]
Aristides (Séc. II): “Este teve doze discípulos, os quais, após sua ascensão aos céus, percorreram as províncias do Império e ensinaram a grandeza de Cristo, de modo que um deles percorreu aqui mesmo, pregando a doutrina da verdade, pois conhecem o Deus criador e artífice do universo em seu Filho Unigênito e no Espírito Santo, não adorando nenhum outro Deus além deste” (Apologia 15,2).[11]
Atenágoras de Atenas (Séc. II): “Assim, pois, suficientemente resta demonstrado que não somos ateus, pois admitimos um só Deus incriado e eterno, e invisível, impassível, incompreensível e imenso, apenas pela inteligência compreensível à razão… Quem, portanto, não se surpreenderá de ouvir chamar de ‘ateus’ aqueles que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e um Espírito Santo, que demonstram seu poder na unidade e sua distinção na ordem?” (Súplica em Favor dos Cristãos 10).[13]
Bem, acredito que o “espírito Emmanuel” deve mais uma vez estar enganado, pois como pudemos ver com esses pequenos exemplos, a doutrina da Santíssima Trindade é fundamental para a sustentação do Edifício de Fé do Cristão desde os primórdios da Igreja.
Como vimos, muito pouco de verdade há nas “revelações” dos “espírito Emmanuel”. A propaganda ao redor de Chico Xavier de fato obliterou a mente de muitos brasileiros com relação à enxurrada de equívocos e erros substanciais de muitos escritos. Não quero de maneira nenhuma ofender o valor que seus escritos tem para muitas pessoas. Todavia, é obrigação de todo aquele que conhece a Verdade propagar-la, mitigando assim o engano provocado pela mentira e por seu autor mor.
A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações.
[ um indivíduo que utiliza de seu poder para tiranizar e oprimir os que não seguem as suas normas.]
Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, adoração da hóstia, o celibato sacerdotal, noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina (p. 30);
O Vaticano não soube, porem, senão produzir obras de caráter exclusivamente (sic!) material! (p. 31).
Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano (p. 57).
Ele (o “espírito Emmanuel”) sabe que a Igreja “fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis (p. 56)
Ele conhece a imensidade de crimes, perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos (p. 52)
Tem notícias do “célebre livro de taxas, do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados” (p. 61).
Sabe que o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da trimurti da antiguidade oriental (p. 30)
Isso tudo foi “revelado” CHIQUINHO pelo SER IMAGINÁRIO Emmanuel. Será que essas pseudo-revelações correspondem à realidade dos fatos? Façamos uma pequena análise?
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1 – A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações. Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, adoração da hóstia, o celibato sacerdotal, noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina (p. 30);
Vamos analisar as “revelações” que o “espírito Emmanuel” diz que é invenção humana para afastar a Igreja do Evangelho e de seus primórdios:
- Criação do latim nos rituais: Ora, o latim começou a ser introduzido na liturgia e nos escritos da Igreja a partir do século V. Com as invasões bárbaras e a queda de Roma, a língua latina tomou o lugar do grego antigo como a língua de uso universal. Note que os sete primeiros concílios, incluindo ai o Concílio de Jerusalém, descrito nos Atos dos Apóstolos, foram escritos em grego, que era a língua até então mais difundida. São Jerônimo traduziu a Bíblia do grego, hebraico e aramaico para o latim vulgar (vulgata), para poder ser mais bem compreendido por toda a cristandade. É bom lembrar que o Santo Padre não solicitou a ele este serviço, visto que São Jerônimo era um eremita e não um clérigo diocesano. Acredito que os fatos acima demonstram sem sobra de dúvidas que o latim foi incluso na liturgia dos ritos e na documentação dos ensinamentos não para distanciar-nos do Evangelho, mas para aproximar-nos cada vez mais. Se considerarmos que as línguas provenientes ou partícipes do latim são maioria hoje em nosso mundo, no que diz respeito à distribuição territorial, podemos concluir que o “espírito Emmanuel” se equivocou ou mentiu. Quem é o pai da mentira mesmo?
- O culto das imagens: O culto das Imagens é anterior a fundação da Igreja Católica. Na verdade, podemos dizer que as imagens são inerentes a criação humana, visto que somos a imagem e semelhança de Deus (Gn. 1,27;2,7). Podemos também citar exemplos claros de imagens construídas por decreto divino, como a Arca da Aliança (Ex. 25,18-20), A serpente de bronze criada por Moisés (Núm. 21,8-9) e o Templo de Salomão (1Reis 6,23-25 e 7,29). O Novo Testamento nos mostra também imagens representativas da glória de Deus. No Apocalipse, Jesus aparece na Imagem de um Cordeiro que é digno de receber toda força e todo louvor (Ap. 5,12). Vemos também o Espírito Santo descer sobre Cristo na forma de uma pomba (Mt 3,16) e no dia de Pentecostes, o mesmo Santo Espírito desce na cabeça dos Apóstolos e da Virgem Maria na forma de línguas de fogo (At. 2,1-3). Provamos assim que de fato a Igreja inventou o culto as Imagens, mas desde o Antigo Testamento por meio de Deus Pai, Todo Poderoso, ratificado por Jesus Cristo, Seu Único Filho e Senhor Nosso. Vamos ser compassivos e pensar que o “espírito Emmanuel” esqueceu-se de considerar esse pequeno detalhe.
- A canonização: Olha, essa deve ser sem dúvida alguma a revelação mais importante de todos os tempos. Confesso que não sabia que foram os Papas que criaram a canonização, muitos anos depois de Cristo para afastar a Igreja do Evangelho. Isso é algo que realmente novo e revolucionário, que pode mudar a história do cristianismo e da humanidade como um todo. Precisamos urgentemente avisar a todos os cristãos do mundo, inclusive a São João, que provavelmente deveria estar embriagado quando escreveu no Apocalipse que “… vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão” (Ap. 7,9). Também devemos dizer essa revelação bombástica a Santo Estevão, que devia estar tendo alucinações quando descreveu a visão beatífica: “Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.” (At. 7,56). Também precisamos falar que Nossa Senhora que Ela não é Ela na visão de São João em Apocalipse 12,1, afinal, foi a Igreja que inventou a canonização, muito tempo depois que tudo isso aconteceu. Sejamos compassivos mais uma vez. Vamos considerar que o “espírito Emmanuel” estava apenas se referindo a… Deixe ver… Sei lá, algo além da razão.
- A confissão auricular: Provavelmente o “espírito Emmanuel” é um saudosista da época em que as confissões eram públicas, na frente de toda a assembléia, e que o perdão era dado no mínimo um ano depois da confissão. Provavelmente o “espírito Emmanuel” esqueceu-se o porquê da instituição da quarta-feira de cinzas, que era justamente o dia do ano em que os pecadores vestiam-se de sacos, recebiam as cinzas de seu pecado na cabeça e permaneciam em penitência por um ano, sendo privados de participar da parte destinada aos fiéis em plena comunhão com a Igreja. (O equivalente a Liturgia Eucarística na missa de Paulo VI). Humildemente, acho mais cômodo e justo o fiel confessar seus pecados a um padre em privado, num confessionário onde nem você nem o padre podem ver o rosto um do outro com nitidez, receber o perdão dos pecados, e após a penitência, que na maioria dos casos pode ser cumprida integralmente logo em seguida, você pode participar da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos lembrar que Nosso Senhor Jesus Cristo deu autoridade a São Pedro e seus Sucessores a tomarem as devidas medidas para tornar mais compreensível e digno alguns ritos e fórmulas, de maneira a acompanhar o próprio caminhar da humanidade desde que estas adequações não interfiram na doutrina e nas revelações deixadas por Nosso Senhor (Mt. 16,19), sendo este proceder da Igreja hoje, ontem e será sempre. Portanto, torna-se importantíssimo lembrar que as chaves do céu foram dadas a São Pedro e conseqüentemente aos seus Sucessores e não ao “espírito Emmanuel” e seus intérpretes.
- O celibato sacerdotal: De fato quem criou o celibato sacerdotal foi a Igreja. Foi criado pelo seu Fundador. “Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães (Nasceram sem seus órgãos genitais ou são estéreis), há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens (Homens castrados) e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus (esses são os vocacionados ao Sacerdócio). Quem puder compreender, compreenda. Foram-lhe, então, apresentadas algumas criancinhas para que pusesse as mãos sobre elas e orasse por elas. Os discípulos, porém, as afastavam.” (Mt 19, 11-13). Portanto, é condição preferencial a um sacerdote que seja celibatário, sacrificando assim sua vontade carnal em nome do Reino de Deus. Como bem disse nosso senhor, só pode compreender isso quem realmente tem essa vocação. Portanto, a instituição do celibato é extensível a todos que querem realmente seguir a Nosso Senhor. Note que em toda a história da Igreja, apenas padres recebiam a permissão de casar, e isso até os meandros do século VIII. Não há registros na história da Igreja ninguém que tenha se mantido casado após ser sagrado bispo. Note que os bispos deixavam suas famílias para servir na Vinha do Senhor, como fez São Pedro e São Timóteo. É também de se notar que o celibato não foi uma imposição do Santo Padre, mas apenas uma formalização de uma prática ostensivamente utilizada pelos sacerdotes naquele tempo, sendo o decreto uma forma de tornar oficial uma prática informal. Note que não houve nenhum registro histórico de revolta e manifestações contrárias a instauração oficial do celibato e até hoje, salvo uma meia dúzia de revolucionários, há um consenso geral entre os sacerdotes sobre a necessidade do celibato. Portanto, seu “espírito Emmanuel”, não entendo como algo que já é feito desde o começo da Igreja pode ser algo feito posteriormente para afastar-la dos seus primórdios. Se quiser reclamar com alguém, reclame com o Fundador da Igreja Católica.
- noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina: O que dizer então da Missa, dos Sacramentos, da Comunhão dos santos, da Interseção de Nossa Senhora e dos santos, as revelações e milagres dos santos, a compilação da Sagrada Escritura, etc. Substancialmente, “espírito Emmanuel”, isso tudo que compões de fato a Igreja. Tudo fora que está além disso, são formas que a Santa Igreja dispõe para fazer conhecer e usufruir dos sinais supracitados. Se considerarmos os atos em absoluto, de fato tens razão “espírito Emmanuel”. Mas se considerarmos o valor e a finalidade de cada coisa feita pela Igreja, estás muitíssimo equivocado.
2 - O Vaticano não soube, porem, senão produzir obras de caráter exclusivamente (sic!) material! (p. 31).: É isso ai, a Igreja Católica é fútil mesmo! Ela nunca criou nada que auxiliasse a elevação da alma humana até Deus. Esse negócio de canto gregoriano, orquestra sinfônica, arte sacra, liturgia da Santa Missa e os ritos dos Sacramentos, Estudo metódico, método científico, os cemitério, a arquitetura das Igrejas, os vitrais que contavam as histórias da Bíblia para os analfabetos, nada disso te leva ao conhecimento de Deus. Desculpem o desabafo, mas o que está sendo mais difícil pra mim na confecção deste artigo é manter-me sério ante tanta coisa no mínimo insólita.
3 – Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano (p. 57). Acho que o “espírito Emmanuel” cometeu um pequeno engano. Há sim alguém que ignora a fortuna gigantesca do Vaticano. O próprio Vaticano! Alguém por favor pode fazer a gentileza de mostrar ao “espírito Emmanuel” este artigo que saiu na Folha de São Paulo: “Vaticano apresenta déficit orçamentário pelo terceiro ano consecutivo”.
4 - Ele (o “espírito Emmanuel”) sabe que a Igreja “fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis (p. 56): Alguém precisa pedir pro “espírito Emmanuel” parar de ler as historinhas do Voltaire e do Dan Brown. Ou será que ele acredita mesmo que a “impiedosa Igreja” mandou matar quatro milhões de mulheres só na Inglaterra, quando a população de Londres do século XV era de aproximadamente seis milhões de pessoas? Existem ingleses no mundo hoje? Uma leitura que eu indico ao “espírito Emmanuel” é a do Livro Negro do Comunismo, escrito por vários pesquisadores de renome internacional, incluindo o renomado antropólogo Rudolph J. Rummel. Se o “espírito Emmanuel” preferir, pode ver também no site do professor Rummel, clicando neste link, que o comunismo apenas no século XX, comprovadamente matou mais que todas as rebeliões, guerras, revoltas e insurgências entre o século II e o século XIX. Desinformado o “espírito Emmanuel”, não?
5 - Ele conhece a imensidade de crimes, perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos (p. 52): Bem, se conhece tantos assim, que site um. Note que a Igreja é Santa e Imaculada, apesar de ser composta também de pessoas sujeitas ao pecado. É evidente que muitos padres, bispos e até alguns Papas, como Alexandre VI cometeram algumas faltas. Todavia, partindo do pressuposto que o “espírito Emmanuel” é uma entidade de mente elevada, é estranho ver que ele fica se detendo nesse tipo de coisa ao invés de relatar, por exemplo, a glória que foi São Francisco de Assis, São Tomás de Aquino, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Gregório Magno, São Luiz Rei de França, Santa Catarina de Senna, Santa Perpétua, Santo Agostinho, Santo Afonso de Ligorio, São Jose Maria Escrivar, São Thomas Moore, São João Maria Vianei, São Pio de Pietrelcina, São Pio X, Papa Leão XIII, Santa Rita de Cássia, Santo Antônio, São Bernardo, São Eleutério e outros. São mais de 26.000 “casos de sucesso” que se opõem a tão poucos casos de insucesso.
Mas é evidente que dá muito mais notoriedade falar dos erros, matando assim a confiança das pessoas na Igreja, acusando-a de crimes que muitas vezes não foi ela que cometeu, como os muitos excessos que houveram durante a Idade Média pela população e sem a aprovação da Igreja, como vimos na série de artigos sobre a Inquisição. Acusar os outros, matando os sentimentos bons que se tem para com a Igreja é uma coisa muito feia. Quem é mesmo O Acusador e assassino desde o princípio?
6 - Tem notícias do “célebre livro de taxas, do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados” (p. 61): Olha deve ser uma fonte muito privilegiada mesmo. Tão boa que nem mesmo o próprio Leão X soube da existência disso. Disponho do livro Compêndio dos Símbolos, Definições e Declarações de Fé e Moral, publicado dos autores Denzinger e Hünermann, publicado pelas edições Paulinas e Loyola. Este livro com mais de 1400 páginas, contem TODOS os documentos do Santo Magistério com relação à fé e moral ,bem como as citações do Credo. Estudando os documentos de fé e moral promulgados pelo Papa Leão X, não observei nada que fizesse referência ao tal “livro de taxas”. Procurando na internet, pude ver que há alguns sites falando sobre tal Taxa Camarae, promulgada em 1517, com a relação de preços por pecado. Pois bem. Eu vi aqui que os documentos de Leão X estão dispostos da seguinte maneira:
- Bula “Apostollici regiminis” – 1513
- Bula “Inter multiplices” – 1515
- Bula “Pastor aeternus gregem” – 1516 (esta inclusive determina a doutrina das indulgências conforme concebemos nos dias de hoje).
- Bula “Exsurge Domine” – 1520 (Bula de excomunhão de Martinho Lutero).
Não há, portanto, nenhum documento escrito pelo Papa Leão X em 1517 e muito menos qualquer um que contenha as tais taxas. O mais interessante é que a referência que eu encontrei na Internet, que pode ser vista neste link, dá os “preços dos pecados” em libras, moeda corrente do Reino-Unido. Ora, todos sabem que a moeda utilizada na região do Vaticano não eram libras, quando muito poderiam ser Florins. Estranho isso, não? Será que o “espírito Emmanuel” “iluminou” um inglês para escrever tais taxas secretas? É bom lembrar que a Igreja Católico foi banida da Inglaterra até o século XIX, sendo muito hostilizados os católicos que por ventura fossem morar ou visitar a ilha. Bem, sejamos um pouco otimistas. Vai ver que esse livro é Célebre best-seller lá na dimensão do “espírito Emmanuel”, aguardando para ser psicografado e publicado por um dos ficcionistas, ops, médiuns kardecistas.
7 - Sabe que o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da trimurti da antiguidade oriental: O que será que o “espírito Emmanuel” entende por adaptar? No dicionário, o vocábulo “adaptar” significa ajustar, adequar. Bem, você ajusta ou adéqua coisas que tem apenas poucas diferenças entre si. Será que o “espírito Emmanuel” sabe o que a doutrina da Igreja Católica sobre a Santíssima Trindade e o que a doutrina hindu fala sobre a trimurti? Vamos a eles:
- Doutrina sobre a Santíssima Trindade: “A fé católica consiste em venerar um só Deus na trindade, e a trindade na unidade, sem confundir as pessoas, nem separar a substância; pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma é a divindade, igual à glória, coeterna a majestade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (São Tomás de Aquino, Princípio do Símbolo ‘Quicumque’).
-Visão hindu sobre o trimurti: “Brâman, o Absoluto, é incognoscível pelo homem. Como um ser limitado, o ser humano somente percebe três aspectos de Brahman, que são: Brama, o Criador, Vixnu, o Preservador e Xiva, o Destruidor.”
Note que os conceitos divergem completamente. Enquanto a Santíssima Trindade fala muito bem as Três Pessoas distintas que a compõem possuem a mesma substância, mesma divindade, mesma glória e mesma majestade, ao passo que na trimurti, as divindades são meros aspectos de um único Deus, sendo estes aspectos heterodoxos explícitos. Assim, podemos ver que na visão do “espírito Emmanuel”, os papas tiveram que fazer um esforço grande para criar o “mito da Santíssima Trindade”. O mais engraçado são as abundantes referências sobre ela logo no princípio da Igreja. Vejamos algumas citações dos Santos Padres dos primeiros séculos.
Didaqué (também conhecido como “O Catecismo dos Apóstolos”, possui documentos mais antigos que algumas cartas contidas na Sagrada Escritura): “Quanto ao batismo, procedam assim: depois de ditas todas essas coisas, batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaqué 7,1).[2]
São Policarpo em Seu Martírio (Século I): “A Ele [Jesus Cristo] seja dada a glória com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém”.[3]
Pastor de Hermas (Entre os séculos I e II): “O Espírito Santo, que é preexistente, que criou todas as coisas, Deus o fez habitar no corpo de carne que Ele quis. Pois bem. Esta carne em que o Espírito Santo habitou serviu bem ao Espírito, caminhando em santidade e pureza, sem macular absolutamente nada o mesmo Espírito. Como [essa carne] tinha, pois, levado uma conduta excelente e pura, e tomado parte em todo trabalho do Espírito e cooperado com Ele em todo negócio, portando-se sempre forte e valorosamente, Deus a tornou partícipe juntamente com o Espírito Santo. Com efeito, a conduta desta carne agradou a Deus, por não ter se maculado sobre a terra enquanto teve consigo o Espírito Santo. Assim, pois, tomou por conselheiro a seu Filho e os anjos gloriosos para que esta carne, que tinha servido sem reprovação ao Espírito, alcançasse também algum lugar de repouso e não parecesse ter perdido a recompensa pelo seu serviço, porque toda a carne em que habitou o Espírito Santo, se encontrada pura e sem mancha, receberá sua recompensa” (5ª Parábola, 6,5-7).[4]“
Santo Inácio de Antioquia (110 DC): “Inácio, por sobrenome Téoforo [=portador de Deus], à abençoada em grandeza de Deus com plenitude; à predestinada desde antes dos séculos para servir para sempre, para glória duradoura e imutável, glória unida e eleita pela graça da verdadeira Paixão e por vontade de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Deus; à Igreja digna de toda bem-aventurança, que está em Éfeso, na Ásia, minha cordialíssima saudação em Jesus Cristo e na alegria imaculada” (Epístola aos Efésios 1).[5]
“Existe um médico, no entanto, que é carnal além de espiritual, gerado e não gerado, Deus feito carne, filho de Maria e Filho de Deus, primeiro passível e depois impassível: Jesus Cristo, nosso Senhor” (Epístola aos Efésios 7,2).[6]
“A verdade é que nosso Deus Jesus, o Ungido, foi levado por Maria em seu seio conforme a dispensação de Deus, certamente da descendência de Davi, mas por obra do Espírito Santo. Ele nasceu e foi batizado a fim de purificar a água com a sua Paixão” (Epístola aos Efésios 18,2).[7]
“Inácio, por sobrenome Téoforo [=portador de Deus], à Igreja que alcançou misericórdia na magnificência do Pai Altíssimo e de Jesus Cristo, seu único Filho; à que é amada e é iluminada por vontade Daquele que quis que todas as coisas existissem, segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo, nosso Deus” (Epístola aos Romanos 1).[8]
“Permitam que eu seja imitador da Paixão do meu Deus” (Epístola aos Romanos 4,3).
“Eu glorifico a Jesus Cristo, Deus, que é quem os tem feito sábios até tal ponto, pois percebi muito bem de quão mergulhados estais da fé imutável, como se estivésseis pregados, em carne e espírito, na cruz de Jesus Cristo” (Epístola aos Esmirniotas 1,1).[9]
Aristides (Séc. II): “Este teve doze discípulos, os quais, após sua ascensão aos céus, percorreram as províncias do Império e ensinaram a grandeza de Cristo, de modo que um deles percorreu aqui mesmo, pregando a doutrina da verdade, pois conhecem o Deus criador e artífice do universo em seu Filho Unigênito e no Espírito Santo, não adorando nenhum outro Deus além deste” (Apologia 15,2).[11]
Atenágoras de Atenas (Séc. II): “Assim, pois, suficientemente resta demonstrado que não somos ateus, pois admitimos um só Deus incriado e eterno, e invisível, impassível, incompreensível e imenso, apenas pela inteligência compreensível à razão… Quem, portanto, não se surpreenderá de ouvir chamar de ‘ateus’ aqueles que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e um Espírito Santo, que demonstram seu poder na unidade e sua distinção na ordem?” (Súplica em Favor dos Cristãos 10).[13]
Bem, acredito que o “espírito Emmanuel” deve mais uma vez estar enganado, pois como pudemos ver com esses pequenos exemplos, a doutrina da Santíssima Trindade é fundamental para a sustentação do Edifício de Fé do Cristão desde os primórdios da Igreja.
Como vimos, muito pouco de verdade há nas “revelações” dos “espírito Emmanuel”. A propaganda ao redor de Chico Xavier de fato obliterou a mente de muitos brasileiros com relação à enxurrada de equívocos e erros substanciais de muitos escritos. Não quero de maneira nenhuma ofender o valor que seus escritos tem para muitas pessoas. Todavia, é obrigação de todo aquele que conhece a Verdade propagar-la, mitigando assim o engano provocado pela mentira e por seu autor mor.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Espíritas uma massa aliena e omissa

Primeiro vamos ver o que é alienado.
O que é a alienação?
A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, tornando-se sua própria negação.
Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprios Algumas pessoas são tão alienadas que não sabem nem mesmo a situação que nosso país está vivendo. O governo e a mídia são os principais agentes na alienação.
Alienação é se deixar levar sem ter opinião e sem saber o porquê das coisas.
O que é omisso?
Omissão, no direito, é a conduta pela qual uma pessoa não faz algo a que seria obrigada ou para o que teria condições. A palavra omissão (ausência de ação) é sinônima à palavra inação. E, muitas vezes, para atrapalhar algo (no sentido de obstruir a solução mais rápida) tudo o que precisamos fazer é não fazer nada! Ou, pior, o que precisamos fazer é encaminhar tudo exatamente do jeito certo (conforme o manual)!
Pois os espíritas vivem numa Alienação Política desde o momento que não usa sua capacidade de debater politicamente seus interesses.
Acredita na operosidade de instrumentos inoperantes, de um lado; desinteresse total pelos fatos políticos, de outro. E, em sua forma mais grave - recusa em decidir o próprio destino, de raciocinar, de traçar seu próprio projeto; criação do mito do Chefe, do Messias, do Pai, do Salvador da Pátria. Compreender o significado destes fenômenos, ver neles o sentido que possam ter, tal é a grande tarefa de quem se preocupa com o problema político do espírita de hoje.
No Livro dos Espíritos, a Questão 132 indaga: “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?” Em parte, a resposta é: “(...) a encarnação tem também outro objetivo, que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação (...) de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta”.
Sobre a omissão, a Questão 642 Basta não fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar um futuro melhor?
– Não. É preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um responderá por todo o mal que resulte do bem que não tiver feito.
Estes dias encontrei um artigo na web que dizia:
“Deus não sobe em palanques políticos”
Eu digo que é porque ele aguarda a ação daqueles que captam sua vontade e a executam não se omitindo esperando que as mudanças caiam do céu no seu colo.
Continua o artigo dizendo: Os adeptos do Espiritismo não precisam de representantes nos poderes Legislativos e Executivos do país para defenderem seus interesses.
Ao que poderíamos dizer, se os interesses do espírita é de não ter um sistema de ensino melhor, a segurança de sua cidade melhor, um sistema de saúde melhor e menos corruptos na política ai eu concordo.
Deve ficar dentro do centro espírita tomando fluido fluidificado e passe.
Mais adiante diz ele: Convém esclarecer que os Espíritas jamais formarão bancadas nos parlamentos, para não desvirtuarem a verdadeira finalidade do Espiritismo, que é a de promover a transformação moral da humanidade.
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Eu tinha achado o titulo deste artigo muito infeliz, mas, a mediocridade é insuperável.
Eu sempre acreditei que no mundo o espírito reencarna, fazem-se homens para modelá-lo. E que cada um de nós trouxe consigo sua responsabilidade e sua tarefa individual e intransferível.
Pois, isto é o diz o Livro dos Espíritos, que a doutrina marcaria uma nova era para a humanidade.
A verdade e que, o Espiritismo compreende os ideais de renovação da humanidade, através da transmissão de corretas informações àqueles que tiverem “ouvidos para ouvir e olhos para ver”.
Só que não se faz Espiritismo apenas e tão-somente no interior das Casas Espíritas.
Para tornar-se crença comum, como afiançado pela Falange da Verdade a Kardec, a Doutrina precisa ganhar as ruas, não pela pregação e doutrinação, mas pela presença (ativa) de seus adeptos e divulgadores nos diversos cenários da vida humana.
Participando, não se esquivando, com a desculpa de que tudo evoluirá, um dia.
Não estou advogando que se crie partidos políticos ou que se abra a sociedade espírita para propagandas políticas, e sim apontando que a imprensa, as comunidades de debates como estas e outras não colocam a política na discussão, como se esta não existisse.
Eu não vi nem uma discussão em torno do projeto de lei que querem aprovar a PL 122
Que se resume no seguinte.
Você admite um homossexual lá pelas tantas você não precisa mais de seus serviços e demite-o. Pronto três a cinco anos de cadeia. Daí até tu provar que não foi uma atitude homofobica e sim atitude normal de empregador e empregado tu vai gastar uma grana com advogados para não parar no xilindró.
E sobre a violência no RJ parece que só existe no mundo que não é espírita.
E tu o que acha disso, o espírita é alienado e omisso ou é apenas sua postura santificada.
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