Sob o Crivo da Razão 1 Titulo

Assuntos diversos sob o crivo da razão.

Escolha seu caminho misticismo ou razão 2 Titulo

Variada pesquisa ao seu dispor videos, artigos e palestras .

Cientistas Espiritas 3 Titulo

Descubra aqui os ciêntistas que pesquisaram a doutrina espirita, e poste suas dúvidas.

Descubra o pensamento Liberal Espirita 4 Titulo

Neste espaço você vai entender porque a doutrina espirita é inconciliável com o socialismo.

Debates e crítica literária espirita 5 Titulo

Um espaço para o contraditorio, onde colocamos em dúvidas muitas questões tidas como doutrinarias.

Pesquisar este blog

Seguidores

sábado, 17 de dezembro de 2016

Desconstruindo Falsos Heróis Chico Xavier

ANALISE DO LIVRO NOSSO LAR

1º Se você desejar uma casa em Nosso Lar tem que acumular 15 anos de serviços, tempo necessário para obter 30 mil bônus-hora, a moeda do lugar.
Se você não conseguir tem que morar na casa de pessoas bondosas que o acolhem.
(Ou vai acabar fazendo parte do MSL-NL Movimento dos Sem Lar em Nosso Lar)

2º Chico Xavier viveu na pobreza, mas em Nosso Lar não funciona assim.
Quanto mais o espírito é evoluído mais ele é "rico", tem direito a morar em casas de grandes proporções, terem roupas variadas e veículos. Para se ter uma idéia, o espírito mais evoluído de lá (o governador) mora em um palácio de proporções faraônicas que é ricamente mobiliado e cujas torres rasgam o céu. Pasmem!

3º O mais absurdo é que só podem pedir qualquer coisa quem tem dinheiro, já que segundo informam NADA ALI É DE GRAÇA, QUEM QUER ALGO TEM QUE DAR ALGO EM TROCA, OU SEJA A MOEDA BÔNUS-HORA.

4º Para surpreender os mais pedintes que gostam de orar em favor de alguém e ser atendido no Nosso Lar você vai precisar ter muito BÔNUS HORA.

5º Mesmo os espíritos mais evoluídos tomam banho e comem. Em cada casa tem um banheiro. Só não dizem como é o sistema de esgoto.

Isto é o que encontramos nas afirmações de Andre Luiz sobre Nosso Lar.




A questão, é que a doutrina espírita, como fé raciocinada, não pode ser expressada por parábolas deturpando o discurso direto.

O Bônus hora é controverso no momento que se torna um sistema de recompensa para se praticar a caridade ou se dedicar ao próximo.

Eu posto artigos em diversos sites ministro palestras em casas espíritas, já prestei serviço para a Federação aqui do RGS e jamais fiquei pensando em ganhar algo em troca. (NEM BÔNUS HORA OU VALE RESTAURANTE)

Se você faz algo e é recompensado por terceiros, acabou ali a lei de causa e efeito.

Segundo o LE, os Espíritos não têm o tempo na mesma medida que nós, encarnados, temos. E Nosso Lar fala sobre "algum tempo de serviço".
Que tempo é esse algum? Os Espíritos de Nosso Lar usam relógio?

Batem ponto? Se tudo é tão igual, reencarnar para que?

E o que dizer da afirmação em que nos serviços sacrificiais a REMUNERAÇÃO pode duplicar ou triplicar. Onde se encaixa a palavra sacrifício neste contexto?
.
Se aplicarmos aqui o princípio Aristotélico da não contradição concluímos que além de não passar pelo crivo da razão, este sistema não vai apenas na contra mão da codificação mas, da própria lei de evolução.

O principio se resume no seguinte. “AQUILO QUE É, EM QUANTO É, NÃO PODE NÃO SER.”

Pois, se todos sabem que nossa evolução é alcançada em cima dos nossos méritos e do que conquistamos de correto em nossas almas.Como termos um salário compensatório para aquilo que deve ser a nossa obrigação como espírito, encarnado ou desencarnado?


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Recado de Chico Xavier para os Católicos.

Os trechos a seguir, podem ser comprovados na 4ª edição do Livro Emmanuel. Assim nos diz Chico Xavier sobre as “revelações” ditas pelo “espírito Emmanuel”:
A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações. 
[ um indivíduo que utiliza de seu poder para tiranizar e oprimir os que não seguem as suas normas.]
Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, adoração da hóstia, o celibato sacerdotal, noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina (p. 30);
O Vaticano não soube, porem, senão produzir obras de caráter exclusivamente (sic!) material! (p. 31).
Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano (p. 57).
Ele (o “espírito Emmanuel”) sabe que a Igreja “fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis (p. 56)
Ele conhece a imensidade de crimes, perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos (p. 52)
Tem notícias do “célebre livro de taxas, do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados” (p. 61).
Sabe que o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da trimurti da antiguidade oriental (p. 30)

Isso tudo foi “revelado” CHIQUINHO pelo SER IMAGINÁRIO Emmanuel. Será que essas pseudo-revelações correspondem à realidade dos fatos? Façamos uma pequena análise?

-------         ---------   -----------    ---------

1 – A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações. Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, adoração da hóstia, o celibato sacerdotal, noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina (p. 30);
Vamos analisar as “revelações” que o  “espírito Emmanuel” diz que é invenção humana para afastar a Igreja do Evangelho e de seus primórdios:
- Criação do latim nos rituais: Ora, o latim começou a ser introduzido na liturgia e nos escritos da Igreja a partir do século V. Com as invasões bárbaras e a queda de Roma, a língua latina tomou o lugar do grego antigo como a língua de uso universal. Note que os sete primeiros concílios, incluindo ai o Concílio de Jerusalém, descrito nos Atos dos Apóstolos, foram escritos em grego, que era a língua até então mais difundida. São Jerônimo traduziu a Bíblia do grego, hebraico e aramaico para o latim vulgar (vulgata), para poder ser mais bem compreendido por toda a cristandade. É bom lembrar que o Santo Padre não solicitou a ele este serviço, visto que São Jerônimo era um eremita e não um clérigo diocesano. Acredito que os fatos acima demonstram sem sobra de dúvidas que o latim foi incluso na liturgia dos ritos e na documentação dos ensinamentos não para distanciar-nos do Evangelho, mas para aproximar-nos cada vez mais. Se considerarmos que as línguas provenientes ou partícipes do latim são maioria hoje em nosso mundo, no que diz respeito à distribuição territorial, podemos concluir que o “espírito Emmanuel” se equivocou ou mentiu. Quem é o pai da mentira mesmo?


- O culto das imagens: O culto das Imagens é anterior a fundação da Igreja Católica. Na verdade, podemos dizer que as imagens são inerentes a criação humana, visto que somos a imagem e semelhança de Deus (Gn. 1,27;2,7). Podemos também citar exemplos claros de imagens construídas por decreto divino, como a Arca da Aliança (Ex. 25,18-20), A serpente de bronze criada por Moisés (Núm. 21,8-9) e o Templo de Salomão (1Reis 6,23-25 e 7,29). O Novo Testamento nos mostra também imagens representativas da glória de Deus. No Apocalipse, Jesus aparece na Imagem de um Cordeiro que é digno de receber toda força e todo louvor (Ap. 5,12). Vemos também o Espírito Santo descer sobre Cristo na forma de uma pomba (Mt 3,16) e no dia de Pentecostes, o mesmo Santo Espírito desce na cabeça dos Apóstolos e da Virgem Maria na forma de línguas de fogo (At. 2,1-3). Provamos assim que de fato a Igreja inventou o culto as Imagens, mas desde o Antigo Testamento por meio de Deus Pai, Todo Poderoso, ratificado  por Jesus Cristo, Seu Único Filho e Senhor Nosso. Vamos ser compassivos e pensar que o “espírito Emmanuel” esqueceu-se de considerar esse pequeno detalhe.
- A canonização: Olha, essa deve ser sem dúvida alguma a revelação mais importante de todos os tempos. Confesso que não sabia que foram os Papas que criaram a canonização, muitos anos depois de Cristo para afastar a Igreja do Evangelho. Isso é algo que realmente novo e revolucionário, que pode mudar a história do cristianismo e da humanidade como um todo. Precisamos urgentemente avisar a todos os cristãos do mundo, inclusive a São João, que provavelmente deveria estar embriagado quando escreveu no Apocalipse que “… vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão” (Ap. 7,9). Também devemos dizer essa revelação bombástica a Santo Estevão, que devia estar tendo alucinações quando descreveu a visão beatífica: “Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.” (At. 7,56). Também precisamos falar que Nossa Senhora que Ela não é Ela na visão de São João em Apocalipse 12,1, afinal, foi a Igreja que inventou a canonização, muito tempo depois que tudo isso aconteceu. Sejamos compassivos mais uma vez. Vamos considerar que o “espírito Emmanuel” estava apenas se referindo a… Deixe ver… Sei lá, algo além da razão.
- A confissão auricular: Provavelmente o “espírito Emmanuel” é um saudosista da época em que as confissões eram públicas, na frente de toda a assembléia, e que o perdão era dado no mínimo um ano depois da confissão. Provavelmente o “espírito Emmanuel” esqueceu-se o porquê da instituição da quarta-feira de cinzas, que era justamente o dia do ano em que os pecadores vestiam-se de sacos, recebiam as cinzas de seu pecado na cabeça e permaneciam em penitência por um ano, sendo privados de participar da parte destinada aos fiéis em plena comunhão com a Igreja. (O equivalente a Liturgia Eucarística na missa de Paulo VI). Humildemente, acho mais cômodo e justo o fiel confessar seus pecados a um padre em privado, num confessionário onde nem você nem o padre podem ver o rosto um do outro com nitidez, receber o perdão dos pecados, e após a penitência, que na maioria dos casos pode ser cumprida integralmente logo em seguida, você pode participar da comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos lembrar que Nosso Senhor Jesus Cristo deu autoridade a São Pedro e seus Sucessores a tomarem as devidas medidas para tornar mais compreensível e digno alguns ritos e fórmulas, de maneira a acompanhar o próprio caminhar da humanidade desde que estas adequações não interfiram na doutrina e nas revelações deixadas por Nosso Senhor (Mt. 16,19), sendo este proceder da Igreja hoje, ontem e será sempre. Portanto, torna-se importantíssimo lembrar que as chaves do céu foram dadas a São Pedro e conseqüentemente aos seus Sucessores e não ao “espírito Emmanuel” e seus intérpretes.

- O celibato sacerdotal: De fato quem criou o celibato sacerdotal foi a Igreja. Foi criado pelo seu Fundador. “Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães (Nasceram sem seus órgãos genitais ou são estéreis), há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens (Homens castrados) e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus (esses são os vocacionados ao Sacerdócio). Quem puder compreender, compreenda. Foram-lhe, então, apresentadas algumas criancinhas para que pusesse as mãos sobre elas e orasse por elas. Os discípulos, porém, as afastavam.” (Mt 19, 11-13). Portanto, é condição preferencial a um sacerdote que seja celibatário, sacrificando assim sua vontade carnal em nome do Reino de Deus. Como bem disse nosso senhor, só pode compreender isso quem realmente tem essa vocação. Portanto, a instituição do celibato é extensível a todos que querem realmente seguir a Nosso Senhor. Note que em toda a história da Igreja, apenas padres recebiam a permissão de casar, e isso até os meandros do século VIII. Não há registros na história da Igreja ninguém que tenha se mantido casado após ser sagrado bispo. Note que os bispos deixavam suas famílias para servir na Vinha do Senhor, como fez São Pedro e São Timóteo. É também de se notar que o celibato não foi uma imposição do Santo Padre, mas apenas uma formalização de uma prática ostensivamente utilizada pelos sacerdotes naquele tempo, sendo o decreto uma forma de tornar oficial uma prática informal. Note que não houve nenhum registro histórico de revolta e manifestações contrárias a instauração oficial do celibato e até hoje, salvo uma meia dúzia de revolucionários, há um consenso geral entre os sacerdotes sobre a necessidade do celibato. Portanto, seu “espírito Emmanuel”, não entendo como algo que já é feito desde o começo da Igreja pode ser algo feito posteriormente para afastar-la dos seus primórdios. Se quiser reclamar com alguém, reclame com o Fundador da Igreja Católica.
- noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origem divina: O que dizer então da Missa, dos Sacramentos, da Comunhão dos santos, da Interseção de Nossa Senhora e dos santos, as revelações e milagres dos santos, a compilação da Sagrada Escritura, etc. Substancialmente, “espírito Emmanuel”, isso tudo que compões de fato a Igreja. Tudo fora que está além disso, são formas que a Santa Igreja dispõe para fazer conhecer e usufruir dos sinais supracitados. Se considerarmos os atos em absoluto, de fato tens razão “espírito Emmanuel”. Mas se considerarmos o valor e a finalidade de cada coisa feita pela Igreja, estás muitíssimo equivocado.

2 -  O Vaticano não soube, porem, senão produzir obras de caráter exclusivamente (sic!) material! (p. 31).: É isso ai, a Igreja Católica é fútil mesmo! Ela nunca criou nada que auxiliasse a elevação da alma humana até Deus. Esse negócio de canto gregoriano, orquestra sinfônica, arte sacra, liturgia da Santa Missa e os ritos dos Sacramentos, Estudo metódico, método científico, os cemitério, a arquitetura das Igrejas, os vitrais que contavam as histórias da Bíblia para os analfabetos, nada disso te leva ao conhecimento de Deus. Desculpem o desabafo, mas o que está sendo mais difícil pra mim na confecção deste artigo é manter-me sério ante tanta coisa no mínimo insólita.


3 – Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano (p. 57). Acho que o “espírito Emmanuel” cometeu um pequeno engano. Há sim alguém que ignora a fortuna gigantesca do Vaticano. O próprio Vaticano! Alguém por favor pode fazer a gentileza de mostrar ao “espírito Emmanuel” este artigo que saiu na Folha de São Paulo: “Vaticano apresenta déficit orçamentário pelo terceiro ano consecutivo”.


4 - Ele (o “espírito Emmanuel”) sabe que a Igreja “fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis (p. 56): Alguém precisa pedir pro “espírito Emmanuel” parar de ler as historinhas do Voltaire e do Dan Brown. Ou será que ele acredita mesmo que a “impiedosa Igreja” mandou matar quatro milhões de mulheres só na Inglaterra, quando a população de Londres do século XV era de aproximadamente seis milhões de pessoas? Existem ingleses no mundo hoje? Uma leitura que eu indico ao “espírito Emmanuel” é a do Livro Negro do Comunismo, escrito por vários pesquisadores de renome internacional, incluindo o renomado antropólogo Rudolph J. Rummel. Se o “espírito Emmanuel” preferir, pode ver também no site do professor Rummel, clicando neste link, que o comunismo apenas no século XX, comprovadamente matou mais que todas as rebeliões, guerras, revoltas e insurgências entre o século II e o século XIX. Desinformado o “espírito Emmanuel”, não?

5 - Ele conhece a imensidade de crimes, perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos (p. 52): Bem, se conhece tantos assim, que site um. Note que a Igreja é Santa e Imaculada, apesar de ser composta também de pessoas sujeitas ao pecado. É evidente que muitos padres, bispos e até alguns Papas, como Alexandre VI cometeram algumas faltas. Todavia, partindo do pressuposto que o “espírito Emmanuel” é uma entidade de mente elevada, é estranho ver que ele fica se detendo nesse tipo de coisa ao invés de relatar, por exemplo, a glória que foi São Francisco de Assis, São Tomás de Aquino, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Gregório Magno, São Luiz Rei de França, Santa Catarina de Senna, Santa Perpétua, Santo Agostinho, Santo Afonso de Ligorio, São Jose Maria Escrivar, São Thomas Moore, São João Maria Vianei, São Pio de Pietrelcina, São Pio X, Papa Leão XIII, Santa Rita de Cássia, Santo Antônio, São Bernardo, São Eleutério e outros. São mais de 26.000 “casos de sucesso” que se opõem a tão poucos casos de insucesso. 
Mas é evidente que dá muito mais notoriedade falar dos erros, matando assim a confiança das pessoas na Igreja, acusando-a de crimes que muitas vezes não foi ela que cometeu, como os muitos excessos que houveram durante a Idade Média pela população e sem a aprovação da Igreja, como vimos na série de artigos sobre a Inquisição. Acusar os outros, matando os sentimentos bons que se tem para com a Igreja é uma coisa muito feia. Quem é mesmo O Acusador e assassino desde o princípio?


6 - Tem notícias do “célebre livro de taxas, do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados” (p. 61): Olha deve ser uma fonte muito privilegiada mesmo. Tão boa que nem mesmo o próprio Leão X soube da existência disso. Disponho do livro Compêndio dos Símbolos, Definições e Declarações de Fé e Moral, publicado dos autores Denzinger e Hünermann, publicado pelas edições Paulinas e Loyola. Este livro com mais de 1400 páginas, contem TODOS os documentos do Santo Magistério com relação à fé e moral ,bem como as citações do Credo. Estudando os documentos de fé e moral promulgados pelo Papa Leão X, não observei nada que fizesse referência ao tal “livro de taxas”. Procurando na internet, pude ver que há alguns sites falando sobre tal Taxa Camarae, promulgada em 1517, com a relação de preços por pecado. Pois bem. Eu vi aqui que os documentos de Leão X estão dispostos da seguinte maneira:
- Bula “Apostollici regiminis” – 1513
- Bula “Inter multiplices” – 1515
- Bula “Pastor aeternus gregem” – 1516 (esta inclusive determina a doutrina das indulgências conforme concebemos nos dias de hoje).
- Bula “Exsurge Domine” – 1520 (Bula de excomunhão de Martinho Lutero).
Não há, portanto, nenhum documento escrito pelo Papa Leão X em 1517 e muito menos qualquer um que contenha as tais taxas. O mais interessante é que a referência que eu encontrei na Internet, que pode ser vista neste link, dá os “preços dos pecados” em libras, moeda corrente do Reino-Unido. Ora, todos sabem que a moeda utilizada na região do Vaticano não eram libras, quando muito poderiam ser Florins. Estranho isso, não? Será que o “espírito Emmanuel” “iluminou” um inglês para escrever tais taxas secretas? É bom lembrar que a Igreja Católico foi banida da Inglaterra até o século XIX, sendo muito hostilizados os católicos que por ventura fossem morar ou visitar a ilha. Bem, sejamos um pouco otimistas. Vai ver que esse livro é Célebre best-seller lá na dimensão do “espírito Emmanuel”, aguardando para ser psicografado e publicado por um dos ficcionistas, ops, médiuns kardecistas.
7 -  Sabe que o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da trimurti da antiguidade oriental: O que será que o “espírito Emmanuel” entende por adaptar? No dicionário, o vocábulo “adaptar” significa ajustar, adequar. Bem, você ajusta ou adéqua coisas que tem apenas poucas diferenças entre si. Será que o “espírito Emmanuel” sabe o que a doutrina da Igreja Católica sobre a Santíssima Trindade e o que a doutrina hindu fala sobre a trimurti? Vamos a eles:
- Doutrina sobre a Santíssima Trindade: “A fé católica consiste em venerar um só Deus na trindade, e a trindade na unidade, sem confundir as pessoas, nem separar a substância; pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma é a divindade, igual à glória, coeterna a majestade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (São Tomás de Aquino, Princípio do Símbolo ‘Quicumque’).
-Visão hindu sobre o trimurti: “Brâman, o Absoluto, é incognoscível pelo homem. Como um ser limitado, o ser humano somente percebe três aspectos de Brahman, que são: Brama, o Criador, Vixnu, o Preservador e Xiva, o Destruidor.”
Note que os conceitos divergem completamente. Enquanto a Santíssima Trindade fala muito bem as Três Pessoas distintas que a compõem possuem a mesma substância, mesma divindade, mesma glória e mesma majestade, ao passo que na trimurti, as divindades são meros aspectos de um único Deus, sendo estes aspectos heterodoxos explícitos. Assim, podemos ver que na visão do “espírito Emmanuel”, os papas tiveram que fazer um esforço grande para criar o “mito da Santíssima Trindade”. O mais engraçado são as abundantes referências sobre ela logo no princípio da Igreja. Vejamos algumas citações dos Santos Padres dos primeiros séculos.
Didaqué (também conhecido como “O Catecismo dos Apóstolos”, possui documentos mais antigos que algumas cartas contidas na Sagrada Escritura): “Quanto ao batismo, procedam assim: depois de ditas todas essas coisas, batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaqué 7,1).[2]
São Policarpo em Seu Martírio (Século I):  “A Ele [Jesus Cristo] seja dada a glória com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém”.[3]
Pastor de Hermas (Entre os séculos I e II): “O Espírito Santo, que é preexistente, que criou todas as coisas, Deus o fez habitar no corpo de carne que Ele quis. Pois bem. Esta carne em que o Espírito Santo habitou serviu bem ao Espírito, caminhando em santidade e pureza, sem macular absolutamente nada o mesmo Espírito. Como [essa carne] tinha, pois, levado uma conduta excelente e pura, e tomado parte em todo trabalho do Espírito e cooperado com Ele em todo negócio, portando-se sempre forte e valorosamente, Deus a tornou partícipe juntamente com o Espírito Santo. Com efeito, a conduta desta carne agradou a Deus, por não ter se maculado sobre a terra enquanto teve consigo o Espírito Santo. Assim, pois, tomou por conselheiro a seu Filho e os anjos gloriosos para que esta carne, que tinha servido sem reprovação ao Espírito, alcançasse também algum lugar de repouso e não parecesse ter perdido a recompensa pelo seu serviço, porque toda a carne em que habitou o Espírito Santo, se encontrada pura e sem mancha, receberá sua recompensa” (5ª Parábola, 6,5-7).[4]“
Santo Inácio de Antioquia (110 DC): “Inácio, por sobrenome Téoforo [=portador de Deus], à abençoada em grandeza de Deus com plenitude; à predestinada desde antes dos séculos para servir para sempre, para glória duradoura e imutável, glória unida e eleita pela graça da verdadeira Paixão e por vontade de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Deus; à Igreja digna de toda bem-aventurança, que está em Éfeso, na Ásia, minha cordialíssima saudação em Jesus Cristo e na alegria imaculada” (Epístola aos Efésios 1).[5]
“Existe um médico, no entanto, que é carnal além de espiritual, gerado e não gerado, Deus feito carne, filho de Maria e Filho de Deus, primeiro passível e depois impassível: Jesus Cristo, nosso Senhor” (Epístola aos Efésios 7,2).[6]
“A verdade é que nosso Deus Jesus, o Ungido, foi levado por Maria em seu seio conforme a dispensação de Deus, certamente da descendência de Davi, mas por obra do Espírito Santo. Ele nasceu e foi batizado a fim de purificar a água com a sua Paixão” (Epístola aos Efésios 18,2).[7]
“Inácio, por sobrenome Téoforo [=portador de Deus], à Igreja que alcançou misericórdia na magnificência do Pai Altíssimo e de Jesus Cristo, seu único Filho; à que é amada e é iluminada por vontade Daquele que quis que todas as coisas existissem, segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo, nosso Deus” (Epístola aos Romanos 1).[8]
“Permitam que eu seja imitador da Paixão do meu Deus” (Epístola aos Romanos 4,3).
“Eu glorifico a Jesus Cristo, Deus, que é quem os tem feito sábios até tal ponto, pois percebi muito bem de quão mergulhados estais da fé imutável, como se estivésseis pregados, em carne e espírito, na cruz de Jesus Cristo” (Epístola aos Esmirniotas 1,1).[9] 
Aristides (Séc. II): “Este teve doze discípulos, os quais, após sua ascensão aos céus, percorreram as províncias do Império e ensinaram a grandeza de Cristo, de modo que um deles percorreu aqui mesmo, pregando a doutrina da verdade, pois conhecem o Deus criador e artífice do universo em seu Filho Unigênito e no Espírito Santo, não adorando nenhum outro Deus além deste” (Apologia 15,2).[11]
Atenágoras de Atenas (Séc. II): “Assim, pois, suficientemente resta demonstrado que não somos ateus, pois admitimos um só Deus incriado e eterno, e invisível, impassível, incompreensível e imenso, apenas pela inteligência compreensível à razão… Quem, portanto, não se surpreenderá de ouvir chamar de ‘ateus’ aqueles que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e um Espírito Santo, que demonstram seu poder na unidade e sua distinção na ordem?” (Súplica em Favor dos Cristãos 10).[13]
Bem, acredito que o “espírito Emmanuel” deve mais uma vez estar enganado, pois como pudemos ver com esses pequenos exemplos, a doutrina da Santíssima Trindade é fundamental para a sustentação do Edifício de Fé do Cristão desde os primórdios da Igreja.
Como vimos, muito pouco de verdade há nas “revelações” dos “espírito Emmanuel”. A propaganda ao redor de Chico Xavier de fato obliterou a mente de muitos brasileiros com relação à enxurrada de equívocos e erros substanciais de muitos escritos. Não quero de maneira nenhuma ofender o valor que seus escritos tem para muitas pessoas. Todavia, é obrigação de todo aquele que conhece a Verdade propagar-la, mitigando assim o engano provocado pela mentira e por seu autor mor.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O Caçador de charlatões responde

Faça sua pergunta que vamos responder no próximo vídeo.


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Espíritas uma massa aliena e omissa






Primeiro vamos ver o que é alienado.
O que é a alienação?
A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, tornando-se sua própria negação.
Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprios Algumas pessoas são tão alienadas que não sabem nem mesmo a situação que nosso país está vivendo. O governo e a mídia são os principais agentes na alienação.
Alienação é se deixar levar sem ter opinião e sem saber o porquê das coisas.

O que é omisso?
Omissão, no direito, é a conduta pela qual uma pessoa não faz algo a que seria obrigada ou para o que teria condições. A palavra omissão (ausência de ação) é sinônima à palavra inação. E, muitas vezes, para atrapalhar algo (no sentido de obstruir a solução mais rápida) tudo o que precisamos fazer é não fazer nada! Ou, pior, o que precisamos fazer é encaminhar tudo exatamente do jeito certo (conforme o manual)!
Pois os espíritas vivem numa Alienação Política desde o momento que não usa sua capacidade de debater politicamente seus interesses.
Acredita na operosidade de instrumentos inoperantes, de um lado; desinteresse total pelos fatos políticos, de outro. E, em sua forma mais grave - recusa em decidir o próprio destino, de raciocinar, de traçar seu próprio projeto; criação do mito do Chefe, do Messias, do Pai, do Salvador da Pátria. Compreender o significado destes fenômenos, ver neles o sentido que possam ter, tal é a grande tarefa de quem se preocupa com o problema político do espírita de hoje.
No Livro dos Espíritos, a Questão 132 indaga: “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?” Em parte, a resposta é: “(...) a encarnação tem também outro objetivo, que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação (...) de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta”.

Sobre a omissão, a Questão 642 Basta não fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar um futuro melhor?
– Não. É preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um responderá por todo o mal que resulte do bem que não tiver feito.

Estes dias encontrei um artigo na web que dizia:

“Deus não sobe em palanques políticos”

Eu digo que é porque ele aguarda a ação daqueles que captam sua vontade e a executam não se omitindo esperando que as mudanças caiam do céu no seu colo.


Continua o artigo dizendo: Os adeptos do Espiritismo não precisam de representantes nos poderes Legislativos e Executivos do país para defenderem seus interesses.

Ao que poderíamos dizer, se os interesses do espírita é de não ter um sistema de ensino melhor, a segurança de sua cidade melhor, um sistema de saúde melhor e menos corruptos na política ai eu concordo.
Deve ficar dentro do centro espírita tomando fluido fluidificado e passe.


Mais adiante diz ele: Convém esclarecer que os Espíritas jamais formarão bancadas nos parlamentos, para não desvirtuarem a verdadeira finalidade do Espiritismo, que é a de promover a transformação moral da humanidade.
.
Eu tinha achado o titulo deste artigo muito infeliz, mas, a mediocridade é insuperável.
Eu sempre acreditei que no mundo o espírito reencarna, fazem-se homens para modelá-lo. E que cada um de nós trouxe consigo sua responsabilidade e sua tarefa individual e intransferível.


Pois, isto é o diz o Livro dos Espíritos, que a doutrina marcaria uma nova era para a humanidade.

A verdade e que, o Espiritismo compreende os ideais de renovação da humanidade, através da transmissão de corretas informações àqueles que tiverem “ouvidos para ouvir e olhos para ver”.
Só que não se faz Espiritismo apenas e tão-somente no interior das Casas Espíritas.
Para tornar-se crença comum, como afiançado pela Falange da Verdade a Kardec, a Doutrina precisa ganhar as ruas, não pela pregação e doutrinação, mas pela presença (ativa) de seus adeptos e divulgadores nos diversos cenários da vida humana.
Participando, não se esquivando, com a desculpa de que tudo evoluirá, um dia.

Não estou advogando que se crie partidos políticos ou que se abra a sociedade espírita para propagandas políticas, e sim apontando que a imprensa, as comunidades de debates como estas e outras não colocam a política na discussão, como se esta não existisse.


Eu não vi nem uma discussão em torno do projeto de lei que querem aprovar a PL 122
Que se resume no seguinte.
Você admite um homossexual lá pelas tantas você não precisa mais de seus serviços e demite-o. Pronto três a cinco anos de cadeia. Daí até tu provar que não foi uma atitude homofobica e sim atitude normal de empregador e empregado tu vai gastar uma grana com advogados para não parar no xilindró.

E sobre a violência no RJ parece que só existe no mundo que não é espírita.

E tu o que acha disso, o espírita é alienado e omisso ou é apenas sua postura santificada.


TAGS:"keywords" content="Espíritas uma massa aliena e omissa,Espíritas uma massa aliena e omissa,Espíritas uma massa aliena e omissa,Espíritas uma massa aliena e omissa,Espíritas uma massa aliena e omissa,Espíritas uma massa aliena e omissa 

domingo, 4 de setembro de 2016

Esfinge, ou Espiritismo?


Esfinge, ou Espiritismo?

Francis Bacon eu seu livro A Sabedoria dos Antigos faz uma analogia entre a Esfige e a Ciência, que aqui eu apresento só que fazendo a mesma analogia com a Doutrina Espírita em troca da Ciência.



Você esta preparado para decifra-la?

domingo, 7 de agosto de 2016

Falcatrua Espírita

Falcatrua Espírita usa nome de São Jerônimo

Por Fernando Nascimento

O que vamos ver a seguir é a desonestidade descarada dos escritores espíritas, em vãs tentativas de forjar crédito para a farsa da reencarnação adulterando textos dos Pais da Igreja.

O escritor espírita Léon Denis em seu livro “Cristianismo e Espiritismo” diz que São Jerônimo, o tradutor da Bíblia Vulgata, “afirma que a transmissão das almas fazia parte dos ensinos revelados a um certo número de iniciados” , porém não faz alusão à qualquer fonte.

O livro “O Espiritismo e as Igreja Reformadas” (de Jayme Andrade, editora EME, quarta edição), dedica o capítulo VII, parte 3 ao estudo da reencarnação na história e lá preenche tal lacuna assim:

“São Jerônimo afirmou (Hyeron, Epistola ad Demeter) que a 'doutrina das transmigrações era ensinada secretamente a um pequeno número, desde os tempos antigos, como um verdade tradicional que não devia ser divulgada.' Esse mesmo Pai se mostra crente na preexistência, em sua 94ª Carta a Ávitus.”

José Reis Chaves, em “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, 7ª ed., ebm, cap VI; faz coro com Andrade:

“São Jerônimo (...) também aceitava a reencarnação. Aliás talvez seja por isso que a Igreja pouco fale de São Jerônimo. Ele afirma que a transmigração das almas foi ensinada durante um longo tempo na Igreja. (9). Muito do que escreveu São Jerônimo escreveu está em forma de cartas. Em suas Cartas a Avitus, imperador romano, Jerônimo fala sobre a reencarnação (transmigração das almas) (10). E eis o que escreveu São Jerônimo: “A transmigração das almas é ensinada secretamente a poucos, desde os mais remotos tempos, como uma verdade não divulgável.(11)"

As notas de rodapé são:

(9) Evangelho Esotérico de São João, pág. 68, Paulo le Cour, São Paulo, 1993.

(10) Vidas Passadas – Vidas Futuras, pág. 237, Dr. Bruce Goldberg, Editorial Nórdica Ltda. Rio de Janeiro, 1993.

(11) O Mistério do Eterno Retorno, pág. 123, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, SP.

A Verdade:

Começando com a carta a Demetrius, pode-se constatar, procurando nos originais:

http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf206.v.CXXX.html , que NÃO existe tal referência elogiosa à doutrina da transmigração na carta a Demetrius. Pelo contrário, o que se encontra é:


"Este ensinamento perverso e ímpio foi anteriormente amadurecido no Egito e no Oriente e agora que embosca secretamente como uma víbora em sua toca muitas pessoas daquela região, corrompendo a pureza da fé e gradualmente tocando conta de forma silenciosa como um mal hereditário, até atacar um grande número."

Continuando: a Carta a Ávitus é de número 124 (desconheço outra seqüência que a

enquadre na 94ª posição).

São Jerônimo morreu em 420, não conhecendo nenhum “imperador” de nome Avitus. O cidadão a que ele faz menção deve ter sido o mesmo que o apresentou a uma mulher de nome Salvina na carta 79ª, datada em 400 d.C. 


A carta a Avitus é datada em 409-10. De fato, existiu um imperador romano de nome Avitus (Marcus Maecilius Flavius Eparchius Avitus) que reinou em 455-6 no ocidente, mais de trinta anos após a morte de Jerônimo. Ele nasceu em 395, logo era muito molequinho quando Jerônimo conheceu Salvina por intermédio do outro Avitus e um rapazola quando a carta em questão foi escrita.

Voltando ao que interessa, J.R. Chaves acerta quando diz que São Jerônimo escreveu sobre a “transmigração das almas” para Avitus. Só esqueceu de dizer que ele desceu o sarrafo em tal doutrina a carta inteira! Confira: http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf206.v.CXXIV.html

Não existe reencarnação, a palavra de Deus diz:

“Está determinado que os homens morram uma só vez e logo em seguida o juízo.” (Hebreus 9,27).

sábado, 18 de junho de 2016

Os dogmas do espiritismo

UM LEITOR, identificado como "Paulo", enviou-nos, no post "Quem foi Chico Xavier?" a mensagem que publicamos abaixo:

"Acho que o principal beneficio do espiritismo é que não nos são impostos Dogmas . O Espiritismo diz que :'Não há salvação , fora da caridade', não temos a necessidade de atacar nossos irmãos que pensam diferente. 
O tempo que é perdido por muitos tentando desmascarar crenças contrárias as suas , é um pecado , pois poderia ser empregado de maneira mais útil e edificante."

“Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a verdade?” (Gal 4, 16)
RESPOSTA
Prezado Paulo, agradecemos pelo interesse em compartilhar conosco a sua opinião, e pela confiança depositada em nosso modesto apostolado. Você nos dá a oportunidade de esclarecer dúvidas que certamente são as mesmas de muitas outras pessoas. Vejamos...

Em primeiro lugar, o seu comentário deixa claro que você não compreende o significado da palavra "dogma". Permita-me esclarecê-lo: dogma, para o cristão (e não só para ele), é um princípio de fé, que é aceito por todos aqueles que aderem à Igreja de Cristo. O Catecismo o define perfeitamente, nos seguintes termos:

"Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé." (CIC§89)

Se você prefere uma definição desvinculada da doutrina da Igreja (creio que sim), o dicionário Aurélio define dogma da seguinte maneira: "Ponto fundamental de doutrina religiosa ou filosófica, apresentado como certo". – Muito simples. O primeiro dos 43 dogmas da Igreja, por exemplo, afirma simplesmente que Deus existe. Ora, se você não crê em Deus, não pode ser considerado cristão, para começar! Imagine alguém dizendo: "Não acredito em Deus mas sou cristão, porque faço caridade!"... 

Consegue entender para que servem os dogmas, e porque eles são realmente necessários? É para preservar a coerência e a legitimidade da fé que eles existem. Ora, desde o início do cristianismo, já nos seus primeiríssimos tempos, surgiram doutrinas estranhas no seio da Igreja, com a difusão de ideias contrárias àquilo que o Senhor disse, fez e ensinou, como por exemplo o gnosticismo, o arianismo, o macedonismo, o monofisismo, o monocletismo, etc. Infelizmente, assim permanece até hoje, sendo a maior heresia dos nossos tempos (segundo o Papa Bento XVI a maior heresia que já existiu) a chamada "'teologia' da libertação", que não renega um, mas praticamente todos os dogmas da fé.

Assim, para que a pureza da fé fosse preservada, – para salvaguardar a autêntica doutrina da Igreja, – fez-se necessário definir e determinar, simplesmente, o que é cristianismo e o que não é. A este conjunto de verdades chamamos "dogmas".


† † †

Esclarecido este primeiro ponto essencial, observando o seu comentário, a segunda evidência que se impõe, e que você não percebe, é que (atenção) toda religião e/ou filosofia espiritualista/religiosa organizada tem os seus próprios dogmas; inclusive o seu espiritismo! Não? Vejamos...

Existe espírita que não crê em reencarnação? Não. Quem não crê em reencarnação não é espírita, porque a reencarnação é, sim, um princípio fundamental da doutrina espírita. Em outras palavras, é um fundamento do espiritismo, dado como certo, e somente depois de aceitá-lo é que alguém pode ser considerado espírita. – Fato 1.

O mesmo podemos dizer da crença na "evolução do espírito" através de uma sucessão de reencarnações, da mediunidade, da psicografia, dos planos espirituais superiores e inferiores, dos "espíritos de luz" e dos "espíritos obsessores", etc, etc. Tudo isso, para o espírita, é princípio de fé; ou seja, tudo isso é, – sim senhor, – dogma espírita. Se alguém se declarar espírita e afirmar que não existe mediunidade, por exemplo, estará na realidade "inventando" uma nova seita, diferente do espiritismo realmente existente. – Fato 2.

Então, quando você diz que o benefício do espiritismo é não ter dogmas, você está, – digo com todo o respeito que lhe devo, – falando uma grande bobagem. Ocorre que toda religião tem os seus próprios dogmas, mesmo que não os chame com esse nome. Ponto.

Finalizando este assunto, hoje até alguns dos maiores homens de ciência do mundo reconhecem que também a ciência tem os seus próprios dogmas, sem os quais o estudo da física e da astronomia, por exemplo, se tornariam impossíveis. A ideia de que “cientista não têm fé” é completamente falsa. Em alguns casos, certas teorias científicas são recheadas de dogmas, precisando até do que chamam de um “salto de fé”. Isso não significa algum problema com a ciência, e sim que a ciência depende de seres humanos, depende da mente humana para ser compreendida, e a mente humana depende de certos processos para funcionar bem. Os teóricos do Multiverso, por exemplo, surgem com explicações cada vez mais infundadas para justificar a sua fé na teoria. Da mesma maneira, o polêmico Richard Dawkins age unicamente movido pela fé em sua própria ideia do "gene egoísta" e na "memética". E isso é natural; afinal, ele é humano. O método científico não depende da fé; o cientista, sim.

Passando ao outro assunto da sua mensagem, não, a Igreja não "impõe", como você diz, os seus dogmas, para absolutamente ninguém, até porque ela não tem esse poder. Ninguém é obrigado a ser católico; o indivíduo escolhe entre aderir ou não à fé, e nem poderia ser diferente. A Igreja é uma casa de portas abertas, que acolhe quem entra por ela. Agora, para entrar e integrar essa Igreja é preciso crer no que ela crê, compartilhar da fé que ela preserva há dois mil anos. Eu não posso entrar e querer mudar tudo conforme a minha vontade, os meus "achismos", as minhas interpretações particulares. Mais uma vez, muito simples.

Por fim, não estamos naquele artigo ou aqui tentando "desmascarar uma crença", como você diz. Muito simplesmente apresentamos uma coletânea de provas concretas que demonstram um outro lado (geralmente desconhecido do grande público) do Sr. Francisco Cândido Xavier, que com o passar do tempo foi sendo mitificado na imaginação popular, tornando-se um personagem fictício, com intenso apoio da mídia. Isto não é "tempo perdido"; – trata-se de esclarecer a verdade, e conhecer a verdade é um benefício imenso para o ser humano. Esta sim, é a verdadeira e possível "evolução do espírito". Em última análise, buscar a Verdade é buscar Deus, e encontrar a Verdade é encontrar Deus. Jesus Cristo diz, nas Sagradas Escrituras: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8,32).

É este nosso papel e nosso dever enquanto cristãos. Esclarecer, na medida das nossas possibilidades, a verdade, iluminar o caminho, dissipar as dúvidas, esclarecer àqueles que andam perdidos, iludidos por charlatães e falsos profetas, errando em doutrinas falsas... Isto não é pecado, ao contrário. É útil e edificante para todos. Mais do que isso, é necessário.

Que a Luz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo o ilumine

FONTE: http://www.ofielcatolico.com.br/

quarta-feira, 30 de março de 2016

Jesus: Personagem Real, Mito Ou Arquétipo?




"Eu não acredito nas pessoas, eu acredito nas evidências. Pessoas mentem, evidências não." – Gil Grissom (CSI)
Esta imagem não surgiu do nada. O seu conteúdo foi retirado do filme Zeitgeist, que aqui no Brasil não fez muito barulho, mas teve grande alcance e impacto na Europa e nos EUA. Assim como um novo “O Código Da Vinci”, o documentário, lançado em 2007, pretende desacreditar completamente o cristianismo, “provando”, por meio do depoimento de “estudiosos sérios”, que tudo não passou de mito tolo e pouco criativo.


Para isso, o filme busca mostrar a suposta semelhança entre a história da vida de Jesus e as lendas de deuses pagãos bem mais antigos. Os tais sabichões que aparecem no filme afirmam que os fatos da vida de Cristo são incrivelmente parecidos com os dos mitos de Horus, Mithra, Krishna e Dionísio. Vamos nos deter no exemplo do deus egípsio Horus; segundo o documentário, ele teria:

    nascido de uma virgem;
    andado sobre as águas;
    curado doentes;
    morrido crucificado;
    ressuscitado depois de três dias.

Gente, é muita coincidência, não? Sendo assim, chega-se à conclusão de que os “inventores do cristianismo” simplesmente pegaram essas referências, deram uma adaptada aqui e ali e … voilà! Criaram a história da carochinha perfeita para enganar uma multidão de otários até os dias de hoje. Otários = nós cristãos, ok?

O fato é que muita gente já perdeu a pouca fé que tinha por causa desta porcaria de filme, e milhares de cristãos convictos não sabem o que dizer quando seus amigos ateus lhes jogam na cara as teses ali defendidas.

Se você está na mesma situação da Bianca, seus pobremas siacabaram-se! Dê uma olhada no vídeo abaixo. Trata-se da entrevista com o Dr. Chris Forbes, professor Sênior do Departamento de História Antiga da Universidade de Macquarie em Sidney, Austrália. O cara é um historiador de verdade, especialista em história da religião. Segundo ele, as informações do filme estavam quase todas erradas, e que os tais “especialistas” do filme eram um monte de zé-ninguém que não tinham autoridade nem credibilidade alguma para afirmar aquelas coisas tolas.

E depois os ateus dizem que nós é que somos crédulos! Coitados, vêem qualquer imagem boba no Facebook, não checam as fontes e dão crédito na hora. Eita gente fanática!

 
FONTE:O CATEQUISTA

TAGS:"keywords" content=" jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito,jesus,real ou mito

A História do Café da Manhã