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domingo, 28 de março de 2010

MUITOS GASTOS E POUCAS IDEIAS.


MUITOS GASTOS E POUCAS IDEIAS.


Resumo do artigo do site http://www.visaopanoramica.com/

CAMPANHAS, INAUGURAÇÕES, MUITOS GASTOS E POUCAS IDEIAS.

Enquanto isso, alheio à falta de propostas e de planos de governo, o eleitor segue na ilusão de que somente existem dois candidatos em que ele pode votar. Mesmo guardadas as devidas ressalvas, praticamente não se escuta nada sobre os excelentes projetos econômicos e de reformas políticas de Ciro Gomes ou os projetos inovadores e revolucionários para as áreas de meio ambiente, educação e atendimento ao social que são os destaques de Marina Silva.

O eleitor se permite ser excluído do processo e ser tolhido e espremido entre dois candidatos que representam apenas a mesmice, o apoio à corrupção ou propostas defasadas e provadas como ineficazes. Ao aceitar a mentira do plebiscito, o eleitor brasileiro abre mão de propostas inovadoras, diferentes e que podem representar grandes avanços para o país e para a política nacional.

No entanto, para que essa visão ocorra; é necessário que o eleitor se liberte da mentira Dilma/Serra e abra os olhos para o que não querem que ele veja: A eleição possui dois turnos. E, o eleitor, pode votar em qualquer candidato que quiser. Veja as propostas; estude os projetos; compare os discursos com os atos e só depois vote.

Depois, se for o caso, no segundo turno se fará o tal plebiscito. Mas, dependendo da vontade do eleitor, ele pode ser bem diferente do que as pesquisas indicam.

Pense nisso.

*************

Nota do Editor: Veja o vídeo com alguns trechos da entrevista de Ciro Gomes ao programa 3 em 1 da TV Brasil que foi ao ar ontem (24/03). Algumas revelações são dramáticas.




Tags: ciro gomes, corrupção, dilma, eleição, eleições, marina silva, primeiro turno, psdb, campanhas,estelionato eleitoral

quinta-feira, 25 de março de 2010

A anormalidade ficou 'normal'




A anormalidade ficou 'normal'


Arnaldo Jabor - O Estadao de S.Paulo

Quando comecei a escrever, jurei que jamais abriria um artigo com a velha técnica: "Estou diante da página branca... mas falta-me um assunto" ou "a tela vazia do computador brilha pedindo um tema ? nada me ocorre." Jamais usei essa desculpa de articulista sem inspiração. E mantenho a promessa. Só que hoje não sou eu que estou sem assunto ? é o Brasil. O governo nos surripiou, entre outras coisas, o "assunto". Lula repete o "espetáculo permanente" inventado por Jânio Quadros. E seus atos e fatos pautam o País.

É uma forma sutil de controlar a imprensa, obrigando-a a discutir ou refutar "factóides" que nos lançam o tempo todo. Somos obrigados a discutir falsas verdades, denúncias vazias, em meio ao delírio narcisista de que o Brasil é Lula, de que existimos para celebrá-lo ou odiá-lo.

Esse primitivismo paralisa os acontecimentos nacionais. Ou pior, parece acontecer muita coisa no País, mas nada de real está se concretizando, além do óbvio previsto: estouro das contas públicas, obras de pacotilha, empreguismo, ideologismo ridículo e terceiro-mundista. Os escândalos "parecem" acontecimentos.

O PT encobre falcatruas em nome do poder, que eles chamam de "ideal socialista" ou algo assim. Tudo que acontece se coagula, coalha como uma pasta, uma "geleca", um brejo de não-acontecimentos onde tudo boia sem rumo. Ou então são eventos disparatados: um dia Lula está com o Collor; no outro, com o Hamas.

Uma visão crítica e racional sobre o Brasil ficou inútil. A maior realização deste governo foi a desmontagem da Razão. Podemos decifrar, analisar, comprovar crimes ou roubos, mas nada acontece. Fica tudo boiando como rolhas na água. A sinistra política de alianças que topa tudo pelo poder planeja com descaro transformar-se numa espécie do PRI mexicano. Desmoralizaram o escândalo, as indignações, a ética (essa palavra burguesa e antiga para eles)... Esses pelegos usurparam os melhores conceitos de uma verdadeira esquerda que pensa o Brasil dentro do mundo atual, uma esquerda que se reformou pelas crises do tempo, antes e depois da queda do Muro de Berlim. Eles se obstinam em usurpar o melhor pensamento de uma genuína "esquerda" contemporânea, em nome de uma "verdade" deformada que instituíram.

Sinto-me um idiota (mais do que já sou, ai de mim...) e parece que ouço as gargalhadas barbudas de velhos sindicalistas como Vaccari, Vaccareza, Vanucci: "Ahh pode criticar... estamos blindados, tanto quanto os companheiros Sarney ou Renan..."

As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de "esquerda").

Somos uma sopa em que flutuam as eternas colunas sociais, com os sorrisos e as bundas nuas, as velhas madames e as novas peruas, os crimes, as balas perdidas, as revoltas nas prisões.

Já vivi épocas de cores mais vivas. O pré-64 era vermelho, não só pelas bandeiras do socialismo, mas pelo sangue vivo que nos animava a construir um País, romanticamente. Era ilusão? Era. Mas tinha gosto de vida. A minha esquerda já foi sincera. Hoje é esta trama-pelega. E a ditadura de 64, aquele verde-oliva que nos cercou como uma epidemia de vil patriotismo? Era terrível? Sim. Mas, nos dava o "frisson" de lutar contra o autoritarismo ou de sermos "vítimas" das porradas da História. Já passei pelas drogas e desbundes da contracultura, pelos depressivos anos cinzentos post-mortem de Tancredo, passei pelos rostos amarelos e verdes do "impeachment", pelo azul da esperança do Plano Real. E hoje? Qual é a cor de nosso tempo? Somos uma pasta cor de burro quando foge, uma cobra mordendo o próprio rabo, um beco sem saída disfarçado de progresso, graças à vitalidade da economia que o Plano Real permitiu.

Somos tecnicamente uma "democracia", que é vivida como porta aberta para oportunismos, pois a "cana" é menos dura... Democracia no Brasil é uma ditadura de picaretas. O povão prefere um autoritarismo populista e os intelectuais sonham com um socialismo imaginário que resolva nosso bode "capitalista", quando justamente o injusto capitalismo seria a única bomba capaz arrebentar nosso estamento patrimonialista de pedra. Quem quiser alguma positividade é "traidor". A miséria tem de ser mantida "in vitro" para justificar teorias velhas e absolver incompetência. A Academia cultiva a "desigualdade" como uma flor. Utopia de um lado e burrice do outro impedem a agenda de nossas reformas urgentes, essenciais para nossa modernização, que grossos barbudos chamam de "neoliberalismo".

Nos USA, tempo é dinheiro; no Brasil, a lentidão é a mola mestra do atraso. O Brasil gira em volta de si mesmo.

Somo feitos de sobras do ferro-velho mental do País, de oligarquias felizes e impunes, de um Judiciário caquético, das caras deformadas de políticos, das barrigas, das gravatas escrotas, da gomalina dos cabelos, das notas frias, da boçalidade dos discursos, dos superfaturamentos, tudo compondo uma torta escultura, um estafermo fabricado com detritos de vergonhas passadas, togas de desembargadores, bicheiros, cérebros encolhidos, olhos baços, depressões burguesas, hipersexualidade rasteira, doenças tropicais voltando, dengue, barriga d"água, barbeiros e chagas, cheiros de pântano, ovos gorados, irresponsabilidades fiscais, assassinos protegidos no Congresso, furtos em prefeituras, municípios apodrecidos, decapitações, pneus queimados, ônibus em fogo.

No caos não há eventos. Para haver acontecimentos, tem de haver uma normalidade a ser rompida. Mas, nada acontece, pois a anormalidade ficou "normal".

Tenho a sensação de que uma coisa espantosamente óbvia e sinistra está em gestação.

Por isso, gosto de citar a frase da bruxa do Macbeth: "Something wicked this way comes" (Shakespeare). Tradução: "Vem merda por aí!..."

Nossa chance única de modernização pode virar um "chavismo cordial".

LIVRO ESPIRITA Léon Denis


LIVRO ESPIRITA PARA BAIXAR
O problema do ser, do destino e da dor, do pensador francês Léon Denis, vem responder às célebres questões quem sou, de onde vim, para onde vou, às quais a Humanidade sempre buscou respostas.
A primeira parte, intitulada 'O problema do ser', mostra o que a Doutrina Espírita tem a dizer sobre a morte, a evolução e finalidade da alma, as missões, e a vida superior.
Na segunda parte, '0 problema do destino', o autor defende a idéia espírita de que a doutrina das vidas sucessivas faz parte das Leis de Deus e argumenta analisando casos de hereditariedade e crianças-prodígio.
Em sua terceira parte, 'As potências da alma', Léon Denis trata da questão da vontade e das realizações psíquicas, a consciência, o livre-arbítrio e o pensamento.




BAIXAR LIVRO .

http://www.4shared.com/file/66681956/31151b8e/Leon_Denis_-_O_Problema_do_Ser_do_Destino_e_da_Dor.html

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domingo, 21 de março de 2010

ANÁLISE, APRECIAÇÃO, CRÍTICA




ANÁLISE, APRECIAÇÃO, CRÍTICA

José Passini
é natural de Nova Itapirema, interior de São Paulo, mas reside há muito tempo na cidade mineira de Juiz de Fora. Espírita desde a infância, Passini considera a Doutrina codificada por Kardec como uma bússola em sua vida, assim como ele mesmo diz. Segundo ele, o Espiritismo pode ser comparado a um farol que ilumina seus caminhos. “Ele me faz assumir, cada vez mais, a minha condição de espírito imortal, temporariamente encarnado, isto é, conscientizando-me da minha cidadania espiritual.”

Qualquer obra ao ser exposta ao público fica sujeita à análise, à apreciação, à crítica, da parte daqueles que a examinam, seja ela uma escultura, uma música, uma pintura ou uma página literária.

No mundo da literatura, há até a atividade normal de pessoas que se especializam em crítica literária, exercendo-a, sem que os autores de artigos ou de livros, sintam-se ofendidos por verem suas idéias, suas posições, ou opiniões serem analisadas, criticadas, contestadas, desde que através de linguagem compatível com a ética e com o respeito.

Esses trabalhos de crítica literária são, não raro, usados em estudos levados a efeito em academias de letras, ou em cursos universitários de língua e literatura, com real proveito para aqueles que se entregam ao aprendizado da arte de bem escrever, seja num Curso de Letras, seja num de Comunicação Social.

Tendo consciência de que haverá aqueles que analisarão e darão a público sua apreciação sobre aquilo que publica, o autor, por certo, preocupar-se-á com o que diz, e como o diz, ou seja, com o conteúdo e com a forma.

No meio espírita, infelizmente, isso não se dá. Atualmente, assiste-se a uma verdadeira avalancha de obras, na maioria mediúnicas, cheias de inovações, de revelações, de modismos, sem que haja espaço na imprensa espírita para uma apreciação séria, clara, fraterna, a respeito de conteúdos altamente duvidosos, que são levados a público como se fossem verdades reveladas.

Paulo, a maior autoridade em assuntos mediúnicos nos tempos apostólicos, conforme se constata nos caps. 12 e 14 da sua Primeira Carta aos Coríntios, dentre outras orientações, recomenda: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.”1 Sábio conselho, repetido reiteradamente mais tarde na obra de Kardec, destina-se à prevenção contra o deslumbramento, a vaidade, à atuação de Espíritos enganadores no intercâmbio mediúnico. Cuidado semelhante pode-se observar também em João: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.”2

Será que estamos esperando que aqueles que combatem o Espiritismo venham trazer a público certos absurdos que estão sendo publicados ante a comunidade espírita completamente silente, sem que tenhamos meios de demonstrar-lhes que certas “revelações” foram contestadas? Ou será que foi esquecido o brocardo: “Quem cala, consente.”? Será que Kardec não sairia hoje em defesa dos verdadeiros postulados espíritas? Ou calar-se-ia, receando desagradar pessoas? Onde podemos situar a recomendação de Erasto: “Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.”3

A Federação Espírita Brasileira e várias outras editoras são entidades de utilidade pública e que, coerentemente com o que ensina o Espiritismo, não visam a lucros. Malgrado esses nobres exemplos, instalaram-se inúmeras editoras que aí estão a divulgar obras que contrariam frontalmente os postulados espíritas, através de publicações que, embora declarem serem os recursos obtidos destinados a entidades assistenciais – o que jamais deve influir na análise doutrinária das publicações – agem como entidades meramente comerciais, colocando o lucro acima do ideal da divulgação.

O médium, autor material dessas obras, por vezes é pessoa bondosa, bem intencionada, até promotora de nobres atividades no âmbito da assistência social. Mas o seu trabalho nesse setor será suficiente para legitimar sua produção mediúnica, transformando-a em livros? Lamentavelmente, há aqueles que confundem caridade com pieguismo. Dizem que não se pode ir contra um irmão. Ninguém, em sã consciência deve criticar o autor, mas sim a obra. Aquele deve ser preservado, em nome do respeito que se deve ter para as suas boas intenções, mas esta deve ser analisada, dissecada. Essa maneira de agir aprende-se com Jesus, que nunca atacava o pecador, mas o pecado.

Nesse contexto, deve ser ressaltada a responsabilidade daqueles que dirigem estabelecimentos espíritas, sejam centros ou livrarias, no sentido de fazerem a devida seleção do material escrito divulgado no recinto da instituição. Muito maior do que a preocupação com o conteúdo da exposição oral, deve ser o cuidado com o material impresso entregue ao público, seja livro ou folheto avulso, pois um livro adquirido, ou tomado por empréstimo, numa instituição espírita – principalmente para o leigo –, será tomado como legítimo.

Entretanto, há dirigentes que se abrigam sob a capa de uma falsa caridade em relação aos autores. Omitem-se quanto a um cuidadoso exame, deixando de ler, ou de colocar nas mãos de irmãos responsáveis, para análise, muitas obras que estão aí a tentarem desmentir a seriedade da mensagem espírita, permitindo seja ela apresentada na forma de romances, relatos, “revelações”, em linguagem absolutamente não condizente com a seriedade e com a nobreza da doutrina que herdamos de Kardec.

1. I Co, 14: 29 =/ 2. I Jo, 4: 1 =/ 3. O Livro dos Médiuns, 230

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sexta-feira, 19 de março de 2010

As partículas subatômicas.



As partículas subatômicas.

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A descoberta de partículas subatômicas decorreu das experiências realizadas sobre a descargas elétrica nos gases rarefeitos, iniciadas por Faraday, em 1838. Para isso, devemos entender como eram feitos experimentos deste tipo, para melhor compreender a idéia da evolução do pensamento à luz das novas descobertas.

Desde Empodocles (Grécia antiga) que a existência material do ar foi demonstrada, designadamente com a sua conhecida experiência da não entrada de água num recipiente que se introduz na mesma, de boca para baixo. De certo modo ficou assim estabelecido o conceito de gás que durante séculos foi confundido com o representado pela palavra ar. Galileu (1564-1642) mostrou que o ar tinha peso numa célebre experiência em que pesou um balão antes e depois de fazer dele sair ar por aquecimento.
Desta forma, os gases começaram a ser objeto de estudo científico. Muitos cientistas se atentaram a estudar os gases com relação à sua pressão. Otto de Guerricke, Torricelli, Pascal e Laplace fizeram grandes trabalhos sobre a elevada compressibilidade que não tinham líquidos nem sólidos.

Nesta época surgem as primeiras máquinas compressoras, a primeira inventada por Boyle (1627-1691). A lei de Boyle-Mariotte — para uma massa de gás, a temperatura constante, o produto do volume pela pressão é constante — considerada rigorosa durante mais de 100 anos, despertou certo interesse, especialmente quanto à sua validade se fosse ensaiada para valores cada vez maiores da pressão. Em 1826, Oersted (1777-1851) e Swendsen consideram a lei válida até à pressão de 8 atm. Estes estudos prosseguiram, com cada vez maiores requintes de rigor, onde Regnault (1810-1878) obteve resultados muito seguros a partir dos quais foi possível introduzir a noção de gás perfeito justamente aquele que obedece à lei de Boyle-Mariotte.

Entretanto, desde a divulgação das experiências de Torricelli (1644), viu-se que as mesmas encerravam em si o princípio do que poderia vir a ser uma excelente máquina de fazer vácuo. Era natural que os vidreiros, que faziam tubos barométricos, se interessassem pelo assunto e foi de fato o que sucedeu mais nitidamente com Geissler (1824-1879), cerca de 1857, tornado possível o estudo dos gases rarefeitos.
Foi designadamente o caso das descargas elétricas nos gases rarefeitos que veio mostrar a presença de partículas subatômicas na formação do átomo. Vale a pena, porém, entender como a noção de eletricidade se desenvolveu ao longo dos anos.

A existência da eletricidade é referida desde os mais remotos tempos, embora seu conhecimento estivesse limitado ao seguinte: esfregando com lã um pedaço de âmbar (resina fóssil) este atrai pequenos corpos de reduzido peso. Como âmbar, em grego, se diz electrons, veio assim a dar-se àquele fenômeno o nome de eletricidade.
Somente no final do século XVI, através de um médico da corte inglesa de nome William Gilbert (1540-1603), que a eletricidade teve um estudo dirigido, com a descoberta de outros materiais gozando da mesma propriedade do âmbar. Com pequenas máquinas fizeram-se então as primeiras experiências recreativas de eletricidade estática.

Mais um século se passou sem que os cientistas dessem o verdadeiro valor para a eletricidade. Somente em 1727 que Stephen Gray (1666-1736) deu um decisivo passo descobrindo, que a "virtude" elétrica (como então se dizia) era transportável dum corpo para outro, através de um fio ou até por simples aproximação. À partir deste ponto, outros experimentos foram surgindo e as idéias ferviam cada vez mais na cabeça daqueles cientistas.

O maior deles foi Coloumb (1736-1806), que publicou sua teoria que consiste essencialmente no seguinte: existem dois fluidos elétricos distintos tais que — os corpos eletrizados por um mesmo fluido repelem-se; os corpos eletrizados por fluidos diferentes atraem-se; essas atrações ou repulsões produzem-se na razão direta das densidades ou forças do fluido elétrico e na razão inversa do quadrado das distâncias e num corpo condutor eletrizado o fluido elétrico espalha-se à superfície mas não penetra no interior do corpo.

Durante mais de meio século, a influência de Coulomb foi muito grande pois as suas leis mostraram-se aptas a que fossem estudados matematicamente conceitos tão importantes como o de potencial, devido a Gauss (1777-1855). Dele se ocuparam matemáticos e físicos teóricos como Laplace, Poisson (1781-1840), Green (1793-1841), Gauss e outros, abrindo caminho à noção de campo elétrico. Já em 1746, Le Monnier (1717-1799) mostrou a existência de uma corrente elétrica descarregando por um fio condutor uma garrafa de Leyden.

Com esta visão geral, já podemos voltar à idéia das descargas elétricas em gases rarefeitos. O primeiro a fazer experiências deste tipo foi o matemático e físico alemão Julius Plücker (1801-1868), em 1858. Assim, ao tomar o tubo de Geissler, observou que "raios" originados do catodo desse tudo poderiam ser desviados quando em presença de um campo magnético.

Logo depois, em 1871, o físico inglês Cromwell Fleetwood Varley (1828-1883) constatou que esses "raios" eram partículas carregadas negativamente, as quais foram chamadas de raios catódicos, em 1876, por parte do físico alemão Eugen Goldstein (1850-1931).

A natureza desses "raios" foi objeto de polêmica entre físicos alemães e ingleses. Os primeiros, liderados por Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894), afirmava tratar-se de ondas, enquanto os segundos, sob a liderança de William Crookes (1832-1919), achavam tratar-se de partículas carregadas negativamente, às quais denominou-as de "matéria radiante".

A polêmica encerrou-se quando o físico francês Jean-Baptiste Perrin (1870-1942), em 1895, confirmou a observação de Varley, isto é, de que os raios catódicos eram partículas carregadas negativamente. A prova definitiva da natureza desses "raios" ocorreu em 1897, quando o físico Sir Joseph John Thomson (1856-1940) demonstrou que os raios catódicos eram formados de elétrons (quantidade mínima de carga elétrica, segundo proposta do físico irlandês George Johnstone Stoney (1826-1911), em 1891). Chegando inclusive a calcular a relação e/m, entre a carga e e a massa m dessas partículas.

A existência do elétron como um dos constituintes fundamentais da matéria foi cada vez mais sendo confirmada. Assim, em 1899, o físico húngaro alemão Phillip Eduard Anton van Lenard (1862-1947) e Thomson, demonstraram, independentemente, que elétrons eram emitidos de superfícies metálicas (efeito fotoelétrico e termiônico respectivamente). Por volta de 1900, o físico francês Antonie-Henri Becquerel, o casal Curie e o físico alemão Wilhelm Wien, em trabalhos distintos, demostraram que os raios beta eram elétrons.

Por fim, em 1913, o físico norte-americano Robert Andrews Millikan (1868-1953) realizou a célebre experiência com a qual determinou a carga e e a massa m do elétron.

As experiências com descargas elétricas também evidenciaram a existência de cargas positivas como parte integrante da matéria. Com efeito, em 1886, Goldstein observou que quando o catodo de tubos de vácuo era perfurado em forma de canais, certos raios atravessavam o próprio catodo em sentido contrário aos raios catódicos e, por essa razão, recebeu por parte desse cientista o nome de raios canais. Por sua vez, em 1895, Perrin demonstrou que tais "raios" eram constituídos de partículas positivas e, por fim, Thomson, ao confirmar em 1907 tal observação, chamou-os então de raios positivos, ocasião em que, inclusive, chegou a determinar a relação entre a carga q e a massa m dos mesmos.

As primeiras medidas dessa relação haviam sido realizados por Wien, em 1905. Basicamente, esses "raios" eram íons de hidrogênio: H+.
A comprovação de que os raios positivos se constituíam em partículas subatômicas começou a ser efetivada na medida em que foram desenvolvidos e testados modelos atômicos.

o começo de nosso século XX, existiam dois modelos atômicos rivais. O primeiro deles foi proposto por Thomson, em 1903, e indicava que o átomo era composto de uma carga positiva uniformemente distribuída em uma esfera de raio da ordem de 10-8cm, "embebida" de elétrons que vibravam em seu interior, tornando-a neutra. O segundo modelo foi sugerido pelo físico japonês Hantaro Nagaoka (1865-1950), em 1904, segundo o qual o átomo era formado por um caroço central carregado positivamente e rodeado de anéis de elétrons girando com velocidade angular comum, semelhante ao planeta Saturno, daí o mesmo ser conhecido como modelo saturniano.

A rivalidade entre estes dois modelos foi resolvida em conseqüência das experiências realizadas pelos físicos, os ingleses Sir Ernest Rutherford (1871-1937) e Sir Ernest Marsden (1889-1970) e o alemão Hans Geiger (1882-1945), em 1908, sobre o espalhamento de partículas alfa pela matéria. Em 1911, o próprio Rutherford deu razão ao modelo saturniano ao propor que o átomo se comportava como um verdadeiro sistema planetário em miniatura, formado de uma parte central positiva, a qual denominou núcleo, onde se concentrava praticamente toda a massa do átomo e cerca de 10.000 vezes menor que o átomo propriamente dito.

Esse núcleo era envolvido por uma nuvem de elétrons girando circularmente, conhecida como eletrosfera. Dificuldades em conciliar o modelo rutherfordiano com as leis clássicas da Mecânica e da Eletrodinâmica levaram o físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962), em 1913, a formular o modelo atômico quântico que, por sua vez, foi completado pelos físicos, o inglês William Wilson (1875-1965), o japonês Jun Ishiwara (1881-1947) e o alemão Arnold Sommerfeld (1868-1951), em trabalhos distintos realizados em 1915.
A existência de partículas positivas constituintes do núcleo atômico foi confirmada pelo próprio Rutherford, na célebre experiência que realizou em 1919, na qual analisou as cintilações que as partículas alfa provocavam em um anteparo de sulfeto de zinco (ZnS), depois que as mesmas atravessavam um cilindro contendo certos gases, principalmente hidrogênio (H) ou nitrogênio (N). No caso do cilindro conter H, acreditava Rutherford que as alfa expulsavam o núcleo desse elemento químico (1H1) e este, por sua vez, iria colidir com o anteparo de ZnS. No caso do gás ser o N, Rutherford acreditava, também, que a alfa arrancava um núcleo do H ao núcleo do N, transmutando-o no oxigênio (O). Em 1920, Rutherford propôs a definição de próton (que significa primeiro, em grego) ao núcleo 1H1. Em 1925, o físico inglês Patrick Blackett (1897-1974) conseguiu fotografar pela primeira vez, em uma câmara de Wilson, a trajetória de um próton.

A idéia da existência de uma partícula neutra como constituinte do núcleo atômico foi sugerida por Rutherford, ainda em 1920, na qual expôs o resultado de sua experiência de 1919. Para Rutherford, o isótopo 8O16, acrescido de uma partícula neutra com massa aproximadamente igual a do próton, partícula essa que seria uma composição de um próton e de um elétron girante que neutralizava a carga protônica. Utilizando a colisão de partículas alfa com elementos leves, tais como lítio, berílio e boro, Sir James Chadwick (1891-1974), conseguiu detectar experimentalmente esta nova prevista.

Temos assim, o modelo atômico criado: um núcleo, bastante massivo e pequeno, no qual aloja prótons (carga positiva) e nêutrons (carga neutra) e uma eletrosfera, região em volta do átomo, onde giram os elétrons em órbitas de energias definidas. Muito mais se fez no estudo das partículas e novos resultados foram obtidos. Os Raios Cósmicos foram fundamentais nestas novas descobertas.


FONTE: (CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) http://mesonpi.cat.cbpf.br/verao98/marisa/novas.html

quarta-feira, 17 de março de 2010

Episódio 10: O Limiar Da Eternidade


Episódio 10: O Limiar Da Eternidade
Qual é a origem do universo? Qual é o seu destino? Continuará a expandir-se para sempre ou sofrerá um dia um colapso? Carl Sagan explora o tempo em que as estrelas e galáxias se começaram a formar, e mostra como neste século os seres humanos descobriram a expansão do Universo.

Vamos até à Índia onde uma velha cerimônia comemora os ciclos da Natureza. Tal como os modernos astrofísicos, a mitologia Hindu fala de um universo velho de bilhões de anos e da possibilidade de ciclos eternos de morte e renascimento. São explorados mundos de duas e quatro dimensões antes do Dr. Sagan desaparecer num buraco negro.

Ele conduz-nos então às planícies do Novo México onde 27 rádio-telescópios gigantes sondam as mais longínquas fronteiras do espaço onde os astrônomos conjecturam qual o destino que aguarda o Cosmos: expansão eterna sem limites ou oscilação sem fim.



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terça-feira, 16 de março de 2010

PARA QUE SERVE A FILOSOFIA


À primeira vista, entendemos a filosofia como algo enigmático, profundamente abstrato e distante da realidade. Essa visão da filosofia decorre dos complexos trabalhos de pensadores que, ao longo da história, refletiram e buscaram diferentes respostas sobre questões que continuamente fazemos ao longo de nossa existência. Indagações sobre o conhecimento, sobre os valores, sobre a natureza, sobre a beleza, sobre o homem.

Essas inquietações decorrem da necessidade que todo ser humano tem de compreender o significado do mundo e de si mesmo. Na busca dessa compreensão criamos novos significados, questionando e tecendo uma teia de relações cada vez mais abrangentes que nos indiquem respostas, mesmo que provisórias.

Desta forma, o primeiro passo para a filosofia é a inquietação que conduz ao questionamento. O objeto da filosofia é a reflexão, o movimento do pensamento que nos permite recuar, nos distanciarmos dos fatos aparentemente banais para buscarmos seus fundamentos.

Se é verdade que continuamente refletimos, nem sempre refletimos com radicalidade, ultrapassando as fronteiras da superficialidade para buscarmos as raízes de nossa forma de pensar e agir no mundo. A reflexão radical requer um caminho que nos garanta esse aprofundamento, ela deve ser organizada, ciente dos princípios e dos objetivos que almeja. Radicalidade, sistematização e abrangência são as marcas da Filosofia que nasce da experiência humana, da tentativa do ser humano de compreender a si mesmo e tudo que o cerca, valendo-se da autonomia da razão para criar e recriar conscientemente o mundo em que vivemos.

A complexidade da filosofia está na enigmática e surpreendente aventura de idéias que nos identifica e nos diferencia de outros seres. Portanto, a filosofia está presente na ciência, na arte, no mito, na religião, no cotidiano. Embora possamos afirmar que a filosofia esteja presente nas diversas manifestações do humano, ela não se confunde com nenhuma dessas formas de conhecimentos específicos, mas as fundamenta. Essa busca de fundamentos faz da história da filosofia uma história sem fim, porque diz respeito a todos em todas as épocas. Por isso, nunca é cedo ou tarde demais para iniciarmos essa aventura do filosofar.



PARA QUE SERVE A FILOSOFIA, PARA QUE SERVE A FILOSOFIA, PARA QUE SERVE A FILOSOFIA
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terça-feira, 9 de março de 2010

Espiritismo x Ramatisismo





Espiritismo x Ramatisismo

“A obra de Kardec é a bússola em que podemos confiar. Ela é a pedra de toque que podemos usar para aferir a legitimidade ou não das pedras aparentemente preciosas que os garimpeiros de novidades nos querem vender.

Essa obra repousa na experiência de Kardec e na sabedoria do Espírito da Verdade. Se não confiamos nela é melhor abandonarmos o Espiritismo.

Não há mestres espirituais na Terra nesta hora de provas, que é semelhante à hora de exames numa escola do mundo. Jesus poderia nos responder, diante da nossa busca comodista de novos mestres, como Abraão respondeu ao rico da parábola:
Porque eu deveria mandar-vos novos mestres, se tendes convosco a Codificação e os Evangelhos?” ("Mediunidade" – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg. 28)

"Os maus Espíritos temem o exame; eles dizem: 'Aceitai nossas palavras e não as julgueis.' Se tivessem a consciência de estar com a verdade, não temeriam a luz.
O hábito de escrutar as menores palavras dos Espíritos, de pesar-lhes o valor, distancia forçosamente os Espíritos mal intencionados, que não vêm, então, perder inutilmente seu tempo, uma vez que se rejeite tudo o que é mau ou de origem suspeita.
Mas quando se aceita cegamente tudo o que dizem, que se coloca, por assim dizer, de joelhos diante de sua pretensa sabedoria, fazem o que fariam os homens - disso abusam." (Allan Kardec, Escolhos dos Médiuns, Revista Espírita, fevereiro de 1859)


Artur Felipe Azevedo
Um breve histórico sobre minha atuação no Movimento Espírita: iniciei meus estudos da Doutrina Espírita aos 13 anos (1984), no Grupo Espírita Pestalozzi, em Nova Friburgo-RJ. Aos 22 (1993), atuei como orientador de Mocidade da União da Mocidade Espírita de Niterói (UMEN), um centro tradicional da cidade. Ao mesmo tempo, colaborei como evangelizador no Grupo de Apoio ao Menor (GAM), hoje Centro Espírita Batuíra e unidade do Lar Fabiano de Cristo, que prossegue no trabalho de assistência junto aos moradores de populosa favela em São Gonçalo - RJ. Em 1999, fui eleito presidente do centenário Centro Espírita Friburguense, na cidade de Nova Friburgo - RJ, sendo que por cerca de quatro anos apresentei, juntamente com o confrade José Manoel Ferreira Barboza, dois programas espíritas em rádios locais (Friburgo-AM e Conquista-FM) e um programa de TV (TV Zoom, canal 10). De volta à Niterói, fui orientador de estudos da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro (FEERJ). Hoje, encontro-me ligado à ADE-RJ, Associação dos Divulgadores do Espiritismo do Rio de Janeiro.
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fonte: http://espiritismoxramatisismo.blogspot.com/


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