A degeneração do Espiritismo
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*Por Dalmo Duque dos Santos*
Comparando a história do Espiritismo com a do Cristianismo Primitivo,
podemos tirar algumas conclusões importantes para...
Analisando Evolução em Dois Mundos.
05:23
Analisando Evolução em Dois Mundos.
O Livro Evolução em Dois Mundos”, de Chico Xavier e Waldo Vieira, apresenta alguns erros de Física e Biologia que vão ser apresentados aqui
O artigo “A Física no Espiritismo”, de Érika de Carvalho Bastone, trata de analisar dois livros de Chico Xavier e Waldo Vieira do ponto de vista da Física. Aqui neste blog serão apresentadas apenas uma parte das críticas da autora (em que houve concordância por um outro físico) de um dos livros, no caso “Evolução em Dois Mundos”, cujo autor “espiritual” seria André Luiz.
Também serão aproveitadas críticas do biólogo Júlio César Siqueira.
O livro vai ser apresentado em VERDE e a analise critica em AMARELO.
Trechos do livro em análise
Comentários
Página 10, Capítulo 1, por Waldo Vieira:
Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colmeias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.
[Esse trecho] descreve a formação dos planetas como agrupamento de átomos que sob força eletromagnética espiritualmente dirigida têm área espacial intra-atômica reduzida formando os núcleos adensados que darão origem aos planetas. Os planetas teriam vida até que implodiriam sob a pressão dos átomos, e depois explodiriam, em processo de reciclagem. [Essa] descrição [é] incoerente com o atualmente postulado pela ciência. Os planetas não implodem sob a pressão dos átomos (contudo isso ocorre com as estrelas…). E essa implosão não dá como resultado uma explosão (não no caso das anãs brancas - estrelas. Contudo, dá com as supernovas). A força eletromagnética diminui a área intra atômica? Ela diminui o tamanho do átomo? Penso que não. Na verdade, penso que ela talvez defina o tamanho do átomo. E ela não define o tamanho do núcleo atômico (não faz o núcleo diminuir), se for isso que ele quer dizer com núcleos adensados. (Comentário de Júlio César Siqueira)
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Página 10, Capítulo 1, por Waldo Vieira:
… confessamos que não sabemos ainda, principalmente no que se refere à elaboração da luz, qual seja a força que provoca a agitação inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com velocidade de 300.000 quilômetros por segundo.
Na primeira metade do século XX tanto a física quântica quanto o eletromagnetismo (eletrodinâmica) já estavam formulados. A emissão de luz é, atualmente, um fenômeno explicado e controlado (aplicações tecnológicas).
(Comentário de Érika de Carvalho Bastone)
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Página 28, Capítulo 7, por Waldo Vieira:
Lentamente, os cromossomos adquirem a sua apresentação peculiar, em forma de ponto-alça-bastonete-bengala, e a evolução que lhes diz respeito na cariocinese, desde a prófase à telófase, merece a melhor atenção dos Construtores Divinos, que através do centro celular mantêm a junção das forças físicas e espirituais, ponto esse em que se verifica o impulso mental, de natureza eletromagnética, pelo qual se opera o movimento dos cromossomos, na direção do equador para os pólos da célula, cunhando as leis da hereditariedade e da afinidade que se vão exercer, dispondo nos cromatídeos, em forma de granulações perfeitamente identificáveis entre o leptotênio e o paquitênio, os genes ou fatores da hereditariedade, que, no transcurso dos séculos, são fixados em número e valores diferentes para cada espécie.
[Esse trecho] diz que os cromossomas se movem durante a divisão celular devido à força eletromagnética, devido a impulso mental. O movimento dos cromossomas durante a divisão celular está ligado à ação mecânica de componentes do citoesqueleto, e não meramente relacionado a ações eletromagnéticas originadas diretamente de um impulso mental. (Comentário de Júlio César Siqueira)
Página 51, Capítulo 13, por Waldo Vieira: …encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória. Elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do urânio, em forma diversa daquela em que se caracterizam na gleba planetária, engrandecem-lhe a série estequiogenética.
André Luiz prediz a existência de novos elementos químicos, aquém do hidrogênio e além do urânio. O urânio é o elemento de número 92 na tabela periódica. Acima dele temos 11 elementos da série dos transurânios, que são elementos instáveis, com meias vidas curtas, descobertos entre 1940 e 1966. Acima destes ainda temos os elementos da série dos transactinídeos, com meias vidas bastante curtas. O hidrogênio é o átomo mais simples, contendo um elétron e um próton. A existência de elementos aquém do hidrogênio, segundo o modelo atômico atual, é impossível. (Comentário de Érika de Carvalho Bastone)
Trecho de entrevista com Luciano dos Anjos.
Jornalista profissional, Luciano dos Anjos (lucianofilho@uol.com.br), trabalhou em "O Radical", "Gazeta de Notícias", "Diário de Notícias", "Visão", "O Cruzeiro", "O Mundo Ilustrado", "A Notícia" e outros órgãos, exercendo desde a função de repórter, de redator, editorialista, até a de secretário de redação e assessor de direção.
Qual a explicação para o conhecimento enciclopédico do médico André Luiz?
- Vou resumir matéria que escrevi para a edição de outubro de 1977 do Jornal Espírita, p. 3, na qual expliquei que o que André Luiz conhece bem é medicina. Tendo sido médico, prosseguiu no espaço a aplicar seus conhecimentos e até os aprimorou. Mesmo assim, no próprio campo da medicina ele se valeu de trabalhos de colegas e mestres, o que é muito normal. Toda matéria tem especializações, pesquisas pessoais, etc. Saber tudo ex-cathedra sobre todos os assuntos é pretensão, truque ou supergenialidade. Acreditar que alguém conheça em profundidade a sua especialidade e várias outras altamente heterogêneas é perfilhar a fantasia.
Não é o caso de André Luiz. Em princípio ele não poderia dominar o campo da medicina e mais o da física, da química, da eletrônica, da biologia, da genética, da sociologia, da psicologia, da pedagogia, enfim, de ramos tão variados quanto complexos da cultura universal. Seria um enciclopedismo fantástico. É óbvio que, mormente para escrever livros como Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade, ele se socorreu de outros autores. E antes que algum padre ou pastor o digam de má-fé, eu mesmo direi: sei, inclusive, de que livros André Luiz retirou os elementos contidos nesses trabalhos.
Digo mais: ele nem se preocupou em alterar os textos copiados; quase usou as mesmas palavras. Eu, por exemplo, teria modificado um pouco mais, dentre outras razões para evitar problemas de direitos autorais, já que ele sequer usou aspas. Mas isso prova apenas que André Luiz não estava preocupado em esconder o que fez.
E para acentuar bem essa despreocupação, escreveu no intróito de Mecanismos da Mediunidade, p. 19 da 3ª edição:
“Prevenindo qualquer observação da crítica construtiva, lealmente declaramos haver recorrido a diversos trabalhos de divulgação científica do mundo contemporâneo para tornar a substância espírita deste livro mais seguramente compreendida pela generalidade dos leitores, como quem se utiliza da estrada de todos para atingir a meta em vista, sem maiores dificuldades para os companheiros de excursão.”
“Assim, as notas dessa natureza, neste volume, tomadas naturalmente ao acervo de informações e deduções dos estudiosos da atualidade terrestre, cabem aqui por vestimenta necessária, mas transitória, da explicação espírita da mediunidade, que é, no presente livro, o corpo de idéias a ser apresentado.”
E Emmanuel, na p. 15 do mesmo livro, advertia em forma de Prefácio:
“Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta, também aqui, colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.”
Isto posto, o que conta na obra de André Luiz não é o conjunto de informações, possível de ser encontrado em compêndios de outros autores. O que conta é a sua tese, a sua colocação notável no contexto do espiritismo. Finalmente devo dizer que acho Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade as duas melhores obras da série André Luiz.
Fonte: http://site.andreluiz.vilabol.uol.com.br/CA_luciano_dos_anjos.html
Conclusão
Até o momento foram encontrados erros somente nos trechos ditos “psicografados” de Waldo Vieira, e há indicações de cópias de fontes terrenas, ainda não reveladas.
Por prudência acredito que os livros que envolvam temas científicos passem pela análise de pelo menos dois peritos no assunto, colocando notas de rodapé nos trechos considerados discordantes. Um processo parecido com a revisão por pares que é feito em artigos científicos.
Referências
Xavier, Chico; Vieira, Waldo. “Evolução em Dois Mundos” (1960). FEB.
Bastone, Érika de Carvalho. “A Física no Espiritismo” (2003), apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita.
Este artigo foi apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita (evento bienal), ocorrido em Santos, de 17 a 19.10.2003. O organizador desses simpósios é o ICKS - Instituto Cultural Kardecista de Santos.
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FONTE: http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/erros-de-fsica-e-biologia-encontrados-no-livro-evoluo-em-dois-mundos/
Os mundos paralelos de Richard Dawkins
05:35
Os mundos paralelos de Richard Dawkins
O Espiritismo, longe de temer a divulgação dos escritos publicados contra ele e interditar a sua leitura aos adeptos, chama a atenção destes e do público para tais obras, a fim de que possam julgar por comparação.
Ciência e religião não se misturam no mundo de Dawkins, ele endossa a primeira e rejeita a segunda. Veja a entrevista com o biólogo e evolucionista Richard Dawkins feita da Flip.
As polêmicas de Richard Dawkins
No segundo programa do Milênio especial, o evolucionista britânico Richard Dawkins defende a atualidade da teoria darwiniana, e aprofunda debates sobre o desenvolvimento da consciência.
Richard Dawkins, Richard Dawkins, Richard Dawkins, Richard Dawkins
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Episódio 9: As Vidas das Estrelas
09:11
Episódio 9: As Vidas das Estrelas
A maioria dos átomos dos nossos corpos foram feitos no interior das estrelas. "Somos matéria estelar". Com animação computadorizada e espantosa arte astronômica, nôs é mostrado como as estrelas nascem, vivem e morrem. Carl Sagan persegue a origem e a natureza dos buracos negros, objetos com uma gravidade de tal ordem que a luz não consegue sair deles.
O "último dia perfeito" da terra é representado daqui a 5 bilhões de anos, após o que o Sol, entrando na fase vermelha gigante, reduzirá a Terra a cinzas carbonizadas. Testemunhamos a explosão de estrelas distantes que produzem raios cósmicos que provocam mutações nos seres da Terra.
No sentido mais profundo, a origem, evolução e destino da vida do nosso planeta estão relacionados com a evolução do Cosmos.
andré luiz nosso lar, andré luiz nosso lar, andré luiz nosso lar, andré luiz nosso lar,
andré luiz nosso lar, andré luiz nosso lar, andré luiz nosso lar, andré luiz nosso lar,
Sociedade espírita e posição espírita.
09:06
Sociedade espírita e posição espírita.
No Cap. 29 do Livro do Mediuns Kardec resume as disposições morais dos assistentes.
Podemos resumi-las nos seguintes pontos:
* Perfeita comunhão de idéias e sentimentos;
* Benevolência recíproca entre todos os membros;
* Renúncia de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã;
* Desejo uníssono de se instruir e de melhorar pelo ensinamento dos Espíritos bons e aproveitamento de seus conselhos. Quem estiver convencido de que os Espíritos superiores se manifestam com o fim de nos fazer progredir e não para nos agradar, compreenderá que eles devem se afastar dos que se limitam a admirar o seu estilo sem tirar nenhum fruto das suas palavras e só são atraídos às sessões pelo maior ou menor interesse que elas oferecem, de acordo com seus gostos particulares;
* Exclusão de tudo o que nas comunicações solicitadas aos Espíritos só tenha por objetivo a curiosidade;
* Concentração e silêncio respeitoso durante as conversações com os Espíritos;
* Associação de todos os assistentes pelo pensamento no apelo aos Espíritos evocados;
* Concurso de todos os médiuns, com renúncia de qualquer sentimento de orgulho, de amor próprio e de supremacia, com o desejo único de se tornarem úteis.
E segue ainda outras orientações difíceis da pessoa encontrar hoje em dia em uma casa espírita, pois, existe muita casa que é espiritualista, mas, divulga a todos que é espírita.
É fato notório que as casas espíritas nem sempre são a imagem fiel da visão espírita da vida. Muitas estão ultrapassadas, tanto nos recursos pedagógicos quanto nas relações humanas. Pararam no tempo.
Qualquer pessoa pode adentrar uma casa destas e sair com uma impressão completamente errada do Espiritismo.
Centradas no entendimento religioso da Doutrina Espírita, sob a influência de diversas religiões, especialmente as cristãs, africanas e indígenas, as casas espíritas tradicionalmente ostentam nomes que remetem ao conceito de lugar sagrado.
Neste contexto não é difícil encontrar termos como: templo, congregação, sinagoga, tenda, casa de pai fulano, centro de irmão beltrano, etc. Existem ainda instituições que reverenciam ícones católicos, homenageiam pessoas já mortas ou ainda vivas, que se destacaram no meio espírita e que são consideradas quase “santas”.
A estrutura funcional e as práticas da maioria dos centros espíritas são tão inadequadas quanto os nomes. A rigor, inexistem instituições nos moldes do Instituto Parisiense de Estudos Espíritas, fundado por Kardec, que atuava sob enfoque filosófico e com metodologia científica de pesquisa.
Agora imagine o público que procura uma casa pela primeira vez: que tipo de informação recebe? Qual orientação lhe é dada? Os cursos e atividades para as quais é convidado preenchem sua verdadeira necessidade?
A grande maioria que busca a casa espírita vem orientada por romances, e esta pessoa não sabe que a doutrina não é obra de romances, neste contexto chega com uma visão distorcida da doutrina.
Não há como negar que no Brasil, o Centro Espírita já virou igreja. É um fato sociologicamente definido. Basta analisar a sua estrutura funcional que repete rituais de outras religiões cristãs.
As missas católicas adotam módulos entremeados de cânticos e responsórios: Introdução, Ofertório, Leitura do Evangelho, Consagração da Hóstia, Comunhão, Bênção Final, com água benta aspergida sobre a assistência ou individualmente colhida à saída do recinto.
Como funciona a casa espírita hoje? Primeiro sempre de maneira solene e mística acontecem: prece de abertura, pequena leitura ou preleção religiosa, palestra/sermão de caráter evangélico, oração final, passes e ingestão de "água fluidificada".
Não é mera coincidência e sim um a adoção de um igrejismo .
Outra coisa muito comum é que não há estudos, mas sim, catequese. Paradoxalmente, onde deveria haver livre exame de conteúdos, só ocorre veiculação de conceitos repetidos. Os líderes das instituições não se questionam e nem permitem questionamentos sobre a correção do teor daquilo que divulgam. Ficam ofendidos quando isso ocorre, procuram afastar, disfarçada ou ostensivamente, a pessoa que provoca o debate ou diverge.
Outra questão curiosa e a fragrante posição religiosa que tem determinadas idéias em seu cerne que denominamos sagradas, santas, algo assim.
O que isso significa é: "Essa é uma idéia ou uma noção sobre a qual você não, pode falar mal; simplesmente não pode. Por que não? Porque não, e pronto!".
Se alguém vota em um partido com o qual você não concorda, você pode discutir sobre isso quanto quiser; todo mundo terá um argumento, mas ninguém vai se sentir ofendido.
Se alguém acha que os impostos devem subir ou baixar, você pode ter uma discussão sobre isso.
Mas, se alguém disser: "Não posso apertar o interruptor da luz no sábado", você diz: "Eu respeito isso".
Como é possível que seja perfeitamente legítimo apoiar o Partido Trabalhista ou, um ou outro modelo econômico, o Macintosh e não o Windows — mas não ter uma opinião critica sobre as ditas obras mediunicas não, isso é sagrado?
Mas, quando se analisa racionalmente, não há nenhuma razão para que essas idéias não estejam tão sujeitas a debate quanto quaisquer outras, exceto o fato de que, de alguma forma, concordamos entre nós que elas não devem estar.
O Espírita só vai conseguir ter a fé inabalável que pode encarar a razão em todas épocas da humanidade, quando realmente não tiver medo de colocar em xeque sua própria fé.
Quando não se sentir acuado ao fazer uma analise critica de qualquer obra mediúnica.
Quando parar de encarar a doutrina como apenas mais uma religião.
Espiritismo consolo, Espiritismo consolo, Espiritismo consolo,
Espiritismo consolo, Espiritismo consolo, Espiritismo consolo,
JUIZ COPPOLA AO PRESIDENTE LULA
07:12
JUIZ COPPOLA AO PRESIDENTE LULA
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .
Mensagem ao presidente!
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder... Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.
Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola ..
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos.
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'.
(Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo
JUIZ COPPOLA AO PRESIDENTE LULA, JUIZ COPPOLA AO PRESIDENTE LULA
JUIZ COPPOLA AO PRESIDENTE LULA, JUIZ COPPOLA AO PRESIDENTE LULA
Um Deus perfeito é capaz de criar uma criatura imperfeita?
04:35
Deus e o Criacionismo
Por: Carlos de Brito Imbassahy
Se há algo absurdo é imaginar um “Deus perfeito” capaz de criar uma criatura humana à sua imagem e semelhança tão imperfeita.
A Paleontologia, através dos tempos, tem-nos mostrado o processo evolutivo das espécies e é assim que se sabe que, para chegar ao estágio atual, a espécie humana passou por diversas fases progressivas, o que leva os pesquisadores a admitir que, antes de serem homens da caverna, eles viveram em árvores, como os símios, o que permite concluir que toda origem humana advenha de alguma possível transformação de raças, tais que, na África nos dera a negra, própria para enfrentar as agruras de suas selvas, na Ásia, adveio a amarela, mais apropriada à vida daquele continente, enquanto que, das regiões frias, até geladas, da Europa surgiu a raça branca mais apta para assimilar o clima daquelas regiões, sem falar no ameríndio, de raça vermelha.
Ora, portanto, não se pode admitir que o homem tenha surgido de uma só espécie, criado por um Ente Supremo indefinido que o tenha moldado do barro, matéria que, sequer possui carbono para dar vida orgânica a qualquer ser dele formado.
Mas esta é a proposta dos criacionistas, a despeito de tudo o que a Ciência sabe e comprova.
Se fosse, apenas, a criação humana, já por demais absurda, mas, a tese envolve também o Universo, de forma indireta, já que, segundo seus conceitos, tudo giraria em torno do nosso planeta e teria sido imaginado, apenas, em função dele. Quem espelhou o criacionismo de forma pseudocientífica, foi Claus Ptolomeu, com seu geocentrismo maluco, mas baseado na “palavra de Deus” – texto sagrado – expressa na “Gênese”.
Por isso, como a História registra, quando Nicklauss Copérnico provou que a Terra não era centro de nada e que, como tal, girava em torno do Sol, só não veio a ser cremado vivo pela fogueira da Santa Inquisição porque morreu antes de consumado o processo de excomunhão. Assim mesmo, três anos depois da sua morte, simbolicamente, cremaram-no figurativamente para que ardesse nas labaredas do inferno.
E assim é que agem os detentores da “palavra de Deus”... Eliminando, quando podem, os pregadores da verdade que se oponham a seus dogmas religiosos. Mas, pior ainda, é a justificativa para os que não aceitem suas “verdades” dogmáticas: são os possuídos do demônio, são aqueles que Satanás desviou do caminho religioso, enfim, os que estejam – para eles – sob domínio de Lúcifer, o anjo que se rebelou contra Deus e que desvia a criatura do caminho da “luz”, evidentemente, religiosa, embora o próprio Lúcifer tenha sido o anjo criado pelo próprio Deus cristão para iluminar o mundo.
Os absurdos são tantos que, enumerá-los seria escrever um serial inteiro.
Contudo, o primeiro grande erro do Criacionismo ainda é a ordem pela qual apresentam para descrever a formação do mundo, como se nosso planeta fosse o único motivo da preocupação divina e se tornasse sua grande obra.
Atualmente, os nossos grandes telescópios, inclusive o Hubble, orbital, têm-nos dado uma grande mostra do que seja nosso sistema cósmico e como ele surgiu; e assim, está mais do que provado que somos verdadeira poeira cósmica dentro de uma galáxia – a Via Láctea – que, sequer, é uma das mais importantes do espaço sideral.
Além disso, já se sabe que existe uma quinta força no Universo – o peso sem massa – conforme as observações do astrofísico Sten Odenwald no Keck II, no Havaí, que é a responsável pela formação dos planetas, atuando sobre a poeira cósmica (fenômeno observado inicialmente em torno da estrela Alfa Centauro), o que por si só, já destruiria a tese de que “Deus” teria criado a Terra para habitação das criaturas humanas.
Há outros planetas mais antigos que o nosso: por que Deus não nos teria colocado nele?
Pior ainda: a Terra é muito nova em referência à formação do Universo, a partir do Big bang, ou a “explosão inicial” da formação desta fase de existência do Universo, seja ela qual for. E, no entanto, ela seria o fundamento da existência universal, coisa inteiramente fora de propósito, já que ela nada representa dentro da sua própria galáxia e que também, por sua vez, sequer é uma das mais importantes dentro do espaço cósmico, como foi dito.
O que nossos observatórios já puderam captar é o suficiente para se admitir que todo esse fanatismo religioso só tem cabimento dentro da incompreensão da verdade e, principalmente, porque o homem se tornou ávido da adoração divina de um Ser que seja semelhante a ele – quer por vaidade, quer por falta de outra noção – em Espírito e tudo mais.
A vida é cíclica – todo fenômeno é repetitivo (lei física) – e o universo se sucede por fases, como tal, é infinito no tempo e limitado no espaço sideral, porque, se expande e, como tal, é restrito para que possa aumentar pela expansão.
Só um fanatismo religioso absurdo é que não permite que se veja tal fato.
Mas, pior ainda, é a consideração de que o homem tenha nascido ou de um sopro divino ou da manufatura argilosa de um barro como foi dito.
Os dados colhidos através dos estudos de fósseis nos mostram que, para se chegar à etapa humana, a criatura passou por diversas fases devidamente comprovadas pela arqueologia, até chegar ao dito “epithecantropos erectus” passou por diversas fases de transformação evolutiva, provavelmente oriunda de algum tipo de símio, mostrando que a transformação da espécie é uma verdade incontestável, até se chegar ao homem, já que as primeiras vidas biológicas do nosso planeta teriam sido as cianofíceas e, posteriormente, os plânctons formados pelas cadeias orgânicas primitivas de substâncias carbônicas diluídas na água.
O criacionismo contesta as descobertas sem apresentar, sequer um argumento como prova. É uma lástima o que a lavagem cerebral faz em tais criaturas que o aceitam!
Além de se tornar impossível aceitar o Deus religioso antropomórfico e cheio de vontades que, ao mesmo tempo, é todo poderoso, mas não tem poder para acabar com o mal, sendo todo bondade e amor, também tem que se admitir que se a única preocupação deste falso criador seja a Terra, para quê, então, existe o resto do Universo?
Finalmente, o último argumento dos criacionistas contra quem procura a razão e não aceita as imposições dogmáticas impostas, sem qualquer respaldo científico: ele está possuído por satanás.
– Mas quem (ou o quê) é satanás?
Resposta imediata: – Lúcifer.
– E quem criou Lúcifer?
Mais imediata: – Deus.
Então, Ele também será o criador do mal e incompetente, porque fez um “anjo” capaz de se rebelar contra Ele e impor sua vontade sobre as criaturas.
Sem dúvida, só os fanáticos podem acreditar nesse Deus faccioso!!!
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Estudando o "Livro dos Espíritos" MATÉRIA
08:37
Estudando o "Livro dos Espíritos" MATÉRIA
30 - A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?
De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.
A fisica ensina que o átomo é tão pequeno que não conseguimos enxergá-lo. Acredita-se [não é informação oficial] que numa extensão de 1 (um) milímetro caberiam cerca de 10 milhões de átomos enfileirados e que uma gotinha de água conteria 6 zettas de átomos (6.000.000.000.000.000.000.000 átomos).
Antes da virada do século XIX, afirmar ser o átomo divisível constituía “heresia” maior do que defender, no passado, a tese heliocentrista do astrônomo Copérnico, que viveu no século XV, de que a Terra não era o centro do universo. Mas foi exatamente aquilo que os Espíritos revelaram para surpresa de muitos, como visto nas questões anteriores.
VEJA ESTE VIDEO
31 - Donde se originam as diversas propriedades da matéria?
São modificações que as moléculas elementares [partículas atômicas] sofrem, por efeito da sua união, em certas circunstâncias.
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32 - De acordo com o que vindes de dizer, os sabores, os odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva?
Sem dúvida e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las.
"A demonstração deste princípio se encontra no fato de que nem todos percebemos as qualidades dos corpos do mesmo modo: enquanto que uma coisa agrada ao gosto de um, para o de outro é detestável; o que uns vêem azul, outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar." (Allan Kardec).
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33 - A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades?
Sim e é isso o que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo.
"Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os MAGNETIZADORES e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água, por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até as qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento, o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria.
Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio. Transformação análoga se pode produzir por meio da AÇÃO MAGNÉTICA dirigida pela vontade." (Allan Kardec).
“O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono e todos os corpos que consideramos simples são meras modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que ainda nos achamos de remontar, a não ser pelo pensamento, a esta matéria primária, esses corpos são para nós verdadeiros elementos e podemos, sem maiores conseqüências, tê-los como tais, até nova ordem.” (Allan Kardec).
33A - Não parece que esta teoria dá razão aos que não admitem na matéria senão duas propriedades essenciais: a força e o movimento, entendendo que todas as demais propriedades não passam de efeitos secundários, que variam conforme a intensidade da força e à direção do movimento?
É acertada essa opinião. Falta somente acrescentar: e conforme à disposição das moléculas, como o mostra, por exemplo, um corpo opaco, que pode tornar-se transparente e vice-versa.
Lembramos aos amigos que, na época em que foram realizadas estas perguntas aos Espíritos, a Ciência não estava tão desenvolvida quanto hoje.
Por isso, é natural que nos deparemos, nas obras básicas, com uma linguagem diferente da terminologia técnica atual, o que não invalida a revelação dos Espíritos, visto que a essência da idéia continua a mesma, sem embargo de que o Espiritismo, sendo uma doutrina progressiva, “jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará” (item 55, cap. I, “A Gênese, FEB).
Lendo a questão sob comento, tem-se a impressão de que o Codificador utilizou na sua pergunta a expressão “molécula elementar” para designar o ÁTOMO propriamente dito (parece-nos que a palavra átomo [nome dado por DALTON ao elemento químico, no início do século 19, segundo o pesquisador brasileiro, engenheiro Hernani Guimarães Andrade] ainda não estava tão difundida como hoje) e “moléculas secundárias” para designar a aglomeração de partículas.
Portanto, na época do lançamento de “O Livro dos Espíritos”, prevalecia a tese científica de que o átomo (do grego, aquilo que é indivisível), era a partícula última da matéria. Inicialmente (cerca de 1808), acreditava-se, com JOHN DALTON (1766-1844), que o modelo do átomo seria o de uma bolinha ou esfera maciça indivisível.
Somente em 1897, portanto, 40 anos após o lançamento de o “Livro dos Espíritos”, foi descoberto, por Sir JOSEPH JOHN THOMSOM (1856-1940), o elétron: uma partícula elementar do átomo.
Portanto, a resposta dada pelos Espíritos à questão n. 34 (“o que chamais molécula longe ainda está da molécula elementar”) já deixava entrever que o átomo não era uno, mas sim um complexo de partículas subatômicas que se estruturam em número e modos diferentes, conforme cada elemento químico, os quais se combinam para dar origem às inúmeras substâncias existentes no Universo.
Indicamos como bibliografia complementar a obra “Psi Quântico”, do eminente pesquisador espírita brasileiro, desencarnado em 25.04.2003, Hernani Guimarães Andrade, fundador do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, com prefácio de Hermínio Corrêa de Miranda, ed. Didier.
34 - As moléculas têm forma determinada?
Certamente, as moléculas têm uma forma, porém não sois capazes de apreciá-la.
34-A - Essa forma é constante ou variável?
“Constante a das moléculas elementares primitivas; variável a das moléculas secundárias, que mais não são do que aglomerações das primeiras. Porque, o que chamais molécula longe ainda está da molécula elementar.”
Estudando o "Livro dos Espíritos",Estudando o "Livro dos Espíritos"
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Episódio 8: Viagens no Espaço e no Tempo
03:54
Episódio 8: Viagens no Espaço e no Tempo
Há mais estrelas no Cosmos que grãos de areia em todas as praias da Terra. Se conseguíssemos observar os céus durante milhões de anos, as constelações mudariam de forma conforme as estrelas que as compõem se movem e evoluem.
Com Carl Sagan, circundamos a Ursa Maior para a vermos sob uma nova perspectiva. Numa máquina do tempo, exploramos o que sucederia se pudesse alterar o passado. Viajamos até aos planetas de outras estrelas.
Refazemos o sonho de adolescente de Albert Einstein de viajar num feixe de luz; a sua teoria da relatividade prevê que cerca da velocidade da luz produziria estranhos efeitos, mas daria aos exploradores espaciais a possibilidade de, numa só vida, irem até ao centro da galáxia. Voltariam, contudo, a uma Terra muito mais velha do que aquela de onde haviam partido.
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DIREITOS HUMANOS?
03:48
DIREITOS HUMANOS?
Dizem que “em time que está ganhando não se mexe”. Mas, o governo Lula, vive de promessas que nunca se concretizam (como aliás, todo político populista seja de que partido for). É o PAC que já gastou grande parte das verbas sem que nem metade do prometido tenha sido entregue; é a reforma política que apenas facilitou a vida dos corruptos e a promessa de moralização da política nacional nocauteada pelo Mensalão e pelo episódio da defesa ferrenha de Renan Calheiros e José Sarney.
Agora, insatisfeito com uma nação que começa a se recuperar de um ano fraco e de índices mascarados que se revelaram ao constatar-se a simples verdade do recorde de requisições de seguro desemprego; Lula assina, ao apagar das luzes de 2009, um decreto que alega não ter lido (como sempre não sabia de nada) e ameaça de entregar o país nas mãos do que há de mais atrasado em nossa sociedade. Seja pela direita ou pela esquerda, os setores que se sentem insatisfeitos não toleram que o país tenha uma relativa liberdade e uma regularidade econômica; desejam arrastar o Brasil para a vala do autoritarismo e forçar uma regressão nos avanços que conseguimos até agora.
O direito de estar escrevendo aqui o que eu bem entender e o seu direito de ler o que quiser foram conquistados, depois de muita luta, com a Lei de Anistia. Sem ela, os militares jamais teriam deixado o poder e permitido a redemocratização do país. Até hoje estaríamos elegendo generais ou votando em seus “paus mandados” e fantoches.
Tortura, atrocidades, mortes desnecessárias ocorreram. Contudo, era um momento de conflito e o país estava atravessando uma era de obscuridade e violência. Ambos os lados cometeram “crimes de guerra” e igualmente praticaram a tortura e as atrocidades. O Decreto com o plano de direitos humanos, apresentado e assinado por Lula (sem que ele sequer tenha lido – repito), reflete apenas desconhecimento e um revanchismo desnecessários e extremamente perigosos para a estabilidade democrática da nação.
Se analisarmos as propostas mais de perto (e sem o olhar vidrado das ideologias); perceberemos que se trata apenas de um pacote visando oficializar o controle do Estado em várias áreas da sociedade. As leis e intervenções propostas simplesmente transformam o Brasil numa “Nova Cuba” ou numa Venezuela melhorada; permitindo que “notáveis” nomeados ao bel prazer determinem quem pode falar o que, onde e como deverá falar. O mesmo se dá com o aparelhamento de escolas, universidades e com o fim do direito a propriedade. Pois, basta que sua casa ou sua fazenda sejam invadidas por “movimentos sociais” para que você seja impedido de buscar o Judiciário e retomar o que comprou ou construiu com tanto sacrifício. Tendo que apelar a uma “comissão” cujos integrantes também farão parte dos “movimentos sociais” que invadiram a sua propriedade.
Tentar estabelecer aqui uma política bolivariana ou stalinista nesses moldes, apenas representará um enorme perigo. Se o plano de direitos humanos chegar a ser aprovado como está daremos uma guinada ao autoritarismo. Mais uma vez, os setores atrasados da direita e da esquerda comemorarão como “um grande avanço”. Resta saber se vão aceitar calados e mansos enquanto um ou outro lado “faz a festa”.
Enquanto isso, o principal algoz dos direitos humanos em nosso país, o próprio governo, seguirá impassível e incólume; enquanto doutrina os cidadãos e determina até o que poderemos ou não pensar.
A pergunta é muito simples, caro leitor: É isso que você deseja?
O brasileiro tem amor pela propriedade. Basta percorrer as ruas de qualquer cidade para ver que o maior desejo do povo é ter a sua casa própria ou o seu pedaço de terra. O brasileiro quer prosperidade, trabalho, saúde de qualidade, educação de primeiro mundo e segurança para poder ir e vir sem ter que se preocupar se vai ser morto no processo. O brasileiro quer um governo menos corrupto, políticos que sejam punidos com rigor máximo ao delinquirem (apenar dos enormes salários que recebem). O brasileiro quer uma nação que olhe o mundo de frente, tenha parceiros igualmente poderosos e preocupados com as garantias dos direitos dos cidadãos.
O brasileiro não quer perder o seu patrimônio para espertalhões e malandros. O brasileiro não quer um censor dizendo o que ele pode ou não ver na televisão ou na Internet. O brasileiro não quer voltar cinqüenta anos no passado para reviver os anos de chumbo; sejam eles verde-oliva ou vermelhos.
O brasileiro quer oportunidades, liberdade e prosperidade.
Ou será que não? Pense nisso.
FONTE: http://www.visaopanoramica.com/
Episódio 7: A Espinha Dorsal da Noite.
03:47
Episódio 7: A Espinha Dorsal da Noite.
O que são as estrelas? Tempos houve em que os humanos curiosos imaginaram que as estrelas eram fogueiras no céu, mantidas acesas por magia, ou pensaram que a Via Láctea era a "Coluna Vertebral da Noite". Há 2300 anos, na ilha grega de Samos, um homem de nome Aristarcos sugeriu que era o Sol e não a Terra que estava no centro do sistema solar.
Ele foi o culminar duma tradição com 200 anos, agora amplamente esquecida, segundo a qual leis naturais e não deuses caprichosos regiam o universo. Na caverna de Pitágoras, em Samos, Carl Sagan descobre também um lado diverso do pensamento grego, o mundo místico guardado por uma irmandade erudita que trabalhava para ocultar do povo o conhecimento que possuía.
O tema deste episódio é o nascimento do pensamento científico na nossa civilização e em nós mesmos. O Dr. Sagan viaja de volta ao bairro de Brooklyn onde ele próprio se começou a envolver no estudo do universo.
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