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FILOSOFIA DA LIBERDADE

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Documentário de DE ARISTÓTELES A HAWKING 1 e 2

14:17


Escrito, dirigido e apresentado pelo documentarista grego Paul Pissanos, DE ARISTÓTELES A HAWKING busca respostas na análise das teorias de filósofos clássicos, incluindo Pitágoras, Protágoras, Platão, Sócrates, Anaxágoras, Aristóteles e Plotino, sobre o “início do mundo”.
São 12 episódios apresenta, além de encenações, a participação de professores e cientistas dos campos da filosofia, física, astrofísica, matemática e teologia, tanto da Grécia quanto de conceituadas universidades internacionais.

Será que o Universo teve um começo? Aconteceu mesmo um BIG BANG? O que é Espaço? Haverá uma Alma Universal? Para onde nos leva a mecânica quântica?
Caberá o Universo inteiro dentro de uma molécula da mente humana?
O que é Deus?
Poderá o Homem participar da criação do mundo?
Plantas e animais têm alma? Seremos todos eternos?
Estas e outras tantas questões atuais têm sido, na verdade, levantadas por estudiosos ao longo de toda a história da humanidade


DE ARISTÓTELES A HAWKING-01


Sinopse Geral:
“… devemos todos, filósofos, cientistas, e mesmo leigos, ser capazes de fazer parte das discussões sobre a questão de por que nós e o universo existimos. Se encontrarmos a resposta para isso teremos o trunfo definitivo
da razão humana; porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus.”
(Stephen W. Hawking)

Episódio 2:
- O que veio antes pela lógica? - Acontecimento ou lei?
- Hawking, filósofos e leis;
- Materiais estruturais do universo;



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O Espiritismo é Racista ou Não

07:11

O Espiritismo é Racista ou Não?

O mal entendido inicia no pouco estudo e na falta de interesse em se aprofundar na questão, tanto é verdade que basta uma rápida busca no Google que vamos encontrar centenas de sites, vídeos e blogs espalhando que a doutrina espírita é racista.

Agora quem esclareça sobre esta questão tem dois ou três sites. Neste contexto resolvi reunir aqui o que o espiritismo fala a respeito a fim que você mesmo tire suas conclusões.
Os detratores usam para acusar a doutrina de Racista as seguintes informações:
(1º) Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão?"

(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).


(2º) O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.
Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais.
(Allan Kardec, Teoria da Beleza, in Obras Póstumas, p.131)"

(3º) A raça negra é perfectível? Segundo algumas pessoas, essa questão está julgada e resolvida negativamente. Se assim é, e se essa raça está votada por Deus a uma eterna inferioridade, a conseqüência é que é inútil se preocupar com ela, e que é preciso se limitar a fazer do negro uma espécie de animal doméstico adestrado para a cultura do açúcar e do algodão. No entanto, a Humanidade, tanto quanto o interesse social, requer um exame mais atento: é o que iremos tentar fazer; mas como uma conclusão dessa gravidade, num ou noutro sentido, não pode ser tomada levianamente e deve se apoiar sobre um raciocínio sério pedimos a permissão para desenvolver algumas considerações preliminares, que nos servirão para mostrar, uma vez mais, que o Espiritismo é a única chave possível de uma multidão de problemas insolúveis com a ajuda dos dados atuais da ciência. A frenologia nos servirá de ponto de partida; exporemos, sumariamente, as suas bases fundamentais para a compreensão do assunto.
(Revista Espírita Revista Espírita, abril de 1862)

Bem vamos começar a esmiuçar as questões que numerei com 1º, 2º e 3º

(1º) Primeiro.
Como os detratores da doutrina espírita sabem de antemão que a grande maioria não vai se dar ao trabalho de uma pesquisa mais profunda, eles pinçaram uma questão e jogaram no vento, sem apontar o que vinha a seguir.
E o que vem a seguir responde que a doutrina espírita é a arma que mata o racismo.
“A doutrina espírita é mais ampla que tudo isso.
Para ela, não há muitas espécie de homens, mas apenas homens, seres humanos cujos espíritos são mais ou menos atrasados, mas sempre suscetíveis de progredir. Isso não está mais conforme a justiça de Deus?”

Isto esta na mesma página é a continuação do texto, mas os que fazem aqueles que querem denegrir a doutrina colocam e divulgam uma frase fora do contexto, produzindo até vídeos e espalhando por toda web, mas vamos adiante.

(2º) Segundo.
Aqui também Kardec aponta a questão não de racismo e sim de uma lei da natureza que o homem não esta livre, a evolução das espécies que Darwin estudou e classificou, muito bem, mas, também temos que nos atentar a sua frase final; “Quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais?”
Ora fica claro que Kardec esta colocando todos na posição evolutiva, mas existe ainda o restante do artigo, onde um Médium faz uma comunicação e afirma; “Com efeito, sabeis todos o quanto é penoso o aspecto de uma encantadora fisionomia desmentida pelo caráter.
Ouvem-se falar de uma pessoa de mérito reconhecido, a revestis em seguida com os traços mais simpáticos, eficais dolorosamente impressionado em vista de uma fisionomia que contradiga as vossas previsões.
Que concluir disso? “Se não que, como todas as coisas que o futuro mantém em reserva, a alma tem a presciência da beleza à medida que a Humanidade progride e se aproxima de seu tipo divino.”

(3º) Terceiro.

Neste ponto que é o mais usando para denegrir Kardec.
Na verdade é Kardec limita-se a analisar o problema, mas não toma partido da opinião que apresenta para o julgamento do público, como cabia às finalidades da Revue - apresentava na qualidade de esboço cada hipótese e alimentando os debates, ia reunindo as idéias amadurecidas que iam surgindo para verificá-las ante o crivo da razão e da lógica, para só então incorporar ao Conhecimento Espírita.

Preste atenção ele não afirma e sim faz uma Pergunta.
“A raça negra é perfectível? Segundo algumas pessoas, essa questão está julgada e resolvida negativamente.”
Tudo haverá de ser analisado dentro do contexto em que se apresenta, e não tão somente de recortes que não expressam a idéia completa e sua análise. A visão de Kardec sob a áfrica tem de ser considerada segundo o contexto histórico em que foi formulada.

O que não podemos esquecer e que cada etnia guarda características particulares e esta pode ser observada de maneira positiva ou negativa, mas isto não quer dizer que o seja.
Não há demérito algum em se traçar determinados paralelos, porque todos têm suas funções e aptidões, que são úteis para o progresso da humanidade em geral.

Vamos analisar o povo chinês é na sua maioria uma pessoa pequena que não passa dos 1,70 já Os irlandeses geralmente têm o cabelo "loiro avermelhado" ou "ruivo". Geralmente, eles não são altos e têm os olhos claros na maioria verde, e o que dizer das espanholas são mulheres iguais as americanas, e o venezuelano é igual ao italiano?

A verdade é que o que Kardec vez foi analisar uma questão da época, ou seja, em meados de 1862, em um tempo que o povo africano era vendidos, e eram evidentes e indiscutíveis as diferenças entre a civilização moderna e culta da Europa e os hábitos, costumes e limites culturais e tecnológicos dos povos africanos.

Conceito de racismo
O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros.
O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial.
Fonte (wikipedia)

O que os espíritos superiores falaram para Kardec sobre ESCRAVIDÃO?

II – Escravidão
829. Há homens naturalmente destinados a ser propriedade de outros homens?
— Toda sujeição absoluta de um homem a outro é contrária à lei de Deus. A escravidão é um abuso da força c desaparecerá com o progresso, como pouco a pouco desaparecerão todos os abusos.
Comentário de Kardec: A lei humana que estabelece a escravidão é uma lei contra a natureza, pois assemelha o homem ao bruto e o degrada moral e fisicamente.

830. Quando a escravidão pertence aos costumes de um povo, são repreensíveis os que a praticam, nada mais fazendo do que seguir um uso que lhes parece natural?
— O mal é sempre o mal. Todos os vossos sofismas não farão que uma ação má se torne boa. Mas a responsabilidade do mal é relativa aos meios de que dispondes para o compreender. Aquele que se serve da lei da escravidão é sempre culpável de uma violação da lei natural; mas nisso, como em todas as coisas, a culpabilidade é relativa. Sendo a escravidão um costume entre certos povos, o homem pode praticá-la de boa fé, como uma coisa que lhe parece natural. Mas desde que a sua razão, mais desenvolvida e, sobretudo esclarecida pelas luzes do Cristianismo, lhe mostrou no escravo um seu igual perante Deus, ele não tem mais desculpas.

832. Há homens que tratam os seus escravos com humanidade, que nada lhes deixam faltar e pensam que a liberdade os exporia a mais privações. Que dizer disso?
— Digo que compreendem melhor os seus interesses. Eles têm também, muito cuidado com seus bois e, seus cavalos, a fim de tirarem mais proveito no mercado. Não são culpados como os que os maltratam, mas nem por isso deixam de usá-los como mercadorias, privando-os do direito de se pertencerem a si mesmos.

E o que vale é que existe para a doutrina espírita são “apenas homens, seres humanos”
799. De que maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso?
— Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz os homens compreenderem onde está o seu verdadeiro interesse. A ‘vida futura não estando mais velada pela dúvida, o homem compreenderá melhor que pode assegurar o seu futuro através do presente. Destruindo os preconceitos de seita, de casta e de cor, ele ensina aos homens a grande solidariedade que os deve unir como irmãos.

Porque hoje estamos encarnados como homens amanhã poderão retornar como mulheres, como americanos, judeus, africanos, etc., portanto estamos na situação escolhida, como já afirmei em outro artigo que você pode ler aqui.
Porque o Espírita é antimarxista?

O espírito é o músico, enquanto o corpo é seu instrumento. Cada um recebe um corpo em concordância com suas necessidades evolutivas e conforme a missão que tem de cumprir no meio em que encarnar. Portanto não cabe analisar a questão sob o ponto de vista materialista, porque somos espíritos encarnados em corpos humanos e o que define o ser é o espírito.

Uma doutrina de liberdade, como a espírita, não compactua com nenhuma ideologia que vise à discriminação racial entre os grupos sociais. O sectarismo racial, segundo o Espiritismo, tende a se tornar coisa do passado.
As pessoas e as nações evoluem. Segundo os Espíritos, “os mundos também se acham submetidos à lei do progresso. Todos começaram como o vosso, por um estado inferior, e a Terra mesma sofrerá uma transformação semelhante, tornando-se um paraíso terrestre, quando os homens se fizerem bons.” À medida que a humanidade melhora em inteligência e moralidade, todas as formas de preconceito e segregação tenderão a desaparecer definitivamente.
Nesse aspecto, o comentário de Kardec à questão citada é bem oportuno: “Assim, as raças que atualmente povoam a Terra desaparecerão um dia e serão substituídas por seres mais e mais perfeitos. Essas raças transformadas sucederão à atual, como esta sucedeu a outras que eram mais grosseiras.”

Agora em nível de atraso estamos todos no mesmo barco, pois se existiu a escravidão não foi apenas fruto da ação do homem branco.
A escravidão não era – e nunca foi – privilégio exclusivo das raças ditas brancas. Provavelmente, muito antes da instituição dessa prática pelas sociedades brancas, a escravidão já era – e ainda é – praticada no seio do próprio continente africano, pelo fato de sabermos que, certamente, a raça negra é bem mais antiga do que a branca.
CONTINUA AQUI. >> Zumbi dos Palmares tinha escravos

O que prova que somos todos, farinha do mesmo saco seja preto, branco, amarelo, pardo, rosa ou lilás, pois aqueles que escravizaram serão escravizados e Jesus já tinha alertado sobre a lei de causa e efeito, afirmando claramente a Pedro: Quem por espada ferir, por espada será ferido.

Portanto não existe possibilidade da pessoa ser espírita e ao mesmo tempo ter preconceito contra gays ou ser racista porque a doutrina é bem clara neste ponto, somente a hipocrisia e a incoerência explica uma pessoa adotar a doutrina espírita como sua filosofia de vida e ser preconceituosa.

Para entender melhor hoje eu estou na classe media, amanhã não sei poderei retornar na pobre ou na rica, portanto não sou Branco estou branco.
Mas, isto requer muito mais que um simples texto, se você quer aprender doutrina espírita estude a doutrina espírita, procure as obras básicas.
Começa aqui. (Campanha: Kardec Para Todos! )

Em minha opinião, como pesquisador e editor do site Republica dos Espíritos, é que as questões sociais não são encaradas face a face pelo movimento espírita atual.
Deixando espaço para que os detratores da doutrina divulguem a mão cheia que a doutrina espírita ensina a pessoa a ser racista, homofobica, machista e etc.

Não sou a favor das cotas e tenho reservas quanto às ações ditas afirmativas, que de afirmativas não tem na verdade é nada, o que temos é a política da hipocrisia e da lei de Gerson onde os espertalhões escondem suas verdadeiras intenções.
Veja aqui a opinião de Walter Williams é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.
Ele sintetiza de maneira perfeita o pensamento espírita sobre a desigualdade social, sem ser um espírita.
CLIQUE AQUI.

Para finalizar quero dizer que sou contrario a racialização do Brasil por isso apoio e você deveria ler os artigos deste site.
http://noracebr.blogspot.com/

Temos que encarar as situações das minorias face a face, as questão da mulher, dos homossexuais, das etnias discriminadas, dentre outras, não podem ser desprezadas. Isso significa inserir o Espiritismo na modernidade e assim, enfrentar toda a problemática existencial de nosso tempo, pois a doutrina tem todos os elementos racionais para responder nossas duvidas.

Acredito que ficou claro para o leitor que a maior arma contra o preconceito é o entendimento da vida futuro que a doutrina espírita apresenta. Pois à medida que a humanidade sabe de onde vem para onde vai e que seu futuro é forjado com suas atitudes, ela vai rever seus conceitos e seus preconceitos, a fim de pavimentar a estrada para uma sociedade onde reine a igualdade a fraternidade e a liberdade.

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Espiritismo Na Televisão

15:01


O verdadeiro Espiritismo como codificado por Allan Kardec.
Assista as palestras do Centro Espírita Friburguense.





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Desfigurando a prática espírita

05:06

Desfigurando a prática espírita

A DESFIGURAÇÃO DO CRISTO
José Herculano Pires


O interesse em desfigurar o Cristo vem dos planos inferiores do mundo espiritual
e se manifesta de várias formas:

- pelas comunicações mediúnicas inferiores,

- pelas intuições dadas a adeptos do Cristianismo e do Espiritismo para introduzirem teorias e práticas ridicularizantes no meio doutrinário,

- sempre atribuindo a Jesus posições, palavras e atitudes que o coloquem em situação crítica pelas pessoas de bom senso.

Para isso, as entidades mistificadoras se aproveitam da ignorância e da vaidade de criaturas autoritárias e arrogantes, que facilmente se deixam levar por elogios e posições lisonjeiras que podem exaltá-las na instituição a que pertencem.

A gigantesca luta empreendida pelo apóstolo Paulo, após a sua conversão, para
preservar a pureza dos ensinos de Jesus e da sua excelsa figura, em meio aos próprios apóstolos do Mestre, revela de maneira eloqüente, a dificuldade dos homens para compreenderem a Verdade Cristã.

Os gnósticos-docetas do primeiro século sustentavam que Jesus não tinha
realidade física, que o seu corpo era apenas aparente.

Sua posição contrariava as teses da encarnação do Cristo, apresentando-o como uma espécie de Deus mitológico, sob a influência das idéias helenísticas.

O Docetismo exerceu grande influência em Alexandria, propagando-se a Éfeso, onde o apóstolo João instalara a sua Escola Cristã.

João refutou a tese doceta como herética, pois além de não corresponder à realidade histórica, transformava o Cristo num falsário.

A fábula dos docetas ( como o apóstolo Paulo a classificou) apresentava-se como
uma das mais estranhas desfigurações do Cristo, fornecendo elementos ricos e valiosos aos mitólogos para negarem a existência real e histórica de Jesus de Nazaré.

Essa teoria absurda reapareceu na França, através de uma obra confusa e
carregada de pesado misticismo ridicularizante.

Um advogado de Bordeaux, Jean Baptiste Roustaing, elaborou essa obra através de comunicações mediúnicas atribuídas a Moisés, os Apóstolos e os Evangelistas.

Um grupo místico do Rio de janeiro adotou com entusiasmo essa obra, conseguindo apossar-se da Federação Espírita Brasileira, e até hoje a propaga e sustenta, contra a maioria das instituições espíritas do Brasil e do mundo.

É inacreditável o fanatismo dos roustainguistas, o que se justifica pela sua mentalidade anti-racional, apegada aos resíduos do passado mágico e mitológico, portanto contrária à posição racional, apegada aos resíduos do passado mágico e mitológico, portanto contrária à posição racional do Cristianismo e do Espiritismo.

Esses defensores do absurdo chegam a citar a obra mistificadora Os quatro evangelhos, como uma das dez mais importantes da literatura mundial, e Roustaing, como uma das maiores figuras da Humanidade.

Kardec condenou essa obra, o que provocou um revide de Roustaing.

Hoje só existe um símbolo para o Cristo: o da Ressurreição.

Provada cientificamente a existência do corpo espiritual, provada a continuidade da vida triunfante após a morte, provada a herança de Deus na imensidade do Cosmos povoado de mundos, provada a ineficácia das instituições religiosas e seus métodos para levar os homens a Deus, pois que a maioria se afastou de Deus e o considera como superstição estúpida, só a figura do Cristo Ressuscitado, triunfando sobre a veleidade do poderes terrenos e confirmando em si mesmo a verdade dos seus ensinos, poderá libertar as consciências do apego às coisas perecíveis, dando-lhes a confiança no poder superior do espírito.

Se somos espíritos não apenas um corpo material, e se temos a certeza de que o Cristo continua vivo e a nos inspirar em nossas lutas no caminho do bem, por que cultivamos a morte e até mesmo as imagens de um cadáver que não foi encontrado no túmulo?

A desfiguração do Cristo atingiu o máximo nessas imagens frias que dormem o
ano inteiro nas criptas das Igrejas, à espera do seu enterro anual, com luto, choro e velas acesas.

O sadismo humano se revela num automatismo consciencial que o perpetua nas
gerações sucessivas.

Chegou o momento de compreendermos que o Cristo está diante de nós, na plenitude de sua vida e seu poder, procurando despertar-nos do pesadelo da morte.



Livro: Revisão do Cristianismo – José Herculano Pires

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O Que é o Espiritismo Para KARDEC?

14:16

O Que é o Espiritismo Para KARDEC?

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"...o Espiritismo se fundamenta em princípios gerais independentes de toda questão dogmática. É verdade que ele tem conseqüências morais, como todas as ciências filósóficas. Suas conseqüências são no sentido do cristianismo, porque é este, de todas as doutrinas, a mais esclarecida, a mais pura, razão por que, de todas as seitas religiosas do mundo, são as cristãs as mais aptas a compreendê-lo em sua verdadeira essência.


O Espiritismo não é pois uma religião. Do contrário teria seu culto, seus templos, seus ministros. Sem dúvida cada um pode transformar suas opiniões numa religião, interpretar à vontade as religiões conhecidas; mas daí à constituição de uma nova igreja há uma grande distância e penso que seria imprudente seguir tal idéia. Em resumo, o Espiritismo ocupa-se da observação dos fatos e não das particularidades desta ou daquela crença; da pesquisa das causas, da explicação que os fatos podem dar nos fenômenso conhecidos, tanto na ordem moral quanto na ordem física, e não impõe nenhum culto aos seus partidários,..."

(da Revista Espírita - Volume 2 - 1859 - Refutação de um artigo de "L'Univers")


Realmente senhor abade... ( ) ...o Espiritismo está fora de todas as crenças dogmáticas, com o que não se preocupa; nós o consideramos uma ciência filósofica, que nos explica uma porção de coisas que não compreendemos e, por isto mesmo, em vez de abafar as idéias religiosas, como certas filosófias, fá-las brotar naqueles em que elas não existem. Se, entretanto, o quiserdes elevar a todo o custo ao plano de uma religião, vós o atirais num caminho novo. É o que compreendem perfeitamente muitos eclesiásticos que, longe de empurrar para o cisma, esforçam-se por conciliar as coisas, em virtude deste racicínio: (...)


Se eu tivesse a honra de ser sarcedote, disto me serviria em favor da religião; dela faria uma arma contra a incredulidade e diria aos materialistas e ateus: Pedi provas? Ei-las: e é Deus quem as manda.


(da Revista Espírita - Volume 2 - 1859 - Resposta a réplica do abade Chesnel em "L'Univers")

O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.

Pode-se defini-lo assim:


O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal.



O que é o Espiritismo - Preâmbulo (1859)



O Espiritismo prova e faz ver o que a religião ensina pela teoria.

O Espiritismo é, antes de tudo, uma ciência e não se ocupa das questões dogmáticas. Essa ciência tem conseqüências morais, como todas as ciências filosóficas. (...)...O Espiritismo está portanto na própria Natureza...
..Seu verdadeiro caráter é, portanto, o de uma ciência e não o de uma religião. (...) Repousa então sobre princípios independente de toda e qualquer questão dogmática. Suas conseqüências morais estão na linha do Cristianismo, pois este é, de todas as doutrinas, a mais esclarecida e a mais pura, e é por essa razão que, de todas as seitas religiosas do mundo, os cristãos são os mais aptos a compreendê-lo em sua verdadeira essência.O que é o Espiritismo - Terceiro diálogo: O padre (1859)

O Espiritsmo independe de qualquer forma de culto, não aconselhando nenhum e não se preocupando com dogmas particulares, não constitui uma religião especial, pois não possui nem sacerdotes nem templos. Aos que lhe perguntam se fazem bem em seguir tal ou tal prática, apenas responde; "Se sua consciência aprova o que você faz, faça-o: Deus sempre considera a intenção". Numa palavra, o Espiritismo nada impõe a ninguém. Não se destina aos que tem fé, e a quem esta fé é suficiente, mas à numerosa classe de inseguros e dos incrédulos. Não os afasta da Igreja, porquanto ja estão dela moralmente afastados, de modo total ou parcial, mas os leva a fazer três quartos do caminho para nela entrarem; cabe à Igreja fazer o resto.
(...)

...Um venerável eclesiastíco dizia a esse respeito: "O Espiritismo faz crer em algo; ora, é melhor crer em alguma coisa do que não ter crença nenhuma".
O Espiritismo em sua mais simples Expressão. (1862)


"Se a religião, apropriada em começo aos conhecimentos limitados do homem, tivesse acompanhado sempre o movimento progressivo do Espírito humano, não haveria incrédulos, porque está na própria natureza do homem a necessidade de crer, e ele crerá desde que se lhe dê o pábulo espiritual de harmonia com as suas necessidades intelectuais"(do livro "O Ceu e o Inferno" - Allan Kardec, capítulo I) (1865).

Se assim é, perguntarão, então o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem duvida, senhores. No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos glorificamos por isto, porque é a doutrina que funda os elos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as mesmas leis da natureza.


Por que, então, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Porque não há uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e porque, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí senão uma nova edição, uma variante, si se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes se levantou a opinião pública.


Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual do vocábulo, não podia nem devia enfeitar-se com um titulo sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis porque simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral.

As reuniões espíritas podem, pois, ser feitas religiosamente, isto é, com o recolhimento e o respeito que comporta a natureza grave dos assuntos de que se ocupa. Pode-se mesmo, na ocasião, aí fazer preces que, em vez de serem ditas em particular, são ditas em comum, sem que por isto as tomem por “assembléias religiosas”. Não se pense que isto seja um jogo de palavras; a nuança é perfeitamente clara, e a aparente confusão é devida à falta de um vocábulo para cada idéia.(Discurso pronunciado na Sociedade Espírita de Paris em 01/11/1868 - Revista Espírita).

"Ele não apresenta nenhuma característica de uma religião na acepção usual do vocabulário; não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis porque simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral"(da Revista Espírita - Volume 12 - 1868).

"O Espiritismo foi chamado a desempenhar uma papel imenso na Terra। Reformará a legislação tantas vezes contrárias às leis divinas; retificará os erros da História; restaurará a religião do Cristo ... Instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai direto a Deus"(do livro "Obras Póstumas" de Allan Kardec, página 299 - edição FEB).

"O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos ... Não é uma religião constituida, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que entre seus adeptos, nenhum recebeu o título de sacerdote ..."
(do livro "Obras Póstumas" - página 260 - Edição FEB).


Fácil perceber que Ele toca num ponto de vital importância, que é o caráter universal da Doutrina. Para ser universal ela realmente, no meu entender, tem que estar acima dos adjetivos religiosos.

Até porque os homens não precisão de mais religião e sim de mais moral.
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