
Apresentamos o artigo abaixo na comunidade do Orkut Espiritismo Com Profundidade link aqui {http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=102440724}
O artigo foi apresentado para o grupo fazer uma analise critica das informações que o artigo propaga quem fez analise foi Rafael Teixeira.
Espiritificar, de Richard Simonetti
1 – Nota-se atualmente, no movimento espírita, a formação de grupos centralizados na orientação de determinados médiuns. É um progresso?
É um desvio, com a perigosa possibilidade de protestantizarmos o Espiritismo, com a formação de múltiplas igrejas, cujos fiéis gravitam em torno de revelações produzidas por médiuns que assumem a postura de oficiantes.
Analise- Acho uma postura normal do ser humano a de centralizar e organizar em grupos menores seguindo determinados líderes. O grande problema é que isso é causado no ME (Movimento Espírita) porque as pessoas idolatram os médiuns e os adoram como santos ou algo especial, e os seguem cegamente. Isso é algo terrível que foge totalmente a uma fé raciocinada.
2 – Considerando o dinamismo da Doutrina Espírita, sempre avançando nos domínios do conhecimento, particularmente em relação ao intercâmbio com o Além, não é natural que assim aconteça?
Desvios não obedecem à lógica de nenhuma doutrina. Longe de representarem uma contribuição ao debate das ideias espíritas, esses movimentos pecam pela base quando se afastam de elementares noções sistematizadas por Allan Kardec.
Analise- "Desvios não obedecem à lógica de nenhuma doutrina. Longe de representarem uma contribuição ao debate das ideias espíritas, esses movimentos pecam pela base quando se afastam de elementares noções sistematizadas por Allan Kardec."
Aqui eu discordo totalmente. Todo desvio obedece a uma lógica que pode ser estudada e entendida. Além disso, não entendo qual o pecado de se afastar das "noções elementares" de Kardec. Com essa postura estaremos sendo dogmáticos e desobedecendo a própria visão progressista de Kardec. O espiritismo também tem que se atualizar. Já se passaram 150 anos e a ciência e a filosofia já desacreditaram muitas "noções elementares" de Kardec.
3 – Agindo com excessiva obediência às obras da Codificação, não estaremos cultivando indevida dogmatização?
Obviamente o bom senso nos diz que não devemos catolicizar o Espiritismo, caindo na dogmatização. Isso não acontecerá se considerarmos que o único dogma a ser sustentado é o da razão. Imperioso passar por seu crivo as ideias que surgem, a ver se são coerentes e obedecem à lógica doutrinária.
Analise- "Isso não acontecerá se considerarmos que o único dogma a ser sustentado é o da razão. Imperioso passar por seu crivo as ideias que surgem, a ver se são coerentes e obedecem à lógica doutrinária."
Aqui ficou contraditório. O único dogma é a razão ou a codificação. Se o único dogma é a razão porque a necessidade de se coerente com a doutrina anterior?
4 – Quando foi lançado o livro Nosso Lar, com a ampla visão das realidades espirituais, houve resistência dos intelectuais espíritas, sob alegação de que se tratava de uma fantasia. Não estará acontecendo o mesmo com as ideias novas que estão surgindo sobre o Além?
É preciso considerar que a obra de André Luiz passou pelo crivo da razão e é hoje reconhecida, quase unanimemente, como uma complementação da Codificação, o que não ocorre com supostas revelações na atualidade, distanciadas de um consenso, admitidas por minorias que gravitam em torno dos médiuns que as produzem.
Analise- Apesar de ser um pouco precipitado falar que Nosso Lar passou no crivo da razão, acho que concordo com essa parte no geral.
5 – O que pode ser feito para evitar uma protestantização, sem cair numa catolicização?
Em primeiro lugar, que busquemos espiritificar nossa ação, isto é, torná-la legitimamente espírita, com o estudo sistemático das obras da Codificação. Precisamos aprender a raciocinar como profitentes esclarecidos, capazes de manter a disponibilidade para admitir progressos na conceituação doutrinária, mas sem espaço para a fantasia.
Analise- O que pode ser feito para evitar uma protestantização, sem cair numa catolicização?
Em primeiro lugar, que busquemos espiritificar
Isso aqui ficou totalmente sem sentido. Coloca um sentido pejorativo na adjetivação do protestantismo e catolicismo, e afirma adjetivação do espiritismo. Ou seja, o espiritismo tem que ser espiritismo. Não é óbvio?
Ao mesmo tempo me parece preconceituoso, pois parece incentivar o afastamento aversão a outras religiões, que não deve ser a meta do espiritismo e vai contra a crescente inclinação ao ecumenismo e união entre as religiões.
6 – Em segundo…
Cerremos fileiras em torno dos órgãos de unificação, para que possamos debater as ideias e contribuir em favor de uma uniformidade do pensamento espírita, sem cair na uniformização. Não é necessário nem admissível que sejamos absolutamente iguais nas atividades espíritas, mas é fundamental que não sejamos desiguais na apreciação de novidades. Juntos será mais fácil guardar coerência com a verdade.
Analise- Qual o problema em ser desigual ao aceitar novidades? Qual o problema da diversidade, de cada um pensar diferente? Temos que ser todos cordeirinhos obedecendo lideres sem pensar?
7 – O que dizer de médiuns que se recusam a participar do movimento de unificação, sob alegação de que não querem ter a sua liberdade cerceada?
Estamos diante de mera desculpa de quem deseja dar asas à imaginação, sem sofrer questionamentos. O movimento de unificação não tem por objetivo cercear a liberdade de ninguém, mas evitar que, isolados, os médiuns percam o contato com a realidade.
Analise- Cada caso é um caso, mas muitas vezes o médium pode perceber que não tem nenhum órgão unificador descente para ser seguido, e não quer se juntar aos equívocos dos existentes, joguinho de orgulho, briga por posições.
8 – O que dizer do fato de que Chico Xavier não participava do movimento de unificação?
Ninguém colaborou mais com a unificação do que ele. Seus livros mais importantes foram editados pela Federação Espírita Brasileira, que lidera o movimento federativo. As mensagens mais incisivas de Bezerra de Menezes sobre o assunto vieram por seu intermédio, e sempre manteve estreito contato com dirigentes do movimento de unificação, a nível local, estadual e federal. Oportuno lembrar a recomendação que Emmanuel lhe fazia: se um dia você tiver que decidir entre Kardec ou eu, fique com Kardec. Se o médium não observa essa recomendação, tenderá a ficar com a fantasia, sob inspiração de supostos guias
Analise- "O que dizer do fato de que Chico Xavier não participava do movimento de unificação?"
E? O João da padaria também não participa. Nem a Maria benzedeira. O que o Chico tem de especial que teríamos que tomar ele como exemplo? Só a pergunta já denota idolatria.











