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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

HIPNOSE E REENCARNAÇÃO NA. RUSSIA


HIPNOSE E REENCARNAÇÃO NA. RUSSIA
Charles Richet, o famoso fisiologista francês, escreveu certa vez a Cairbar Schutel, fundador da "Revista Internacional de Espiritismo", de Matão, que: "A morte é a porta da vida." Segundo um ditado popular: "O sono é irmão da morte." E agora um cientista soviético, o psiquiatra Vladimir Raikov, fez esta descoberta sensacional: "A hipnose não é sono, mas uma forma superior de vigília." Esta seqüência de afirmações, em que opiniões científicas se ligam através de um ditado popular (a Ciência unida à sabedoria popular) representa uma confirmação da teoria espírita sobre o sono, a hipnose e a natureza espiritual do homem.

Kardec, antes de investigar os fenômenos espíritas, durante mais de trinta anos estudou e praticou o magnetismo. Quando a Academia de Ciências da França reconheceu o Hipnotismo e suas possíveis aplicações médicas, Kardec escreveu na "Revista Espírita" que o Magnetismo, tão repudiado pelos cientistas, mudara de nome e conseguira entrar na Academia pela janela. Agora é a reencarnação, postulado espírita tão repudiado como o Magnetismo, que está entrando nas Academias pela mesma janela aberta pelo Hipnotismo.

Svetlana Vinokurova, repórter soviética, escreveu para a revista "URSS" uma reportagem sobre as experiências do prof. Raikov com estudantes universitários. Como todos os cientistas soviéticos, que são oficialmente materialistas, Raikov não se esquece de advertir que nas suas experiências não há nada de misticismo nem de espiritualismo. Hipnotiza os jovens e, segundo sua própria terminologia, faz que neles sejam reencarnados alguns personagens famosos, como o pintor Matisse, o violinista Fritz Kreisler, um "inventor do futuro", ainda por nascer, e assim por diante.

O que Raikov chama de "reencarnação" é uma personificação hipnótica. O jovem hipnotizado pinta como Matisse, toca violino no estilo de Kreisler, projeta em desenhos invenções fantásticas. Fenômenos, aliás, muito naturais no campo do Hipnotismo. Mas o que não é natural e contrasta com as teorias científicas vigentes, é a opinião de Raikov de que a hipnose não é sono, mas vigília em estado superior. Essa opinião está certa, mas, uma vez comprovada, levará a Ciência soviética a uma comprovação decisiva do Espiritismo. O que nos mostra que Raikov ouviu cantar o galo mas não sabe onde.

Os cientistas de todo o mundo até agora não sabem o que é a hipnose, embora já tenham descoberto em parte o seu mecanismo fisiológico e possam aplicá-la na clínica e na cirurgia, bem como na hipnopedia ou ensino durante o sono. O Espiritismo explica a hipnose como o processo do desprendimento parcial do espírito, em sua ligação vital com o corpo. O espírito parcialmente liberto deixa o corpo em estado de sono, mas está mais acordado do que nunca.
O sonâmbulo, realmente, está super-acordado, como percebeu o psiquiatra Raikov. Mas não do ponto de vista materialista.
Não se trata apenas do Hipnotismo.

A explicação espírita, confirmada por numerosas experiências científicas rejeitadas pelos materialistas (mas que até hoje não sofreram contraprovas científicas, sendo refutadas somente no campo teórico) abrange muitos outros fenômenos ainda inexplicados, como todos os investigados pela Metapsíquica e pela atual Parapsicologia.

As "reencarnações" de Raikov incidem no campo da "regressão da memória", que é precisamente uma das provas científicas da reencarnação. Raikov não sabe, mas está pisando terreno perigoso, minado pelo "inimigo", e se avançar um pouco mais não poderá voltar à trincheira materialista.

FONTE: O Homem Novo de J. Herculano Pires * 54 /58

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